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Continuação do artigo publicado em (1) e por mim postado em 29/09/2015, (2) sobre o antigo costume entre a classe dos pescadores de pendurar nas crianças de poucos anos de idade uma espécie de cabaça (soi pou 水抱, no dizer dos chineses) (3), feita de madeira maciça.

“O barco, mesmo oscilando nas ondas suaves, ao sopro da brisa, não a assusta. Sempre irrequieta, é natural que os pais temam pela sua segurança podendo perder-se dum momento para o outro, pelo impulso da sua vivacidade imoderada. Para que assim não venha a suceder, os pais tomam as necessárias precauções. Atam-lhe a pesada cabaça, de modo que os movimentos se tornem menos traquinas, evitando assim que caia pela borda fora sem darem por isso.

Esta é a versão para este costume. Mas ainda se conta outra que não foge ao carácter tradicional de certas crenças entre o povo chinês. Explicam que os pais prendem às crianças a cabaça para descobrirem facilmente a sua localização, caso venha a cair ao mar, pois a grande preocupação, é dar sepultura ao cadáver, de outro modo o acontecimento pode trazer para a família uma grande desgraça.

Agora não nos admira que assim procedam com tantas cautelas, porque se torna imperioso proteger a família contra qualquer desventura, mesmo que o causador seja um inocente.”

 (1) Artigo não assinado retirados de “MACAU Boletim de Informação e Turismo”, X, n.ºs 1 e 2, de Março/Abril de 1974, p. 11.

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/09/29/tipos-e-costumes-a-crianca-e-a-cabaca/

(3)  mandarim pīnyīn: shuǐ  bào; cantonense jyutping:seoi2 pou5

Hoje dia 5 de Abril de 2022, celebra-se o culto aos mortos «Cheng Meng».

Retiro parte dum artigo, não assinado da revista “Macau Boletim de Informação e Turismo», Vol. X, n.ºs 1 e 2 de Março/Abril de 1974, pp. 36-39”, acerca deste culto que, em 1974, recaiu também no dia 5 de Abril

“O culto dos mortos integra-se, anualmente, em duas festividades, das mais concorridas entre as que estabelece o calendário o calendário religioso.

Um delas realizou-se, no corrente ano (1974) no dia 5 de Abril, denominada «Cheng Meng». Para a sua celebração, desembarcaram em Macau alguns milhares de residentes de Hong Kong, que têm os seus mortos sepultados em território português, principalmente nas ilhas da Taipa e Coloane. Outros passaram por Macau a caminho da China, onde se encontram as sepulturas dos seus familiares, para além da Porta do Cerco, para onde seguiam noutros tempos os enterros, Hoje não se permite tal prática, mas respeitam-se as sepulturas. Mudaram-se os tempos e as gentes acomodam-se.

Presentemente é pelas encostas das colinas da Taipa e Coloane que se procura o campo para enterrar os mortos, sem haver qualquer área limitada, sendo aa escolha do local indicada pelo critério dos bonzos budistas, de acordo com determinadas características que só eles conhecem, porque a natureza da terra liga-se intimamente com a sorte do morto, uma primeira condição a ter em mente para garantir a felicidade dos que passaram a outras regiões.

Muitos estão já a ser enterrados nos cemitérios de Macau, alheando-se as famílias das recomendações dos calendários budista, modernizando-se neste particular, mas a veneração e o culto continuam a processar-se mais ou menos dentro do mesmo ritualismo tradicional.

Quem se deslocar nestes dias do «Cheng Meng» às ilhas da Taipa e Coloane deparará com um espectáculo inédito para os ocidentais. Pelas colinas, estendem-se as sepulturas, umas mais aparatosamente construídas – outras mais modestamente, assinaladas apenas por uma pedra com a correspondente inscrição, uma terra batida, a testemunhar a modéstia da família. (…)

Transportam com eles os mais variados géneros comestíveis que são consumidos mesmo sobre a sepultura pelos membros da família presentes. Compreendem galinhas, porco assado, arroz, frutas variadas. O porquinho assado evidencia certo nível de bem-estar do agregado familiar.

