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O Professor Dr. Almerindo Lessa esteve em Macau a chefiar uma missão científica internacional, destinada a estudar o Homem Asiático. Os centros de decisão desta missão em Paris determinaram que esse estudo fosse feito particularmente em Macau.

Esta deslocação surge na sequência das já realizadas em 1960 e 1974 e destina-se a completar os estudos feitos anteriormente, a pedido de vários centros de investigação europeus e americanos, nomeadamente do Colégio de França, Universidade de Folovre, Serviço de Intercâmbio Científico do Conselho da Europa e Universidades da Baía e Brasília. A missão tem, entretanto, o apoio do Colégio de França, Universidade de Évora e dos Governos Português e de Macau.

O Prof. Almerindo Lessa já contactou diversos serviços públicos que lhe podem fornecer elementos para a programação do trabalho de campo da missão e com o apoio da chefia dos Serviços de Saúde e Assistência também foi constituída uma equipa, com técnicos daqueles serviços, que passará a ser a «delegação da missão em Macau, para os trabalhos que se desenvolverão por vários meses, mas que depois de programados se podem considerar de rotina. Esta equipa deixada em Macau enviará regularmente ao prof. Almerindo Lessa os elementos colhidos (sangue e inquérito familiares) que terão o tratamento científico adequado, pelos investigadores, quer em Portugal, quer em França.

Informações retiradas de «MBIT» XII, 9-10, Nov-Dez, 1977, p. 23

As Forças Militares e Militarizadas da Província ofereceram ao Governador Nobre de Carvalho, as estrelas de general, posto supremo da hierarquia militar a que recentemente foi promovido.

O Comandante Militar, coronel Póvoas Janeiro, entrega ao Governador, general Nobre de Carvalho, um artístico estojo com as estrelas de General.

A cerimónia que se realizou no dia 14 de Novembro de 1970, na sala verde do Palácio da Praia Grande caracterizou-se pela entrega das estrelas que se encontravam dentro dum artístico estojo, com uma inscrição alusiva ao acontecimento. Em nome de todos usou da palavra, o Comandante Militar, coronel Póvoas Janeiro, que proferiu um discurso apresentando um extracto da brilhante folha de serviços prestados pelo novo general e as distinções honoríficas com que os mesmos foram assinalados pelo Governo ou pelos competentes superiores hierárquicos. Em resposta à homenagem que lhe era prestada com a oferta das estrelas de general, o Governador proferiu um breve discurso.

Representantes dos oficiais do Exército e Marinha e elementos da P.S.P e P.M.F. que apresentaram, no Palácio da Praia Grande, cumprimentos e felicitações ao Governador
O Governador ao ser cumprimentado pelos representantes dos oficiais do Exército, Marinha e P. S. P. e agentes desta Corporação e da P. M. F

Informação e fotos extraídos de «MBIT»,VI-8/9, de Outubro/Novembro de 1970, pp. 23-24

A relíquia de S. Francisco Xavier, conservada no Seminário de S. José, em Novembro de 1977 foi juntar-se às dos mártires que estavam na igreja de que é orago, em Coloane, sendo alvo das primeiras homenagens, à porta do Colégio de Sta. Rosa de Lima, ostentando-a o Bispo de Macau, antes de seguir ao destino.

Em procissão defronte da igreja, as relíquias seguiram nas mãos de macaenses, bascos, japoneses, vietnamitas e chineses, enquanto se ouvia música de Jazz (1) que concluiu com “The Saints Are Marching in”, quando reentravam na igreja donde saíram.

A procissão com as relíquias
O Padre Manuel Teixeira a falar do «Precioso Tesouro» junto ao altar, onde está depositado.

Com letra apropriada e adaptada à melodia gregoriana da «Tantum Ergo», as crianças entoaram o primeiro hino de louvor, perante a relíquia de S. Francisco, à porta do Colégio de Santa Rosa de Lima quando era apresentada pelo Bispo de Macau.

(1) Os músicos do conjunto de Jazz que quiseram homenagear as relíquias dos mártires japoneses e vietnamitas, estavam em Macau a participar nos concertos de jazz realizados de 17 a 19 de Novembro.

Informação e fotos extraídas de «MBIT», XII-9/10, Nov/Dez, 1977 pp.14-15

Continuação das postagens anteriores (1) (2)

Em pose, o grupo «Orientais» apresenta-se nos trajes típicos do folclore português que fizeram a glória da sua actuação em terras de Hong Kong, em 15 de Outubro. As referências feitas na imprensa, por essa ocasião, foram justas e de apreço.

O grupo da Escola de S. Paulo, de Macau, num intervalo das danças, deixou-se fotografar, encenando uma das posições apresentadas na sua actuação.

Manuel Araújo canta uma melodia portuguesa para a assistência que ali ocorreu.

