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 Hoje é dia de São Tiago, um dos doze Apóstolos de Jesus. São Tiago é conhecido como Tiago Maior, para diferenciá-lo de Tiago Menor, que era de Nazaré e primo de Jesus. (1)

CAPA

Para comemorar esta data, relacionando-a à Fortaleza de S. Tiago da Barra, escolho uma Capa da Pousada de São Tiago, de meados da década de 80 (século XX), então considerado um dos hóteis de luxo de Macau. (2)

No interior da Capa (29,8 cm x 21,5 cm x 0,5 cm) encontra-se vários folhetos turísticos (29, 5 cm x 21 cm), todos em inglês, publicitando

Pousada de São Tiago, Only in Macau

No interior da capa vem anexada um cartão de visita (9 cm x 5,5 cm) do “General Manager: H. Reinhard Steffen”

Cartão de visita
Cartão de visita verso

São Tiago, o Grande – Pintura de 1661 – Rembrandt Harmenszoon van Rijn (1606-1669)

(1) Também conhecido como: Santiago e Santiago de Compostela. É padroeiro dos cavaleiros, peregrinos, farmacêuticos, veterinários, dos químicos. Martirizado no ano 44. É festejado a 25 de julho, nas igrejas católica e luterana. Os ortodoxos comemoram-no a 30 de abril, os coptas a 12 de abril, e os etíopes a 28 de dezembro https://pt.wikipedia.org/wiki/Santiago_Maior

(2) A Pousada de São Tiago abriu em finais de 1981, com 23 quartos e suites. https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/08/21/anuncio-pousada-de-sao-tiago-decada-de-80/

Anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/pousada-de-santiago/

Foi inaugurada no dia 8 de Maio de 1957, o novo infantário do Menino Jesus, junto ao Canídromo, na Avenida Almirante Lacerda, no sopé da Colina de Mong Há. A planta era da autoria do eng. José Maria Paulo Rodrigues e a construção importou em 43.000 patacas pagas pela Catholic Welfare. Tinha capacidade para 100 crianças, ficando a cargo das Madres Canossianas. O Infantário era dotado dum magnífico parque para recreio das crianças.

O Bispo de diocese, D. Policarpo da Costa Vaz benzendo as instalações do novo infantário do Menino Jesus (1)

Segundo Padre Teixeira (2), estava anexa à “Escola Infantil do Menino Jesus” (3) também dirigida pelas Irmâs Canossianas. As Canossianas mantinham além do infantário do Menino Jesus em Macau, o infantário da Beata Madalena de Canossa em Coloane; acolhiam todos os dias 70 a 30 crianças respectivamente de 1 a 5 anos. Eram-lhes fornecidas refeições gratuitas.  As Madres substituíam as mães durante o dia, em que estas eram obrigadas a procurar no trabalho os meios de subsistência. (2)

Aspecto da inauguração do Infantário (3)

Em 1975,  o local do infantário foi transformada em Casa Mortuária.

(1) Extraído de «BGU» XXXIII- 304, Junho de 1957, pp. 301-305

(2) TEIXEIRA, Padre Manuel – A Educação em Macau, 1982, pp. 342 e 347.

(3) A “Escola Infantil do Menino Jesus”, em 1981, era frequentada por 185 crianças, ensinadas por quatro professoras. As aulas de catequese eram ministradas por três legionárias.

No dia 16 de Março de 1982, a Senhora de Almeida e Costa procede ao lançamento da primeira pedra da futura Casa Internacional da Universidade da Ásia Oriental. (1)

No dia seguinte a 17 de Março de 1982, o Cônsul Geral de Portugal em Hong Kong, Dr. Pedro Catarino veio a Macau proferir uma palestra no Leal Senado. A comunicação, feita a convite da Universidade da Ásia Oriental, tratou da acção diplomática e consular de Portugal no Extremo Oriente e o papel de Macau, bem como daquela instituição de ensino nesse contexto. Depois de descrever a evolução histórica da acção diplomática portuguesa nesta área geográfica, desde o início da expansão até hoje, Pedro Catarino deteve-se nas perspectivas que se levantavam Portugal na Ásia.

