Archives for posts with tag: Década de 80 (séc. XX)

Relógio de mesa, oferta do BNU na década de 80 (século XX) de formato cilíndrico, comprimento máximo (superior): 5,5 cm e menor (inferior): 3 cm
Mostrador na parte superior, circular de 3 cm de diâmetro, protegido por um plástico, com as letras “BNU” e  “大西洋銀行 (1)
Base inferior de forma ovalada (4 cm x 3 cm)
(1) 大西洋銀行 – Daxiyang Yinghang (Banco do Grande Reino do Mar do Ocidente)
Em cantonense jyutping: Daai6 sai1 joeng4 ngan2 hong4

sacos-comerciais-soi-cheong-lga-iSaco comercial mais recente (década de 80 do século XX)

Idêntico saco comercial de plástico comparado ao anterior publicado na postagem (1), com alterações (ligeiras) que mostram a evolução do “marketing” deste estabelecimento – agência comercial, mercearia e casa de câmbios – que ficava na Avenida Almeida Ribeiro n.º 3, mesmo na esquina para a Calçada Oriental, desde a década de 30 (século XX).

sacos-comerciais-soi-cheong-lga-iiSaco comercial mais antigo, apresentado em  (1) (década de 60? ou 70? do século XX)

sacos-comerciais-soi-cheong-lga-iiisacos-comerciais-soi-cheong-lga-ivEm relação ao anterior saco, (1) o que apresento hoje, é mais recente pois além do número de telefone e endereço (como no anterior), acrescentou-se o n.º do Fax: 314083

sacos-comerciais-soi-cheong-lga-vO outro lado do saco
sacos-comerciais-soi-cheong-lga-viO outro lado do saco anterior (1)

sacos-comerciais-soi-cheong-lga-viiAcrescentou-se o aviso da D. S.S. “O TABACO FAZ MAL À SAÙDE”
Sobre este estabelecimento, ver anteriores referências em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/06/06/anuncios-soi-cheong-1950-e-1966/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/07/23/saco-de…soicheong/amp/
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/01/11/saco-comercial-soi-cheong-lda/

De 15 a 21 de Março (Dia Mundial da Floresta) de 1982 realizou-se a «SEMANA VERDE DE MACAU“. Na sequência do dia Mundial da Floresta /Dia Mundial da Árvore de 1978 (1), António Estácio no seu artigo na Revista «Macau» (2) refere:
Em 1982 e na sequência de uma deslocação à Nova Zelândia no ano anterior, a fim de participarmos na 15.ª Assembleia Geral da União Internacional para a Conservação da Natureza (UCN), decidimos organizar uma série de acções que não circunscrevessem apenas ao dia 21 de Março mas pelo contrário, ganhassem uma maior dimensão temporal, com a particularidade de se iniciarem a 15 de Março e terminarem, precisamente, no Dia Mundial da Floresta, altura em que se atingiria o culminar de uma campanha de sensibilização cujo objectivo era, e é, a necessidade de se defenderem e valorizarem as Zonas Verdes, nomeadamente, as do território.
Com entusiasmo lançámo-nos ao trabalho e em pouco mais de um mês e meio estavam assegurados apoios de entidades oficiais e privadas que permitiram a implementação de uma campanha com 17 acções diferenciadas e que designámos por «SEMANA VERDE DE MACAU».
Das 17 acções diferenciadas propostas para o ano de 1982, com um total de 53 repetições, tiveram 100 % de concretização e um custo aproximado de $ 4.000,00 (MOP). (2)
(1) Ver
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/03/21/noticia-de-21-de-marco-de-1978-dia-mundial-da-arvore/
(2) ESTÁCIO, AntónioOs Reflexos do «Desenvolvimento» Incorrecto, in «MACAU», 1988.
As fotografias foram retiradas do artigo inserido na revista «Macau»
Referências anteriores ao Eng.º António Estácio em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-estacio/
Referência à «Semana Verde» de 1988 em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/03/15/noticias-de-15-21-de-marco-de-1984-e-1985-autocolan-tes-iii-e-iv-semana-verde-de-macau/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/07/13/anuncio-semana-verde-88/

peca-de-vestuario-t-shirt-dos-s-s-m-ipeca-de-vestuario-t-shirt-dos-s-s-m-ivCamisola “T shirt” (XL) utilizada pelo Grupo Desportivo dos Serviços de Saúde nas competições desportivas na década de 80 (século XX).

