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Extraído de «BGC», XXIV Julho de 1948, n.º 277, pp. 140-141
Generalissimo Chiang Kai-shek e o General do exército Li Tsung-jen, eleitos pela Assembleia Nacional no dia 20 de Maio de 1948, como presidente e vice-presidente

O presidente Chiang Kai-shek (蔣介石) renunciou ao cargo em 21 de Janeiro de 1949 devido à vitória dos comunistas na chamada Guerra Civil Chinesa (de 1927 a 1937 e depois após a guerra mundial, de 1946 a 1949) sendo substituído pelo vice-presidente Li Tsung-jen (李宗仁). No entanto Chiang Kai-shek continuava a ser o chefe do partido Kuomintang e Comandante das forças armadas da República. Li Tsung-jen fugiu para os Estados Unidos em Novembro de 1949 em consequência da proclamação da República Popular da China no dia 1 de Outubro de 1949. Chiang Kai-shek com o seu governo, militares (cerca de 600000) e cerca de dois milhões nacionalistas refugiaram-se em Taiwan no dia 10 de Dezembro de 1949 e Chiang Kai-shek reassumiu o lugar de Presidente da chamada República da China, em 1 de Março de 1950. O presidente Chiang Kai-shek faleceu a 5 de Abril de 1975 e foi substituído pelo vice-presidente Yen Chia-kan até ao termo do mandato. https://en.wikipedia.org/wiki/President_of_the_Republic_of_China

Oferecido pelo Sr. Ho Yin, Presidente da Associação Comercial de Macau (1) e em homenagem ao Governador, Comandante Joaquim Marques Esparteiro, realizou-se, no dia 5 de Maio de 1952, um banquete, no restaurante “Golden Gate”, (2) onde se reuniram mais de 400 convivas.

Um aspecto da assistência, reconhecendo-se ao centro o Governador e Esposa, ladeados do Comandante Militar, Paulo Bénard Guedes (3) e de Ho Yin.
Outro aspecto da assistência antes do banquete
O sr. Ho Yin falando ao microfone
O Governador agradecendo a homenagem a ele prestada

Extraído de «Mosaico», Vol. IV, 21-22 de Maio e Junho de 1952.

(1) A Associação Comercial Chinesa de Macau foi fundada em 1913. Em 1950, Ho Yin (He Xian 何賢; 1908-1983) e Ma Man Kei (Ma Wanqi 馬萬祺; 1919–2014) foram escolhidos para presidente e vice-presidente, respectivamente. Ho Yin presidiu a sucessivos mandatos até à sua morte em 1983. Hoje denominado “ 澳門中華總商會-Associação Comercial Geral dos Chineses de Macau”

(2) Restaurante “Golden Gate” estava situado no r/c e sobre loja do Hotel Central. https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/hotel-centralpresident-hotelgrand-central-hotel/

(3) Brigadeiro Paulo Bénard Guedes (Comandante militar de 15 de Novembro de 1950, então ainda Coronel, até 14 de Maio de 1952) seria substituído nesse mês pelo Tenente Coronel António Cyrne Rodrigues Pacheco, que chegou a Macau a 10 de Maio.

恭喜發財 – Kong Hei Fat Choi – Gōng Xǐ Fā Cái

Hoje festeja-se a entrada do novo ano chinês, ano do Búfalo  牛, de Metal  金 O elemento Metal na sua forma Yin , será o elemento principal deste ano, a principal fonte de energia.

Precisamente há 65 anos atrás, este dia 12 de Fevereiro, do ano de 1956, festejou- se a entrada do ano do Macaco /Fogo. Do «Macau Boletim Informativo» (1) retiro parte do artigo (não assinado) sobre as festividades do ano novo chinês desse ano.

“ … Houve feriados nas escolas e dispensas de serviço nas repartições pública s, desde a véspera do primeiro dia até ao terceiro da primeira Lua. A passagem do ano foi, desta vez, assinalada não só com os tradicionais festejos, como também com grandioso espectáculo de arte e folclore chinês e deslumbrante festival de fogo de artifício português. Desde os derradeiros dias da última Lua do ano findo, notava-se já, principalmente nos bairros chineses, extraordinário movimento de transeuntes, uns recém-chegados de Hong Kong e dos vizinhos portos chineses e outros aqui residentes, azafamados nos preparativos que precedem sempre esta festiva data, sem dúvida a mais importante do velho calendário chinês.

