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“A Tuna Académica de Coimbra (TAUC) e a Orquestra de Câmara Carlos Seixas, sob a direcção de Tobias de Lurdes Cardoso, (1) actuaram em Macau, em 1970. A caravana artística incluiu um Grupo de Fados e teve como acompanhante, em representação do Magnífico Reitor da Universidade de Coimbra em que era assistente da Faculdade de Direito, Dr. Francisco Lucas Pires. (2) A noite de luar (Agosto 16) proporcionou, no cenário especial do Jardim de Camões, um serão inesquecível. ” (3)

 (1) Tobias de Lurdes Cardoso foi maestro da TAUC de 1962 a 1968; 1969 a 1979 e 1981 a 1982. “É em 1962 que Tobias Cardoso, violinista da tuna e na época professor do Conservatório Regional, assume o lugar de maestro. Iria permanecer responsável artístico até 1980 (com uma interrupção em 1968 quando se deslocou a Salzburgo para estudar no Mozarteum e em que foi substituído por João Rodrigues) e desencadearia uma dinâmica artística que ainda hoje é motivo de orgulho para qualquer elemento da TAUC.” https://tunauc.wordpress.com/arquivo/bau-de-memorias/maestros-da-tauc/ https://amadora-sintra-editora.pt/produto/1970-ano-de-ouro/

(2) Francisco António Lucas Pires (1944 – 1998) foi um professor, advogado e político português. Licenciou-se em Direito, na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em 1966, com 17 valores. Optando pela carreira académica, foi assistente e, mais tarde, professor da Faculdade de Direito de Coimbra. Lecionou também no Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa. Foi director do departamento de Direito da Universidade Autónoma de Lisboa. Tendo aderido ao CDS no ano da sua fundação, após o 25 de abril de 1974, Lucas Pires foi um militante destacado, tendo sido deputado à Assembleia da República, eleito nas legislativas de 1976, 1979, 1981, 1983 e 1985, pelos círculos do Porto, Coimbra e Lisboa. https://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Lucas_Pires

(3) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume III, 2015, p.368.

Programa (21 cm X 14,8 cm) oferecido pelo Comando das Forças de Segurança de Macau, nas comemorações do “Dia do Exército” em 25 de Julho de 1986.

CAPA
CAPA + CONTRACAPA

No interior, a descrição heráldica do Brasão de Armas do Exército Português e a letra do Hino do Exército

Na contracapa afixados dois selos: 5 avos – lançado a 15 de Novembro de 1970 aquando da comemoração do nascimento do marechal Carmona; e outro de 30 avos – edifício dos serviços de saúde, de 1982, da série “Edifício e Monumentos de Macau”,  com o carimbo comemorativo desta data, dos CTT de Macau: DIA DO EXÉRCITO – F. MONG HÁ

CONTRACAPA

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/11/15/noticia-de-15-de-novembro-de-1970-1-o-dia-de-circulacao-centenario-do-nascimento-marechal-carmona/

(2) Portaria n.º 85/82/M: Emite e põe em circulação neste território, no dia 10 de Junho de 1982, selos postais alusivos a “Edifícios e Monumentos de Macau”.

Anterior referência em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/07/25/noticia-de-25-de-julho-de-1983-filatelia-dia-do-exercito/

Em Janeiro de 1987 chegaram a Macau cinco Irmãs da Congregação de Caridade de Santa Ana e iniciaram a sua obra no Asilo Betânia; em Maio de 1989 foram para o Asilo de Santa Maria; em Abril de 1992 para o Lar de S. Luís Gonzaga e em Janeiro de 1933 para o Centro de Santa Lúcia em Ká Hó, tratando e servindo todos os necessitados, especialmente os idosos e os doentes mentais que lhes foram confiados. Em 1994, quando foi publicado o opúsculo (1) que apresento, eram já vinte as Irmãs que se dedicavam nos Centros transformados em casas de bem estar e onde eram prestados bons cuidados e apoio a todos que ali se encontravam.

