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Notícia da visita oficial do Governador Gabriel Maurício Teixeira (1) a Hong Kong em Maio (data ?) de 1941. O Governador de Hong Kong era Sir Geoffrey Alexander Stafford Northcote (2). Recorda-se que a 7 de Dezembro desse ano, Japão atacou de surpresa a base aeronaval dos E.U.A. em Pearl Harbour e a 8 de Dezembro, os E.U.A. declararam guerra ao Japão e nesse mesmo dia, os japoneses ocuparam Hong Kong, após mais de duas semanas de sangrentos combates e heroica resistência, até de jovens que viram os seus colégios transformados em Hospitais. (3)

Extraído de «BGC», XVII, Agosto/Setembro de 1941 n.º 194/195, p. 161

(1) Gabriel Maurício Teixeira (1897-1973) foi nomeado governador de Macau a 5 de Outubro de 1940 (por falecimento do anterior, Artur Tamagnini Barbosa)  e governou até 31 de Agosto de 1947. https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/gabriel-mauricio-teixeira/

(2) Sir Geoffrey Alexander Stafford Northcote (1881-1948) foi nomeado governador de Hong Kong (2º vez) a 28 de outubro de 1937. Governou até 10 de Setembro de 1941.

(3) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume III, 2015, p. 273.

Em Fevereiro de 1942, chegam a Macau os primeiros grupos de refugiados de Hong Kong. São recebidos naturalmente entre familiares e amigos. O desporto e a arte reviveram com os novos elementos de Hong Kong que era preciso ocupar, animar. Um exemplo flagrante e ainda hoje lembrado foi o concerto de caridade que houve no Cine-Teatro Apolo, que mandou alargar o palco para caber a orquestra, de mais de cem instrumentos; dela faziam parte seis baixos, oito violoncelos, quatro pianos, etc, contando ainda o acompanhamento de um coro de para cima de cem figuras. Em vez de 200 mil, (1) Macau albergou 500 mil habitantes nesta época. Só em Novembro de 1945 é que se iniciou a repatriação dos refugiados portugueses de Macau para Hong Kong e tudo começou a voltar ao normal. (2)

(1) 1941 – A população de Macau (aumentada desde 1937 com os refugiados de Xangai e Cantão) subiu de 150 mil pessoas, em Dezembro deste ano, para 450 mil, logo nos primeiros meses de guerra (Fevereiro e Março de 1942) e chegou aos 500 mil. Depois da rendição do Japão desce para cerca de 150 mil. Em 20-12-1941, o B.O. n.º 51 publica avisos e anúncios sobre a distribuição de senhas de racionamento à população que se inicia a 23. (2) 

Boletim Oficial de Macau, n.º 51 de 20 de Dezembro de 1941 p. 878

(2) TEIXEIRA, P. M. – Macau Durante a Guerra, 1991, pp 33 -49); SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume III, 2015, pp. 271 e 274.

Anteriores referências aos refugiados: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/05/13/noticia-de-13-de-maio-de-1942-colegio-yuet-wah/

Notícia de Macau, de 10 de Outubro de 1945, , enviada pelo correspondente especial da «Reuter, J. Braga (José Maria Braga) e publicada no «BGC»

Extraído de «BGC»  XXI-244 OEUT1945 pp. 136
Ver anteriores telegramas enviados de Macau após a guerra:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/10/10/noticias-de-10-de-outubro-de-1945-telegramas-de-macau-apos-a-guerra-i/

Pequeno extracto dum artigo de 1940, (pp.127-134) escrito pelo 1.º tenente A. Gomes Namorado, comandante do Centro de Aviação Naval (1)  para a publicação “ U N de Macau”,  (137 p.) da União Nacional de Macau no ano XIV da Revolução, 1940.
“… Interessante seria registar nestas páginas as milhares de toneladas, em especial correio, e as centenas de milhares de passageiros hoje transportados por aviões. Aqui mesmo, Macau, é um exemplo, talvez quási despercebido. Efectivamente, saber-se-á que em 1938 e 1939 o número de cartas enviadas por correio ordinário e aéreo foi respectivamente de 1.829.662, 4.032.945 e 39.434 e 92.577. A consideração destes números mereceria talvez a atenção de capitais da Colónia, adiantando-se a iniciativas estranhas que à Colónia veem buscar rendimentos que nela deveriam ficar.
Macau precedeu êste movimento pro-aviação. Data de 1921 a criação da sua primeira escola de aviação, criada pelo Governador Paço d´Arcos. A sua vida foi efémera; 6 alunos pilotos a frequentaram e destes apenas 2 concluíram as provas.
Em 1939, por proposta do actual Governador, o Governador que primeiro e melhor viu as possibilidades da aviação, Sua Exa. o Ministro das Colónias, a quem a aviação nas Colónias tudo deve, criou a Escola de Aviação de Macau para formação de pilotos, mecânicos, artífices e radiotelegrafistas. Dotada, desta vez, com os meios necessários, a Escola poderá desempenhar cabalmente da sua missão, desta forma contribuindo para o desenvolvimento da Colónia.” (2)