Segundo noticiou a imprensa desta cidade subiu a mais de 12.000 o número dos forasteiros vindos da colónia britânica, nesses dias, sendo de calcular que tenha também atingido cifra igual ou maior o número das vizinhas regiões chinesas que aqui vieram passar os feriados da quadra, dadas as recentes facilidades concedidas pelas respectivas autoridades.

Nos três últimos dias que imediatamente antecederam o dealbar do ano novo, realizou-se no Largo do Senado, em barracas construídas ad hoc, a tradicional venda de flores, que foi notavelmente concorrida, não obstante a crise que, presentemente, atravessa esta cidade.- É que, arreigado aos seus velhos usos e costumes, não há chinês, por mais pobre que seja, que não compre, nesta data, ou um ramo de pessegueiro ou um ramo de «tiu chong» (árvore de flores de campainha) ou ainda, um ramalhete de jacintos, crisântemos ou outras flores da estação. A venda prolongou-se até alta madrugada do primeiro dia do ano novo Desde o amanhecer do primeiro dia e durante os dias seguintes, ouviu-se, por toda a cidade, um incessante estralejar de panchões, número obrigatório nas grandes e pequenas demonstrações quer de alegria quer de tristeza, entre os chineses. Nunca nas ruas da cidade, em todo o ano, estiveram tão movimentadas.

Os salões de divertimentos do Hotel Central, os restaurantes e casas de pasto, os salões de dança, os cinemas e teatros e outros recintos de diversão ou de reuniões ou de reuniões sociais apresentavam o mesmo aspecto festivo e animadíssimo. Nos lares, nos pagodes e nos clubes, notava-se igualmente desusado movimento de gente. Já a afluência de forasteiros, já com o abandono das habituais fainas dos marítimos, dir-se-ia que a população citadina triplicara nesses dias. Por toda a parte se ouvia o permutar da clássica saudação «Kong Hei Fat Choi» (Parabéns, boa sorte), geralmente acompanhada do tradicional «lai si» (dinheiro envolto em papel encarnado)

No primeiro dia do novo ano, houve festiva recepção na sede da Associação Comercial de Macau, tendo, segundo uma velha praxe, na véspera a Companhia «Tai Heng», proprietária do Hotel Central, oferecido, no Restaurante «Golden City» do mesmo Hotel, um banquete chinês em honra do Governador da Província, assistindo também diversos funcionários e suas esposas..

(1) «Macau B. I.», III-61 de 15 de Fevereiro de 1956, p. 6.

“Naquele maravilhoso Outono de 1931, nada parecia abalar a confiança no futuro de Macau. A vida era baratíssima. Por exemplo, a firma Beatriz Berta de Sousa, sita na Rua Horta da Companhia, n.º 10, (1) vendia um litro de azeite de oliveira a $1.30, e a “Macao Store“, loja fornecedora de géneros alimentícios, na Avenida Almeida Ribeiro, anunciava em “A Voz de Macau” que “o preço do gelo para este ano é de 1 avo por libra“.

A livraria “Oriente Comercial Limitada” dava a conhecer aos seus fregueses as novidades literárias: “Lourdes”, de Brito Camacho, “Hollywood, capital de imagens“, de António Ferro, e “O Homem que matou o Diabo“, de Aquilino. O Porto Exterior ainda não era completa desilusão. Navios nacionais, o “Chinde” e o “Gil Eanes“, fundeavam, trazendo tropa e deportados políticos. Na ponte-cais de madeira, onde se acha o Clube Náutico, acostava o “Sagres” da Macau-Timor Line e da Macau-Mozambique Line. Os funcionários, que vinham da metrópole ou partiam, finda a comissão ou de licença graciosa, viajavam no “Porthos” da Messageries Maritimes e no “Derfflinger” da Mala Alemã Loyd, desembarcando ou embarcando em Hong Kong.