CAPA + CONTRACAPA

Maria Rafols nasceu em 5 de Novembro de 1781 em Villafranca de Panades.Barcelona, Espanha. Um dia encontrou o Pe João Boal, vigário do Hospital de Santa Cruz de Barcelona (falecido em 1829) e tenho sabido que este estava envolvido num projecto ambicioso de caridade para cidade, ofereceu-se para trabalhar ao serviço dos pobres. Aos 23 anos foi nomeada presidente feminina de um grupo de 12 irmãs da Caridade (como eram chamadas) encarregadas de melhorar a situação de 2 000 doentes do Hospital de Nossa Senhora da Graça em Saragoça. O modo de actuação da nova Irmandade foi-se tornando conhecido e o Bispo de Huesca, D. Joaquim Sanchez de Cutanda convidou-as para o serviço do Hospital e da Casa da Misericórdia da cidade (19 de Maio de 1807). Em 1808-1809, nos dois cercos feitos a Saragoça pelas tropas de Napoleão, a Irmandade contava já contava 21 Irmãs, exercendo uma acção contra a fome e a miséria dos feridos e prisioneiros da guerra. A rendição de Saragoça deixou a cidade coberta de cadáveres e em ruínas; nove companheiras sucumbiram de doença.

Em 15 de Julho de 1824, as Constituições da Irmandade foram aprovadas pela autoridade eclesiástica diocesana, e a 16 de Julho de 1825 treze Irmãs fizeram os primeiros votos públicos de pobreza, castidade, obediência e hospitalidade e as três fundadoras, Maria Raflos, Teresa Canti, Raimunda Torella e a irmã Teresa Ribeira fizeram os votos perpétuos no mesmo ano – 15 de Novembro de 1825. Maria Rafols faleceu a 30 de Agosto de 1853 (49 anos de vida religiosa). Em 1994 existia cerca de três mil Irmâs da Caridade.

Página 40 e interior da contracapa

(1) “Maria Rafols, heroína da Caridade do Século XIX, Fundadora da Congregação das Irmãs de Caridade de Santa Ana”. Biografia da vida e obra de Maria Rafols. Opúsculo de 40 páginas, em português, inglês e chinês, 20,5 cm x 14 cm. Impresso em 30 de Outubro de 1994.

NOTA: Sou testemunha das acções contínuas e prontas destas Irmâs sempre ao serviço dos mais pobres, necessitados e doentes. Prestei assistência médica nos anos 80 e 90 (séc. XX) nos Asilos dependentes das Missões nomeadamente no Asilo «Santa Maria» (fundado pelo Padre Luís Ruiz Suarez em 1969, instalando-se na casa do antigo Infantário da Associação das Senhoras Chinesas na Travessa dos Santos n.º 2-4 (entrada principal), depois melhoradas com as obras de beneficiação; tinha uma porta lateral que dava para a Rua do Pato (por onde se entrava) e no «Asilo Betânia» também fundado pelo Padre Luís Ruiz Suarez, em 1970, na Avenida do Conselheiro Borja a caminho da Ilha Verde (eram barracas de latas, antigo centro de refugiados do Instituto de Acção Social de Macau). Por detrás do «Asilo Betânia» ficavam as casas do antigo dormitório para refugiados, onde o mesmo Padre Ruiz Suarez fundou, em 1970, o «Centro «São Luís» destinados aos rapazes com atrasos mentais e doentes crónicos (a entrada era o mesmo do Asilo Betânia). O Centro de Santa Lúcia foi fundado em 1977 para albergar raparigas subdesenvolvidas num edifício (novo com capacidade para 70 pessoas em 1978), em Ká Hó.

