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Oferecido pelo Sr. Ho Yin, Presidente da Associação Comercial de Macau (1) e em homenagem ao Governador, Comandante Joaquim Marques Esparteiro, realizou-se, no dia 5 de Maio de 1952, um banquete, no restaurante “Golden Gate”, (2) onde se reuniram mais de 400 convivas.

Um aspecto da assistência, reconhecendo-se ao centro o Governador e Esposa, ladeados do Comandante Militar, Paulo Bénard Guedes (3) e de Ho Yin.
Outro aspecto da assistência antes do banquete
O sr. Ho Yin falando ao microfone
O Governador agradecendo a homenagem a ele prestada

Extraído de «Mosaico», Vol. IV, 21-22 de Maio e Junho de 1952.

(1) A Associação Comercial Chinesa de Macau foi fundada em 1913. Em 1950, Ho Yin (He Xian 何賢; 1908-1983) e Ma Man Kei (Ma Wanqi 馬萬祺; 1919–2014) foram escolhidos para presidente e vice-presidente, respectivamente. Ho Yin presidiu a sucessivos mandatos até à sua morte em 1983. Hoje denominado “ 澳門中華總商會-Associação Comercial Geral dos Chineses de Macau”

(2) Restaurante “Golden Gate” estava situado no r/c e sobre loja do Hotel Central. https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/hotel-centralpresident-hotelgrand-central-hotel/

(3) Brigadeiro Paulo Bénard Guedes (Comandante militar de 15 de Novembro de 1950, então ainda Coronel, até 14 de Maio de 1952) seria substituído nesse mês pelo Tenente Coronel António Cyrne Rodrigues Pacheco, que chegou a Macau a 10 de Maio.

Anverso e verso das caixas
Anverso (5,6 cm x 3,5 cm x 0,8 cm)

Hotel que começou por ser “THE MACAU EXCELSIOR”, (1) construção de 1983, na  Avenida da Amizade, 956-1110, Macau (tel: 567888), depois mudou o nome para “Hotel Mandarin Oriental” e finalmente hoje está denominado “ Grand Lapa”, sempre permanecendo no grupo ”Mandarim Oriental Hotel”

No verso e lateral, anúncio dos seus restaurantes/cafés e indicação de morada
Fósforos com as cabeças de cor azul

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/08/31/caixas-de-fosforos-hotel-excelsior-hotel-mandarin-oriental/

Sete pequenas folhas (21 cm x 14,5 cm) dactilografadas ou impressas em computador por alguém (não identificado) (1) com cópias de seis poemas maquistas de José dos Santos Ferreira (Adé), agrafadas e reunidas sob o título “Unchino de Papiaçam pelos Doci Papiaçam de Macau e Ecos de Macau”

MACAU CONTENTE OLÁ VOSÔTRO
CASA MACAÍSTA

Publicado originalmente em “Qui Nova Chenchu”, 1973, p. 105. Letra para ser cantada com a música “Casa Portuguesa” da autoria de Artur Fonseca. A letra original é de Reinaldo Ferreira e Vasco Matos Sequeira.

MACAU, TERRA GALANTE

Publicado originalmente em “Qui Nova Chenchu”, 1973, p. 108. Letra para ser cantada com a música “Lisboa Antiga” da autoria de Raul Portela. Letra original é de José Galhardo e Amadeu do Vale. https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/01/25/poema-macau-tera-galante/

MACAU SÃ ASSI

Letra para ser cantada com a música “Lisboa é Assim“, da autoria de João Nobre. Foi interpretado por Milu para o filme “Doze luas de mel” de 1944.

SINO JÁ TOCÁ (JINGLE BELLS)

Publicado originalmente em “Poéma di Macau”, 1983, p. 269. Letra para ser cantada com a música de “Jingle Bells”. “Jingle Bells” foi escrita por James Lord Pierpont (1822–1893) no Outono de 1857.

