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A começar a 24 de Março de 196 7, no Teatro Nam Van, o filme “For a Few Dollars More” (em Macau, recebeu o nome de “A Cobiça”) – “Por uns Dólares a Mais”

For a Few Dollars More”, estreado em Itália em 1965 (“Per qualche dollaro in più”), e internacionalmente em inglês, em 1967, o chamado 2º «western spaghetti» da trilogia (1) dirigido por Sergio Leone com os actores Clint Eastwood, Lee Van Cleef e Gian Maria Volonté e produção conjunta italiana, alemã  e espanhola. Em papel secundário, o actor alemão (depois famoso) Klaus Kinski.

Verso – argumento em chinês

(1) O 1.º da trilogia foi “Por um Punhado de Dólares”(“A Fistful of Dollars”), um filme com a mesma produção, de 1964, dos gêneros ação, faroeste e suspense, dirigido por Sergio Leone e estrelado por Clint Eastwood em seu primeiro papel principal, ao lado de Gian Maria Volontè. O 3.º de 1966, seria “The good, the bad and the ugly””, também com Clint Eastwood. Coletivamente, os três filmes são conhecidos como “Trilogia dos Dólares”, ou “Trilogia do Homem sem Nome”. Os três filmes foram lançados em sequência nos Estados Unidos em 1967. https://pt.wikipedia.org/wiki/Por_um_Punhado_de_D%C3%B3lares https://en.wikipedia.org/wiki/For_a_Few_Dollars_More

Trailers do filme: https://www.imdb.com/title/tt0059578/ https://www.youtube.com/watch?v=yyV_eb3p3Zw https://www.youtube.com/watch?v=0JPnR7C8mZQ

No dia 19 de Janeiro de 1954, realizou-se no Teatro Cheng Peng um espectáculo de variedades, a favor do Hospital de S. Rafael, patrocinado pela Sociedade de Abastecimento de Águas de Macau tendo participado o mágico indiano Gogia Pasha e o conjunto musical INK SPOTS – acontecimento já anteriormente postado. (1)

Este espectáculo foi comentado/relatado em versos (15 quadras) num tom jocoso (patois) por José dos Santos Ferreira (Adé) e publicado em 24 de Janeiro de 1954, no jornal «O Clarim». (2) Apreseto as oito primeiras quadras.

(1)  https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/01/10/noticias-de-janeiro-de-1954-espectaculos-de-variedades/ (2) FERREIRA, José dos Santos – Quatro cáfri co unga môro in Macau Sã Assi, 1967, pp. 47-48

Neste dia (16 de Novembro de 1963) José dos Santos Ferreira publicou na «Gazeta Macaense» o «poéma» “Caréta Dôdo já vêm” (carros de corrida estão chegando”) a propósito da realização do 10.º Grande Prémio de Macau. (1)

Retiro parte do longo poema (18 quadras), as últimas 7 quadras:

(1) Nesse ano (1963) Arsenio “Dodjie” Laurel, (1931 – 1967), filipino, num «Lotus 22-Ford», venceria o seu segundo trofeu consecutivo em Macau, no 10.º Grande Prémio de Macau. Foi o primeiro condutor a ganhar dois grandes prémios consecutivos em Macau (1962, 1963). Viria a morrer em 19 de Novembro de 1967, com 35 anos de idade, na 3.ª volta ao circuito, após embater com o seu «Lotus 41» no muro á frente do mar logo a seguir ao Clube Náutico (onde hoje está o Hotel Grand Lapa) (2) alguns metros depois foi de encontro a um poste eléctrico, (3) e incendiou-se, não conseguindo o condutor sair da sua viatura. Foi o primeiro caso fatal dum corredor no Grande Prémio em Macau.

Foi também nesse ano que Teddy Yip teve a sua melhor classificação das várias participações que teve no Grande Prémio, ficou em terceiro lugar com um «Jaguar E Type».

