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Catálogo de uma exposição de Aguarelas de Didier Rafael Bayle, (1) “ATÉ SEMPRE MACAU” que esteve exposta na Missão de Macau em Lisboa de 28 de Maio a 7 de Junho de 1991. (2)

Estiveram expostas 50 obras do autor de 1989-1990.

Esta exposição foi uma iniciativa da Fundação Oriente e da Missão de Macau em Lisboa.

A CAPA reproduz uma das obras do autor intitulada “VIELA VERMELHA” (1990), 36x55cm
CONTRA-CAPA – assinatura do autor

FICHA TÉCNICA: Design e Montagem da Exposição: Delfim Sardo e José Fabião; Design Gráfico: Guilherme Ung Vai Meng  e Cristina Mio U Kit; Fotografia: Agnelo Vieira  Impressão: Espaço Dois Gráfico.

As aguarelas expostas são criações dos dois anos (1989-1990) e nelas se pode facilmente notar o progresso artístico de Rafael Bayle. Uma maior certeza no uso da cor e na composição da pintura para recriar o ambiente favorito do artista. Também se nota, sobretudo nas suas panorâmicas da Praia Grande, nas suas vista da tradicional praça de «Fonte de Lilau», na belíssima vista do templo de «Tin- Háu», na ilha da Taipa, nas aprazíveis cenas no «Hotel Bela Vista» (local preferência do pintor) e outras, uma maior capacidade para recriar um beleza e serenidade internas.” (César Guillén-Nunez –“O Macau Pitoresco de Rafael Bayle”, pp.3-4 do Catálogo)

(1) Didier Rafael Bayle nasceu em Grenoble em 1955 sob o signo dos Gémeos. Estudou História e Belas Artes em Aix-en-Provence e, depois, no Instituto de Arte de Paris , onde  obteve, em 1976 o Certificado de Ensino das Artes Plásticas. Efectuou numerosas viagens na Europa, na América Central e do Sul e em 1982 estabeleceu-se em Hong Kong onde ensinou desenho na “French International School”. Percorreu o sudoeste asiático, registando em aguarelas as paisagens e cenas por que se apaixona. Fez várias exposições em Macau (Fevereiro de 1989, na Galeria da Livraria Portuguesa «MACAU») e em Hong Kong (1883-1985; 1987-1990). (dados retirados do Catálogo, pp. 5-7)

(2) BAYLE, Didier Rafael – Até sempre Macau. Catálogo de exposição de aguarelas-, Lisboa: Missão de Macau em Lisboa, 1991, 38 p.: il.; 25 cm x 24 cm.

NOTA: Foi posta em circulação pelos CTT em 1998, uma emissão extraordinária de selos designada «Macau vista por … Didier Rafael Bayle»

Poderá ver a biografia e algumas aguarelas deste pintor em: http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/30034/2013 http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/20036/1336

Neste momento em que se fala tanto de vacinas, encontrei este pequeno opúsculo de Maio de 1989 sobre as alterações às normas de vacinação até então regulamentadas: “PLANO TERRITORIAL DE NORMAS DE VACINAÇÂO – DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE SAÙDE” (1)

As novas «Normas de Vacinação» entraram em vigor a 1 de Junho de 1989.

(1) PLANO TERRITORIAL DE NORMAS DE VACINAÇÂO – DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE, edição em português e chinês, 1989, 30 páginas, 20 cm x 14 cm

João Pires Cutileiro, escultor (também ceramista) mais conhecido pelas suas esculturas em mármore, nascido em Lisboa em 1937, faleceu nessa mesma cidade no dia 5 de Janeiro deste ano.

Viveu e trabalhou em Évora desde 1985, tendo duas das suas obras expostas ao público em Macau: uma no jardim do Centro Cultural de Macau, inaugurado a 19 de Março de 1999, de um grupo escultórico esculpido em mármore cinzento de Estremoz com um barco de pedra e cavaleiros preparados para a guerra, inspirados nos guerreiros de terracota de Xian e a outra, mais escondida do público, “corpo feminino-mulher deitada” de 28 de Novembro de 1989, colocada no átrio principal de entrada aquando da inauguração do 1-ª edifício do conjunto dos três edifícios que constituía o Centro Hospitalar Conde de S. Januário.

Átrio principal da entrada do Centro Hospitalar Conde de S. Januário (C.H.C.S.J.) edifício do Bloco Clínica Obstétrica e Pediatra (para a esquerda da foto) e da Clínica Médico – Cirúrgica (para a direita da foto). Ao fundo, no centro, a escultura de João Cuteleiro.

