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Extraído do «B. G. M. »XII-23 de 4 de Junho de 1866,
A mesma companhia lírica francesa sob a direcção do Sr. Maugard deu mais duas representações no mesmo teatro
Extraído do «B. G. M.» XII-25 de 18 de Junho de 1866.

Anúncio de um espectáculo para o dia 30 de Maio de 1877 dado pelo pela Sociedade Dramática Ultramarina em benefício dos pobres de Macau no “Theatro D. Pedro V”.
Nesse dia apresentava-se três comédias de 1 acto.
Extraído de «Boletim da Província de Macau e Timor»
Vol XXIII – 21 de 26 de Maio de 1877. P. 88

BOM CARNAVAL PARA TODOS

No dia  27 de Fevereiro de 1968, (DIA DE CARNAVAL) realizou-se no Teatro D. Pedro V uma récita em «patois», cujo relato inicial publiquei no ano passado (2017) (1)
“Depois, irrompeu pela plateia a Tuna, marchando e executando antigas marchas populares do Carnaval (marchas duma animação típica e inconfundível, que faziam as delícias da sociedade macaense de há trinta anos ou quarenta anos e têm, hoje, o gosto amargo duma saudade…). As 11 figuras que a formavam tomaram o seu lugar entre o palco e a primeira fila da plateia. E tocou, preenchendo os breves intervalos de cada número da representação. Reconhecemos neles os nomes de Francisco Freira Garcia, Mário Nogueira, Américo Vital, Manuel Rego, Luís A. da Rocha, Eduardo Siqueira, F. Siqueira, Domingos de Assunção, Filomeno da Rocha, António A. Amante e João Baptista M. K. Lam. Tocaram e agradaram plenamente, e fizeram o «milagre» de ressuscitar, ao som das violas e bandolins, uma época que já lai vai e não volta mais.
Três peças cómicas de um acto subiram à cena.
Na primeira, «Velho sevadízio», actuaram Lobato de Faria (já conhecido no meio local), no papel de velha «rabujenta» e «pelizona»; «Giga» Robarts (outra figura já evidenciada nas anteriores récitas), no papel de «Mena » linguareira e sem-papas na língua, e Tranquilino da Silva (para nós uma revelação), no papel de «Chencho, um tipo antigo de abastado cidadão macaense. O diálogo, fluente e pitoresco, entre as três personagens foi acompanhado com ao mais vivo interesse pela assistência. Risos não faltaram e gargalhadas também. Um trio modelar, no género. Nem sequer faltou, na cena final, um polícia (Alberto Alecrim, que apenas entremostrou – nesta cena – o seu papelão de cómico nato e consumado.
«Já fazê asnéra» deliciou a assistência dum «menino bonito» que se enamorou da «bicha» da vizinha do lado. Santos Ferreira, no papel da «bicha» foi simplesmente impagável. Álvaro da Silva, no papel de «senhora» à moda antiga, distinguiu-se pela sobriedade com que interveio e largou das «suas» (em «patois» de pura gema»). Maria Machado Correia Marques, no papel da mãe do «menino bonito» , revelou-se uma artista da primeira plana. Naturalidade e presença de espírito. Fala o «patois» com uma fluência antiga. E a senhora de Tranquilino da Silva, como «menino bonito», fez maravilhas. Só vista e ouvida. O quadro foi harmonioso. Completo. Evidentemente que fez rir toda a gente.
E «Chico vai escola» deu-nos um diálogo de típico sabor local. Alberto Alecrim (o professor) confirmou as suas qualidades, de actor nato e consumado. A sua actuação em português, a contrastar com a actuação de Tarcício da Luz (Chicho), este no papel de matriculando, um «pitoresco»  dialecto macaense, foi magistral. Chicho, por seu turno, mostrou dotes até então desconhecidos do grande público. Duma calma e duma espontaneidade raras, representa bem. O seu «patois» e a sua mímica têm piada, mesmo muita piada, como depois confirmou, exuberantemente, noutros números em que interveio. Foi a a revelação da noite.  ….” continua
Na primeira fila: (da esq. para a dta): Mário José Nogueira, Filomeno Rocha, e os irmãos Siqueira.
(1) Continuação do artigo iniciado em 27 de Fevereiro de 2017, extraído de TEIXEIRA, P. Manuel – O Teatro D. Pedro V, 1971; ver em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/02/27/noticia-de-27-de-fevereiro-de-1968-recita-de-carnaval-no-teatro-d-pedro-v/
As fotos foram retiradas da Revista «MacaU», II série, n.º 13 de Maio de 1993, pp. 44 e 49

Três fotos (infelizmente com fraca impressão) publicados na imprensa escrita em 1921

Edifício do Leal Senado da Câmara de Macau
Teatro D. Pedro V e Club de Macau
Pagode da Barra (Má – Kóc – Miu)

Extraído de  «Boletim do Governo de Macau» IX-4, 1862.

