Archives for posts with tag: Correios de Macau / C. T. T.

No dia 1 de Dezembro de 1963, o então “Correios, Telégrafos e Telefones” / C. T. T.” (1) lançou em emissão extraordinária filatélica, um envelope (17 cm x 10 cm) com carimbo (no 1.º dia de circulação) comemorativo do “DIA DO SELO”. (2)
No envelope, com o indicativo de “Província de Macau”, figura as “Ruínas de S. Paulo” e o selo de 1 avo pertence à série “Carta Geográfica de Macau”
(1) Os correios de Macau iniciaram-se em 1884 e nas primeiras décadas do séc. XX, a então «Repartição do Correio de Macau» assumiu também os serviços de telégrafos e telefones, passando a denominar-se «Correios, Telégrafos e Telefones (CTT)». Actuamente os «Correios de Macau» é tutelada pela Direcção dos Serviços de Correios de Macau.
(2) Em Portugal, o primeiro “Dia do Selo” comemorou-se a 17 de janeiro de 1955, no ano seguinte ao da fundação da Federação Portuguesa de Filatelia. Desde 1957, o “Dia do Selo” é comemorado em Portugal, a 1 de dezembro apesar de, em alguns anos, ter sido assinalados noutras datas.

Continuação da postagem de ontem sobre a emissão extraordinária filatélica (1) e a emissão de postais.
No mesmo dia em que foram lançados pelo «Correio de Macau», no dia 15 de Novembro de 1990, o sobrescrito, os quatro selos e o carimbo de 1º dia de circulação (1) – emissão extraordinária filatélica sob o tema:

“JOGOS COM ANIMAIS”

foram também postos em circulação quatro postais (14,5 cm x 10,5 cm) da mesma temática, numa emissão especial dos Correios e Telecomunicações de Macau.
No verso tem a seguinte informação:
BP – MACAU – 40
Jogos com Animais
Corrida de Galgos
60 avos
Emissão Especial dos CORREIOS E TELECOMUNICAÇÕES DE MACAU
Foto cedida pela Companhia de Corridas de Galgos de Macau
No verso tem a seguinte informação: (2)
BP – MACAU – 41
Jogos com Animais
Corridas de Cavalos
60 avos
Emissão Especial dos CORREIOS E TELECOMUNICAÇÕES DE MACAU
Foto cedida pela Companhia de Corrida de Cavalo de Macau
NOTA: sobre as corridas de galgos e as corridas de cavalos a trote, depois só corridas a cavalos, ver anteriores postagens em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/canidromo/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/02/24/anuncio-macau-trotting-club/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/06/29/noticia-de-29-de-junho-de-1977-companhia-de-corridas-de-cavalos-a-trote-com-atrelado-s-a-r-l/
(1) Ver anteriores postagens em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/11/15/noticia-de-15-novembro-de-1990-filatelia-jogos-com-animais-i/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/11/16/postais-filatelia-jogos-com-animais-ii/
(2) Este postal é o mesmo (sem o selo) que estava à venda  na net com a indicação de:

POSTCARD – Horse Racing Typical Games w/Animals  – Macao Portuguese Colony

No mesmo dia em que foram lançados pelo «Correio de Macau», no dia 15 de Novembro de 1990, o sobrescrito, os quatro selos e o carimbo de 1º dia de circulação (1)  –  emissão extraordinária filatélica sob o tema:

“JOGOS COM ANIMAIS”

– foram também postos em circulação quatro postais (14,5 cm x 10,5 cm) da mesma temática, numa emissão especial dos Correios e Telecomunicações de Macau.
No verso tem a seguinte informação:
BP – MACAU – 38
Jogos com Animais
Luta de Grilos
60 avos
Emissão Especial dos CORREIOS E TELECOMUNICAÇÕES DE MACAU.

O combate de grilos é disputado no início do Outono, principalmente durante o período da Sétima Lua (Lap T chau)… (…)
Outubro é o mês tradicional dos combates de grilos, visto corresponder à época em que estes insectos hibernam, o que facilita a sua captura, em plena toca, por mãos camponesas. Uma vez capturados, os grilos são metidos em pequenos cilindros (com 10 cm x 4 cm) feitos com o colmo de bambu… (…)
Há dezenas de anos, Macau era palco dos combates de grilos nesta região. Quando a prática era comum nestas paragens, os grilos eram transportados até Macau por camponeses oriundos de diversos pontos da China.
Inúmeros hotéis, hospedarias e casas particulares de gente rica enchiam-se de apostadores, vendedores e curiosos. Os mais conhecidos eram o Hotel Central e o Hotel Ung Chau, bem como algumas residências da Rua dos Cules, Travessa dos Anjos e Calçada do Gamboa… (…) ” (2)
No verso tem a seguinte informação:
BP – MACAU – 39
Jogos com Animais
Luta de Pássaros
60 avos
Emissão Especial dos CORREIOS E TELECOMUNICAÇÕES DE MACAU.

