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Um recibo de compra (N.º 14273) de um relógio (CASIO) por 110 patacas no dia 26 de Janeiro de 1986, da relojoaria «Tai Fung Watch Co» (1)

A relojoaria existente na Avenida Almeida Ribeiro, n.ºs 310-316, inaugurada pelo Comendador Ho Yin, na década de 50, foi pioneira,na altura em que não havia, em Macau, no sector de comércio, lojas especializadas na venda de relógios de marcas de fábricas famosas em vários países (como por exemplo Tudor, Rado, Seiko, Casio, etc.)  

(1) 大豐表行 – TAI FUNG WATCH CO 澳門新馬路310-316號地下 Avenida Almeida Ribeiro 310-316, R/C, Macau Tel: +853 2837 5155 – +853 2831 2868

Esferográfica de carga azul, como lembrança do Instituto de Estudos Europeus de Macau (14 cm de comprimento x 1 cm diâmetro) (1)

Institute of European Studies of Macau
澳門歐洲研究學會 (2)

(1) Instituto de Estudos Europeus de Macau
Calçada do Gaio, n°. 6, Macau
東望洋斜巷
Telefone: +853 2835 4326
Edifício classificado de interesse Arquitectónico cuja construção foi concluída em 1 de Abril de 1930. O edifício teve vários proprietários (durante a Guerra do Pacífico serviu de residência ao cônsul japonês em Macau) até ser vendido ao Governo em 1964. Serviu depois como serviços da Administração local nomeadamente Serviços de Administração Civil (onde a minha pessoa requereu o seu  1º passaporte em 1969 – data da 1.ª  saída de Macau)
Na década de 80 passou para os Serviços de Saúde, em 1986 serviu de dormitório feminino da Escola Técnica dos Serviços de Saúde e depois foi aí instalados os serviços técnicos da Saúde nomeadamente da autoridade de saúde. Em 1995, passou a ser a sede do Instituto de Estudos Europeus de Macau cdfnbhh7 cdfnbhh76un6j
http://www.culturalheritage.mo/contentfiles/attachment/201811/07/091441_4_Edif%C3%ADcio%20na%20Cal%C3%A7ada%20do%20Gaio%20no%206.pdf
NOTA: Em 1984, o edifício de cor verde à esquerda (na foto) pertencia ao 1.º sargento Augusto Coutinho, que o adquiriu em meados de 60 (século XX)  à família Nolasco da Silva. O 1.º sargento Augusto Pereira Coutinho em Dezembro de1975 sendo o militar ao serviço de Macau mais antígo nas fileiras do Comando Territorial Independente de Macau (C.T.I.M) foi escolhido para descerrar a placa comemorativa de mármore que ficou fixada no lado direito do portão de entrada do quartel General, como lembrança da cerimónia da extinção do C.T.I.M., no dia 31 de dezembro de 1975. Após a sua morte, o edifício foi vendido e demolido e posteriormente edificado um novo prédio de vários andares.
(2) 澳門歐洲研究學會 – mandarim pīnyīn: ào mén ōu zhōu yán jiū xué huì; cantonense jyutping: Ou3 Mun4 au1 zhau1 jin4 gau3 hok6 wui2

Capa +contracapa

Apresento hoje o folheto “Aleitamento Materno”, em versão chinesa, já publicado anteriormente (1),em português, pela Direcção dos Serviços de Saúde, em 1986.

Folheto de 21,3 cm x 14.5 cm, com 20 páginas

Tradução e adaptação da publicação da Organização Mundial de Saúde «Breastfeeding» com a colaboração do Gabinete de Comunicação Social do Governo de Macau e da Associação Fotográfica de Macau.

母乳育嬰 mandarim pīnyīn: mǔ rǔ yù yīng; cantonense jyutping: mou5 jyu5 juk6   jing1
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/12/07/folheto-aleitamento-materno/

Em postagem anterior (1) publiquei o lançamento pelos Correios e Telecomunicação de Macau, do bloco filatélico com o tema: “FORTALEZAS DE MACAU”, no dia 3 de Outubro de 1986, a propósito do 10.º aniversário das Forças de Segurança de Macau.
Apresentei então cópia da capa e contracapa (Dados Técnicos) da pagela/brochura n.º 23.
Hoje apresento a caracterização dos quatro selos todos do mesmo valor (2 patacas) emitidos nessa data, desenhados por Luís Duran e descritos pelo Coronel José Eduardo C. de Paiva Morão (na altura 2.º Comandante das Forças de Segurança de Macau) (1)

