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As imponentes ruínas da Igreja de São Paulo erecta, pelos jesuítas, em 1594 -1602, dá acesso uma magestosa a vasta escadaria maior, muito maior do que a do célebre Capitólio de Roma.
O Seminário, que lhe estava anexo, foi, no Século XVII, um grande centro de instrucção e influência política portuguesa no Extremo Oriente.
Depois da expulsão dos Jesuítas, pelo Marquez de Pombal, de 1759, passaram, Seminário e Convento, a servir de quartel militar, até que, em 1835 , toda a fábrica foi devorada por um incêndio. A fachada do templo, toda em lavrada cantaria trabalhada por obreiros japoneses, segundo os clássicos móldes jesuíticos, escapando ao pavoroso sinistro, conserva-se intacta em bom estado, sendo digna de sêr visitada pelos forasteiros.”
Do «Anuário de Macau» 1921.

Hoje, dia 23 de Agosto celebra-se a festa litúrgica de Santa Rosa de Lima. Amanhã dia 24, do ano de 1617, (precisamente 400 anos ) assinala a morte de Isabel Flores y Oliva, que ficou conhecida como Santa Rosa de Lima, mística da Ordem Terceira Dominicana,canonizada pelo Papa Clemente X em 1671 e a primeira santa nativa da América e padroeira do Peru. (1)

Painel numa coluna á entrada da Catedral Metropolitana de Buenos Aires, tirada em 2016

Em Macau, desde cedo o nome de Santa Rosa de Lima ficou ligada à educação principalmente para órfãs e meninas.
1.º Havia o Recolhimento de Santa Casa da Misericórdia cuja primeira referência aparece num termo do Senado de 26 de Dezembro de 1718 em que atribuía a este Recolhimento a sustentação das Meninas orphaans filhas de Portuguezes , q com o beneplácito do Procurador e mais Irmãons da casa, se fará nella hum recolhimento co mais huma S.ª grave p.r Mestra das Orphaans”
O Recolhimento foi fundado em 1726 sendo provedor de Santa Casa António Carneiro de Alcáçova; foi aprovado por João de Saldanha da Gama, vice-rei da Índia, “com a clausula de que haverá no d.º Recolhimento uma Mestra, que possa ensinar às Orfas as artes de que necessita uma mulher para governar a casa.”
Em 1737, a Santa Casa fechou o Recolhimento por falta de dinheiro. Em 1792, foi fundado por D. Marcelino José da Silva, bispo de Macau (1789-1808) um Recolhimento ou casa de educação para meninas órfãs”. Mais tarde esta Casa tomou o nome de Recolhimento de Santa Rosa de Lima. Em 1848, foi instalado na Casa das 16 colunas (posteriormente Instituto Salesiano) sob a direcção das filhas da Caridade de S. Vicente de Paulo, que no ano seguinte o transferiram para o extinto Convento de S. Agostinho; dali passou para o Mosteiro de S. Clara em 1857; mas em 1865, essas Irmãs saíram de Macau.
Em 1875 o governador José Maria Lobo d´Avila (portaria n.º 23 de 18-02-1875) determinou o seguinte: “ Tendo sua Majestade por decreto de 2 de Outubro de 1856 anexado o recolhimento de Santa Casa Rosa de Lima ao Mosteiro de Santa Clara, a fim de poder ali crear-se uma casa d´educação para o sexo feminino…(…)… Attendendo  a que é de toda a conveniência o acabar o estado excepcional em que ficou o recolhimento de Santa Rosa de Lima depois da extinção de mosteiro de Santa Clara, devendo segundo a letra do supracitado decreto crearse ali uma casa d´educação para o sexo feminino. “