Espiritualmente, os mortos estão ali presente e participam do ágape, para marcar a convivência íntima que deve unir as gerações vivas àquelas que passaram, mas cujos rastos ainda iluminam as vias dos que pisam a terra. É esta função do culto aos mortos, função profundamente humana, se humanismo dinama das relações que prendem os homens uns aos outros, num encadeamento contínuo”. (…)

Sobre as sepulturas acendam-se os «pivetes» – velas de culto características – e queimam-se os «cai chin», (dinheiro para os mortos) e ainda outros artigos de papel para que aos mortos nada falte no outro mundo, onde continuam a ser felizes na medida em que os vivos se mostrarem generosos para com eles e as suas necessidades forem satisfeitas.

O termo «Cheng Meng», do vocabulário chinês, significa «erguer-se de manhã cedo», porque é logo ao despontar do dia que todos procuram dirigir-se para as campas, para terem tempo suficiente ao cumprimento da grande obrigação para com os mortos.

Continuação da notícia da visita dos jornalistas ao aquartelamento de Coloane, postado em (1) (2)

“O major Rocha Vieira (futuro Governador de Macau 1991-1999) em nome do Comandante Militar, agradeceu aos jornalistas a gentileza da visita, salientando que a mesma se lhe afigurava útil pela oportunidade que a todos se oferecia de observar os trabalhos a que se dedicam as forças armadas, particularmente na preparação dos jovens que são os futuros homens de amanhã e cuja passagem pelas fileiras militares tem para todos eles reconhecida importância. (…)

Na messe dos oficiais, os jornalistas confraternizaram com os oficiais e outras individualidades presentes

Os jornalistas incumbiram o Sr. Alberto Alecrim de, em nome de todos, agradecer ao Senhor Comandante Militar através do Senhor Chefe do Estado Maior, major Rocha Vieira, as cativantes atenções recebidas nesta visita, onde todos encontraram gente franca e acolhedora, num ambiente de agradável convívio que desfez todos os eventuais acanhamentos, pois cada um pôde fazer as preguntas que mais lhe interessavam e observar como a vida decorria neste departamento dos serviços militares. (…)

Um aspecto flagrante do exercício dos «slides»

Na sequência do programa delineado, seguiram os homens da imprensa para um determinado local, na ilha de Coloane, onde os recrutas do curso de sargentos milicianos se preparavam para um exercício de «slides» que consistiu em transpor um obstáculo natural que se lhes deparou no seu avanço através dum cabo de aço, por onde se lançaram para o lado oposto. No termo desta operação, foram surpreendidos por uma força inimiga emboscada, contra a qual reagiram, imediatamente, podo-a em debandada. (…)

Local onde se realizou o exercício denominado «Golpe de Força»

Assistiram também ao desenvolvimento doutra operação militar integrada no conjunto da instrução, executada pelos recrutas do contingente geral, denominada, militarmente, «golpe de mão». Uma força encontrava-se estacionada, algures, quando se viu surpreendida pelo fogo do inimigo, reagindo, acto contínuo, contra a sua presença, num contra-ataque decidido, obrigando-o a retirar-se.

Um ousado exercício dos recrutas lançando-se duma trave abaixo

Fotos e reportagem extraídas de «MACAU Boletim de Informação e Turismo», Vol X, N.ºs 1 e 2 Mar/Abr, 1974, pp. 12- 17.

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2022/03/07/noticia-de-marco-de-1974-visita-dos-jornalistas-ao-aquartelamento-de-coloane-i/

 (2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2022/03/28/noticia-de-marco-de-1974-visita-dos-jornalistas-ao-aquartelamento-de-coloane-ii/

Continuação da notícia da visita dos jornalistas ao aquartelamento de Coloane, postado em (1).

Aspecto da instrução ministrada aos recrutas – armamento
Aspecto da instrução ministrada aos recrutas – exercícios físicos

“Entretanto na parada, decorria a instrução de armamento destinada ao contingente geral, constituído por 48 jovens recrutas da incorporação do corrente ano, convergindo a atenção de todos os presentes sobre um lança-granadas e um morteiro, cuja manobra estava a ser ensinada pelo oficial instrutor, alferes Rodrigues de Carvalho, coadjugado pelo furriel Chan Fu Hai , de etnia chinesa, e natural de Moçambique. … (…)

Conjunto fotográfico dos jornalistas visitantes com os oficiais que os acompanharam

No continuação da visita, os jornalistas demoraram-se a observar o exercício de instrução de ginástica de aplicação militar executado pelos recrutas do curso de sargentos milicianos, integrado por 25 jovens, estando a sua direcção confiada ao alferes Ribeiro de Carvalho. Aqui se experimenta e se revigora a constituição física dos instruendos, que se encontravam já na 9.ª e última semana de instrução, apresentando agora um aspecto muito mais enérgico e uma vontade mais decidida contrastar com a fraca compleição física que apresentavam nas primeiras semanas da Escola…(…)