Classificação do X Grande Prémio de Macau                                               

1.º – Arsenio Laurel – Lotus 22 FJ (Ford)                              

2.º – Bill Baxter – Jaguar E Type                               

3.º – Teddy Yip – Jaguar E Type                                

4.º – Grant Wolfkill – Lotus Super Seven                              

5.º – H Asmussen – Porsche Super 90                                  

6.º – B Poole – Triumph TR4

(2) Recentemente o “Hotel Grand Lapa” que já foi denominado “The Macau Excelsior”, e “The Mandarin Oriental”) foi  publicitado como “ Artyzen Grand Lapa Macau”.https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/08/31/caixas-de-fosforos-hotel-excelsior-hotel-mandarin-oriental/

(3) Por este motivo no circuito da Guia, no ano seguinte, todos os postes eléctricos que estavam “á frente dos muros”, foram retirados, passando a estarem incorporados nos muros ou então para lá dos muros do circuito.

Poéma/letra de José dos Santos Ferreira (Adé) publicado no jornal «O Clarim» de 30 de Agosto de 1953, (1), adaptação da canção «Anniversary Song» (2) que mereceu uma nota do autor:

“Si sã querê cantá, non mestê fazê cerimónia: busca música de «Anniversary Song», chapá estunga quanto palavra”

(1) FERREIRA, José dos Santos – Macau sã Assi. Tipografia da Missão do Padroado, 1967, pp. 46-46

(2) «Anniversary Song» é baseado na canção/valsa de 1820, “The Waves of the Danube,” composto pelo compositor romeno Ion Ivanovici. Al Jolson e o letrista Saul Chaplin adaptaram-no para o filme “ The Jolson Story” (musical de 1946, filme biográfico do cantor e actor Al Jolson).

https://genius.com/Al-jolson-anniversary-song-lyrics https://www.youtube.com/watch?v=3VcQVNw2w78 https://www.imdb.com/title/tt0038661/

NOTA: O cantor Andy Williams no seu álbum “Call Me Irresponsible” gravou a sua versão desta canção. https://www.bellandcomusic.com/anniversary-song.html

Já não se ouve hoje em dia, mas em pequeno, ainda ouvia os mais velhos a empregar estes termos maquistas:

FERÁ CÁM com o sentido “pregar calote” (1) (2)

FERÁ – enrascar; pregar

CÁM – cão. Significa também calote. Cám-china: cão que ladra mas não morde; cobarde. (o cão chinês, normalmente, ladra muito mas foge quando se aproximam dele). Ferá cám: pregar calote. (1)

BAGATE

Bagate – fascinação; encanto; coisa que enfeitiça (1)

Bagate – mal provocado por mando de alguém, por via duma mulher de virtude que serve de intermediária”; (bagata s. f. do hindust.; bagata – feitiço, bruxaria” e bagata s. m. – homem que tem trato como demónio) (3)

Bagateá – enfeitiçar; sujeitar à acção do feitiço ou de certo chá que se dá a beber, para cativar (1)

“Perguntando-se a qualquer senhora macaense o que é bagate, com santo respeito, no caso de serem idosas, dirão que é um “mal provocado por mando de alguém, por via duma mulher de virtude que serve de intermediária”. Esta mulher é a man héong pó (問香) – feiticeira; ou algumas pai san pó(拜神婆) – simples benzedeiras. O bagate é muito temido porque só pode ser anulado por práticas da mesma pessoa que o desencadeou ou de outra com mais poder. As senhoras portuguesas de Macau, mesmo de famílias de elevado nível social, acreditam no bagate e temem esta forma de fazer mal, que pode provocar doenças e outras infelicidades aos inimigos ou pessoas que se invejam ou caíram em desagrado.” (3)

(1) FERREIRA, José dos Santos – Macau Sã Assi, 1967/68, p. https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/06/21/leitura-macau-sa-assi/

(2) Dívida que não foi paga por falta de vontade ou por má-fé. (do francês culotte – perda importante no jogo ou nos negócios. (https://dicionario.priberam.org/calote).

