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Poéma/letra de José dos Santos Ferreira (Adé) publicado no jornal «O Clarim» de 30 de Agosto de 1953, (1), adaptação da canção «Anniversary Song» (2) que mereceu uma nota do autor:

“Si sã querê cantá, non mestê fazê cerimónia: busca música de «Anniversary Song», chapá estunga quanto palavra”

(1) FERREIRA, José dos Santos – Macau sã Assi. Tipografia da Missão do Padroado, 1967, pp. 46-46

(2) «Anniversary Song» é baseado na canção/valsa de 1820, “The Waves of the Danube,” composto pelo compositor romeno Ion Ivanovici. Al Jolson e o letrista Saul Chaplin adaptaram-no para o filme “ The Jolson Story” (musical de 1946, filme biográfico do cantor e actor Al Jolson).

https://genius.com/Al-jolson-anniversary-song-lyrics https://www.youtube.com/watch?v=3VcQVNw2w78 https://www.imdb.com/title/tt0038661/

NOTA: O cantor Andy Williams no seu álbum “Call Me Irresponsible” gravou a sua versão desta canção. https://www.bellandcomusic.com/anniversary-song.html

Estreia a 28 de Setembro de 1955, no Teatro Apollo, o «emocionante filme tecnicolorido» “ULISSES” (versão inglesa), (1) com preço especial para militares sem graduação, isto é, soldados – $1.00 pataca. Foram impressos 1500 exemplares deste folheto (Tipografia “San Chong Trading & Co”).

Filme italiano (1) de aventuras, de 1954, dirigido por Mario Camerini (2) com argumento de Franco Brusati e do próprio Mario Camerini (entre outros), baseado na famosa obra de Homero, as aventuras de “Ulisses”, tem como a actores principais: Kirk Douglas (Ulisses), Silvana Mangano (desempenha dois papéis, como Penélope, a fiel esposa de Ulisses e a feiticeira Circe),  Anthony Quinn e Rossana Podesta.

Foi produzido por Dino De Laurentiis e Carlo Ponti, para a “Paramount Pictures (USA)” (3) com música de Alessandro Cicognini.

Trailers:

PRÓXIMA MUDANÇA: “I Wonder Who’s Kissing Her Now”, filme musical, biográfico do popular (na altura, princípios do século XX) compositor, produtor, actor/cantor do teatro musicado, Joseph Edgar Howard 1870 –  faleceu em 1961, no palco actuando e cantando “Let Me Call You Sweethear”) em “tecnicolorido”,  de 1947, dirigido por Lloyd Bacon, com os actores, June Haver e Mark Stevens. (4) https://en.wikipedia.org/wiki/I_Wonder_Who%27s_Kissing_Her_Now_(film)

(1) O filme foi lançado com duas versões, a italiana e a inglesa. Os actores Kirk Douglas Anthony Quinn “dobraram” as suas próprias vozes para a versão inglesa. Exteriores foram filmados nas costas do Mediterrâneo e ilhas da Grécia (era para ser na ilha de Ítaca, mas um terramoto cancelou as filmagens).

 (2) A escolha original para o diretor foi Georg Wilhelm Pabst, mas ele pediu demissão no último minuto. O diretor de fotografia do filme, Mario Bava, co-dirigiu o segmento “Polyphemus Cyclops” (não creditado)

(3) O sucesso internacional deste filme levou à produção de Hércules (1957), e depois a uma série de filmes épicos italianos conhecidos por “peplum” até meados dos anos de 1960.

Joseph Edgar Howard 1870 – 1961

4) “I Wonder Who’s Kissing Her Now” é o título de uma das canções mais conhecida de Joseph Edgar Howard embora, após o lançamento do filme, o compositor e seu colaborador Harold Orlob processou-o pela autoria tendo ganho no tribunal.

Dimensões: 16,5 cm x 9 cm

Envelope vermelho – Lai si (1) da Tipografia Martinho, (2) que está situada na Rua Central, n.º 13, da década de 90 (século XX), na altura com os telefones n.ºs 562828 e 562829.