Almoço dos soldados da Companhia de Caçadores e dos recrutas

O almoço aos jornalistas foi servido na referida messe. Decorreu um ambiente de comunicativa confraternização, falando-se, indistintamente, o português e o chinês, sem reservas nem reticências, tudo sublinhado com expressões de alegria isenta de formalidades e expressiva do bom-humor que reinava em todos. Além dos representantes dos órgãos de informação, estavam presentes os oficiais que os acompanharam na visita, os oficiais instrutores, e ainda os srs. Administrador Gastão Barros e o regente agrícola Victor Reynaud.

Fotos e reportagem, extraídas de «MACAU Boletim de Informação e Turismo», Vol X, N.ºs 1 e 2 Mar/Abr, 1974, pp. 12- 17.

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2022/03/07/noticia-de-marco-de-1974-visita-dos-jornalistas-ao-aquartelamento-de-coloane-i/

Continuação da publicação da reportagem e das fotografias da Procissão do Senhor dos Passos de 1974, já postadas em (1) (2)

“A Procissão do Senhor dos Passos marca a entrada da Quaresma, o tempo da penitência, de introspeção consciente e do ajustamento do viver à doutrina “ (3)

A Verónica – uma das figuras centrais da Procissão do Senhor dos Passos que polariza as atenções e resume na sua voz dorida o drama implacável da Paixão.

“Nesta estação dolorosa (esta em frente do antigo Hospital de S. Rafael), parou a banda, fez-se silêncio, silêncio pesado, enquanto o Padre reza uns versículos que sublinham os passos dolorosos que vão avançando, vagarosamente, a caminho do fim, do Calvário.

À Verónica repete o seu canto, mostrando o Santo Sudário aos fiéis, uma face  coberta de sangue, que nos parece palpitar de fresco realismo, como se nesse momento tivesse borbulhado da face austera da vítima. Ao cântico atribulado da Verónica responde o povo, no mesmo acento; «parce, domine, parce populo tuo, ne in eternum irascaris nobis», com o rosto inclinado para terra, essa terra que bebeu o sangue do Mestre, porque Ele era coerente com a doutrina que pregava.” (3)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/03/04/noticias-de-4-e-5-de-marco-de-2017-tradicoes-que-se-continuam-a-procissao-do-senhor-dos-passos-i-fotos-de-1974/

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/03/25/noticia-de-25-de-marco-de-1708-tradicoes-que-se-continuam-ii-a-procissao-dos-senhor-dos-passos-ou-senhor-da-cruz-as-costas/

(3) Texto não assinado e fotos publicados em «MACAU Bol. Inf. e Tur.», Vol. X Nos. 1 e 2 Março/Abril , 1974, pp.30-35.

Em Março de 1974, realizou-se mais uma visita dos jornalista de Macau ao Aquartelamento de Coloane, a convite do Comando Militar, (na altura) sob a responsabilidade do Coronel Manuel de Mesquita Borges. Acompanharam os jornalistas, o Chefe do Estado Maior, major Rocha Vieira (futuro governador de Macau, de 23 de Abril de 1991 a 19 de Dezembro de 1999), e os majores Helder de Oliveira, director do Centro de Instrução e Elísio Bandeira, da 2.ª Repartição do Quartel General, estando também presente a apresentar-lhes cumprimentos de boas-vindas no cais da Taipa, onde se fez o desembarque, o capitão Ribeiro Dias, comandante da Companhia de Caçadores, estacionada no aquartelamento de Coloane.(…)

No início da visita no terreno onde vai ser implantada a futura Carreira de Tiro

A visita começou, em primeiro lugar sobre o local onde se projecta a construção da nova Carreira de Tiro, obra que se encontrava, em concurso público, prevendo-se que os trabalhos se iniciassem dentro de dois meses e a sua conclusão se verificasse dentro de um período de cerca de um ano. O custo estimado ultrapassa um milhão de patacas. (…). O Major Rocha Vieira informou que podem também utilizar a Carreira de Tiro as forças militarizadas e mesmo os civis. (…)

Os homens da imprensa junto ao aquartelamento de Coloane

Seguiu-se, depois, a visita ao Aquartelamento de Coloane. As instalações que a integram melhoram de ano para ano, não só quanto às comodidades que oferecem aos seus utentes, como também quanto ao aspecto geral do edifício que o abandono de muitos anos deixara cair num estado precário de notória decrepitude que confrangia a quem assim o via. (…)

