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Como referi na postagem anterior do dia 17 de Janeiro, começou neste dia de 25 de Janeiro de 1969, a exibir no écran do teatro Vitória, o filme ”Where Angels Go … Trouble Follows”, espectáculo para maiores de 6 anos.

Where Angels Go …  Trouble Follows”, comédia de 1968 dirigido por James Neilson com as actrizes, Rosalind Russell, Stella Stevens e Binnie Barnes, (1) tem argumento de Blanche Hanalis, baseado numa história de Jane Trahey acerca duma viagem de freiras do colégio de St. Francis.

https://en.wikipedia.org/wiki/Where_Angels_Go,_Trouble_Follows

(1) O filme é uma sequela do anterior filme de 1966, “ The Trouble with Angels”, com as mesmas actrizes representando as mesmas personagens e foi dirigido por Ida Lupino.

Ghosts – Italian Style”, filme de 1967, dos estúdios italianos (título: “Questi fantasmi”) produzido por Carlo Ponti e dirigido por Renato Castellani com os actores: Sophia Loren, Vittorio Gassman, Marcello Mastroianni e Aldo Giuffré. Argumento de Adriano Baracco, Leonardo Benvenuti, e Piero De Bernardi, baseado numa peça teatral de Eduardo De Filippo   (“Questi fantasmi”). (https://en.wikipedia.org/wiki/Ghosts_%E2%80%93_Italian_Style)

BREVEMENTE: o filme “Where angels go . . . . trouble fellows” a começar em 25 de Janeiro de 1969 – ver postagem do próximo dia 25 de Janeiro.

Folheto azul

Francis in the Navy”, (1) filme americano de 1955, a preto-e-branco, uma comédia da “Universal-International” produzida por Stanley Rubin e dirigido por Arthur Lubin. Actores: Donald O’Connor, Martha Hyer, Richard Erdman e Jim Backus. É o primeiro filme (creditado) do actor Clint Eastwood. A voz de “Francis” que é uma mula (fêmea do burro) é do actor Chill Wills. (1)

Atenção – A partir do dia 23 de Outubro de 1956, repetição de quatro filmes da dupla Martin e Lewis (um por dia) com o preço mínimo de $0.30.

 (1) Este filme é o sexto filme da série “Francis, a mula falante”, personagem muito popular durante a década de 50 (século XX) em sete filmes/comédia da “Universal-International”. https://en.wikipedia.org/wiki/Francis_in_the_Navy https://en.wikipedia.org/wiki/Francis_the_Talking_Mule

Leitura de mais uma crónica de Henrique de Senna Fernandes (1)

“Em Fevereiro, aparece anunciado no Vitória um filme que causa engulhos. Correu pela cidade que a película estava recheada de escabrosidades e indecências. Intitulava-se “Modern Womanhood” (2) que os anúncios traduziram para português “A Mulher Moderna”, acrescentando “um filme educativo” e logo, mais severamente, “não é permitida a entrada de menores”. Pairou, por este motivo, um ar de escândalo, em volta da fita, cujos actores não eram conhecidos ou cujos nomes nem eram mencionados. Houve, assim, uma pré-exibição para os censores, transformados em pilares da moralidade da sociedade macaense. O “Jornal de Macau” de 2 de Fevereiro transcreve a seguinte notícia: “

Assistimos ao ensaio desta fita para a qual foram convidadas as autoridades, polícias, médicos e imprensa portuguesa e chinesa. O filme é interessantíssimo, mostrando a formação da mulher moderna e os vários costumes dos povos. Produção de uma empresa russa (nós diríamos hoje, com mais franqueza, soviética), mostra o cuidado que as autoridades têm pelo desenvolvimento da presente geração, especialmente das mulheres. O filme, focando assunto delicado, não contém todavia escabrosidades, sendo porém conveniente não ser visto por menores dum e doutro sexo, cujas cabecinhas poderiam tirar conclusões temerárias que o filme em si verdadeiramente não contém.

