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No número dedicado às comemorações centenárias da Fundação e da Restauração Nacional na Metrópole e no Império 1140-1640-1940, o «Boletim Geral das Colónias» no seu número 187 do volume XVIII, refere às comemorações centenárias em Macau

Extraído de «BGC» XVII- 187, Janeiro de 1941, p. 287

Nesta data, era governador: Gabriel Maurício Teixeira (5-10-1940/23-06-1947), o bispo: D. José da Costa Nunes (1920-1941), o presidente do Leal Senado: Luciano Botelho da Costa Martins (3-1-1938/2-01-1941), o chefe de serviço da Repartição Central dos Serviços de Administração Civil: Luiz de Câmara Meneses Alves e o juiz de direito da Comarca de Macau: Dr. Evaristo Fernandes Mascarenhas.

Extraído de «BGC», XXI-244, OUT1945 pp. 133 -138

De Hong Kong vieram para Macau, durante a Guerra do Pacífico, milhares de refugiados portugueses. Os rapazes ficaram privados das suas escolas; quanto à crianças e às raparigas, fácil lhes foi matricular-se nas escolas de Macau, tais como os Colégios de S. Rosa de Lima, do Sagrado Coração, de N. Sra. De Fátima, etc. Os rapazes, porém, não tinham nenhuma escola secundária, onde pudessem continuar os estudos violentamente interrompidos. Foi então que um dos mais categorizados refugiados, Porfírio Maria Nolasco da Silva, sugeriu que se solicitasse a vinda dos jesuítas irlandeses de Hong Kong para abrirem aqui um Colégio Inglês para esses rapazes.

A 27 de Outubro de 1942, chegaram a Macau os PP. Henry O´Brien e Brian Kelly; a 3 de Dezembro de 1942, chegaram os PP. Jeremias McCarthy e Thomas Cooney para com os primeiros iniciarem a escola. McCarthy e Coney instalaram-se na Residência dos Jesuítas da Vila Flor; O´Brien e Kelly no Seminário. A 1 de Janeiro de 1943 passaram os quatro para um edifício que o Governo pôs à sua disposição na Rua de S. Lourenço, (1) ficando superior o Padre O´Brien. A 4 de Janeiro desse ano, inauguraram nesse edifício o Colégio de S. Luís Gonzaga, (2) tendo no dia 18 celebrado, na Igreja de S. Lourenço, a missa do Espirito Santo, acompanhada a cânticos por um grupo de refugiados portugueses de Hong Kong.

Depressa se descobriu que o edifício da Rua Central era inadequado para acomodar o número de alunos que requeriam a matrícula e assim o Dr. Pedro Lobo assegurou muito obsequiosamente um outro edifício para o Colégio da Praia Grande.” (3)

Terminada a guerra em 1945, os refugiados regressaram a Hong Kong assim como os professores e alunos. Os jesuítas também foram para reabrir as suas escolas, encerradas durante a ocupação japonesa (1941-1945)

(1) O Padre Teixeira refere mais adiante que o edifício estava na Rua Central. (3)

S. Luis Gonzaga por Francisco Goya cerca de 1798

(2) Luís Gonzaga S.J (1568 — 1591), jesuíta italiano, Santo da Igreja Católica e patrono da juventude da igreja católica. Em 1729, o Papa Bento XIII declarou Luís de Gonzaga como o santo padroeiro dos jovens estudantes. Em 1926, ele foi nomeado padroeiro de toda a juventude cristã pelo Papa Pio XI. Devido à maneira de sua morte, ele foi considerado um santo padroeiro das vítimas da peste. Por sua compaixão e coragem diante de uma doença incurável, Luís Gonzaga tornou-se o patrono de pacientes com SIDA e de seus cuidadores. https://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_de_Gonzaga

 (3) TEIXEIRA, Padre Manuel – A Educação em Macau, 1982, p. 350

Artigo inédito de Maria Anna Acciaioli Tamagnini (1) publicado na “Voz de Macau” e republicado no “Boletim Geral das Colónias” (2), aquando da passagem do primeiro aniversário do falecimento da poetisa, esposa do Governador Artur de Sousa Tamagnini Barbosa.

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/maria-anna-acciaioli-tamagnini/

(2) «Boletim Geral das Colónias», Ano XI, Novembro de 1935, n.º 125, p. 134-139

Outras fotografias de José Neves Catela (tiradas entre 1934 e 1936) publicadas e legendadas em português, inglês e chinês no «Directório de Macau de 1936». 