Colégio de Santa Rosa de Lima anexo ao antigo Convento de Santa Clara em 1956

A direcção e administração directa do Colégio era exercida por uma comissão, mas a inspecção ficava a cargo do governo. O presidente era um prelado diocesano, sendo vice-presidente o juiz de direito, e os restantes membros: dois cidadãos nomeados pelo governador (sendo um deles tesoureiro) e um capelão que servia de secretário.
O ensino ministrado nesse colégio era o elementar, ou instrução secundária que compreendia: línguas, portuguesa, francesa e inglesa; história sagrada; desenho; música de canto e piano; educação física; higiene e economia doméstica.
A pedido do bispo D. António Joaquim de Medeiros ( bispo de 1884-1897),  as Irmãs Canossianas (Filhas Canossianas da Caridade) tomaram conta desse Colégio em 1889, dirigindo-o até 1903.
Em 17 de Novembro de 1903, as Irmãs Franciscanas Missionárias de Maria que haviam instalados em Macau, no Mosteiro de Santa Clara, em 1903 e começaram a desenvolver trabalho missionário ligado ao ensino passaram também a dirigir o Colégio por ordem do bispo D. João Paulino de Azevedo e Castro (bispo de 1902-1918). Ambos os edifícios lhes foram cedidos pelo Governo juntamente com os bens do antigo Mosteiro e do antigo Recolhimento de Santa Rosa de Lima.
As Irmãs que chegaram a 27-1-1903 eram as seguintes:
Benedicta de S. Joaquim, Superiora (moreu em Tsingtao, 15-11-1921)
Leona du Sacre Coeur (moreu em Macau, 16-03-1956)
Antoine de Brive (moreu em Chefoo)
Edeltrud (morreu  em Macau)
Ambrosina (morreu em Macau, Fevereiro de 1953)
Zélia (morreu  em França)
Mais tarde chegaram as Irmãs Clotilde, M. da Apresentação, M. Chiara, M. Leónia e M. Dismas.
A 30 de Novembro de 1910, (I República Portuguesa) o Governo ordenou a saída das Franciscanas (o Colégio, nesse ano, tinha 130 alunas de diferentes nacionalidades, sendo muitas delas internas) e a escola foi confiada a pessoal leigo a 7 de Janeiro de 1911, ficando reduzida a 40 alunas.(2)
As Franciscanas só voltaram a dirigir o Colégio em 1932.

Pormenor do mesmo painel (2016)

(1) Rosa de Lima (1586 – 1617), nome de baptismo: Isabel Flores y Oliva, beatificada a 15 de abril de 1668 por Papa Clemente IX e canonizada a 2 de abril de 1671, por Papa Clemente X. A Festa litúrgica é no dia 23 de agosto (Calendário Romano) embora seja comemorada a 30 de agosto em Peru. É também padroeira das Filipinas.
Santa Rosa de Lima era muita devota de Santa Catarina de Sena, um dos padroeiros de Macau (declarado pela Vereação do Senado a 2 de Maio de 1646)  e venerada na Igreja de S. Domingos.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Rosa_de_Lima
(2) TEIXEIRA, Padre Manuel – A Educação em Macau, 1982.
Ver mais informações sobre o Recolhimento e Colégio de Santa Rosa de Lima em anteriores postagens:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/colegio-de-santa-rosa-de-lima/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/casas-de-recolhimento-de-santa-rosa-de-lima/

