Archives for posts with tag: Teatro Vitória

Estreia no Teatro Vitória, no dia 13 de Setembro de 1956, do filme musical “Rock Around the Clock”, o primeiro filme abordando o então fenómeno musical “rock and roll”.

Rock Around the Clock”, filme musical de 1956, produzido por Sam Katzman (produtor de muitos filmes de Elvis Presley na década de 60) e dirigido por Fred F. Sears, aproveitando o sucesso e popularidade do conjunto “Bill Haley and His Comets”, nomeadamento do disco “Rock Around the Clock” gravado em 1954 e popularizado em 1955.

Outros conjuntos musicais populares nessa época participam no filme: “Freddie Bell and His Bellboys” e “Tony Martinez and His Mambo“ e “The Platters,”

https://en.wikipedia.org/wiki/Rock_Around_the_Clock_(film

Bill Haley and His Comets” on DECCA Records, , 1955. https://en.wikipedia.org/wiki/Rock_Around_the_Clock

Trailers do filme em: https://www.youtube.com/watch?v=-eJOJhwgluE https://www.facebook.com/watch/?v=1811168742237246

Ver outros filmes com este tema: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/12/30/noticia-de-30-de-dezembro-de-1956-folheto-de-cinema-teatro-vitoria-xvii-boas-festas-e-feliz-ano-novo/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/06/09/noticia-de-9-de-junho-de-1957-folheto-de-cinema-teatro-capitol-xl-rock-pretty-baby/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/01/11/noticia-de-11-de-janeiro-de-1957-folheto-de-cinema-teatro-vitoria-xxxii-rock-rock-rock/

De interessante a chamada de ATENÇÃO, no verso do folheto, da apresentação do filme inglês (distribuído pela “Columbia Pictures”): “April in Portugal”, de 20 minutos de duração, filmado em 1954, e distribuído em 1956. Filme (tipo documentário turístico) narrado pelo actor Trevor Howard com a actriz Jocelyn Lane (no papel da guia turística, Jackie Lane). Dirigido por Euan Lloyd, argumento de O. Henry. Música de George Melachrino que participa com a sua orquestra. Além da Amália Rodrigues, participa também o toureiro António dos Santos (primo do toureiro Manuel dos Santos, morto em fevereiro de 1973 em acidente de viação),

Começou a 14 de Julho de 1960, no Teatro Vitória, o filme “A Múmia”

The Mummy” (A múmia) filme britânico de 1959, classificado como filme de terror (1) dirigido por Terence Fisher com os actores Peter Cushing (John Banning), Christopher Lee (Kharis/The Mummy), Raymond Huntley (Joseph Whemple) e Yvonne Furneaux (Isobel Banning/Princess Ananka). Produzido por Michael Carreras e Anthony Nelson Keys para o celebre “Hammer Film Productions. Filme colorido “Eastman Color” Argumento de Jimmy Sangster, não sendo no entanto, uma nova versão de um filme , de 1932, com o mesmo título, o clássico do cinema de terror interpretado por Boris Karloff e dirigido por Karl Freund.

https://www.imdb.com/title/tt0053085/ https://en.wikipedia.org/wiki/The_Mummy_(1959_film)

Trailers do filme: https://www.youtube.com/watch?v=nTnkLTRR6v8 https://www.youtube.com/watch?v=CX27D0aMjZc

BREVEMENTE: “Hell Bent for Leather”

“Hell Bent for Leather” filme americano, de 1960, um «western» dirigido por George Sherman com os actores: Audie Murphy, Felicia Farr, Stephen McNally e Robert Middleton. É o primeiro filme duma série de sete filmes «western» de baixo orçamento que Audie Murphy (1925–1971) protagonizou, já no declínio da sua carreira cinematográfica. https://en.wikipedia.org/wiki/Hell_Bent_for_Leather_(film)

(1) Do género “necrofilia” como tema central, mito da múmia “ressuscitada”, inspiradas nas expedições arqueológicas  e lendas em torno da descoberta do túmulo de Tutankhamon adaptado de uma obscura novela popular de Nina Wilcox Putman, pelo argumentista Richard Schayer (escreveu para mais de 100 filmes entre 1916 e 1956).

