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“A visita que cerca de 70 sócios do Clube Lusitano (1) fizeram, no dia 28 de Novembro de 1976 a Macau, constitui um acontecimento de notável importância nas relações entre a comunidade portuguesa de Macau e a residente no território vizinho de Hong Kong Foram recebidos no cais pelo Presidente do Leal Senado Sr. Rogério Artur dos santos e pelo Director do CIT, Dr. Jorge Rangel, tendo-se o Governador feito representar pelo seu ajudante em campo Capitão Costa e Silva. (…)

A Direcção do Clube Lusitano recebida pelo Governador de Macau.

A direcção da referida instituição associativa, a que preside o Comendador Arnaldo de Oliveira Sales, deslocou-se ao Palácio da Praia Grande, onde foi recebida pelo Coronel Garcia Leandro. (…)

A Direcção do Clube Lusitano e outras individualidades nas escadarias da entrada no Palácio da Praia Grande

No prosseguimento do programa da visita previamente elaborado, o Senhor Bispo da Diocese, D. Arquimínio Rodrigues da Costa, celebrou uma missa na Sé Catedral. (…)

Os visitantes no jardim Lou Lim Iok

Transportados em autocarros, foi-lhes oferecida uma digressão pela cidade incidindo esta sobretudo em pontos que para alguns deviam ser desconhecidos como é o caso do jardim Lou Lim Iok, que beneficiou de grandes melhoramentos depois da compra que o Governo fez aos seus proprietários e, consequentemente, da sua transição para o domínio público.

Os visitantes à saída do jardim Lou Lim Iok

O almoço oferecido no velho mas inconfundível Hotel Bela Vista, (2) reuniu mais duma centena de convidados, mantendo-se do princípio ao fim um ambiente acentuadamente familiar.

Almoço no Hotel Bela Vista
Oferta duma Caravela em filigrana em nome de Macau para os portugueses de Hong Kong que são os sócios do Clube Lusitano, na pessoa do seu presidente, Comendador Arnaldo de Oliveira Sales (3)

(1) “O Clube Lusitano surgiu em Hong Kong em 1866. A primeira pedra foi lançada em 1865. O Clube nasceu em 1866, sendo inaugurado oficialmente por um Governador de Macau, na altura o Conselheiro Horta” (trecho do discurso do Governador de Macau). Ver anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/clube-lusitano-de-hong-kong/

(2) “ Escolhemos este Hotel onde nos encontramos, não por ser o Hotel mais moderno de Macau, mas precisamente por ser o Hotel mais antigo de Macau, o Hotel a que estão ligadas, com certeza, gerações e gerações de portugueses de Macau que daqui saíram para Hong Kong e, também, por durante a guerra, a segunda grande guerra mundial aqui estiveram e, julgo que neste mesmo Hotel alguns viveram durante esses dias e anos difíceis da guerra. “ (trecho do discurso do Governador de Macau)

(3) “ Não é um presente de grande valor, mas tem um grande valor simbólico. Continua a significar que é através do mar e foi através do mar que os portugueses se espalharam pelo Mundo. E esse mar que a dada altura espalhou os portugueses pelo Mundo ainda hoje serve para fazer a sua ligação.“ (trecho do discurso do Governador de Macau)

Fotos e texto extraídos de «Macau B.I.T.», XI-9/10 de Novembro/Dezembro de 1976, pp. 24-27

O XXIII Grande Prémio de Macau (1) decorreu nos dias 13 e 14 de Novembro de 1976, com os treinos nos dias 11 e 12. Prova do Calendário Internacional da FIA, era o terceiro ano, dos carros da Fórmula Atlantic-Pacific. Com bons patrocinadores, vieram nesse ano a Macau bons pilotos, entre outros, John Macdonald, Vern Schuppan, Kevin Bartlett, Albert Poon, Rupert Keegan e Alan Jones (futuro campeão do Mundo da F1 em 1980,)

«No segundo ano do seu reconhecimento pela F.I.A. como prova internacional, introduziram-se importantes benefícios na pista com visas a aumentar a segurança dos espectadores e corredores, tal facto muito contribuirá, decerto, para aumentar o interesse e o prestígio deste importante acontecimento desportivo, confirmando-o como o mais importante cartaz turístico de Macau» afirmou o Governador de Macau, coronel Garcia Leandro. (2)