Quem quisesse um suculento e retinto prato português ia à “Aurora Portuguesa” (2) ou ao “Fat Siu Lau“. (3) Para um bom copo de leite e variados refrescos, havia a “Leitaria Macaense” (4) junto ao “Capitol”. Para um saboroso “kai si fán” (arroz de galinha) estava o restaurante “United States”, no rés-do-chão do Hotel Central, (5) em frente ao “Vitória”. E se se queria dançar, subia-se ao 6.º andar do mesmo hotel, onde estava o clube Hou Heng.” (*)

(1) Ver: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/10/23/anuncios-de-casas-comerciais-do-ano-de-1941/ (2) Ver: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/aurora-portuguesa/ (3) Ver: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/restaurante-fat-siu-lau/ (4) Ver: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/leitaria-vacaria-macaense/ (5) Ver: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/hotel-centralpresident-hotelgrand-central-hotel/

(*) FERNANDES, Henrique de Senna – Cinema em Macau II, 1930-31  in Revista da Cultura, n.º 18 (II Série) Janeiro-Março de 1994, pp.183-216. Edição do Instituto Cultural de Macau.

Henrique de Senna Fernandes nas suas memórias de Macau de 1934 descritas nos artigos “Cinema em Macau” , recordava:
“O evento social daquele Outono longínquo foi a inauguração da pastelaria “As Delícias“, dirigida por três senhoras da nossa sociedade, as irmãs Menezes, Celeste e Maria, e Ana Teresa d’Assumpção, mais conhecida por Anita d’Assumpção. “As Delícias” ficava na Avenida Almeida Ribeiro, onde hoje se encontra a Livraria da China fazendo esquina com a Rua Central.
A partir da sua inauguração, em 2 de Outubro, passou a ser apoiada pela melhor sociedade macaense, à hora do chá. Alguém dizia que correspondia em Macau à cafeteria Max de Hong-Kong. Descontando o evidente exagero, “As Delícias” era um local chique e elegante, de encontro e de reunião. Faziam-se toilettes para lá ir e não era de bom tom não o frequentar.
A pastelaria vinha satisfazer uma necessidade. Para quem não tivesse o bilhar e as partidas de “má-jong” e de brídge nos clubes e não permanecesse em casa, à hora da merenda, como se dizia em Macau antigo, o único sítio a ir era o Hotel Central. O Hotel Riviera, no entanto, tinha pruridos a hotel inglês, com as ementas nesta língua e os criados mascavando-a com convicção. Esse pseudo ambiente britânico não se coadunava com a vivacidade latina. Tirando a mesa de café do Dr. Carlos de Melo Leitão, à janela frente ao Banco Nacional Ultramarino, onde se reunia um grupo obrigatório para a cavaqueira, lá por volta das duas e meia da tarde, tudo o mais era inglês ou chinês de Hong-Kong. O “United States”, mais popular e terra-a-terra, não satisfazia os elegantes. Comia-se ali um espantoso “kai-si-fán” (arroz de galinha), muito nutriente, dizia – se, para quem viesse das blandícias da Rua da Felicidade, mas não tinha nada de requintado.
“As Delícias” apresentava um ambiente muito português. Os pastéis e os bolos eram divinos e, por todos os lados, só se ouvia o português. Tornou-se um centro nevrálgico de Macau. Quem quisesse conhecer as novidades da terra, os boatos, o diz-se, era para “As Delícias” que se dirigia. Ali pontificavam os avatares da cidade, os que arvoravam em saber de tudo. A expressão “Ouvi ontem dizer nas Delícias…” obteve foros de sacramental. Quem quisesse contactar com as figuras mais em evidência na terra, tinha que se sentar nas mesas de “As Delícias“. E nessas mesmas mesas, muito namoro e casamento se forjaram. “As Delícias” tinha uma verdadeira cor local, numa cidade muito portuguesa e ainda com ressaibos largos da vida patriarcal dos nossos maiores
Lembramo-nos do nosso primeiro encontro com “As Delícias“. Tínhamos vindo do matagal da Guia, onde fomos construir uma “mina” com companheiros. Mal chegámos a casa, a criada disse que os pais nos esperavam na pastelaria. Esquecemo-nos da apresentação e fomos com os joelhos marcados de terra, a camisa amarrotada. O olhar fulo da mãe gelou-nos. Sentámo-nos embaraçado, mas os pastéis dourados de amêndoa e ovos breve nos fizeram esquecer as agruras. Estávamos com fome e, logo à primeira, metemos todo o pastel na boca, com a voracidade típica da adolescência. Outro olhar fulo da mãe e a reprimenda clássica: “Esqueceste as maneiras que aprendeste”. Esta a primeira recordação de “As Delícias“.” (1)
FERNANDES, Henrique de Senna  – Cinema em Macau (1932-1936). Revista de Cultura N.º 23 (II Série) Abril/ Junho 1995. Instituto Cultural de Macau, pp. 133-170.