No dia 9 de Agosto de 1698, tomou posse da capitania e governo de Macau, Pedro Vaz de Siqueira, (1) filho do embaixador ao Japão Gonçalo de Siqueira e Sousa. (2) Participou na reconquista de Ceilão e na defesa de Cochim, em 1659-1663. Seu filho António Siqueira Noronha (3) foi também Governador de Macau (durante o seu governo houve o episódio da morte de um chinês por um timorense, criado de João Soares Lisboa).  (4) (5)
(1) Pedro Vaz de Siqueira foi governador até 4 de Agosto de 1700. Viria a ser novamente governador de 22 de Julho de 1702 a 14 de Agosto de 1703.
(2) Gonçalo de Siqueira de Sousa, Capitão de Mar-e Guerra dos Galeões de Portugal primeiro embaixador enviado por D. João IV ao Japão, embaixada feita por sugestão do Padre António Cardim, S. J.. Gonçalo de Sousa reuniu.se, em 3 de Junho de 1645, em conferência com o Senado de Macau, com o Capitão-Geral Luiz Carvalho de Sousa, com o Governador do Bispado e Juízes, para tomar conhecimento das instruções sobre a embaixada ao Japão. Siqueira fora designado por decisão de D. Joaõ IV, em Lisboa a 29 de Dezembro de 1643. Para as despesas da embaixada, o Capitão Geral Luiz de Carvalho e Sousa convocou o povo do Senado no dia 6 de Junho desse ano, para o informar da necessidade de o mesmo concorrer com 40 mil patacas, pedido este que foi aceite unanimemente. (4) (6)
Em 9 de Agosto de 1645, o Senado resolveu não se arriscar a enviar a embaixada de Gonçalo de Siqueira de Sousa ao Japão sem advertir, primeiramente, a  El-Rei, que o embaixador não podia garantir consentimento para a pregação do Evangelho no Japão e que o rei deste país, após a malograda embaixada anterior de 1640, proibira a entrada dos portugueses por qualquer via. (4) (6)
(3) António Siqueira Noronha fidalgo-Cavaleiro, natural de Macau Tomou posse do Governo de Macau a 11 de Julho de 1711, segundo Charles R. Boxer. Outros autores propõem outras datas: 18 de Julho ou 22 de Julho. (4) (6) (7) Governou até 13-07-1714, data da posse de Dom Francisco Alarcão Sotto-Maior, que foi também Governador de Moçambique e Rios de Sena e Capitão-Mór da Armada do Canará e Costa do Sul. (4)
(4) GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954.
(5) “23-03-1712 – Neste dia mandou o Governador mattar hum moço de João Soares Lisboa na boca de huma pessa na Fortaleza do Monte pela morte que fes a hum China que se achava no matto cortando palha, e aos oito companheiros que não tiverão tanto culpa os mandou açoitar pelas ruas publicas da Cidade e depois vendidos em Manila para se pagarem os gastos que se fiserão com os Mandarins que os agarrarão, e com os parentes do defunto.”.(7)
Ver o mesmo episódio relatado em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/05/21/noticia-de-1743/
(6) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 1, 1997
(7) BRAGA, Jack  M. – A Voz do Passado, 1987.

Mais dois ”slides” digitalizados da colecção “MACAU COLOR SLIDES – KODAK EASTMAN COLOR”, comprados na década de 60 (século XX), se não me engano, na Foto PRINCESA (1)
Dois slides referentes ao Templo de Kun Iam (Kun Iam Tong -觀音堂)

“Um dia, dois pastorinhos da aldeia de Mong Há (Mong Há Tchun- aldeia do Vestíbulo ou aldeia que contempla Há Mun, ou aldeia que contempla Casa Grande ou Palácio) viram boiar nas águas do rio que banhava os pés da Colina de Mong Há (outrora chamada Kam Kok Lam – Colina do Cume de Oiro), uma estatueta de madeira da Kun Iam , deusa; colocaram-na num nicho, que mais tarde se transformou num templo; este foi ampliado nos fins do sec. XVII. No reinado de Man Lek (1572-1620) (2) foi construída a bonzaria Pou Tchai Sin Un, junto do templo. Esta bonzaria foi-se ampliando com novos pavilhões, que vieram a dar o actual Kung Iam Tong; este ofuscou o primitivo santuário que ficou sendo conhecido pelo nome de Kun Iam Ku Miu -觀音古廟 (Antigo Templo de Kun Iam)” (3) (6)

