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No dia 19 de Dezembro de 1909, realizou-se uma récita de caridade realizada no Teatro D. Pedro V, pelo «Grupo de Amadores», (1) sob a direcção de Constâncio José da Silva, em que se representaram 4 comédias. A Comissão do Grupo, compunha-se do coronel Fernando José Rodrigues, presidente (2); major Joaquim Augusto dos Santos, secretário (3); António A. Pacheco, tesoureiro; Aníbal C. Henriques, Conde de Sena Fernandes, (2) C. J. da Silva, Ernesto Álvares, Francisco Xavier Brandão, Gerardo J da Rocha, Henrique Manuel Vizeu Pinheiro (4), Dr. José Maria de Carvalho e Rego (director cénico dessa Academia) (5) e Cap. João de Sousa Carneiro Canavarro.

(1) Teve vários nomes: «Grupo de Amadores» no início, «Grupo de Amadores de Teatro e Música» em 1924, «Academia de Amadores de Teatro e Música» em 1934. (6) As suas récitas, concertos e saraus foram, com raras excepções, dados no Teatro D. Pedro V. Com o rebentar da guerra na Europa em 1939 e no Pacífico em 1941, a Academia entrou em agonia e extinguiu-se placidamente de morte natural. O último presidente foi o brigadeiro Temudo de Vera, gerente da Filial do Banco Nacional Ultramarino em Macau. (TEIXEIRA, P. Manuel – O Teatro D. Pedro V, pp. 33-34).

(2) Fernando José Rodrigues (Funchal 1863- Macau 1926). Assentou praça voluntária no Regimento de Infantaria nº 2, a 26 de Setembro de 1882; promovido a alferes para a guarnição de Macau e Timor a 12 de Maio de 1887; serviu em Timor de 1887 a 1890; transferido para a Guarda Policial de Macau em 1890; capitão em 1893, sendo novamente colocado em Timor; regressou a Macau em 1894; promovido a major em 1902; chefe do Estado Maior de Timor em 1903; chefe do Estado Maior de Macau em 1905; comandante do Corpo de Polícia de Macau em 1907; promovido a coronel em 1909 e passou à reserva em 1911 no posto de general de Brigada. Foi membro do Conselho do Governo de Macau, já reformado por vários anos provedor da Santa Casa da Misericórdia e presidente do Grémio Militar. Possuía várias condecorações. Casou em Macau a 16-06-1894, com Alina Clariza de Sena Fernandes (1868-1941), filha de Bernardino de Sena Fernandes e de Ana Teresa Vieira Ribeiro, condes de Sena Fernandes. Em sua homenagem o Leal Senado decidiu atribuir o nome “Rua do General Rodrigues” (7) a uma das artérias de Macau. (8) Ver:  https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/bernardino-de-senna-fernandes/

(3) Joaquim Augusto Tomé dos Santos 1867 – 1954, militar e administrador colonial português. Filho de Joaquim Tomé dos Santos, Cirurgião Ajudante do Regimento de Caçadores N.º 9, e de Angélica Monteiro, e neto paterno de Manuel Tomé dos Santos e de sua mulher Maria Joaquina de Jesus. Alferes da Guarda Policial de Macau na altura do seu primeiro casamento, em 2 de Outubro de 1890, e Alferes do Quadro Oriental do Ultramar na altura do seu segundo casamento, em 16 de Fevereiro de 1895, progrediu na carreira militar e passou à reforma no posto de Coronel. Foi Governador Interino de Macau por duas vezes (17 de Julho de 1919 a 23 de Agosto de 1919 e 16 de Julho de 1924 a 18 de Outubro de 1925) e era Comandante Militar de Macau quando se deram os graves distúrbios de 1922. (8) https://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Augusto_Tom%C3%A9_dos_Santos

(4) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/henrique-manuel-vizeu-pinheiro/