(3) AMARO, Ana Maria – Bagate, RC n.º 11/12 de 1990, p. 99-110.

問香mandarim pīnyīn – wèn xiāng pó; cantonense jyutping: man6 hoeng1 po4

拜神婆mandarim pīnyīn – bài shēn pó; cantonense jyutping: baai1 san1 po4

O mais antigo sino em Macau é o que se acha no campanário da igreja de S. Clara, cuja inscrição diz:

Em vez de ARO deve ser ORA; e significa: «Roga por nós, bem-aventurada Madre Clara. Ano do Senhor de 1674»

Francisco Tavares deve ser filho de Manuel Tavares Bocarro, (1) o grande fundidor de sinos e canhões em Macau por um quarto de século. Frei Manuel de Madalena de Lampreia, O. F. M., natural de Macau, foi várias vezes guardião ou superior do Convento de S. Francisco e em 1674 era comissário do Convento de S. Clara (2)

Segue-se o sino de N. Sra da Guia no qual se lê:

Foto de 1998

No outro lado do mesmo sino lê-se:

D. Diogo de Pinho Teixeira foi Capitão-Geral de Macau de 1706 (posse do cargo a 5 de agosto, dia da celebração anual à Nossa Senhora das Neves, celebrada na capela de Nossa Senhora da Guia) (3) a 1710. Posteriormente nomeado para a Capitania de Diu 1716 regressando a Goa em 1719.

Domingos Pio Marques (de Noronha e Castelo Branco) nasceu em Macau, a 06-05-1783 e faleceu a 8-02-1840; sepultado no jazigo de família no Cemitério de S. Miguel) sendo filho de Domingos Marques e de Maria Ribeiro Guimarães. (4) Domingos Pio Marques, proprietário e armador, cavaleiro, comendador da Ordem de Cristo, e comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa (1825), foi ao Brasil em 1819, como representante do Leal Senado, para saudar D. João VI, que por decreto de 06-02-1818, outorgara ao Leal Senado o tratamento de «Senhoria».

D. Frei Francisco de N. Senhora da Luz Chacim, O. F. M., foi bispo de Macau de 1804 a 1828, falecendo a 31 de Janeiro de 1828. (5)

(1) Manuel Tavares Bocarro que possuía uma fundição de canhões em Macau de 1625 a 1664, informava que em 1635, o baluarte da Guia tinha 5 peças, i. é, uma colubrina, um pedreiro e 3 sagres, todas de metal; Marco d´Avalo afirmava que, em 1638, tinha 4 ou 5 peças.

(2) TEIXEIRA, P: Manuel – A Voz das Pedras de Macau, 1980, pp. 110-111.

(3) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/08/05/noticia-de-5-de-agosto-festa-de-nossa-senhora-das-neves-ii/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/08/05/5-de-agosto-festa-de-nossa-senhora-das-neves-i-2/

(4) Domingos Marques (1730-1787) e sua mulher estavam sepultados na Igreja de S. Agostinho. A lápide foi removida em 1960 para as ruínas de S. Paulo onde foi partida em dois pedaços em 1967, e depois depositada  na Fortaleza do Monte. (2)

(5) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/d-francisco-de-n-s-da-luz-chacim/

Hoje, 21 de Março, é “Dia Mundial da Poesia”. Nunca é demais aproveitando a data da sua publicação, divulgar mais um “poéma maquista” do saudoso Adé dos Santos Ferreira.

Poesia de José dos Santos Ferreira, publicada no semanário «O Clarim» de 21 de Março de 1954. Posteriormente inserida no livro «Macau sã assim», do mesmo autor, de 1967, pp. 55-56.