Pequeno opúsculo (17 cm x 12 cm), editado pela Agência Geral do Ultramar, sem data registada, em português, cuja versão em francês publiquei em 17-04-2012 (1)
O conteúdo é o mesmo dos opúsculos editados também pela Agência-Geral do Ultramar, de 1964 ou anterior a esta data, publicados em (2) (3) e (4), variando somente nas fotografias (coloridas e a preto e branco) que pela qualidade tipográfica (impresso em offset) pressuponho que este opúsculo seja posterior a 1964.
Ligeiros acrescentos no texto, confirmam esta afirmação:
No que se refere a “A entrada ou permanência de estrangeiros na Província de Macau”, há um parágrafo no final: “Os portugueses necessitam apenas do seu passaporte ou guia de viagem “
E nas referências aos hotéis, há uma divisão em Hotéis Europeus (Hotel Riviera, Hotel Bela Vista, Pousada de Macau) e Hotéis Chineses (Hotel Central, Hotel Kuoc Chai)
O Hotel Central situado a meio da Avenida Almeida Ribeiro, perto de todas as casas de espectáculos, é o centro da vida nocturna de Macau. Além de 200 quartos dotados de todas as comodidades, possuiu, sob a direcção de pessoal especializado, um luxuoso «Salão de beleza». No 6.º andar, aberto todas as noites, funciona um «Salão de dança», onde toca uma escolhida orquestra filipina. No rés-do-chão e no «mezanino» o restaurante «Golden Gate», que fornece comida europeia, e no 5.º andar o restaurante chinês «Golden City»
Preços dos quartos:
Singelos (sem casa de banho) ……………             5.00 patacas diárias
Singelos (com casa de banho) ……………           13.00 patacas diárias
Dobrados (sem casa de banho) …………            14.00 patacas diárias
Dobrados (com casa de banho) …………..          20.00 patacas diárias”
“O Hotel Kuoc Chai, situado ao fundo da Avenida Almeida Ribeiro, junto das pontes de desembarque do Porto Interior, onde atracam todos os barcos da carreira Macau-Hong Kong. De linhas modernas e janelas rasgadas, tem84 quartos. No rés-do-chão e no «mezanino» funciona um restaurante de comida europeia, e no 3.º andar outro de comida chinesa. Além dum «Salão de beleza», instalado no «mezanino», existe no 1.º andar um «Salão de dança»
Preços dos quartos:
Singelos (sem casa de banho) ……………             10.00 patacas diárias
Singelos (com casa de banho) ……………            18.00 patacas diárias
Dobrados (todos com casa de banho) …………  25.00 patacas diárias”

Nas páginas centrais, a fotografia das Ruínas de S. Paulo
O Porto Interior (a ponte cais n.º 16 no canto inferior direito) – foto tirada do Hotel Kuok Chai

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/04/17/folheto-propaganda-macao-une-ville-portugaise/
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/03/21/folheto-propaganda-macau-portugal-no-oriente-i/
(3) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/04/03/folheto-de-propaganda-macau-portugal-no-oriente-ii/
(4) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/09/17/folheto-de-propaganda-macau-terra-de-maravilha/

No mesmo dia em que foram lançados pelo «Correio de Macau», no dia 15 de Novembro de 1990, o sobrescrito, os quatro selos e o carimbo de 1º dia de circulação (1)  –  emissão extraordinária filatélica sob o tema:

“JOGOS COM ANIMAIS”

– foram também postos em circulação quatro postais (14,5 cm x 10,5 cm) da mesma temática, numa emissão especial dos Correios e Telecomunicações de Macau.
No verso tem a seguinte informação:
BP – MACAU – 38
Jogos com Animais
Luta de Grilos
60 avos
Emissão Especial dos CORREIOS E TELECOMUNICAÇÕES DE MACAU.

