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Continuação dos rótulos de embalagem de panchões da Fábrica Iec Long, da Taipa (1) (2)
Rótulo de embalagem de panchões da marca «Flying Wheel» manufacturados para exportação pela Fábrica de Panchões Iec Long (utilizado pela primeira vez no final de 1940)

Verso do Ex-libris anterior

Rótulo embalagem de panchões da marca «Children» manufacturados pela Fábrica de Panchões Iec Long (marca consolidada em 1946)

Verso do Ex-libris anterior

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/07/03/rotulos-de-embalagem-de-panchoes-da-fabrica-iec-long-i/ 
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/07/06/rotulos-de-embalagem-de-panchoes-da-fabrica-iec-long-ii/ 

Continuação dos rótulos de embalagem de panchões da Fábrica Iec Long, da Taipa (1)
Rótulo de embalagem de um panchão bomba hexagonal manufacturado pela Fábrica de Panchões Iec Long (utilizado na década de 1920, na fase inicial do negócio)

Verso do ex-libris anterior

Rótulo de embalagem de panchões da marca Duck aplicado desde a abertura da Fábrica de Panchões Iec Long

Verso do ex-libris anterior

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/07/03/rotulos-de-embalagem-de-panchoes-da-fabrica-iec-long-i/

Pequeno envelope de papel de 7,5 cm x 8 cm de dimensões, contendo no seu interior 5 cópias de rótulos de embalagem de panchões produzidas pela Fábrica de Panchões Iec Long da Taipa. Emitido pelo Instituto Cultural do Governo da R. A. E. Macau, comprado no Museu de Arte de Macau, por dez patacas, em 2016.

Fábrica de Panchões Iec Long
Ex-Libris
Yick Loong Firecworks Factory

Envelope com “design” “Extra Selected Firecrackers” semelhante à embalagem dos marcadores de livro com cópias das etiquetas das embalagens de panchões das várias fábricas que existiam na Ilha da Taipa.
Os cinco “ex-libris” têm as seguintes dimensões: 7 cm x 8 cm.
Este é um rótulo de embalagem de panchões da marca ”Duck – Encanto” (Duck Brand Beauty) manufacturado pela Fábrica de Panchões Iec Long (em inglês “Yick Loong Fireworks Factory”) em 1940.
A Fábrica de Panchões Iec Long sita na Vila da Taipa, terá iniciado o negócio na década de 20) (século XX) havendo registado um pedido feito por Tang Pec Tong de renovação da licença da fábrica Iec Long, datado de 6 de Setembro de 1926 Em 26 de Novembro de 1928 houve um grande incêndio e explosão na fábrica de panchões «Iec Leong». O socorro foi prontamente prestado pelo pessoal militar da Aviação Naval, das 6.ª e 50.ª Companhia Indígenas em diligência na Taipa, da Carreira de Tiro e da Polícia de Segurança; aguentaram o combate ao incêndio até chegarem os socorros de Macau, impedindo a propagação a barricas de clorato de potássio e acudindo aos trabalhadores da fábrica. (1)

Verso da embalagem
Instituto Cultural do Governo da R. A. E. de Macau

Ver anteriores referências a esta fábrica em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/panchoes/
(1) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 4, 1997.

Mais dois marcadores da colecção de seis marcadores de livro intitulada “仔炮竹“Extra Selected Firecrackers” e apresentada em (1) (2)

Etiqueta de embalagem da “ Him Son Firecrackers Factory
Etiqueta de embalagem da “Him Son Firecrackers Factory” (verso)

“Him Son Firecrackers Factory fundada em 1948, foi a quarta fábrica de panchões estabelecida na Taipa.

Etiqueta de embalagem da “Him Yuen Firecrackers  Co
Etiqueta de embalagem da “Him Yuen Firecrackers  Co” (verso)

“Him Yuen Firecrackers  Co” fundada em Novembro de 1925, foi a terceira fábrica de panchões estabelecida na Taipa.