Fortaleza de S. Paulo do Monte
Foi a mais importante fortificação de Macau quer pela sua localização, quer pelo domínio de observação e de fogo que disfrutava sobre toda a península.
Teria surgido, desde a fixação dos primeiros residentes ainda no século XVI, como local de refúgio, tornando-se posteriormente no bastião principal do sistema defensivo da Cidade. Ali se instalaram as mais importantes posições de combate e os principais órgãos de comando, constituindo desde o século XVII uma autêntica cidadela, onde foram criadas condições que permitissem resistir a cercos prolongados.
Com a forma de quadrilátero irregular, com cerca de 90 m de lado, dispunha além de bastiões, de uma torre com três andares, instalações para a tropa, paióis e inúmeros reservatórios e cisternas.
Fortaleza da Taipa
Situada na ponta ocidental da Ilha da Taipa, esta fortaleza controlava o canal de navegação entre esta Ilha e a de D. João e protegia a baía onde então se localizava a povoação.
Com a construção iniciada em meados do século passado, foi a edificação custeada pelos habitantes da Ilha.
Com a frente amuralhada virada ao mar, tem ainda muralhas de alvenaria em toda a volta que abrigam algumas plataformas de posicionamento de armas, paios e instalações de pessoal.
Fortaleza de S. Francisco
Situada na base da colina onde hoje se encontra o Hospital Central Conde de S. Januário, tinha por primeiro objectivo a defesa costeira, pois nessa altura a baía da Praia Grande colidia com os seus limites, sendo a principal fortaleza para protecção contra ataques navais.
A sua construção efectuou-se no fim do 2.º Quartel do Século XVII, tendo sido posteriormente reconstruída em 1864. Incluía além de 6 aberturas para armas de bronze, uma abertura situada no reduto, para a maior peça de Artilharia de Macau. Aquando da sua construção possuía alojamentos e depósitos de munições, bem como uma Igreja.
A sua forma primitiva era irregular, pois rodeava a base da colina. Posteriormente, em 1864, já apresentava dois bastiões circulares nas muralhas de Leste e Oeste com um revestimento triangular.
Aquando da sua reconstrução (1864) foram utilizados pesados blocos de alvenaria, sendo as armas montadas em parapeitos baixos, assentes em carruagens de madeira.
Fortaleza de N-ª S.ª da Guia
Teria sido concluída na primeira metade do século XVII e emborainicialmente não constituísse um local de grande importância defensiva, foi desde sempre uma posição privilegiada para a observação, alerta e aviso aos movimentos marítimos.
Com uma missão de bateria auxiliar no rpimeiro sistema defensivo da cidade, foi posteriormente valorizada, constituindo finalmente um aposição fundamental no domínio militar do Território.
Nela se encontra instalado desde 1865 o Farol da Guia, a primeira instalação do género em toda a costa chinesa.
Com uma forma irregular teria inicialmente apresentado a configuração de um trapézio, sendo rodeada de muralhas de alvenaria com cerca de 6 metros, de altura, no interior das quais se encontram instalações para a tropa, paios e cisterna e além do farol, uma expressiva capela que remonta ao século XVII.

(1)Tenente-general José Eduardo Carvalho de Paiva Morão (1936-2015)
Ingressou na EE em 1953, onde concluiu o curso de Cavalaria, sendo promovido a Alferes em 1958; e depois, sucessivamente, a Tenente (1959), Capitão (1961), Major (1970), Tenente Coronel (1976) e Coronel (1983).
Cumpriu 4 comissões em África: Moçambique (1961-63), Comandante da CCAV 182;Moçambique (1964-67) Ajudante de Campo do Comandante-Chefe; Angola (1967-69),Comandante da CCAV 1777; e Guiné (1974), Subchefe e Chefe da Repartição de Operações do CCFAG; e uma comissão em Macau (1982-86), nas Forças de Segurança, como Chefe de Estado-Maior, 2.º Comandante e Comandante interino.
Promovido a General (1994), foi Juiz Vogal do STM (1994-95), Comandante da RMS (1996), Quartel-Mestre General (1996-97) e Vice-Chefe do EME (1997-98).Tem averbado 24 louvores, sendo 2 de Ministro e 16 (mais 2 citações) de oficial-general; foi agraciado com Ordem Militar de Avis (Grã-Cruz e Cavaleiro), condecorado com 4 medalhas de Serviços Distintos (Prata com palma e 3 de Ouro), Mérito Militar (Grã-Cruz e 2.ª classe), Comportamento Exemplar (Ouro e Prata), Comemorativas das Campanhas (Angola e Guiné) e das Expedições (Moçambique e Macau); e com a Ordem de Mérito Militar do Brasil (grau Comendador). Passou à Reforma em 2002, sendo designado Tenente-General pelo novo EMFAR (DL 236/99 de 25 de Junho)
http://www.socgeografialisboa.pt/wp/wp-content/uploads/2012/09/LISTA-DOS-CURRICULA-DE-VOGAIS-DA-SCM-1-1.pdf
http://ultramar.terraweb.biz/TGenJoseEduardoCarvalhodePaivaMorao.htm

