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Extraído de «BPMT», XV – 24, de 14 de Junho de 1869, p. 120

NOTA I – Anton Freiherr von Petz (1819 – 1885) oficial da marinha real e imperial austríaca, atingindo o posto de vice-almirante; cavaleiro da Ordem Militar de Maria Teresa. Como comandante do navio Kaiser, é considerado herói da batalha de Lissa, em 1866. (1) Em 1869, como Ministro plenipotenciário da Áustria à China efectuou uma expedição a Asia e América do Sul. (https://en.wikipedia.org/wiki/Anton_von_Petz).

(1) https://en.wikipedia.org/wiki/Battle_of_Lissa_(1866)

NOTA II – Era governador, António Sérgio de Sousa (1868-1872) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-sergio-de-sousa/

Extraído de «BPMT», XV-8 de 22 de Fevereiro de 1869, p. 45

O governador de Macau era António Sérgio de Sousa. (1) Esta mesma visita já foi referida em anterior postagem neste blogue, notícia proveniente doutro jornal, o semanário “O Independente” (2)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-sergio-de-sousa/

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2021/02/16/noticias-de-15-a-18-de-fevereiro-de-1869-baile-no-palacio-do-governador-de-hong-kong-convidado-o-governador-de-macau-corrida-de-cavalos/

Extraído de «O Oriente», I-5 de 15 de Fevereiro de 1872, p.

Extraído de «O Oriente», I-5 de 15 de Fevereiro de 1872,
Extraído de «BPMT», XV-3 de 18 de Janeiro de 1869, p. 13

A expedição comandada pelo capitão António Joaquim Garcia que embarcou na corveta Sá de Bandeira, para Timor, tinha como missão “castigar os revoltosos timorenses de Cova”. Ver anterior referência em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/03/29/noticia-de-29-de-marco-de-1887-chegada-a-timor-do-governador-interino-antonio-joaquim-garcia/

No dia 5 de Novembro de 1869, regressou a Macau o Governador António Sérgio de Souza (governo de 3 de Agosto de 1868 a 22 de Março de 1872) de volta de Hong Kong para onde tinha ido no dia 2 a fim de cumprimentar o príncipe Alfredo, Duque de Edimburgo (1) (primo do Rei Português D. Luís) e assistir à recepção oficial, representação teatral e baile em honra do príncipe.

Extraído de «BPMT», XV-45 de 8 de Novembro de 1869, p. 203

O Duque Alfredo de Inglaterra visitou Macau, vindo de Cantão no dia 9 de Novembro (estadia de 1 dia) (ver para postagem no dia 9 de Novembro)

Duke of Edinburgh, Alfred Ernest Albert, Sydney, ca. 1868, por Montagu Scott

(1) Alfred Ernest Albert (1844 – 1900) foi proclamado Duque de Edimburgo em 1866 até ser duque de Saxe-Coburg e Gotha de 1893 a 1900 (herdado do seu tio Ernesto II do Imperio germânico). Segundo filho da Raínha Victoria e Príncipe Alberto de Saxe-Coburg e Gotha. Fez carreira militar na Marinha inglesa, atingindo o posto de “Admiral of the Fleet” e entre outros cargos (Commander-in-Chief, Plymouth; Mediterranean Fleet, Channel Fleet; Admiral Superintendent of Naval Reserves, Malta), foi capitão do navio “HMS Galatea” e com este navio visitou Hawai em 1969 e depois Nova Zelândia (1.º membro da família real a visitar este país) com desembarque em Wellington em 11 de Abril de 1869. Foi depois ao Japão sendo o primeiro príncipe europeu a visitar este país (em 4 de Setembro de 1869, foi recebido pelo então adolescente imperador Meiji em Tóquio) e passou por Hong Kong, Cantão e Macau (um dia) em Novembro, para em Dezembro estar na Índia onde permaneceu três meses. https://en.wikipedia.org/wiki/Alfred,_Duke_of_Saxe-Coburg_and_Gotha

The Galatea, in Hong Kong harbour, carrying H. R. H. The Duke of Edinburgh. Iconographic Collections Keywords: John Thomson; john thompson; Water; J. Thomson; China; Landscape”(2)  in https://en.wikipedia.org/wiki/Alfred,_Duke_of_Saxe-Coburg_and_Gotha