JESUS PEQUENINO (ADELES FIDELES)

Publicado originalmente em “Poéma di Macau”, 1983, p. 275. Letra para ser cantada com a música de “Adeste Fidelis”. “Adeste Fideles” (conhecido, na Inglaterra e nos Estados Unidos, como “Hino Português” “The Portuguese Hymn) era um dos hinos favoritos, regularmente cantados no Natal da Capela da Embaixada Portuguesa, em Londres, nos séculos XVII e XVI. Embora a sua autoria efetiva seja incerta (mas sem dúvida de sua origem portuguesa), é vulgarmente atribuída ao rei D. João IV de Portugal, o rei músico, cuja Capela do Palácio Ducal de Vila Viçosa era um grande e célebre reduto de arte musical, no século XVII.

(1) Na posse da minha amiga Leonor a quem agradeço a cedência para esta publicação.

Perto di Céu,
N´acunga nôte sánto,
Ung´estréla já sai pa lumiá.

Basso di Céu,
Inchido di encanto,
Voz co doçura chomá nôs olá.

Lugar sagrado qui Dios escolhê,
Pa Filo Sánto di Céu nacê.

Glória pa Dios! dôs ánjo cantá,
Natal, Natal,
Luz di paz ta deramá …
Natal, Natal,
Amor nádi faltá …

Glória pa Dios! dôs ánjo cantá,
Natal, Natal,
Luz di paz ta deramá …
Natal, Natal,
Amor nádi falta!

NOTA: Letra de José dos Santos Ferreira, (1) para ser cantada com a música de «AWAY IN THE MANGER», uma canção de Natal publicada nos finais do século XIX (1882?), muito popular entre a comunidade de língua inglesa.
Há várias letras para esta canção, a mais vulgarizada é a versão de William J. Kirkpatrick (1895)

Away in a manger, no crib for a bed,
The little Lord Jesus laid down his sweet head.
The stars in the bright sky looked down where he lay,
The little Lord Jesus asleep on the hay.

The cattle are lowing, the poor baby awakes,
But little Lord Jesus, no crying He makes,
I love thee, Lord Jesus! look down from the sky,
And stay by my cradle till morning is nigh.

Be near me, Lord Jesus; I ask thee to stay
Close by me forever, and love me I pray.
Bless all the dear children in thy tender care,
And take us to heaven to live with thee there.

Música:
https://www.youtube.com/watch?v=AnwO_0DrpCk
https://www.youtube.com/watch?v=FnVorT14i4I
Informações de
https://en.wikipedia.org/wiki/Away_in_a_Manger 
(1) FERREIRA, José dos Santos – Poéma di Macau, 1983, p.265

Vigário-geral, bispo, monsinhôr,
Uvidór, providôr, providôr-mor,
Conselhéro, juiz, governadôr,
General, capitám, alféris-mor,
Sã ancuza qui vôs, otrora, têm
Quelê tránto, na tempo di grandeza.
Gente co alma suzo cavá vêm,

Pá comecá rosário di tristeza.

Passá tufám, na céu tempo abrí,
Mar brando certo logo vêm na trás,
Unde ta bom, têm mósca vêm zuní,
Azinha mostrá quim sa más capaz.
Quelora vôs torná ergui cabéça,
Ta vai diànti co bom vento suprado,
Demónio corê, rená ma-peça,
Fazê vôs, Macau, terá cobiçado.

Nhu-nhúm di tudo casta di ofício
Chapá força na ora di perigo;
Co juda di Sám Juám, na sacrifício,
Já pinchá fora tudo inimigo
Pimpám qui lembrá vêm tomá Cidade.
Macau quirido, vôs más una vez
Já dá mostra qui sâ vosso vontade,
Pa sempre continuá chám portoguês.

José dos Santos Ferreira, 1983

ACTUALIZADO EM 06-05-2020: são três oitavas (XII, XV e XVI) do “POÉMA DI MACAU“, publicado em 1983, pelo Leal Senado com o título de “Poéma di Macau“. O poema é composto por XXII oitavas e encontram-se nas páginas 33, e 35 deste livro

Os Correios de Macau (CTT) comemorou o Dia do Exército no dia 25 de Julho de 1983 com o lançamento de um envelope com o brasão do exército e carimbo evocativo.