(5) José Maria Ernesto de Carvalho e Rego, (Porto 1860 – Macau 1917) – Bacharel em Direito, magistrado judicial em Quelimane, Beira, Timor e Macau. Em 1908 radicou-se defensivamente em Macau como procurador administrativo dos negócios sínicos e advogado. Foi também jornalista, redactor do jornal «A Verdade». Casado com Joana Alexandrina Palmeira de Carvalho e Rego (1860 – Macau, 1934). Pai de José da Conceição Ernesto de Carvalho e Rego (1890-1977) (um dos fundadores do Grupo de Amadores de Teatro e Música, em 1924), Fernando Ernesto Palmeira de Carvalho e Rego (1894-1957) e Francisco Ernesto Palmeira de Carvalho e Rego (1898-1960)

 (6) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/09/01/noticia-de-1-de-setembro-de-1934-academia-dos-amadores-de-teatro-e-musica/

(7) Rua do General Rodrigues – começa na Rua de Afonso de Albuquerque, entre o prédio n.º 16 e a Esquadra Policial n.º 3, e termina na Rua do Bispo Medeiros, ao lado do prédio. N.º 25.

(8) FORJAZ, Jorge – Famílias Macaenses, Volume III, Fundação Oriente, Macau, 1996, p. 255. TEIXEIRA, P. Manuel – Toponímia de Macau, Tomo II, 1997, pp. 414-415.

Alfredo Pinto Lelo, (1864 (?) – ?) – advogado e tabelião público de notas, advogado privativo da Filial do Banco Nacional Ultramarino, foi Secretário-geral em Macau e Encarregado da Legação.(1) Foi eleito, em 25-09-1918 deputado pelo círculo de Macau (2)

(1) Apesar da sugestão e insistência de Artur Tamagnini de Abreu da Mota Barbosa, nada foi feito e o Boletim Oficial continuou a ser impresso na Mercantil, até que uma desavença entre o Dr. Alfredo Pinto Lelo (Secretário Geral em Macau e Encarregado da Legação) e Jorge Fernandes levou avante a ideia de Artur Tamagnini de Abreu da Mota Barbosa.

– Uma das suas últimas providências legislativas do governador Álvaro de Melo Machado até ao dia 14 de Julho de 1912- foi a Portaria de 21 de Fevereiro de 1912, que nomeia uma comissão composta por Alfredo Pinto Lelo, Carlos Melo Leitão, Manuel da Silva Mendes, José Maria de Carvalho e Rêgo e Luís Gonzaga Nolasco da Silva para estudar e dar parecer sobre a possível adaptação do decreto acerca da liberdade de imprensa e, ainda, saber se convirá que “o editor de qualquer periódico possa ser indivíduo de nacionalidade estrangeira”. A República precisava de saber com quem tinha de lidar. (Anuário de Macau 1921, p. 100)

(2) “25-09 -1918 – O Dr. Alfredo Pinto Lelo é eleito deputado pelo círculo de Macau. Viaja para Lisboa. É feita a entrega do cartório de tabelionato ao ajudante, Damião Rodrigues, nomeado por Decreto de 13-07-1918. (A. H. M. – F- A. C. P. n.º 552 –S-P)  (SILVA , Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume III, 2015, p. 112)

João Mariano Gracias (1861-1942 (faleceu na sua casa na Rua Central n.º 1), proprietário e advogado provisionário. Gomes da Costa nas sua Memórias, diz que brincou com ele e que ele era «um verdadeiro diabo». Casou em 1889, com Carolina Ana Pereira Colaço

Filho de Vicente Miguel José Gracias (1819-1887), proprietário e vereador do Leal Senado e de Eufrosina Esmeralda dos Reis  (? – 1900) e pai de Vicente José Gracias (1893-1954),  interprete tradutor da Repartição do Expediente Sínico. FERRAZ, Jorge – Famílias Macaenses, II Volume, p. 135

Anuário de Macau 1921, pp II –III- IV

Calendário (plastificado)) (26,5 cm x 21 cm) do Banco Nacional Ultramarino para o ano 2001
Publicita-se (em chinês e português) as várias agências que o BNU tinha (até esse ano) em Macau e Ilhas (11 no total, contando com a Central, na Avenida Almeida Ribeiro, 22 & 38) bem como o Escritório de Representação em Hong Kong e a sua agência em Zhuhai. (1)

Verso do calendário

(1) Zhuhai – 珠海 – cidade chinesa com cerca de 1.560.229 habitantes (dados de 2010), localizada na província de Cantão (Guangdong), no Sul da China e faz fronteira com a Região Administrativa Especial de Macau a sul.

