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Foram apreendidos e confiscados pela Autoridade Administrativa, (1) no dia 11 de Junho de 1913, grande quantidade de diversos materiais destinados ao fabrico de pau-cheung (panchões).

Extraído de «Boletim Oficial» XIII-25 de 23 de Junho de 1913, p. 276

Anúncio da Repartição Superior de Fazenda da Província de Macau de 19 de Junho, chamava a atenção para a venda em hasta pública destes materiais e utensílios destinados ao fabrico de pau-cheung e pau-cheung já preparados, no dia 28 do mesmo mês, no Depósito do Material de Guerra dos Particulares, sito na Fortaleza da Barra. Foram apreendidos às firmas Iu-Seng-Long-Tac-Qui e Tac-Heng-Long, estabelecidas no sítio do Tanque do Mainato, vulgo Calçada das Chácaras desta cidade.

(1) Transgressão do «Regulamento para o Comércio de Armas, Munições e Explosivos e Indústrias de Fogo de Artifício» (Portaria Provincial de 19 de Agosto de 1907) .

«Directório de Macau» 1934, p. 30

Ver anteriores referências da MELCO – “Macao Electric Lighting Co. Ltd” em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/melco/

Anúncio duma empresa sediada na Avenida Almeida Ribeiro (Largo do Senado) n.º 11-13, publicitando:

“Pintor, empreiteiro, fornecedor, fotógrafo, fabricante de carimbos de borracha e molduras. Conserto e pintura de imagens”

Extraído de «BOGPM»,  n.º 3 de 20 de Janeiro de 1923, p. 57

É como fotografo que aparece nos Anuários de Macau de 1922 (p. 366) e 1924 (475).

E no Anuário de Macau, 1927 (p. 316), já aparece como “atelier, vendendo artigos fotográficos”

Continuação dos anúncios dos advogados e solicitadores que exerciam asua profissão (privada) em Macau no ano de 1921, publicados no «Anuário de Macau 1921», pp II –III- IV (1)

18-05-1918 – Concessão de passagem para a Metrópole ao Senador eleito por este círculo, Carlos de Melo Leitão (A.H.M. – F. A. C. P. n.º 525 – S- P) (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 4, 1997) 28-05-1918 – Tendo sido eleito Senador pelo Círculo de Macau, na eleição em 28 de Abril de 1918, o tabelião privativo de notas desta comarca bacharel Carlos de Melo Leitão, ficou desde aquela data entregue ao seu ajudante, Henrique Nolasco da Silva, o respectivo cartório («BOGPM», , n.º 18 de 4 de Maio de 1918)

22-12-1916- Processo n.º 399 – Série N – Nomeação do advogado Henrique Nolasco da Silva, para ajudante do tabelião Privativo de Notário desta Comarca, Dr. Carlos de Mello Leitão. (Boletim do Arquivo Histórico de Macau, Tomo I – Janeiro/Junho de1985, p.199).

 (1) Ver anterior em:  https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/12/17/anuncios-de-1921-advogados-i/

ACTUALIZAÇÃO EM  01-05-2021 – Duas preciosas achegas a esta postagem, enviadas por Rogério Beltrão Coelho, sempre atento com os seus precisos apontamentos que muito agradeço.

1 – Constâncio José da Silva teve, de facto, escritório de advogado, mas não era formado em Direito. Beneficiou do estatuto de advogado provisionário. (Pormenores nas pp.18-22 do livro “Roque Choi: um Homem dois Sistemas”).

2 – Tudo leva a crer que Carlos de Melo Leitão nunca marcou presença no Parlamento português embora a viagem para Lisboa lhe tivesse sido concedida. (Pormenores na p.69 do livro “Roque Choi: um Homem dois Sistemas”).

Outro anúncio da Farmácia Popular (1) de 1921, que na época já anunciada como sendo “a mais antiga farmácia de Macau, fundada em 5 de Dezembro de 1895” situada no Largo do Senado n.º 16-A. (2)

Na área medicamentosa, era representante do “Laboratório SANITAS” de Portugal (3) e na área da perfumaria, da “L. T. PIVER & Ca.” de Paris. (4)

Proprietário e Director – Henrique Nolasco da Silva (5)

Ajudantes – Delfino do Rêgo (6) e E. J. Cordeiro.

Praticante – António Pinto Marques (7)

Guarda-livros – Maria Teles de Menezes

(1) «Anuário de Macau» de 1921 p. p. VIII

(2) Anteriores referências à «Farmácia Popular” e outros anúncios da mesma, em:

https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/farmacia-popular/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/08/24/anuncios-da-farmacia-popular-1938-e-1956/

(3) O Laboratório Sanitas foi fundado, em 1911, em Lisboa, propriedade da firma Cortês Pinto & Pimentel, Ldª, tendo-se dedicado praticamente logo desde o início à produção de comprimidos e de ampolas.

