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Extraído de «A Aurora Macaense», I-12 de 1 de Abril de 1843, p. 55

A notícia saiu na “A Revolução de Setembro “ (1) no dia 15 (e não a 16) de Novembro de 1842. Este jornal citando “O Pregoeiro de Bombaim” (2) de 16 de Julho (pressupõe-se de 1842) (notícia no entanto originária do periódico “O Farol Macaense” de 1 de Julho) (3) refere que “o governador major Adrião Accacio da Silveira Pinto (4) convocara o Senado “fazendo um discurso insultante ao governo da Mãi Patria”, resignou a autoridade, e publicou à tropa esta sua deliberação”

Extraído de “A Revolução de Setembro”, n.º 589 de 15 de Novembro de 1842, p. 3

Tomou posse a 23 de Fevereiro de 1837, na Fortaleza do Monte e governou até Outubro de 1843, (1) tenho-lhe sucedido, Joze Gregório Pegado que tomou posse a 3 de Outubro de 1843.

Extraído de «O Macaista Imparcial», I- 72 de 13 de Fevereiro de 1837, p. 288

“Teve pela frente o Senado (o governador equiparou a mera câmara municipal o “Leal Senado”) e o Ouvidor unidos e, por influência externa (Ingleses), e sentiu em Macau as implicações da I Guerra do Ópio (1840-1842) ” (4) (5)

(1) O jornal “A Revolução de Setembro” ,editor responsável: J.F.S.Castro foi publicada em Lisboa de 1840 a 1901, na tipografia de J. B. da A. Gouveia.

(2) “O Pregoeiro da Liberdade”, jornal publicado em Bombaim desde 1840 até 21 de Agosto de 1844. (Annaes Marítimos e Coloniaes, 1845, p.222)

(3) Mas “O Farol Macaense”, jornal macaense, teve inicio a sua publicação em 23 de Julho de 1841, e terminou a 14 de Janeiro de 1842. O editor e redactor era Félix Feliciano da Cruz e também era proprietário da Tipografia Arménia onde era impressa o jornal. O mesmo editou na sua tipografia, um novo jornal, o semanário “ A Aurora Macaense “ que circulou de 14-01-1843 a Maio de 1844. https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/felix-feliciano-da-cruz/

(4) Adrião Acácio da Silveira Pinto nomeado Governador e Capitão Geral de Macau em 4 de Março de 1836, só chegou a Macau em 14 de Fevereiro de 1837. Desembarcou na Praia Grande (com a esposa e família) tendo vindo no navio “Resolução” que saiu de Lisboa em 18 de Junho de 1836, passando por Baía (Brasil) onde esteve dois meses e por Timor onde esteve quase duas semanas.

Extraído de «O Macaista Imparcial», I- 72 de 13 de Fevereiro de 1837, p. 288

Após o seu mandato, em 2 de Outubro de 1843 Adrião Acácio da Silveira Pinto, foi nomeado pelo Governador José Gregório Pegado, em sessão do Senado de 10 de Outubro de 1843, para tratar com os comissários chineses, no sentido de se melhorarem as condições da existência política deste estabelecimento. Seguiu para Cantão no brigue de guerra «Tejo», do comando do capitão-Tenente Domingos Fortunato de Vale. Agregaram-se a esta missão, o Procurador da Cidade João Damasceno Coelho dos Santos e o intérprete interino José Martinho Marques. (6) Em 23 de Março de 1868, foi nomeado embaixador de Portugal para tratar com os plenipotenciários chineses sobre o estabelecimento de Macau. Faleceu em Lisboa, no dia 10-10-1868, no posto de Marechal de Campo. (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume II,2015, pp.79, 93, 94 e 99)

Ver anteriores postagens em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/adriao-a-silveira-pinto/

(5) Em 26 de Janeiro de 1841, os ingleses ocuparam a Ilha de Hong Kong  e a 29 de Janeiro, C. Elliot proclamou os direitos de S.M. Britânica sobre Hong Kong. Em 1842 com o nascimento de Hong Kong e a abertura dos cinco portos chineses nos termos do Tratado de Namquim (29 de Agosto) Macau entrou numa gradual e acelerada decadência (4)

(6)  https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/11/04/noticia-de-4-de-novembro-de-1843-conferencia-luso-chinesa-em-cantao/

Na tarde do dia 27 de Maio de 1836, chegou a Macau a armada americana composta pela corveta “Peacock” comandada pelo capitão C. K. Stribbling, e onde vinha o comodoro E. P. Kennedy, e a escuna “Enterprize” comandada pelo capitão Archibald S. Camphell (o nome do comandante no jornal não está correcta)

O comandante do “Entreprize”, Archibald S. Camphell vinha já doente e faleceu no dia 3 de Junho, vítima de uma disenteria.

