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Referente ao acidente no dia 1 de Maio de 1874 (1) do brigue “Concordia” quando atravessava o golfo de Bengala na sua viagem de Goa para Macau, devido a um ciclone, ficou desmastreado e ficou à mercê das vagas até ao dia 10 quando foi encontrado pelo vapor inglês “Adria” que o rebocou para o porto de Penang. O capitão do vapor inglês W. E.Breege, da Companhia Oriental e Peninsular foi agraciado com a medalha de prata para distinção e prémio concedido ao mérito, filantropia e generosidade, por ter salvo tripulação e passageiros do brigue.

Extraído de «BPMT», XX-44, de 31 de Outubro de 1874

1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2022/05/01/noticia-de-1-de-maio-de-1874-brigue-concordia/

O Boletim Provincial de Macau e Timor, n.º 35, de 29 de Agosto de 1874, informava na “Secção Noticiosa” que a 22 de Agosto (1) (2) o vapor Spark, da «Hong Kong, Macau, Cantão Steam Navigation Co.» com c. de 200 pessoas a bordo, foi atacado por piratas chineses.  Os viajantes eram todos chineses, havendo um passageiro inglês, Mr. Mundy. Parece que transportavam a bordo uma boa quantidade de dinheiro, pois vinham de comerciar. Na tripulação encontrava-se um capitão inglês e dois portugueses (piloto e marinheiro). A descrição do ataque é desenvolvida neste Boletim (3)

(1) 22-08-1874 – O «Spark» da “Hong Kong Macao Canton Steam Navigation» quando vinha de Cantão para Macau, foi saqueado, sendo assassinado o Capitão Mundy e feridos vários portugueses e outros indivíduos”. (3) (GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954)

(2) 22-08-1874 – «The Directory and Chronicle…», 1922

(3) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015, pp. 208 e 212

Extraído de «Gazeta de Macau e Timor», I- 48 de 19 de Agosto de 1873, p. 3

07-03-1872 – O Visconde de S. Januário, capitão de cavalaria e bacharel em matemática, Januário Corrêa de Almeida (ou J. Correia d´Almeida), tomou posse do cargo de Governador para o qual fora nomeado em 19 de janeiro de 1872. Governou até 1874. (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015, p. 200)

Anteriores referências a este governador: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/januario-correa-de-almeida-visconde-conde-de-s-januario/

Extraído de «BPMT», XX-32 de 8 de Agosto de 1874, p. 129
Extraído de «BPMT», XX-32 de 8 de Agosto de 1874, p. 129
Extraído de «BPMT», XX-33 de 15 de Agosto de 1874, p. 139

Postal “Macau World Heritage”, editado pelo “Grupo de Trabalho para a Construção de uma Sociedade Economizadora de Água”, na década de 10 (século XXI), com o lema: “約用 (1 )/ Poupe água / Save water

Verso do Postal: “O Edifício da Capitania dos Portos, construído em 1874 para alojar um regimento indiano oriundo de Goa, era designado anteriormente por Quartel dos Mouros (Soi Si Chong) e foi incluído na lista de Património Mundial da UNESCO em 2005

(1) 約用 – mandarim pīnyīn: yuē yòng; cantonense jyutping: joek3 jung6  

Anteriores referências ao quartel: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/quartel-dos-mouros/

Extraído de «BPMT», XX-28 de 14 de Julho de 1874, p. 114
Extraído de «BPMT», XX-27 de 4 de Julho de 1874, p. 110

NOTA – Algumas notas referentes ao Capitão Elias José da Silva:

“4-06-1874 – O tenente José dos Santos Vaquinhas foi nomeado no dia 4 de Junho de 1874 o 2º Comandante do Posto Militar da Taipa e Coloane, mas foi substituído pelo Capitão Elias José da Silva a 30 de Junho do mesmo ano.” (1)

“30-06-1874 – A portaria n.º 68 nomeia o Capitão Elias José da Silva para o cargo de Comandante Militar de Taipa e Coloane, que então se encontrava vago. Parece ter havido algum problema com o Tenente Vaquinhas (Cfr Portaria n.º 26 de 1874, visto ser necessário ordenar-lhe, por despacho de 30 de Outubro (cerca de 5 meses depois da publicação da presente Portaria n.º 68) que entregasse o Comando Militar da Taipa e Coloane ao Capitão Elias da Silva.” (1)

Extraído de «BPMT», XX-27 de 4 de Julho de 1874, p. 105

“2-12-1874 – O capitão Elias prendeu um mandarim «por querer exercer autoridade chinesa em terra portuguesa”. (1)

“5-12-1874 – Foi nomeado comandante provisório o 1.º sargento Joaquim Pereira Lusitano em 5 de Dezembro de 1874”. (1)

“10-12-1874 – O Comando Militar da Taipa e Coloane continua a ter problemas, que levam à exoneração, agora do Capitão Elias José da Silva e à nomeação interina, na mesma data do tenente José Procópio Martins Madeira para o referido lugar”. (1)

(1) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015, pp. 211, 215 e Volume IV, 2015, pp. 66-67.

Outra publicação (1) do Vice-Almirante Pedro Fragoso de Matos, (2) com o título de “O Maior Tufão de Macau”, de Novembro de 1985, de 30 páginas.