(1) Recorda-se que nesse ano, o Serviço de Aviação de Macau tinha aparelhos velhos e dos quatro aparelhos apenas um conseguia voar e, mesmo assim não muito bem. Em 1939, a aviação tinha três pilotos em Macau, o primeiro-tenente José de Freitas Ribeiro (2.º comandante do Centro de Aviação Naval) o 1.º tenente aviador Pedro Correia de Barros e o 2.º tenente aviador Rodrigo Henriques Silveirinha (morreria no acidente aéreo em 26 de Junho de 1942, queda do Osprey n.º 6 no Bairro do Tap Seac) auxiliados pelo 1. º Sargento mecânico aviação, Joaquim Macedo Girão e os 2.ºs sargentos artífices de aviação, Rafael Afonso de Sousa e João dos Santos Louceiro.
O 1.º Comandante, capitão-tenente António Gomes Namorado júnior, encontrava-se em Lisboa a frequentar o curso naval de guerra e o Governo decidia-se pela construção de um novo hangar no Porto Exterior, onde coubessem, em condições razoáveis, os aparelhos. Namorado Júnior regressa a Macau e ao comando do Centro em 1940 até Maio de 1941, sendo substituído por Freitas Ribeiro que , por doença de sua mulher – tuberculose- pediu demissão do cargo e regressaria à metrópole, em 1941. O comando passou para o primeiro tenente Pedro Correia de Barros, então com 30 anos de idade.

A construção do hangar no Porto Exterior, cerca de 1941

Informações de Anuário de Macau 1940-1941 e SÁ, Luís Andrade de – Aviação em Macau, Um Século de Aventuras, 1990 p.79
Anteriores referências ao Centro de Aviação Naval em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/centro-de-aviacao-naval/

https://www.marinha.pt/conteudos_externos/RevistaArmada/423/HTML/files/ra_423_sut08.pdf

(2) António Gomes Namorado Júnior (1901-?) foi um oficial de Marinha que serviu na Aviação Naval desde 1926 como piloto-aviadGomes or e deixando-a em 1948 como cap.-frag. RF
É autor de vários artigos e textos aeronáuticos (“Crónicas de Aviação”) publicados nos “Anais do Clube Militar Naval” entre 1927 e 1933 (22 dos 26 textos publicados neste período),
Participou na “Lisboa-Madeira-Açores-Lisboa”,  a primeira viagem com aviões em grupo realizada pela aviação da Armada entre 30 de junho e 31 de julho de 1935.  Tinha como objetivo o treino de manobras e navegação. Os três aviões eram tripulados por Namorado Júnior, Ferreira da Silva, Aires de Sousa, Carlos Sanches, Bernardino Nogueira, Correia Matoso, Brandão, Falcoeira e Nascimento.
Quanto às crónicas de Namorado Júnior, no seu primeiro texto de 1928 (janeiro e fevereiro) de 1928 (assinado N.J.) inserido, tal como o anterior e os restantes, na “Crónica Naval”/”Crónica Marítima” o autor defende a importância de os governos comparticiparem as viagens aéreas (raids) como forma de conhecerem melhor as suas potencialidades a nível económico e militar. Também é defendido que o desenvolvimento e apoio da aviação civil é importante no sentido em que esta pode servir os fins militares em caso de guerra”
https://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/25055/1/ASPOF%20Faria%20Pinheiro%20-%20A%20Avia%C3%A7%C3%A3o%20Naval%20nos%20Anais%20do%20Clube%20Militar%20Naval.pdf

