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Em 18 de Dezembro de 1582, as autoridades de Macau reconheceram oficialmente Felipe II de Espanha, como seu soberano, (Filipe I de Portugal) com a condição desta cidade servir de intermediária obrigatória das Filipinas nas suas relações com a China e que nada traísse aos olhos dos chineses da sua comunidade de soberano. Os mandarins perceberam, porém, bem depressa a mudança de regime (1)

Extraído de «Ephemerides da semana» in Bol. Gov. Macau», XIII-2, 14 de Janeiro de 1867, p. 8.

Em 1583, (2) foi criado o (Leal) Senado de Macau pelos bons ofícios de D. Belchior Carneiro. D. Leonardo de Sá viria a presidir às primeiras eleições do Senado (D. Belchior morreu pouco depois). Na origem desta importante instituição estava o facto de os portugueses residentes em Macau, receosos de se tornarem simples súbditos espanhóis (união ibérica -1580), terem deliberado em reunião presidida pelo Bispo D. Belchior Carneiro, criar uma forma de administração que lhes desse alguma independência. Nasce assim o Senado (foi autorizada a continuação do uso da bandeira portuguesa, com a aprovação do Vice-Rei da Índia, D. Francisco de Mascarenhas. Três anos depois, 10 de Abril de 1586, o Vice-Rei Duarte de Menezes concedeu ao mesmo Senado o estatuto e privilégios de Cochim (Évora e Coimbra), passando Macau s ser considerada como cidade portuguesa com o nome de Cidade do Nome de Deus do Porto de Macau na China. Com o Governo Municipal nasceu o cargo de Procurador, especificamente, em Macau, um dos mais importantes da hierarquia do senado. Tinha, entre outras funções, a de gerir as relações com a China; foi criada também uma guarda de segurança e muda-se o nome de “povoação” para “cidade” (3)

(1) GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954.

(2) 1583 – Fundação do Leal Senado – O Senado foi fundado pouco depois de 18 de Dezembro de 1582. (TEIXEIRA; Pe. Manuel – Toponímia de Macau, Volume I, 1997, pp. 48-49.)

(3) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume I, 2015, p. 84

Extraído de «BGM», XI-51 de 18 de Dezembro de 1865, p. 204

O mesmo acontecimento foi publicado por outro jornal do território

Extraído de «TSYK, III ano, n.º 12 de 21 de Dezembro de 1865, p. 48
Extraído de «TSYK», 3.º Ano, n.º 5 de 3 de Novembro de 1865, p. 18

NOTA I: “26-04-1866 – Após 134 números, cessou a publicação do hebdomadário Ta Ssi Yang Kuo, importante repositório de numerosos artigos de grande interesse para a História de Macau. Principiou a publicar-se em 8 de Outubro de 1863.” (BBS Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015, p. 177)

NOTA II: O comandante da Fortaleza do Monte nesse ano de 1865 era o capitão do batalhão de Macau, José António da Costa, nomeado (interino) em 27-10-1864. Foi exonerado a 2 de Abril de 1866.

BGM X-44 de 31 de Outubro de 1864, p. 175
«BGM», XII-15 de 9 de Abril de 1866 p. 58

Na sequência da notícia publicada ontem, sobre o falecimento da menina Camila de Melo, no mesmo Boletim foi publicado uma “Elegia” de Manuel de Castro Sampaio (1) datada de 28 de Agosto de 1864.

Extraído de «BGM», X 35 de 29 de Agosto de 1864, p. 138

(1) Anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/manuel-de-castro-sampaio/

Faleceu a 27 de Agosto de 1864, a filha primogénita de António Alexandrino de Melo, 2.º Barão do Cercal (1) e de Guilhermina Pamela Gonzaga, Camila Augusta Maria de Melo, nascida em S. Lourenço a 11 de Setembro de 1859 e falecida a 27 de Agosto de 1864

….Continua…        e termina o “Necrologio”:
Extraído «BGM», X -35 de 29 de Agosto de 1864, p. 138

(1) Anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/antonio-alexandrino-de-melo/

Extraído de «BGM», VII- 38 de 24 de Agosto de 1861.

 O Batalhão de Infantaria de Macau (força militar de 1.ª linha de Macau) criado em 28 de Fevereiro de 1857, por decreto desta data, ficou composta em 1 de Julho de 1857, por uma unidade denominada BATALHÃO DE MACAU, com estado maior e menor, uma companhia de artilharia e três de infantaria, no total de 440 homens (e 3 cavalos). O pessoal utilizava uniforme igual ao de infantaria do exército de Portugal, sendo a gola, canhão, e vivos encarnados, e tendo a Companhia de Artilharia uma granada na gola. (1)

Nesta data teve execução a Portaria Régia de 28 de Fevereiro, conforme OFA n.º 6, de 17 de Junho, publicada no «BGM», n.º 35, p. 137

…….continua

Assinado pelo Visconde de Sá de Bandeira, Par do Reino, e Secretário d´Estado dos Negócios da Marinha e Ultramar em 28 de Fevereiro de 1857.

Nesse ano, em 30 de Agosto de 1857, chegou um contingente de 300 soldados portugueses na barca Adamastor («BGM» III-47 de 12 de Setembro de 1857, p 185)

Mapa de receitas e despesas de 2-04-1845 a 1879 in BPMT Supl. 40 de 8 de Outubro de 1879, p. 244

A 1 de Julho de 1873, foi inaugurado, na Fortaleza do Monte, o quartel de artilharia. Esta fortaleza encontrava-se artilhada com 51 peças dos quais 7 eram de bronze. (2) Tratava-se da inauguração, nesse dia, das novas instalações do quartel, na Fortaleza do Monte onde estava o Batalhão (de Infantaria) de Macau (3), para uma bataria construídas pelo Governador Visconde S. Januário (1)

O Tenente- Coronel Vicente Nicolau Mesquita (o herói de Passaleão) era o comandante da Fortaleza do Monte, depois de o ter sido da Fortaleza de S. Tiago e a 27 de Novembro de 1873, foi reformado no posto de Coronel por contar mais de 35 anos de serviço (2)

OFA n. º 7 (art. 4. º) de 17-06-1857, BGM», n. º 35, p. 138

 (1) Informações retiradas de CAÇÃO, Armando A. A. – Unidades Militares de Macau, 1999, pp. 33-34, 40-41

(2) GOMES, L.G. – Efemérides da História de Macau, 1954

(3) O Batalhão de Artilharia de 1.ª linha substituiu o Batalhão Principal Regente em 13 de Novembro de 1845 e passou a 1.ª Companhia de Artilharia do Batalhão de Macau em 1 de Julho de 1857, por execução do Decreto Régio de 28 de Fevereiro

Extraído de «BGM», VI-27 de 9 de Junho de 1860,p. 106.

O mesmo acidente foi publicado nas “Ephemerides” de 4 de Junho de 1860 (1)

NOTA: “La Reine des Clippers” foi um navio fretado pelo governo francês (integrado na “La Flotte de Napoléon III”), para transporte de militares e materil de guerra para a China e afundou-se, em 1860, perto da Ilha da Taipa, conforme a presente notícia. http://www.dossiersmarine.fr/p1.htm

(1) Ephemerides da semana in «BGPMT», XIII-23 de 10 de Junho de 1867, p. 134

Extraído de «BGM», X-22 de 30 de Maio de 1864, p.
Extraído de «BGM», VI-26 de 2 de Junho de 1860, folha rosto