CAPA

Acerca do naufrágio da Escuna «Príncipe D. Carlos» e Canhoneira «Camões» em Macau, em 1874, refere o autor (p. 6):

 “Naturalmente, que conhecedor do Extremo-Oriente fui, desde logo, levado a considerar que aquele sinistro marítimo deveria ter sido causado pelo perigoso inimigo dos marinheiros e dos pescadores do Mar da China – o temível tufão – que, em determinadas épocas do ano – Junho a Outubro – assola com grande violência os portos de Macau e de Hong Kong. Assim, consultando vários livros e muita documentação manuscrita coeva, existente no Arquivo Geral da Marinha, foi-nos possível verificar que no ano de 1874, o porto de Macau foi assolado por um fortíssimo tufão, o mais devastador de todos os tempos, com extraordinários prejuízos, tanto no mar como em terra, como adiante se constatará. (…) ” (3)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2022/04/25/leitura-accao-naval-portuguesa-contra-os-piratas-no-mar-da-china/

Contra Almirante Pedro Fragoso de Matos, Comandante da Escola Naval

(2) MATOS, Pedro Fragoso de – O Maior Tufão de Macau, composto e impresso nas oficinas da Editorial Minerva, Novembro de 1985, 30 p., 22,5 cm x 15,5 cm x 0,1 cm. Separata dos Anais do Clube Militar Naval n.º 7 a 9 de Julho/Setembro de 1985.

Adquirido na I Feira do Livro de Macau, organizada pelo Instituto Cultural de Macau, em Lisboa no Forum Picoas de 12 a 18 de Dezembro de 1988.

Canhoneira «Camões»

(3) «Na noite de 22 para 23 de Setembro do corrente ano, o maior tufão de que há memória não só em Macau, mas nestas paragens, destruiu a maior parte desta cidade, bem como as povoações das Ilhas da Taipa e de Coloane… (B.O. n.º 41/26-9-1874)

“1874 (22 de Setembro) – Grande ciclone em Macau, causando numerosos prejuízos e desgraças, tanto no mar como em terra, e morrendo centenares de pessoas. No porto da nossa colónia afundaram-se alguns navios e entre eles a escuna de guerra «Príncipe D. Carlos» que se perdeu totalmente, e a Canhoneira «Camões». A escuna «Príncipe D. Carlos» era comandada pelo primeiro-tenente Vicente Silveira Maciel e fora lançada ao mar em1866, a canhoneira «Camões» fora lançada ao mar em 1865 e era comandada pelo segundo-tenente José Maria Teixeira Guimarães“ (Efemérides da Marinha Portuguesa, constantes da «Lista da Armada» de 1900 in p. 9 desta separata)

“(…) Entre os europeus há a lamentar a perda de três praças do Batalhão, mas entre os chinas e, principalmente no mar, há milhares de vítimas. Os edifícios públicos ficaram muito deteriorados e alguns destruídos de todo. A maior parte das casas da Praia Grande foram destruídas ou muito prejudicadas pela violência do choque das vagas. Muita artilharia das fortalezas do litoral foi arrastada para o mar depois de destruídas as muralhas. (…) A Escuna «Príncipe D. Carlos» foi perder-se a 12 milhas de Macau, jazendo desconjuntada nuns campos incultos a grande distância do Mar. A «Camões» foi também encalhar em sítio onde nunca houve navegação. Salvaram-se felizmente as tripulações. A «Tejo» conservou-se admiravelmente nas suas amarrações  e não sofreu prejuízos» (B.O. n.º 41/26-09-1874)

Anteriores referências a este tufão em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/09/22/noticia-de-22-de-setembro-de-1874-o-maior-tufao-da-historia-de-macau-i/

Por ocasião do Duplo Centenário da Independência e da Restauração de Portugal foi o velho edifício do Leal Senado (1) completamente restaurado e inaugurado a 2 de Junho de 1940. Reaberta e benzida a capela dedicada a Santa Catarina de Sena que, noutros tempos, era destinada ao serviço divino, antes de cada sessão. (2) O restauro deveu-se ao Engº Valente de Carvalho. (3)

Padre Teixeira refere a propósito deste data (4): “Data em que foi benzida a Capela da sua Padroeira, N. Sra. da Conceição; está, ainda nessa Capela, a estátua de S. João Baptista, que também é padroeiro da Cidade.”

George Smirnoff – Vestíbulo do Leal Senado, aguarela, 1945

(1)  “1784 – Neste ano, constrói-se o Leal Senado, sendo o projecto da autoria do Pe. Fr. Patrício de S. José e custando a obra 80 000 taéis. Ljungstedt descreve este edifício:

“O edifício público, em que o governo tem as suas sessões, é designado pelo nome de Casa do Senado; tem dois andares; a base é de granito e o resto de cal e tijolo, bem como os pilares. Nestes apenas se vêem caracteres chineses, significando a solene cessão do lugar pelo Imperador da China, ou seja, ou seja a concessão de Macau aos portugueses. O entabelamento assenta sobre colunas e a cornija é ornamentada vasos de porcelana vidrada. Por cima das portas, as Armas de Portugal e no arco a legenda: “Cidade do Nome de Deus”, etc.

No Salão Nobre, há a capelinha de N. Sra. Da Conceição, onde os senadores ouviam missa antes das sessões. O tufão de 1874 danificou muito o edifício; na reconstrução que se fez em 1876 são de notar «não só os melhoramentos de materiais empregados, mas a simplicidade e o bom gosto da architectura moderna, que na fachada principal representa». No Duplo centenário da Independência e Restauração de Portugal foi restaurado todo o edifício e inaugurado a 2-6-1940”. (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Vol. I, 2015, p. 309).

(2) GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954.p.104

(3) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Vol. III, 2015, p. 264, 

(4) TEIXEIRA; P. Manuel – Toponímia de Macau, Volume I, pp.62-63

Veja-se: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/11/29/leitura-o-leal-senado-da-camara-de-macau/

Extraído de «BPMT»,  XX-20 de 16 de Maio de 1874, p.78

Extraído de «BPMT»,  XX-20 de 16 de Maio de 1874, p.78
Extraído de «BPMT», XX-21 de 25 de Maio de 1874, p. 84.