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TÁT SÁNG U – 撻生魚 (1)

Significa: matar o peixe fresco, batendo-o contra qualquer coisa

Dizem os chineses que batem estirando o peixe para ver se pertencem à classe dos fá-kuât-lông 化骨龍.(2) Se for desta classe, o peixe uma vez batido deitará para fora do seu corpo dois pezinhos. Tais peixes não devem ser comidos pois amolecem os ossos. A verdade é que se não matar o peixe, batendo-o em todo o seu comprimento de encontro a uma superfície, não se pode cortá-lo em pedaços, por serem extremamente escorregadios e animados de grande vitalidade. Este termo emprega-se, porém, para se referir aos indivíduos que estatelam no chão. (3)

(1) 撻生魚 – mandarim pīnyīn: tà shēng yú;  cantonense jyutping: daat3 sang1 jyu4

(2) 化骨 龍 – mandarim pīnyīn: huà gǔ lóng; cantonense jyutping: faa3  gwat1 lung4

Dragão de osso (criatura lendária): o dragão de osso, o significado original é o glutão guloso nos nove filhos de Longsheng (pinyin: Tāotiè, uma fera feroz e gulosa na lenda). Há pessoas que mudam de ideia e chamam seus próprios filhos, muito gananciosos e muito capazes de comer. Há também um ditado que se refere a uma criatura de quatro patas que parece um peixe cru. Às vezes estica quatro patas pequenas, mas para evitar ser descoberto por humanos, muitas vezes dobra as patas traseiras e se veste como um peixe cru. Sua aparência usual é a mesma de “peixe cru” Sem diferença, ele pode suportar altas temperaturas e tem a capacidade de se fingir de morto. Se for dado no corpo humano, seus membros ficarão expostos e ossos serão completamente destruídos. Esta afirmação não tem base científica.https://baike-baidu-hk.translate.goog/item/%E5%8C%96%E9%AA%A8%E9%BE%8D/2556726?_x_tr_sl=zh-TW&_x_tr_tl=en&_x_tr_hl=en&_x_tr_pto=sc

(3) GOMES, Luís G. – Tropos Usados na Gíria Chinesa, in «Mosaico», V-27/28 de Novembro e Dezembro de 1952, p. 137.

Em 11 de Novembro de 1653, faleceu em Macau, o jesuíta Francisco Furtado, visitador dos jesuítas, que entrou a missionar na província de Tchit-Kóng no ano de 1621, depois, na província de Sim-Sâi, onde estabeleceu uma igreja em Sâi-On-Fu, a capital, tendo deixado várias obras escritas em chinês (1)

“Entrára a missionar na província de Tche-kiang no 57.º anno do 71.º cyclo da chronologia chinesa, – 1.º do reinado de Thian-ki dos Ming, e, pela nossa era, 1621. De ali se passou á província de Chen-si, e na capital d´ella, Si-gan-fu, estabeleceu uma igreja e casa. Na qualidade de visitador, desceu depois á de Kuang-tung, vindo a falecer n´esta cidade, onde jaz sepultado – Como outros muitos padres do seu instituto, escreveu e publicou varias obras em china, que n´outro livro menciono”(2)

Padre Francisco Furtado nasceu na ilha do Faial (Açores) em 1588 e aos 21 anos ingressou no Colégio dos Padres Jesuítas de Coimbra. Chegou a Macau em 1619, trazendo consigo uma biblioteca de 7000 obras, importante doação do Papa ao último Imperador da dinastia Ming. Foi Vice-provincial e Visitador na Missão da China, e ainda Superior, em Pequim, de 6 residências do Norte. (3) (4)

Em colaboração com o letrado chinês Li Zhizao (1565-1630), Francisco Furtado, missionário Português, conhecido na China por Fu Fanji, traduziu duas relevantes obras da filosofia ocidental vertidas do latim para o idioma chinês: o tratado cosmológico “Sobre o céu” (De caelo), de Aristóteles, e uma tradução parcial das “Categorias” (Categoriae), também do Estagirita. A primeira obra, um tratado de cosmologia, fora já objecto de aturado trabalho de Francisco Furtado quando, ainda em Coimbra, a publicara em oito volumes.” (4)

 (1) Anuário de Macau, 1922, p. 16 e GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954.