Etiqueta de embalagem da “Kwong Yuen Firecrackers Co
Etiqueta de embalagem da “Kwong Yuen Firecrackers Co” (verso)

“Kwong Yuen Firecrackers Co” foi fundada em 1931, foi a quarta fábrica de panchões estabelecida na Taipa.
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/04/14/marcadores-de-livros- -etiquetas-de-embalagens-de-panchoes-das-fabricas-da-ilha-da-taipa-i/
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/06/08/marcadores-de-livros-etiquetas-de-embalagens-de-panchoes-das-fabricas-da-ilha-da-taipa-ii/

Mais dois marcadores da colecção de seis marcadores de livro intitulada “仔炮竹 (1)“Extra Selected Firecrackers”, apresentada em (1)

Etiqueta de embalagem da “Po Sing Firecracker Factory
Etiqueta de embalagem da “Po Sing Firecracker Factory” (verso)

“Po Sing Firecracker Factory” fundada em 1960, foi a última fábrica de panchões estabelecida na Taipa.
Estava situada num terreno junto à Estrada Nova para o Matadouro.

Etiqueta de embalagem da “Yick Loong Fireworks Co
Etiqueta de embalagem da “Yick Loong Fireworks Co” (verso)

“Yick Loong Fireworks Co.” fundada em Setembro de 1925, foi a fábrica de panchões que existiu durante mais tempo na Taipa. Estava localizada na Rua Fernão Mendes Pinto, na Taipa. O escritório estava na Rua Miguel Aires.
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/04/14/marcadores-de-livros- -etiquetas-de-embalagens-de-panchoes-das-fabricas-da-ilha-da-taipa-i/ 

Neste dia, 29 de Maio de 1987, o Correio de Macau / CTT pôs em circulação o sobrescrito, obliteração de 1.º dia de circulação e dois selos com o motivo “Festividade do Barco Dragão”
Os selos têm o valor de 50 avos e 5 patacas.
O desenho é de Ng Wai Kin.
FESTIVIDADE DO BARCO-DRAGÃO
A Festividade do Barco-Dragão é uma das mais populares festas chinesas, celebrando-se todos os anos no dia cinco da quinta Lua. (1)
Esta tradição tem a sua origem num facto ocorrido numa época agitada da vida política chinesa, entre os anos de 402 a 201 A.C.. Por esta altura, os conselheiros do imperador Uái (2) queriam convencê-lo a fazer guerra, para assim adquirir mais riquezas e poder. Esta atitude dos conselheiros tinha, porem, a desaprovação do ministro Uat Hun que, em vão, tentou dissuadir o imperador daquela ideia. Uat Hun (3) admitiu, então, a hipótese de pôr fim à sua própria vida, em sinal de protesto. Permeável à nefasta influência dos seus conselheiros e inamovível na sua intenção de fazer a guerra, o imperador continuava a preparar a ofensiva, procedimento que desgostou profundamente a Uat Hun que, perante tal atitude, se lançou ao rio Mek Lo.
Sensibilizado com o sucedido, o imperador caiu em si e apercebeu-se que acabara de perder o seu mais competente ministro. Ordenou, então, que todos os barcos procurassem o cadáver de Uat Hun, para que fosse recolhido e levado para o palácio Imperial. No entanto, as longas buscas levadas a cabo pelos barcos revelaram-se infrutíferas, pois o corpo do ministro sumiu-se nas águas agitadas do grande rio.
Durante a noite, encontrando-se o imperador amarguradamente triste, recebeu a visita do espírito de Uat Hun, lamentando-se que andava com fome. Logo o monarca deu ordem para que os barcos lançassem arroz cozido nas águas do rio. No entanto, o espírito do seu ministro voltou a procurá-lo para lhe dizer que um mostro aquático devorara toda a comida do rio e que brevemente iria também engolir o seu corpo. Pediu, então, ao rei que mandasse embrulhar a comida num tecido de seda atado com fios de cinco cores visto ser esta a única forma de a preservar contra a voracidade do monstro. E foi assim que sobreviveu, até hoje, o costume de lançar todos os anos, na época da Festividade, às águas dos rios, arroz glutinoso, cozinhado com vários recheios, envolvido em folhas de bambu, aos quais se dá o nome de tchông.(4)
Em Macau, durante as celebrações da Festividade do Barco-Dragão, vêem-se em quase todas as lojas compridas canas de bambu, tendo pendentes estes tchông que são saboreados por todos os chineses.
Actualmente, o mito de Uat Hun dá lugar ao desporto. As regatas de barcos em forma de dragões são organizadas com o fim de simular a procura do cadáver do estadista deificado. Assim, têm-se realizado em Macau, coma presença de equipas da Austrália, Hong Kong, Japão, Malásia, Singapura, China e Macau, as Regatas Internacionais de Barcos-Dragão, integradas nas Festividades do dia cinco da quinta Lua.
O tambor usado nos barcos das regatas, será para coordenar os movimentos dos remadores, mas também para assustar o monstro e evitar assim que devore o cadáver de Uat Hun!”
                   Dr. Jorge Cavalheiro (Instituto Cultural de Macau)
(Retirado da Brochura/lembrança distribuído aquando do lançamento do envelope com bloco de selos.)
(1) Festival do Barco Dragão, ou Festa de Duan Wu (端午节/端午節). Este ano, 2017, a festividade é celebrada a 30 de Maio.
(2) Rei Huai (楚懷王- Chǔ Huái Wáng) do estado de Chu de 328 a 299 aC., no período dos Estados Guerreiros.
(3)

