Archives for category: Divertimentos
Extraído de «BGM», VI-27 de 9 de Junho de 1860, p. 107
Extraído de «TSYK», I-33, 19 de Maio de 1864, p. 131.
Extraído de «TSYK», I-34, 26 de Maio de 1864, p. 134.

Realizou-se no dia 3 de Março de 1956, nos salões do Clube Militar, um baile de Micareme com grande concorrência de sócios e suas famílias. O baile foi abrilhantado pela orquestra privativa do clube.

Nesse mês, no dia 10 de Março assumiu as funções, a nova Direcção do Clube Militar constituída pelos major dos S.A.M. Armando Lopes, capitão de Artilharia Luís Mendes, tenente de engenharia Manuel de Mesquita Borges, tenente de Artilharia Duarte Pessanha dos Santos e tenente dos S.A.M. Jaime de Oliveira Leite. (1)

(1) MACAU Boletim Informativo , Ano III, n.º 63. 15-03-1956, p. 13).

Extraído de «TSYK», III ANO, n.º 20 de 15 de Fevereiro de 1866

NOTA – Será o mesmo Manoel Pereira referenciado em anteriores postagens ?? https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/manoel-pereira/

Extraído de «BPMT», XIV-6 de 10 de Fevereiro de 1868, p. 35

O Governador nesta data era José Maria da Ponte e Horta (26-10-1866/2-08-1868)

NOTA: não encontrei referências a esta chácara de Bom Parto. Pelo nome muito provavelmente estava situada perto da fortaleza do Bom Parto, no sopé da colina da Penha na zona onde estavam outras chácaras como «Chácara de S. José» mais conhecida por «Chácara de Manochai» (Maximiano António dos Remédios). contígua ao terreno murado da então  Hotel Boa Vista

Dois pequenos relatos extraídos do Boletim da Província de Macau e Timor, de 1867, o primeiro referente à “primeira reunião familiar” nos salões do Teatro D. Pedro V, uma soirée na noite de 25 de Novembro de 1867,

e outro referente a uma récita em beneficio do próprio teatro, dos oficiais inferiores do Batalhão de Linha no dia 27 de Novembro.

Extraído de «BPMT», XIII-48 de 2 de Dezembro de 1867, p. 273
Extraído de «BGM», VII- 38 de 24 de Agosto de 1861.

O prestigiador (ilusionista) francês Philippe De Barr (1) deu 3 espectáculos no Teatro D. Pedro V , nos sábados dos dias 12, 19 e 26 de Maio de 1860.

Aviso: “A representação começará às 8 e meia horas da noite em ponto. Roga-se aos concurrentes queiram mandar suas cadiras (cadeiras). É expressamente prohibida a entrada no tablado. Preço de entrada, $1.

Extraído de «BGM», VI-24 de 19 de Maio de 1860, p. 94
Extraído de «BGM», VI-24 de 19 de Maio de 1860, p. 94.
Extraído de «BGM»,  VI-26 de 26 de Maio de 1860, p. 98

(1) Um anúncio publicado no jornal «Singapore Free Press», dum espectáculo no dia 24 de Novembro de 1856.

Philippe Debarr ou De Barr (“The great professor of Natural Magic”; The original and well-known Professor of Natural Magic and Experimental Philosophy”)  tendo actuado em 1856 no Extremo Oriente, em 1857 na Índia (?), chegou a Austrália (Hobart – Tasmânia) em 22 de Janeiro de 1858 para um digressão às cidades australianas (2) 

(2) Ver informação mais completa em http://sydneymagic.net/debarr.html

Extraído de «TSYK», III Ano, n.º 27 de 5 de Abril de 1866, p. 124

“O grande acontecimento social de Macau em 1933 foi a inauguração do Edifício da União Recreativa, à Areia Preta, junto do Hipódromo, a 25 de Março.

