Pequeno opúsculo editado da Agência Geral do Ultramar (sem data, somente a indicação de “NEOGRAVURA – LISBOA – 5.000 ex”.; mas muito provavelmente do final de 50) (1), com o mesmo tamanho (16,5 cm x 12 cm) e impressão gráfica do opúsculo que publiquei em “FOLHETO DE PROPAGANDA – MACAU, PORTUGAL NO ORIENTE I e II”, impresso em 1964. (2)

Macau Terra de Maravilha AGU CAPA CONTRACAPA

O desenho da capa é de Fausto Rocha
Na contra-capa , o mesmo mapa de Macau (colorido mas com cores diferentes) existente na contra-capa do opúsculo “MACAO – UNE VILLE PORTUGAISE” (impresso em francês) (3)

Macau Terra de Maravilha AGU 1.ª Página1.ª Página, com uma fotografia da Rua da Felicidade

Embora o título seja diferente, assim como as fotografias (24 fotos, todas a preto e branco), o conteúdo é igual ao publicado, em 1964 (2). Apresenta o mesmo número de páginas: 32 páginas.
Assim os pequenos capítulos subdivididos são iguais. Escolho outros parágrafos, iguais nas duas edições.
1 -” Macau – terra maravilhosa“
Em 1910, Macau tinha apenas 3,380 quilómetros quadrados. Por causa de aterros efectuados para a construção do seu porto exterior e devido à reunião de lodos trazidos pelos braços do delta passou a contar, em 1927, mais 2,042 quilómetros quadrados. E desde essa altura, mercê de novos trabalhos a superfície da cidade não deixa de aumentar.…” (p. 3)

Macau Terra de Maravilha AGU Av. Almeida Ribeiro I“Trecho da Avenida Almeida Ribeiro”

2 – “Uma cidade maravilhosa “ (a única alteração é no título, na edição de 1964 é: “Uma grande cidade“)
A cidade tem uma vida intensa vida nocturna. Talvez de noite ela, seja ainda mais bela, mais aliciante, mais sedutora e mais original. Uma volta de automóvel por Macau faz-se em vinte minutos. O carro deixa a Almeida Ribeiro e entra na rua Pereira Marques, de grande movimento de gente e muita vida comercial. Da banda da direita, onde fica o porto interior, há uma série de pontes-cais, onde se embarca para Hong Kong, para Coloane e para a Taipa….…” (p. 6)

Macau Terra de Maravilha AGU Av. Almeida Ribeiro II“Outro trecho da Avenida Almeida Ribeiro”

3 – “Um elevado nível de cultura” 
“Na rua de Felicidade, que é caracteristicamente china, moram as mais lindas cantadeiras dos banquetes. São raparigas profissionais, muito dignas dentro do seu conceito de moral oriental, que, sendo diferente do nosso se deve apenas considerar como diferente.,. ” (p. 12).
4 – “Um pouco de história“.
5 – “A cidade de Macau
Em especial, no período que vai de Outubro a Março, na segunda monção, a cidade goza de magníficos dias, iguais aos de Lisboa. De Abril a Setembro é o tempo característico dos tufões que assolam os mares da China. Maca, porém, é raras vezes directamente vítima dessas terríveis tempestades. (p. 22)

Macau Terra de Maravilha AGU Rua Comercial“Uma rua comercial”

6 – “A ilha da Taipa
A Taipa Pequena, bastante pinturesca, possui duas praias e é muito acidentada, com vales de densa vegetação. Possui cais acostável, é servida por boas estradas e ali se encontra instalada uma importante indústria de fogo de artifício…” (p. 23)
7 – ” A ilha de Coloane“
Perto de Ká Hó estão instalados seis pavilhões que abrigam os leprosos que aparecem na província e ali são internados. Trata-se de um estabelecimento hospitalar considerado, no género, dos melhores de todo o Extremo Oriente. Ainda mais acidentada que, a Taipa, a ilha de Coloane possui igualmente vales pitorescos e abundante vegetação……” (p. 24)
8 – “Meios de comunicação
A viagem demora, aproximadamente, mês e meio e o turista que, largado de Lisboa, queira visitar Macau tem amplo tempo para descansar e ver algumas das mais belas e populosas cidades do Oriente. Os navios desta carreira escalam, entre outros, os portos de Porto Said, Suez, Mormugão, Singapura, Hong Kong e Macau. Alternadamente visitam também Dili, capital do nosso Timor e Manila, nas Filipinas….…” (p. 26)
Os procedimentos para “a entrada e permanência de estrangeiros” na edição 1964 eram ligeiramente diferentes, “a entrada ou permanência de estrangeiros na Província de Macau”: os vistos de entrada tinham a validade de quinze dias para os eram tirados nas representações diplomáticas e sessenta dias para os que eram  emitidos  nas representações consulares,  enquanto que , em 1964,  eram, respectivamente, de vinte e noventa dias.
A indicação dos “passeios e locais, dignos de visitar”, é idêntica nas duas edições.

Macau Terra de Maravilha AGU Páginas CentraisNas páginas centrais onde estava a foto de Macau, tirada do Farol da Guia na edição de 1964 (1),  nesta edição, encontra-se duas fotos: à esquerda: “uma vista parcial da Zona norte da cidade de Macau, tirada da Penha” e à direita: “Jardim de Camões”.

As alterações mais significativas encontram-se (nesta edição) nas indicações de:
Hotéis com os seus preçários (onde subdivide em “Principais Hotéis Europeus” e Principais Hotéis Chineses”) Ainda listava o «Hotel Central» que já não figura na edição de 1964.
Restaurantes (só estão referenciados: Fat-Siu-Lau – comida europeia, com especialidade em pratos de bacalhau; Golden Gate – comida europeia; Ruby – comida europeia; Long Kei – comida chinesa; Golden City – comida chinesa).
Teatros, cinemas e outros divertimentos– idêntico nas duas edições.
Acontecimentos anuais: Macau Grand Prix, Concurso hípico (Outubro); Feira Popular (Agosto a Novembro); Feira dos Santos Populares (Junho); Exposição Filatélica (permanente).
Festas religiosas.
Horário dos vapores da carreira de Hong Kong (referência somente ao «Tak Shing», «Tai Loy» e «Fat-Shan»)
Consulados (endereços) da Grã-Bretanha, Holanda, Tailândia e Delegação Especial do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China.
Principais bancos (idênticos nas duas edições: Banco Nacional Ultramarino, Banco Tai Fung e Banco Lam Tong).
Agências de viagens (Agência Geral de Turismo, H. Nolasco & C.ª Lda., Companhia de Auto-carros «Fok Lai» e «Macao Air Transport»)
A indicação do Turismo, na edição de 1964:
Centro de Informação e Turismo – Palácio da Praia Grande – Tel. 2898
Nesta edição:
Secção de Propaganda e Turismo da Repartição Central dos Serviços Económicos.

(1) A descrição da ”entrada ou permanência de estrangeiros “, “hotéis “ e outros pequenos dados “turísticos”, leva-nos a pressupor que esta edição deverá ser do final da década de 50.

3 edições de MACAU AGUAs 3 edições referidas: 195? , 196? (em francês) e 1964

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/03/21/folheto-propaganda-macau-portugal-no-oriente-i/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/04/03/folheto-de-propaganda-macau-portugal-no-oriente-ii/
(3) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/04/17/folheto-propaganda-macao-une-ville-portugaise/