O vencedor do «X Grande Prémio de Motos», Charles Mortimer
Partida do «XXIII Grande Prémio de Macau»
O automóvel vencedor « Ralt RT1-Ford», da equipa «Theodore Racing» de Teddy Yip conduzido pelo australiano Vern Shuppan
O Governador de Macau, coronel Garcia Leandro entregando a Taça ao vencedor do «XXIII Grande Prémio de Macau», Vern Shuppan (3)

(1)

«B.O.» n.º 24 de 12 de Junho de 1976, p.807

(2) «Macau B.I.T.», Vol. XI, 9/10 de Novembro/Dezembro de 1976, pp.41-44

(3) Vern Shuppan já tinha vencido o Grande Prémio de Macau, em 1974, conduzindo um March 72B-Ford, da equipa de «Theodore Racing»

Primeiro número, Volume 1, do ”Boletim de Estudos de Macau”, do Instituto de Estudos de Macau da Universidade da Ásia Oriental. Publicado em Junho de 1988. (1)
Director: Prof Paul T.K.Lin, reitor da Universidade da Ásia Oriental.

O Preâmbulo ao Boletim é do Prof. Paul T.K. Lin.
O Índice geral e o resumo de cada umas das publicações em chinês, português e inglês.

O Índice em português

Os trabalhos apresentam-se todos em chinês à excepção de cinco, que estão em inglês sendo destes, dois deles do Dr. Jorge Rangel “A localização dos Serviços Públicos – Uma Tarefa Urgente” e “O Papel da Educação na Modernização de Macau”
(1) «Boletim de Estudos de Macau», Volume 1, publicação do Instituto de Estudos de Macau, da Universidade da Ásia Oriental, Macau, Junhode1988, 144 p., 25,5 cm x 18,5 cm

No dia 16 de Março de 1982, a Senhora de Almeida e Costa procede ao lançamento da primeira pedra da futura Casa Internacional da Universidade da Ásia Oriental. (1)

No dia seguinte a 17 de Março de 1982, o Cônsul Geral de Portugal em Hong Kong, Dr. Pedro Catarino veio a Macau proferir uma palestra no Leal Senado. A comunicação, feita a convite da Universidade da Ásia Oriental, tratou da acção diplomática e consular de Portugal no Extremo Oriente e o papel de Macau, bem como daquela instituição de ensino nesse contexto. Depois de descrever a evolução histórica da acção diplomática portuguesa nesta área geográfica, desde o início da expansão até hoje, Pedro Catarino deteve-se nas perspectivas que se levantavam Portugal na Ásia.

Pedro Catarino acrescentou que não só Macau podia constituir uma plataforma para a penetração de Portugal no Extremo Oriente, como servia à China para alcançar Portugal, a Europa, o Brasil e as antigas colónias africanas portuguesas. Permanecia, assim a vocação de Macau como ponto de encontro de povos e países. (2)

NOTA I – Em 1981, foi inaugurado o primeiro edifício da Universidade da Ásia-Oriental, em Macau, na sequência da concessão de um terreno à «Ricci Island West Ltd.», em 1979. A recém criada Universidade, na Ilha da Taipa, é uma federação de 5 colégios à maneira anglo-saxónica: Pré-universitário (Junior College); Instituto Aberto (Open College); Universitário ; Politécnico; Pós-graduação (Graduate College). Acrescenta-se ainda ao sistema o Centro de Investigação Económica da China e o Instituto de Estudos Portugueses; com tal estrutura a UAO mantém-se até 1988, data em que o Governo de Macau adquirirá o estabelecimento transformando-o na actual Universidade de Macau. (3)

NOTA II – Anterior a essa Universidade da Ásia-Oriental, em 1980, o Governo de Macau criou a UNIM – Universidade Internacional de Macau – “um primeiro gesto tradutor da necessidade desse nível de ensino, mas com estrutura demasiado flutuante, que veio a comprometer a sua existência efémera”. (3) Foi seu fundador e reitor o Professor Dr. Almerindo Lessa. A sua extinção foi dada na Assembleia Geral da Universidade Internacional de Macau, em 15 de Janeiro de 1982, em que se decidiu a sua extinção para dar lugar a um novo organismo. Segundo o curador da UNIM, Secretário-Adjunto para a Educação, Cultura e Turismo, Dr. Jorge Rangel, a nova instituição terá como principais objectivos, o apoio às comunidades de cultura portuguesa do Oriente e ainda a realização de encontros, conferências, cursos e trabalhos de investigação. (4)

(1) «Macau82 jornal do ano», 1.º semestre, GCS, 1982, pp. 11, 65 e 66. 