Um livro – impressões de viagem – de José Gonçalves de Abreu, (1) que convidado pela “Union of Japonese Scientists and Engineers”, representou Portugal na «Conferência Internacional de Controle de Qualidade/ International Conference on Quality Controle», realizada em Tóquio, com início em 21 de Outubro de 1969, no “areópago da indústria mundial Keidaren-Kaikan”. O autor apresentou na conferência, o trabalho “A Influência do controle de qualidade nas relações entre os povos e na cultura do mundo”. O livro foi prefaciado por Fernando de Castro Pires de Lima (2)

Exemplar com uma dedicatória autógrafa do autor em 10.1.71 ao “Reverendo Padre Pinto Nunes, Homem de Letras, conferencista e Teólogo de raro merecimento …

Fez a rota aérea polar nomeadamente Lisboa-Copenhague-Ancorage-Tóquio (“ 13 mil quilómetros de distância separam ao longo do Ártico e do Pacífico numa longa caminhada através do gelo”)

Findo a conferência e terminada a visita a Japão, voltou através de um voo para Hong Kong, onde esteve três dias, tenho efectuado uma visita de um dia a Macau. Deixou suas impressões de Macau nas pp. 29-3, com 6 fotografias a negro

A cidade de Macau é uma preciosidade na margem do Rio das Pérolas, que atesta a presença de Portugal naquelas paragens de sonho que trouxe, há cerca de quinhentos anos, ao convívio do Ocidente. As suas ruas e avenidas tipicamente à moda portuguesa, banhadas por um sol quente e acolhedor, a que um mundo de transeuntes em mangas de camisa ou em lindos conjuntos, de largas calças e túnica preta, contrastavam com os trajes garridos dos turistas americanos, davam àquela paisagem a beleza das mais lindas capitais daquele lendário continente.

Passámos lá o dia até às cinco horas da tarde, durante esse tempo, corremos auela parcela do solo pátrio em todas as direcções, visitámos os pontos turísticos, os pagodes e os templos Budistas, o comércio, próspero e bem sortido, o seu casino, a gruta onde Camões escreveu a sua obra-prima –  «Os Lusíadas» … (…)

A cidade faz lembrar um presépio na sua configuração e de todos os lados de onde se veja, é uma preciosidade”. “Ali, como em qualquer outra parte do nosso Ultramar pode ver-se a nossa forma de vida, plurirracial, em convívio fraterno com todas as raças e todas as cores de pele. Nos restaurantes, nos cafés, a passear pelas ruas, nas escolas, enfim por toda a parte, os portugueses não escolhem os seus pares ou os seus amigos, juntam-se na mais harmoniosa convivência, com todos os habitantes da cidade, quer sejam chineses, mestiços ou provenientes de qualquer outra parte do mundo. Somos assim e não temos que fazer qualquer esforço para sermos tal qual somos.

Durante a nossa permanência em Macau, procuramos ver tudo que a magnífica cidade possui de mais belo e representativo da vida cultural e recreativa portuguesa, dado que, estando tão longe da mãe Pátria, com uma população de mais de 290 mil chineses e somente 10 mil portugueses seria lógico aceitar que pouco ou nada ali haveria a marcar a nossa permanência em tão pequena minoria. Pois ficamos deslumbrados com a satisfação com que o macaísta declina a sua identidade. Sou português, filho de pai português e de mãe chinesa; aqui nasci, sou português e prezo-me muito disso, não conheço ainda a Metrópole, mas tenho uma certa esperança de lá ir qualquer ocasião. Estudo a língua Pátria, frequento a escola portuguesa, falo chinês mas, cada dia, onde posso fazê-lo, isto é, logo que tenha quem fale a língua de Camões, é essa a língua que gosto de falar.

A presença de Portugal está patente em todos os cantos da cidade. Escolas, repartições públicas, indicações de trânsito, enfim, tudo revela que ali é terra de Portugal, e quando entramos num estabelecimento chinês – praticamente todos são chineses – somos recebidos com visível agrado e dispensam-nos as maiores atenções.

“Também encontramos alguns militares que gostosamente ali prestam serviço. É uma alegria que se dá àqueles rapazes, alguns naturais da metrópole, que ali estão cumprindo serviço e que dão à cidade um ar de urbanismo e importância que nos enche de orgulho e satisfação”.

De Hong Kong seguiu para Bangkok onde esteve três dias.