NOTA I: este “poéma” é dedicado ao “Ministro”, alcunha carinhoso como era tratado o o empresário macaense, Alberto Dias Ferreira que viria mais tarde a fundar um grande grupo empresarial “Aldifera Grupo Empresarial“, com ligações aos meios, comercial (“Agência Comercial Aldifera“), industrial (“Aldifera Têxteis, Limitada“, uma unidade inovadora, na altura, pela tecnologia moderna aplicada) e financeiro (“Aldifera, Casa de Câmbios, Limtada”). Membro de muitas associações de carácter cívico e desportivo (creio que está ligado ao início -1953 – e depois foi seu presidente, da Associação de Futebol em Miniatura de Macau, vulgo bolinha). Foi deputado à Assembleia Legislativa, curador da Fundação Macau e nomeado Comendador. Anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/alberto-dias-ferreira/

NOTA II: A data do «Dia Mundial da Poesia» foi criada na 30ª Conferência Geral da UNESCO em 16 de Novembro de 1999.

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/11/29/noticia-de-29-de-novembro-de-1953-xavier-cugat-em-macau/ (2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/01/10/noticias-de-janeiro-de-1954-espectaculos-de-variedades/

Livro de José dos Santos Ferreira publicado em 1967, (1) composto e impresso na Tipografia da Missão do Padroado (2), com versos (Laia-laia rabusénga) e prosas no dialecto macaense e breve vocabulário de alguns termos utilizados. A maioria dos versos foram publicados anteriormente no jornal «O Clarim», de 1953 a 1955 e depois na «Gazeta Macaense» de 1963. Inclui ainda uma comédia em 1 acto “Mui-mui Sua Neto” e uma opereta em 2 actos (para rir) “Cabo Tamêm Sã Gente”. A ilustração é de Leonel A. S. Barros.

Retiro da Introdução (pp. 9-11) , o seguinte: “O dialecto macaense, como muito bem ensinou João Feliciano Marques Pereira, (3) não se apresenta sob uma única forma, mas sem debaixo de três pelo menos, que é conveniente distinguir: a) o macaísta cerrado ou macaísta puro (se assim se pode chamar) e que é o mais interessante; era falado principalmente pelas classes humildes; b) o macaísta modificado pela tendência a aproximar-se do português corrente, era usado pela gente mais polida e que estava mais em contacto com o elemento metropolitano; c) o macaísta falado pelos chineses. Das duas primeiras formas, sobretudo a primeira, se aproximam mais os escritos contidos neste volume. Sob a última, vem publicado um original, em simples monólogo – MERENDA AI! – que o autor põe na boca de um conhecido chinês de Macau.

Desenho de Leonel A. S. Barros (pág. 7)

MERENDA AI! “Iou sã Merenda Ai!. Tudo gente na Macau, assi chamá pa iou, Seléa nóme nunca muto agradá. Masqui geniado, tamêm pacéncia… Qui cuza pôde fazê, si ilôtro querê batizá iou com estunga nóme? Merenda Ai tamêm sã nóme cristám… Iou sã Macau-filo. Quelê-modo iou sã Macau-filo ? Iuo sã já nacê na Macau, j´olá? Têm tanto ano-iá … Mamã fica na Básso-mónti, quelóra larga iou vêm fora. Cavá crecê, Mamã já ensiná iou fazê merenda, pa ganhá sapéca. Sã assi que iou nuncassá vai escola, j´olá? “…. (continua)

(1) Na última página “Acabou de se imprimir este livro aos 2 de Janeiro de 1968

(2) Trata-se do primeiro livro impresso de Adé Santos Ferreira em “língu maquista” (patuá). Anteriormente, publicou o 1.º, um relato de viagens “Escandinávia, Região de Encantos Mil, em 1960, FERREIRA, José dos Santos – Macau Sã Assi. Macau, 1967, 138 p + Índice., 20, 5 cm x 14 cm x 0,7 cm.