“O cinema brilha em Janeiro de 1934. O filme escolhido no Capitol, para o dia 1°, é o famoso “King Kong“, com os actores Fay Wray, Robert Armstrong e Bruce Cabot. Nos anúncios, o filme figura como a “oitava maravilha do mundo”. A bilheteira esgota-se durante os dias de exibição, porque todos querem admirar a odisseia do macaco gigante. Nunca havemos de esquecer as exclamações “uá” dos espectadores chineses, perante o macaco em fúria, a caminhar pelas ruas de Nova Iorque e a subir o «Empire State Building», onde encontrará a morte, perante as balas duma esquadrilha de aviões. O filme deixou uma memória perdurável que a segunda versão, feita há dois anos, e recentemente exibida entre nós, não apagou nem diminuiu. O primeiro “King Kong”, dentro do capítulo do filme de aventuras, é um clássico.

O Vitória não fica atrás da competição e em 5 de Janeiro oferece-nos um grande filme alemão de guerra “4 Infantrymen” (Os Quatro de Infantaria) (1) que ombreia com “All Quiet on the Western Front” (Nada de Novo na Frente Ocidental). Era a resposta alemã ao filme americano, mas movida pela mesma finalidade – o pacifismo, o repúdio da guerra, denunciando os seus horrores. Por ironia, a Alemanha estava nas mãos de Hitler e do Nacional-Socialismo.

Há outros filmes de lágrimas, de ternura e de pura evasão, como “The White Sister” com Clark Gable e Helen Hayes, “Smilin’ Through” de Norma Shearer e Frederich March, “Me and my Gal” de Spencer Tracy e Joan Bennett. Nomes que se fixam na mente e são preferência dos cinéfilos, todos eles no caminho ascensional da fama.

O Capitol apresenta uma série de fitas da casa alemã UFA, donde destacamos “Ronny” e o clássico “Madcheu in Uniform” (As Raparigas de Uniforme), hoje considerado um filme de antologia, com a bela actriz Dorothea Wieck.

(1) «Westfront 1918» é um filme de guerra alemão (as trincheiras da I Grande Guerra) dirigido por em 1930 por G. W. Pabst, dum argumento de Ladislaus Vajda adaptado dum romance “Vier von der Infanterie” deErnst Johannsen. https://en.wikipedia.org/wiki/Westfront_1918

(2) FERNANDES, Henrique de Senna – Cinema em Macau III (1932-36) in Revista da Cultura, n.º 23 (II Série) ABRIL/JUNHO de 1995, pp.151-152. Edição do Instituto Cultural de Macau. http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/30023/1797