Henrique de Senna Fernandes nas suas memórias de Macau de 1934 descritas nos artigos “Cinema em Macau” , recordava:
“O evento social daquele Outono longínquo foi a inauguração da pastelaria “As Delícias“, dirigida por três senhoras da nossa sociedade, as irmãs Menezes, Celeste e Maria, e Ana Teresa d’Assumpção, mais conhecida por Anita d’Assumpção. “As Delícias” ficava na Avenida Almeida Ribeiro, onde hoje se encontra a Livraria da China fazendo esquina com a Rua Central.
A partir da sua inauguração, em 2 de Outubro, passou a ser apoiada pela melhor sociedade macaense, à hora do chá. Alguém dizia que correspondia em Macau à cafeteria Max de Hong-Kong. Descontando o evidente exagero, “As Delícias” era um local chique e elegante, de encontro e de reunião. Faziam-se toilettes para lá ir e não era de bom tom não o frequentar.
A pastelaria vinha satisfazer uma necessidade. Para quem não tivesse o bilhar e as partidas de “má-jong” e de brídge nos clubes e não permanecesse em casa, à hora da merenda, como se dizia em Macau antigo, o único sítio a ir era o Hotel Central. O Hotel Riviera, no entanto, tinha pruridos a hotel inglês, com as ementas nesta língua e os criados mascavando-a com convicção. Esse pseudo ambiente britânico não se coadunava com a vivacidade latina. Tirando a mesa de café do Dr. Carlos de Melo Leitão, à janela frente ao Banco Nacional Ultramarino, onde se reunia um grupo obrigatório para a cavaqueira, lá por volta das duas e meia da tarde, tudo o mais era inglês ou chinês de Hong-Kong. O “United States”, mais popular e terra-a-terra, não satisfazia os elegantes. Comia-se ali um espantoso “kai-si-fán” (arroz de galinha), muito nutriente, dizia – se, para quem viesse das blandícias da Rua da Felicidade, mas não tinha nada de requintado.
“As Delícias” apresentava um ambiente muito português. Os pastéis e os bolos eram divinos e, por todos os lados, só se ouvia o português. Tornou-se um centro nevrálgico de Macau. Quem quisesse conhecer as novidades da terra, os boatos, o diz-se, era para “As Delícias” que se dirigia. Ali pontificavam os avatares da cidade, os que arvoravam em saber de tudo. A expressão “Ouvi ontem dizer nas Delícias…” obteve foros de sacramental. Quem quisesse contactar com as figuras mais em evidência na terra, tinha que se sentar nas mesas de “As Delícias“. E nessas mesmas mesas, muito namoro e casamento se forjaram. “As Delícias” tinha uma verdadeira cor local, numa cidade muito portuguesa e ainda com ressaibos largos da vida patriarcal dos nossos maiores
Lembramo-nos do nosso primeiro encontro com “As Delícias“. Tínhamos vindo do matagal da Guia, onde fomos construir uma “mina” com companheiros. Mal chegámos a casa, a criada disse que os pais nos esperavam na pastelaria. Esquecemo-nos da apresentação e fomos com os joelhos marcados de terra, a camisa amarrotada. O olhar fulo da mãe gelou-nos. Sentámo-nos embaraçado, mas os pastéis dourados de amêndoa e ovos breve nos fizeram esquecer as agruras. Estávamos com fome e, logo à primeira, metemos todo o pastel na boca, com a voracidade típica da adolescência. Outro olhar fulo da mãe e a reprimenda clássica: “Esqueceste as maneiras que aprendeste”. Esta a primeira recordação de “As Delícias“.” (1)
FERNANDES, Henrique de Senna  – Cinema em Macau (1932-1936). Revista de Cultura N.º 23 (II Série) Abril/ Junho 1995. Instituto Cultural de Macau, pp. 133-170.

