Archives for category: Anúncios

Anúncio publicado no jornal «Diário Popular» (Portugal) do dia 20 de Outubro de 1961
Ver anteriores referências desta firma em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/firma-f-rodrigues/

Anúncio de 1924 da Firma F. Rodrigues (Gerente: Fernando Rodrigues; sede: Avenida Almeida Ribeiro n.º 10) – únicos agentes do Sul da China da Fiat.
Semelhante anúncio de 1922, já publicado em (1), que apresentava à venda (com entrega imediata) dos mesmos modelos da Fiat indicados no anúncio.
O Fiat modelo 501 foi um automóvel fabricado pela empresa italiana FIAT (Fabbrica Italiana Automobili Torino) desde 1919 até 1926. Foi o primeiro modelo da Fiat (4 cilindros em linha com 1460 cc) produzido depois da I Guerra Mundial. Produziram-se 65 000 unidade em diversos estilos e carrocerias.
Em 1921 foi lançado o modelo 501 S com três tipos de carroceria: Sportiva Torpedo, Spider e Sportiva Spyder (SS) Este modelo possuía maior potência, tendo sido produzidos 2 600 unidades. Seguiu-se o modelo Fiat 502, com quase 70 000 unidades produzidas.
O Fiat modelo 505 foi produzido entre 1919 e 1925, baseado no mesmo desenho com 4 cilindros do Fiat 501 mas com uma maior dimensão exterior. Conseguia-se atingir a velocidade máxima de 80 Km/h. Produziram-se 30 000 exemplares.
Informações recolhidas de
https://es.wikipedia.org/wiki/Fiat_501
(1) Anterior anúncio da mesma empresa de 1922
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/05/31/anuncio-fiat-touring-car-505-de-1922/

A Associação Promotora da Instrução dos Macaenses APIM) que foi fundada em 17 de Setembro de 1871 (1) para preencher a lacuna deixada no ensino pela retirada dos professores jesuítas do Seminário de S. José nesse ano, fundou a Escola Comercial (inicialmente “Collegio Comercial”) que começou a funcionar a 8 de Janeiro de 1878. (2)

«Boletim da Província de Macao e Timor» 1871, XVII – 40.