Apresento três postais de uma colecção de seis (15 cm x 10 cm) que os Serviços de Saúde de Macau editou a propósito dos 120 anos da inauguração do «Hospital Militar de Sam Januário”, inaugurado a 6 de Janeiro de 1874.

Perspectiva do átrio principal do C.H.C.S.J.
Escultura de João Cutileiro – 1989; Átrio principal do C.H.C.S.J
Escultura de João Cutileiro (pormenor) – 1989; Átrio principal do C.H.C.S.J.

Recorda-se que a escultura não foi bem vista pela comunidade chinesa, apesar da ideia da mulher nua ter sido baseada na tradição dos tempos dos imperadores em que as mulheres dos mandarins não podiam ser observadas pelos curandeiros/médicos. Assim quando estavam doentes, as aias ou criadas levavam uma boneca /pequena escultura e apresentavam-na aos médicos, apontando o local da dor/maleita. Se precisassem ser observadas o médico somente podiam palpar o pulso para fazer o diagnóstico.

A escultura controversa foi, por isso, posteriormente transferida para o átrio do terceiro edifício deste Centro Hospitalar – a entrada para a Escola Técnica dos Serviços de Saúde e do seu anfiteatro (junto à placa da inauguração dessa Escola no dia 3 de Dezembro de 1992), onde suponho que lá esteja ainda hoje.

Em Janeiro de 1987 chegaram a Macau cinco Irmãs da Congregação de Caridade de Santa Ana e iniciaram a sua obra no Asilo Betânia; em Maio de 1989 foram para o Asilo de Santa Maria; em Abril de 1992 para o Lar de S. Luís Gonzaga e em Janeiro de 1933 para o Centro de Santa Lúcia em Ká Hó, tratando e servindo todos os necessitados, especialmente os idosos e os doentes mentais que lhes foram confiados. Em 1994, quando foi publicado o opúsculo (1) que apresento, eram já vinte as Irmãs que se dedicavam nos Centros transformados em casas de bem estar e onde eram prestados bons cuidados e apoio a todos que ali se encontravam.

CAPA + CONTRACAPA

Maria Rafols nasceu em 5 de Novembro de 1781 em Villafranca de Panades.Barcelona, Espanha. Um dia encontrou o Pe João Boal, vigário do Hospital de Santa Cruz de Barcelona (falecido em 1829) e tenho sabido que este estava envolvido num projecto ambicioso de caridade para cidade, ofereceu-se para trabalhar ao serviço dos pobres. Aos 23 anos foi nomeada presidente feminina de um grupo de 12 irmãs da Caridade (como eram chamadas) encarregadas de melhorar a situação de 2 000 doentes do Hospital de Nossa Senhora da Graça em Saragoça. O modo de actuação da nova Irmandade foi-se tornando conhecido e o Bispo de Huesca, D. Joaquim Sanchez de Cutanda convidou-as para o serviço do Hospital e da Casa da Misericórdia da cidade (19 de Maio de 1807). Em 1808-1809, nos dois cercos feitos a Saragoça pelas tropas de Napoleão, a Irmandade contava já contava 21 Irmãs, exercendo uma acção contra a fome e a miséria dos feridos e prisioneiros da guerra. A rendição de Saragoça deixou a cidade coberta de cadáveres e em ruínas; nove companheiras sucumbiram de doença.

Em 15 de Julho de 1824, as Constituições da Irmandade foram aprovadas pela autoridade eclesiástica diocesana, e a 16 de Julho de 1825 treze Irmãs fizeram os primeiros votos públicos de pobreza, castidade, obediência e hospitalidade e as três fundadoras, Maria Raflos, Teresa Canti, Raimunda Torella e a irmã Teresa Ribeira fizeram os votos perpétuos no mesmo ano – 15 de Novembro de 1825. Maria Rafols faleceu a 30 de Agosto de 1853 (49 anos de vida religiosa). Em 1994 existia cerca de três mil Irmâs da Caridade.

Página 40 e interior da contracapa

(1) “Maria Rafols, heroína da Caridade do Século XIX, Fundadora da Congregação das Irmãs de Caridade de Santa Ana”. Biografia da vida e obra de Maria Rafols. Opúsculo de 40 páginas, em português, inglês e chinês, 20,5 cm x 14 cm. Impresso em 30 de Outubro de 1994.