Todos os componentes da caravana, para celebrar o sucesso, reuniram-se no restaurante chinês «Ruby», onde lhes foi servido um jantar. (3)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2022/10/14/noticias-de-14-e-15-de-outubro-de-1977-inauguracao-do-hong-kong-arts-centre-i/

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2022/10/15/noticias-de-14-e-15-de-outubro-de-1977-inauguracao-do-hong-kong-arts-centre-ii/

(3) Fotos e reportagem extraídas do “MBIT”, XII- 7/8, Setembro/Outubro, 1977, pp. 12-14

Continuação da postagem anterior (1)

“Numa sequência fluente, sucederam-se os números da Tuna, tendo D. Marília Tavares da Silva cantado «Uma Casa Portuguesa», a abrir a série, a que se seguiram duas danças folclóricas portuguesas para dar lugar ao Sr. Manuel Araújo que fez vibrar a sua voz na «Lisboa Antiga» … (…)

Manuel Araújo canta um dos números em que a Tuna Macaense o acompanhou, na sessão de folclore.

Chegou a vez de Araújo voltar à cena, agora em «Coimbra» que fez brotar a espontânea apreciação de Mrs Helga Burger, gerente dos programas do Arts Centre, em português, «gostei muito de recordar estas canções», Referia-se não só às cantadas por Araújo, mas também às de D. Marília Tavares da Silva que lhe recordaram a sua passagem por Portugal. Após nova actuação dos «Orientais», ouvimos a Sra. De Tavares da Silva em «Sempre que Lisboa Canta» e João Trabuco em «Lisboa Gaiata» que encerraram o programa de Macau” (2)

No terreiro, o grupo «Orientais» numa dança folclórica

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2022/10/14/noticias-de-14-e-15-de-outubro-de-1977-inauguracao-do-hong-kong-arts-centre-i/

(2) Fotos e reportagem extraídas do “MBIT”, XII- 7/8, Setembro/Outubro, 1977, pp. 12-14

A inauguração do novo edifício do «Hong Kong Arts Centre» revestiu-se duma série de acontecimentos e espectáculos, cada um com a sua categoria e nível cultural.

A actuação de Macau enquadrou-se num programa ao ar livre, onde se previa uma assistência abundante, mas que se cifrou na multidão anónima que se aglomerou nos passeios e redondezas, frente à fachada principal do edifício. O largo da via pública foi o teatro dos espectáculos.

Na noite do dia 14, das 19 às 20 horas, o programa foi televisionado pela CTV, mas pouca gente terá aproveitado, uma vez que não ouve publicidade nesse sentido. Nessa noite para além de danças folclóricas apresentadas por várias escolas, danças do leão e da parada da «Pipes and Drums of the Queen`s Gurka Engineers», actuou o grupo folclórico do «Portas do Sol» de Macau, em danças portuguesas, patrocinado pelo Centro de Informação e Turismo, a encerrar o espectáculo.

A sessão do dia 15 preencheu o tempo das 16,00 às 18,00, numa variedade de folclore, em danças e música. Logo após uma pequena dança por alunas do Colégio de S. Paulo, de Hong Kong, iniciou-se o programa de Macau, patrocinado pelo C. I. T., em que actuaram a Tuna Macaense, o grupo folclórico «Orientais» e as alunas da Escola de S. Paulo, de Macau. Foram solistas, em acompanhamento da Tuna Macaense, a Senhora Marília Tavares da Silva, o Sr. Manuel Araújo e o Sr. João Trabuco… (continua ) (1)

D. Marília Tavares da Silva numa das interpretações de canto, acompanhada pela Tuna Macaense
No terreiro, a dança chinesa das crianças da Escola de S. Paulo, de Macau.

(1) Fotos e reportagem extraídos do “MBIT”, XII- 7/8, Setembro/Outubro, 1977, pp. 12-14.

No dia 11 de Outubro de 1977, Macau esteve na inauguração do “II FESTIVAL DE ARTES ASIÁTICAS 1977”, em Hong Kong, estando presentes dois alunos da Escola Comercial e uma monitora da mesma Escola (Ana Cristina dos Santos Silva e Gregório do Espírito Santo, e D. Judite Guerreiro) que foram convidados pelo Hong Kong Urban Council para ali representarem Macau, na sessão inaugural, que se realizou às 17,30 horas desse dia. Foram acompanhados dum funcionário do Centro de Informação e Turismo que ali providenciou sobre os arranjos necessários para a sua apresentação em trajos regionais portugueses, nas sessões a que assistiram.

Aquele dois alunos juntaram-se a outras crianças de vários países da Ásia que também estiveram presentes na abertura do referido festival, envergando trajes dos respectivos países.

O par que foi de Macau, nos trajos folclóricos portugueses, marcou bem a sua presença ao lado do colorido de outros regionais desta área geográfica. Aqui os vemos com crianças indianas, que pediram para serem fotografadas com o par de Macau, quando terminou a sua participação naquele acto inaugural. (1)

(1) Extraído de «MBIT», XII, 7/8 Setembro/Outubro de 1977, pp. 12 a 14.