BRASÂO DO EXÉRCITO PORTUGUÊS
https://www.exercito.pt/pt/quem-somos/contactos

Dois envelopes de 16, 5 cm x 11, 5 cm , o primeiro simples, somente com o brasão do exército português .
O segundo envelope com dois carimbos comemorativos do dia – DIA DO EXÉRCITO 25-JUL-83 – : um no canto superior esquerdo e outro sobre o selo.
Este selo de 40 avos é de 1982, da colecção (emissão ordinária) “Edifício e Monumentos Públicos de Macau “- FAROL DA GUIA (1)
(1) Portaria n.º 85/82/M: Emite e põe em circulação neste território, no dia 10 de Junho de 1982, selos postais alusivos a “Edifícios e Monumentos de Macau”.

Duas caixas de fósforos do Hotel Royal Macau, rectangulares de 5,5 cm x 2,5 cm x 0,5 cm de dimensões e com fósforos de “cabeça” vermelha, com tons acastanhados, da década de 90 (séc. XX)

HOTEL ROYAL
MACAU
TEL: 552222
Estrada da Vitória N.º 2-4  Tel: (853)552222
Fax: (853)563008 E-mail: royalmcu@macau.ctm.net

O hotel Royal foi inaugurado em 1983 e continua funcionando, (hotel de 5 estrelas) na Estrada da Vitória n.º 2-4, localizado no sopé do Colina de Guia, com vista para o Jardim Vasco da Gama. (1)  Actualmente com 381 quartos e dois restaurantes (“Catalpa Garden” de comida shanghainense e “Fado” de comida portuguesa ) (2)

(1) 皇都酒店– mandarim pinyin: huáng dou jiú diàn; cantonense jyutping: wong4 dou1 zau2 dim3
澳門得勝馬路2-4號 Tel 853 28552222
(2) O restaurante de comida portuguesa chamava-se aquando da abertura do hotel:  “Restaurante Vasco da Gama
Anteriores referências ao Hotel Royal Macau:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/07/19/os-novos-hoteis-de-macau-em-1983/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/11/02/caixa-de-fosforos-disco-royal/

Amor, guerra, vício, sexo, ópio, religião, etnias, costumes e famílias atravessam as páginas de O Rio das Pérolas (Bertrand), de Isabel Valadão. (1) A autora decidiu escrever sobre a cidade onde viveu entre 1983 e 1986 -narrativa sobre “o papel subalternizado da mulher” na sociedade chinesa, O Rio das Pérolas segue os destinos de Mei Lin e Luísa, duas raparigas que farão percursos muito diferentes numa cidade atravessada pelos resquícios da II Guerra Mundial. À distância de muitos anos e quilómetros, Isabel Valadão conta que foram as leituras acumuladas a ajudar na construção da Macau que encontramos no livro, cidade à qual nunca regressou mas que nunca esqueceu.”
Ver a reportagem do jornal Ponto final suplemento literário “Parágrafo” de 28 de Julho de 2017de com a escritora em file:///C:/Users/ASUS/Downloads/PFL%2320%20final%20(1).pdf
e entrevista a CASTRO, Isabel no jornal «hojeMacau» 11 de Julho de 2017
https://hojemacau.com.mo/2017/07/11/isabel-valadao-autora-de-o-rio-das-perolas-as-palavras-sao-o-que-restara-de-nos/
Maria e Mei Lin podiam ser duas pessoas diferentes. Na verdade, são duas facetas da mesma mulher. Quando Mei Lin, uma menina irreverente, com grandes sonhos, foge do convento e das freiras que a criaram para não se ver condenada a uma vida sem fulgor, predestinada por outros, estava longe de imaginar que a sua escolha a precipitaria para o submundo das casas de ópio e de prostituição de Macau. Mas o destino prega-lhe uma partida e Mei Lin acaba por ser vendida como pei-pa-chai — no fundo, uma escrava sexual. É então que conhece Manuel, filho de uma das famílias portuguesas mais importantes do Território, alguém que lhe pode dar outra vida.
Mas será a nova família capaz de a aceitar? E será que o passado ficou verdadeiramente para trás? Uma viagem por Macau nas décadas de 40, 50 e 60 e pelas contradições da vida num território português às portas da China, no rescaldo da Segunda Guerra Mundial e da guerra sino-japonesa.”
https://www.bertrandeditora.pt/produtos/ficha/o-rio-das-perolas/19085592
(1) VALADÃO, Isabel – O Livro das Pérolas. Bertrand Editora, 2017, 248 p. ISBN: 978-972-25-3378-2

