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Empreza Comercial do Extremo-Oriente” de Henrique Nolasco da Silva, sociedade anónima, de responsabilidade limitada, na Rua do Gonçalo n.º 3, com 2 filiais:

A Competidora”, na Travessa do Auto Novo, n.º 30, 32, 34 a 36 (telefone n.º 12; gerente – Henrique Antunes Monteiro) e “Casa Alto Douro”, na Rua Central (endereço telefónico n.º 79). A sucursal em Lisboa tinha como gerente João Frederico Nolasco da Silva. (1)

Sociedade Tecnica e Comercial Portuguesa Limitada (Basto & Companhia Limitada)” com secções de importação e exportação e uma secção de engenharia , e sede na Avenida Almeida Ribeiro, n.s 1,3 e 5  (endereço telegráfico “ MOTOR”). Tinha uma filial em Cantão, na “Second Bund, 5-A”). A Firma “Basto & Companhia Limitada” tinha como gerente Bernardino de Senna Fernandes (provavelmente o 3.º Conde de Senna Fernandes- 1892-1971).

Anuário de Macau 1922, p. 329
Anverso e verso das caixas (5,5 cm x 3,5 cm x 0,8 cm)

 Duas caixas de fósforos iguais, do antigo “Restaurante Chiu Chow” (1) que ficava na Avenida Almeida Ribeiro n.º 69-71, 1.º andar – Andar Mezanine; Tel:3125

Anverso (em inglês)
Verso (em chinês) 潮州酒樓有限公司 (2)
Lateral com indicação da morada, em inglês
Interior das caixas, fósforos com as cabeças de cor vermelha

(1) Ver o restaurante “Chiu Chow” do Hotel Lisboa em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/restaurante-chiu-chow/

(2) 潮州酒樓有限公司 mandarim pīnyīn:  cháo zhōu jiǔ lóu yǒu wěn gōng sī; cantonense  jyutping: ciu4 zau1 zau2 lau4 jau5 haan6 gung1 si1

Anúncio datado de 1 de Março de 1867, publicado no Boletim da Província,  da “Paderia Nacional”, (1) que a 20 de Agosto de 1866 mudou para “as cazas n.º 2, pertencentes às recolhidas de Santa Roza de Lima”, (2) no “Bêcco do Senado”(3) , n.º 2,.

Extraído de «BPMT», XIII- 10 de 11 de Março de 1867, p. 54

“Biscoutinho adocicado de soda, a 8 libras por pataca, (em 20 de Novembro de 1866, os “biscoutinhos adocicados vendiam-se a “15 avos ou 140 sapecas por cate), (4) além de pão branco salobre de quatro differentes feitios e pezo, a 12 libras por pataca, sempre de genuina farinha de trigo d´America, tudo trabalhado com maior aceio e esmero possível e levedado com ingredientes não deletérios à saúde, como se levedão em todas as paderias europêas. “Havendo contrato por um ou mais anos certos, pôde-se também fornecer pão de igual maneira trabalhado e levedado, de genuína farinha somênos de trigo d´America, a 22 libras por pataca; e biscouto de marinheiro, de igual farinha trabalhado à maquina, a 3,5 (?) avos de pataca por libra. “

 (1) Há referências da sua existência, nesta morada, desde 1 de Agosto de 1865. Não encontrei informação da data de encerramento. Houve, no entanto, com o mesmo nome, “Paderia Nacional”, em 1857, noutra morada – ver anterior referência em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/04/06/anuncio-de-6-de-abril-de-1868-paderia-nacional/

.(2)

Extraído de «BGM», XII- n.º 35 de 27 de Agosto de 1866, p. 142.

(3) Beco do Senado – pequena ruela estreita e curta, à direita do edifício, antigo “Leal Senado” que vai do parque de estacionamento conhecido antigamente pelo Auto-Silo do Leal Senado (edifício Pak Lane) à Avenida Almeida Ribeiro.