NOTA: Sou testemunha das acções contínuas e prontas destas Irmâs sempre ao serviço dos mais pobres, necessitados e doentes. Prestei assistência médica nos anos 80 e 90 (séc. XX) nos Asilos dependentes das Missões nomeadamente no Asilo «Santa Maria» (fundado pelo Padre Luís Ruiz Suarez em 1969, instalando-se na casa do antigo Infantário da Associação das Senhoras Chinesas na Travessa dos Santos n.º 2-4 (entrada principal), depois melhoradas com as obras de beneficiação; tinha uma porta lateral que dava para a Rua do Pato (por onde se entrava) e no «Asilo Betânia» também fundado pelo Padre Luís Ruiz Suarez, em 1970, na Avenida do Conselheiro Borja a caminho da Ilha Verde (eram barracas de latas, antigo centro de refugiados do Instituto de Acção Social de Macau). Por detrás do «Asilo Betânia» ficavam as casas do antigo dormitório para refugiados, onde o mesmo Padre Ruiz Suarez fundou, em 1970, o «Centro «São Luís» destinados aos rapazes com atrasos mentais e doentes crónicos (a entrada era o mesmo do Asilo Betânia). O Centro de Santa Lúcia foi fundado em 1977 para albergar raparigas subdesenvolvidas num edifício (novo com capacidade para 70 pessoas em 1978), em Ká Hó.

Um dos lados do folheto, anuncia o lançamento da brochura sobre a “PRESENÇA PORTUGUESA NO ORIENTE” (1) baseada na História de Macau e a sua relação com Malaca, Tailândia, Goa, Japão e China, com textos originais da Dr.ª Beatriz Basto da Silva, em 50 páginas ilustradas com fotografia e produtos filatélicos, no dia 17 de Novembro de 1989., no valor de MOP $ 100,00 ou ESC. 2 340$00. Uma edição rigorosamente limitada, numerada e autenticada pelos CTT de Macau.

No verso deste folheto, O «CTT de Macau» anuncia a venda das carteiras anuais e temáticas de selos, sendo 7 as carteiras lançadas anualmente entre 1983 a 1989 e 3 as carteiras temáticas: Barcos, Arte do Museu Camões e Meios de Transporte Tradicionais.

Ver Carteira anual de 1985 em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/01/11/folheto-selos-de-macau-1985/

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/11/17/noticia-de-17-de-novembro-de-1989-filatelia-brochura-sobre-a-presenca-portuguesa-no-oriente/

O Concurso Internacional de Fogo de Artifício de Macau (CIFAM) –  澳門國際煙花比賽匯演), evento pirotécnico realizado anualmente pela Direção dos Serviços de Turismo desde 1989, e previsto para os meses de Setembro e Outubro de 2020, foi cancelado devido ao impacto a nível mundial da pandemia pelo novo tipo de coronavírus,

A propósito deste festival, apresento, um postal pertencendo à colecção de dez postais impressos na Tipografia Seng Si Lda (5.000 exemplares), emitidos pela Direcção dos Serviços de Turismo, em Fevereiro de 2006, publicitando “Eventos de Macau” (3). Sem outras indicações (autores? datas?) (1)

Verso do postal (15 cm x 10 cm)

(1) Ver o último publicado (VI) em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/07/17/noticia-de-17-de-julho-de-2020-festival-juvenil-internacional-de-danca-postal-eventos-de-macau-vi/

Lançamento no dia 17 de Novembro de 1989, pelos “Correios e Telecomunicações de Macau” de uma brochura sobre a presença portuguesa no Oriente, baseada na História de Macau e sua relação com Malaca, Tailândia, Goa, Japão e China, com textos da Dra. Beatriz Basto da Silva (em português e tradução para inglês de Luísa Guedes e para chinês de Ló Weng Un)  em 50 páginas ilustradas com fotografias e produtos filatélicos da emissão “Presença Portuguesa no Oriente”, em circulação a partir dessa data. (1)

Uma capa exterior individualizada: dimensões: 24,3 cm x 24.3 cm x 0,8 cm.
PRESENÇA PORTUGUESA NO ORIENTE
葡人在 東方 (2)
PORTUGUESE CULTURAL HERITAGE IN THE FAR EAST