Liceu Central de Macau – O Ginásio

NOTA I: “1933 – Foi determinado que o Liceu Central de Macau passe à categoria de Nacional (Boletim Geral das Colónias, Ano IX, Dezembro 1933, n.º 102 pp. 222)

Nos anos lectivos 1933/34 e 1934/35, o professor (interino) de Educação Física era Artur António Tristão Borges. No ano lectivo 1935/36, o professor era Firmino José Miranda da Costa e no ano lectivo seguinte encontrava-se vago.

24-11-1934 – BOGCM N.º 2 DE 12 DE Janeiro de 1935, p. 25

NOTA II: “16-08-1937 – É escolhido e dado ao Liceu o nome de Infante D. Henrique (P.P. n.º 2366 – B. O. n.º 34, p. 560 (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume III, 2015, p. 259)

Igreja do Seminário de S. José
Um dos motores “Diesel” da estação geradora da Companhia de luz eléctrica

NOTA III: “1933 – Publicado no BO n.º 46 de 18 de Novembro de 1933, a escritura de contrato de concessão do exclusivo de fornecimento de energia eléctrica à Cidade de Macau pela Melco: ”The Macao ElectrIc Lighting Company Limited” (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume III,  2015, p. 239)

Sobre este fotógrafo, ver anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jose-neves-catela/

Comemoração do dia 24 de Junho, em 1936, em Macau com uma cerimónia junto ao  Monumento da Vitória, na Alameda de Vasco da Gama.

Extraído de «Boletim Geral das Colónias», Ano XII, Outubro de 1936, n.º 136, p. 204

Governador da Colónia: Bacharel João Pereira Barbosa

Bispo de Macau: D. José da Costa Nunes

Presidente do Leal Senado: Albano Rodrigues Oliveira

Foto do «Monumento da Vitória», publicada no “Anuário de Macau” de 1922 (p. 92), com a seguinte nota:

Extraído de «BGC», ANO XIII, Julho de 1937 p. 173-174

O bispo era D. José da Costa Nunes

NOTA: Ver anteriores referências a estas personalidades e o Instituto Canossiano https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/d-jose-da-costa-nunes/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/artur-tamagnini-barbosa/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/maria-anna-acciaioli-tamagnini/


Extraído de «BGC», VIII- 86/87 AGO/SET 1932 p.187

NOTAS: I – José Pedro Braga nasceu em Hong Kong em 3-8-1871  e faleceu em Macau (como refugiado de guerra de Hong Kong,  vivia com o filho José Maria Braga) em 12-02-1944 Era o 8.º filho de Vicente Emílio Rosa Braga (Macau 2-12-1834- Kobe 1900) e  de Carolina Maria de Noronha. Em 1927 foi o primeiro membro da comunidade portuguesa de Hong Kong a ser eleito para o «Sanitary Board» (hoje «Urban Council») e em 1929 foi convidado pelo Governador, Sir Cecil Clementi, para membro do «Legislative Council». Era cavaleiro da Ordem de Cristo, por decreto de 16-03-1919. Era também membro da Ordem do Império Britânico (O.B.E.) (FORJAZ, Jorge – Famílias Macaenses, Volume III, 1996, p.325) + https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jack-m-braga-jose-maria-braga/

II – «A Voz de Macau», periódico republicano, impresso na tipografia do mesmo nome, e publicado às terças, quinta e sábados, começou a 1 de Setembro de 1931, do director Henrique Nolasco da Silva, proprietário e redactor principal Domingos Gregório da Rosa Duque, assumindo este em 18 de Dezembro de 1932 a direcção do jornal de que era fundador e director de facto. Em 1 de Outubro de 1931, passou «A Voz de Macau» a ser diário, que manteve durante 16 anos (o primeiro a manter um jornal tanto tempo em Macau) até à sua morte em 16 de Agosto de 1947. (TEIXEIRA, Pe. Manuel – Imprensa Periódica Portuguesa no Extremo Oriente, ICM, 1999, pp. 144-148)

Ver também em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/a-voz-de-macau/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/domingos-g-da-rosa-duque/   

III – Sobre a Companhia de Cimento da Ilha Verde ver em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/fabrica-de-cimento-ilha-verde/ .

Artigo do jornal «Daily Sun» de Cantão, de 24 de Maio de 1931, (1) traduzido e publicado no «Boletim Geral das Colónias», n.º 74/75 de 1931.