peca-de-vestuario-t-shirt-dos-s-s-m-ii

peca-de-vestuario-t-shirt-dos-s-s-m-iii

caixa-de-fosforos-guia-lounge-city-bar-i

Caixa de fósforos (dimensões: 5,5 cm x 3, 5 cm x 0,8 cm) do Bar “GUIA LOUNGE” que estava na Travessa do Padre Soares, na década de 80 (século XX).

caixa-de-fosforos-guia-lounge-city-bar-iiGUIA LOUNGE   CITY BAR

Do outro lado,
caixa-de-fosforos-guia-lounge-city-bar-iii 東望洋扒房   酒廊

東望洋扒房mandarim pīnyīn: dōng  wàng yáng bā fáng; cantonense jyutping: dung1 mong6 joeng4 paa4 fong2
酒廊mandarim pīnyīn: jiǔ láng; cantonense jyutping: zau2 long4

caixa-de-fosforos-guia-lounge-city-bar-ivTRAVESSA DO PADRE SOARES NO. 1 – 15
Telefone: 86366, 82370

caixa-de-fosforos-guia-lounge-city-bar-v

postal-a-14-macau-acacia-rubra-em-florPostal A-14 da série “MACAU” (photo: Fred Conde) , edição de “Exclusive Distributor: TCL Lda.”. Provável da década de 80 (século XX).

Acácia Rubra tree in blossom
Acácia Rubra em flòr

A Acácia Rubra estava (está ??) na parada exterior do Quartel de S. Francisco.
postal-a-14-macau-acacia-rubra-em-flor-verso
Acácia Rubra (Delonix regia), (1) também chamada em português flamboiã, flamboaiã (2)  é uma árvore da família das leguminosas (Fabaceae). É nativa das florestas do oeste e norte da ilha de Madagascar, no Oceano Índico, tendo-se em seguida espalhado pela zona tropical da África continental, sendo posteriormente, por sua beleza, levada a outros continentes, como a Europa e as Américas.] Por sua beleza, é uma das plantas mais usadas com fins ornamentais em regiões tropicais e subtropicais de todo o mundo nomeadamente en ruas e praças.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Delonix_regia
(1) Árvore de folha caduca que pode atingir os 15 m de altura. O tronco, um pouco retorcido, apresenta casca acinzentada e áspera. A copa é ampla e apresenta uma forma semelhante ao de um guarda-chuva. Folhas bipinadas de 20-60 cm de comprimento, com 10-15 pares de folíolos oblongos, de ápice e bases arredondados, sésseis, ligeiramente tomentosos; as inflorescências nascem em rácimos e cada flor possui 10 estames com filamentos avermelhados e bases peludas; as flores apresentam 5 sépalas hirsutas e 5 pétalas desiguais, sendo 4 vermelhas e uma branca, tingida de vermelho e amarelo. O fruto (vagem) é plano, castanho e lenhoso quando maduro, pode atingir 40-60 cm de comprimento.Período de floração: julho-setembro.
http://www.cm-funchal.pt/ciencia/index.php?option=com_content&view=article&id=741:acacia-rubra&catid=229:julho=&Itemid=332
(2) Flamboiã e flamboaiã derivam do nome francês «flamboyant», por sua vez oriundo do latim flammare, incendiar. Recebeu esse nome devido ao vermelho vivo característico de suas flores.