(2) John Thomson (1837-1921) um dos primeiros fotógrafos a viajar para o oriente, estava em Hong Kong desde 1868 (ficou cerca de 4 anosneste território) tendo registado este visita real com fotografias a pedido do capelão colonial anglicano,  William Beach, para figurar num livro/álbum (3) comemorativo da visita e cuja receita foi para construção do novo coro da Catedral de St. John, em Hong Kong. https://www.princeton.edu/~graphicarts/2011/12/john_thomson_in_hong_kong.html

(3) John Thomson (1837-1921) and Rev. William R. Beach, Visit of His Royal Highness the Duke of Edinburgh, K.G., K.T., G.C.M.G., to Hong kong in 1869: Compiled from the Local Journals, and Other Sources (Hong kong: London: Printed by Noronha and Sons, Government Printers; Smith, Elder and Co., 1869).

NOTA: está disponível a série de fotos que John Thomson realizou dessa visita em: https://commons.wikimedia.org/wiki/Category:1869_Duke_of_Edinburgh%27s_visit_to_Hong_Kong

Ver anteriores referências a este fotógrafo neste blogue em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/john-thomson/ .

Notícia das comemorações, em Macau, do aniversário natalício do rei D. Luiz I, publicada no jornal “O Independente” de 6 de Novembro (1) que originalmente (na sua maior parte) foi retirada do “Boletim da Província de Macau e Timor”. (2)   

Extraído de «O Independente», Vol. I, n.º 10 de 6 de Novembro de 1868, p. 88
Rei D. Luís I, 1862

NOTA: D. Luís I (Lisboa, 31 de outubro de 1838 – Cascais, 19 de outubro de 1889), apelidado “o Popular”, foi o Rei de Portugal e Algarves de 1861 até à sua morte. Era o segundo filho da rainha D. Maria II e seu marido, o rei D. Fernando II, tendo ascendido ao trono após a morte prematura do seu irmão mais velho, o rei D. Pedro V. https://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_I_de_Portugal

Ver anterior referência em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/10/31/noticias-31-de-outubro-de-1872/

(1) «O Independente», Vol. I, n.º 10 de 6 de Novembro de 1868, p. 88

(2) «BPMT» XIV-44 de 2 de Novembro de 1868, p. 202

Este episódio da canhoneira a vapor «Camões» ao comando do Capitão-Tenente Gregório José Ribeiro que foi no dia 25 ou 26 (fontes diversas) de Setembro de 1869 (já relatado por outros jornais, em anterior postagem neste blogue) (1) enviada até à ilha dos Ladrões, à procura do barco que, atacara a barca da Confederação Germânica do Norte, mereceu um apontamento no jornal de «O Independente», nesse ano, publicado em Hong Kong (2).

«O Independente» Vol I – 4 de 9 de, Outubro de 1869, pp.29-30

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/09/25/noticia-de-25-de-setembro-de-1869-mais-pirataria/

(2) Extraído de «O Independente» (publicado em Hong Kong), Vol I – 4 de 9 de Outubro de 1869, pp.29-30

Em 24 de Fevereiro de 1868, o aterro do rio, para o lado da Barra, achava-se já unido ao aterro do Pagode chinês, de modo que as povoações da Barra e Patane ficaram em comunicação pela estrada marginal (1)

Manuel de Castro Sampaio, no seu livro “Os Chins de Macau” (1867) informa (2): “Uma das primeiras povoações fica próxima da fortaleza da Barra e é por isso chamada Povoação da Barra. A outra acha-se na encosta outeiro da Penha, onde está a fortaleza do Bom Parto, e onde se encontram as mais lindas chácaras de Macau. Esta é conhecida pelo nome de Tanque-Mainato, nome derivado de um tanque de lavadeiros ou mainatos, como lhes chamam no paiz. As outras três povoações são denominadas de Patane, de Mong-ha e de S. Lázaro. Patane é de todas as cinco a mais importante, pela sua industria fabril e pelo seu comercio, principalmente, em madeiras de construção. Esta fica no litoral do porto interior, tendo Mong-ha do lado oposto, onde existe a maior parte dos agricultores e onde há alguma industria e comercio, como em todas as outras povoações, excepto a do Tanque-Mainato, onde pouca industria e nenhuma comercio há, por ser um povoado insignificante. A Povoação de S. Lázaro, que está em continuação  da cidade cristã, é onde principalmente habitam os chins que não tem abraçado o christianismo. Nesta povoação há além da Igreja de S. Lázaro que é o mais antigo templo de Macau, uma pequena capella a cargo de um sacerdote catholico, que se dedica a catechese”. (3)