Pedro Catarino acrescentou que não só Macau podia constituir uma plataforma para a penetração de Portugal no Extremo Oriente, como servia à China para alcançar Portugal, a Europa, o Brasil e as antigas colónias africanas portuguesas. Permanecia, assim a vocação de Macau como ponto de encontro de povos e países. (2)

NOTA I – Em 1981, foi inaugurado o primeiro edifício da Universidade da Ásia-Oriental, em Macau, na sequência da concessão de um terreno à «Ricci Island West Ltd.», em 1979. A recém criada Universidade, na Ilha da Taipa, é uma federação de 5 colégios à maneira anglo-saxónica: Pré-universitário (Junior College); Instituto Aberto (Open College); Universitário ; Politécnico; Pós-graduação (Graduate College). Acrescenta-se ainda ao sistema o Centro de Investigação Económica da China e o Instituto de Estudos Portugueses; com tal estrutura a UAO mantém-se até 1988, data em que o Governo de Macau adquirirá o estabelecimento transformando-o na actual Universidade de Macau. (3)

NOTA II – Anterior a essa Universidade da Ásia-Oriental, em 1980, o Governo de Macau criou a UNIM – Universidade Internacional de Macau – “um primeiro gesto tradutor da necessidade desse nível de ensino, mas com estrutura demasiado flutuante, que veio a comprometer a sua existência efémera”. (3) Foi seu fundador e reitor o Professor Dr. Almerindo Lessa. A sua extinção foi dada na Assembleia Geral da Universidade Internacional de Macau, em 15 de Janeiro de 1982, em que se decidiu a sua extinção para dar lugar a um novo organismo. Segundo o curador da UNIM, Secretário-Adjunto para a Educação, Cultura e Turismo, Dr. Jorge Rangel, a nova instituição terá como principais objectivos, o apoio às comunidades de cultura portuguesa do Oriente e ainda a realização de encontros, conferências, cursos e trabalhos de investigação. (4)

(1) «Macau82 jornal do ano», 1.º semestre, GCS, 1982, pp. 11, 65 e 66. 

(3) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume III, 2015, pp. 415 e 421

Capa + Contra-capa

Pequeno manual turístico “Travel trade handbook MACAU”, de 1981 em inglês, editado pelo Departamento de Turismo e Informação, 75 p., 23 cm x 14, 7 cm.

Páginas 2-3 – ÍNDICE

“Macau has proudly flown Portugal´s flag even when the Motherland´s throne was occupied by a foreign King, in the 17th century. When Portuguese rule was re-established, after 60 years, the city of Macau was granted the official name of:

MAPAS
Jet Boeing

“The best time to visit Macau throughout the year is mid-week, to avoid the weekend gambling rush from Hong Kong. During daytime hydrofoils and jetfoils depart at roughly half hour intervals from both Macau and Hong Kong. Daily services start from 7.45 a.m. and finish at up to 6.30 p. m.  in summer (5.15 p. m. in winter) Night jetfoil services to and from Macau were introduced for the convenience of the travellers and have proved popular. Jetfoils take about 50 minutes for the 40-mile trip; hydrofoils, 65 to 75 minutes.

Macau Grand Prix (1980 ?)

“The Far East´s gala motrocycle and Fotmula II car racing event, the Macau Grand Prix, is held the third week each November. Visitors, drivers and machines arrive from all the world for this event”

Ruins of St. Paul

“For walkers who dont´t mind some step climbs this tour offers spectacular views from the old Jesuit fort on Monte hill overlooking the site of a college for missionaires and scholars going to China. St. Paul´s was the collegiate church, built 1602 with the help of Japanese Christian exiles and, except for the great façade, destroyed by fire in 1835”

Nighview of Bay of Praia Grande

“To reach Penha Hill, take the Praia Grande along the waterfront … yhe avenue of banyan trees was planted a century ago … to the right is the pink and whitestone Government House containing the Governor´s office and various stone government departments …next is a row of shops and the Colegio Ricci … after the Helen Liang nursery … turn right up the steep Calçada do Bom Parto …”

Horse trotting

“Horse Trotting” – The Macau Trotting Club has already opened its first harness racing track in Asia on the historical Island of Taipa. All horses purchased in Australia and New Zealand have attained a standard of 2 minutes 14 seconds for the mile. The oval-shaped track is five furlongs in length and 80 feet wide with inner and outer track. The track is 20 feet wider than tracks used overseas, thus allowing more room for overtaking. The five-storey stand has a capacity for 15,000 people with restaurants seating 1,5000. Parking facilities are available for 750 cars and 40 tour buses. Public admission tickets cost 3 patacas, On the day of the races, The Trotting Club will provide transportation to amd from the track at the bridge terminal near the Statue of Governor Ferreira do Amaral, just in front of the main entrance of Hotel Lisboa.”