Os Estatutos da APIM foram aprovados por Portaria Provincial n.º 51 de 29-09-1871 do governador António Sérgio de Sousa e publicados no «Boletim da Província de Macao e Timor» de 2-10-1871. Tinha 15 artigos sendo de salientar:
Art. 2.º. O fim da associação era fundar e manter sob a denominação de “Collegio Comercial”, uma casa de educação e de instrução ….
Art. 3.º. (…) …  O capital proveniente de 40 acções de $ 500 cada uma…
Art. 4.º. O valor das acções poderá ser pago imediatamente, ou em 5 soluções anuais de $ 100, pagáveis no começo do ano.
A comissão administrativa com a data de 02-10-1871 publicava um anúncio no «Boletim da Província de Maca0 e Timor» XVII-42 de 16 de Outubro, convidando o público a subscrever as acções desta Associação. Os sócios accionistas foram 31 que entraram com a prestação de cem patacas: alguns pagaram por uma vez a quantia total, outros, em prestações anuais durante 5 anos.
O total da quantia dos accionistas fundadores totalizou $11 000. Juntou-se a esse capital o remanescente dos fundos da “Nova Escola Macaense”, entregue por Alexandrino António de Melo, Visconde do Cercal, na importância de $ 9 417,53. (3)
A Escola Comercial (depois denominada Escola Comercial “Pedro Nolasco”, por este, Pedro Nolasco da Silva, ter sido a alma do empreendimento e seu grande dinamizador) começou a funcionar no dia 8 de Janeiro de 1878 sob a chefia de João Eleutério d’Almeida, numa casa particular.
A lista dos primeiros professores:
José Vicente de Jesus – classe elementar de Português, Geografia, História, Aritmética, Álgebra. Escrituração Comercial  e Catecismo.
Theodosio Rodrigues – classe superior de Português, História e Geografia, classe inferior e superior de Ingês.
João de Lycopolis de Faria Marçal – língua chinesa.
Ly Langshan – língua chinesa.
Câncio Jorge – caligrafia.
Dr. Bernardo Maria das Neves d´Araújo Roza – prelecções sobre rudimentos de ciências naturais (duas vezes por semana)
O edifício situado no alto da Calçada do Gamboa, na Praça do Gamboa n.º 2, construído em 1920, foi sede da Escola Comercial até o ano 1966, ano da inauguração do edifício (actual Escola Portuguesa) no cruzamento das Avenidas D. João IV e do Infante D. Henrique (projecto de arquitectura de Raul Chorão Ramalho e executado pelo construtor civil Osseo Acconci)
Outras referências à Escola Comercial
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/escola-comercial/
(1) Acta da instalação da associação promotora da instrução dos macaenses:
Aos 17 de Setembro de 1871, em Macau, e na residência do cidadão Maximiano António dos Remedios, senior, estando reunidos os abaixo assignados, se resolveu por unanimidade instalar a “Associação Promotora da Instrução dos Macaenses”, cujos estatutos foram n´este acto lidos, discutidos, e aprovados; e tendo-se procedido à eleição da comissão administrativa, foram eleitos por aclamação os seguintes cavalheiros:
Maximiano António dos Remedios, senior, presidente
João Joaquim Braga, tesoureiro
Pedro Nolasco da silva, junior, secretário
Lourenço Marques, vogal
Vicente de Paulo Portaria, vogal
António Manuel Pereira, vogal
Filomeno Maria da Graça, vogal
Além dos eleitos assinaram esta data:
Joaquim Braga, Domingos Clemente Pacheco, José Homem de Carvalho, José Elleuterio d´Almeida, Antonio dos Remedios, José A. dos Remedios, Albino António da Silva, Miguel Aires da Silva e Maximiano Antonio dos Remedios, junior.
De salientar que do grupo fundador da Associação, estavam representados os comerciantes portugueses de Hong Kong nomeadamente Maximiano Antonio dos Remedios, João Joaquim Braga, Filomeno Maria da Graça e os capitalistas de Macau, Lourenço Marques, António Manuel Pereira e Vicente de Paulo Portaria.
Entre os membros fundadores há quatro da família Remédios: o 1.º presidente da APIM, Maximiano António dos Remédios (12-09-1808/ 1-02-1875) e os seus três filhos: António dos Remédios (14-11-1839), José António dos Remédios (19-03-1842) e Maximiano, júnior (26-05-1872). Só a família Remédios contribuiu com a quantia de $1400 patacas. (António -$200; José – $500; Maximiano senior- $400; Maximiano Junior- $300.
Por isso o Padre Teixeira (  ) refere o seguinte:
Concordamos inteiramente com esta palavras tão justas ( elogio e gratidão ao benemérito Maximiano António d Remédios por essa iniciativa por parte de Leôncio Ferreira num jornal local) ; mas o facto é que o nome de Maximiano dos Remédios foi totalmente obliterado e hoje só é lembrado o do secretário, (na altura, um jovem) Pedro Nolasco da Silva. Pois bem, não há hoje nada que recorde o seu nome , sendo salientados outros que ficam muito aquém destes. Esperamos que a Associação venha a reparar esta ingratidão
TEIXEIRA, Padre Manuel – A Educação em Macau, 1981
(2) Francisco da Silva Magalhães insinuou no seu jornal “O Oriente” que na projectada organização da escola comercial, a APIM não tinha em vista a instrução, mas fim um fim oculto e um motivo meramente político, nomeadamente o pretexto para chamarem de volta a Macau os jesuítas.
A APIM reagiu publicando um anúncio no «Boletim do Governo de Macau e Timor» XVIII- 10, 1872, em forma de “PROTESTO”:
(3) Alguns cavalheiros opuseram-se à transferência das quotas dos remanescentes da “Nova Escola Macaense” para a nova associação. Ver anterior referência à «Nova Escola Macaense» em;
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/01/05/noticia-de-5-de-janeiro-de-1862-nova-escola-macaense/

Extraído de «Bol. Governo de Macau», XII-1, 1867.

Anúncio no «Boletim de Governo de Macau» 1866 (1) duma “Injecção Brou“ (2) “infalível contra as doenças sifilíticas mais fatais” à venda em Macau na Farmácia de L. Figueiredo (3)
(1) «Boletim do Governo de Macau» XII – 18, 1866.
(2) Embora conhecidas como “INJECTION BROU”, patenteada em Paris, eram vendidas em garrafas e eram soluções ginecológicas – para lavagem do aparelho genital feminino.
Como curiosidade, em Hong Kong eram vendidas “em casa de J.J. da Silva e Sousa”. J. J. da Silva e Souza (4) comerciante que tinha uma empresa em Hong Kong, é o mesmo ou estava associado em Macau à “Tipografia J. da Silva” e também tinha uma loja, em Macau onde vendia artigos de escritório e livros.