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/envelopes-vermelhos-%E5%88%A9%E6%98%AF-%E5%88%A9%E5%B8%82-%E5%88%A9%E4%BA%8B/

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/tipografia-martinho/

Livro de José dos Santos Ferreira publicado em 1967, (1) composto e impresso na Tipografia da Missão do Padroado (2), com versos (Laia-laia rabusénga) e prosas no dialecto macaense e breve vocabulário de alguns termos utilizados. A maioria dos versos foram publicados anteriormente no jornal «O Clarim», de 1953 a 1955 e depois na «Gazeta Macaense» de 1963. Inclui ainda uma comédia em 1 acto “Mui-mui Sua Neto” e uma opereta em 2 actos (para rir) “Cabo Tamêm Sã Gente”. A ilustração é de Leonel A. S. Barros.

Retiro da Introdução (pp. 9-11) , o seguinte: “O dialecto macaense, como muito bem ensinou João Feliciano Marques Pereira, (3) não se apresenta sob uma única forma, mas sem debaixo de três pelo menos, que é conveniente distinguir: a) o macaísta cerrado ou macaísta puro (se assim se pode chamar) e que é o mais interessante; era falado principalmente pelas classes humildes; b) o macaísta modificado pela tendência a aproximar-se do português corrente, era usado pela gente mais polida e que estava mais em contacto com o elemento metropolitano; c) o macaísta falado pelos chineses. Das duas primeiras formas, sobretudo a primeira, se aproximam mais os escritos contidos neste volume. Sob a última, vem publicado um original, em simples monólogo – MERENDA AI! – que o autor põe na boca de um conhecido chinês de Macau.

Desenho de Leonel A. S. Barros (pág. 7)

MERENDA AI! “Iou sã Merenda Ai!. Tudo gente na Macau, assi chamá pa iou, Seléa nóme nunca muto agradá. Masqui geniado, tamêm pacéncia… Qui cuza pôde fazê, si ilôtro querê batizá iou com estunga nóme? Merenda Ai tamêm sã nóme cristám… Iou sã Macau-filo. Quelê-modo iou sã Macau-filo ? Iuo sã já nacê na Macau, j´olá? Têm tanto ano-iá … Mamã fica na Básso-mónti, quelóra larga iou vêm fora. Cavá crecê, Mamã já ensiná iou fazê merenda, pa ganhá sapéca. Sã assi que iou nuncassá vai escola, j´olá? “…. (continua)

(1) Na última página “Acabou de se imprimir este livro aos 2 de Janeiro de 1968

(2) Trata-se do primeiro livro impresso de Adé Santos Ferreira em “língu maquista” (patuá). Anteriormente, publicou o 1.º, um relato de viagens “Escandinávia, Região de Encantos Mil, em 1960, FERREIRA, José dos Santos – Macau Sã Assi. Macau, 1967, 138 p + Índice., 20, 5 cm x 14 cm x 0,7 cm.

(3) Pequeno trecho de João Feliciano Marques Pereira assinalado na capa (interior)

CAPA
Programa (27,5 cm x 14,5 cm) foi impresso na Tipografia Welfare Co. – Macau

Actuou em Macau de 4 a 8 de Maio de 1984, o Grupo Acrobático de Guangdong (Cantão) – 中國廣東 雜技團,(1) fundada em 1951, a convite do Sr. Chiu Iu. Creio que os espectáculos foram no Teatro Alegria. Era a 3.ª vez que o Grupo se deslocava a Macau sendo as anteriores actuações nos anos de 1959 e 1960

(1) 中國廣東 雜技團mandarim pīnyīn: zhōng guó guǎng dōng zá jì tuán; cantonense jyutping: zung1 gwok3 qwong2 dung1 zaap6 gei6 tyun4

Folheto de cinema do Teatro Capitol (composto e impresso na Tipografia “San Chong Trading & Co”; 1000 exemplares) do dia 19 de Abril de 1957, do “espectaculoso filme tecnicolorido” “Friendly Persuasion” (“Persuação Amigável”; em Portugal: ”Sublime Tentação”). Preços: $ 0.60, $ 0.80, $ 1.10, $1.50, $ 1.80.

Um filme de 1956, do gênero faroeste/drama, durante a guerra civil americana, ambientado em 1862 na família Birdweel, uma família de quakers (pacifistas) , no estado de Indiana.

