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Extraído de «BPMT», XV-3 de 18 de Janeiro de 1869, p. 13

A expedição comandada pelo capitão António Joaquim Garcia que embarcou na corveta Sá de Bandeira, para Timor, tinha como missão “castigar os revoltosos timorenses de Cova”. Ver anterior referência em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/03/29/noticia-de-29-de-marco-de-1887-chegada-a-timor-do-governador-interino-antonio-joaquim-garcia/

No dia 5 de Novembro de 1869, regressou a Macau o Governador António Sérgio de Souza (governo de 3 de Agosto de 1868 a 22 de Março de 1872) de volta de Hong Kong para onde tinha ido no dia 2 a fim de cumprimentar o príncipe Alfredo, Duque de Edimburgo (1) (primo do Rei Português D. Luís) e assistir à recepção oficial, representação teatral e baile em honra do príncipe.

Extraído de «BPMT», XV-45 de 8 de Novembro de 1869, p. 203

O Duque Alfredo de Inglaterra visitou Macau, vindo de Cantão no dia 9 de Novembro (estadia de 1 dia) (ver para postagem no dia 9 de Novembro)

Duke of Edinburgh, Alfred Ernest Albert, Sydney, ca. 1868, por Montagu Scott

(1) Alfred Ernest Albert (1844 – 1900) foi proclamado Duque de Edimburgo em 1866 até ser duque de Saxe-Coburg e Gotha de 1893 a 1900 (herdado do seu tio Ernesto II do Imperio germânico). Segundo filho da Raínha Victoria e Príncipe Alberto de Saxe-Coburg e Gotha. Fez carreira militar na Marinha inglesa, atingindo o posto de “Admiral of the Fleet” e entre outros cargos (Commander-in-Chief, Plymouth; Mediterranean Fleet, Channel Fleet; Admiral Superintendent of Naval Reserves, Malta), foi capitão do navio “HMS Galatea” e com este navio visitou Hawai em 1969 e depois Nova Zelândia (1.º membro da família real a visitar este país) com desembarque em Wellington em 11 de Abril de 1869. Foi depois ao Japão sendo o primeiro príncipe europeu a visitar este país (em 4 de Setembro de 1869, foi recebido pelo então adolescente imperador Meiji em Tóquio) e passou por Hong Kong, Cantão e Macau (um dia) em Novembro, para em Dezembro estar na Índia onde permaneceu três meses. https://en.wikipedia.org/wiki/Alfred,_Duke_of_Saxe-Coburg_and_Gotha

The Galatea, in Hong Kong harbour, carrying H. R. H. The Duke of Edinburgh. Iconographic Collections Keywords: John Thomson; john thompson; Water; J. Thomson; China; Landscape”(2)  in https://en.wikipedia.org/wiki/Alfred,_Duke_of_Saxe-Coburg_and_Gotha

(2) John Thomson (1837-1921) um dos primeiros fotógrafos a viajar para o oriente, estava em Hong Kong desde 1868 (ficou cerca de 4 anosneste território) tendo registado este visita real com fotografias a pedido do capelão colonial anglicano,  William Beach, para figurar num livro/álbum (3) comemorativo da visita e cuja receita foi para construção do novo coro da Catedral de St. John, em Hong Kong. https://www.princeton.edu/~graphicarts/2011/12/john_thomson_in_hong_kong.html

(3) John Thomson (1837-1921) and Rev. William R. Beach, Visit of His Royal Highness the Duke of Edinburgh, K.G., K.T., G.C.M.G., to Hong kong in 1869: Compiled from the Local Journals, and Other Sources (Hong kong: London: Printed by Noronha and Sons, Government Printers; Smith, Elder and Co., 1869).

NOTA: está disponível a série de fotos que John Thomson realizou dessa visita em: https://commons.wikimedia.org/wiki/Category:1869_Duke_of_Edinburgh%27s_visit_to_Hong_Kong

Ver anteriores referências a este fotógrafo neste blogue em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/john-thomson/ .

Notícia das comemorações, em Macau, do aniversário natalício do rei D. Luiz I, publicada no jornal “O Independente” de 6 de Novembro (1) que originalmente (na sua maior parte) foi retirada do “Boletim da Província de Macau e Timor”. (2)   

Extraído de «O Independente», Vol. I, n.º 10 de 6 de Novembro de 1868, p. 88
Rei D. Luís I, 1862

NOTA: D. Luís I (Lisboa, 31 de outubro de 1838 – Cascais, 19 de outubro de 1889), apelidado “o Popular”, foi o Rei de Portugal e Algarves de 1861 até à sua morte. Era o segundo filho da rainha D. Maria II e seu marido, o rei D. Fernando II, tendo ascendido ao trono após a morte prematura do seu irmão mais velho, o rei D. Pedro V. https://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_I_de_Portugal