(4) “L.T. Piver”, perfumaria francesa desde 1774, considerada uma das primeiras casas comerciais deste género em França. http://www.piver.com/en/our-history

(5) Henrique Nolasco da Silva (1884-1969) – 8.º filho de Pedro Nolasco da Silva (1842-1912) e de Edith Maria Angier (1850-1927), farmacêutico pela Escola Médica de Goa (1906), advogado de provisão na comarca de Goa e comerciante em Macau (fundou a «Farmácia Popular» e a firma «H. Nolasco», além de muitos outros cargos públicos  e privados.  Ver: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/henrique-nolasco-da-silva/ (8)

(6) Delfino Francisco Xavier do Rego (1878-1924) – ajudante de farmácia. (8)

(7) António Pinto Marques (1903-1979) – filho de Lino Pinto Marques (Valongo 1870- Macau 1918 ; que assentou praça em 1891, desembarcou em Macau 1893, colocado na Guarda Policial de Macau. Passou à disponibilidade em 1897 como chefe de secção da Polícia Marítima)

 (8) FORJAZ, Jorge – Famílias Macaenses, 1996, Volumes II (pp. 798 e 1065) e III (p. 26)

Empreza Comercial do Extremo-Oriente” de Henrique Nolasco da Silva, sociedade anónima, de responsabilidade limitada, na Rua do Gonçalo n.º 3, com 2 filiais:

A Competidora”, na Travessa do Auto Novo, n.º 30, 32, 34 a 36 (telefone n.º 12; gerente – Henrique Antunes Monteiro) e “Casa Alto Douro”, na Rua Central (endereço telefónico n.º 79). A sucursal em Lisboa tinha como gerente João Frederico Nolasco da Silva. (1)

Sociedade Tecnica e Comercial Portuguesa Limitada (Basto & Companhia Limitada)” com secções de importação e exportação e uma secção de engenharia , e sede na Avenida Almeida Ribeiro, n.s 1,3 e 5  (endereço telegráfico “ MOTOR”). Tinha uma filial em Cantão, na “Second Bund, 5-A”). A Firma “Basto & Companhia Limitada” tinha como gerente Bernardino de Senna Fernandes (provavelmente o 3.º Conde de Senna Fernandes- 1892-1971).

Anuário de Macau 1922, p. 329

Curiosos anúncios, publicados no «Boletim do Governo de Macau», (1) publicitando as corridas de 1.500 metros, no hipódromo de Saigão denominadas “Corrida Nacional – Prémio de Annam, (sem pesos nem entradas, tudo anunciado em francês «sans poids ni entrées»). (2)

1.º Prémio – 250 francos; 2.º Prémio – 100 francos; 3.ª Prémio – 75 francos.

Corrida para cavalos e jumentos de origem anamita, montados por Anamitas em traje nacional. Também há para cavalos e jumentos de toda a Ásia em traje à vontade e para cavalos e jumentos anamitas montados com traje de corrida, e corridas com pesos, e com atrelados, de 2 e 4 rodas. (3)

O aviso foi enviado de Saigão em 25 de Novembro de 1868, pela “Société des Courses de Saigon”

(1) «BPMT», XV-3 de 18 de Janeiro de 1869, p. 14

continua

(2) Anam ou Annam ou Aname (em vietnamita: An Nam, em chinês: 安南; actualmente Trung Kỳ (中 圻),) que existiu na parte central do Vietname, foi capturada pelos franceses em 1874 tornando-se protetorado francês e depois parte da Indochina Francesa desde 1883 até à sua queda, em 1945, como resultado da derrota francesa na Primeira Guerra da Indochina. A capital de Anam era Huế. Os anamitas eram um povo semi nómada que viviam no sopé das montanhas de Anam (montanhas anamitas ou cordilheira anamita. https://pt.wikipedia.org/wiki/Aname

(3) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Portugal, Volume III, 2015, p. 188

Anúncio datado de 1 de Março de 1867, publicado no Boletim da Província,  da “Paderia Nacional”, (1) que a 20 de Agosto de 1866 mudou para “as cazas n.º 2, pertencentes às recolhidas de Santa Roza de Lima”, (2) no “Bêcco do Senado”(3) , n.º 2,.