Extraído de «O Macaista Imparcial», Vol. I n.º1 de 9 de Junho de 1836, p. 3

No dia 4 de Junho, pelas 5 horas da tarde, foi o funeral tendo assistido o Governador Bernardo Joze de Sousa Soares Andrea (governo: 1833-1837) tenho o Batalhão de Príncipe Regente prestado as honras fúnebres. Ficou sepultado na campa n.º 49 do Cemitério Protestante.

CAMPA N.º 49 : “The remains of Archibald S. Campbell Esq. who died at Macao in command of the Schooner Enterprize June 3d 1836. AET: 40. Erected to the memory of Lieutenant Commandant Archibald S. Campbell by the Officers of the U. S. Ship Peacock and Schooner Enterprize 1836

(TEIXEIRA, P. Manuel – A Voz das Pedras de Macau, 1980, p. 286)

Relatos dos inícios dos festejos públicos em Macau no dia 9 de Abril de 1837, pelo casamento da Rainha D. Maria II (em segunda núpcias) com o príncipe Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha, depois Rei Consorte de Portugal, como D. Fernando II, (1) realizado presencialmente na Sé Patriarcal de Lisboa em 9 de Abril de 1836 (casamento em Coburgo por procuração em 1 de janeiro de 1836). Os festejos públicos prolongaram-se até 11 de Abril, merecendo também uma notícia no mesmo jornal, (já foi postado em 11-04-2020). (2)

Extraído de «O Macaísta Imparcial», I- 87 de 10 de Abril de 1837, p. 350
Dona Maria II (1835) por John Zephaniah Bell (3)

(1) D. Maria II, em 1836 casou em segunda núpcias com o príncipe Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha, baptizado Fernando Augusto Francisco António de Saxe-Coburgo-Gotha e Koháry, nascido em Viena em 29 de Outubro de 1816 e falecido em Lisboa a 15 de Dezembro de 1885, no Paço Real das Necessidades, estando sepultado no mosteiro de São Vicente de Fora. O contrato matrimonial foi assinado no fim de 1835. Meses depois, chegou o marido. Haviam casado em Coburgo por procuração em 1 de janeiro de 1836 e, em Lisboa, em pessoa, na Sé Patriarcal em 9 de Abril de 1836. O casamento formal deu origem à Casa Real de Bragança-Saxe-Coburgo-Gotha e o príncipe alemão passou a Rei Consorte de Portugal, como D. Fernando II, em 16 de setembro de 1837, após o nascimento de um filho varão. Regente do reino (entre 1853 e 1855) durante a menoridade do filho D. Pedro V e, depois da morte deste, até à chegada a Portugal do filho D. Luís I. Tiveram 11 filhos. https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_II_de_Portugal

D. Fernando II, Rei Consorte de Portugal, em 1861. (4)

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/04/11/noticia-de-11-de-abril-de-1837-festejos-pelo-consorcio-da-rainha/

(3) Por Joannes Paulus – Obra do próprio, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=63969447

(4) https://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_II_de_Portugal

Notícia da sessão da Camara dos Deputados em Macau realizada no dia 24 de Março de 1836, sobre a questão de Macau (Macau é ou não possessão portuguesa), retirada do «Morning Herald» de 9 de Abril. e publicada pelo jornal «O Macaista Imparcial» I- 28 de 12 de Setembro de 1836, p. 108.