TSYK I-32, 12 de Maio de 1864

Muralha e escadas do Bom Jesus
George Chinnery c. 1836

O Mato de Bom Jesus também chamado Monte de Bom Jesus é apenas um pequeno outeiro que pertencia a Inácia Vicência Marques da Paiva, natural de Macau, filha de Domingos Marques (natural da Beira) e de Maria Francisca dos Anjos Ribeiro Guimarães (natural de Macau).
O nome de Bom Jesus vinha-lhe da Capela do Bom Jesus, que ali existia, e à qual se refere J. M. Braga (1)  ao identificar os edifícios que aparecem numa chapa holandesa do século XVIII:
«À esquerda desta residência (das 16 colunas, hoje Instituto Salesiano) está uma colina que parece se a velha Horta do Bom Jesus. Sabe-se que havia, nessa colina, uma capela em honra do Bom Jesus Cristo, (construído por volta de 1744 por Francisco Xavier Doutel, (2) que depois governaria Timor de 1745 a 1749), o último passo da «Procissão dos Passos», em Macau, até à sua destruição. O desenho que se vê nesta gravura não é uma capelinha, mas um grande edifício (segundo Padre Teixeira, seria a mansão da família Marques ou da família Ribeiro Guimarães). Fica-se a cogitar o que poderia ter sido. O actual convento das Carmelitas ou o Carmelo (construído em 1951, e também já destruído) foi erigido nesta colina apenas há poucos anos» (BRAGA, J. M. – Algumas achegas para a iconografia de Macau. Arquivos de Macau, Março de 1965, p. 190)
Inácia Vicência faleceu viúva a 2 de Novembro de 1822, rica, tendo deixado à Santa Casa um legado de $ 10 000, que na época era uma fortuna.

MAPA DA PENÍNSULA DE MACAU DE 1889 (pormenor)  assinalando a Horta de Bom Jesus

O Monte de Bom Jesus foi depois comprado pelo comissário inglês das Alfândegas Chinesas, que vivia ali perto, numa grande casa na Rua da Boa Vista, que fica em frente do antigo Hotel Bela Vista (hoje, consulado de Portugal), do lado poente. O bispo de Macau, José da Costa Nunes (3) planeava construir ali um colégio pelo que incumbiu o reitor do Seminário de S. José, Padre Francisco Bonito Bragança de adquirir o terreno para a Diocese de Macau. A compra concretizou-se no dia 6 de Setembro de 1923 tendo a Diocese entregue ao Comissário das Alfândegas $ 5 000 00 de sinal. D. José da Costa Nunes não conseguiu concretizar a construção do colégio nem o plano de um hospital no Mato de Bom Jesus, pois partiu para Goa em Dezembro de 1941 sem o ter feito.
As Carmelitas vieram para Macau em 1941, ficando alojadas num terreno em Mong Há e em 1949, o bispo D. João de Deus Ramalho (4) ofereceu-lhes o mato de Bom Jesus para aí levantarem o seu Carmelo.
Hoje ainda está referenciada na Toponímia de Macau, a Calçada do Bom Jesus, que começa na Travessa do Bom jesus, entre a Calçada da Paz e a Travessa do Seminário e termina entre o prédio n.º 1 da Rua da Praia Grande e o prédio n.º 30 da Praça Lobo de Ávila. A Travessa do Bom Jesus começa na Rua da Penha e termina na Calçada do Bom Jesus entre a Travessa do Colégio e a Calçada da Paz. (5)
(1) Ver referências anteriores em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jack-m-braga-jose-maria-braga/
(2) Ver referências anteriores em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/francisco-xavier-doutel/
(3) Ver referências anteriores em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/d-jose-da-costa-nunes/
(4)  Ver referências anteriores em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/d-joao-de-deus-ramalho-%E7%BD%97%E8%8B%A5%E6%9C%9B/
(5)TEIXEIRA, P. Manuel – Toponímia de Macau, Volume I, 1997,pp 124-131.