Ver anterior referência em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/10/31/noticias-31-de-outubro-de-1872/

(1) «O Independente», Vol. I, n.º 10 de 6 de Novembro de 1868, p. 88

(2) «BPMT» XIV-44 de 2 de Novembro de 1868, p. 202

Este episódio da canhoneira a vapor «Camões» ao comando do Capitão-Tenente Gregório José Ribeiro que foi no dia 25 ou 26 (fontes diversas) de Setembro de 1869 (já relatado por outros jornais, em anterior postagem neste blogue) (1) enviada até à ilha dos Ladrões, à procura do barco que, atacara a barca da Confederação Germânica do Norte, mereceu um apontamento no jornal de «O Independente», nesse ano, publicado em Hong Kong (2).

«O Independente» Vol I – 4 de 9 de, Outubro de 1869, pp.29-30

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/09/25/noticia-de-25-de-setembro-de-1869-mais-pirataria/

(2) Extraído de «O Independente» (publicado em Hong Kong), Vol I – 4 de 9 de Outubro de 1869, pp.29-30

Em 24 de Fevereiro de 1868, o aterro do rio, para o lado da Barra, achava-se já unido ao aterro do Pagode chinês, de modo que as povoações da Barra e Patane ficaram em comunicação pela estrada marginal (1)

Manuel de Castro Sampaio, no seu livro “Os Chins de Macau” (1867) informa (2): “Uma das primeiras povoações fica próxima da fortaleza da Barra e é por isso chamada Povoação da Barra. A outra acha-se na encosta outeiro da Penha, onde está a fortaleza do Bom Parto, e onde se encontram as mais lindas chácaras de Macau. Esta é conhecida pelo nome de Tanque-Mainato, nome derivado de um tanque de lavadeiros ou mainatos, como lhes chamam no paiz. As outras três povoações são denominadas de Patane, de Mong-ha e de S. Lázaro. Patane é de todas as cinco a mais importante, pela sua industria fabril e pelo seu comercio, principalmente, em madeiras de construção. Esta fica no litoral do porto interior, tendo Mong-ha do lado oposto, onde existe a maior parte dos agricultores e onde há alguma industria e comercio, como em todas as outras povoações, excepto a do Tanque-Mainato, onde pouca industria e nenhuma comercio há, por ser um povoado insignificante. A Povoação de S. Lázaro, que está em continuação  da cidade cristã, é onde principalmente habitam os chins que não tem abraçado o christianismo. Nesta povoação há além da Igreja de S. Lázaro que é o mais antigo templo de Macau, uma pequena capella a cargo de um sacerdote catholico, que se dedica a catechese”. (3)

Miguel Aires da Silva (4) concessionário das obras do cais e aterro, foi o homem que se abalançou à terragem da marginal do Porto Interior, ficando as obras concluídas em 4 de Março de 1881. (3)

Em 17 de Janeiro de 1873, o Governador Januário de Almeida, Visconde de S. Januário, ordenou a execução da primeira fase do alargamento do aterro marginal do Porto Interior e simultânea regularização do regime da corrente do rio, numa extensão de 160 metros, desde a Fortaleza da Barra até à Doca de Uóng-Tch´oi. (5)

NOTA: José Maria de Ponte e Horta governou Macau de 26-10-1866 a 16-05-1868. O Vice almirante Sérgio de Sousa chegou a Macau a 1-8-1868, tomou posse do governo a 3 de Agosto de 1868 e governou até 23 de Março de 1872, sucedendo o Visconde de S. Januário Correia de Almeida que governou de 23 de Março de 1872 a 7 de Dezembro de 1874. Na toponímia de Macau a Rua do Almirante Sérgio começa na Rua das Lorchas, a par da rua do  Dr Lourenço Pereira Marques e ao lado da Praça de Ponte e Horta e termina no Largo do Pagode da Barra

(1)

«Boletim da Província de Macau e Timor» , XIV-8 de 24-02-1868, p.45

(2) Sobre Manuel de Castro Sampaio, ver anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/manuel-de-castro-sampaio/

(3) TEIXEIRA, P. Manuel – Toponímia de Macau, Volume I, 1997,p 403

(4) Sobre Miguel Aires da Silva, ver anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/miguel-aires-da-silva/

(5) GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954

O Governador de Macau, vice almirante António Sérgio e Sousa (1) foi convidado a assistir ao baile dado pelo Governador de Hong Kong, Sir Richard Graves MacDonnell (2) no seu palácio, pelo que se deslocou a essa colónia no dia 15 de Fevereiro de 1869, tendo estado até 18 de Fevereiro, após ter assistido às corridas dos cavalos.