O Vereador encarregado dos Negócios Sínicos (Francisco António Seabra) endereçou uma chapa ao Mandarim Cso-tam constando o seguinte:

O Comandante da Fragata Francesa «La Bonite» (1) queixou-se ao Governador que no dia 9 de Janeiro de 1837 um dos seus oficiais indo passear a Pac-san (Lapa) junto com Mr Guillet (missionário francês), os chinas em número de sessenta o insultaram com palavras injuriosas atirando-lhe pedras e nom fim agredindo-o com pingas (vara que os chineses trazem aos ombros com objectos pendurados nas extremidades) e bambus, ficando gravemente maltratado, perdendo na fugida o seu chapéu, rota e uma pataca que os ditos chinas lhe fartarão.

Extraído de «O Macaista Imparcial», I-73 de 16 de Fevereiro de 1837, pp. 291/292

(1) O comandante da “Corvette” francesa “La Bonite” era Auguste Nicolas Vaillant 1793-1858, que depois da viagem publicou o livro “Voyage Autour du Monde Executé Pendant les Années 1836 et 1837 sur la Corvette “La Bonite” (2)

La Bonite” partiu de Toulon a 6 de Fevereiro de 1836 para uma viagem de circum-navegação, primeiro pela América do Sul depois Pacifico tendo chegado a Manila (7 de Dezembro de 36) e com partida a 21 do mesmo mês para Macau tendo chegado aqui a 31 de Dezembro. Partiu de Macau a 21 de Janeiro de 1837. Duração da viagem: 21 meses completos.

p. 141
P. 146

(2) VAILLANT, Auguste Nicolas, 1793-1858 –  “Voyage autour du monde exécuté pendant les années 1836 et 1837 sur la corvette la Bonite, commandée par M. Vaillant, capitaine de vaisseau : pub. par ordre du roi sous les auspices du Département de la Marine. Paris : Arthus  Bertrand, éditeur 1840-66.  Leitura disponível em: https://catalog.hathitrust.org/Record/001876493

Anteriores referências às Chapas Sínicas em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/chapas-sinicas/

Extraído de «Gazeta de Macao», I-31, 22 de Agosto de 1839
«O Macaísta Imparcial», de 16-06-1836

«O Macaista Imparcial» publicou-se de 09-06-1836 (preço: 50 avos) a 04-07-1838. (n.º 158)

Último número de «O Macaísta Imparcial e Registo Mercantil» II-158 de 04-07-1838

Bi-semanal até 05-05-1837 e em 05-07-1837 (n.º 106) acrescentou o subtítulo «Registo Mercantil», depois passou a hebdomadário. (1)

«O Macaísta Imparcial e Registo Mercantil» I-106 de 05-07-1837

Foi seu fundador e redactor, Félix Feliciano da Cruz. (2) Impresso na Tipografia Feliciana, do próprio fundador.  Colaborou neste jornal, José Baptista de Miranda e Lima, (4) nomeadamente com apontamentos da história de Macau na secção ”Antiguidades de Macao”. Impunha-se ser imparcial embora de feição conservadora, mas em Agosto de 1936, entrou em oposição ao jornal «Cronica de Macao» (quinzenário de 12-10-1834 a 18-11-1836) e terminou a publicação por ordem censória do governador Adrião Acácio da Silveira Pinto.

1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/o-macaista-imparcial/

(2) Félix Feliciano da Cruz nasceu na Sé, cerca de 1810 e faleceu em Hong Kong a 1 de Março de 1879. Foi Irmão da Santa Casa de Misericórdia, eleito a 29-10-1837. Publicou a «Pauta Geral da Alfândega da Cidade de Macau», em 1844. (3) Trabalhou entre Cantão e Hong Kong tendo editado o «Anglo- Chinese Kalendar and Register», em 1832 e colaborado, em Cantão, no lançamento do «Canton Press” (1835 publicado em Cantão e depois, em 1844, publicado em Macau). Depois em Macau, foi proprietário da Tipografia Feliciana e Tipografia Armenia, e fundador, em Macau, de três jornais portugueses entre 1936 e 1844: «O Macaista Imparcial» de 09-06-1836 a 04-07-1838 (Tipografia Feliciana) «O Farol Macaense» de 23-07-1841 a 14-01-1842 (Tipografia Armenia) «Aurora Macaense» 14-01-1843 A 03-02-1844, semanário (Tipografia Armenia). F. F. da Cruz foi o editor do “Canton Commercial List” com os seus filhos e “compositores tipográficos” macaenses entre 1848 e 1856. https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/felix-feliciano-da-cruz/

(3) FORJAZ, Jorge – Famílias Macaenses, Vol. I, 1996, p. 965.