NOTA: Muitas fotos deste manual foram reproduzidas posteriormente num folheto turístico de 1984 que postei em 24-07-2014 em https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/07/24/folheto-turistico-macau-de-198

Possuo um envelope comemorativo intitulado “IV CENTENÁRIO DA MORTE DE LUÍS DE CAMÕES” que os “CTT” de Macau deveria ter posto em circulação no dia 10 de Junho de 1980, precisamente para recordar os quatro séculos sobre a morte de Luís de Camões (1)

Não sei por que razão, embora pronto, não foi posto em circulação pelo que o envelope tem dois carimbos dizendo “ANULADO”.

Envelope (21,5 cm x 10, 5 cm)

Os quatro selos no valor de 10 avos, 30 avos, 1 pataca e 3 patacas, (iguais no design – busto de Camões e por trás, uma paisagem em que um junco chinês navega para o Porto Interior pela Ponte Nobre de Carvalho) desta comemoração foram somente lançados um ano depois, a 10 de Junho de 1981. (2)

 (1) Luís de Camões faleceu a 10 de Junho de 1580, aos 56 anos de idade. Em Portugal, comemorou-se durante todo o ano de 1980, e com início em I de Janeiro, o “IV Centenário da Morte de Luís de Camões”, com um programa diversificado (os selos com o busto de Camões foram postos em circulação a 9 de Junho de 1980) para enaltecer o génio criador como o maior de entre os poetas portugueses e um dos maiores vultos da literatura universal.

Ainda nesse ano (1980), em Portugal, foi emitido uma medalha comemorativa do 4º centenário da morte de Luís de Camões da autoria de Sousa Machado em que no anverso reproduz “Camões na gruta de Macau”, uma pintura a óleo sobre tela do pintor português Francisco Augusto Metrass realizada em 1853 (3)

Reverso: Entre dois ramos, que se cruzam em baixo e estão atados por uma fita, a inscrição em quatro linhas horizontais “MACAU – 1980 / IV CENTENÁRIO DA MORTE / DE / LUIS DE CAMÕES”. PERNAS, Carlos A. – Camões na gruta de Macau in https://medalhasportuguesas.wordpress.com/2019/09/05/camoes-na-gruta-de-macau/

 (2) Portaria n.º 83/81/M: Emite e põe em circulação selos postais comemorativos do IV Centenário da morte de Luís de Camões. (Boletim Oficial de Macau, n.º 23 de 6 de Junho de 1981, pp. 815-816

(3) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/08/04/macau-e-a-gruta-de-camoes-xxxi-francisco-augusto-metrass/

Realizou-se em Macau, no Hospital Conde de S. Januário de 6 a 11 de Setembro de 1981, o “SYMPOSIUM ON TRANSCULTURAL PSYCHIATRY”, uma extensão asiática do “The VIII World Congress of Social Psychiatry”, com o alto patrocínio do Governador de Macau.
A Comissão Organizadora era constituída por médicos de Lisboa (A. G. Ferreira, H. Rodrigues da Silva, J. M. Machado Nunes e J. M. Caldas de Almeida) e uma Comissão Local formada por José da Paz Santos, Deolinda Martins e Jorge Alberto Hagedorn Rangel.
A Sessão de Abertura realizou-se no Domingo, dia 6 de Setembro, no Leal Senado às 18 horas.
As Sessões Plenárias, workshops, comunicações livres e Sessão de Encerramento realizaram-se no Hospital Conde de S. Januário.
As línguas oficiais do Simpósio foram o Português e o Inglês, com tradução simultânea na sala principal.