 Um filme de ““Allied Artists Pictures Corporation”, dirigido por William Wyler, (1) com os actores Gary Cooper  (Jess Birdwell), Dorothy McGuire (Eliza Birdwell) e a estreia no cinema de Anthony Perkins (Josh Birdwell) (2) (3)

https://pt.wikipedia.org/wiki/Friendly_Persuasion

O filme é uma adaptação de um romance de 1945, de Jessamyn West que colaborou no argumento de Michael Wilson. (4)

O filme “O Belo Sexo” (The Oposite Sex)”, estrearia neste cinema a 1 de Junho de 1957

(1) O produtor e diretor William Wyler ao fim de oito anos conseguiu que o seu projeto fosse aprovado, tendo a  “Allied Artists Pictures Corporation” (anteriormente conhecido como Monogram Pictures Corporation) concordado para um orçamento de US $ 1,5 milhões. Foi o primeiro filme de William Wyler na cor para um estúdio comercial, custando no final mais de US $ 3 milhões, pelo que “Allied” vendeu os direitos de distribuição estrangeira para MGM para levantar mais fundos. O filme arrecadou US $ 4 milhões nas bilheterias norte-americanas em 1956.

 (2) Foi o segundo filme de Anthony Perkins (19321992) (imortalizado por seu papel como Norman Bates no filme Psycho (1960) de Alfred Hitchcock) depois de sua estréia no filme de 1953, “The Actress”. Anthony Perkins ganhou um Globo do Ouro (1957)  por este filme, como melhor actor promissor

NOTA: O compositor e orquestrador Dimitri Tiomkin compôs as músicas para o filmecom letras de Paul Francis Webster. A canção título “Friendly Persuasion (Thee I Love)” foi gravado por Pat Boone e tornou-se a canção mais comercial desse ano (1956.)  

(3) Na 29ª edição do oscar (1957) o filme foi nomeado para 6 Oscar: Melhor Filme, Melhor Diretor (William Wyler), Melhor Ator Secundário (Anthony Perkins), Melhor Música – Canção (Dimitri Tiomkin e Paul Francis Webster), Melhor Argumento adaptado (sem nome) (4), e Melhor Gravação de Som ( Gordon R. Glennan e Gordon E. Sawyer ). O filme ganhou o “Palme d’Or” (Palma de Ouro) no Festival de Cannes, 1957 .

(4) Michael Wilson (1914-1978) não aparece nos créditos do filme pois nessa época o argumentista fazia parte da lista negra de personalidades de Hollywood, consideradas comunistas. Somente na década de 1990 (1996) é que o nome de Michael Wilson foi acrescentado nos créditos da película. Uma semana antes de indicações ao Oscar do ano, a AMPAS Conselho de Governadores introduziu uma regra negando um Oscar para quem se recusou a falar com um comitê do Congresso dos Estados Unidos, tendo a “Writers Guild of America” protestado contra a nova regra sem sucesso. Eles deram a Michael Wilson um “Writers Guild of America Award” para “Melhor Drama Escrito americano”. Michael Wilson, entre muitos argumentos seus ou colaborando com outros, escreveu “The Bridge on the River Kwai” (1957), “Lawrence of Arabia” (1962), “The Sandpiper” (1965), “Planet of the Apes” (1968), e “Che!” (1969).

Trailers do filme:

Extraído de «BPMT», XXX-15, 12 de Abril de 1884.

Anteriores referências àTipografia Mercantil de N. T. Fernandes e Filhos em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/tipografia-mercantil-de-n-t-fernandes-filhos/

Extraído de «BPMT», XXX-15, 12 de Abril de 1884.

Anteriores referências Á Tipografia Mercantil de N. T. Fernandes e Filhos em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/tipografia-mercantil-de-n-t-fernandes-filhos/

Livro do Dr. J. António Filippe de Moraes Palha, (1) de 1929, “De Portugal a Macau Através da Historia”  (2) que segundo o autor é:
Ensaio de uma narração historica por factos concatenados e raciocinados na sucessão dos tempos e nas suas relações com os factos gerais, mais particularmente os que se referem à China