(4) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jose-baptista-de-miranda-e-lima/

Dia 10 de Agosto é dia de S. Lourenço (São Lourenço de Huesca ou Valência nasceu em 225 e morreu a 10 de Agosto de 258, com 33 anos, martirizado em Roma) (1)

Esboço da Igreja de S. Lourenço , George Chinnery, 1830

Em sua honra, os jesuítas contruíram em meados do século XVI (1558 -1560), a igreja de S. Lourenço, uma das três igrejas mais antigas de Macau (esta, a igreja de S. António e a «igreja matriz» depois elevada a Catedral) A sua aparência actual é o resultado das obras efectuadas em 1846, o levantamento do muro do adro foi feito por Evaristo Lopes em 1869 e a construção e arranjo do jardim foi feito em 1937 por Alfredo Almeida sob as indicações de D. Laura Maria de Guimarães Lobato A Igreja tem uma estrutura neoclássica com um subtil tratamento decorativo de inspiração barroca.

Escadaria da Igreja de S. Lourenço, ao cimo da Travessa do Padre Narciso.(década de 60. Século XX)

«A igreja de S. Lourenço apresenta provavelmente o desenho mais sofisticado e intelectual de Macau e foi desenhada, sem dúvida, por alguém dotado de bom conhecimento de arquitectura, mas não familiar coma s tradições de Macau. Possui, ao mesmo tempo, grande beleza e ostenta na côr e texturas uma harmonia semelhante a qualquer igreja sertaneja da Inglaterra. Mas há certos traços arquitectónicos que revelam firmemente a fisionomia da Península Ibérica. A diferença principal que a distingue de qualquer outra igreja de Macau reside no volume da nave e na completa ausência de naves laterais. Possuiu o tecto mais extenso e ininterrupto entre as mais antigas igrejas de Macau. O edifício salienta-se também por quatro elementos dominantes. A entrada apresenta uma especto fortemente ocidental, formado por duas torres quadradas contendo o campanário e juntando-se à nave dum e doutro lado. O Altar-mor está colocado numa capela absidal, na linha central da composição; existem ainda duas capelas absidais formando assim uma fraca cruz latina à esquerda e à direita da nave. Há dois pequenos alteres colocados na parede à direita e à esquerda do Santuário.

Poço na Rua da Igreja de S. Lourenço, George Chinnery, 1836

Existe outro par de altares semelhantes aos primeiros, situados nas paredes da nave, a cerca dum terço de distância da galeria do coro e da entrada. A Igreja tem anexo um bloco de quartos e salas a ocidente. Tem ainda duas arcadas dos lados norte e sul. Esta composição está habilmente proporcionada e a interpenetração das várias estruturas foi bem executada; as mesmas paredes e a concepção da estrutura, diferente da maioria das igrejas de Macau, indica boa inteligência da qualidade dos materiais usados e das suas limitações. A espessura das paredes, por exemplo, é de três a quatro pés, mas tem conveniente adaptação para nichos, vãos e escadas, sem prejudicar de qualquer forma a sua função de suporte» (2)

(1) São Lourenço foi queimado vivo numa grelha sob um braseiro ardente. Reza a história que Lourenço manteve o bom humor até ao final, dizendo para o virarem, pois um dos lados do seu corpo já estava bem assado. Ele é o santo padroeiro dos diáconos, dos cozinheiros, dos humoristas e de Huesca em Espanha. Este santo costuma ser representado com uma grelha (instrumento do seu martírio) e uma bíblia na mão. Os seus restos mortais repousam na basílica que lhe foi dedicada, S. Lourenço, fora dos muros de Roma. https://www.calendarr.com/portugal/dia-de-sao-lourenco/

Sugiro a leitura do trabalho académico de André Simões em https://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/32715/1/2%20Fogo%20l%C3%A1grimas%20Graal.pdf

(2) BRUNT, Michael Hugo – The Parish Church of St. Lawrence at Macao, 1954 p. 110. Tradução do Padre Teixeira, que afirma: este trabalho é «óptimo sob o ponto de vista arquitectónico, deixa muito a desejar sob o porno de vista histórico.»In TEIXEIRA, P. Manuel – Toponímia de Macau, Volume I, ICM, 1997, p.93.