Extraído de «BGC», ano VII, 1931 Agosto/Setembro n.º 74-75, pp. 313/314

(1) Joaquim Anselmo de Mata de Oliveira (1874-1948) governou por pouco tempo Macau, de 30 de Março de 1931 a 15 de Outubro de 1931. Tinha estado anteriormente em Macau como 1. º Tenente, comandante da lancha – canhoneira «Macau» no episódio contra os piratas em Coloane em 1910. Partiu para Lisboa, em serviço, a 15 de Outubro, no cruzador «Adamastor» que saiu da Ponte Nova do Porto Exterior. Só em 21 de Junho de 1932, Macau teria novo governador: Tenente Coronel de Artilharia, António José Bernardes de Miranda, exonerado a 4 de Janeiro de 1936.

Artur Tamagnini Barbosa, nasceu em Lisboa em 31-08-1881 e veio para Macau ainda bebé chegando no transporte África a 22-01-1882. Regressou a Portugal com a família aos 19 anos de idade, em 1900. Foi Governador de Macau por três vezes: de 1-07-1918 a 12-04-1919; 19-06-1926 a 19-11-1930 sendo exonerado a 2-1-1931; e novamente nomeado em 25-11-1936 para novo mandato que se iniciou a 11-04-1937 até sua morte, em Macau.

Outras referências a estes Governadores: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/joaquim-a-mata-e-oliveira/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-jose-bernardes-de-miranda/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/artur-tamagnini-barbosa/

Extraído de «BGC», XXIV Julho de 1948, n.º 277, pp. 140-141
Generalissimo Chiang Kai-shek e o General do exército Li Tsung-jen, eleitos pela Assembleia Nacional no dia 20 de Maio de 1948, como presidente e vice-presidente

O presidente Chiang Kai-shek (蔣介石) renunciou ao cargo em 21 de Janeiro de 1949 devido à vitória dos comunistas na chamada Guerra Civil Chinesa (de 1927 a 1937 e depois após a guerra mundial, de 1946 a 1949) sendo substituído pelo vice-presidente Li Tsung-jen (李宗仁). No entanto Chiang Kai-shek continuava a ser o chefe do partido Kuomintang e Comandante das forças armadas da República. Li Tsung-jen fugiu para os Estados Unidos em Novembro de 1949 em consequência da proclamação da República Popular da China no dia 1 de Outubro de 1949. Chiang Kai-shek com o seu governo, militares (cerca de 600000) e cerca de dois milhões nacionalistas refugiaram-se em Taiwan no dia 10 de Dezembro de 1949 e Chiang Kai-shek reassumiu o lugar de Presidente da chamada República da China, em 1 de Março de 1950. O presidente Chiang Kai-shek faleceu a 5 de Abril de 1975 e foi substituído pelo vice-presidente Yen Chia-kan até ao termo do mandato. https://en.wikipedia.org/wiki/President_of_the_Republic_of_China

Por iniciativa do Padre Francisco Xavier Rôndina, S. J. (1) efectou-se a 3 de Abril de 1864, uma quermesse no teatro D. Pedro V, em benefício dos órfãos do Seminário de S. José. Este mesmo jesuíta que veio para Macau em 1862, para ensinar e dirigir o Seminário de S. José, (2) era um defensor dos direitos humanos, denunciando os problemas sociais dos mais pobres e desfavorecidos, e promovendo os meios para sustentar os asilados nomeadamente os órfãos.

Mas só em 1900 por iniciativa do Provedor da Santa Casa de Misericórdia Pedro Nolasco da Silva (1842-1912) surgiu o “Asilo dos Órfãos” instalado no Tap Seac, mas que por razões económicas em 1918, foi extinta. (3) (4)

Em 1933, a “Associação protectora dos jovens pobres e órfãos”, que tinha o edifício alugado denominado «Novo Asilo dos Órfãos» na Travessa dos Santos n.º 2, encomendou a construção de um edifício próprio que seria denominado “Asilo dos Orfãos”. (5)

 «Boletim Geral das Colónias», XII, n.º 134/135, Agosto/Setembro de 1936, pp.181

Para efectivação desta grande obra de beneficência, para angariação de fundos para a sua concretização, em Macau, Abril de 1936, (6) foi impresso e distribuído um “jornal” de 16 páginas (número único) onde se apresenta:

– Uma mensagem do Governador interino, Dr. João Pereira Barbosa

 – Um “ante-projecto, para mostrar o partido tomado e em que ainda não há uma preocupação de detalhe”, elaborado por Keil Amaral, (7) acompanhado de uma “descrição do projectado para construção de um edifício na Rua da Horta da Companhia, (8) a pedido da Associação protectora dos jovens pobres e órfãos”, assinado pelo mesmo arquitecto.