No aquartelamento encontra-se instalada uma Companhia de Caçadores, sob o comando do capitão Ribeiro Dias, formada por elementos da Madeira que chegaram à Província em Janeiro de 1973. (…)

Na sala de aulas do Curso Preparatório do Ensino Secundário

Os representantes dos órgãos de informação estiveram na sala de aulas, destinada ao ensino das matérias do Curso Preparatório do Ensino Secundário frequentado por 9 alunos sendo informados que este curso funciona nas diversas unidades do Comando Militar e dele se podem aproveitar todos os que estiverem em condições de o seguir, contando-se ctualmente em uma frequência de 28 praças.

Uma zona belamente arborizada que se integra na área do aquartelamento

Fotos e reportagem extraídos de «MACAU Boletim de Informação e Turismo», Vol X, N.ºs 1 e 2 Mar/Abr, 1974, pp. 12- 17

Numa cerimónia realizada em Dezembro de 1977, no Restaurante Riviera, o escultor e construtor civil Oseo Leopoldo Goffredo Acconci, de nacionalidade italiana, radicado há longos anos em Macau, recebeu das mãos do Cônsul-Geral da Itália acreditado neste território, Michelangelo Pisani Massamormile, a «Croce de Cavaliere de Lavoro» (Cruz de Cavaleiro do Trabalho) que lhe foi concedida pelo Governo do seu país. Oseo Acconci que veio para Macau pouco antes de eclodir a Segunda Guerra Mundial, (mudou-se com a família de Hong Kong para Macau em 1940, seis meses antes de a Itália aderir à Segunda Guerra Mundial) realizou importantes trabalhos de construção civil, com destaque para edifícios de carácter religioso, esculturas e trabalhos de ornamentação, revelando.se um verdadeiro artista.

Cidadão de fino trato e de carácter bondoso, era por todos estimado, nomeadamente pelos seus operários a quem tratava como amigos. A cerimónia da entrega da condecoração contou com a presença do Governador de Macau, coronel Garcia Leandro, e esposa, as principais autoridades e outras pessoas, tendo o cônsul Massamormile enaltecido as qualidades do homenageado que, muito comovido, agradeceu a distinção conferida e a presença dos convidados. (1)

Algumas obras mais conhecidas em Macau deste escultor, arquitecto e empreiteiro italiano falecido em 1988 aos 83 anos: Escola Comercial, hoje Escola Portuguesa de Macau, desenhada por Chorão Ramalho; Igreja de Nossa Senhora das Dores, em Ká Hó, projectada e construída por Oseo Acconci; Nossa Senhora de Fátima do Quartel de Mong-Há; as moradias da Coronel Mesquita e o painel da mulher seminua na fachada do Hotel Estoril.(2)

(1) Extraído de “Macau Boletim de Informação e Turismo”, XII, n.º 9-10 de 1977, p. 36

(2) Ver artigo “Fortuna ou a história da mulher futurista de Macau” no jornal Ponto Final” de 30.09.2015 https://pontofinalmacau.wordpress.com/2015/09/30/fortuna-ou-a-historia-da-mulher-futurista-de-macau/

Anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/oseo-acconci/

A delegação da Associação de Karate-do Seigokan de Macau, (1) que esteve presente no 32.º Torneio Internacional de Karate-do, da “Seigokan All Japan Karate-do Association (SAJKA)», realizado em 27 de Novembro de 1977, em Otsu, Kyoto , na Prefeitura de Shiga, (Japão), (2) participou  a seguir no 4.º Torneio Mundial de Karate-do, realizado em Budokan de Tóquio, sob a organização da «World Union of Karate-do Organizations».

Desfile das delegações dos vários países participantes

As eliminatórias fizeram-se no dia 3 de Dezembro e as semi-finais, no dia 4. Embora com  resultados menos satisfatórios do que os obtidos no Torneio, (2) Macau ainda disputou as semi-finais da modalidade de «Kata».

A equipa de Macau durante uma das provas em que participou

A caravana regressou a Macau no dia 8 de Dezembro, tendo apresentado cumprimentos ao Governador, uns dias depois.

