Archives for posts with tag: Jorge Grave Leite

Extraído de «BGC» XXVI-307, Janeiro de 1951.

António de Magalhães Coutinho foi nomeado Presidente do Leal Senado a 19 de Outubro de 1950 (B O n.º 42 de 21 de Outubro de 1950.) e terminou a 16 de Maio de 1957 (BO n.º 20 de 18 de Maio de 1957.)

Boletim Oficial de Macau, n.º 42 de 21 de Outubro de 1950.
Boletim Oficial de Macau, n.º 20 de 18 de Maio de 1957.

Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-de-magalhaes-coutinho/  

Jorge Grave Leite foi nomeado Presidente da Comissão Administrativa a 26 de Fevereiro de 1948 (BO n.º 10 de 6 de Março de 1948) e terminou a 21 de Outubro de 1950 (B O n.º 42 de 21 de Outubro de 1950)

Boletim Oficial de Macau n.º 10 de 6 de Março de 1948.
Boletim Oficial de Macau n.º 42 de 21 de Outubro de 1950.

Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jorge-grave-leite/er

Extraído de «BGC» XXVI – 296, 1950

Extraído de «BGC» XXV – 294, 1949.
Anteriores referências a este governador:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/albano-rodrigues-de-oliveira/

Roteiro do Ultramar Estátua Ferreira do AmaralMonumento a Ferreira do Amaral

 No aterro da Praia Grande, frente ao mar, ergue-se a brônzea estátua equestre de Ferreira de Amaral, da autoria do escultor Maximiliano Alves. Na base quadrangular, em faces opostas, há dois baixos-relevos das armas reais e duas lápides que dizem:

HOMENAGEM DA COLÓNIA
AO GOVERNADOR
JOÃO MARIA FERREIRA DO AMARAL
22 DE AGOSTO DE 1849

Na face oposta:

ESTE MONUMENTO
ERIGIDO POR SUBSCRIÇÃO PÚBLICA
E AUXÍLIO DO GOVERNO DA COLÓNIA
FOI INAUGURADO
EM 24 DE JUNHO DE 1949
POR OCASIÃO DAS FESTAS COMEMORATIVAS
DO DUPLO CENTENÁRIO
OFERTA DO LEAL SENADO (1)

Anteriores referências a esta Estátua e ao Governador Ferreira do Amaral, em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/joao-m-ferreira-do-amaral/

 
Roteiro do Ultramar Estação Bombagem águasCentral de bombagem de água

A Central de bombagem de água ficava na Ilha Verde e era da Sociedade de Abastecimento de Águas em Macau (SAAM – 澳門自來水), sociedade formada em 1932.
 
19-07-1936 – Iniciou-se o abastecimento de águas à cidade de Macau, com a inauguração da estação fluvial, no norte da Ilha Verde, e o reservatório, no Porto Exterior, sendo Presidente do Leal Senado, o Comandante Albano de Oliveira, que foi incansável, na solução do problema de abastecimento de água, vindo mais tarde a ser Governador da Província” (2)
 

Roteiro do Ultramar Piscina MunicipalA piscina municipal, em Macau

“Foi durante o mandato do Comandante Albano Rodrigues de Oliveira que o Governo de Macau corroborou a feliz iniciativa da Comissão Administrativa do Leal Senado da presidência de Jorge Grave Leite, tornando-se assim possível satisfazer essa velha aspiração dos macaenses… (…)…O conjunto das piscinas é harmonioso constituindo com a ampla esplanada que as domina, um local predilecto para a mocidade de Macau e um centro magnífico para a natação tendo um fontenário que anima o ambiente, e também, profusa iluminação eléctrica de luz fosforescente, que lhe dá surpreende aspecto nas festas nocturnas (3)

Referência à inauguração desta piscina, ver em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/piscina-municipal/
 
Fotogravuras do livro de
GONÇALVES, Manuel Henriques – Roteiro do Ultramar. Lisboa, 1958, 131 p.
(1) TEIXEIRA, P. Manuel – A Voz das Pernas de Macau. Macau, 1980, 324 p.
(2) GOMES, Luís Gonzaga – Efemérides da História de Macau.
(3) BARROTE, David (coordenação) – A Visita do Ministro de Ultramar a Macau em Junho de 1952. Edição da Repartição Central dos Serviços Económicos, Secção de Propaganda, 1952, 328 p.