– Um artigo intitulado “Querer É Poder”, história resumida do Asilo dos Órfãos até então, por Luís Nolasco (Macau, 18 de Março de 1936) (9)

Com desenho/projecto na 1.ª página da “Fachada principal do novo edifício do Asilo dos Pobres e Órfãos de Macau”
Planta do 1.º pavimento
Planta do 2.º pavimento
Planta da cave
Mensagem manuscrita do governador interino, Dr. João Pereira Barbosa de 8 de Abril de 1936.

NOTA – Apesar de ter havido lançamento da primeira pedra do edifico, em 23 de Junho de 1936, com projecto do arquitecto Keil do Amaral, na Rua de Horta e Companhia, não consta ter havido concretização desta obra pois não encontro nas minhas pesquisas, até hoje, qualquer informação sobre a inauguração ou trabalhos realizados nessa mesma rua e também porque os «Anuários de Macau» de 1938 (p. 442) e 1940/41 (p. 462) referirem uma nova morada para o Asilo dos Órfãos, na «Vila Flora». Acrescenta-se o facto de, em 13 de Fevereiro de 1924, num terreno denominado Horta da Companhia, doado à Irmandade da Misericórdia de Macau pelo Governo da Província, ter sido construído um edifício destinado para Asilo dos Inválidos, (10)

(1) 08-06-1862 – Chegaram a Macau os Padres jesuítas Xavier Rôndina (1827-1897) e José Joaquim de Fonseca Matos, os primeiros professores do reaberto Seminário.  O Padre Francesco Saverio Rondina nasceu em Itália e aos 15 anos de idade ingressa na Companhia de Jesus e faz o seu noviciado em Roma. É enviado para Macau, tendo residido primeiramente, em Portugal entre 1859 e 1862, em Lisboa, no colégio de Campolide onde obteve a autorização régia para ensinar em Portugal, e posteriormente em Macau. Em 1862, passa pela ilha de Sanchoão, onde encontrou aí, a primeira sepultura de S. Francisco Xavier, que restaurou. Padre Rondina, depois de ter dirigido o Colégio de S. José em Macau de 1862 a 1871, devido à ordem que veio de Lisboa (os professores do Seminário teriam de ser obrigatoriamente de nacionalidade portuguesa e a aqueles que não cumpriam este requisito teriam de abandonar o território), abandona Macau com alguns colegas jesuítas e dirige-se para o Rio de Janeiro, onde permanecerá durante algum tempo mas, por motivos de saúde, regressa finalmente a Itália, em 1882. Nesse ano, quando conhece a obra educativa de S. João Bosco, sob a inspiração e nome de S. Francisco de Sales – os Salesianos – propôs a ida destes para Macau. D. João Paulino Azevedo (1902-1918) dá sequência à instalação dos salesianos em Macau, em 1906. (10)

Sobre a biografia e obra do Padre Rondina , aconselho leitura de: ARESTA, António – Cinco Figuras do Diálogo Luso-Chinês em Macau em file:///C:/Users/ASUS/Downloads/06-Cinco%20figuras__Antonio%20Aresta873-894.pdf

MARTINS, Maria M. B. – Compêndio de Philosophia Theorética e Pratica de Francisco Xavier Rondina S.J.; O Renascimento de Neo-escolástica  em https://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/15970.pdf

(2) TEIXEIRA, Padre Manuel – O Teatro D. Pedro V, 1971, p. 31.