Notícias da invasão japonesa a Hong Kong surgidas em “O Jornal”, publicado no Rio de Janeiro (Brasil), no dia 20 de Dezembro de 1941. (1)
Conhecida pela “Batalha/Queda de Hong Kong” que durou de 8 a 25 de Dezembro de 1941, as forças britânicas e aliadas lideradas pelo governador de Hong Kong Mark Aitchison Young renderam-se no dia 25 de Dezembro. A capitulação foi assinada no dia 26. A ocupação de Hong Kong durou três anos e oito meses.
(1) Extraido de:
http://memoria.bn.br/pdf/110523/per110523_1941_06914.pdf

Artigo publicado na 1.ª página do «Diário de Notícias» do Rio de Janeiro no dia 18 de Dezembro de 1941. (1)
(1) http://memoria.bn.br/pdf/093718/per093718_1941_05875.pdf

Acabada de fresco a Guerra do Pacífico, o embaixador português em Washington informou, em 24 de Agosto de 1945, que, segundo um telegrama da United Press, o jornal Ta Kung Pao, de Chung King pedia, em artigo de fundo, para Portugal, devolver Macau, à China com base na Carta do Atlântico (1) e a 31 de Agosto, o conselheiro da Embaixada da China em Bruxelas referia-se à «questão de Macau» declarando que era necessário restabelecer a soberania portuguesa nesse território, segundo o Princípio da Soberania, que se instalara após a 2.ª Guerra Mundial. A notícia chegou, via Londres, a Lisboa.
SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 4, 1997.
(1) A Carta do Atlântico (Atlantic Charter) foi negociada na Conferência do Atlântico pelo primeiro-ministro britânico Winston Churchill e pelo presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt, a bordo do HMS Prince of Wales, na Argentina, em Terra Nova e foi emitida como declaração no dia 14 de Agosto de 1941., apesar dos Estados Unidos ainda não estarem na guerra. Os posteriores países que aderiram à Carta do Atlântico assinaram a Declaração das Nações Unidas em 1 de Janeiro de 1942; tornou-se depois a base para as modernas Nações Unidas e um dos primeiros passos para a formação da ONU (Organização das Nações Unidas).
http://www.direitoshumanos.usp.br/index.php/Documentos-Internacionais-da-Sociedade-das-Na%C3%A7%C3%B5es-1919-a-1945/carta-do-atlantico-1941.html
Em resumo, os oito pontos principais eram:
1 – Nenhum ganho territorial seria buscado pelos Estados Unidos ou pelo Reino Unido;
2 – Os ajustes territoriais devem estar de acordo com os desejos do pessoal interessado;
3 – As pessoas têm direito à auto-determinação;
4 – Barreiras comerciais devem ser excluídas;
5 – Cooperação econômica global e avanço do bem-estar social;
6 -A liberdade de desejo e medo seria executada;
7 – Há de ter a liberdade dos mares;
8 – Desarmamento das nações agressoras em comum após a guerra seria feito.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Carta_do_Atl%C3%A2ntico

Com o fim de comemorar o restabelecimento do «Sporting Club de Macau», efectuaram-se, nos dias 13 e 16 de Setembro de 1951 dois interessantes festivais desportivos um de futebol em miniatura e outro de pugilismo, com grande concorrência do público. (1)

As equipas de “misto Militar” e o “Clube Melco”
As equipas do “Sporting” e “Lin Yee”
Os pugilistas enfrentando-se cautelosamente
Uma fase animada dum dos combates

Extraído de «Mosaico» 1951.

NOTA:O «Sporting Clube de Macau» foi fundado em 11 de Setembro de 1926, sendo a filia n.º 25 do «Sporting Clube de Portugal». Os estatutos foram aprovados pela Portaria n.º 172 de 8 de Setembro de 1926 (publicada no Boletim Oficial n.º 37, de 1926). Foi depois restaurado em 16 de Agosto de 1950 com novos estatutos aprovados pela Portaria n.º 4:935, de 10 de Março de 1951 (publicada no Boletim Oficial n.º 10, de 1951). A sede nesse ano estava situada no Edifício da caixa Escolar , 1.º andar e tinha cerca de 200 sócios.

Os corpos gerentes em 1951/1952 eram:
MESA DA ASSEMBLEIA GERAL:
Presidente – Major Acácio Francisco Leão Cabreira Henriques
Vice-presidente – Alfredo José da Silva
1.º Secretário – Mário Correia de Abreu
2.º Secretário – Gregório Félix
DIRECÇÃO:
Presidente – António de Magalhães Coutinho
Vice-presidente – Capitão Carlos Loureiro Palmela
Secretário-geral – Adelino Serra de Almeida
Secretário-adjunto – Romeu Xavier
Tesoureiro – Albino Pereira da Silva
Vogais – Gióbio Pires Soares e Américo Lopes Gomes
CONSELHO FISCAL E DE SINDICÂNCIA:
Presidente – Dr. Adolfo Adroaldo Jorge
Vice-presidente – Arnaldo Rodrigues da Silva
Secretário relator – Manuel Dimas Pina

