Archives for category: Igrejas e Conventos

Extraído de «O Independente» XVII de 3 de Outubro de 1897, p. 3
Recorda-se que anteriormente houve um desabamento de uma parte do tecto acompanhado de vigas na Igreja de S. Lourenço no dia 24 de Abril de 1892, (domingo) quando os fiéis assistiam à missa conventual celebrando a novena de Nossa Senhora dos Remédios.
Anteriormente, deram-se três novas reconstruções nesta Igreja: uma, de 1801 – 1803; a segunda de 1844 a 1846 e a terceira (a que se refere esta notícia) em 1897 -1898, sob a supervisão do engenheiro Augusto de Abreu Nunes, director das Obras Públicas, sendo inaugurada e benzida pelo pároco o Cónego Francisco António de Almeida em 30 de Abril de 1898.
Foi depois novamete renovada em 1954.

No campanário do Seminário de S. José (1) há dois sinos fundidos em Macau no ano de 1796, pelo artista fundidor e serralheiro José António Pederiva. Era natural de Brixen (Tirol) (2); aperfeiçoou o seu ofício em Colónia, casou enviuvou e voltou a casar em Macau, onde nasceram os filhos. Aqui deixou vasto trabalho na sua arte, nomeadamente canhões, testemunhado em requerimento que sobre ele fez ao Senado em 29 de Outubro de 1796. (3)

Fachada da Igreja do Seminário de S. José – 1957

(1) Há grande divergência entre os investigadores sobre a data da sua fundação. Sabe-se que já existia em 1749, (3) podendo situar seguramente o seu começo no segundo quartel do século XVIII. Existia, então, no sítio onde se levanta o actual edifício, conhecido durante muito tempo como Monte do Mato Mofino, um grupo de 3 casitas pertencentes a um homem rico, Miguel Cordeiro, que as ofereceu aos missionários jesuítas. Nelas se instalou o primitivo Seminário e delas se foi erguendo, ano a ano, gradualmente o grandioso maciço que ainda é conhecido entre os chineses: Sam Pá Tchai ou S. Paulo Menor. (M. B. I. Ano I, n.º 31, de 15 MAR 1955).
(2) José António Pederiva era natural de Fascia ??? – Itália., segundo o sítio recente (macaumemoria.mo), que refere ter extraído de TEIXEIRA, Manuel – Igreja do Seminário, s. d.
https://www.macaumemory.mo/entries_d8509df7777b42bc8cc55dcf44402f33?token=+pb7VLGA5VT0a8FGKdkgZg==&lgType=pt
(3) “22-02-1657 Fundação, pelos jesuítas, do Seminário de S. José. A Igreja é de 1750” SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau,  Volume 2, 1997.

Notícia de hoje, de há 100 anos-

Reportagem de Adam M´Cay (1) , de Hong Kong, em 18 de Julho de 1919 e publicado no jornal “The Sun”,  VOLUME VI, ISSUE 1774, 21 OCTOBER 1919, p. 6

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(I) Adam M´Cay, special commissioner dos jornais “The Sun “,de Sidney e “The Herald” de Melbourne.“The Sun”, diário vespertino fundado em 1910 até 1988, em Sydney, Austrália. “The Herald” jornal publicado em Melbourne, Austrália de 1840 a 1990.

Extraído de «BGC» n.º 306, Dezembro de 1950.

 

Continuação da anterior postagem, com a publicação da terceira parte do primeiro desenho referido em (1)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/08/15/leitura-desenhos-de-macau-1840-description-of-a-view-of-macao-in-china-i/

A publicação “ Description of a View of Macao in China, now Exhibiting at the Panorama, Leicester Square”, de 1840, (1) apresenta dois desenhos de Robert Burford, (2) do Porto Interior de Macau.
O primeiro – uma vista do Porto Interior (da Penha à Guia), assinalando com uma numeração os principais pontos de interesse (salientando as residências dos britânicos) acompanhados depois no texto com uma pequena descrição de alguns destes pontos;
o segundo – a mesma vista mas dos barcos ancorados nas águas do Porto Interior.
Reproduzo o primeiro destes desenhos, decompondo-o em três partes, acompanhado dos textos:
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(1) “Description of a view of Macao in China now exhibiting at panorama , Leicester Square, painted by the proprietor Robert Buford, London, 1840″, 12 p. Digitalizado por “Internet Archive”/ “Google” de “The Getty Research Institute” / Cornell University
https://babel.hathitrust.org/cgi/pt?d=gri.ark:/13960/t6938b464&view=1up&seq=7
https://babel.hathitrust.org/cgi/pt?id=coo.31924023217676&view=1up&seq=16
(2) Robert Burford, 1791-1861. Artista conhecido pela série de “Panoramas” dos muitos sítios que visitou e que foi publicando de 1827 a 1846 – disponível na net.

Ainda a propósito da restituição do convento de Santo Agostinho e seguindo a leitura dos “3 Casos Milagrosos” descritos por BRAGA, Jack M. em A Voz do Passado, 1987 (1) (2) transcrevo o terceiro “CAZO MILAGROSO” que aconteceu durante os 10 anos em que o Convento de Santo Agostinho foi ocupado por “outros padres”.
“ Os retabolos e as Imagens dos Altares de St.º Agostinho estavão tão podres e destruídas do tempo e pelas formigas brancas que cairão no chão a pedaços, mas quando entrarão os Religiosos a tomar posse e entrega da Igreja repararão os P.es Capuchos e os mais circunstantes que a este acto assistirão que a Imagem de St.º Agostinho não só estava ilesa, mas com toda a encarnação tão viva que supposerão que os novos Religiosos a tinhão levado para Goa, e disendo eles que não, pois era a primeira vês que entravão na Igreja, huns e outros derramarão muitas lagrimas de alegria na consideração do muito com que o Santo Padre recebia a seus filhos.
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/07/25/noticia-de-25-de-julho-de-1721-restituicao-do-convento-de-santo-agostinho-e-o-1-o-cazo-milagroso/
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/08/06/leitura-restituicao-do-convento-de-santo-agostinho-e-o-2-o-cazo-milagroso-ii/