Calendário de bolso de 1986 (9,6 cm x 7 cm) da TDM – Televisão de Macau.
Publicitava um programa da Teledifusão de Macau da época chamada “cabeça, tronco e membros”
mandarim pīnyīn:  huó  lì   ; cantonense jyutping: wut6 lik6  – energia, vitalidade

A Jau

Sou a tua presença, aos pés, calada, quieta,
Ò jau, com quem me identifico tanto,
Nesta gruta onde estou e escuto o canto
Das cigarras que é, hoje, a voz do teu poeta.
António sou (tenho o teu nome)
E escravo, também, da poesia.
Para ela é que estendo, em cada dia,
A mão à minha fome.

António Manuel Couto Viana (10.6.86) (1)

Camões e Jau (2)
Theobald Reinhold Freiherr von Oer, c. 1850

NOTA: O escravo indonésio natural da ilha de Java (Jau) a quem foi dado o nome cristão de António ficou conhecido em Portugal como o criado de Camões tendo acompanhado o poeta desde a Índia.
Terá assistido à morte de Camões na Calçada de Santana, juntamente com a mãe do poeta. Desconhece-se o destino do Jau após a morte do poeta. A sua existência é  referenciado por Pedro de Mariz (c 1550 – 1615; bibliotecário, historiado e escritor)

.. viveu em tanta pobreza, que se não tivera um jau,
chamado António, que da Índia trouxe, que de noite pedia
esmola para o ajudar a sustentar, não pudera aturar a vida.
Como se viu, tanto que o jau morreu, não durará ele muitos
meses.
Pedro de Mariz

Lembro aqui a propósito de Jau, outro poeta, Eugénio de Andrade: Lamento de Luís de Camões na morte de António, seu escravo”

Marginal
Devias estar aqui rente aos meus lábios
para dividir contigo esta amargura
dos meus dias partidos um a um
– eu vi terra limpa no teu rosto,
só no teu rosto e nunca em mais nenhum.

(1) In Macau – p.59 Suplemento da Revista Latina, Maio de 1991.
Anteriores referências deste poeta em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-couto-viana/
(2) Ver outro quadro de Camões com o escravo Jau em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/08/04/macau-e-a-gruta-de-camoes-xxxi-francisco-augusto-metrass/

Em Março de 1986, com a presença do Encarregado do Governo, coronel Amaral de Freitas, (1) dos Secretários-Adjuntos, do Bispo de Diocese, além de diversas personalidades da Administração foi inaugurada a estátua em homenagem ao Dr. Sun Yat Sem, colocada na entrada do Hospital Kiang Wu. Este monumento ao reconhecido político e médico foi mandado erigir pela Associação de Beneficência da Hospital Kiang Wu, que assim se associou às celebrações do 61.º aniversário da morte do primeiro presidente da República Chinesa.

Foto : «Nam Van», n.º 23, Abril de 1986,p. 69

(1) O Governador Contra-Almirante Almeida e Costa foi exonerado a 8-01-1986, a seu pedido ficando encarregado do Governo, o coronel Manuel Maria Amaral de Freitas, comandante das Forças de Segurança de Macau. Nesse mês de Março a 9, Mário Soares tomava posse como Presidente da República Portuguesa e nomeou o professor Dr. Joaquim Pinto Machado como Governador que iniciou funções a 02-06 de 1986.
Sobre o Dr. Sun Yat Sem, ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/sun-yat-sen/