Encontrei entre os meus livros um Lai Si – envelope vermelho (1) do Banco da China e no seu interior, uma nota nova (a tradição manda que no Ano Novo Chinês,as notas intoduzidas nestes envelopes sejam novas)  de “10 Patacas”, emissão do Banco Nacional Ultramarino de 1991 com a seguinte numeração: A Q 815568. Certamente, oferta de um familiar mais velho e nos princípios da década de 90 (século XX)

Banco da China, Sucursal Macau
中國銀行     澳門分行 (2)

Dimensões: 12,2 cm x 8.5 cm

FRENTE: 10 PATACAS – 拾圓 (3) – Casa Memorial Dr. Sun Yat-Sen
À esquerda a marca de água com um “junco chinês” À direita, a Casa Memorial do Dr. Sun Yat-Sen (4)
Em cima, à esquerda: “Decreto –Lei n.º 40/91/M  – Boletim Oficial de Macau n.º 27 de 08/07/1991”
Em baixo, ao centro, as assinaturas: “Presidente do Conselho de Administração” e do “Director Geral do Departamento de Macau”, e junto à moldura geral, o logótipo do Banco Nacional Ultramarino
Dimensões 138 x 69 mm
Cores: castanho, verde, azul amarelo. laranja e roxo.
VERSO:
Como ilustração principal, uma vista de Macau da década de 80, incluindo a ponte Macau-Taipa (5) e parte da Baía da Praia Grande e abertura à direita para a marca de água
Cores: castanho, verde, azul, amarelo
Quantidade emitida autorizada até à quantidade de 30 milhões de unidades.
Entrada em circulação: 1992
(1)https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/envelopes-vermelhos-%E5%88%A9%E6%98%AF-%E5%88%A9%E5%B8%82-%E5%88%A9%E4%BA%8B/
(2) 中國銀行 澳門分行 – mandarim pīnyīn: zhōng guó yín háng ào mén fēn háng ; cantonense jyutping: zung1 gwok3 ngan2 haang4 ou3 mun4 fan1 haang4
(3) 拾圓– mandarim pīnyīn: shí yuán; cantonense jyutping: sap6 jyun4
(4) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/casa-memorial-sun-yat-sen/
(5) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/ponte-do-governador-nobre-de-carvalho/

Continuação da digressão do Hóquei Clube de Macau por terras nipónicas (1)
Dia 3 de Maio de 1972 – feriado nacional – dia da nova constituição japonesa.
Terceiro encontro – Selecção de Tóquio contra a Selecção de Macau.

Selecção de Tóquio

Pelas 15.oo horas, começou o encontro a que assistiram muitas e altas individualidades ligadas ao hóquei japonês. Entre os portugueses, encontravam-se o Sr. Amílcar Peres, gerente do B. N. U. de Macau, o Sr. Capitão Raposo e respectivas esposas.
A partida foi renhidamente disputada de princípio ao fim. Embora os japoneses tivessem marcado em primeiro lugar, os macaenses dominaram completamente a situação, vindo a ganhar por 2-1.

As duas selecções, de Tóquio e a de Macau, com os árbitros

(1) Informações do diário de Henrique José Manhão Jr. que relatou esta digressão para o bissemanário católico «O Clarim», reproduzido depois no Boletim de Informação e Turismo.
Anteriores referências deste diário em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/hockey-club-de-macau-hoquei-clube-de-macau/

Mais dois “slides” digitalizado da colecção  “MACAU COLOR SLIDES  – KODAK EASTMAN COLOR)”comprado na década de 60 (século XX), se não me engano , na Foto PRINCESA (1)

O edifício das Repartições Públicas, na Praia Grande, inaugurado no dia 21 de Maio de 1952 (2) e a estátua de Jorge Álvares, do escultor Euclides Vaz, inaugurada a 16 de Setembro de 1954. (3)