É claro que o Vitória encheu-se de senhoras e cavalheiros interessados em saber o que era “uma mulher moderna”. Houve quem se escandalizasse, pronunciando a crónica expressão: “Que horror!”. Que diriam essas mesmas pessoas se vissem os filmes que hoje por ali abundam, em especial, “Deep Throat” (A Garganta Profunda) (3) que corre mundo, exibido nas melhores casas de espectáculo das grandes cidades, onde papás e mamãs circunspectos vão receber a sua educação pornográfica, sem murmúrio nem protesto, até com laivos de admiração?!.

(1) FERNANDES, Henrique de Senna – O cinema em Macau III http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/30023/1797

(2) Não consegui descobrir  qualquer informação deste filme.

(3)  “Deep Throat” filme pornográfico americano de 1972 de grande êxito commercial, escrito e dirigido por Gerard Damiano, com a actriz Linda Lovelace. https://en.wikipedia.org/wiki/Deep_Throat_(film)

A começar em 8 de Janeiro de 1965, um espectáculo para maiores de 17 anos (?), no Teatro Vitória, o filme “Gidget goes to Rome”.

Gidget Goes to Rome”, filme de 1963, da “ Columbia Pictures”, em “ Eastmancolor” é o terceiro filme da “série” “Gidget” (1) com a actriz Cindy Carol como protagonista.

(1) O primeiro filme “Gidget” é um filme de comédia americano em CinemaScope, de 1959, com Sandra Dee como protagonista e os actores, James Darren , Cliff Robertson , Arthur O’Connel. O segundo filme é de 1961,  “Gidget Goes Hawaiian” (1961), com a actriz Deborah Walley; outros actores: James Darren, Michael Calla. Todos os três filmes foram dirigidos por Paul Wendkos. https://en.wikipedia.org/wiki/Gidget_Goes_to_Rome

Trailers: https://www.youtube.com/watch?v=fSIh2JcwSJE https://www.youtube.com/watch?v=rR0ETIWqwE4

PARA BREVE

Queen of the Pirates”, filme italiano (La Venere dei pirati) de 1960 dirigido por Mario Costa. Actores: Gianna Maria Canale,Massimo Serato eScilla Gabel. https://en.wikipedia.org/wiki/Queen_of_the_Pirates

Bilhete de cinema do dia 25 de Dezembro de 1961 do Teatro “VITORIA” 院戲大利多域, n.º 0064, para a sessão das 14.30 horas (2.ª galeria – 2 B) do filme “The Guns of Navarone”($1.80 pts).

Lápis vermelho com a marcação do lugar G 13 (?); 11,5 cm x 7 cm¸ fundo branco; impresso a vermelho/preto
Verso do bilhete com carimbo no lado esquerdo – metade do selo de verba

The Guns of Navarone” (“Os Canhões de Navarone”) é um filme de guerra, de 1961, ficcionado num episódio da 2.ª Guerra Mundial, realizado por J. Lee Thompson, com argumento de Carl Foreman  (também produtor do filme) , baseado no livro de Alistair MacLean, de 1957. Actores: Gregory Peck, David Niven, Anthony Quinn, Stanley Baker, Anthony Quayle, Irene Papas, Gia Scala, James Darren e Richard Harris. Música do compositor e arranjos de canções tradicionais gregas de Dimitri Tiomkin. Nomeado para 8 Óscares da Academia Americana, ganhou um: melhor efeitos especiais: Bill Warrington e Chris Greenham.

Trailers: https://www.youtube.com/watch?v=0ORnL9WmOEo https://www.youtube.com/watch?v=6f_vl40sN6g https://www.youtube.com/watch?v=AjMrIj9cO68

(1) 院戲大利多域mandarim pīnyīn: yuàn xī dà lì duō yù; cantonense jyutping: jyun2 hei3 daai6 lei6 do1 wik6

A começar em 18 de Outubro de 1959, no Teatro Vitória, com as sessões diárias habituais, o filme “The Restless Years”:

Slogan: The story of a town with a dirty mind!