Os quatro selos postais aqui reproduzidos, comemorativos do 4.º centenário do estabelecimento dos portugueses em Macau deveriam ter sido postos a circular a 1 de Novembro de 1955. Impressos com um mínimo de cinco cores cada um, os selos apresentam quatro figuras dos mais proeminentes da história de Macau: Jorge Álvares, o primeiro português que aportou à China, em 1513; Tomé Pires, o primeiro embaixador de Portugal à China, que entrou em Pequim em 1521; Miguel de Arriaga Brum da Silveira, o destemido português a quem, em 1810, se entregou, com toda a sua esquadra, o célebre pirata Cam Pau Sai; e D Belchior Carneiro, o primeiro prelado que governou a diocese de Macau, erecta por bula de Gregório XIII, de 1575, e piedoso fundador da Santa Casa da Misericórdia de Macau. Os selos da emissão comemorativa seriam das taxas de 20, 24, 40 e 90 avos. Juntamente com os selos, seriam vendidos, no primeiro dia de circulação, um envelope especial, com desenhos coloridos, reproduzindo a chegada dos portugueses a Amagao.
Estavam programados para todo o mês de Novembro desse ano, os C.T.T. de Macau fariam apor em todas as cartas que passassem pela Estação Postal, carimbos com os seguintes dizeres:
No dia 1 – «1.º Dia  – 4.º Centenário de Macau 1555-1955»
De 2 a 8 -«Macau, testemunho da secular amizade luso-chinesa – 1555-1955»
De 9 a 17 – «Macau, símbolo de paz e trabalho -1555 – 1955»
De 18 a 25 – «Macau, exemplo de patriotismo e de solidariedade humana – 1555 – 1955»
De 26 a 30 -«Macau, espelho da civilização cristã – 1555 – 1955». (1)

No entanto estes selos (autorização da emissão e circulação, em Macau publicada no B. O. n.º 43 de 22 de Outubro de 1955) nunca entraram em circulação.
A razão, segundo informações de Beatriz Basto da Silva (2):
Os 4 selos não entram em circulação em Macau por motivos óbvios que transparecem  na contra ordem de 4 de Outubro de 1955 , publicada no B. O.  n.º 50 de 10 de Dezembro do mesmo ano. Algumas colecções foram enviadas como oferta a personalidades  importantes, pela «Agência Geral do Ultramar». É cancelada, em 20 de Novembro de 1955, por receio a melindres, a pequena cerimónia para assinalar  os quatro séculos da presença portuguesa em Macau.” (3)
Sobre este cancelamento,  comenta o investigador Moisés Silva Fernandes (4):
Graças a pressões públicas e particularidades exercidas por círculos nacionalistas macaenses, a administração portuguesa de Macau, foi persuadida a comemorar o 4.º centenário de Macau, em Novembro de 1955. A China não reagiu bem às comemorações  e fez saber a nível particular e em público o seu desagrado. Zhou En Lai interviu pessoalmente na matéria e a administração portuguesa viu-se na necessidade de cancelar as comemorações para evitar a deterioração da situação política”
(1) Macau Boletim Informativo, n.º 51, 1955
(2) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Século XX, Volume 5. Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, Macau, 1998, 320 p., ISBN 972-8091-64-8
(3) NOTA: o Leal Senado, em sessão camarária, tinha resolvido convidar os cidadãos honorários de Macau para assistir a essas comemorações do IV Centenário do estabelecimento dos portugueses em Macau, encarregando-se o mesmo Leal Senado das despesas de hospedagem durante a estadia daquelas individualidades: comandante Manuel Maria Sarmento Rodrigues, antigo ministro do ultramar, Comandante Gabriel Teixeira e Albano Rodrigues de Oliveira, antigos Governadores de Macau, Dr. José Caetano Soares, antigo médico municipal de Macau e Jorge Grave Leite, antigo Presidente do Leal Senado de Macau.
(4) FERNANDES,  Moisés Silva – Sinopse de Macau nas Relações Luso-Chinesas, 1945-1995: Cronologia e Documentos.  Fundação Oriente, Lisboa, 2000, 849 p. + |Documentos LIX|