(3) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume III, 2015, pp. 415 e 421

Realizou-se em Macau, no Hospital Conde de S. Januário de 6 a 11 de Setembro de 1981, o “SYMPOSIUM ON TRANSCULTURAL PSYCHIATRY”, uma extensão asiática do “The VIII World Congress of Social Psychiatry”, com o alto patrocínio do Governador de Macau.
A Comissão Organizadora era constituída por médicos de Lisboa (A. G. Ferreira, H. Rodrigues da Silva, J. M. Machado Nunes e J. M. Caldas de Almeida) e uma Comissão Local formada por José da Paz Santos, Deolinda Martins e Jorge Alberto Hagedorn Rangel.
A Sessão de Abertura realizou-se no Domingo, dia 6 de Setembro, no Leal Senado às 18 horas.
As Sessões Plenárias, workshops, comunicações livres e Sessão de Encerramento realizaram-se no Hospital Conde de S. Januário.
As línguas oficiais do Simpósio foram o Português e o Inglês, com tradução simultânea na sala principal.

CAPA (21 cm x 15 cm) + CONTRACAPA

Um dos workshops «O MACAENSE E A SUA IDENTIDADE; A sua cultura subjectiva» realizou-se no Museu Luís de Camões , em três sessões, nos dias 8, 10 e 11., tendo como presidente da mesa Nuno Afonso Ribeiro. Intervieram, Charles R Boxer (GB), Carlos Estorninho (P), J. M. Machado Nunes (P), António Conceição Jr (P) , Maria Cecília Magalhães (P) e Silva Rego (P).
Os participantes e acompanhantes ficaram instalados nos Hotéis Lisboa, Sintra e Metrópole.
O jantar de encerramento foi no dia 11 pelas 20.00 a convite do Governador de Macau.
Foram oferecidas aos Congressistas pelo Secretário-Adjunto do Governo de Macau para o Turismo, Ensino e Cultura uma medalha do simpósio na forma de uma «sapeca», moeda chinesa que durante muito tempo circulou em Macau. O seu valor fiduciário é de 1/10 do avo e tem a particularidade de ter um orifício central de forma quadrada.
Os Correios de Macau emitiram um envelope e 6 selos comemorativos deste simpósio, com os seguintes valores: 15 avos, 40 avos, 50 avos, 60 avos, 1 pataca e 2,20 patacas. A autoria do desenho é de António Conceição Jr.

O tema proposto – Simpósio de Psiquiatria Transcultural – foi abordado pelo Artista segundo a perspectiva religiosa, marcante como símbolo de duas culturas. Tendo escolhido um formato vertical, aproveitou a escultura de uma divindade budista em «papier machée», que foi tratada em conotação com o fundo. Assim, à imagem serena do Arhat associa-se a sombra de uma cruz que se projecta sobre a parte central da escultura e que se completa pelo fundo.” (retirado do Programa)
No primeiro dia de emissão, 6 de Setembro, foi também oposto em toda a correspondência um carimbo comemorativo, tenho para isso funcionado um posto de correios no “hall” de entrada do Hospital Conde de S. Januário.
O Programa Social além das visitas aos locais de interesse turístico (incluindo o Museu «Luís de Camões») e às Instituições Assistenciais de Macau, os acompanhantes dos participantes tiveram um almoço “Iam Chá” oferecido pela esposa do Director dos Serviços de Saúde (dia 8), um passeio à região de Zhonshan (oferta do Banco do Oriente) (dia 9) e assistência às corridas de cavalos no Hipódromo da Ilha da Taipa (dia 10).
Durante os dias do simpósio, esteve uma exposição de artesanato de Macau no Hospital Conde de S. Januário, e outra, exposição colectiva de arte gráfica portuguesa contemporânea (organizada pela Galeria 111 de Lisboa), no «Museu Luís de Camões» onde estavam representados Bartolomeu Cid, René Bertholo, Carlos Botelho, Manuel Cargaleiro, Lourdes Castro, Costa Pinheiro, David de Almeida, Eduardo Luís, Victor Fortes, José de Guimarães, Maluda, Jorge Martins, Menez, Nadir Afonso, Eduardo Nery, Nikias, Palolo, Pomar e Vieira da Silva.