O combate de grilos é disputado no início do Outono, principalmente durante o período da Sétima Lua (Lap T chau)… (…)
Outubro é o mês tradicional dos combates de grilos, visto corresponder à época em que estes insectos hibernam, o que facilita a sua captura, em plena toca, por mãos camponesas. Uma vez capturados, os grilos são metidos em pequenos cilindros (com 10 cm x 4 cm) feitos com o colmo de bambu… (…)
Há dezenas de anos, Macau era palco dos combates de grilos nesta região. Quando a prática era comum nestas paragens, os grilos eram transportados até Macau por camponeses oriundos de diversos pontos da China.
Inúmeros hotéis, hospedarias e casas particulares de gente rica enchiam-se de apostadores, vendedores e curiosos. Os mais conhecidos eram o Hotel Central e o Hotel Ung Chau, bem como algumas residências da Rua dos Cules, Travessa dos Anjos e Calçada do Gamboa… (…) ” (2)
No verso tem a seguinte informação:
BP – MACAU – 39
Jogos com Animais
Luta de Pássaros
60 avos
Emissão Especial dos CORREIOS E TELECOMUNICAÇÕES DE MACAU.

“A época de luta de pássaros em Macau é curta. Durante três ou quatro dias por ano, os aficionados deste tipo de combate reúnem-se na Rua Cinco de Outubro, num edifício muito antigo transformado em casa de pasto. Neste período, não se ouve o habitual ruído das tijelas e dos “fai-chis”, nem tão pouco as amenas cavaqueiras, em voz alta, dos clientes saboreando os “dim-sam”. Qualquer coisa estranha paira no ar, misturada com a invulgar animação provocada pelo chilreio de dezenas de pássaros, enfiados em gaiolas, prontos para entrarem em combate.
Os donos dos pássaros, principais aficionados deste tipo de apostas, combinam entre si os combates, passam a palavra e, no dia marcado, aparecem com as suas gaiolas cuidadosamente protegidas com capas de pano branco… (…)
No local, faz-se silêncio absoluto e quatro regras são escrupulosamente cumpridas antes e durante o combate; proibição de fumar; de falar; de aplaudir : ou de envergar qualquer tipo de chapéu – a fim de não influenciar o desenlace da luta. Também não é permitido fotografar com “flash”, visto que o clarão produzido assusta as aves. … (…)”
(1) Ver a postagem de ontem neste mesmo blogue:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/11/15/noticia-de-15-novembro-de-1990-filatelia-jogos-com-animais-i/
(2) BARROS, Leonel – Tradições Populares. APIM, 2004.

Mais três fotos de Macau (com as respectivas legendas) publicados na imprensa brasileira em 1933.
Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/correios-de-macau-c-t-t/
Ver anteriores referências em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/hotel-centralpresident-hotelgrand-central-hotel/
Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/farol-da-guia/

Assinalando o 1.º aniversário de seu governo (1) a Comunidade Chinesa de Macau homenageou o governador da província, comandante Pedro Correia de Barros, e sua esposa, no dia 8 de Março de 1958, com um lauto banquete chinês no restaurante “Golden City” («Cidade de Oiro»), no Hotel Central (2)
Retribuindo os cumprimentos do comandante militar interino, tenente-coronel Leonídio Marques de Carvalho, o governador comandante Pedro Correia de Barros esteve no quartel-general, onde lhe foram prestadas as honras de ordenança militar.