Extraído de «BPMT», XIII- 10 de 11 de Março de 1867, p. 54

“Biscoutinho adocicado de soda, a 8 libras por pataca, (em 20 de Novembro de 1866, os “biscoutinhos adocicados vendiam-se a “15 avos ou 140 sapecas por cate), (4) além de pão branco salobre de quatro differentes feitios e pezo, a 12 libras por pataca, sempre de genuina farinha de trigo d´America, tudo trabalhado com maior aceio e esmero possível e levedado com ingredientes não deletérios à saúde, como se levedão em todas as paderias europêas. “Havendo contrato por um ou mais anos certos, pôde-se também fornecer pão de igual maneira trabalhado e levedado, de genuína farinha somênos de trigo d´America, a 22 libras por pataca; e biscouto de marinheiro, de igual farinha trabalhado à maquina, a 3,5 (?) avos de pataca por libra. “

 (1) Há referências da sua existência, nesta morada, desde 1 de Agosto de 1865. Não encontrei informação da data de encerramento. Houve, no entanto, com o mesmo nome, “Paderia Nacional”, em 1857, noutra morada – ver anterior referência em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/04/06/anuncio-de-6-de-abril-de-1868-paderia-nacional/

.(2)

Extraído de «BGM», XII- n.º 35 de 27 de Agosto de 1866, p. 142.

(3) Beco do Senado – pequena ruela estreita e curta, à direita do edifício, antigo “Leal Senado” que vai do parque de estacionamento conhecido antigamente pelo Auto-Silo do Leal Senado (edifício Pak Lane) à Avenida Almeida Ribeiro.

No cimo desta rua, á esquerda havia uma porta que dava acesso, após umas escadas, ao gabinete de projecção de cinema do Teatro Apollo (Peng On), cuja entrada principal era onde está (na foto) a loja “ESPRIT”. O Teatro Apollo ocupava uma estrutura de quatro pisos, estucada a verde, situada na Avenida Almeida Ribeiro, mesmo à frente do edificio dos Serviços de Correios. Inaugurado em 1935, tinha uma capacidade de 1038 lugares e nele projectavam-se filmes americanos e chineses sobre a guerra sino-japonesa. Foi também palco de reputados espectáculos de ópera cantonense e era ali que decorriam as celebrações anuais a assinalar o nascimento da nova china. Quando o teatro encerrou, em 1 de Fevereiro de 1993, o piso térreo foi transformado em espaço comercial e o piso superior passou a albergar a sede da Associação de Empregados da Indústria Hoteleira de Macau e a Associação de Juventude de Macau (“As Ruas Antigas de Macau”, p. 30/31)

(4)

Extraído de «BGM», XII-n.º 49 de 3 de Dezembro de 1866, p. 200.

Anúncio (assinado: J. M. Wolff, acting manager) publicado no dia 7 de Janeiro de 1860, no «Boletim do Governo de Macau», dos espectáculos duma empresa australiana, no hipódromo de Macau, durante uma semana (seis dias) a iniciar no dia 9 de Janeiro (segunda-feira), com autorização de “Members of The Portuguese Council on the Campo de Sm. Francisco” . Os espectáculos foram realizados pela Companhia “Lewis Great Australian Hippodrome” e da trupe “Mammoth Troupe of Male and Female Star Equestrian Artists”, que, em Hong Kong, tiveram o patrocínio principal do Governador de Hong Kong Sir Hercules Robinson e sua esposa e do Comandante em Chefe da Marinha na China, Sir James Hope

O espectáculo era diário às 20h00, e a partir de 9 de Janeiro com duas actuações extras; uma “Grand Day Performance” na quarta feira, dia 11 de Janeiro, às 14h00 e outra “Farewell Day Performance” também às 14h00. Os bilhetes (50 avos; 1 pataca e 2 patacas) estavam à venda no Hotel Praia Grande (Sr. Carvalho) e no escritório do hipódromo das 15h00 às 17h00 diariamente, nessa semana

Extraído de «Boletim do Governo de Macau», VI-5 de 7 de Janeiro de 1860, p. 20

O campo aberto que daria o futuro hipódromo e onde se realizaram as primeiras corridas, feitas por amadores, (1) situava-se em terrenos junto à Porta do Cerco, numa área  que foi conquistada ao mar, ao norte da Doca da Areia Preta. Área esta mais ou menos limitada pela Estrada dos Cavaleiros e pela Estrada Marginal do Hipódromo (antiga Rua do Cerco). (2) Só em 1924/1925 surge as primeiras informações sobre o licenciamento e organização de corridas de cavalos (3) (4) (5) e depois em 1927, o Hipódromo do «Macao Jockey Club» (6)