(2) PEREIRA, António Marques – Ephemerides Commorativas da História de Macau, p. 34

(3) https://escritoreslusofonos.net/2019/01/25/padre-francisco-furtado/

(4) https://www.facebook.com/novaportugalidade/ de 11 de Setembro de 2019

Em 2 de Novembro de 1849, foi exonerado, por decreto, o Capitão Feliciano António Marques Pereira (1) do governo interino de Macau, para o qual havia sido nomeado, pelo decreto de 22 de Outubro de 1849, em substituição do Conselheiro e Capitão de Mar-e-Guerra, João Maria Ferreira do Amaral, que fora assassinado. (2) Nesta mesma data foi publicado o Decreto que nomeava o Capitão de Mar-e-Guerra, Pedro Alexandrino da Cunha, para o cargo de Governador de Macau. (3) (4)

(1) Feliciano António Marques Pereira (1803-1864) casado com Maria Catarina Damasio Ferreira. (5) Assentou praça na Armada como aspirante em Fevereiro de 1821 e foi despachado guarda marinha em 1823. Subiu os diversos postos até ser promovido a capitão de fragata em 1859. Foi intendente da Marinha de Goa, comandante da corveta «D. João I» e da nau «Vasco da Gama», cargo que exercia quando faleceu. Comendador da Ordem de Aviz e cavaleiro da Ordem de N.ª Sr.ª da Conceição de Vila Viçosa. (Jorge Forjaz, Vol II, p.617)

Capitão de fragata, assumiu o comando da corveta  D. João I a 1 de Agosto de 1859 e  saiu de Lisboa a 28 de Agosto de 1859 e chegou a Macau em 15 de Março de 1860,  Em 29, foi embarcar na corveta o Governador de Macau, capitão-de-mar-e-guerra Isidoro Francisco Guimarães que seguia para o Japão na qualidade de ministro plenipotenciário a negociar um tratado de paz e comércio com os japoneses. A corveta em 5 de Agosto largou para Yokohama a fim de se abastecer. Chegou a Macau a 9 de Setembro de 1860.

Desta viagem fez uma descrição e publicou-a em livro: PEREIRA, Feliciano António Marques – Viagem da Corveta Dom João I à Capital do Japão no anno de 1860. Imprensa Nacional, 1863, 222 p. https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/09/09/noticia-de-9-de-setembro-de-1860-chegada-do-governador-no-regresso-do-japao/

Referências anteriores do capitão de fragata Feliciano António Marques Pereira e sobre a Corveta «D. João I» ver: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/feliciano-antonio-marques-pereira/

PEREIRA, Feliciano António Marques. [Relatório do Cônsul Geral de Portugal no Sião, Março de 1881] In: Boletim da Província de Macau e Timor. – Macau. – N.º 31 (30 de Julho 1881), p. 207-209.

 (2) Recorda-se que o assassinato do Governador João Maria Ferreira do Amaral foi a 22 de Agosto deste ano. Sucedeu-lhe, na administração da colónia, o Conselho do Governo, composto pelo Bispo da Diocese Jerónimo José da Mata, Juiz de Direito da Comarca Joaquim António de Morais Carneiro, Ludgero Joaquim de Faria Neves, Miguel Pereira Simões, José Bernardo Goularte e o procurador da cidade Manuel Pereira.

(3) 25-05-1850 – Desembarcou em Macau o Governador Capitão-de-mar-e-guerra, Pedro Alexandrino da Cunha que tomou posse, no dia 30 deste mês, vindo a falecer nesta cidade semanas depois (vítima da cólera) (GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954). Padre Teixeira refere desembarque a 28-05-1850, falecendo a 6 de Julho do mesmo ano (Toponímia de Macau, Vol I, p. 16). Carlos José Caldeira em “Macau em 1850”, p.98 refere chegada do dito governador a 26 de Maio, tomada de posse a 30 e morte a 6 de Julho. António Marques Pereira nas “ Efemérides Comemorativas da História de Macau” refere tomada de posse em 29-05-1850. https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/pedro-alexandrino-da-cunha/