Temos a descrição do imóvel, relatado em “A Voz de Macau”: “O elegante edifício, de linhas sóbrias e bem lançadas, é bastante amplo. No terreno vasto que lhe pertence, onde, à direita, existe já um parque para estacionamento de automóveis, ficarão instalados os campos de Futebol, Ténis, Golf, Basket-Ball, Hockey, e ainda um Parque Infantil para diversão dos filhos dos sócios, estando a Direcção envidando os seus melhores esforços para conseguir a realização duma ampla piscina”.

A Sociedade da União Recreativa foi fundada em 1924 por um grupo de macaenses que se reuniam para tocar música. Eram uns vinte e, entre eles, destacamos, sem desdouro para outros, António Ferreira Batalha, Paulino A. da Silva, Pedro e Alberto Ângelo e António Galdino Dias. Do entusiamo destes vinte, nasceu a ideia de criar um Centro Musical. Pouco a pouco, pelo dinamismo dos fundadores, o número de sócios aumentou, chegando a duzentos, número importante em relação à exiguidade da população portuguesa no Território. Agora já não era apenas um centro musical, mas também um centro recreativo e desportivo. O grupo representativo da União Recreativa, no futebol, era importante nos fins dos anos 20 e só foi dispersado quando rivalidades internas levaram os seus componentes a agruparem-se no Argonauta e no Tenebroso. Não havia sede nem instalações adequadas para comportar tamanho número de sócios. As festas e outras iniciativas exigiam um novo prédio. Mais uma ideia brilhante nasceu: o plano duma espécie de country club, fora de portas, em sítio calmo e ameno, onde a Sociedade pudesse dar largas às suas actividades. A Areia Preta era então um local ideal, pelo seu sossego, pelo ar de praia que ainda possuía. É preciso lembrar que a cidade morria na orla da avenida Horta e Costa; e, dali para o mar e para a Porta do Cerco, havia apenas algumas casas, tipo vilas, o Canídromo, o Hipódromo, aldeamentos chineses e imensos terrenos baldios. A Sociedade teve o apoio incondicional do Governador Tamagnini Barbosa. O Governo subsidiou, também a Associação dos Proprietários do teatro D. Pedro V, e outros vieram da iniciativa privada.

Ficou-nos na memória a festa da inauguração. Ainda nos lembramos de ver muita gente e estarmos à frente duma mesa pejada de iguarias e guloseimas, dum riquíssimo “chá gordo”. Discursaram o Presidente da Sociedade, António Ferreira Batalha, o Encarregado do Governo, Rocha Santos, e o Dr. Américo Pacheco Jorge, como representante da mais antiga agremiação macaense, o Clube de Macau. “A Voz de Macau” remata o seu artigo de 26 de Abril, com as seguintes palavras:

“Seguiu-se a assinatura da acta da inauguração, após o que numerosas pessoas assistentes dispersaram pelo amplo edifício e campos adjacentes, formando aqui e além pequenos grupos de cavaqueira, enquanto outros, os apreciadores de danças, iniciando a série de fox-trots, steps, valsas, etc., enlaçavam as gentis senhoras e meninas, danças que se prolongaram até cerca das 21 horas, com muito pesar dos fervorosos que desejariam que elas se prolongassem pela noite adiante. Mas Roma e Pavia não se fizeram num dia; e, como outras interessantes e simpáticas festas decerto se hão-de seguir, tirarão então a desforra…”

Não nos lembramos de ter havido campos de futebol, hóquei, golfe e basquetebol. Nem a piscina projectada. O que houve e tivemos ocasião de presenciar, foram as grandes partidas de ténis nos seus courts arejados e de vista ampla. A vida da União Recreativa foi brilhante nos primeiros anos, com festas e outras actividades que ficaram notáveis. Decaiu nos anos de 30 para reviver com a Guerra do Pacífico, sob outro nome – o Clube Melco. Mas este assunto será tratado noutra ocasião.

FERNANDES, Henrique de Senna – Cinema em Macau III (1932-36) in Revista da Cultura, n.º 23 (II Série) Abril/Junho de 1995, pp.151-152. Edição do Instituto Cultural de Macau. Disponível para leitura em: ttp://www.icm.gov.mo/rc/viewer/30023/1797