Archives for posts with tag: Boletim Geral das Colónias

Crónica “metropolitana” de António Lopes publicada em “A Voz de Mcau” no dia 17 de Fevereiro e reproduzida no Boletim Geral das Colónias, em Junho de 1936

Extraído de «BGC» XXVI-309, 1951.
NOTA: O governador da Colónia era o Capitão-tenente Albano Rodrigues de Oliveira; o Bispo da Diocese, D.João de Deus Ramalho, S. J.; o comandante militar, Coronel de Infantaria Laurénio Cotta Morais dos Reis, e o capitão dos portos, Capitão-tenente Diogo António José Leite Pereira de Melo e Alvim.
O chefe da Repartição Central dos Serviços dos Correios, Telégrafos e Telefones era António de Magalhães Coutinho.
O presidente da Associção Comercial Chinesa era o sr. Ho Yin.
Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/06/25/noticia-de-junho-de-1951-inicio-da-segunda-fase-do-bairro-economico-dos-correios-e-telegrafos/

Notícia da quadra natalícia em Macau, no ano de 1949, publicada no «Boletim Gral das Colónias» (1)
NOTA: A bataria aquartelada na Flora em 1949 era a Bataria Independente de Artilharia Anti-Aérea (BIAAA) de 7,5 cm que em Julho de 1951 mudou a sua sede para o Aquartelamento das Barracas Metálicas de Mong Há. Em Setembro de 1951, a BIAAA Exp.ª (7,5) transformou-se em Bataria de Artilharia Anti- Aérea de 7, 5 cm (sob o comando do Capitão Artilharia Adriano Victor Hugo Landercet Cadima.( CAÇÃO, Armando A. A. – Unidades Miitares de Macau, 1999

(1) Extraído de «BGC» XXVI-296, 1950.

Extraído de «BGC», X – 103, 1934,
Segundo Padre Teixeira (1)
O Colégio Yuet Wah College ( 粵華中學 – mandarim pinyin: Yuè Huá Zhōngxué; cantonense jyutping: jyut6 waa4 zung1 hok6) foi fundado em Cantão, em 1925 por duas senhoras cristãs, Liu Fong Kei e Tam Kai Man; a 1.ª era a directora e a 2.º sua assistente.
A 12 de Setembro de 1927, foi registado no Serviço Provincial da Educação de Cantão, que lhe deu a sua aprovação. Nesse ano deram-se distúrbios políticos nessa cidade e Miss Liu transferiu a sua escola para Macau em 1928, para um prédio da Estrada da Vitória. Miss Liu tratou de construir ali um novo edifício para a educação da juventude de ambos os sexos. O Governo Português cedeu gratuitamente o terreno e ela promoveu uma subscrição na China e no Estrangeiro, sobretudo Estados Unidos, conseguindo inaugurar o novo edifício em 1935.”
(1) TEIXEIRA, Padre Manuel – A Educação em Macau, 1982
Sobre o Colégio Yuet Wah, ver anteriores postagens em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/colegio-yuet-wah/

Continuação da leitura da conferência realizada na Sociedade de Geografia de Lisboa, em 5 de Junho de 1946, pelo tenente-coronel de engenharia Sanches da Gama e publicada no Boletim Geral das Colónias de 1946. (1) (2)
………………………………………………………………………………..continua
(1) Ver anterior postagem em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/06/05/noticia-de-5-de-junho-de-1946-leitura-macau-e-o-seu-porto-i/
(2)  «BGC» XXII -253, 1946.

Extraído de BGC XXVI-305, 1950

Realizou o «Círculo Cultural de Macau», (1) no dia 16 de Setembro de 1950, no Teatro D. Pedro V, uma conferência-recital, integrada no seu plano de conferência para a 1.ª temporada.

Um aspecto da assistência

Dado que se tratava do primeiro espectáculo apresentado pelo Círculo, Pimentel Bastos, Vice-Presidente deste organismo disse algumas palavras de introdução sobre os artistas que actuaram nessa noite referindo-se em traços rápidos às actividades culturais do Círculo e aos principais acontecimentos da sua fundação.

Hernâni Anjos lendo a sua conferência

Hernâni Anjos iniciou, seguidamente, a leitura da sua conferência, versando o tema “Afinidades Transitórias: do Simbolismo Português – Camilo Pessanha – ao Romantismo Alemão, Henrique Heine (Estudo Retrospectivo)”

Álvaro Leitão declamando poesias de Camilo Pessanha

Álvaro Leitão declamou alguns sonetos de Camilo Pessanha.

Maria Gomes interpretando “lieder” de Schumann

Fechando o programa, a cantora D. Maria Margarida Gomes interpretou alguns “lieder” de Schumann com letra de H. Heine.
Informações retiradas de «MOSAICO» VOL I- n.º 2 Outubro de 1950.
Fotos de Chun Kwong

Extraído de «BGC» XXVI – 307-Janeiro de 1951, p. 175.
Um centenário que passou GUERRA JUNQUEIRO:  um génio que viveu a transição para a nova Poesia mas que não soube “pressenti-la”.
… Tendenciosamente romântico, essencialmente lírico e estruturalmente simples e bom, tudo pareceria indicar – ou nos parece agora – que Junqueiro seria um poeta de forte psiquismo e acentuada interiorização. Mas o ambiente cultural que veio encontrar não foi propício a esta orientação no seu desenvolvimento…
LEITÃO, Álvaro – Guerra Junqueiro in MOSAICO, Vol. I-2, Outubro de 1950, pp. 141-145.
Abílio Manuel Guerra Junqueiro (15-09-1850/ 7-07-1923), bacharel em Direito,  escritor, poeta, jornalista, deputado, político, embaixador de Portugal na Suíça (1911-1914). Poeta representante da chamada “Escola Nova”
Mais informações, ver em:
http://www.arqnet.pt/dicionario/guerrajunqueiro.html

Parasitas
No meio duma feira, uns poucos de palhaços
Andavam a mostrar, em cima dum jumento
Um aborto infeliz, sem mãos, sem pés, sem braços,
Aborto que lhes dava um grande rendimento.

Os magros histriões, hipócritas, devassos,
Exploravam assim a flor do sentimento,
E o monstro arregalava os grandes olhos baços,
Uns olhos sem calor e sem entendimento.

E toda a gente deu esmola aos tais ciganos:
Deram esmola até mendigos quase nus.
E eu, ao ver este quadro, apóstolos romanos,

Eu lembrei-me de vós, funâmbulos da Cruz,
Que andais pelo universo há mil e tantos anos,
Exibindo, explorando o corpo de Jesus.