“A época de luta de pássaros em Macau é curta. Durante três ou quatro dias por ano, os aficionados deste tipo de combate reúnem-se na Rua Cinco de Outubro, num edifício muito antigo transformado em casa de pasto. Neste período, não se ouve o habitual ruído das tijelas e dos “fai-chis”, nem tão pouco as amenas cavaqueiras, em voz alta, dos clientes saboreando os “dim-sam”. Qualquer coisa estranha paira no ar, misturada com a invulgar animação provocada pelo chilreio de dezenas de pássaros, enfiados em gaiolas, prontos para entrarem em combate.
Os donos dos pássaros, principais aficionados deste tipo de apostas, combinam entre si os combates, passam a palavra e, no dia marcado, aparecem com as suas gaiolas cuidadosamente protegidas com capas de pano branco… (…)
No local, faz-se silêncio absoluto e quatro regras são escrupulosamente cumpridas antes e durante o combate; proibição de fumar; de falar; de aplaudir : ou de envergar qualquer tipo de chapéu – a fim de não influenciar o desenlace da luta. Também não é permitido fotografar com “flash”, visto que o clarão produzido assusta as aves. … (…)”
(1) Ver a postagem de ontem neste mesmo blogue:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/11/15/noticia-de-15-novembro-de-1990-filatelia-jogos-com-animais-i/
(2) BARROS, Leonel – Tradições Populares. APIM, 2004.

No dia 15 de Novembro de 1990, o «Correio de Macau» lançou mais uma emissão extraordinária filatélica (1) sob o tema:

“JOGOS E DIVERSÕES DE MACAU – JOGOS COM ANIMAIS”

com um  sobrescrito (16,  cm x 11,3 cm), quatro selos postais (nos valores de 20 e 80 avos; 1 pataca e 10  patacas) e  obliteração (carimbo) de 1º dia de circulação.
Nesse mesmo dia foram emitidos quatro postais com o mesma tema.
Dentro do envelope, vinha outro envelope mais pequeno, transparentes de 12 cm x 9,2 cm, da Divisão de Filatelia do mesmo correios: continha no seu interior os quatro selos da emissão (sem carimbo).

Selo de 20 avos : luta de grilos

 

Selo de 80 avos: luta de pássaros

 

Selo de 1 pataca: corrida de galgos

 

Selo de 10 patacas: corrida de cavalos

(1) Portaria n.º 219/90/M: emite e põe em circulação selos postais alusivos à emissão extraordinária “Jogos e diversões de Macau – Jogos com animais”.
Boletim Oficial de Macau n.º 45 de 5 de Novembro de 1990, p. 4040.

No dia 13 de Novembro de 1996, o “Correios e Telecomunicações de Macau” (1) lançou mais uma emissão extraordinária filatélica sob o tema:

“BRINQUEDOS TRADICIONAIS CHINESES – 中國傳統玩具

com um  sobrescrito (16,2  cm x 11,5 cm), quatro selos (nos valores de 0.50; 1.00;  3.00 e 4.50 patacas) e obliteração (carimbo) de 1º dia de circulação.
Os desenhos são de Victor Marreiros.
Portaria n.º 264/96/M – Emite e põe em circulação selos postais alusivos à emissão extraordinária «Brinquedos tradicionais chineses».
中國傳統玩具mandarim pīnyīn: zhōng guó chuán tǒng wán jù; cantonense jyutping: zung1 gwok3 cyun4 tung2 waan4 geoi6

Na continuação da postagem do dia 9 de Outubro de 2017 (1) sobre a emissão do sobrescrito de 1.º dia de circulação (9 de Outubro de 1990) com o motivo:

ROSA DOS VENTOS DAS ANTIGAS CARTAS NÁUTICAS PORTUGUESAS “,(2)

apresento a caracterização dos 4 selos no valor de 50 avos, 1 pataca, 3, 50 patacas e 6,5 patacas da autoria do contra-almirante Manuel Vilarinho (extraído da pagela do ”Correio de Macau”).
LÁZARO LUIZ – 1563 (3)
Cartógrafo da segunda metade do século XVI. Foi também navegador e admite-se que tenha nascido no oriente. A única das suas obras que chegou até nós foi um atlas de dez folhas.
DIOGO HOMEM – 1568 (4)
DIOGO HOMEM – 1670
Sabe-se que era filho do cartógrafo Lopo Homem, que lhe ensinou a sua arte. Devia ter nascido em Lisboa por volta de 1520, esteve exilado no Norte de África e D. João OOO perdoou-lhe. Mais tarde esteve em Londres e em Veneza. A sua última carta data de 1576 e foi gravada em Veneza. Teria na altura 55 anos.
É o cartógrafo português que se conhece maior número de obras assinadas: onze cartas e um atlas. A mais antiga data de 1557 e a mais recente de 1576.
FERNÃO VAZ DOURADO – 1575 (5)
Teria nascido na Índia e foi ferido no segundo cerco de Dio em 1546. Viveu em Goa de 1568 a 1580. Veio duas vezes a Portugal, onde terá frequentado a Universidade.
É um dos maiores cartógrafos portugueses e a sua obra é notável pelo rigor no desenho e a beleza das iluminuras.
Deixou-nos seis atlas com cento e quinze folhas, sendo provável que tivesse desenhado cartas soltas, que não chegaram até nós. Devem-se-lhe as primeiras cartas de Ceilão e do arquipélago do Japão.
LUÍS TEIXEIRA – 1600 (6)
Era filho do cartógrafo Pero Fernandes e os seus filhos também seguiram a profissão.
Teve uma longa vida de trabalho como cartógrafo, pelo menos cinquenta anos. A data da sua morte deve situar-se entre 1613 e 1622. Não foi só um cartógrafo de gabinete, tendo feito levantamentos nos Açores e no Brasil.
Da sua vasta obra chegaram até nós: um grupo de cartas dos Açores, uma carta atlântica, uma carta da Europa e a do Norte de África.
Há mais quatro cartas gravadas na Holanda que lhe são atribuídas: carta de Açores, 1584; carta do Japão, 1595; carta de África, cerca de 1600 e carta da Guiné, 1602.
Em Portugal conheceu Pedro Nunes e Jorge Reinel que o examinaram em 1564, e posteriormente trabalhou com Gaspar Ferreira Reimão e com João Batista Lavanha.
Influenciou os cartógrafos holandeses Ortellius, Jode e Hondius e correspondeu-se com o primeiro.
Construiu instrumentos náuticos: astrolábios e agulhas. Há um fragmento de um planisfério da sua autoria, onde parece que, pela primeira vez, estão desenhadas linhas isogónicas.
NOTA: “Rosa dos ventos é um desenho que serve de instrumento para a navegação geográfica, utilizada para auxiliar a localização de determinado corpo ou objeto em relação a outro. É formada pelos pontos cardeais e seus intermediários. A rosa dos ventos foi criada no século XIV para ilustrar mapas cartográficos, tendo como base a direção dos principais ventos sentidos no Mar Mediterrâneo. Durante a Idade Média, os principais pontos cardeais levavam os nomes das localidades próximas ao Mediterrâneo: Tramontana (norte), Ostro (sul), Ponente (oeste), Levante (leste), Greco (nordeste), Siroco (sudeste), Libeccio (sudoeste) e Maestro (noroeste).
Ao todo, além dos oito ventos principais, a rosa dos ventos mais completa também apresentava os oito ventos secundários e dezasseis ventos complementares, somando um total de 32 pontos de divisão.”
https://www.significados.com.br/rosa-dos-ventos/
Rosas dos Ventos: nas cartas iluminadas, os rumos ou «linhas de rumo» eram desenhados, a cores, a partir de «rosas dos ventos», semelhantes às das agulhas de marear, e cada cartógrafo tinha o seu estilo próprio de desenhar essas «rosas».
O norte destas «rosas» era representado por uma «flor de liz», símbolo empregado pelos portugueses e que depois se universalizou.
Também era uso representar o ponto cardeal «Leste» com outro símbolo, a maior parte das vezes, uma cruz, para indicar o lado do nascimento do Sol, isto é, o oriente, donde naturalmente o termo «orientar». A cruz a indicar o leste de alguns mapas da Idade Média apontava, no Mediterrâneo, a Terra Santa. As cores das «linhas de rumo» nas cartas iluminadas eram as seguintes: a preto, os oito rumos principais cardeais e intercardeais, a verde, as oito meias partidas, e as dezasseis quartas, a vermelho. (7)
http://www.hidrografico.pt/rosa-dos-ventos.php
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/10/09/noticia-de-9-de-outubro-de-1990-filatelia-rosa-dos-eventos-das-antigas-cartas-nauticas-portugue-sas/ 
(2) Boletim Oficial de Macau (2.º suplemento) n.º 40 de 2 de Outubro de 1990 – Portaria n.º 191/90/M – emite e põe em circulação os selos alusivos à emissão extraordinária «Rosa-dos-Ventos das Antigas Cartas Náuticas Portuguesas».
(3) LÁZARO LUIZ – 1563
Esta «rosa» figura num dos mais notáveis e bem conhecidos atlas do século XVI, assinado e datado.
Encontra-se na Academia das Ciências de Lisboa, mas nada se sabe da sua história nem tão pouco como e quando foi lá parar.
Do mesmo modo, quase nada se sabe sobre o cartógrafo, apenas que era marinheiro e que navegou bastante pelos mares do Oriente.
Trata-se de um atlas com dez fólios, conhecido internacionalmente pela boa reprodução, a cores, da Terra Nova. (7)