Pintura de Qu Yuan
https://pt.wikipedia.org/wiki/Qu_Yuan

Qu Yuan (屈原- Qū Yuán) vivia no reino de Chu (c. 340 -278 a.C.) no Período dos Estados Guerreiros (476 A.C. – 221 A.C.) estadista, poeta, diplomata, ideólogo e reformador. A sua obra está principalmente compilada numa antologia poética denominada «Elegias de Chu». Considerado o primeiro poeta chinês importante na história da literatura da China.
(4) Zongzi (粽子) ou zong (粽) – tradicional bolo chinês feito com arroz glutinoso (com recheio variado) embrulhado por uma folha de bambu, cozinhado a vapor.

Colecção de seis marcadores de livro intitulada “仔炮竹 (1)“Extra Selected Firecrackers”, etiquetas de embalagem de panchões das várias fábricas que existiam na Ilha da Taipa, dentro de um pequeno envelope (15,5 cm x 5,5 cm).

Colecção emitida pelo Instituto Cultural do Governo da R. A. E. de Macau, comprada no Museu de Macau, em 2016, por 10 patacas. Legendas em chinês, inglês e português.
Apresento o 1.º dos seis marcadores com a etiqueta de embalagem da “Kwong Hing Tai Firecracker Co”.
No rótulo está escrito além do nome da fábrica, um aviso de utilização:

“SPECIAL QUALITY FLASHLIGHT CRACKERS
WHOOPEE BRAND
KWONG HING TA
MADE IN MACAU
LAY ON GROUND – LIGHT FUSE – RETIRE QUICKLY”

Kwong Hing Tai Firecraker Co., fundada em 1923, foi a primeira fábrica de panchões estabelecida na Taipa.
Embora o Instituto Cultural aponte o ano de 1923 para o início desta fábrica, com o nome de registo de «KWONG HING TAI» ou «KUONG HENG TAI», só aparece a partir do Anuário de Macau de 1938. (2)
Em anteriores “Anuários” a partir de 1923, estava registada uma fábrica de panchões de nome «Kuong-nguin», mas localizada em Macau.
FIRMA- Kuong-nguin
GERENTE – Li UNG In Teng
Estrada da Guia (Chácara de Vasconcelos)
No Anuário de 1924, aparece:
FIRMA- Kuong-nguin
GERENTE – I In Teng
Estrada da Guia (s/n)
E no Anuário de 1927, o registo desta fábrica é o seguinte:
FIRMA- Kuong-nguin
GERENTE – Li Ung Teng
Estrada da Guia (Chácara de Vasconcelos)
(1) 仔炮竹業  – mandarim pinyin: dàng zǐ bào zhú yè; cantonense jyutping: tam5 zai2 paau3 zuk1 jip6 – fábrica de panchões da Taipa.
(2) Registada em Macau a fábrica de panchões com o nome de “Kuong Heng Tai”; a loja de vendas estava na Rua das Lorchas s/n (Anuário de 1938). Mais recente, no Anuário de 1966, estava registada uma empresa “Kuong Hing Tai” com escritório na Ponte Cais n.º 11 e fábrica na Estrada Ferreira de Amaral – Taipa.
Ver anteriores referências às fábricas de panchões.
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/panchoes/