Henrique de Senna Fernandes nas suas memórias: (1)
“Em princípios de Março (8 de Março de 1935), as atenções de Macau concentravam-se na visita do aviso “Gonçalves Zarco” que, em viagem de soberania, mostrava ao Oriente o que era a proclamada Renovação da Marinha de Guerra Portuguesa. Era um navio de guerra novo que trazia a estas paragens a bandeira das Quinas, preenchendo uma lacuna deixada pelo velho cruzador “Adamastor”, que regressara a Lisboa um ano e tal atrás, para ser abatido. A visita fora esperada com orgulho e nervosismo, pois todos queriam admirar essa “moderna unidade de guerra”. Em 8 de Março, Sexta-Feira, Macau engalanava-se para a receber. Diz “A Voz de Macau“, em termos líricos:
“Às 13:30 horas, avistou-se o ‘Gonçalves Zarco’, ao longe, todo cinzento e cuja elegante silhueta se desenhava altiva no horizonte, primeira unidade naval das que o ilustre Chefe do Governo, Dr. Olivera Salazar, mandou construir em Inglaterra e veio até nós, os portugueses do Extremo Oriente, que comovidamente a contemplávamos, como se contempla amorosamente o torrão da Mãe-Pátria”.
As unidades da Marinha Privativa da Colónia dirigiram-se ao largo para fazer a escolta. Comandava-as a lancha-canhoneira “Macau”, onde se encontrava o Capitão dos Portos, 1° tenente Samuel Vieira. Atrás seguiam com altivez as lanchas “Demétrio Cinatti”, “Talone” e “Coloane”, os rebocadores “Neptuno” e “Berta”, dois motores da Capitania dos Portos, as lanchas n° 5 e 6 e duas lanchas mandarinas. A incorporar no cortejo figuravam também a lancha “Luntsing” das Alfândegas Chinesas e outras lanchas e motores particulares. Nessa “esquadra” iam funcionários civis e militares; muitas senhoras; escoteiros de Macau; Banda Municipal; pessoal civil e militar das ilhas de Taipa e Coloane; representantes de “A Voz de Macau” e dos periódicos chineses; representantes do comércio e indústria desta cidade; Leal Senado, Clero, etc.
As boas vindas foram dadas por meio de apitos e queima de panchões das lanchas. Ao entrar no canal, o “Gonçalves Zarco” deu a salva da ordenança, sendo respondido pela bateria de artilharia da Fortaleza da Guia. Então os juncos de pesca que se encontravam no porto, embandeirados, salvaram também o aviso ‘Gonçalves Zarco’ com as suas peças de carregar pela boca e queimando inúmeros panchões”.
Nunca em Macau assistimos a tão grandiosa recepção, imponentíssima, majestosa”, diz o articulista do “A Voz de Macau“. No Porto Exterior e na encosta da Guia, havia lágrimas em muitas pessoas, o patriotismo a tocar-lhes na corda sensível.
“Gonçalves Zarco”, sob o comando do então capitão-de-fragata Manuel Cardoso Quintão Meireles, (2) teve um acolhimento inesquecível. A hospitalidade de Macau, sempre fidalga, não regateou esforços para obsequiar os 133 homens, entre os quais 120 oficiais. Para muitos, depois de uma tão longa viagem pelo Oriente, Macau foi uma autêntica Ilha dos Amores. Voltando ao cinema, a inauguração do Apolo constituiu um rival para o Capitol. Já não estava sozinho em campo e, por isso, os filmes passaram a ser melhores do que quando se achava o único em campo. Com o desaparecimento do Vitória, o Apollo ficou com o exclusivo das películas da MGM, da United Artists e da Paramount. O Capitol reteve os filmes da RKO e da FOX”
(1) FERNANDES, Henrique de Senna – Cinema em Macau III (1932-1936)
(2) Trata-se, se não me engano, de Manuel Carlos Quintão Meireles (1880 – 1962), oficial da Marinha que combateu na I Guerra Mundial e em 1926, participou no golpe militar, tornando-se ministro dos Negócios Estrangeiros no segundo Governo de José Vicente de Freitas. Em 1951, foi candidato da oposição moderada às eleições presidenciais desse ano, mas acabou por desistir. (LOFF, Sofia Ferreira Manuel in
http://resistencia.centenariorepublica.pt/expo/index.php/bibliografias/52-meireles-manuel-carlos-quintao
Anteriores referências ao Aviso «Gonçalves Zarco»
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/aviso-goncalves-zarco/

NOTA: Documentário de 1936 da Cinemateca Digital onde se vê um desfile naval na frente ribeirinha de Lisboa, de vários Avisos, entre eles, o aviso de 2ª classe Gonçalves Zarco
http://www.cinemateca.pt/Cinemateca-Digital/Ficha.aspx?obraid=8425&type=Video

«Santiago», também conhecido como «The Gun Runner», é um filme de 1956, dirigido por Gordon Douglas e coproduzido pelo actor Alan Ladd e Martin Rackin, Tem argumento de Martin Rackin (baseado num seu romance inédito) e John Twist, uma história de transporte de armas para Cuba em 1898, no contexto da Guerra da Independência de Cuba.
Os actores são: Alan Ladd como Caleb “Cash” Adams, Rossana Podestà (após o seu papel em “Helena de Tróia”) como Doña Isabella, Lloyd Nolan como Clay Pike e Chill Wills como o capitão “Sidewheel” Jones.
Trailers
https://www.youtube.com/watch?v=ZwOmNRioHNw
https://www.youtube.com/watch?v=Kbcfm-bPo94
PRÓXIMA MUDANÇA
“Oklahoma!” é um filme musical americano de 1955, baseado na peça musical de 1943 “Oklahoma!”, escrito pelo compositor Richard Rodgers e o letrista  Oscar Hammerstein II. Considerado um clássico na história dos musicais de Hollywood, esta produção foi o primeiro musical dirigido por Fred Zinnemann e foi a estreia da actriz Shirley Jones no cinema. Outros actores: Gordon MacRae, Rod Steiger e Gloria Grahame.
Trailers:
https://www.youtube.com/watch?v=ZbrnXl2gO_k
https://www.youtube.com/watch?v=_C6J9gij5SQ
BREVEMENTE
Filme franco-italiano de 1955, no original em língua italiana com o título ”La donna del fiume” é dirigido por Mario Soldati e produzido por Carlo Ponti e Dino De Laurentiis.  Dublado depois para inglês e restribuído com o título “ Woman of the River”. Os actores são: Sophia Loren, Gérard Oury and Rik Battaglia
Trailers:
https://www.youtube.com/watch?v=106ai3leL_M
https://www.youtube.com/watch?v=_TJBpMxH4D8