Esta imagem tem um texto alternativo em branco, o nome da imagem é bgu-xxxiv393-mar1958-embaixador-eua-1.png

Esteve em Macau, despedindo do governador comandante Pedro Correia de Barros, o novo embaixador dos Estados Unidos em Taipé Sr. Everet F. Drumright, (3) antigo cônsul geral em Macau e Hong Kong, acompanhado do adido naval, comandante M. C.Walley
Procedeu-se, no Porto Exterior, à destruição de grande quantidade de estupefacientes e artigos de fumatório e de laboratório apreendidos nos últimos 6 meses e avaliados em cerca de um milhão de patacas. Na foto vê-se o governador Pedro Correia de Barros assistindo.
Informações e fotos de «BGU» XXXIV-393, Março de 1958.
(1) Pedro Correia de Barros, tomou posse a 8 de Março de 1957 e governou a Província de Macau até 17 de Setembro de 1959 (sucedeu-o Jaime Silvério Marques)
Anteriores referências a este Governador em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/pedro-correia-de-barros/
(2) O restaurante “Golden City” («Cidade de Oiro») ficava no 5.º andar do Hotel Central
Anteriores referências a este Hotel em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/hotel-centralpresident-hotelgrand-central-hotel/
(3) Everrett F. Drumright (1906-1993), diplomata de carreira desde 1930, foi embaixador dos Estados Unidos em Taipé de 1958 a 1962. Foi um defensor das pretensões chinesas de Taipé (nacionalista), nas Nações Unidas (nomeadamente no assento no Conselho de Segurança). Reformado em 1963, manteve-se como académico em universidades americanas. Era um estudioso da língua chinesa pelo que a maior parte da sua carreira diplomática esteve sempre ligado à China (Hankow, Beijing, Shanghai, Shantou, Nanjing, Chongqing). Cônsul geral em Hong Kong e Macau de 1954 a 1958. (“The New York Times”, 27 de Abril de 1993)

Mais dois “slides” digitalizado da colecção  “MACAU COLOR SLIDES  – KODAK EASTMAN COLOR)”comprado na década de 60 (século XX), se não me engano , na Foto PRINCESA (1)

O edifício das Repartições Públicas, na Praia Grande, inaugurado no dia 21 de Maio de 1952 (2) e a estátua de Jorge Álvares, do escultor Euclides Vaz, inaugurada a 16 de Setembro de 1954. (3)

O Ministro do Ultramar Sarmento Rodrigues na sua deslocação a Macau em Junho de 1952, acompanhado pelo Governador da província, visitou no dia 20 de Junho de 1952, o Palácio das Repartições Públicas que tinha sido inaugurado no dia 21 de Maio de 1952 e presidiu à inauguração do Tribunal Judicial da Comarca.
Com a progressiva saída das repartições que aí estavam instaladas (Serviços de Fazenda e Contabilidade, Serviços de Administração Cívil e Administração do Concelho), em finais da década de 70 o edifício passou a ter os serviços dos vários tribunais, pelo que normalmente era referido como “O Tribunal” , na década de 80.

O Palácio das Repartições à esquerda (foto tirada provavelmente do edifício D. Leonor), a Avenida Almeida Ribeiro à direita (o Hotel Central, o edifício mais alto).

(1) Ver anteriores slides desta colecção em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/category/artes/
(2) Este edifício denominado Palácio das Repartições Públicas substituiu o antigo Palácio das Repartições que tinha sido construído entre 1872-1874, no mesmo lugar (começou por ser residência de governadores, depois diversos  serviços públicos e mesmo o início do Banco Nacional Ultramarino). Como foi construído de tijolo e madeira, com o tempo, devido à formiga branca e tufões, degradou-se e foi necessário demoli-lo em 1946.O projecto do novo edifício foi de António Lei , de 1949  e conforme regime da altura, estilo monumental com colunas altas em pedra. (4)
Anteriores referências ao Palácio das Repartições
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/06/20/noticia-de-20-de-junho-de-1952-o-palacio-das-reparticoes-publicas-e-o-tribunal-judicial/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/05/21/noticia-de-21-de-maio-de-1951-edificio-das-reparticoes/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/12/10/noticia-de-10-de-dezembro-de-1862-visconde-da-praia-grande/
(3) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jorge-alvares/
(4) Descrição mais pormenorizada, aconselho consulta em:
http://www.hpip.org/def/pt/Homepage/Obra?a=499