CAPA (21 cm x 15 cm) + CONTRACAPA

Um dos workshops «O MACAENSE E A SUA IDENTIDADE; A sua cultura subjectiva» realizou-se no Museu Luís de Camões , em três sessões, nos dias 8, 10 e 11., tendo como presidente da mesa Nuno Afonso Ribeiro. Intervieram, Charles R Boxer (GB), Carlos Estorninho (P), J. M. Machado Nunes (P), António Conceição Jr (P) , Maria Cecília Magalhães (P) e Silva Rego (P).
Os participantes e acompanhantes ficaram instalados nos Hotéis Lisboa, Sintra e Metrópole.
O jantar de encerramento foi no dia 11 pelas 20.00 a convite do Governador de Macau.
Foram oferecidas aos Congressistas pelo Secretário-Adjunto do Governo de Macau para o Turismo, Ensino e Cultura uma medalha do simpósio na forma de uma «sapeca», moeda chinesa que durante muito tempo circulou em Macau. O seu valor fiduciário é de 1/10 do avo e tem a particularidade de ter um orifício central de forma quadrada.
Os Correios de Macau emitiram um envelope e 6 selos comemorativos deste simpósio, com os seguintes valores: 15 avos, 40 avos, 50 avos, 60 avos, 1 pataca e 2,20 patacas. A autoria do desenho é de António Conceição Jr.

O tema proposto – Simpósio de Psiquiatria Transcultural – foi abordado pelo Artista segundo a perspectiva religiosa, marcante como símbolo de duas culturas. Tendo escolhido um formato vertical, aproveitou a escultura de uma divindade budista em «papier machée», que foi tratada em conotação com o fundo. Assim, à imagem serena do Arhat associa-se a sombra de uma cruz que se projecta sobre a parte central da escultura e que se completa pelo fundo.” (retirado do Programa)
No primeiro dia de emissão, 6 de Setembro, foi também oposto em toda a correspondência um carimbo comemorativo, tenho para isso funcionado um posto de correios no “hall” de entrada do Hospital Conde de S. Januário.
O Programa Social além das visitas aos locais de interesse turístico (incluindo o Museu «Luís de Camões») e às Instituições Assistenciais de Macau, os acompanhantes dos participantes tiveram um almoço “Iam Chá” oferecido pela esposa do Director dos Serviços de Saúde (dia 8), um passeio à região de Zhonshan (oferta do Banco do Oriente) (dia 9) e assistência às corridas de cavalos no Hipódromo da Ilha da Taipa (dia 10).
Durante os dias do simpósio, esteve uma exposição de artesanato de Macau no Hospital Conde de S. Januário, e outra, exposição colectiva de arte gráfica portuguesa contemporânea (organizada pela Galeria 111 de Lisboa), no «Museu Luís de Camões» onde estavam representados Bartolomeu Cid, René Bertholo, Carlos Botelho, Manuel Cargaleiro, Lourdes Castro, Costa Pinheiro, David de Almeida, Eduardo Luís, Victor Fortes, José de Guimarães, Maluda, Jorge Martins, Menez, Nadir Afonso, Eduardo Nery, Nikias, Palolo, Pomar e Vieira da Silva.

Capa do Programa duma reunião médica em Macau no ano de 1981 – “Symposium on Transcultural Psychiatry”. Autor: N. T.

Dicionário Chinês- Português de Análise Semântica Universal do Padre Joaquim Guerra (1)
Foto no interior da capa

Prefácio do autor datado de 13 de Outubro de 1980:
Disse Mestre Confúcio “Em tudo o que penso, digo e faço, não perco de vista o próximo”. A tanta perfeição não chego eu. Em todo o caso, quando escrevo, não é para o papel, mas para os leitores.
A presente obra parece um Dicionário Chinês-Português; é, porém, com mais exactidão, uma Chave Universal de Análise Semântica, ou seja, para todas as línguas; sem excepção, cuido eu. E nisto representa – os leitores que ajuízem – uma útil descoberta. (…).”