Certamente que os leitores do jornal, nesse dia longínquo de 22 de Janeiro de 1932, se riram das singularidades do Calito. Mas pouco havia que se rir nesse dia, pois no jornal também vinha a notícia dos graves acontecimentos em Xangai.
Em 28 de Janeiro de 1932, desencadeia-se um feroz bombardeamento que deixa Chapei, a cidade chinesa de Xangai, num mar de chamas. Imensas vidas se perdem no inferno das explosões e no desmoronamento dos edifícios.
No capítulo do cinema, ouvem-se pela primeira vez as vozes de Lon Chaney e Greta Garbo, respectivamente nos filmes “The Unholy Three” (1) e “Romance“, (2) ambos no Vitória. O Capitol distingue-se com uma película que é um vale de lágrimas: “East Lynne“. (3)  Janeiro também será o mês de “Huckleberry Finn”, com Mitzi Green e Jackie Coogan, (4) e de “King of Jazz”, (5) um dos melhores filmes musicais de todos os tempos, ambos apresentados no Capitol.
A vida continua tão despreocupada que “A Voz de Macau” se entretém, numa coluna, a falar de uma das figuras mais populares e características da nossa terra nos anos 30, o “Calito Maluco”, também conhecido por “Calito-Tâo-Kai” (Calito que furta galinha). Quem, das gerações mais velhas, não se recorda desse pobre homem, desdentado, calvo, sujo, tanta vez embriagado, falando um patois retinto, fazendo de moço de recados para não morrer de fome, ou simplesmente pedindo “emprestado” dez ou vinte avos às pessoas conhecidas?
Quem não se lembrará do seu pregão habitual: “Quim querê comprá Alua? Fiado cerzi mêa! Ginête cornesstach!”, pelas ruas da cidade pacata, batendo a várias portas. Lamuriava sempre, tratando toda a gente por “mano” ou “mana”. Sofria vexames e impaciências com resignação e só perdia a cabeça quando a criançada cruel gritava “Calito-Tâo-Kai”. Era um homem honrado que ganhava os seus dez ou vinte avos com lisura e não podia suportar que o chamassem de ladrão. Então enfurecia-se e da sua boca ouviam-se pragas e impropérios.
Era um homem original. “A Voz de Macau” relata em certa passagem:
Contam-se dele coisas interessantes como: empurrar um carro (riquexó) durante meia hora e, logo que recebe a paga do seu trabalho, meter-se no carro que empurrou e, de perna cruzada, andar a passear outra meia hora, entregando, por fim, ao cúli que o puxa, aquilo que recebera; pedir uma esmola, e não conseguindo obtê-la, pedir vinte avos emprestados. Por fim, são-lhe dados os vinte avos a título de empréstimo, e quando o credor já não se lembra do facto, aparece o ‘Calito’ a pagar-lhe dez avos, dizendo que o resto será pago para o mês que vem!
Das vendas que o incumbem de fazer, presta sempre contas certas, não se enganando nem desviando um avo sequer.
Pobre Calito! Pobre, mas honesto”.
FERNANDES, Henrique de Senna – Cinema em Macau III (1932-36)
http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/30023/1797
(1) “The Unholy Three” é um melodrama norte-americano de 1930, sonoro, da Metro-Goldwyn-Mayer , com o célebre actor Lon Chaney (seu último filme e o único falado; Chaney morreu de cancro de garganta, dois meses após o lançamento do filme) e dirigido por Jack Conway. É uma nova versão do filme homônimo de 1925, com ambos os filmes baseados no romance “The Unholy Three”, de Clarence Aaron “Tod” Robbins.
Trailers do filme:
https://www.youtube.com/watch?v=SZy6H4u1r18
https://www.dailymotion.com/video/x20nosn
(2) “Romance” é um filme norte-americano de 1930, do gênero drama, dirigido por Clarence Brown e protagonizado por Greta Garbo e Lewis Stone.
Trailers do filme:
https://www.youtube.com/watch?v=O5IOLuqmIjM
https://www.youtube.com/watch?v=tHGmiMpxiRw
https://www.youtube.com/watch?v=5M-gqduRobc
(3) “East Lynne” é um filme norte-americano de 1931, do gênero drama, dirigido por Frank Lloyd e protagonizado por Ann Harding e Clive Brook.
“East Lynne” é baseado no romance homônimo da escritora Mrs. Henry Wood, publicado com enorme sucesso em 1861. A obra já foi filmada várias vezes,
“East Lynne” obteve uma indicação ao Oscar, de Melhor Filme, porém o vencedor naquela edição foi o musical “Cimarron”.
(4) “Huckleberry Finn” é um filme norte-american de 1931, do gênero comédia de aventuras, /Uma versão livre do romance clássico de Mark Twain) dirigido por Norman Taurog. É uma sequência do filme “Tom Sawyer” de 1930, do qual utilizou praticamente a mesma equipa técnica e os mesmos actores:  Jackie Coogan, Junior Durkin, Mitzi Green e Jackie Searl.