O Ministro do Ultramar Sarmento Rodrigues na sua deslocação a Macau em Junho de 1952, acompanhado pelo Governador da província, visitou no dia 20 de Junho de 1952, o Palácio das Repartições Públicas que tinha sido inaugurado no dia 21 de Maio de 1952 e presidiu à inauguração do Tribunal Judicial da Comarca.
Com a progressiva saída das repartições que aí estavam instaladas (Serviços de Fazenda e Contabilidade, Serviços de Administração Cívil e Administração do Concelho), em finais da década de 70 o edifício passou a ter os serviços dos vários tribunais, pelo que normalmente era referido como “O Tribunal” , na década de 80.

O Palácio das Repartições à esquerda (foto tirada provavelmente do edifício D. Leonor), a Avenida Almeida Ribeiro à direita (o Hotel Central, o edifício mais alto).

(1) Ver anteriores slides desta colecção em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/category/artes/
(2) Este edifício denominado Palácio das Repartições Públicas substituiu o antigo Palácio das Repartições que tinha sido construído entre 1872-1874, no mesmo lugar (começou por ser residência de governadores, depois diversos  serviços públicos e mesmo o início do Banco Nacional Ultramarino). Como foi construído de tijolo e madeira, com o tempo, devido à formiga branca e tufões, degradou-se e foi necessário demoli-lo em 1946.O projecto do novo edifício foi de António Lei , de 1949  e conforme regime da altura, estilo monumental com colunas altas em pedra. (4)
Anteriores referências ao Palácio das Repartições
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/06/20/noticia-de-20-de-junho-de-1952-o-palacio-das-reparticoes-publicas-e-o-tribunal-judicial/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/05/21/noticia-de-21-de-maio-de-1951-edificio-das-reparticoes/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/12/10/noticia-de-10-de-dezembro-de-1862-visconde-da-praia-grande/
(3) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jorge-alvares/
(4) Descrição mais pormenorizada, aconselho consulta em:
http://www.hpip.org/def/pt/Homepage/Obra?a=499

Mais uma cédula (1) (danificada, faltando um pequeno pedaço na parte superior e outro menor na parte inferior) do Banco Nacional Ultramarino – Macau, de 20 – vinte avos, de 11 cm x 6 cm de dimensões, com o número 1211047. Autorizado pelo Decreto N.º 35.785 – Lisboa, 6 de Agosto de 1946.
As cédulas de 20 avos foram emitidas em 1942, 1945, 1946 e 1952. A casa impressora foi a litografia ”Hong Kong Printing Press – Hong Kong”, nos anos 194, 1945 e 1946. Em 1952 foi a “Bradbury Willkinson & Co  – Londres”.
Esta cédula de coloração acastanhada com a imagem das “Ruínas de S. Paulo”, tem assinatura do Director da Fazenda (fac-simile) e do Gerente (fac-simile).
Verso de coloração mais arroxeada, com o brasão de armas de Portugal.
(1) Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/category/notafilia/

Mais uma cédula (1), em bom estado de conservação com algumas manchas, do Banco Nacional Ultramarino Macau, este de «50 – CINQUENTA AVOS» (12 cm x 6 cm), com o número: HT 350780H.

Autorizado pelo Decreto n.º 35.785- Lisboa, 6 de Agosto de 1946, foi a última emissão de cédulas com os valores de cinquenta avos (emissões em 1920/1941/1942/1943/1944/1946) (2). Foram emitidas neste valor, 5.000.000

Coloração azulada com imagem dum junco chinês

Inicialmente as emissões de cédulas não eram datadas. A partir de 1946 passaram a apresentar data impressa (emissões de 06/08/1946 e de 19/01/1952)
Esta de 1946 foi assinada pelo Gerente do banco (fac-simile) e pelo Director de Fazenda de Macau (fac-simile)

Verso: coloração diferente, arroxeada com brasão de armas de Portugal

Na sequência da Portaria n.º 5:384, assinada pelo Governador Joaquim Marques Esparteiro e publicado no Boletim Oficial de Macau de 9 de Maio 1953 , estas cédulas foram recolhidas e trocadas por moedas metálicas divisionárias de igual valor.
(1) Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/08/13/papel-moeda-ii-cedulas-do-banco-nacional-ultramari-no-para-macau-um-avo-e-dez-avos/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/07/10/papel-moeda-macau-i/
(2) As emissões desses anos (1920 a 1946) foram impressas em Hong Kong na Litografia «Hong Kong Printing Press (1946) Ltd».