O «Clube Melco» foi fundado em 1 de Setembro de 1940.Os estatutos foram aprovados pela Portaria n.º 3:113, de 26 de Abril de 1941, publicada no B oletim Oficial n.º 17, de 1941. Tinha, nesse ano (1951), cerca de 130 sócios e a sede estava localizada na Areia Preta (Melco)

DIRECÇÃO:
Presidente – Dr. Cassiano de Castro Fonseca
Secretário – Vicente Nunes
Tesoureiro – António de Barros Pereira
Vogais – Vítor B. da Silva e King W. Chun

Duas cédulas de DEZ AVOS e uma de UM AVO emitidos pelo Banco Nacional Ultramarino, (1) não datadas (2) e manualmente assinadas (3)

大西洋國海外滙理銀行 (4)

As duas cédulas de DEZ AVOS foram emitidas em 1920 (esverdeada) e a outra com a mesma tonalidade, entre 1941 – 1945 dado que a emissão de 1946 já apresentava a assinatura do Gerente do banco e do Director.

Cédula – DEZ AVOS N.º 122262 (9,8 cm x 5,5 cm) de 1920
Razoável estado de conservação
Cédula – DEZ AVOS N.º 122262 (9,8 cm x 5,5 cm) – verso
Cédula – DEZ AVOS N.º 147788 (9,8 cm x 5,5 cm) de
Razoável estado de conservação, com manchas
Cédula – DEZ AVOS N.º 147788 (9,8 cm x 5,5 cm) – verso
Cédula – UM AVO N.º 707244 (7,4 cm x 4,1 cm)
De cor castanha com assinatura do mesmo gerente (não legível) do publicado em (1), de 1942
Razoável estado de conservação.
Cédula  – UM AVO N.º 707244 (7,4 cm x 4,1 cm) – verso

(1) Denominam-se cédulas os documentos de papel emitidos em representação das moedas metálicas divisionária e de trocos. Na cunhagem destas moedas eram utilizados metais inferiores como o cobre, o níquel ou ligas destes metais tendo geralmente um valor nominal inferior ao real ou intrínseco.
Quando o custo destes metais subiu demasiadamente, como aconteceu durante e depois da I Grande Guerra Mundial (1914-1918) a fim de se evitarem as despesas da cunhagem daquelas moedas recorreu-se, em Portugal, à estampagem de cédulas às quais foi conferido curso legal.
Em 1919, a falta de moeda para trocos provocou em Macau uma situação crítica que levou o Governo do Território a introduzir pela primeira vez, no meio circundante local, este instrumento monetário – as cédulas. Foi então decidido emitir cédulas de 5, 10 e 50 Avos.
As cédulas deixaram de ser emitidas com o aparecimento em 1952 das primeiras moedas privativas de Macau e assim progressivamente foram recolhidas todas até 1953.
(Emissões de Papel-Moeda do banco Nacional Ultramarino Para Macau. Banco Nacional Ultramarino SA e Chaves Ferreira, Publicações, SA, 1997, 270 p., ISBN 972-9402-33-7)
(2) Inicialmente as emissões de cédulas não eram datadas, só a partir de 1946 passaram a apresentar data impressa.
(3) As primeiras emissões de cédulas  assinadas pelo Gerente da Filial do Banco Nacional Ultramarino em Macau, foram as de 1920 manuscrita e as seguintes com chancela, como estes exemplares.
(4) – 大西洋國海外滙理銀行 – Daxiyangguo (大西洋國- Grande Reino do Mar do Ocidente); 海外–Haiwai (ultramarino); 滙理- Huili (câmbio);   銀行- Yinghang ou mais conhecido como 大西洋銀行 – Daxiyang Yinghang ( Banco do Grande Reino do Mar do Ocidente)
Em cantonense jyutping: Daai6 sai1 joeng4 gwok3 hoi2 ngoi6 wui6 lei5 ngan2 hong4
Sobre Banco Nacional Ultramarino e um outra nota de UM AVO (N.º 360440) já publicado ver:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/banco-nacional-ultramarino/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/07/10/papel-moeda-macau-i/