Uma edição trilingue, rigorosamente limitada, numerada (5000 exemplares) e autenticada pelos CTT de Macau. Esta com a numeração: 979
Capa da brochura com “design” de José Manuel Cardoso.
Impresso na Tipografia Martinho, Macau.
Contra-capa: “ A História que vivemos em comum, Portugueses e Chineses, nestes últimos séculos de respeito mútuo é a melhor garantia do respeito e História que esperamos viver, lada a lado, no Futuro”
Os 5 selos dentro de um invólucro
Do outro lado do mesmo invólucro, o bloco filatélico (custo: 15 patacas) com 6 selos.
Cada selo apresenta em tinta prateada, o logótipo da exposição filatélica mundial “WORLD STAMP EXPO´89”.
Um texto acompanha cada um dos selos emitidos nomeadamente:
Selo de 40 avos – MALACA – Domínio dos Mares (pp. 16 – 21)
Selo de 70 avos – TAILÂNDIA – Diplomacia (pp. 22 – 29)
Selo de 90 avos – ÍNDIA – Irradiação Religiosa (pp. 30- 35)
Selo de 2.50 patacas – JAPÃO – O Comércio (pp. 36- 41)
Selo de 3.00 patacas – MACAU – Breve história e sua relação com Malaca, Tailândia, Goa, Japão e China. (pp. 5-15)
Selo de 7,5 patacas – CHINA – Interacção Cultural e Científica (pp. 42 – 49)
Dados técnicos dos selos:
Luiz Duran – autor/designer
Litografia  Maia – litográfica
40 avos – MALACA –  Demonstração da Fortaleza de Malaca
70 avos –  TAILÂNDIA – Diplomacia
90 avos – ÍNDIA – S. Francisco Xavier
2.50 patacas –  JAPÃO – Os biombos dos bárbaros do Sul
3.00 patacas – MACAU – Ruínas de S. Paulo
7,5 patacas – CHINA – Observatório Astronómico em Pequim
(1) Em anterior postagem foi mostrada o sobrescrito/envelope com 5 selos (obliterados no 1.º dia de circulação) desta emissão extraordinária (B. O. n.º 46 de 13 de Novembro de 1989 – Portaria n.º 188/89/M)
Ver em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/11/17/noticia-de-17-de-novembro-de-1989-filatelia-1-o-dia-de-circulacao-presenca-portuguesa-no-oriente/
(2) 葡人在 東方 – mandarim pīnyīn: pú rén zài dōng fāng; cantonense jyutping: pou4 jan4 zoi6 dung1 fong1

Calendário de bolso (10 cm x 7 cm) da CTM – Companhia de Telecomunicações de Macau, S. A. R. L., com publicidade ao telemóvel (já mais pequenos e manejáveis comparados com os primeiros modelos)

NA VANGUARDA COM O TELEMÓVEL

Em anterior postagem (1) publiquei a folha lembrança n.º 43 e o sobrescrito formato C5  (229 mm x 163 mm,) com bloco filatélico contendo um selo, carimbado, de 7.50 patacas) do 1.º dia de circulação, da emissão – tema “Meios de Transporte Tradicionais – Hidroaviões” que os «Correios e Telecomunicações de Macau» emitiram em 9 de Outubro de 1989, com o design de Ng Wai Kin.
Hoje publico o bloco filatélico (105 mm x 83 mm) contendo um selo, sem carimbo, de 7.50 patacas
e o sobrescrito formato C6 (114 mm x 162 mm) com os quatro selos:
50 avos – hidroavião + igreja da Penha
70 avos – hidroavião + fortaleza da Guia
2,8 patacas – hidroavião + barraca de pesca
4 patacas –  hidroavião + junco chinês
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/10/09/noticia-de-9-de-outubro-de-1989-1-o-dia-de-circulacao-meios-de-transpor-tes-tradiconais-hidroavioes/ 

A 8 de Dezembro de 1989, o Governador Carlos Melancia provocou uma verdadeira explosão no território ao carregar no botão que fez deflagrar duas toneladas de explosivos para desmontar o morro da Ponta da Cabrita, assinalando assim o início formal das obras do aeroporto internacional de Macau (1)
O acontecimento foi presenciado por muitos curiosos (eu assisti da Estrada de Cacilhas, a perda de parte de uma “paisagem” diária da minha infância e adolescência)
A inauguração do aeroporto oficial (2) foi a 8 de Dezembro de 1995 (seis anos depois deste acontecimento) embora os voos tenham iniciado a 9 de Novembro de 1995.
Pormenor de um Mapa de 1934 onde se assinala a localização da Ponta Cabrita na ilha da Taipa Grande
Actualmente , embora inexistente a Ponta da Cabrita, permanece na Toponímia da Ilha da Taipa nas proximidades do Aeroporto,  a Estrada da Ponta da Cabrita – 雞頸馬路
Um trecho da estrada para a Ponta da Cabrita de autor não identificado, (data:?) do espólio do  IICT/Cartografia; Centro de Documentação e Informação.(3)
(1) Extraído do “Baú de recordações” do JTM.
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/aeroporto-internacional-de-macau/
(3) https://actd.iict.pt/view/actd:AHUD5114