O actual edifício de Kun Iam Tong data de 1627, sendo o templo restaurado durante os reinos de Chia Ching (1795-1821) (4) e de Tong Chih (1862-1875) (5) (6)
(1) Ver anteriores slides desta colecção em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/category/artes/
(2) Imperador Wanli (Man Lek) – 萬曆; mandarin pinyin:: Wàn Lì; cantonense jyutping: maan6 lik6
(3) O Kun Iam Ku Miu 觀音古廟 (Antigo Templo de Kun Iam) também chamado Kun Iam Tchai ( Pequeno Kun Iam) fica ao sul da colina de Mong Há, perto do Kung Iam Tong, fora do alinhamento da Avenida Coronel Mesquita, em frente da Rua Madre Terezinha. Reconstruído em 1867.
觀音古廟 – mandarin pinyin: guān yīn gǔ miào; cantonense jyutping: gun3 jam1 gu2 miu6
(4) Imperador Jiaqing (Chia ching ) – 嘉慶帝: mandarin pinyin: Jiāqìng Dì; cantonense jyutping: Gaa1 hing3 dai3
(5) Imperador Tongzhi (Tong chih) – 同治帝 – mandarin pinyin: Tóng zhì Dì; cantonense jyutping: Tung4 ci4 dai3
(6) TEIXEIRA, Padre Manuel – Pagodes de Macau, 1982.
Anteriores referências ao Templo de Kun Iam
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/templo-de-kun-iam/

Entre as várias fotografias que ilustram os locais de interesse turístico de Macau que é apresentado no folheto turístico de 1928 (1) constam estas duas, os monumentos de Vasco da Gama e da Vitória.
a-vistors-handbook-to-romantic-macao-jardim-de-vasco-da-gamaRetiro da parte “Historical” do mesmo folheto:
Delving into history we discover that not for nothing Macai gained its glorious title “Gem of the Orient Earth” – a title bestowed on Macao by Sir John Bowring, (2) on early Governor of majestic Hong Kong.
This lovely “Gem” has survived the test of the ages and the banners of Portugal still flutter to the breeze o´er “Holy City” of enchanting Macao, after almost four centuries of the vicissitudes of hazardous times.
Vasco da Gama, transcendent of navigators, sailed out of the Tagus one day, and discovered the Cape route to the Indies and Far Cathay: his followers went farther afield and founded Macao.
Authorities disagree regarding the date of the foundation of the Portugueses Colony. Morrison refers to Portuguese incidence as early as 1535, and sojourn in 1537; the Chinese records admit residence in 1550; but the Portuguese have adopted 1557 as the oficial date of the Colony´s establishment.
It was not till 1887, however, three hundred and thirty years later that by treaty China ratified the perpetual occupation by Portugal of the Colony of Macao and its dependencies…
a-vistors-handbook-to-romantic-macao-the-pillar-of-victory“…The Dutch were the first to invade this privileged trade centre of the Portuguese and even attempted to take Macao by force of arms. Their repulse in 1622 by a small volunteer garrison at Macau is un historical episode of considerable interest”
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/01/24/leitura-folheto-turistico-de-1928-a-visitors-handbook-to-romantic-macao/
john-bowring-4-o-governador-de-hk(2) Sir John Bowring 寶寧 (1792-1872), homem de muito saber (intelectual), economista político, escritor e editor, poliglota, tradutor literário, membro do Parlamento Britânico, reformador na área da educação e do próprio funcionamento do parlamento, exerceu vários cargos governamentais entre eles, foi o 4.º Governador de Hong Kong (13-04-1854 – Março de 1859). Foi durante a sua governação enérgica e “bélica” contra os chineses que desencadeou a Segunda Guerra do Ópio (1856-1860).
http://uudb.org/articles/sirjohnbowring.html
https://en.wikipedia.org/wiki/John_Bowring