Anteriores referências a esta igreja: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/igreja-de-s-lourenco/

Artigo publicado em “O Macaísta Imparcial” de 1836 (1) sobre o dia 24 de Junho, sem indicação do autor, embora o fundador e redactor do jornal tenha sido Félix Feliciano da Cruz.

(1) “O Macaísta Imparcial”, Ano I, n-º 5 de 23 de Junho de 1836, p. 19 Bissemanal de 09-06-1836 até 05-05-1837 e depois passou a hebdomadário até o fecho em 04-07-1838. Tipografia de Félix Feliciano da Cruz

Disponível para leitura em: http://purl.pt/32523/2

Apontamentos de José Baptista de Miranda e Lima que foram publicados em vários números do jornal “O Macaísta Imparcial” em 1836. O primeiro, um pequeno apontamento sobre D. Belchior Carneiro

Extraído do jornal “O Macaísta Imparcial” Vol I n.º 1 de 9 de Junho de 1836, p.3
Extraído de TEIXEIRA, P.e Manuel – Macau e a Sua Diocese II, p. 83

Anteriores referências a D. Melchior Carneiro em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/d-belchiormelchior-carneiro/page/1/

TSYK I-30 de 28 de Abril de 1864,

A autora destes versos será provavelmente, Adelaide Clotilde Gonzaga (1839-1888), 2.ª filha de Guilherme Gonzaga (1) e Maria Bárbara Rangel (2). Professora de língua e literatura portuguesa na Escola do Governo, em S. Lourenço, nomeada em 2 de Janeiro de 1872. Sendo solteira, do seu cunhado 2.º Barão do Cercal, António Alexandrino de Melo (3) teve uma filha ilegítima, pelo que a criança nasceu no Hospital de S. José de Hong Kong a 16-10-1874 e foi baptizada, Adelaide Irene de Melo, na Catedral de Hong Kong. Parece que a mãe a confiou às madres, pedindo depois licença ao Governo para se ausentar para Lisboa durante um ano, mas nunca mais regressou. Em Lisboa foi professora e directora de uma escola de instrução primária.

O Boletim da Província de Macau e Timor n.º 19 de 06-05-1876 publicou a Portaria n.º 26 do Governador José Maria Lobo de Ávila (de 1874 a 1876) de 4-05-1876, exonerando-a, por abandono do lugar. Para este lugar foi nomeada D. Asteria Coelho dos Santos (4)

Extraído de «BPMT» XXII-nº 19 de 6 de Maio de 1876

(1) Guilherme Gonzaga, nascido na freguesia de S. Lourenço (c. 1810) comerciante em Macau, com negócios de fazendas, retrozarias e tabaco. Em 1844 era secretário da Associação do Montepio Geral de Macau. Casou em S. Lourenço a 22-06- 1836 com Maria Bárbara Rangel. Tiveram 4 filhas.

(2) Maria Bárbara Benedita Rangel (1813-1843), filha de Floriano António Rangel (1778-1843) e Ana Maria Antónia de Jesus Correia de Carvalho (1788-1843). Casou em 2.ª núpcias com Guilherme Gonzaga em 22-06-1836

(3) O 2.º Barão do Cercal, António Alexandrino de Melo (1837-1885) casou com a irmã Guilhermina Pamela Gonzaga (1841-1893), 3.ª filha do casal Guilherme Gonzaga/Maria Bárbara Rangel, na Igreja de S. Lourenço em 08-11-1858. Este casamento foi prejudicado pelas relações que o Barão mantinha com sua cunhada Adelaide, de quem viria a ter uma filha.

Informações de: FORJAZ, Jorge – Famílias Macaenses, Volumes I. II e III, 1996 e http://pagfam.geneall.net/1020/pessoas.php?id=1072074

(4) 31-05-1876 – BPMT XXII- 26 de 24 de Junho de 1876