(4)GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954

(5) O único filho, António Feliciano Marques Pereira nasceu em Lisboa, a 06-1839 e faleceu em Bombaim (India) a 11 de Setembro 1881). Ver: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-feliciano-marques-pereira/

Extraído de «BGC», XXVI-307, Janeiro de 1951, pp. 175/176

Jorge Grave Leite foi presidente da Comissão Administrativa nomeado 3 de Março de 1948 até 25 de Outubro de 1950. Estava já em funções como vice-presidente do Leal Senado desde 1947, por doença do Presidente Capitão tenente Augusto César de Oliveira e Castro Rodrigues que adoeceu em 17 de Dezembro de 1947.

António Magalhães Coutinho foi nomeado presidente em 25 de Outubro de 1950. Pediu a exoneração em 15 de Maio de 1957 sendo substituído pelo vice presidente Luís Gonzaga Gomes.

SETEMBRO de 1631– Vindo de Canará, onde servia como Capitão-Mor da Armada, encontra.se desde Setembro em Macau, o novo Capitão-Mor, Manuel da Câmara de Noronha que exerce o cargo por 6 anos. (1) (2) No seu tempo teve que lidar com as ordens de Goa, a reacção do Senado de Macau, agitação quase a chegar ao motim … mas conseguiu, até 1637 (fim do seu mandato) a prosperidade do comércio entre o entreposto que governava e Nagasaqui, (3)

(1) 1630 – Depois de curto período de vagatura, entra como Capitão-Geral de Macau D. Jerónimo da Silveira que teve embora na curta duração do seu mandato, boas relações com a população. Foi no seu tempo uma representação do Rei de Portugal para, no Japão, tentar melhorar as relações, que estavam tensas. (4) A meio deste ano, D. Jerónimo delegaria o cargo no irmão, D. Gonçalo. (5) Em 1631, o Vice-Rei da Índia, cedendo a pressão de intrigas, substitui o capitão geral de Macau e nomeou o seu parente D. Manuel da Câmara de Noronha. D. Jerónimo da Silveira não sobreviveria a um ataque holandês no regresso de Macau a Goa, por alturas do Estreito de Singapura. (3)

(2) 11-11-1630 – Manuel da Câmara Noronha que governou depois Macau de 1621-1636 atacou valorosamente com a sua galé e incendiou uma nau dinamarquesa, armada com 20 peças grossas, na costa de Cochim. Durante o seu governo, chegou a Macau, em 1635, a primeira nau inglesa London, fretada pelo Vice-Rei da Índia, a qual regressou a Goa, carregada de artilharia da fundição do célebre Manuel Tavares Bocarro. (3)

(3) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia de História de Macau, Volume I, 2015, pp. 145-146 – 147-148-149)

(4) 1631 – Partem de Macau para Nagasaqui cinco galeotas mas duas perdem a viagem. (3)

1632-Uma galeota, a Nossa Senhora do Rosário, perde a viagem ao Japão. (3)

1633- Grande colapso financeiro dos mercadores portugueses de Nagasaqui. Uma das galeotas de Lopo de Sarmento afunda-se durante a viagem. (3)

1634- Partiram 5 galeotas mas uma foi capturada pelos piratas chineses  e 3 forçadas a regressara Macau. Manuel Ramos foi enviado para Macau para administrar as viagens do Japão como representante do Tesouro Real. Fim do contrato de Lopo Sarmento. Concedida audiência a D. Gonçalo da Silveira. (3)

(5) 20-07-1630 – D. Jerónimo da Silveira propôs, na casa da Câmara o seu irmão D. Gonçalo da Silveira para o substituir no posto da Capitão-Geral, proposta esta que foi aceite por unanimidade. (GOMES, L.G. -Efemérides da História de Macau, 1954).