cunha-rivara-relacao-de-varios-factos-verdadeiros-icunha-rivara-relacao-de-varios-factos-verdadeiros-iiFONTE: Relação de vários factos verdadeiros, etc, de Cunha Rivara, (1) publicados no Chronista de Hssimry
https://archive.org/stream/subsidiosparaah01frangoog/subsidiosparaah01frangoog_djvu.txt 
1 – Joaquim Heliodoro da Cunha Rivara (1809 — 1879) foi um médico, professor, intelectual, jornalista e político português. Não se sentindo atraído pela prática clínica médica, optou por iniciar uma carreira administrativa no Governo Civil de Évora, no qual ingressou em 1837; em Outubro desse mesmo ano foi nomeado professor de Filosofia Racional e Moral do Liceu de Évora, e em 1838 nomeado director da Biblioteca Pública de Évora (1838-1855). Secretário-geral do governador do estado da Índia de 1856 a 1870. Permaneceu em Goa 22 anos. Mais informações sobre a biografia em:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Heliodoro_da_Cunha_Rivara 
NOTAS.
I – O arrátel era a unidade de base de peso do antigo Sistema Português de Medidas. Até à adopção do Sistema Métrico, no século XIX, o arrátel foi usado em Portugal, no Brasil e em outros territórios do Ultramar Português. Os valores absoluto e relativo do arrátel foram sendo alterados desde a Idade Média até serem fixados como equivalentes aos da libra (ibérica), por decreto do Rei D. Manuel I em 1499. A partir de então, o “arrátel” passou a ser o mesmo que “libra”.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Arr%C3%A1tel
II- “No dia 4 de abril de 1705 aportou a Macau o patriarcha da Antiochia, Carlos Thomaz Maillard de Toumon, commissario e visitador apostólico, com poderes de legado a latere, enviado pelas controvérsias que então havia na China entre jesuítas e missionários das mais ordens sobre as ceremonias chinezas e especialmente sobre os três seguintes pontos:
1.ª Se a palavra tien, conforme a doutrina dos letrados chinas e o sentir do imperador, significava o Deus verdadeiro, creador de todas as cousas.
2.ª Se o grande culto que os chinas prestavam a Confucius, seu grande mestre, e aos progenitores defuntos era meramente politico.
3.ª Se eram lícitos os quadros ou painéis em que os chinas, para memoria dos seus fallecidos ascendentes, que veneram, tèem escriptos os nomes d’elles.
Foi buscal-o ao navio em que vinha o padre Francisco Pinto, da companhia de Jesus, provincial do Japão e reitor do colegio que os jesuítas tinham em Macau, com outros padres seus subordinados. N’esse mesmo dia se hospedou o patriarcha n’uma propriedade que os mesmos padres tinham numa ilha próxima.
Ali o foram visitar o capitão geral e o bispo de Macau e lhe fizeram singulares offerecimentos. Não quiz, porém, o patriarcha deter-se, nem tão pouco entrar na cidade, e no dia seguinte partiu para Cantão.”
Ver o mesmo trabalho de  Cunha Rivara (2) em
Collecção de tratados e concertos de pazes que o estado da India portugueza fez com os reis e senhores com quem teve relações nas partes da Asia e Africa Oriental desde o principio da conquista até ao fim do seculo XVIII”
https://archive.org/stream/collecodetratad03estrgoog#page/n1/mode/2up”>https://archive.org/stream/collecodetratad03estrgoog#page/n1/mode/2up
III – Padre Jean-François Gerbillon (1654- Beijing 1707), (nome chinês: Zhang Cheng), jesuíta e matemático enviado por Luis XIV de França à China 1685.Chegou a Sião em 1685 e a Ningbo (China) em 1687 e finalmente a Beijing em 1688. Jean-François Gerbillon foi um dos cinco “Matemáticos do Rei” (os outros quatros: Jean de Fontaney (1643 – 1710); Joachim Bouvet (1656-1730); Tomás Pereira (1645-1708) e Antoine Thomas (1644-1709). O Padre Gerbillon e o padre Bouvet foram professores do Imperador Kangxi (1662-1722).
Uma biografia mais pormenorizada em:
tochastikon.no-ip.org:8080/encyclopedia/en/gerbillonJeanFrancois.pdf  
IV – Padre Tomás Pereira (1645 — 1708) foi um jesuíta, matemático, astrónomo, geógrafo e diplomata português. Em 25 de Setembro de 1663 entrou para a Companhia de Jesus. Em 15 de Abril de 1666 embarcou para a Índia, continuando os seus estudos em Goa, chegando a Macau em 1672. Tomás Pereira viveu na China até à sua morte em 1708 no antigo Observatório Astronómico de Pequim. Foi apresentado ao imperador Kangxi pelo colega jesuíta Ferdinand Verbiest. Foi também músico, sendo autor de um tratado sobre a música europeia que foi traduzido para Chinês, e também construtor de um órgão e de um carrilhão que foram instalados numa igreja de Pequim. É considerado o introdutor da música europeia na China.
Tomás Pereira e um padre francês, J.F. Gerbillon, foram escolhidos pelo imperador Kangxi para acompanharem a embaixada chinesa do ministro Songgotu – 索額圖 – e participarem como intérpretes – tradutores e conselheiros de direito internacional, nas negociações (foram conduzidas utilizando o latim),do primeiro acordo fronteiriço entre a China e a Rússia  terminando com o Tratado de Nerchinsk- 1689.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tom%C3%A1s_Pereira
2 – Joaquim Heliodoro da Cunha Rivara (1809 — 1879) foi um médico, professor, intelectual, jornalista e político português. Não se sentindo atraído pela prática clínica, optou por iniciar uma carreira administrativa no Governo Civil de Évora, no qual ingressou em 1837; em Outubro desse mesmo ano foi nomeado professor de Filosofia Racional e Moral do Liceu de Évora, e em 1838 nomeado director da Biblioteca Pública de Évora (1838-1855). Secretário-geral do governador do estado da Índia de 1856 a 1870. Permaneceu em Goa 22 anos. Mais informações sobre a biografia em:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Heliodoro_da_Cunha_Rivara