Duas cédulas de DEZ AVOS e uma de UM AVO emitidos pelo Banco Nacional Ultramarino, (1) não datadas (2) e manualmente assinadas (3)

大西洋國海外滙理銀行 (4)

As duas cédulas de DEZ AVOS foram emitidas em 1920 (esverdeada) e a outra com a mesma tonalidade, entre 1941 – 1945 dado que a emissão de 1946 já apresentava a assinatura do Gerente do banco e do Director.

Cédula – DEZ AVOS N.º 122262 (9,8 cm x 5,5 cm) de 1920
Razoável estado de conservação
Cédula – DEZ AVOS N.º 122262 (9,8 cm x 5,5 cm) – verso
Cédula – DEZ AVOS N.º 147788 (9,8 cm x 5,5 cm) de
Razoável estado de conservação, com manchas
Cédula – DEZ AVOS N.º 147788 (9,8 cm x 5,5 cm) – verso
Cédula – UM AVO N.º 707244 (7,4 cm x 4,1 cm)
De cor castanha com assinatura do mesmo gerente (não legível) do publicado em (1), de 1942
Razoável estado de conservação.
Cédula  – UM AVO N.º 707244 (7,4 cm x 4,1 cm) – verso

(1) Denominam-se cédulas os documentos de papel emitidos em representação das moedas metálicas divisionária e de trocos. Na cunhagem destas moedas eram utilizados metais inferiores como o cobre, o níquel ou ligas destes metais tendo geralmente um valor nominal inferior ao real ou intrínseco.
Quando o custo destes metais subiu demasiadamente, como aconteceu durante e depois da I Grande Guerra Mundial (1914-1918) a fim de se evitarem as despesas da cunhagem daquelas moedas recorreu-se, em Portugal, à estampagem de cédulas às quais foi conferido curso legal.
Em 1919, a falta de moeda para trocos provocou em Macau uma situação crítica que levou o Governo do Território a introduzir pela primeira vez, no meio circundante local, este instrumento monetário – as cédulas. Foi então decidido emitir cédulas de 5, 10 e 50 Avos.
As cédulas deixaram de ser emitidas com o aparecimento em 1952 das primeiras moedas privativas de Macau e assim progressivamente foram recolhidas todas até 1953.
(Emissões de Papel-Moeda do banco Nacional Ultramarino Para Macau. Banco Nacional Ultramarino SA e Chaves Ferreira, Publicações, SA, 1997, 270 p., ISBN 972-9402-33-7)
(2) Inicialmente as emissões de cédulas não eram datadas, só a partir de 1946 passaram a apresentar data impressa.
(3) As primeiras emissões de cédulas  assinadas pelo Gerente da Filial do Banco Nacional Ultramarino em Macau, foram as de 1920 manuscrita e as seguintes com chancela, como estes exemplares.
(4) – 大西洋國海外滙理銀行 – Daxiyangguo (大西洋國- Grande Reino do Mar do Ocidente); 海外–Haiwai (ultramarino); 滙理- Huili (câmbio);   銀行- Yinghang ou mais conhecido como 大西洋銀行 – Daxiyang Yinghang ( Banco do Grande Reino do Mar do Ocidente)
Em cantonense jyutping: Daai6 sai1 joeng4 gwok3 hoi2 ngoi6 wui6 lei5 ngan2 hong4
Sobre Banco Nacional Ultramarino e um outra nota de UM AVO (N.º 360440) já publicado ver:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/banco-nacional-ultramarino/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/07/10/papel-moeda-macau-i/