(5) “King of Jazz” é um filme norte-americano de 1930, musical, da “Universal Pictures” protagonizado por Paul Whiteman e sua orquestra. O filme contou também com o grupo “The Rhythm Boys” (trio formado por Bing Crosby, Al Rinker e Harry Barris entre 1927-1930). Dirigido por John Muray Anderson. “King of Jazz” foi filmado inteiramente no processo “Technicolor” de duas cores e foi produzido por Carl Laemmle Jr. para a Universal Pictures.
Trailers do filme:
https://www.youtube.com/watch?v=KdCukticfmE
https://www.youtube.com/watch?v=Yib17tXwxj4
https://www.youtube.com/watch?v=p8OZiDucB3w

“The George Raft Story”, filme de 1961, dirigido por Joseph M. Newman e produzido por Bem Schwalb com os actores Ray Danton, Jayne Mansfield, Julie London e Barrie Chase.
É um filme biográfico dramatizado, ficcional da vida e carreira turbulenta (principalmente o seu relacionamento com os “gangsters” AL Capone, Mack Gray e  Benjamin ‘Bugsy’ Siegel ) do actor e dançarino George Raft, (1) que no cinema interpretou muitos papeis de “gangster”.
https://en.wikipedia.org/wiki/The_George_Raft_Story

Ray Danton (no papel de George Raft)

NOTA: este folheto, no verso, apresenta o mesmo filme como “BREVEMENTE”. Certamente um lapso e/ou má revisão na impressão
Trailers do filme:
https://www.youtube.com/watch?v=WWdX0S2OoZg
https://www.dailymotion.com/video/x6gww1t

(1) George Raft (1901 – 1980), antes de ser actor foi pugilista, electricista, jogador de beisebol e dançarino de cabaré, tornando-se uma estrela de cinema após o sucesso do filme “Scarface”, em 1932 (ao lado de Paul Muni). Chegou a ser considerado nos anos 30 do século XX como um dos três “gansgters” mais populares do cinema: os outros dois eram Edward G. Robinson e James Cagney. Nas décadas de 1930 e 1940 foi um dos astros mais bem pagos do cinema. Na vida real perdeu boa parte do seu dinheiro com o jogo.Por duas vezes ele foi condenado por um júri federal norte-americano, no final da década de 1960: por fuga de impostos e por transações financeiras realizadas no submundo do crime.
https://pt.wikipedia.org/wiki/George_Raft