01-12-1630 – Posse do capitão-geral D. Gonçalo da Silveira (3)

01-12-1632 – D. Gonçalo da Silveira fez a entrega da capitania-geral de Macau a Manuel da Câmara de Noronha (3)

18 de Setembro de 1708 – “Neste dia se fes na Se Cathedral desta Cidade as Exequias  funebres pela morte do Sr Rey D. Pedro 2.º na forma e modo seguinte –Sahirão da Caza do Senado os Ministros e Officiaes do mesmo com varas alçadas acompanhados da nobresa e povo desta cidade todos vestidos de luto, e se dirigirão a Sé para assistirem as Vesperas do seu Officio. Ao Sahirem da Caza do Senado fóra da porta se quebrou o primeiro Escudo que levava no braço o primeiro Vereador que era o mais velho, dizendo – Chorai povo a morte do nosso Rey D. Pedro. 2.º – Ao pé de S.m Domingos se quebrou o segundo que levava o segundo Vereador com as mesmas ceremonias e ao pé da Se se quebrou o 3.º que levava o 3.º Vereador também na forma do primeiro.”(1)

19 de Setembro de 1708 – “ Se fes o Officio com Missa Cantada achando-se huma Eça no Corpo da Igreja magestozamente coberta de preto e illuminada por todos os lados: assistirão a esta função fúnebre o Gov. Diogo Teixeira Pinto, o Cap.º do Senado – O sr. Bispo D. João do Cazal e todos os lugares próprios de representação que tinhão. Os Conegos e Clero na Capella-mor cantando com muzica todas as partes do Officio – Fez a orção fúnebre com toda a Eloquencia própria deste acto o P.e João Mourão da Cp.ª de Jesus.” (1)

NOTA: Quebra dos Escudos – cerimónia praticada desde a morte de D. João I. Consistia em quebrar os escudos do rei falecido para os substituir pelos do novo monarca. O Regimento do Senado, feito na época de D. Manuel I, regulamentou esta cerimónia

D. Pedro II faleceu de apoplexia em 9 de Dezembro de 1706. Reinou de 1683 a 1706. Sucedeu a Afonso VI e foi sucedido por João V.

Retrato de D. Pedro II, autor desconhecido (séc. XVII).
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_II_de_Portugal

OUTRAS FONTES: “18-09-1708 – Effectuou-se n´este dia, em Macau, a quebra de escudos pela morte de el-rei D. Pedro II, sendo esta cerimonia feita pelos tres vereadores, com grande acompanhamento do povo. Foi quebrado á porta do palácio do senado o escudo, defronte da igreja se S. Domingos o segundo, e o terceiro junto á sé catedral, onde o préstito assistiu a vésperas. No dia seguinte se celebraram, também na sé, as exéquias, com missa e officio, estando erguida ao meio do templo uma eça, magnificamente odornada e allumiada. Foram presentes a este acto o governador Diogo de Pinho Teixeira, o senado, o bispo D. João do Cazal, e as mais pessoas notáveis da cidade. Orou o padre João Mourão da Companhia de Jesus. (GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954) (PEREIRA, A. M. – Ephemerides Commemorativas, 1868, p. 85)

Beatriz Basto da Silva na sua Cronologia da História de Macau, Volume I, 2015, p. 215, data este acontecimento a 17 de Setembro de 1708 – Quebra de escudos por morte de D. Pedro II.      

(1) BRAGA, Jack M. Braga – A Voz do Passado, 1987, p. 25)

CAPA
CAPA + CONTRACAPA

Lançamento do livro “POÉMA DI MACAU” de José dos Santos Ferreira (1)

Livro de poesia e prosa no dialecto macaense – língu maquista, com prefácio de Túlio Lopes Tomás datado de Setembro de 1983 e editado pelo Leal Senado em comemoração do 4.º centenário da sua fundação, em 1983.

O autor dedica “este meu modesto livro “À memória saudosíssima dos queridos Amigos, Alfredo José da Silva, Leonel Humberto Alves e Luís Gonzaga Gomes” (p. 3)

O “poéma” (singela poesia) “FULA DI PORTUGAL / FLOR DE PORTUGAL  (2) é dedicado “com muita saudade e admiração às chistosas damas minhas Amigas, macaenses de coração, para quem o nome de Macau tem sempre um significado muito especial”.

p. 48

(1) FERREIRA, José dos Santos – Poéma di Macau. Leal Senado de Macau, 1983, 285 p. (21cm x 14,7 cm x 1,4 cm)