Atlas de Lázaro Luís: 1563

Cópia pública em http://purl.pt/27808
(4) DIOGO HOMEM – 1568
Esta «rosa» de Diogo Homem, figura numa das cartas do seu notável atlas de 1568 que, à semelhança de muitos e preciosos monumentos cartográficos antigos que desapareceram, foram destruídos ou danificados durante a última grande guerra, ficou reduzido a estado lastimoso.
Encontrava-se na parte baixa do Konigliche Bibliothek Zu Dresden que, durante a guerra, foi utilizada como depósito de munições e a certa altura inundada.
Felizmente, Walter Ruge com uma descrição pormenorizada, permite-nos saber como as cartas seriam antes de irremediavelmente danificadas. (7)
(5) FERNÃO VAZ DOURADO – 1571
A «ROSA» representada nesta gravura pertence ao Atlas de Fernão Vaz Dourado, de 1571, que se encontra no Arquivo Nacional da Torre do Tombo.
Se bem que pouco se saiba da história primitiva deste atlas, a sua história moderna é bem conhecida.
Compunha-se originariamente de vinte folhas duplas de pergaminho mas, o frontispício e outra folha, foram roubadas em 1851 e desapareceram.
Foi feito em Goa, em 1571, encomendado por um fidalgo de nome Costa, razão por que nele figura o brasão de armas dos Costa.
Possui um desenho perfeito e a iluminura é muito boa, sendo as suas cores extraordinariamente frescas e suaves.
Fernão Vaz Dourado tem sido sempre considerado como um grande cartógrafo, e já foi mesmo chamado, por Armando Cortesão, «o mais célebre e notável cartógrafo português do século XVI e até de todos os tempos».(7)
NOTA: Recorda-se que é num atlas de Fernão Vaz Dourado (1570) que aparece pela primeira vez na cartografia europeia num mapa da Ásia Oriental, referenciado o topónimo “Macao”.
(6) LUÍS TEIXEIRA – 1600
Era filho do cartógrafo Pero Fernandes (e irmão de Domingos Teixeira também cartógrafo na segunda metade do século XVI).
Luís Teixeira, foi o mais ilustre representante desta família. Foi pai de João Teixeira Albernaz e de Pedro Teixeira Albernaz. Teve carta de ofício a 18 de Outubro de 1564 para poder fazer cartas de marear, instrumentos náuticos e regimentos de altura e declinação do Sol. Tem um estilo muito próprio e trabalhos de grande qualidade. Esta qualidade proporcionou-lhe fama, principalmente no Norte da Europa, onde foram vendidas e publicadas cartas de sua autoria. Podemos dizer que fundou uma nova Escola de fazer cartas, na segunda metade do século XVI. Talvez por estas razões tenha sido nomeado em 1569 para fornecer à Armada Real as cartas e instrumentos que esta necessitasse. O número de obras suas que chegou até nós é bastante elevado, e sabemos que este não corresponde à sua totalidade. Fonte: João G. Ramalho Fialho in
http://cvc.instituto-camoes.pt/navegaport/b15.html
(7) “ROSAS DOS VENTOS DAS CARTAS DE MAREAR PORTUGUESAS”. Anais do Clube Militar Naval. – Ano CXIII, N.º Especial (1983).

No dia 18 de Setembro de 1996, o “Correios e Telecomunicações de Macau” (1) lançou uma emissão extraordinária filatélica sob o tema:

“INSÍGNIAS CIVIS E MILITARES”

com um  sobrescrito (16 cm x 11,5 cm), quatro selos (todos com o mesmo valor: 2.50 patacas) e obliteração de 1º dia de circulação.

Autoria de Lok Chio Teng.