O folheto está rasurado: carimbo datado “19OCT1959

“The Restless Years” é um filme americano de 1958, drama/crime/”film noir”, (1) dirigido por Helmut Käutner, argumento de Edward Anhalt (baseado numa peça teatral de Patricia Joudry,  “Teach Me to  Cry”) e produzido por Ross Hunter para a “Universal Pictures“ https://en.wikipedia.org/wiki/The_Restless_Years_(film)

PRÓXIMA MUDANÇA: “The Hanging Tree”, filme americano de 1959, um western dirigido por Delmer Daves, baseado na novela “The Hanging Tree” de Dorothy M. Johnson publicada em 1957. Actores: Gary Cooper, Maria Schell, George C. Scott e Karl Malden. O filme é conhecido pela canção título “The Hanging Tree” uma balada cantada por Marty Robbins  e escrita por Mack David e Jerry Livingston, que foi nomeada  para melhor canção na 32.ª sessão da Academia – Óscar de 1960. https://en.wikipedia.org/wiki/The_Hanging_Tree https://kxrb.com/country-music-legend-marty-robbins-sang-the-theme-song-for-the-1959-classic-film-the-hanging-tree/

(1) “Film noir” (‘filme negro’) – um subgênero de filme policial, derivado do romance de suspense influenciada pelo expressionismo alemão, o qual teve o seu ápice nos Estados Unidos entre os anos 1939 e 1950. https://pt.wikipedia.org/wiki/Film_noir

“No dia 2 de Outubro de 1921, realizou-se no Teatro Vitoria um concerto com a cantora de leder Anna El Tour,(1) o pianista Leo Podolky (2)e a dançarina Mirowa.” (3) (4)

Os três artistas que actuaram em Hong Kong no dia 24 de Setembro de 1921, estavam a fazer uma “tournée” ao sudeste asiático.

(1) Anna El-Tour (em russo Анна Эль-Тур ), pseudônimo de Anna Samoilovna Isakovich cantora/soprano e pedagoga (desde 1948, até á morte, professora no Conservatória de Amesterdão) nasceu em 4 de junho de 1886, em Odessa e morreu em Amesterdão a 30 de Maio de 1954. Formou-se no Conservatório de São Petersburgo para piano e canto, continuando os estudos em Leipzig. Em 1908, fez uma digressão de sucesso pelo Reino Unido, com o violinista Jan Kubelík. De volta à Rússia, El-Tour canta em São Petersburgo. Nos anos 1913 a 1920 ensina em Moscovo, depois entre 1922 e 1925 em Berlim; entre 1925 e 1948 em Paris. Torna-se professora no Conservatória de Amesterdão, em 1948.

http://forgottenoperasingers.blogspot.com/2015/02/anna-el-tour-soprano-odessa-1886.html https://fr.wikipedia.org/wiki/Anna_El-Tour

(2) Leo Podolsky (Osessa, Ucrânia 1891-Los Angeles 1987) foi um pianista clássico e  professor/educador, autor de livros de música. Estudou no Conservatório de Cracóvia e, eventualmente, matriculou-se na Academia de Música de Viena, onde ganhou os prêmios Liszt e Anton Rubinstein. Podolsky fez sua estreia em Berlim em 1912. Fez cerca de 426 recitais (solo e com orquestras sinfónicas) na sua tournée pela Ásia e Pacífico (Java, Japão, China, Filipinas, Federação Malaia, Índia britânica, Burma, e Ceilão) e assume a direcção de departamento de piano em Indiana, , onde permanece 18 anos e depois em, 1926 ensina na faculdade de música em Chicago.

. https://en.wikipedia.org/wiki/Leo_Podolsky

Vera Mirova em 1927

(3) Vera Mirova refugiada russa bailarina de dança moderna, estudou dança plástica orientada por Elena Rabenek na Primeira Escola de dança moderna na Rússia, fundada depois da tour que Isadora Duncan fez à Rússia. Nos seus espectáculos (Europa, Siam, Borneu, Sumatra, etc) Mirova utilizava o estilo “free dances”, não usual na Ásia, sob a música de Debussy, Ravel e Prokofiev. Em Sumatra, actua em espectáculos com o pianista Leo Podolsky com quem se casa e ambos emigram para os EUA. Neste país, enquanto Podoslky ensina e toca piano, Mirova, torna-se especialista em danças javanesas, birmanesa, indiana (este) e torna-se famosa dança oriental. Em 1927 torna-se professora e artista de dança étnica em Chicago e Nova Iorque.

https://digitalcollections.nypl.org/items/a8298920-aef3-0136-e2ee-25a42be65e4a?featured=true

(4) GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954

Estreia no Teatro Vitória, no dia 13 de Setembro de 1956, do filme musical “Rock Around the Clock”, o primeiro filme abordando o então fenómeno musical “rock and roll”.