(1) ABREU, José Gonçalves de – Do Ocidente da Europa aos Confins da Ásia (impressões de uma viagem). Amarante, 1970, 44p. (22,3 cm x 16.9 cm x 0,5 cm)

José Gonçalves de Abreu (1914-2002, nascido em Amarante) foi membro da Delegação Portuguesa em diversas reuniões internacionais,, fundador do complexo industrial “TABOPAN”, em Amarante – pioneiro do fabrico de aglomerados de madeira na Península Ibérica. Foi comendador e esteve quatro anos na presidência da câmara da Amarante. Em 1973, o comendador José de Abreu foi deputado eleito para a Assembleia Nacional, na XI legislatura, cujo termo foi a Revolução de 25 de Abril de 1974.

NOTA: Sobre esta personalidade, e o presente livro, aconselho a leitura de “José de Abreu” do docente e investigador, António Aresta publicado no “Jornal Tribuna de Macau”, em 12 de Maio de 2015. https://jtm.com.mo/opiniao/jose-de-abreu/

2) Fernando de Castro Pires de Lima (1908 — 1973), médico, professor, escritor e etnógrafo português. https://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_de_Castro_Pires_de_Lima

“Ocorreu em Macau, no ano de 1970, o primeiro centenário da fundação do Clube Militar de Macau, uma das instituições mais antigas do Ultramar, no seu género. Deve-se a sua existência a um grupo de oficiais do Exército e tem contado sempre, entre os seus sócios –e nos seus corpos gerentes – distintos oficiais do Exército e da Marinha. Muitos deles já eram ou vieram a ser figuras de grande destaque na vida nacional ou da Província, o mesmo se podendo dizer dos seus sócios civis, dos vários sectores de actividades desta terra.
Para celebrar este importante acontecimento na vida social desta pequena terra portuguesa, foi realizado um variado programa de comemorações, culturais, artísticas, recreativas e sociais, que tiveram início em 13 de Agosto, com uma sessão solene e terminaram com uma baile de gala, no dia 31 de Dezembro, com a participação dos sócios e das individualidades de maior destaque da vida oficial e do sector privado da Província, destacando-se a presença do Governador, General Nobre de Carvalho e esposa, D. Julieta Nobre de Carvalho.” (1)

Um aspecto do baile de gala no encerramento do I Centenário da fundação do Clube Militar

(1) Foto e reportagem de «Macau, Boletim de Informação e Turismo», VI-10 de Dezembro de 1970 p. 17
Os órgãos sociais do Clube Militar de Macau, no ano de 1970.
Assembleia Geral:
Presidente – Coronel Póvoas Janeiro
Vice-presidente – Major Eduardo César Francisco Bélico de Velasco
Direcção :
Presidente – Major Maia Gonçalves
Secretário – Guilherme Lopes da Silva
Tesoureiro – Tenente Santos Pereira
Vogais – Capitão José dos Santos Lopes e Capitão Pereira Bastos
Conselho Fiscal:
Presidente – Capitão Alberto Fernando Pereira
Vogais – Capitão Rogério Saturnino dos Santos Nunes e Reginaldo dos Remédios.
Ver anteriores referências ao Clube Militar em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/clube-militar-gremio-militar/

Os presépios idealizados e executados pelas filiadas dos diversos centros da Mocidade Feminina de Macau que entraram no concurso do ano lectivo1970/71:

Escola Preparatória do Ensino Secundário do Liceu – Centro n.º 1
Liceu Nacional Infante D. Henrique – Centro n.º 1
Escola Comercial «Pedro Nolasco» – Centro n.º 2
Colégio de Santa Rosa de Lima – Centro n.º 4
Escola Canossa – Centro n.º 5
Escola Canossa – Centro n.º 5
Escola do Magistério Primário – Centro n.º 6

NOTA: No ao lectivo 1970/71, o Comissariado Provincial da Mocidade Portuguesa Feminina tinha a seguinte direcção:
Comissário Provincial – Dra. Fernanda da Mota Salvador
Comissária-adjunta – Margarida Ribeiro
Assistente Eclesiástico – Revdo. Pe. José Barcelos Mendes
Directoras de Centros:

Centro n.1 (Liceu) – Dra. Maria Alice Agostinho
Directora-adjunta do Centro n.º 1 – Dra Celina Pires Afonso
Centro n.º 2 (Escola Comercial) – Albertina do Rosário
Centro N.º 3 (Escola Primária) – Maria de Nazaré Felício
Centro n.º 4 (Colégio Santa Rosa de Lima) – Me. Maria Rafaela da Eucaristia
Centro n.º 5 (Canossianas) – Me. Maria Bessa
Centro n.º 6 (Magistério Primário) – Dra. Ana Maria Amaro

No dia 9 de Dezembro de 1970, foi inaugurada e aberta ao público, uma exposição dede trabalhos de ergoterapia executados pelos doentes do Hospital Conde de S. Januário, presidindo a este acto D. Julieta Nobre de Carvalho esposa do governador e presidente da Direcção da Obra das Mães pela Educação Nacional.

Um aspecto dos artigos expostos

“Desde há anos (1) que no Hospital Central Conde de S. Januário se vem praticando este processo de recuperação. Aos doentes é entregue a execução de determinados trabalhos, compatíveis coma sua situação sanitária e de acordo com as suas habilidades que se procura conhecer antecipadamente.
Os objectos manufacturados figuram numa exposição que se realiza anualmente e para a qual se procura chamar a atenção do público.
Os artigos expostos compreendiam toalhas, cestinhos, roupas de crianças, ornamentos domésticos e presépios, apresentados com extremo bom-gosto, a revelar a intervenção feminina das Madres Franciscanas Missionárias de Maria, dedicadas enfermeiras do referido Hospital.
(1) Há uma referência de Beatriz Basto da Silva na sua cronologia de 1972:
“4-12-1972 – Inaugurada no Hospital Central Conde S. Januário uma exposição de trabalhos de ergoterapia executados pelos doentes carinhosamente orientados pelas Franciscanas Missionárias de Maria” (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Vol.5, 1998)
(2) Extraído de «Macau Boletim de Informação e Turismo», Vol.  VI, n.º 10 Dezembro de 1970.

As Missões Ultramarinas”, livro da autoria do Padre Albano Mendes Pedro, consultor missionário da Sociedade Portuguesa das Missões Católicas Ultramarinas, publicado pela Sociedade de Geografia de Lisboa, durante a Semana do Ultramar, em 1970.
O autor traça a acção missionária dos portugueses ao longo da história e descreve as dioceses existentes (em 1969) no então ultramar português.
Nas páginas 62-63, descreve a “Diocese de Macau”:
O primeiro chefe espiritual católico de Macau, D. Belchior Carneiro, chegou ali em 1568. Não era bispo da Diocese porque esta ainda não existia. Fundou a Santa Casa da Misericórdia e os Hospitais de S. Lázaro e de S. Rafael.
A Diocese de Macau, primeiro bispado do Extremo Oriente, foi fundada a 23 de Janeiro de 1576. Abrangia a princípio Macau, terras e ilhas adjacentes, China, Japão e Tonquim. No decurso dos tempos ficou reduzida à província portuguesa de Macau, parte do território da China, com comunidades de Singapura e Malaca.
Tem 250 000 habitantes em território português. Os católicos são 23 000.
Está dividida em dois vicariatos gerais, o de Macau e o de Shiu-Hing. Tem 9 paróquias fora da China. O pessoal missionário é composto por 147 sacerdotes, 9 irmãos e 199 religiosas.
A distribuição por organizações é a seguinte: Clero secular 57; Salesianos, 23 sacerdotes e 14 irmãos; Jesuítas, 13 sacerdotes e 2 irmãos; Franciscanos, 2 sacerdotes. Há vários outros missionários sem situação transitória.
As religiosas estão assim distribuídas: Canossianas, 41; Franciscanas Missionárias de Maria, 96; Preciosíssimo Sangue 10; Carmelitas,11; Filhas de Nossa Senhora dos Anjos, 10; Filhas de Maria Auxiliadora, 11; Dominicanas do SS.mo Rosário,11; Filhas de S. Paulo, 4; Perpétuo Socorro irmãzinhas de Jesus e Anunciadoras do Senhor, 3 e 2.
O ensino diocesano é ministrado em 1 Seminário, 17 Colégios de Ensino secundário, 1 Escola de Magistério, 2 escolas profissionais, 29 escolas primárias e 28 escolas infantis, com 20 456 alunos, ao todo.
A assistência sanitária e social é prestada em 7 orfanatos, 3 asilos, 8 creches, 2 hospitais, 1 leprosaria e 7 dispensários. Os tratamentos foram 234 613. – A imprensa católica tem O Clarim, o Boletim eclesiástico e as revistas Oásis, Rosette, etc.
Em Macau há protestantismo e comunismo.
PEDRO, Albano Mendes – As Missões Ultramarinas. Sociedade de Geografia de Lisboa, Semana do Ultramar,1970. Impresso na Escola Tipográfica das Missões Cucujães,  79 p.