(1) 1927 – No campo aberto do futuro Hipódromo, realizaram-se as primeiras corridas de cavalo. Ainda não se tinha erigido o “Macao Jockey Club” nem havia delineada a magnífica pista de corridas. As demarcações eram improvisadas, mas prevalecia o espírito desportivo, sobretudo, dos ingleses que traziam cavalos de corrida de Hong Kong com imensos gastos, só pelo prazer de correr, com o mesmo entusiasmo com que os vemos colaborar e participar actualmente nas corridas de automóvel do Grande Prémio. (FERNANDES, Henrique de Senna – O Cinema de Macau II in http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/30018/1706

(2) Até à fundação de Hong Kong , em 1841, a Comunidade Britânica de Macau possuía junto das portas do Cerco o seu campo de corridas. Já em 1829, o mandarim da Casa Branca publicava um edital em 28 de Abril, dizendo que, tendo ido a Macau, «vira os Estrangeiros fazerem carreiras de Cavallos na praia do Porta do Cerco…». Harriet Low no seu diário , de 5 de Novembro de 1829 refere: « o campo de corridas está no lugar chamado Barreira (Porta do Ceco),que impede todos os estrangeiros de passarem além. O campo mede cerca de três quartos de milha”… » (TEIXEIRA, P. Manuel – Toponímia de Macau, Volume I, 1997, pp.484-485).

(3) 26-04-1924 – Concessão do exclusivo da exploração de corridas de cavalos. Diploma Legislativo n.º 14 e sua correção no B. O. n.º 17, desta data. (BBS – Cronologia da História de Macau, Volume III, 2015, p.162)

(4) 22-08-1924 – Construção de um campo para corridas de cavalos (Cfr. outros processos que se seguem nomeadamente o n.º 142/A da mesma série (A.H.M. – F. A. C. n.º 128-S-E) + (BBS – Cronologia da História de Macau, Volume III, 2015, p.164)

(5) 09-06-1925 – Pedido de Lou Lim Ioc, Presidente da Companhia «Clube Internacional de Recreio e Corridas de Macau, Limitada» para que lhe seja arrendado um terreno junto à Porta do Cerco (A.H.M. – F. A.C. P. n.º 134 -S-C) (BBS – Cronologia da História de Macau, Volume III, 2015, p.172)

(6) 19-03-1927 – Foi inaugurado o Campo de Corridas de Cavalos de Macau + (BBS – Cronologia da História de Macau, Volume III, 2015, p.195)

Extraído de «A Voz do Crente», I-1, de 1 de Janeiro de 1887

O estabelecimento oficial das Canossianas em Macau deve-se a D. Manuel Bernardo de Sousa Enes, bispo desta diocese desde 1873 a 1883. Foi ele que pediu oficialmente à Superiora de Hong Kong, Madre Stella para que as Canossianas se estabelecessem definitivamente em Macau. O bispo Enes só chegou a Macau a 2 de Janeiro de 1877 mas as Canossianas porém já estavam em Macau, antes dos finais de 1873 ou princípios de 1874. Na altura abriram uma escola chinesa para as crianças pobres que foi aumentando que logo necessitaram de maior espaço. Inicialmente na Rua de S. Paulo até ao tufão de 1874; depois na Rua de Santo António; e mais tarde na Horta da Companhia. Abriram também uma escola em S. Lázaro para as meninas chinesas. O Governador do Bispado Deão Manuel Lourenço de Gouvea e o Padre António Medeiros conhecendo o prestimoso auxílio das irmãs canossianas, pensaram em comprar uma casa maior. Adquiriram o edifico intitulado “Casa da Beneficência” (no Largo de Camões). (1)

Aí, em 1876, as Canossianas acolhiam meninas órfãs tanto europeias como chinesas. Até 1886, a escola da Casa de Beneficência era exclusivamente chinesa. Mas nesse ano muitas famílias portuguesas manifestaram o desejo de internar lá as suas; outras pretendiam também que as suas filhas lá estudassem como externas. Essa escola canossiana de instrução Primária (para além da instrução primária tinham aulas de inglês, francês, música, piano etc., e depois instrução secundária) esteve instalada na Casa de Beneficência durante quase um século, por isso também conhecido como «Colégio da Casa de Beneficência» (2)

(1) Era chamado pelos chineses, ”Hotel queimado”, sede da Procuratura das Missões estrangeiras francesas em Macau que vagou em 1847 com a transferência da sede dessa Procuratura para Hong Kong (2)

(2) TEIXEIRA, Padre Manuel – A Educação em Macau, 1982, pp.327-331