CAPA: 20,5 cm x 13,5 cm
LOMBADA (gasta): 1.5 cm

As primeiras páginas com o título “A Propósito” datado de 3 de Janeiro de 1930, refere o autor:
Não é um trabalho histórico, no sentido rigoroso da palavra, o que apresentamos aqui; apenas uma compilação de factos históricos correntes, sobre alguns dos quais se vem discreteando aqui e ali, nas cavaqueiras amenas, e, por vezes, em apaixonadas discussões, que se sucedem interminavelmente desde quando esses factos como tais surgiram. Outros há que, por sua natureza, são tão claros, evidentes e incontroversos que em si encerram um poder mágico de convicção imediata; não se prestam sequer a que possam ser alterados ou adulterados na sua essência e quando o fossem, apenas de tudo, provocariam pelo menos o silêncio de quem presenciasse a um tal propósito, para não contrariar por cortesia a quem a isso se dispusesse….
Índice dos temas:
Fundação de Portugal, continental e colonial – pp. 3 –32
Macau através dos tempos – pp. 33-111
A guerra de opio – pp- 111-120
A China e o ópio – pp. 120-123
A China abatida no seu secular prestígio que vem opondo – pp. 123-166
O Clima de Macau – pp. 166 – 172
Sanidade em Macau – pp 172 – 212
Situação económica de Macau – pp. 212-223
O documento – em fac-simile – apresentado pelo autor (pp.187-188) – um ofício do Cartório da Santa Casa de 20 de Janeiro de 1902 (assinado: Albino António Pedruco) de reconhecimento e manifestação do alto apreço que a meza da Santa Casa lhi tributa. Foi aprovada por unanimidade esta moção”.
Este documento foi apresentado face à insinuação e acusação infamante que então lhe foi assacada aproveitando-se da circunstância de o autor se encontrar em Timor em cumprimento da sua missão, e somente tendo conhecimento posterior quando estava em Portugal. Então promoveu à sua conta o apuramento da verdade (já que não encontrou o devido apoio oficial) tendo: “ levou o sumisso o autor ou os autores da acusação, como sucede sempre em casos tais com os da sua laia que só nas trevas se acoitam”
(1) PALHA, J. António Filippe de Moraes – De Portugal a Macau Através da Historia, 1929, Impresso naTyp: – Mercantil de N.T.Fernandes e Filhos. 223 p., 20,5 cm x 13,5 cm x 1.5 cm
NOTA: Este meu exemplar tem algumas folhas mal paginadas: pp. 151-154 “metidas” entre pp.146 -147 e depois da p.150 segue a p.159 em diante.
Ver a biografia do Dr. J. António Filippe de Moraes Palha em anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jose-a-f-de-moraes-palha/

Composto e impresso na Tipografia “San Chong Trading & Co.”
21 Setembro 1956 – 1000 EX.

Pela extensão do filme (152 min) , alteração do horário das sessões: 14.30; 19.15 e 22.00.

https://www.imdb.com/title/tt0048140/
Guys and Dolls” (em Portugal também “Eles e Elas”), filme de 1955, produzido por Samuel Goldwyn, distribuído pelo “Metro-Goldwyn-Mayer” (MGM) e dirigido por Joseph L. Mankiewicz (1909-1993), com argumento do próprio sobre uma peça teatral musical da Broadway de 1950, e baseado no livro com o mesmo título de Jo Swerling e Abe Burrows.
Actores: Marlon Brando (1924-2004), Jean Simmons (1929-2010), Frank Sinatra(1915-1998)  e Vivian Blaine (1921-1995)
È a estreia de Marlon Brando num filme musical, como cantor e dançarino.
O produtor Goldwyn pagou o preço record de $ 5.000.000 pelos direitos de filmagem de «Eles e Elas» e concedeu a Brando o papel de Sky Nasterson. A actuação de Brando maravilhou os peritos quando revelou possuir uma voz própria, rica e barítona”
Uma das músicas mais conhecidas,“ Luck Be a Lady” é uma canção composta por Frank Loesser em 1950 e foi cantada pela primeira vez por Robert Alda na peça teatral/musical. No filme de 1955, Marlon Brando canta esta melodia.

Esta canção “Luck be a Lady” foi considerada em 2004, a 42ª melhor canção da lista dos melhores filmes musicais e em 2006, o filme “Guys and Dolls” foi considerado n.º 23 dos melhores musicais pelo Instituto Americano do Filme.
Frank Sinatra – Luck Be a Lady

Trailer do filme em:

PRÓXIMA MUDANÇA: “The Rawhide Years” – Os Batoteiros
Filme de 1956, western, dirigido por Rudolph Mate com os actores Tony Curtis,m Colleen Miller e Arthur Kennedy.
https://www.imdb.com/title/tt00049663/