A “Vingança de Frankenstein”  (“The Revenge of Frankenstein”) é uma produção de 1958 do estúdio inglês “Hammer Film Productions” ,que adquiriu os direitos dos clássicos do género terror da `”Universal” (USA) ), e é uma  sequência do 1-º filme que “Hammer” produziu “The Curse of Frankenstein” em 1957. (1)
Realizado por Terence Fisher com os actores Peter Cushing (1913 – 1994), Francis Matthews, Eunice Gayson e Michael Gwynn. Argumento de Jimmy Sangster, história original, livremente baseada na personagem do Barão Frankenstein, da novela de Mary Shelley, aliás é essa a abordagem que caracteriza toda a série Frankenstein da “Hammer”. Neste filme surge a introdução de uma nova variante ao tema: a transplantação de cérebros e outro fantasmas como a criação de humanoides.
Argumento: O barão Frankenstein (Peter Cushing) escapa da execução na guilhotina e usa o pseudônimo de Dr. Victor Stein para abrir sua clínica na Alemanha. Lá, recomeça a suas experimentações com cadáveres, mas um de seus pacientes tem um destino diferente do que Stein planejou. Atuando como diretor de uma instituição psiquiátrica, e com o auxílio do Dr. Kleve (Francis Matthews), ele encontra nos pacientes internados o material para a realização de novas pesquisas. Experiências diversas ocorrem, inclusive transplantes de cérebro, que nem sempre são bem-sucedidas.
(1) “A Maldição de Frankenstein” ( “The Curse of Frankenstein”) é a primeira realização deste género de Terence Fisher, o primeiro argumento de terror de Jimmy Sangter, a primeira interpretação de Christopher Lee como a criatura e de Peter Cushing como o cientista Victor Frankenstein. A “Hammer” produziu seis sequelas de ” Frankenstein”
https://en.wikipedia.org/wiki/The_Revenge_of_Frankenstein
https://www.imdb.com/title/tt0050894/
Trailers do filme:
https://www.youtube.com/watch?v=PxrXFxOt5JA
https://www.dailymotion.com/video/x4ta8od
https://www.youtube.com/watch?v=ydUKa18bczw
https://www.imdb.com/title/tt0050168/
PRÓXIMA MUDANÇA: “ Barnacle Bill”, título original de 1957 produzido no Reino Unido. por “Ealing Studios”. Distribuído para os EUA com o título de “All at Sea”, cópia essa projectada em Macau.
Director: Charles Frend; estória e argumento de T.E.B. Clarke, com os actores: Alec Guinness, Harry Locke e Frederick Piper
Trailers do filme:
https://www.videodetective.com/movies/all-at-sea/912664
https://www.youtube.com/watch?v=UPoPmfA8kOQ
NOTA: os folhetos do Teatro Vitória, em 1957, foram compostos e impressos na Tipografia “San Chong Trading & Co” 1000 exemplares.  por filme. Em 1958, mudaram para a “Tipografia Kai Meng “ na Rua dos Mercadores n.º 123 (Tel: 2637)

Boletim Oficial da Colónia de Macau,, suplemento n.º 32 de 14 de Agosto de 1931, p. 710

No dia 14 de Agostode 1931 realizaram-se os funerais dos seis portugueses vítimas da explosão do Paiol da Flora. (1)

O cortejo fúnebre a caminho do cemitério (saído do Hospital Geral do Governo – denominado em 1937, Hospital Conde de S. Januário), passando pela Estrada dos Parses, à frente do Cemitério dos Parses.

Os serviços públicos fecharam e os espectáculos foram suspensos sendo o dia considerado de luto. A bandeira portuguesa conservou-se a meia haste em todas as fortalezas, estabelecimentos militares e públicos, das 9 e 30 às 13 horas. Os estabelecimentos particulares, o comércio e a indústria conservaram também, a meia haste, a bandeira chinesa.
A Liga Portuguesa de Hong Kong abriu uma subscrição a favor das vítimas da explosão, o mesmo acontecendo em Macau e Xangai. Os escuteiros de Macau promoveram uma récita no Teatro Victoria cuja receita reverteu também para apoio aos sinistrados” (2)
No dia 17 de Agosto, realizou-se a cerimónia fúnebre das 15 vítimas chinesas, saindo do Hospital Kiang Wu e foi acompanhada (transmissão oral) por mais de dez mil pessoas (?)

Boletim Oficial da Colónia de Macau, n.º 33 de 15 de Agosto de 1931

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/08/13noticia-de-13-de-agosto-de-1931-explosao-do-paiol-da-flora-e-o-episodio-do-estampido/
(2) (BELTÃO COELHO, Rogério – O Paiol da Flora Explodiu em Madrugada. MacaU, II série, n.º 28, Agosto 94, pp.63-68.

Scandal in Sorrento” título em inglês (filme dublado em inglês para circulação internacional, como o que foi apresentado em Macau) do filme italiano “Pane, amore e…” (1)
Comédia ((“cinemascope” e cor: ”eastmancolor) de 1955, filmado na Baía de Nápoles e na pequena vila de Sorrento, dirigido por Dino Risi. Foi o terceiro filme da trilogia iniciado por “Pane, amore e fantasia” (1953) e “Pane, amore e gelosia “ (1954) ambos dirigidos por Luigi Comencini e protagonizados por Vittorio De Sica e Gina Lollobrigida,
Este teve a participação, além de Vittorio De Sica, dos actores, Sophia Loren e Antonio Cifariello.
Uma cena que ficou para a história do cinema; a dança de “Mambo Italiano” (2)
(1) Trailers do filme, em  italiano:
https://www.youtube.com/watch?v=XL8_WRJmFJU
https://www.youtube.com/watch?v=V0JtVe6UU5g
(2) “Mambo Italiano” é uma canção escrita por Bob Merrill em 1954 e popularizada por Rosemary Clooney
https://www.youtube.com/watch?v=Q4icqhM1vTw