Rock Around the Clock”, filme musical de 1956, produzido por Sam Katzman (produtor de muitos filmes de Elvis Presley na década de 60) e dirigido por Fred F. Sears, aproveitando o sucesso e popularidade do conjunto “Bill Haley and His Comets”, nomeadamento do disco “Rock Around the Clock” gravado em 1954 e popularizado em 1955.

Outros conjuntos musicais populares nessa época participam no filme: “Freddie Bell and His Bellboys” e “Tony Martinez and His Mambo“ e “The Platters,”

https://en.wikipedia.org/wiki/Rock_Around_the_Clock_(film

Bill Haley and His Comets” on DECCA Records, , 1955. https://en.wikipedia.org/wiki/Rock_Around_the_Clock

Trailers do filme em: https://www.youtube.com/watch?v=-eJOJhwgluE https://www.facebook.com/watch/?v=1811168742237246

Ver outros filmes com este tema: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/12/30/noticia-de-30-de-dezembro-de-1956-folheto-de-cinema-teatro-vitoria-xvii-boas-festas-e-feliz-ano-novo/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/06/09/noticia-de-9-de-junho-de-1957-folheto-de-cinema-teatro-capitol-xl-rock-pretty-baby/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/01/11/noticia-de-11-de-janeiro-de-1957-folheto-de-cinema-teatro-vitoria-xxxii-rock-rock-rock/

De interessante a chamada de ATENÇÃO, no verso do folheto, da apresentação do filme inglês (distribuído pela “Columbia Pictures”): “April in Portugal”, de 20 minutos de duração, filmado em 1954, e distribuído em 1956. Filme (tipo documentário turístico) narrado pelo actor Trevor Howard com a actriz Jocelyn Lane (no papel da guia turística, Jackie Lane). Dirigido por Euan Lloyd, argumento de O. Henry. Música de George Melachrino que participa com a sua orquestra. Além da Amália Rodrigues, participa também o toureiro António dos Santos (primo do toureiro Manuel dos Santos, morto em fevereiro de 1973 em acidente de viação),

Começou a 14 de Julho de 1960, no Teatro Vitória, o filme “A Múmia”

The Mummy” (A múmia) filme britânico de 1959, classificado como filme de terror (1) dirigido por Terence Fisher com os actores Peter Cushing (John Banning), Christopher Lee (Kharis/The Mummy), Raymond Huntley (Joseph Whemple) e Yvonne Furneaux (Isobel Banning/Princess Ananka). Produzido por Michael Carreras e Anthony Nelson Keys para o celebre “Hammer Film Productions. Filme colorido “Eastman Color” Argumento de Jimmy Sangster, não sendo no entanto, uma nova versão de um filme , de 1932, com o mesmo título, o clássico do cinema de terror interpretado por Boris Karloff e dirigido por Karl Freund.

https://www.imdb.com/title/tt0053085/ https://en.wikipedia.org/wiki/The_Mummy_(1959_film)

Trailers do filme: https://www.youtube.com/watch?v=nTnkLTRR6v8 https://www.youtube.com/watch?v=CX27D0aMjZc

BREVEMENTE: “Hell Bent for Leather”

“Hell Bent for Leather” filme americano, de 1960, um «western» dirigido por George Sherman com os actores: Audie Murphy, Felicia Farr, Stephen McNally e Robert Middleton. É o primeiro filme duma série de sete filmes «western» de baixo orçamento que Audie Murphy (1925–1971) protagonizou, já no declínio da sua carreira cinematográfica. https://en.wikipedia.org/wiki/Hell_Bent_for_Leather_(film)

(1) Do género “necrofilia” como tema central, mito da múmia “ressuscitada”, inspiradas nas expedições arqueológicas  e lendas em torno da descoberta do túmulo de Tutankhamon adaptado de uma obscura novela popular de Nina Wilcox Putman, pelo argumentista Richard Schayer (escreveu para mais de 100 filmes entre 1916 e 1956).