CONTRA-CAPA

Livro “volumoso” de 26 cm x 19 cm x 5,5 cm com 1118 páginas, edição patrocinada pelo Governo de Macau.
1.ª página: dedicatória do autor ao Padre João Seabra datada de «Lisboa, 23 de Fevereiro de 1993»
(1) GUERRA, Joaquim A. de Jesus (S. J.) – Dicionário Chinês- Português de Análise Semântica Universal. Jesuítas Portugueses, Macau, 1981, 1118 pp. Impresso em «Pond´s Entreprise Co.»
Para melhor informação da cronologia e biografia do Padre Joaquim Angélico Guerra, aconselho as leituras disponíveis na net:
1 – Padre Joaquim Guerra, S. J. (1908-1993), Centenário do Nascimento. Centro Científico e Cultural de Macau, I. P.
href=”http://www.cccm.pt/anexos_noticias/c20090321173951.pdf”>http://www.cccm.pt/anexos_noticias/c20090321173951.pdf
2 –  Blogue «Crónicas Macaenses»:
https://cronicasmacaenses.com/2014/09/14/padre-joaquim-guerra-o-maior-sinologo-portugues/
3 – Blogue «Sinografia»
http://sinografia.blogspot.pt/2013/11/o-homem-que-converteu-confucio.html
4 – António Aresta no Jornal Tribuna de Macau
http://arquivo.jtm.com.mo/view.asp?dT=359902004

Emissão do sobrescrito de 1.º dia de circulação (e obliteração de 1.º dia) , no dia 25 de Outubro de 1985, pelos CTT,  com o seguinte motivo:

“BARCOS DE CARGA”

e o lançamento de 4 selos com o mesmo motivo, no valor de 50 avos, 70 avos, 1 pataca e 6 patacas.. O “design” é de Ng Wai Kin.
Apresento a pagela n.º 18 dos Correios e Telecomunicações de Macau.
As embarcações tradicionais chinesas designam-se genericamente por LORCHAS ou JUNCOS, e a sua diversidade é grande, não tanto pelo aspecto – que, a olhos leigos e à primeira vista se apresenta idêntico – mas em pormenores e particularidades derivados das suas aplicações na pesca, no tráfego local e outras. A presente emissão diz respeito às embarcações de tráfego local.
A construção dos barcos mais antigos, à vela, hoje raríssimos, designados por “TOUS”, é baseada inteiramente sobre a experiência de largos anos, transmitida de geração em geração. Como madeiras de construção, eram principalmente empregadas a TECA, a CÂNFORA, o CHAU e a ENTENA, que é um pinho mole e resiste bastante à água. O tabuado de grossura conveniente colocava-se sobre formas experimentadas só depois se fixando o cavername e as anteparas. As portas de leme, de grande dimensão, e de correr – o que permitia facilmente o encalhe quando necessário e inteiramente perfuradas em losangos, facilitando assim a manobra. Os barcos em geral não se pintavam. Os alojamentos do pessoal situavam-se em cubículos à popa e acima de convés. Os mastros eram colocados a chamarem o centro de impulsão vélico bastante a vante, o que permite velejar em locais estreitos. As velas eram esticadas por vergas relativamente pesadas, o que fazia dispensar os “rizes” pois, vela e vergas se arriavam só pela manobra duma simples adriça.
Actualmente, a quási totalidade das embarcações de tráfego local, utilizadas no transporte de mercadorias, são de propulsão e motor, grande parte delas construídas em madeira. Nos dois últimos anos, à medida que as antigas ponte-cais do Porto Interior vão sendo reconstruídas em betão armado, permitindo o manuseamento de contentores, as embarcações de madeira estão a ser substituídas por pequenos navios porta-contentores, em ferro, de característica adequadas às limitações hidrográficas do delta.”

Comandante João Manuel Nobre de Carvalho (1)
Director dos Serviços de Marinha de Macau.

Dados Técnicos (em português, chinês e inglês)

(1) João Nobre de Carvalho oficial da Armada Portuguesa (tendo atingido o posto de Contra-Almirante), apresentou-se- na Capitania dos Portos de Macau em 14 de Agosto de 1981, ficando a residiu na Fortaleza de Bom Parto, residência tradicional do Capitão dos Portos. Nesta data, o Chefe da Repartição dos Serviços da Marinha desempenhava simultaneamente as funções de Capitão dos Portos e Presidente do Concelho de Administração das Oficinas Navais, onde se construíam lanchas para a Polícia Marítima e outras embarcações para os serviços de Marinha. Terminou a comissão em Macau em 31 de Agosto de 1985. (Informações retiradas do livro de memórias CARVALHO, João Nobre de – Contra Ventos e Marés. Livros do Oriente ,2006, 438 p. ISBN 99937-866-0-8