(1) Extraído de «MACAU BIT», XII, 9-10, Nov-Dez, 1977 pp. 34-36

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2021/11/27/noticia-de-27-de-novembro-de-1977-torneios-de-karate-do-no-japao-i/

Pela primeira vez, Macau, representado por uma delegação da Associação de Karate-do Seigokan de Macau, (1) esteve presente no 32.º Torneio Internacional de Karate-do, da “Seiokan All  Japan Karate-do Association (SAJKA)», realizado em 27 de Novembro de 1977, em Otsu, Kyoto, na Prefeitura de Shiga, (Japão).

A equipa de Macau partiu para o Japão, no dia 25 de Novembro. Além doe alguns elementos directivos, acompanharam a caravana pessoas entusiastas da modalidade que se deslocaram por conta própria, entre as quais dr.ª Beatriz Batalha da Conceição que prestou apoio médico à equipa. Os elementos da equipa que se fizeram acompanhar do presidente do Conselho de Educação Física, José dos Santos Ferreira, do presidente da Associação de Karate-do Seigokan de Macau, dr. João Bosco da Silva, da vice-presidente, dr.ª Beatriz Batalha da Conceição e de outros elementos da Direcção.

Antes da partida para o Japão, estiveram no Palácio do Governo, a apresentar cumprimentos ao Governador coronel Garcia Leandro, tendo o dr. João Bosco da Silva, agradecido em nome da Associação o apoio moral e financeiro do Governo do território, sem os quais seria impossível Macau estar representado nesta competição internacional. Esteve presente nesta visita o secretário-adjunto para assuntos sociais e cultura, capitão Vítor Oliveira Santos, a quem igualmente foram apresentados cumprimentos.

Neste torneio, Macau participou com uma equipa formada por Manuel Silvério, Daniel Ferreira, Mateus Silva, John Sousa e Ngai Tat Chi que ficou em 4.º lugar, entre as 48 participantes e individualmente, João Madeira classificou-se em 3.º lugar da classe de Cintos Castanhos.

No dia 26 de Novembro a delegação foi recebida pelo vice-governador da Prefeitura de Shiga e pelo secretário da Câmara Municipal de Shiga que em nome do governador e do presidente da Câmara, respectivamente, apresentaram as boas vindas aos componentes da delegação. Aproveitando o tempo de estadia, a delegação de Macau visitou as academias da «SAJKA», nas cidades de Otsu, Kyoto e Himeji, onde a sede-geral da SAJKA tem as suas instalações. (2)

 (1) “Associação de Karate-do Seigokan de Macau“, em 1977 tinha a sua sede na Avenida Coronel Mesquita, edifício junto do Campo do Colégio D. Bosco, com a seguinte Direcção: Presidente – João Bosco da Silva; Vice-presidente – Beatriz Batalha da Conceição; Secretário – Daniel Albino Ferreira; Tesoureiro – Lísbio Maria Couto; Vogais: Ngai Tai Chi e Telmo Martins; Conselheiro técnico – José Martins Achiam (informação do «Anuário de Macau de 1977”, p. 420)

(2) Texto e fotos extraídos de «MACAU BIT», XII, 9-10, Nov-Dez, 1977 pp. 34-36.

Os «Pequenos Cantores do Colégio D. Bosco» actuaram no Ginásio da Escola Comercial, no dia 15 de Novembro de 1977, às 19,00 horas.

“O grupo apresentou-se impecável, nos trajos de marujo, com um programa concatenado pelo Padre Águeda, director do Colégio, que lhe deu uma feição das qualidades do povo português, coma sua alegria expressa nos cantares que acompanham a sua gente quer na Pátria quer no peregrinar pelo Mundo. Com o «Lisboa acordou», de Nóbrega e Sousa, encerrou-se a sessão, referindo que também acordou … Macau, com o ruído dos carros para o Grande Prémio, (1) no mesmo sentido de cooperação mundial e conquista de novas amizades.

Esteve presente o Governador, coronel Garcia Leandro, que se fez acompanhar da esposa. A assistência razoável teve uma bela oportunidade de ouvir o conjunto polifónico, com um novo atractivo de movimentos que introduziu pela primeira vez na sua actuação, por sinal muito feliz “ (2)

(1) Refere-se ao «XXIV Grande Prémio de Macau» que se realizou de 18 a 20 de Novembro de 1977. Ver em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/11/18/noticias-de-18-a-20-de-novembro-de-1977-xxiv-grande-premio-de-macau/

(2) Extraído de «MBIT», XII-9/10, Nov/Dez 1977, pp.9-11