Revista mensal «Tempo Livre» n.º 175 de Outubro de 2006 (2.00 euros) da Inatel (Instituto Nacional para Aproveitamento dos Tempos Livres dos Trabalhadores) (1) cujo presidente era na altura José Alarcão Troni  (2)
Editorial de José Alarcão Troni na pág. 4 e nas pp. 14 a 19 um texto «MACAU, A CIDADE DA DEUS A-MA», da autoria de Jorge A. H. Rangel (Presidente do Instituto Internacional de Macau) com fotografias de Joaquim Castro (3)
(1) Hoje, Fundação Inatel – Investimentos e Actividades dos Tempos Livres dos Trabalhadores.
(2) José Augusto Perestrelo de Alarcão Troni foi secretário de Estado Adjunto do ministro da Educação Couto dos Santos, no XII Governo constitucional, entre 1987 e 1992, cargo que em 1992 passou a acumular com a pasta do Ensino Superior do mesmo executivo; secretário-adjunto dos Assuntos Sociais e Orçamento da Administração de Macau de 1996 a 1999 e presidente da INATEL (Instituto Nacional para Aproveitamento dos Tempos Livres dos Trabalhadores) de 2003 a 2008.
(3) Leitura disponível em:
http://www.inatel.pt/ResourcesUser/Fundacao/tl/175.pdf

No dia 3 de Fevereiro de 1977, realizou-se em Hong Kong ” 17th ANNUAL PATA WORKSHOP” – subordinada ao lema:
“THE CONSUMER – THE ONLY PERSON WHO REALLY MATTERS”
numa realização conjunta de Hong Kong e Macau para a 17.ª Conferência da PATA (Pacific Area Travel Association) onde particip+aram cerca de 1500 delegados.
The PATA theme for 1977 – “The consumer – the only person that matters” – wears well. For if the main object of PATA is to sell tourism, then the consumer is the prime objective and his demands must be met. On an international level, PATA helps in smoothening out distinctions and in promoting areas and regions hitherto unexplored. It gives all members equality of status and in this it has succeeded in promoting international goodwill and cooperation.” (1)

A delegação de Macau, governador José E. Garcia Leandro, director do Centro de Informação e Turismo, Jorge A. H. Rangel e Rufino Ramos.

Fotos extraídos da Capa do “Anuário de Macau – Ano de 1977”, editado pelo Centro de Informação e Turismo, 1977, 506 p.
(1) A PATA (Pacific Area Travel Association) , é uma associação fundada em 1951, que realizou a sua primeira conferência em 1952, no Hawai com 84 delegados ligados ao turismo do Norte de América e área do Pacífico.

“PATA is a not-for profit association that is internationally acclaimed for acting as a catalyst for the responsible development of travel and tourism to, from and within the Asia Pacific region. The Association provides aligned advocacy, insightful research and innovative events to its member organisations, comprising 95 government, state and city tourism bodies, 25 international airlines and airports, 108 hospitality organisations, 72 educational institutions, and hundreds of travel industry companies in Asia Pacific and beyond. Thousands of travel professionals belong to the 36 local PATA chapters worldwide. “ http://www.pata.org/about-pata/

