Archives for posts with tag: Correios de Macau / C. T. T.

Numa postagem de 26 de Junho de 2012, (1) publiquei o bloco filatélico contendo um selo de $ 9,00 patacas, o sobrescrito de 1.º dia de circulação com os 4 selos e obliteração do 1.º dia, da emissão dos Correios de Macau / C. T. T. do dia 12 de Fevereiro de 1997 com o motivo “Números da Sorte”,.
Os “números de sorte” nomeadamente os números 2, 3, 8 e 9 que na cultura chinesa são considerados de bom significado, são aqueles cuja pronúncia é semelhante à das palavras de boa sorte ou de bom significado, Por exemplo, em cantonense, os números preferidos são os “dois” ( – Yi  = simplicidade), o “três” ( – Saam = progresso), o “oito” ( – baat  = prosperidade) e o  “nove” ( – Gau = longevidade).
Hoje apresento, além da pagela (folha de rosto e os dados técnicos), uma carteira quadrada (16,0 cm x 16,0 cm), dentro de uma capa de plástico que no seu interior se encontram os quatro selos (2.00 Ptcs; 2,80 Ptcs; 3,00 Ptcs e 3,90 Ptcs) e o bloco filatélico n.º1103196, sem o carimbo comemorativo.

Verso da carteira
Dados Técnicos
Portaria n.º 15/97/M de 10 de Fevereiro (B. O. I Série, n.º 6 ),

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/06/26/selos-i-numeros-de-sorte/

恭喜發財
Kung Hei Fat Choi
Gōng Xǐ Fā Cái

新春快樂
FELIZ ANO NOVO CHINÊS
HAPPY LUNAR NEW YEAR

LAI SI PARA ESTE ANO DO PORCO

Este novo ano chinês, que se inicia hoje 5 de Fevereiro, ANO DO PORCO / TERRA / CASTANHO / FEMININO é o último do ciclo lunar de doze animais que compareceram ao chamamento do Buda.
O PORCO foi o último a chegar.
Apresento o Bloco Filatélico (formato: 18 cm x 21,7 cm; custo: 18 patacas) que o “CTT MACAU” lançou em 1995, contendo doze selos do CICLO LUNAR, todos com a mesma franquia (1,50 patacas), cada um representando os doze animais do signo zodíaco chinês, que foram lançados anualmente, iniciando-se com o RATO em 1984 (1) e terminando com o PORCO em 1995.
Por detrás, a presença do DRAGÃO – o animal do ano 1988. (2)
NOTA: Um anúncio desta edição foi já postada em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/07/03/anuncio-selos-de-macau-presenca-universal-de-valor-cultural/
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/01/25/noticia-de-25-de-janeiro-de-1984-filatelia-1-o-dia-de-circulacao-ano-lunar-do-rato-i/
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/05/15/macau-e-o-dragao-xx-selo-de-1988/

Continuação das postagens: “MACAU RETROSPECTIVA I”, “II”, “III” e “IV”(1), nomeadamente na apresentação do quarto postal, último dos quatro emitidos com o mesma tema,
As referências iconográficas são da autoria de Luís Sá da Cunha e foram extraídas do documento dos CTT explicativo da emissão (pagela).
QUADRO IV – POSTAL – SELO DE 3.50 patacas
DE LONGE, PARA O FUTURO
Olha-se hoje, para Macau, com o sentimento de uma justiça histórica: Macau acompanha, neste virar do milénio, o ritmo de progresso que caracteriz a era da globalização, por que Macau clamou no seu passado.
Macau é simbiose convivente das memórias e patrimónios do passado com as expressões materiais da modernidade, projectando-se ao futuro.
A nova urbe, arquitectada no risco da política dos últimos dez anos, o monumento jurídico, e o seu regime de direitos e liberdades, as inovações e absorção de padrões internacionais – fazem de Macau a Metrópole moderna, onde pulsam os mais fortes ritmos do presente e a mesma, constante, vocação de operação de sínteses culturais, da abertura ao mundo e de construção da civilização da universalidade.
Pioneira da unidade do Mundo, Macau está bem, por direito, num mundo de “aldeia global”, modelo que antecipou no tempo e no espaço reais da História dos homens.”

