Archives for posts with tag: Década de 60 (século XX)


Um pino (pin), circular de 2 cm de diâmetro, oferecido por uma associação que se formou na década de 90 (século XX), se não me falha a memória (não me lembro do nome da associação), ligada a deficientes motores.
Na altura, já existia a “Associação Recreativa e Desportiva dos Deficientes de Macau” (ARDDM)(1) fundada na década de 60 (século XX) por Leonel Borralho, (2) e actualmente presidida por António Fernandes.

Pino por trás – mecanismo de fixação

(1) Ver anteriores referências à ARDDM / CPM ARDDM:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/associacao-recreativa-e-desportiva-dos-deficientes-de-macau-arddm/
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/leonel-borralho/ 

Um copo da “Coca-Cola”, de vidro azulado, da década de 60, cilíndrica, de 12 cm de altura e 6,5 cm de maior diâmetro (5,5 cm de base )

 

 

Saco de papel acastanhado (30 cm x 12 cm) com as letras do anúncio em azul escuro.

Lavandaria e tinturaria à máquina
VA MEI
Rua de S. Domingos n.º 9
TEL. 4070

Saco com o mesmo “design” nos dois lados, provavelmente da  década de 60 ou de 70 do século XX.

華美mandarim pīnyīn: huā, měi; cantonense jyutping: waa4, mei5

Dois postais (1) da colecção MAM, de 18 cmx 12 cm, com duas excelentes fotografias de Ou Ping, fotógrafo de Macau.
Lembro-me muito bem destes “ardinas” de Macau que a pé ou, os mais afortunados, de bicicleta, distribuíam logo pela manhã (muitas vezes ainda antes de amanhecer) os jornais (chineses e portugueses), pondo nas caixas de correio das residências dos assinantes, ou como este, verdadeiros malabaristas ao atirarem para as varandas dos 1.ºs e 2.º andares das casas, sem deixarem de pedalar.
歐平mandarin pīnyīn: ōu píng ; cantonense jyutping : au1ping4
Ou Ping trabalhou para o Jornal Ou Mun mais de 40 anos. Foi Presidente da Sociedade Fotográfica de Macau e sócio honorário da Sociedade Internacional de Imagem de Hong Kong. Foi convidado pela Associação de Fotógrafos da China, para em Pequim, integrar no Festival Internacional de Cinema da Ásia. Participou em muitas exposições tanto em Macau como no estrangeiro.
http://www.macaucreations.cn/artist/view/34.html
NOTA: Pode ver e ouvir (em cantonense) este artista aquando duma sua exposição:
Reminiscence – Macao Old Photos Collection Exhibition
https://www.youtube.com/watch?v=F3vUdlgXJCk
(1) Da «Colecção do Museu de Arte de Macau», comprado em 2015.

Continuação das amostragens das caixas de fósforos que possuo do Hotel Lisboa. (1)
Das 4 caixas do mesmo design (com cores diferentes) num dos lados, apresento a 4.ª caixa. De cor preta, com as mesmas dimensões das anteriores e com a imagem do logótipo do Hotel Lisboa em ambas os lados.

Dimensões: 5, 5 cm x 3,5 cm x 0,8 cm
Lado A: logótipo do Hotel Lisboa (cor amarela); com manchas
Lado B: logótipo do Hotel Lisboa (cor amarela); com manchas
TEL. 7666

Esta caixa é semelhante à anterior apresentada, da década de 60 e 70 do século passado.

Fósforos de “cabeça” azul

Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/06/28/caixas-de-fosforos-do-hotel-lisboa-i/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/07/04/caixas-de-fosforos-do-hotel-lisboa-ii/

Continuação das amostragens das caixas de fósforos que possuo do Hotel Lisboa (1)
Das 4 caixas do mesmo design (com cores diferentes) num dos lados, apresento a 3.ª caixa de cor azul turquesa, com as mesmas dimensões das anteriores e  com a imagem do logótipo do Hotel Lisboa em ambas os lados.

Dimensões: 5, 5 cm x 3,5 cm x 0,8 cm
Lado A: logótipo do Hotel Lisboa, com ligeiros riscos nesta face
Lado B: logótipo do Hotel Lisboa
TEL. 7666

Em relação ás anteriores caixas que foram publicadas, pelo número de telefone, esta caixa será das primeiras do Hotel Lisboa – década de 60/70.

Fósforos de “cabeça” branca

Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/06/28/caixas-de-fosforos-do-hotel-lisboa-i/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/07/04/caixas-de-fosforos-do-hotel-lisboa-ii/

Brochura de 49 páginas da Professora Dra. Ana Maria Amaro, editado em 1967, pelo Centro de Informação e Turismo (Macau) e imprimido na Tipografia da Missão do Padroado (acabou de se imprimir a 25-04-1967).

Na Capa: um Ká San (家神) figura em madeira, produto do artesanato local.

O artesanato, em Macau, está praticamente cantonado à população chinesa já que os portugueses, constituindo pequena parte da população local, ocupam, principalmente, diversos cargos do funcionalismo público.
Onde acaba, em Macau, o artesanato e começa o regime de fabriqueta, é realmete, muito difúicil, por vezes, de destrinçar, não só porque a maior parte dos maquinismos são muito rudimentares, mas, também, porque o modo de assalariamento  de aprendizes, entre os chineses, é diverso do que, actualmente , se verifica no Ocidente.
A maioria dos aprendizes, em regime de verdadeira corporação medieval, tradicional na velha China, recebe alimentação e ensinamentos, por vezes a par do alojamento, em lugar de salário, que, apenas, costuma ser atribuído à queles que desempenham já cargos de monitores e aos quais compete orientar os mais atrasados no ofício.
Entre os chineses conservadores, continua a ser adoptada, em Macau, esta aprendizagem de artes e ofícios, nos clássicos moldes do Império do Meio. E é deste modo que não há, em certos casos, por assim dizer, empregados e patrões mas sim o mestre e os seus discípulos. “
A autora descreve as verdadeiras formas artesanais (as chamadas indústrias caseiras) que  ainda existiam em Macau na década de 60 (século XX) enumerando-as por ordem decrescente de importância:
Trabalhos em bambu, panchões, objectos em papel, pivetes de culto, velas votivas, objectos em madeira, bordados, lampeões, vassouras espanadores, cordas, aprestos de pesca, objectos em rota (rotim, ola e fibra de plástico), objectos em folhas de Flandres e latão, objectos em arame, caixas de fósforos, pintura em vidro e gravação de espelhos, figuras em massa de farinha, colheres em casca de coco, objectos em fio de plástico, tamancos, roupas de criança, gravação em pedras de má tcheóng, e tecelagem.
AMARO, Ana Maria – Alguns Aspectos do Artesanato em Macau. Centro de Informação e Turismo (Macau), 1967, 40 p., 24,5 cm x 18 cm. Tiragem: 500 exemplares.
家神mandarim pīnyīn: jiā shēn ; cantonense jyutping: gaa1 san1 – divindade da família.