Archives for posts with tag: Década de 60 (século XX)

Um copo da “Coca-Cola”, de vidro azulado, da década de 60, cilíndrica, de 12 cm de altura e 6,5 cm de maior diâmetro (5,5 cm de base )

 

 

Saco de papel acastanhado (30 cm x 12 cm) com as letras do anúncio em azul escuro.

Lavandaria e tinturaria à máquina
VA MEI
Rua de S. Domingos n.º 9
TEL. 4070

Saco com o mesmo “design” nos dois lados, provavelmente da  década de 60 ou de 70 do século XX.

華美mandarim pīnyīn: huā, měi; cantonense jyutping: waa4, mei5

Dois postais (1) da colecção MAM, de 18 cmx 12 cm, com duas excelentes fotografias de Ou Ping, fotógrafo de Macau.
Lembro-me muito bem destes “ardinas” de Macau que a pé ou, os mais afortunados, de bicicleta, distribuíam logo pela manhã (muitas vezes ainda antes de amanhecer) os jornais (chineses e portugueses), pondo nas caixas de correio das residências dos assinantes, ou como este, verdadeiros malabaristas ao atirarem para as varandas dos 1.ºs e 2.º andares das casas, sem deixarem de pedalar.
歐平mandarin pīnyīn: ōu píng ; cantonense jyutping : au1ping4
Ou Ping trabalhou para o Jornal Ou Mun mais de 40 anos. Foi Presidente da Sociedade Fotográfica de Macau e sócio honorário da Sociedade Internacional de Imagem de Hong Kong. Foi convidado pela Associação de Fotógrafos da China, para em Pequim, integrar no Festival Internacional de Cinema da Ásia. Participou em muitas exposições tanto em Macau como no estrangeiro.
http://www.macaucreations.cn/artist/view/34.html
NOTA: Pode ver e ouvir (em cantonense) este artista aquando duma sua exposição:
Reminiscence – Macao Old Photos Collection Exhibition
https://www.youtube.com/watch?v=F3vUdlgXJCk
(1) Da «Colecção do Museu de Arte de Macau», comprado em 2015.

Continuação das amostragens das caixas de fósforos que possuo do Hotel Lisboa. (1)
Das 4 caixas do mesmo design (com cores diferentes) num dos lados, apresento a 4.ª caixa. De cor preta, com as mesmas dimensões das anteriores e com a imagem do logótipo do Hotel Lisboa em ambas os lados.

Dimensões: 5, 5 cm x 3,5 cm x 0,8 cm
Lado A: logótipo do Hotel Lisboa (cor amarela); com manchas
Lado B: logótipo do Hotel Lisboa (cor amarela); com manchas
TEL. 7666

Esta caixa é semelhante à anterior apresentada, da década de 60 e 70 do século passado.

Fósforos de “cabeça” azul

Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/06/28/caixas-de-fosforos-do-hotel-lisboa-i/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/07/04/caixas-de-fosforos-do-hotel-lisboa-ii/

Continuação das amostragens das caixas de fósforos que possuo do Hotel Lisboa (1)
Das 4 caixas do mesmo design (com cores diferentes) num dos lados, apresento a 3.ª caixa de cor azul turquesa, com as mesmas dimensões das anteriores e  com a imagem do logótipo do Hotel Lisboa em ambas os lados.

Dimensões: 5, 5 cm x 3,5 cm x 0,8 cm
Lado A: logótipo do Hotel Lisboa, com ligeiros riscos nesta face
Lado B: logótipo do Hotel Lisboa
TEL. 7666

Em relação ás anteriores caixas que foram publicadas, pelo número de telefone, esta caixa será das primeiras do Hotel Lisboa – década de 60/70.

Fósforos de “cabeça” branca

Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/06/28/caixas-de-fosforos-do-hotel-lisboa-i/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/07/04/caixas-de-fosforos-do-hotel-lisboa-ii/

Brochura de 49 páginas da Professora Dra. Ana Maria Amaro, editado em 1967, pelo Centro de Informação e Turismo (Macau) e imprimido na Tipografia da Missão do Padroado (acabou de se imprimir a 25-04-1967).

Na Capa: um Ká San (家神) figura em madeira, produto do artesanato local.