Extraído do semanário “O Independente” I- 26 de 26 de Fevereiro de 1869, p . 229

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-sergio-de-sousa/page/2/

(2) Sir Richard Graves MacDonnell (麥當奴), governador de Hong Kong de 11 de Março 1866 a 16 de Abril 1872 https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/sir-richard-g-macdonell-1814-1881

No dia 25 de Agosto de 1868,  jantar em família,  dado pelo governador, António Sérgio de Sousa (tomou posse a 3 de Agosto desse ano) comemorativo do aniversário da tomada do forte de Passaleão, estando presentes alguns chefes de repartições e Vicente Nicolau de Mesquita.

Extraído do jornal “O Independente” Vol I -1, 1868.

25 DE AGOSTO DE 1910 – SOLENAS EXÉQUIAS DE VICENTE NICOLAU DE MESQUITA
A reabilitação do coronel Mesquita (falecido a 20 de Março de 1880) no foro eclesiástico (o coronel Mesquita nos derradeiros da sua vida, praticou os crimes de homicídio à sua mulher e filha e suicídio) fez-se em 1910 por decisão de D. João Paulino d´Azevedo e Castro, Bispo de Macau (Sentença proferida a 25 de Junho de 1910) que reabilitou a memória do coronel julgando-o irresponsável pela tragédia de 20 de Março.
“Promovidas pela comissão Mausoléu a Mesquita celebraram-se com muita pompa na Sé Catedral desta cidade em 25 de Agosto (de 1910) as solenes exéquias por alma do coronel Vicente Nicolau Mesquita, o heroico defensor de Macau e ilustre filho desta terra que há mais de trinta anos se achava privado dos sufrágios da Igreja.”
(TEIXEIRA, P.e Manuel Teixeira – Vicente Nicolau de Mesquita, 1958 p. 64)
No dia 28 de Agosto de 1910 realizou-se a transladação dos restos mortais do coronel Mesquita, da Sé Catedral de Macau (onde estava desde o dia 25 de Agosto após as solenes exéquias por alma do coronel, reabilitado pela igreja, nesse ano de 1910) para o Cemitério de S. Miguel.
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/08/28/noticia-de-28-de-agosto-de-1910-transladacao-dos-restos-morais-do-coronel-mesquita/

Extraído de «O Independente», Vol I- 46 de 20 de Julho de 1869, p. 407

No dia 25 de Junho de 1869, reuniram-se na baixa da serra da Guia, o Leal Senado e todas as corporações desta cidade, por convite do governador António Sérgio de Sousa. Este sítio é o lugar até onde chegaram as tropas holandesas que atacaram Macau em 1622, e está assinalado por duas colunas que ali se acham erigidas. A reunião teve por fim dar um caracter solene à inauguração dos trabalhos para a feitura de um largo naquele sítio, que se denominará Campo da Victoria, devendo ali ser colocado o monumento que o Senado mandou fazer na Europa. O governador dirigiu por esta ocasião algumas palavras no Leal Senado, alusivas ao heroico feito das nossas armas, que ali tivera lugar, medindo-se e marcando- se depois o terreno, e sendo por último inaugurados os trabalhos pelo governador e presidente do Leal Senado.

Extraído de «O Independente»,  I-44 de 2 de Julho de 1869, p. 387

Monumento do Campo da Victoria ou dos Arrependidos Sítio onde os holandeses foram vencidos em 24 de Junho de 1622 (Segundo uma foto do Dr. Albano de Macgalhães) TSYK. Série I. Vol I e II, 1899-1900 p. 87

Extraido de «O Independente» I-41 de 11 de Junho de 1869, p. 356

O Governador de Macau era António Sérgio de Sousa. https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-sergio-de-sousa/

Anton Freiherr von Petz (1819 – 1885) – oficial da marinha austríaca. Serviu na Marinha Imperial e Real Austro- Húngaro, alcançando o posto de Vice-almirante, devido ao papel heroico que teve durante a Batalha de Lissa, em 1866, comandando a 2ª Divisão austríaca contra os italianos em muito maior número. Mais tarde, em 1869, chefiou a embaixada austríaca que empreendeu uma expedição ao Extremo Oriente onde negociaram tratados de comércio com o Siam, Japão e China. https://clever-geek.github.io/articles/7462803/index.html https://en.wikipedia.org/wiki/Anton_von_Petz https://pt.qwe.wiki/wiki/Battle_of_Lissa_(1866)

A canhoneira britânica “Banterer” terá sido construído em 1855 para a empresa “W & H Pitcher, Northfleet”- Ao serviço da marinha real inglesa , ficou danificado (afundado?) no ataque da marinha inglesa ao forte de Dagu (Taku) no rio Hai (Peiho) em TienTsin no dia 25 de Junho de 1859. Foi recuperado, mantendo-se em serviço em Hong Kong até ser vendido nesta cidade a particulares em 30 de Dezembro de 1872. https://en.wikipedia.org/wiki/Albacore-class_gunboat_(1855