Miguel Aires da Silva (4) concessionário das obras do cais e aterro, foi o homem que se abalançou à terragem da marginal do Porto Interior, ficando as obras concluídas em 4 de Março de 1881. (3)

Em 17 de Janeiro de 1873, o Governador Januário de Almeida, Visconde de S. Januário, ordenou a execução da primeira fase do alargamento do aterro marginal do Porto Interior e simultânea regularização do regime da corrente do rio, numa extensão de 160 metros, desde a Fortaleza da Barra até à Doca de Uóng-Tch´oi. (5)

NOTA: José Maria de Ponte e Horta governou Macau de 26-10-1866 a 16-05-1868. O Vice almirante Sérgio de Sousa chegou a Macau a 1-8-1868, tomou posse do governo a 3 de Agosto de 1868 e governou até 23 de Março de 1872, sucedendo o Visconde de S. Januário Correia de Almeida que governou de 23 de Março de 1872 a 7 de Dezembro de 1874. Na toponímia de Macau a Rua do Almirante Sérgio começa na Rua das Lorchas, a par da rua do  Dr Lourenço Pereira Marques e ao lado da Praça de Ponte e Horta e termina no Largo do Pagode da Barra

(1)

«Boletim da Província de Macau e Timor» , XIV-8 de 24-02-1868, p.45

(2) Sobre Manuel de Castro Sampaio, ver anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/manuel-de-castro-sampaio/

(3) TEIXEIRA, P. Manuel – Toponímia de Macau, Volume I, 1997,p 403

(4) Sobre Miguel Aires da Silva, ver anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/miguel-aires-da-silva/

(5) GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954

O Governador de Macau, vice almirante António Sérgio e Sousa (1) foi convidado a assistir ao baile dado pelo Governador de Hong Kong, Sir Richard Graves MacDonnell (2) no seu palácio, pelo que se deslocou a essa colónia no dia 15 de Fevereiro de 1869, tendo estado até 18 de Fevereiro, após ter assistido às corridas dos cavalos.

Extraído do semanário “O Independente” I- 26 de 26 de Fevereiro de 1869, p . 229

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-sergio-de-sousa/page/2/

(2) Sir Richard Graves MacDonnell (麥當奴), governador de Hong Kong de 11 de Março 1866 a 16 de Abril 1872 https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/sir-richard-g-macdonell-1814-1881

No dia 25 de Agosto de 1868,  jantar em família,  dado pelo governador, António Sérgio de Sousa (tomou posse a 3 de Agosto desse ano) comemorativo do aniversário da tomada do forte de Passaleão, estando presentes alguns chefes de repartições e Vicente Nicolau de Mesquita.

Extraído do jornal “O Independente” Vol I -1, 1868.

25 DE AGOSTO DE 1910 – SOLENAS EXÉQUIAS DE VICENTE NICOLAU DE MESQUITA
A reabilitação do coronel Mesquita (falecido a 20 de Março de 1880) no foro eclesiástico (o coronel Mesquita nos derradeiros da sua vida, praticou os crimes de homicídio à sua mulher e filha e suicídio) fez-se em 1910 por decisão de D. João Paulino d´Azevedo e Castro, Bispo de Macau (Sentença proferida a 25 de Junho de 1910) que reabilitou a memória do coronel julgando-o irresponsável pela tragédia de 20 de Março.
“Promovidas pela comissão Mausoléu a Mesquita celebraram-se com muita pompa na Sé Catedral desta cidade em 25 de Agosto (de 1910) as solenes exéquias por alma do coronel Vicente Nicolau Mesquita, o heroico defensor de Macau e ilustre filho desta terra que há mais de trinta anos se achava privado dos sufrágios da Igreja.”
(TEIXEIRA, P.e Manuel Teixeira – Vicente Nicolau de Mesquita, 1958 p. 64)
No dia 28 de Agosto de 1910 realizou-se a transladação dos restos mortais do coronel Mesquita, da Sé Catedral de Macau (onde estava desde o dia 25 de Agosto após as solenes exéquias por alma do coronel, reabilitado pela igreja, nesse ano de 1910) para o Cemitério de S. Miguel.
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/08/28/noticia-de-28-de-agosto-de-1910-transladacao-dos-restos-morais-do-coronel-mesquita/