No Boletim Oficial n.º 14 de 05 de Abril de 1975: é autorizada a emissão de 1 milhão de moedas de prata comemorativas da inauguração da Ponte Macau-Taipa, com o nome de Ponte Governador Nobre de Carvalho «Nobre de Carvalho» destinadas a Macau, com o valor facial de 20 patacas (1)
MOEDA 20 pts Ponte Macau-Taipa IA promulgação da emissão foi publicada no Decreto n.º 138/75 de 18 de Março:
Considerando que a inauguração da ponte Macau-Taipa deve ficar assinalada com a emissão de uma moeda comemorativa;
Atendendo ao interesse nesse sentido expresso pelo Governo de Macau;
Ouvido o Banco Nacional Ultramarino;
Usando da faculdade conferida pelo § 1.º do artigo 136.º da Constituição e de acordo com o § 2.º do mesmo artigo, o Governo decreta e eu promulgo, para valer como lei nos territórios ultramarinos, o seguinte:
Artigo 1.º É autorizada a emissão de 1 milhão de moedas de prata comemorativas da inauguração da ponte Macau-Taipa, destinadas a Macau, com o valor facial de 20 patacas.
Art. 2.º – 1. As moedas serão serrilhadas, terão o toque de 650 milésimos, o diâmetro
de 35 mm e o peso de 18 g, com a tolerância de 5 milésimos, para mais ou para
menos, no toque e no peso.
MOEDA 20 pts Ponte Macau-Taipa II2. O anverso terá na orla, em cima, a legenda «República Portuguesa», em baixo, a legenda «Ponte Macau-Taipa», e, no centro, além da legenda em chinês «Ponte Macau-Taipa», figurará a representação de um troço da ponte sob a qual se encontra um junco.
MOEDA 20 pts Ponte Macau-Taipa III3. O reverso terá na orla, em cima, a legenda «Macau», em baixo, o valor «20 patacas», nos intervalos as mesmas legendas em caracteres chineses, e, no centro, a esfera armilar com os sete castelos e as cinco quinas.
Art. 3.º Na Repartição Provincial dos Serviços de Finanças de Macau será aberta uma conta de operações de tesouraria sob a epígrafe «Cunhagem de moeda divisionária», pela qual serão satisfeitos todos os encargos resultantes do custo, frete, despacho, seguro e despesas de amoedação.
Visto e aprovado em Conselho de Ministros. – Vasco dos Santos Gonçalves – António de Almeida Santos.
Promulgado em 11 de Março de 1975.
Publique-se.
O Presidente da República, FRANCISCO DA COSTA GOMES.
Para ser publicado no Boletim Oficial de Macau. – A. Almeida Santos.”

MOEDA 20 pts Ponte Macau-Taipa IVOutras especificações desta moeda:
Data de emissão: 1975
Distribuição: Circulação padrão
Fabricantes: Imprensa Nacional – Casa da Moeda, Portugal
Composição: Prata
Bordo: Serrilhado/Grão
Formato: Circular
Orla: em relevo. sem decoração. os dois lados
Peso: 18 gramas
Diâmetro: 35 mm
Valor facial: 20  patacas
Cunhagem conhecida: 1.010.000
Detalhes da composição: prata  650/1000
(1)  A inauguração oficial da Ponte Macau-Taipa, com o nome de Ponte Governador Nobre de Carvalho foi a 5 de Outubro de 1974.  A cerimónia estava incluída na celebração do 64.º aniversário da implantação da República Portuguesa (Cfr. B. O. n.º 39-S, de 4 de Outubro). A ponte é obra do Eng. Edgar Cardoso, tem 3,78 Km de comprimento e levou cerca de 5 anos a ser construída. Entre 1974 e 1981, cobrava-se pela circulação de veículos, uma portagem inicial de cinco patacas na entrada da ponte do lado da Ilha da Taipa. Posteriormente abolida e hoje, desde 2007, somente é circulada por veículos de transportes públicos (Táxis e “Buses”)
SILVA, Beatriz Bastos da – Cronologia da História de Macau, Volume 5.
Referências anteriores em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/06/28/leitura-a-ponte-macau-taipa-iii-e-mapa-de-macau-1965-1966/