O artesanato, em Macau, está praticamente cantonado à população chinesa já que os portugueses, constituindo pequena parte da população local, ocupam, principalmente, diversos cargos do funcionalismo público.
Onde acaba, em Macau, o artesanato e começa o regime de fabriqueta, é realmete, muito difúicil, por vezes, de destrinçar, não só porque a maior parte dos maquinismos são muito rudimentares, mas, também, porque o modo de assalariamento  de aprendizes, entre os chineses, é diverso do que, actualmente , se verifica no Ocidente.
A maioria dos aprendizes, em regime de verdadeira corporação medieval, tradicional na velha China, recebe alimentação e ensinamentos, por vezes a par do alojamento, em lugar de salário, que, apenas, costuma ser atribuído à queles que desempenham já cargos de monitores e aos quais compete orientar os mais atrasados no ofício.
Entre os chineses conservadores, continua a ser adoptada, em Macau, esta aprendizagem de artes e ofícios, nos clássicos moldes do Império do Meio. E é deste modo que não há, em certos casos, por assim dizer, empregados e patrões mas sim o mestre e os seus discípulos. “
A autora descreve as verdadeiras formas artesanais (as chamadas indústrias caseiras) que  ainda existiam em Macau na década de 60 (século XX) enumerando-as por ordem decrescente de importância:
Trabalhos em bambu, panchões, objectos em papel, pivetes de culto, velas votivas, objectos em madeira, bordados, lampeões, vassouras espanadores, cordas, aprestos de pesca, objectos em rota (rotim, ola e fibra de plástico), objectos em folhas de Flandres e latão, objectos em arame, caixas de fósforos, pintura em vidro e gravação de espelhos, figuras em massa de farinha, colheres em casca de coco, objectos em fio de plástico, tamancos, roupas de criança, gravação em pedras de má tcheóng, e tecelagem.
AMARO, Ana Maria – Alguns Aspectos do Artesanato em Macau. Centro de Informação e Turismo (Macau), 1967, 40 p., 24,5 cm x 18 cm. Tiragem: 500 exemplares.
家神mandarim pīnyīn: jiā shēn ; cantonense jyutping: gaa1 san1 – divindade da família.

Mais dois “slides” digitalizados da colecção  “MACAU COLOR SLIDES  – KODAK EASTMAN COLOR)”comprado em finais da década de 60 (século XX), se não me engano , na Foto PRINCESA (1)

O Largo do Senado já sem a estátua do Coronel Nicolau Mesquita (após 1966)

O Largo Senado começa na Avenida de Almeida Ribeiro, em frente do edifício do antigo Paços do Concelho (Leal Senado) e termina no Largo de S. Domingos, junto da Travessa de S. Domingos.

Avenida Almeida Ribeiro cruzamento com a Avenida da Praia Grande e um bocado da Avenida do Infante D. Henrique

“Of late years Macao after a period of stagnation has been much improved by new roads laid out over the Campo and about the hills. A grand new avenue to cost $ 300,000 and to lead in direct line from the Inner Harbour opposite the Steamboat Company’s wharf to the Praya Grande, was mooted some years since; but the money has been spent on other improvements.”
BALL, J. Dyer – Macao: the Holy City,  the Gem of the Orient Earth, 1905.

Em 2 de Setembro de 1913 foi designada pelo nome de «Avenida Almeida Ribeiro», a nova Avenida do Bazar. A parte, a poente do Largo do Senado foi inaugurada em 1915. O último troço, a parte que ligou à Praia Grande, só teve o projecto aprovado em 16-10-1918, pelo que só posteriormente é que foi construída, após demolições do pavilhão que existia em frente ao Leal Senado e da casa do rico comerciante Lin Lian (então situada no cruzamento da Av. de Almeida Ribeiro com a Rua da Praia) e expropriações de vários prédios (por 77. 360 patacas; P. P. 82) do Largo de Senado, Travessa do Roquete, Rua da Sé e Pátio da Sé (aprovado por P.P.18 de 23-01-1919).
GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954
SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 4, 1997).
TEIXEIRA, Pe M. – Toponímia de Macau, 1997
(1) Ver anteriores slides desta colecção em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/category/artes/