Verso do postal – BP- MACAU – 87

1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/12/19/noticia-de-19-de-dezembro-de-1999-filatelia-macau-retrospectiva-i/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/01/09/postal-i-filatelia-macau-retrospectiva-ii/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/01/12/postais-ii-filatelia-macau-retrospectiva-iii/

Emissão / 1.º dia de circulação do “ANO LUNAR DO BÚFALO 1997 牛年, (1) no dia 23 de Janeiro de 1997 pelos Correios de Macau / CTT MACAU. Foram postos em circulação nesta dia, selos postais (taxa de $ 5,50 e de $ 10,00 patacas) e um bloco filatélico.(2)
Apresento o sobrescrito comemorativo (11,4 cm x 16,2 cm) de 1.º dia de circulação, com o selo (3 cm x 3,9 cm) de 5.50 patacas e carimbo, todos com o mesmo motivo.
(1) 牛年 mandarim pīnyīn: niú nián; cantonense jyutping: ngau4 nin4
(2) Portaria n.º 2/97/M de 20 de Janeiro

Continuação das postagens: “MACAU RETROSPECTIVA I”, “II” e “III” (1), nomeadamente na apresentação do terceiro postal dos quatro emitidos com o mesma tema,
As referências iconográficas são da autoria de Luís Sá da Cunha e foram extraídas do documento dos CTT explicativo da emissão (pagela).
QUADRO III – POSTAL – SELO DE 2.00 patacas
MACAU, A ALDEIA GLOBAL
“Nas suas épocas mais florescentes, Macau foi porto de todos os comércios, materiais e espirituais. De todos os quadrantes, o mundo todo foi aqui convocado. Parafraseando Fernando Pessoa, Macau foi todo o mundo a sós. Foi miniatura do mundo global a vir. Essa a sua grandeza rara.
Na sua dimensão antropológico-cultural, Macau espelhou essa confluência de matrizes e influências, culturalmente resolvida em termos de Civilização e antropologicamente operada em hibridismos complexos. Houve, em Macau, solução universalizante.
As sínteses seculares do encontro e convívio de diversidades culturais e genéticas tiveram aqui o seu fundamental pressuposto – o espírito e a prática da tolerância.
Na sua genética biotipológica e na sua endogenia cultural, o macaense, ou “filho da terra”, é a máxima encarnação da mensagem universalista aqui protagonizada por gerações ao longo das (sic) séculos gerações ao longo das (sic) séculos.”

Verso do postal – BP- MACAU – 86

1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/12/19/noticia-de-19-de-dezembro-de-1999-filatelia-macau-retrospectiva-i/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/01/09/postal-i-filatelia-macau-retrospectiva-ii/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/01/12/postais-ii-filatelia-macau-retrospectiva-iii/

Continuação das postagens: “MACAU RETROSPECTIVA I” e “II” (1), nomeadamente na apresentação do segundo postal dos quatro emitidos com o mesma tema,
As referências iconográficas são da autoria de Luís Sá da Cunha e foram extraídas do documento dos CTT explicativo da emissão (pagela)