O grupo «Hong Kong Ballet for All» organizado em Hong Kong em 1969, fez a sua primeira apresentação no Teatro D. Pedro V no dia 10 de Janeiro de 1970, por iniciativa e sob o patrocínio do Centro de Informação e Turismo de Macau.
Extraído de TEIXEIRA, P. Manuel – O Teatro D. Pedro V. pp. 43-44
Sobre o Teatro D. Pedro V, referências anteriores em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/teatro-d-pedro-v/

Com a participação de cerca de 200 filiados dos 4 Centros da Mocidade Portuguesa  (Liceu Nacional Infante D. Henrique, Escola Comercial «Pedro Nolasco», Colégio D. Bosco e Escola Primária)  realizou-se nos dias 14, 15 e 21 de Novembro e 1 de Dezembro (algumas finais e distribuição de prémios), no Campo Desportivo «28 de Maio», o II Campeonato Provincial de Atletismo da Mocidade Portuguesa.
Para facilitar a organização das provas, houve que limitar o número de concorrentes neste campeonato, facultando a cada Centro a inscrição somente de três participantes, em cada modalidade individual.
Das 43 provas disputadas, foram batidos 31 recorde, em cinco categorias. Entre todas as marcas obtidas e em comparação com as dos Campeonatos Nacionais de Atletismo realizados nos dias 16 e 17 de Maio de 1970, nas pistas do Estádio Universitário de Coimbra e publicados na Ordem de Serviço n.º (1970) da Direcção da Mocidade Portuguesa do Ministério da Educação Nacional, as marcas alcançadas pelos juvenis de Macau, Mário Évora, Fernando Ritchie, Mário Novo, Júlio César, e pela equipa de Estafetas de 4×100 metros do Centro n.º 1 constituída pelos filiados António Robarts, Fernando Ritchie, Júlio César e Rodolfo Alves merecem destaques especial, pois o 1m.56 no salto de altura, os 5m,89 e 5m,77 nos saltos em comprimento, os 24s nos 200 metros e os 48s 3/10 nas Estafetas de 4×100 metros, enquadram-se respectivamente em 2.º, 3.º, 5.º, 4.º e 3.º lugares dos resultados nacionais.

1,º José Madeira
2.º Américo Fernandes
3.º Alexandre Monteiro

Na categoria dos juniores as marcas de Humberto Évora, 11s 2/10, nos 100 metros, e 6m,065 nos saltos de comprimento e de Jaime Manhão, 23s 5/10 nos 200 metros; na categoria dos Iniciados as marcas de Eduardo Cunha, 5m,16, no salto de comprimento, e 19s 1/10, nos 10 metros, e 1m,50 de Filipe Martins nos 600 metros; e na categoria dos Infantis , o 1m,35 de Rui Évora, no salto em altura, e os 8s 1/10 e 19s 3/10 de António Ayres da Conceição, nos 60 metros e 150 metros, respectivamente.

1.º Carlos Batalha
2.º Mário Évora
3.º Jorge Manhão

Informações do comentário técnico aos campeonatos de atletismo da M. P. em 1970, in Macau B. I. e T., VI-10,1970