Integrada nas comemorações que nesta Província assinalaram a efeméride do IV centenário da publicação de «Os Lusíadas», realizou-se, no dia 4 de Outubro, a inauguração da Exposição de trabalhos escolares sobre a epopeia nacional, e o poeta imortal.

Aspecto da inauguração da exposição pelo Governador José Nobre de Carvalho (1)

Esteve presente o Governador e as mais destacadas individualidades, distinguindo-se a grande influências de professores das diversas escolas. Os trabalhos compreenderam, principalmente, painéis sobre o tem proposto, com uma rica imaginação dos alunos a colocar Camões nas mais variadas situações duma vida pelo mundo repartida, em que foram abundantes os lances de desventura e muito poucos sorrisos de felicidade dignos de nota. Mas ficou do seu sofrimento, talento e experiência pessoal uma obra que desafia os tempos e as vontades.

Outro aspecto da inauguração da exposição.

Uma exposição em que a arte se casou com a imaginação, numa abundância de quadros em que muitos jovens revelaram excelentes dotes artísticos à espera duma continuidade a caminho de mais altos voos

Painel que obteve o primeiro prémio

O painel que obteve o primeiro prémio no concurso teve como seus autores os alunos do 2.º ano do Curso Comercial da Escola “Pedro Nolasco”, José César Guerreiro, Arnaldo Pereira e Vasco Shin Gume. 

Texto (não assinado) e fotos extraídos de «Macau BIT, VIII- 7-8 Setembro/Outubro de 1972, p. 35.

(1) Na foto, á esquerda do Governador, o recente chefe da Repartição Provincial dos Serviços de Educação, Dr. Túlio Lopes Tomás que tomou posse do cargo no dia 1 de Outubro de 1972.

O Governo de Macau e a Diocese do território assinaram, em Março de 1977, um acordo com vista à criação do «Instituto Educacional de Menores S. Francisco Xavier» que funcionou na antiga escola de S. Francisco Xavier e instalações anexas, em Coloane, e destinado ao internamento de menores, ordenado pelo tribunal.

A direcção, administração e orientação pedagógica do Instituto foi entregue ao Reverendo Padre Salesiano, Mathew Tchong que recrutou pessoal para os lugares de monitores e assistentes, em número de dezasseis, tendo estes frequentado um curso de quatro meses por especialistas de Hong Kong.

Até Julho de 1977, o Instituto receberia até um total de 15 menores, a quem tenham sido aplicadas penas de internamento pelo Tribunal de Menores. Após esse período e até à entrada em funcionamento do edifício a construir junto do Instituto, o mesmo receberia mais 15 menores. Após a entrada em funcionamento do novo bloco de internamento, o Instituto receberá todos os menores que o Tribunal ou o Curador de Menores lhe apresente para internamento, até à capacidade máxima das instalações.

Numa visita de representantes dos órgãos de comunicação social ao Instituto, o Pe. Mathew Tchong explicou-lhes a finalidade da obra, os métodos educativos a utilizar e as dificuldades que anteviam, para conseguir resultados positivos.

Artigo não assinado em «MACAU Bol de Inf e Tur.», Vol. XII, N.º 1 e 2 Março/Abril, 1977 p. 34

Continuação do artigo publicado em (1) e por mim postado em 29/09/2015, (2) sobre o antigo costume entre a classe dos pescadores de pendurar nas crianças de poucos anos de idade uma espécie de cabaça (soi pou 水抱, no dizer dos chineses) (3), feita de madeira maciça.

“O barco, mesmo oscilando nas ondas suaves, ao sopro da brisa, não a assusta. Sempre irrequieta, é natural que os pais temam pela sua segurança podendo perder-se dum momento para o outro, pelo impulso da sua vivacidade imoderada. Para que assim não venha a suceder, os pais tomam as necessárias precauções. Atam-lhe a pesada cabaça, de modo que os movimentos se tornem menos traquinas, evitando assim que caia pela borda fora sem darem por isso.

Esta é a versão para este costume. Mas ainda se conta outra que não foge ao carácter tradicional de certas crenças entre o povo chinês. Explicam que os pais prendem às crianças a cabaça para descobrirem facilmente a sua localização, caso venha a cair ao mar, pois a grande preocupação, é dar sepultura ao cadáver, de outro modo o acontecimento pode trazer para a família uma grande desgraça.

Agora não nos admira que assim procedam com tantas cautelas, porque se torna imperioso proteger a família contra qualquer desventura, mesmo que o causador seja um inocente.”

 (1) Artigo não assinado retirados de “MACAU Boletim de Informação e Turismo”, X, n.ºs 1 e 2, de Março/Abril de 1974, p. 11.

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/09/29/tipos-e-costumes-a-crianca-e-a-cabaca/

(3)  mandarim pīnyīn: shuǐ  bào; cantonense jyutping:seoi2 pou5