O salão do Teatro D. Pedro V na década de 70 (século XX)

Os estatutos da Sociedade Teatro D. Pedro V, foram aprovados, a 20 de Abril de 1859 pelo governador Isidoro Francisco Guimarães . O edifício foi delineado por Pedro Germano Marques, em 1858, (a fachada foi alterada em 1873 pelo Barão do Cercal) e restaurada pela primeira vez em 1918 por José Francisco da Silva.
O edifício foi registada na Conservatória a 10 de Outubro de 1873.
Dados de TEIXEIRA, P.e Manuel – O Teatro D. Pedro V, 1971
Sobre o Teatro D. Pedro V. ver:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/teatro-d-pedro-v/

A Delegação de Macau do Círculo de Cultura Musical, que foi fundada em 1952 a quando da visita do então Ministro do Ultramar, Comandante Sarmento Rodrigues, iniciou mais uma temporada artística no dia 21 de Novembro de 1956, apresentando no Concerto inaugural a jovem e talentosa pianista italiana Annarosa Tadei.
O recital que teve a presença do Encarregado do Governo, Brigadeiro João Carlos G. Q. de Portugal da Silveira, realizou-se no Teatro D. Pedro V perante numerosos sócios da agremiação cultural.
O programa que Annarosa Tadei executou no seu concerto em Macau mereceu o completo agrado de quantos a escutaram e se deleitaram com a sua apurada técnica e sentido interpretativo, nomeadamente na Sonata Op. 53 em Dó («Waldstein»), de Beethoven , nos Seis Prelúdios  de Chopin, e na Rapsódia Húngara n.º 6, de Liszt.
Annarosa Tadei, (1918-2011) artista pianista italiana, aluna de Alfredo Casella (a última aluna da sua escola), foi a discípula predilecta do célebre pianista e professor Alfred Cortot (discípulo de Maurice Ravel) que conheceu depois da guerra em 1947 (após falecimento de Alfredo Castella). Uma carreira artística invulgar em concertos e participando em orquestras sinfónicas prestigiosas em todo o mundo e alguns álbuns gravados (após 1951). Em 1976 devido a problemas com os pulsos das mãos deixou de actuar em público tornando-se professora e membro de júris de importantes competições de piano (foi membro do júri duma competição em Hong Kong em Janeiro de 2007).
https://www.naxos.com/person/Annarosa_Taddei/38972.htm

http://www.vintageadbrowser.com/celebrities-ads-1960s/4 

Uma entrevista com a pianista em
https://www.youtube.com/watch?v=yapJ4KHTE24&list=PLF578D713728FD094&index=1
(1) «MBI» IV-80, 1956.

A distribuição dos prémios do III Grande Prémio de Macau, realizou-se no Teatro D. Pedro V, na noite do dia 4 de Novembro, em sessão solene presidida pelo Encarregado do Governo que entregou os prémios aos vencedores das diversas provas.

Um aspecto da plateia do Teatro D. Pedro V durante a sessão solene para a distribuição dos prémios

O vencedor absoluto ganhou a monumental Taça «Governador de Macau» e o prémio monetário, na importância de $3.000,00 patacas.
Ao 2.º e 3.º classificados forma distribuídas taças da classificação geral e os prémios monetários, nas importâncias, respectivamente, de $ 1.5000, 00 e $ 750,00 patacas.
Além destes prémios, foram ainda distribuídas taças aos 1.º e 2.º classificados de cada classe.

Douglas Steane e Mário Lopes da Costa cumprimentando-se mútuamente
O Encarregado do Governo entregando a taça a Robert Ritchie

Usaram da palavra o Dr. António Nolasco da Silva, Delegado em Macau do Automóvel Clube de Portugal, que agradeceu aos concorrentes a sua participação nas provas do III Grande Prémio de Macau e a todas as entidades, oficiais e particulares,  o seu contributo para a realização duma iniciativa de tão grande vulto e o encarregado do Governo que salientou o êxito da organização e felicitou quantos para ele contribuíram , muito especialmente os volantes que tomaram parte nas diversas provas.

Um aspecto do jantar de homenagem aos desportistas que tomaram parte no III Grande Prémio de Macau

Pouco depois de terminar a sessão solene para a distribuição dos prémios, realizou-se, no salão de honra de Clube de Macau, um jantar de homenagem aos desportistas que tomaram parte no III Grande Prémio de Macau.
Retirado de «MBI» IV-79, 1956
Anteriores referências ao III Grande Prémio de Macau
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/iii-grande-premio-de-macau/