(3) “1900 – Sendo Provedor da Santa Casa de Misericórdia Pedro Nolasco da Silva criou este grande vulto macaense o Asilo dos Órfãos, que ficou a cargo da mesma Santa Casa e instalado em edifício próprio, ao Tap Seac (hoje sede do Instituto Cultural do Governo da RAEM). A instituição foi extinta por medidas económicas em 1918, tendo recolhido e educado ao todo 182 rapazes, alguns dos quais atingiram lugares importantes dentro e fora de Macau. (10)

(4) “Havia antigamente o Asilo dos Órfãos da Santa Casa da Misericordia de Macau, instalado no edifício que a mesma Santa Casa propositadamente mandou construir ao Tap Seac e onde hoje funciona o liceu nacional. Um provedor, porém, em hora infeliz de confissão de incompetência e de comodismo propôs, e conseguiu, a sua extinção. Ficou, então, aberta uma lacuna na obra de assistência pública de Macau.” (Luis Nolasco) (6)

(5) “06-01-1933 – Foi inaugurado a 6 de Janeiro de 1933, o «Novo Asilo dos Órfãos», sob o patrocínio da «Associação Pública de Protecção aos jovens Pobres e Órfãos», alimentada com cotas mensais, sessões de animatógrafo e outras representações de benefício. Faltava um prédio adequado, porque o 1.º, ao Tap Seac, passou a ser o Liceu Central de Macau. Com a ajuda de muitas almas boas, entre elas o arquitecto Keil do Amaral e o Dr. Gustavo Nolasco da Silva (11), impulsionados por Pedro Paulo Ângelo, (12) o Asilo foi instalado na Travessa dos Santos n.º 2 e encontrou quem lhe permitisse continuar (10) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/01/06/noticia-de-06-de-janeiro-de-1933-novo-asilo-dos-orfaos/

(6) “O Asilo dos Orfãos”, jornal, número único, de Abril de 1936,Macau.

“ABRIL DE 1936 – Publicado um Jornal do Asilo com o título de “O Asilo dos Orfãos”, Número Único, com a história e o projeto de construção do edifício destinado a esta obra de assistência; ainda instalado na Travessa dos Santos, ali se utilizou a política de self-supporting-concern, com oficinas de tipografia e encadernação e professores (e material) concedidos pela Comissão Administrativa de Município, por proposta do Tenente Guedes Pinto. O projecto foi feito gratuitamente pelo arquitecto Keil do Amaral, sendo-lhe destinado um espaço cedido gratuitamente por diligência do Governador Interino, Dr. João Pereira Barbosa.” (10)

(7) Francisco Caetano Keil Coelho do Amaral (1910 — 1975) foi um arquiteto português ligado ao Modernismo, com destaque ao longo dos anos de 1940 e 1950, com responsabilidade projectual de importantes obras públicas, como por exemplo, Aeroporto de Lisboa, Feira das Indústrias de Lisboa, Parque Florestal de Monsanto, Lisboa etc. Completa o curso de Arquitetura da Escola de Belas Artes de Lisboa e a primeira obra é de 1934 (Instituto Pasteur, Porto). Este projecto para Macau terá sido um dos primeiros trabalhos encomendados (não consta na sua biografia) já que só em 1936, é referenciado o concurso para o Pavilhão de Portugal na Feira Universal de Paris, onde esteve durante 1 ano para acompanhar a construção do pavilhão. (https://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Keil_do_Amaral)

(8) A Rua de Horta da Companhia, em 1969, foi redenominada Rua de D. Belchior Carneiro (actual designação) nas comemorações dos 400 anos da chagada a Macau do Bispo D. Melchior.

(9) Dr Luís Gonzaga Nolasco da Silva (1881-1954; filho de Pedro Nolasco da Silva) foi presidente do Asilo dos Órfãos de 1933 (Travessa dos Santos, n.º 2) a 1938/1939 (Vila Flor) (Directório de Macau, 1933, p. 518 e Anuário de Macau, 1938, p. 442) (https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/luis-gonzaga-nolasco-da-silva/)

(10) (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, 2015, Volume II, p. 338; Volume III, pp. 161, 230,239, 251, 283)

(11) Dr. Gustavo Nolasco da Silva (1909-1991; filho de Luís Gonzaga Nolasco da Silva) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/gustavo-nolasco-da-silva/

(12) 14-07-1931- O Sr. Pedro Paulo Ângelo, fazendo parte da Mesa Directora da Sta. Casa, inicia uma subscrição pública para reerguer o Asilo dos Orfãos, instituição onde crescera e sustentada pela Santa Casa da Misericórdia até 1918 quando foi fechado por medidas económicas. Em 13 de Agosto de 1931, os Estatutos foram aprovados pela Portaria n.º 936 do Governo de Macau. Com a subscrição e mais algumas achegas finais, adquiriu-se uma soma de 10 mil patacas.” (10)

Anteriores referências ao Asilo dos Órfãos: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/asilo-dos-orfaos/