QUADRO II – POSTAL – SELO DE 1.50 patacas

A ALMA E O ESPÍRITO
Desde o início, a estratégia da entrada no âmago do Império Chinês dava valor igual ao Outro. Assim foi definida a política de “acomodação cultural”, cerne de uma vasta operação inter-civilizacional com sede no Colégio da Madre de Deus em Macau. Foi o mais largo e exemplar fenómeno de encontro de culturas assinalado na História.
De 1582 a 1773, foram apresentados à classe letrada do Império chinês todos os ramos do Saber ocidental, movimento nucleado ao famoso Tribunal das Matemáticas da Corte de Pequim, presidido quase desde o início a até à extinção por jesuítas portugueses. Foram publicadas nesse período 187 obras, esforço ingente de tradução para língua chinesa dos livros mais marcantes na cultura e na ciência ocidentais.
No ano 48 do reinado de Wanli (1620) Nicolas Trigault chegou a Macau com “mais de sete mil livros bem decorados”; na maioria forma formar a biblioteca de Pequim.
Sobressaíram os contributos prestados à cultura chinesa nos campos da Matemática, da Medicina, da Astronomia (o rigor na predição dos eclipses era politicamente importante para demonstrar que o Imperador ainda gozava do “mandato do Céu”), da Mecânica, da Música e do Calendário (reforma do calendário chinês segundo o gregoriano).
Em sentido inverso, a divulgação da cultura tradicional chinesa começou a fluir para a Europa com os primeiros relatos descritivos da nação e do Império (sobretudo de autores portugueses) e com a publicação do Quadrivolume de Confúcio (Sishu)  por Ricci em 1593, em Itália (Tetrabiblion Sinense de Moribus).

Verso do postal – BP . MACAU – 85

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/12/19/noticia-de-19-de-dezembro-de-1999-filatelia-macau-retrospectiva-i/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/01/09/postal-i-filatelia-macau-retrospectiva-ii/

Continuação da postagem: “MACAU RETROSPECTIVA I (1), emissão autorizada pela Portaria n.º 387/99/M de 25 de Outubro.
Nessa data, 19 de Dezembro de 1999, os Correios de Macau / Correios e Telecomunicações de Macau, além da emissão extraordinária filatélica, emitiram quatro postais (15 cm x 10,5 cm) (cada um: MOP 2.00) com o mesmo tema:

“MACAU RETROSPECTIVA”

Do documento dos CTT explicativo da emissão (pagela), retiro as referências iconográficas da autoria de Luís Sá da Cunha,
MACAU, NA UNIDADE DO MUNDO
Pretende-se ilustrar, na série das quatro estampas desta colecção, o que de mais alto pode assinalar-se no saldo histórico da presença portuguesa em Macau, durante quatro séculos e meio.
A empresa lusíada dos Descobrimentos teve como superior moção redimir doma leda divisão. Orientou-se pela regeneração e pela unidade. Iniciou a nova era histórica da unidade do Mundo.
A partir de Macau operou-se um desenvolvimento da primeira fase da aventura marítima, do ciclo heróico dos Descobrimentos – depois do reconhecimento geográfico global, abriu-se o capítulo do conhecimento do outro.
Macau surge, assim, como o mais perfeito símbolo de realização da vocação pátrida lusa – o universalismo. Anfiteatro do encontro e apresentação de dois hemisférios, Macau, o pequeno porto comercial e burgo renascentista de cultura, representou na História um dos mais assinaláveis factores históricos da globalização, da era que se abre à entrada no vo milénio.
Em quatro quadros resumem-se, do passado para o futuro, os passos mais marcantes desse trânsito, em que ressalta o pioneirismo de Macau no k0vimento da unidade do Mundo.

QUADRO I – POSTAL – SELO DE 1.00 pataca –

O CONHECIMENTO FÍSICO
Quando o jesuíta Mateus Ricci entrou na China pela porta de Macau soube que tinha que dar-se a primeira resposta a duas questões. A da Europa “Qual é o aspecto da China?”, e a dos chineses: “De onde vem? Como descreve o mundo”.
Assim foi executado o “mappamundo (1584) de Ricci, onde se apresentou a geografia do mundo conhecido na Europa à nação e classe letrada chinesas.
Giulo Aliene (1582-1649) executaria em 1623 um atlas das várias partes do mundo, que foi uma das maiores fontes geográficas para chineses, japoneses e coreanos.
A partir do Século XVII, os jesuítas passaram a aperfeiçoar e a produzir mapas mais exactas e descritivos da Ásia para a Europa.
A execução da primeira representação da Terra e, forma de globo, pelo Português Manuel Dias e o italiano Lomgobardi, além do simbolismo, concorria com a prova teórica da esfericidade da Terra introduzida na China.

Verso do postal – BP-MACAU-84

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/12/19/noticia-de-19-de-dezembro-de-1999-filatelia-macau-retrospectiva-i/