Injection Brou 102 Rhu Richelieu Paris
Ricord’s Injection Brou; cure for genital diseases, 1843
https://nl.pinterest.com/pin/351562314650603083/

Esta garrafa «Injection Brou» de 1860 está à venda no ebay.com
https://www.ebay.com/itm/Crude-Odd-Shaped-French-Gonhorrhea-Cure-Bottle-Injection-Brou-1860s-/251231453029?_ul=BR 

Anúncio de 1889
http://www.antiquemedicines.com/MedicineNexus/B/Bm-Bz.htm

This remedy had been around for many, many years, and it’s formulation changed several times depending upon the manufacturer and year. It purportedly served to cure one of venereal diseases! The ingredients that were consistent throughout the years: Tincture catechu, lead acetate, and zinc sulphate. In the 1890s, it also contained opium. At the turn of the century, the opium was replaced with Morphine. According to the E.Fougera 1920 catalog, the contents of this nostrum were: tinct. catechu, lead acetate, zinc sulphate…..and COCAINE muriate!!!!
https://www.worthpoint.com/worthopedia/1919-brous-injection-remedy-for-venereal-disease
http://www.antiquemedicines.com/MedicineNexus/B/Bm-Bz.htm
(3) Não consegui qualquer informação sobre esta farmácia em Macau; no Directório de Macau de 1879 (o mais antigo Directório/Anuário de Macau que tive acesso) não se encontra registada o nome  desta farmácia.
(4) J. J. da Silva e Souza, comerciante macaense, era um membro muito activo na comunidade portuguesa/macaense em Hong Kong. Ligado à fundação do “Clube Lusitano” (1866), em Hong Kong, e colaborava/escrevia para o jornal “The China Mail” que existiu em Hong Kong de 1845 a 1974.
http://hongkongsfirst.blogspot.pt/2010/09/newsies-in-nineteenth-century.html

Anúncio publicado no «Boletim do Governo de Macau e Timor», XVIII-16, 1872.
Anúncio de 1921 da mesma Tipografia Mercantil

Anteriores referências a esta “Tipografia Mercantil de N. T. Fernandes &Filhos”, casa fundada em 1855
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/tipografia-mercantil-de-n-t-fernandes-filhos/

Notícia publicada no «Boletim Geral do Ultramar» de 1964 (1)

Uma foto tirada do Quartel da Guia em 09-12-1964, a ponte cais do Porto Exterior e o P/V Macau» (2)

Quando a “Sociedade de Turismo e Diversões de Macau – S.T.D.M.” ganhou a concessão exclusiva de exploração de jogo em Macau nos anos 60 do século XX, assumiu também a gestão da Ponte-cais n°16 para dinamizar o transporte marítimo no Porto Interior principalmente as ligações com Hong Kong. Mas o rápido desenvolvimento do território com a introdução dos “hidroplanadores”e a modernização dos navios até então existentes ( a STDM possuía o “Fat Shan”) exigiu que as ligações marítimas com Hong Kong passassem a ser no Porto Exterior onde se construiu uma Ponte-Cais, precisamente onde havia a rampa de subida dos primeiros hidro-aviões de Macau e sensivelmente na mesma direcção do Hangar Militar.

Anúncio de 1966

O navio P/V «Macau» foi construído em 1931 (inicialmente movido “a carvão”) com o nome de «Princess Margaret» para operar nos portos do Reino Unido. Tinha um peso de 2523 toneladas, 99m de comprimento, velocidade de 20,5 nós e podia transportar cerca de 1250 passageiros. Em 1952 passou a usar “óleo” e foi vendido em 1962 à «Shun Tak Shipping Co. Ltd.», pertencente a Stanley Ho, passando a chamar-se «P/V Macau».
Terá terminado em meados a final dos anos 80s (ainda viajei numa viagem nocturna com partida às 23h00 e chegada a Hong Kong às 6H00, numa “camarata” com camas de beliche, em 1984)
Sobre o transporte marítimo dos anos 60s para Hong Kong, recomendo a leitura dos artigos escritos pelo meu colega do liceu, Jorge Bastos: “Os antigos «ferries» Macau-Hong Kong, dos anos 60s”, disponível em:
https://cronicasmacaenses.com/2013/04/03/os-antigos-ferries-macau-hong-kong-dos-anos-60s-por-jorge-basto/
(1) «BGU»  – XL 473/474, 1964.
(2) Repetição duma fotografia do meu álbum, já publicada em anterior postagem:
https//nenotavaiconta.wordpress.com/2014/12/09/noticia-de-9-de-dezembro-de-1964-fotos-do-porto-exterior/