No dia 3 de Janeiro de 1601, na sua viagem de circum-navegação, Olivier van Noort encontrou, na Baía de Brunei, na costa de Bornéu, (1) uma pequena embarcação tripulada por japoneses, capitaneados por um portuense, Manuel Luíz, que residiu, durante muitos anos, em Malaca e Macau. Essa embarcação seguia de Nagasáqui para Manila.(2)
olivier-van-noort-1601-fotoOlivier van Noort  (1558 ou 1568 — 1627) navegador dos Países Baixos, o primeiro do seu país a circum-navegar a Terra (e o quarto após a de Juan Sebástian Elcano, 1522). A expedição comandada por Van Noort era composta por quatro navios : «Mauritius», de 275 toneladas, o «Hendrik Frederick», de 375 toneladas, e dois iates, de cerca de 50 toneladas cada, o «Eendracht» e o «Hoop»,  no total de 248 homens partiu de Roterdão a 13 de Setembro de 1598, e retornou a esta cidade, a 26 de agosto de 1601, com uma única embarcação, o «Mauritius», com apenas 45 sobreviventes , dos 248 que iniciaram a expedição. A narrativa da sua viagem foi publicada com o título “Beschrijving van de moeyelyke reis rondom de werldaar de globe, door Olivier van Noort, waarin zyne vreem de lotgevallen in voorkomen” (Amesterdão, 1612).
olivier-van-noort-1601-capaFolha de rosto da “Beschrijving van de moeyelyke reis rondom de werldaar de globe, door Olivier van Noort, waarin zyne vreem de lotgevallen in voorkomen” (Amesterdão, 1612).
https://pt.wikipedia.org/wiki/Olivier_van_Noort#/media/File:Olivier_van_Noort.png
(1) olivier-van-noort-1601-descricao-iolivier-van-noort-1601-descricao-iiin pp.59-60 de SAUNDERS, Graham – A History of Brunei. Oxford University Press, K.L., 1994.
https://books.google.pt/books?id=DUv8AQAAQBAJ&pg=PA59&lpg=PA59&dq=Olivier+van+Noort+Brunei+bay&source
(2) GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954.