Natal qui´iou más lembrá,
Qui más guardá na coraçam,
Sã quelora quiança, tentá
Pesépio, rezá …
Rezá com devoção.
 
Jesus, masqui dormido,
Sinti ta´uvi iou-s´oraçam,
Ta abri Su úvido
Uví … p´alegrá más unga coraçam.
(Repetir)

José dos Santos Ferreira
Poéma Di Macau, 1983

NOTA: para ser cantado ouvindo «WHITE CHRISTMAS», aconselho a voz de Bing Crosby: https://www.youtube.com/watch?v=ZZO5r_5GmtQ

No dia 16 de Dezembro de 1976, o Governador de Macau (José Garcia Leandro) e representantes da concessionária da «Macau (Yat Yuen) Canidrome Co. Ltd.» (澳門逸園賽狗股份有限公司) assinaram no Palácio da Praia Grande, em Macau a escritura da alteração de algumas cláusulas do contrato da exploração de corridas de galgos.
De acordo com as alterações previstas no contrato firmado em 1964 e posteriormente alterado em 1973, a concessão terminava em 31-12-1987. Conforme já estava estabelecido, durante este período da concessão, para além de outras disposições, a sociedade obrigava-se a pagar até ao final do presente contrato a renda anual de um milhão e 500 mil patacas. A partir de 1-1-1978 até 31-12-1987, a renda anual terá um adicional de duzentas e cinquenta mil patacas. A partir de 1-1-1983 até 31-12-1987, a renda anual passaria a ter um adicional de 500 mil patacas.
Ainda de acordo com o documento assinado, a «Macau (Yat Yuen) Canidrome Co. Ltd» obrigava-se a realizar, em cada ano de exploração, o mínimo de 125 sessões e de dez corridas por cada sessão, considerando-se uma sessão equivalente a um dia de corridas.. No contrato anterior a concessionária comprometia-se a realizar anualmente o mínimo de 100 sessões. (1)
NOTA: As corridas de cães iniciaram-se em 1932 mas foram suspensas em 1936. Após várias tentativas para o seu reinício, só após aprovação dos estatutos do denominado “Canídromo Clube de Macau» em 16-03-1963 (Boletim Oficial n.º 11), voltaram as ocorridas de galgos em 28 de Setembro de 1963 (sob o contrato de Agosto de 1961 com a empresa «Kun Pha») ( SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 5, 1998)
O contrato que está em vigor será o último pois foi decisão do Governo da RAEM acabar com as corridas de galgos em Macau tendo estendido a concessão da licença somente até Julho de 2018.
Ordem Executiva n.º 76/2016, Delega poderes no Secretário para a Economia e Finanças, como outorgante, na escritura pública de prorrogação do prazo até 20 de Julho de 2018 e alteração do contrato de concessão celebrado entre a Região Administrativa Especial de Macau e a Companhia de Corridas de Galgos Macau (Yat Yuen), S.A., para a exploração, em regime de exclusivo, das corridas de galgos.
(1) Extraído de «MACAU B. I. T», Vol. XI, 9-10, 1976.
Anteriores referências ao Canídromo
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/canidromo/