(3) Pequeno trecho de João Feliciano Marques Pereira assinalado na capa (interior)

A começar em 30 de Dezembro de 1967, no Teatro Nam Van, o espectáculo para maiores de 17 anos, o filme “The Beautiful Angelica. O folheto (em letras vermelhas) não apresenta o título em português mas mantém a descrição do argumento em português e no verso, o argumento em chinês que não é a tradução do português.
Os folhetos do Teatro Nam Van a partir de Dezembro de 1966, passaram a ter no verso o argumento em chinês, e a partir de Dezembro de 1967, já não traziam o título do filme em português.
A  série cinematográfica “ANGÉLIQUE” é constituída por 5 filmes (aventuras, intrigas e paixão) baseada nas novelas francesas de Anne and Serge Golon de 1957 (13 livros publicados) sobre as aventuras da heroína Angélique no tempo do rei Luís XIV,) na corte francesa (Palácio de Versailles), sempre com os actores principais, a bela Michele Mercier (como Angélique Sancé de Monteloup) e Robert Hossein (como marido, Jeoffrey de Peyrac). Os cinco filmes são:
Angélique, Marquise des Anges (1964)
Marvelous Angelique (1965)
Angelique and the King (1966)
Untamable Angelique (1967)
Angelique and the Sultan (1968)
Embora o folheto não tenha indicação de que filme se trata, pelo argumento, creio tratar-se do 2.º filme “Marvelous Angélique”, de 1965, (adaptado do 2.º livro traduzido para inglês “Angélique: The Road to Versailles “ de 1958), dirigido por  Bernard Borderie, interpretado por Michèle Mercier, Robert Hossein e Giuliano Gemma. Produção conjunta, francesa, italiana e Alemanha Ocidental e filmado nos estúdios de Roma
https://en.wikipedia.org/wiki/Marvelous_Angelique

Brochura de 49 páginas da Professora Dra. Ana Maria Amaro, editado em 1967, pelo Centro de Informação e Turismo (Macau) e imprimido na Tipografia da Missão do Padroado (acabou de se imprimir a 25-04-1967).

Na Capa: um Ká San (家神) figura em madeira, produto do artesanato local.

O artesanato, em Macau, está praticamente cantonado à população chinesa já que os portugueses, constituindo pequena parte da população local, ocupam, principalmente, diversos cargos do funcionalismo público.
Onde acaba, em Macau, o artesanato e começa o regime de fabriqueta, é realmete, muito difúicil, por vezes, de destrinçar, não só porque a maior parte dos maquinismos são muito rudimentares, mas, também, porque o modo de assalariamento  de aprendizes, entre os chineses, é diverso do que, actualmente , se verifica no Ocidente.
A maioria dos aprendizes, em regime de verdadeira corporação medieval, tradicional na velha China, recebe alimentação e ensinamentos, por vezes a par do alojamento, em lugar de salário, que, apenas, costuma ser atribuído à queles que desempenham já cargos de monitores e aos quais compete orientar os mais atrasados no ofício.
Entre os chineses conservadores, continua a ser adoptada, em Macau, esta aprendizagem de artes e ofícios, nos clássicos moldes do Império do Meio. E é deste modo que não há, em certos casos, por assim dizer, empregados e patrões mas sim o mestre e os seus discípulos. “
A autora descreve as verdadeiras formas artesanais (as chamadas indústrias caseiras) que  ainda existiam em Macau na década de 60 (século XX) enumerando-as por ordem decrescente de importância:
Trabalhos em bambu, panchões, objectos em papel, pivetes de culto, velas votivas, objectos em madeira, bordados, lampeões, vassouras espanadores, cordas, aprestos de pesca, objectos em rota (rotim, ola e fibra de plástico), objectos em folhas de Flandres e latão, objectos em arame, caixas de fósforos, pintura em vidro e gravação de espelhos, figuras em massa de farinha, colheres em casca de coco, objectos em fio de plástico, tamancos, roupas de criança, gravação em pedras de má tcheóng, e tecelagem.
AMARO, Ana Maria – Alguns Aspectos do Artesanato em Macau. Centro de Informação e Turismo (Macau), 1967, 40 p., 24,5 cm x 18 cm. Tiragem: 500 exemplares.
家神mandarim pīnyīn: jiā shēn ; cantonense jyutping: gaa1 san1 – divindade da família.