Livro de António Aresta e Celina Veiga de Oliveira. Este exemplar é da Editorial Inquérito, Lda., 2.ª edição, Novembro de 2009 (n.º 4 da Colecção Jorge Álvares) (1)
O livro tem dedicatória “Ao Governador Vasco Rocha Vieira, que tão bem soube honrar o nome de Portugal nos últimos anos de administração portuguesa de Macau
macau-uma-historia-cultural-capaQue balanço deve ser pedido à história daqueles tempos em que dois povos plasmaram num espaço comum hábitos e modos de vida com marcas de recíproca aceitação e convívio? Como lhes foi possível construir e cimentar em Macau uma ambiência universalmente reconhecida como singular e rara?
A história aponta para uma responsabilidade dual dessa atmosfera peculiar, devendo-se tanto a chineses como a portugueses, como se o próprio chão do território impusesse a quem o habitava — temporária ou permanentemente — um comportamento, não totalmente português, não totalmente chinês, mas de Macau.
Obra conjunta de dois povos, do que de melhor haverá a extrair de cada um deles, Macau será sempre para os portugueses que lá vivem ou tiveram o privilégio delá viver, um encontro com a força do passado histórico da nação, uma aprendizagem de convivência, uma certeza de futuro, uma folha de nós lançada ao Oriente.
macau-uma-historia-cultural-contracapaObra de divulgação histórica, a primeira edição de 1996 com o título “Arquivos do Entendimento – Uma Visão Cultural da História de Macau” serviu de suporte a uma série televisiva em doze episódios com realização de Rui Nunes, que foi exibida na Teledifusão de Macau (TDM) e depois na RTP (Portugal) e na CCTV (China).
Do prefácio de Jorge A. H. Rangel saliento:
“… a série televisiva, concebida com intuitos vincadamente pedagógica, visando recordar e interpretar o legado histórico e cultural que deu ao território uma identidade própria. A série constitui um excelente instrumento de comunicação com um público interessado e atento, ao mesmo tempo que estimulou nas novas gerações a curiosidade por um conhecimento maior de acontecimentos relevantes e dos homens que, ao longo de séculos, os protagonizaram, contribuindo para a afirmação e consolidação dessa identidade…”
(1) ARESTA, António; OLIVEIRA, Celina de – Macau uma história cultural. Editorial Inquérito / Fundação Jorge Álvares, 2009, 125 p. 23 cm , ISBN 978-972-670-436-2.
Mais informações sobre este livro em
http://www.jorgealvares.com/conteudo.aspx?lang=pt&id_object=759&name=N.%C2%BA-4-%E2%80%93-%E2%80%9CMacau,-uma-Historia-Cultural%E2%80%9D,-de-Celina-Veiga-de-Oliveira-e-Antonio-Aresta
e http://www.leitura.gulbenkian.pt/index.php?area=rol&task=view&id=30795

Hoje  sou notícia numa foto do meu álbum, referente a 10 de Junho de 1963 , nessa altura, DIA DE CAMÕES, DE PORTUGAL e DA RAÇA. (1)

Uma das “alas” da Mocidade Portuguesa (2), esta composta pelos infantes (dez aos catorze anos) (3) , alunos do Liceu Nacional Infante D. Henrique sob o comando do Chefe de Castelo (4),  Jorge Rangel,  em posição de revista pelo Governador António Lopes dos Santos (5), antes da parada das forças militarizadas, na Avenida da Praia Grande.

Mocidade Poruguesa 10JUN1963Não nomeio os nomes dos colegas aqui presentes (alguns dos quais já não me recordo do nome) , mas a todos eles um grande abraço.

NOTA: não tenho a certeza, mas ao lado do Governador, está Alberto Eduardo da Silva, na qualidade de Administrador do Concelho de Macau e atrás dos dois, Jorge Rangel. Recordo na foto, na segunda fila, da esq. para dta.; Pedro Victal, Vicente, Walter Reis, Fong, Leitão Pereira, Freire, …!!!!

(1) Até ao 25 de Abril de 1974. Nesse ano de 1963, o 10 de Junho tornou-se numa homenagem às Forças Armadas Portuguesas. Em 1978,  o 10 de Junho passou a ser: Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
(2) É de 1939 (Boletim Oficial n.º 20 de 1 de Abril) a publicação da organização da Mocidade Portuguesa nas Colónias segundo a orientação e os princípios que informavam a Mocidade Portuguesa na Metrópole. A extinção da Mocidade Portuguesa bem como a Legião Portuguesa,  datam de 1974 (após o 25 de Abril)
SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau Século XX, Volume 4. Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, 2.ª Edição, Macau, 1997, 454 p (ISBN 972-8091-11-7)
(3) Os filiados da M.P. eram agrupados, com base na idade, em quatro escalões, pela forma seguinte:
1.º Lusitos, dos sete aos dez anos completos;
2.º Infantes, dos dez aos catorze anos;
3.º Vanguardistas, dos catorze aos dezassete anos;
4.º Cadetes, dos dezassete anos em diante.
(4) Dentro de cada ala e dentro de cada um dos escalões respectivos, os filiados da M.P. eram agrupados nas seguintes formações:
a) Quinas, compostas por 5, com um chefe;
b) Castelos, compostos por 5 quinas;
c) Bandeiras, compostas de 12 castelos;
d) Falanges, compostas de 2 bandeiras.
(5) António Adriano Lopes dos Santos (1919 – 2009),  governador de Macau entre 1962 e 1966. Mais informações em anterior “post”:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-lopes-dos-santos/