(2) “FULA DI PORTUGAL” é composto por 4 sonetos em dialecto macaense seguidos cada um com o respectivo português. (pp. 47 – 54)

TÂN-KÂU-FÂI炖 狗肺 (1) – Pulmão de cão cozido em banho-maria

Os chineses comem (ou comiam) todas as partes do cão com a excepção dos pulmões, portanto, este termo é empregado para dizer que um indivíduo é desprezado pelos seus semelhantes. Existe também o seguinte dito chinês, pei-kó iân-sâm-nei-sek, tóng-kâu-fai, (dar-lhe de comer um coração humano e tomá-lo por pulmão de cão), que é empregado para aludir à ingratidão de um indivíduo por favores recebidos. (2)

TÂN-MAU-IÔK炖 貓肉 (3) –Gato a banho-maria

O motivo por que os chineses comem (ou comiam) a carne de cães, gatos e cobras é porque julgam que a carne desses animais tem a propriedade de revigorar as energias. A palavra “gato”, nesta frase, refere-se, porém, às prostitutas e assim tân-máu-iôk significa ter relações sexuais com as prostitutas privadas. (2)

TÂN-UÓ-TCH´ÔNG炖禾虫 (4) – Cozer as larvas de arroz a banho-maria

Este termo emprega-se para se referir ao indivíduo que se deitou com uma cega. (2)

(1) 炖 狗肺mandarim pīnyīn: tún gǒu fèi; cantonense jyutping: dan6 gau2 fai3

(2) GOMES, Luís G. – Tropos Usados na Gíria Chinesa, in «Mosaico», V-27/28 de Novembro e Dezembro de 1952, p. 136.

(3) 炖 貓肉mandarim pīnyīn: tún māo ròu;  cantonense jyutping: dan6 maau1 juk6

(4) 炖禾虫mandarim pīnyīn: tún hé chóng; cantonense jyutping: dan6 wo4 cung4

O Boletim Provincial de Macau e Timor, n.º 35, de 29 de Agosto de 1874, informava na “Secção Noticiosa” que a 22 de Agosto (1) (2) o vapor Spark, da «Hong Kong, Macau, Cantão Steam Navigation Co.» com c. de 200 pessoas a bordo, foi atacado por piratas chineses.  Os viajantes eram todos chineses, havendo um passageiro inglês, Mr. Mundy. Parece que transportavam a bordo uma boa quantidade de dinheiro, pois vinham de comerciar. Na tripulação encontrava-se um capitão inglês e dois portugueses (piloto e marinheiro). A descrição do ataque é desenvolvida neste Boletim (3)

(1) 22-08-1874 – O «Spark» da “Hong Kong Macao Canton Steam Navigation» quando vinha de Cantão para Macau, foi saqueado, sendo assassinado o Capitão Mundy e feridos vários portugueses e outros indivíduos”. (3) (GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954)

(2) 22-08-1874 – «The Directory and Chronicle…», 1922

(3) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015, pp. 208 e 212

Extraído de «BPMT», XIX-36 de 6 de Setembro de 1873, p. 143

“21-08-1873 – A escuna Príncipe D. Carlos era um navio mercante inglês que fora adquirido em Hong Kong pelo Governador de Macau a fim de substituir a lorcha de guerra Amazona que se encontrava em muito mau estado. (MONTEIRO, Saturnino – Batalhas e Combates da Marinha Portuguesa, Vol VIII)

21-08-1873 – Em consequência da informação prestada por Bessard, comandante duma canhoneira chinesa, o comandante da escuna Príncipe Carlos, 1.º tenente Vicente Silveira Maciel, foi atacar uma lorcha fundeada um pouco ao norte a escuna que, durante a noite deveria largar do porto de Macau com numerosos piratas, alguns dos quais pertencentes à equipagem da embarcação que apresara próximo de Lintin e uma outra de comércio, depois de terem cometido revoltantes atrocidades. Travou-se combate, conseguindo prender-se 51 piratas, tendo fugido alguns a nado e a coberto da escuridão. (GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954)

Extraído de «Gazeta de Macau e Timor», I- 49 de 26 de Agosto de 1873, p. 2