Não podia deixar passar também uma notícia deste dia, 1 de Setembro de 1887, relacionada a um edifício histórico -VILA BRANCA – que não sei se vai fazer parte do plano de destruição para futura construção de um novo edifício que irá servir de Bloco Hospitalar destinado às doenças infecto-contagiosas do Centro Hospitalar Conde de S. Januário. De certeza serão demolidos (ou já estarão ?) os edifícios que foram o  Pavilhão de Isolamento e a Farmácia do Hospital de S. Januário – e assim se vão perdendo os lugares de outrora com passado histórico.
01-09-1887 – Pedido feito pelo Chefe de Saúde desta Colónia, Dr. José Gomes da Silva, de aforamento de um terreno junto ao planalto do Hospital de S. Januário para construção duma casa de habitação (1)

ÁLBUM 2005 - Antiga farmácia do Hospital S. JanuárioFoto de 2005 – edifício da antiga farmácia do Hospital S. Januário (traseiras)

VILA BRANCA situa-se na  vertente Sul da Colina de S. Januário onde estão (ou estavam) edificados os pavilhões de isolamento e a farmácia do Hospital de S. Januário, entre o hospital e a Estrada Nova.
A  Vila Branca era a residência do Dr. José Gomes da Silva, que deu à sua casa o nome de sua esposa.
Gomes da Silva nasceu no Porto  em  1853  sendo filho de Joaquim Gomes da Silva e de Ana Rosa Gomes da Silva. Casou com Branca Chaves nascida em Bordeaux, França, em 1851, sendo filha de João José Lopes e de Casimira Esperança Douguel Branca. Formou-se na Escola Médica do Porto.
O Dr Gomes da Silva faleceu na Vila Branca, no posto de coronel-médico, a 1 de Novembro de 1905, (2) com 52 anos de idade, 22 dos quais passados  em Macau, sendo chefe do Serviço de Saúde desde 1884; foi ele também o 1.º reitor do Liceu de Macau, inaugurado no extinto convento de S. Agostinho a 28 de Setembro de 1894. Sua esposa, Branca Chaves Gomes da Silva, faleceu na Vila Branca a 9 de Dezembro de 1895, com 44 anos de idade, deixando 11 filhos.
O Dr. Gomes da Silva foi também, botânico, músico, jornalista e professor além do liceu, no Seminário
A  vila Branca foi comprada pelo Governo em 1917, por ocasião da epidemia da varíola para isolamento dos variolosos; em 1919, foi lá instalado o serviço de parturientes e puérperas.” (3)
NOTA: Foi dada o nome de «Rua de Gomes da Silva», à rua que começa na Rua da Erva, entre os prédios n.º 29 e 31, e termina na Rua de João de Araújo, entre os prédios n.ºs 22 e 24.

UN de Macau no ano XIV da Revolução -1940 Pavilhão do IsolamentoFoto de 1940 – edifício do Pavilhão de Isolamento (frente e parede lateral direita) do Hospital S. Januário

O edifício do antigo pavilhão de isolamento e o edifício da  farmácia do Hospital de S. Januário, entre o hospital e a Estrada Nova foram restaurados para servir de residência de médicos. Posteriormente à frente do antigo Pavilhão de Isolamento construíram o chamado “Edifício Residencial dos Médicos” dentro do projecto do então novo Centro Hospitalar da década de 80 (século XX).  Na data desta fotografia (1998) estava a residir no primeiro andar, o médico pediatra Dr. Jorge Humberto e família; no rés-do-chão (trás) o médico dermatologista e Director dos Serviços de Saúde, Dr. Larguito Claro e família e no rés-do-chão esquerdo (à direita na foto) estava a sede da Associação dos Médicos de Clínica Geral de Macau (A. M. C. G.M.)

Vila Branca - 1998Foto de  1998 – edifício do antigo pavilhão de isolamento (frente e parede lateral esquerda) do Hospital S. Januário

(1) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 3, 1995.
(2) Na sessão de 11 de Novembro de 1905 do Conselho Escolar do Liceu, o reitor Dr. Manuel da Silva Mendes «pediu que se exarasse na acta um voto de sentimento pelo fallecimento do sr. dr. José Gomes da Silva, que foi reitor e professor deste lyceu durante o estabelecimento delle nesta colónia, pedindo mais que se desse conhecimento do sentir de todo o conselho à família do finado»
(3) TEIXEIRA, Pe. Manuel – Toponímia de Macau, Volume II, 1997 .