No cimo desta rua, á esquerda havia uma porta que dava acesso, após umas escadas, ao gabinete de projecção de cinema do Teatro Apollo (Peng On), cuja entrada principal era onde está (na foto) a loja “ESPRIT”. O Teatro Apollo ocupava uma estrutura de quatro pisos, estucada a verde, situada na Avenida Almeida Ribeiro, mesmo à frente do edificio dos Serviços de Correios. Inaugurado em 1935, tinha uma capacidade de 1038 lugares e nele projectavam-se filmes americanos e chineses sobre a guerra sino-japonesa. Foi também palco de reputados espectáculos de ópera cantonense e era ali que decorriam as celebrações anuais a assinalar o nascimento da nova china. Quando o teatro encerrou, em 1 de Fevereiro de 1993, o piso térreo foi transformado em espaço comercial e o piso superior passou a albergar a sede da Associação de Empregados da Indústria Hoteleira de Macau e a Associação de Juventude de Macau (“As Ruas Antigas de Macau”, p. 30/31)

(4)

Extraído de «BGM», XII-n.º 49 de 3 de Dezembro de 1866, p. 200.

AVISO: “Aluga-se «Motor-boat»para passeios, pic-nics e banhos, $ 5, 00 patacas por hora“. Os bilhetes de embarque devem ser pedidos à firma F. Rodrigues, Avenida Almeida Ribeiro, (n.º 10 todos os dias úteis das 9 às 12 e das 14 às 16. Telefone n.º 12.”

Anteriores referências desta firma neste blogue em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/firma-f-rodrigues/

CASA DE LEILÃO – casa de leilão situada na Avenida Almeida Ribeiro (possivelmente n.º 1-H e n.º 1-I) pertencia à família dos comerciantes Moosa («Moosa & Companhia»)  fundada em 1880 com vários negócios nomeadamente importação, exportação, comissões, consignações e conta própria, agente de navegação e seguros. A casa comercial mais conhecida era na Rua Central n.º 45 r/c. Inicialmente era designada “ Casa Cassam” (Cassam Moosa, pai de Omar Cassam). Este J. C. será familiar.

Anteriores referências neste blogue em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/moosa-companhia/

Loja “PEROLA DE MACAU”- fundada no ano de 1921 e estabelecida na Rua do Campo n. 49; Gerente: Delfina C. G. Pereira Gois

Loja onde se “encontram sempre os melhores vinhos, licores, conservas e outros artigos de mercearia, especialmente os nacionais”. Possuía ainda área para bilhares e botequim.

“Naquele maravilhoso Outono de 1931, nada parecia abalar a confiança no futuro de Macau. A vida era baratíssima. Por exemplo, a firma Beatriz Berta de Sousa, sita na Rua Horta da Companhia, n.º 10, (1) vendia um litro de azeite de oliveira a $1.30, e a “Macao Store“, loja fornecedora de géneros alimentícios, na Avenida Almeida Ribeiro, anunciava em “A Voz de Macau” que “o preço do gelo para este ano é de 1 avo por libra“.

A livraria “Oriente Comercial Limitada” dava a conhecer aos seus fregueses as novidades literárias: “Lourdes”, de Brito Camacho, “Hollywood, capital de imagens“, de António Ferro, e “O Homem que matou o Diabo“, de Aquilino. O Porto Exterior ainda não era completa desilusão. Navios nacionais, o “Chinde” e o “Gil Eanes“, fundeavam, trazendo tropa e deportados políticos. Na ponte-cais de madeira, onde se acha o Clube Náutico, acostava o “Sagres” da Macau-Timor Line e da Macau-Mozambique Line. Os funcionários, que vinham da metrópole ou partiam, finda a comissão ou de licença graciosa, viajavam no “Porthos” da Messageries Maritimes e no “Derfflinger” da Mala Alemã Loyd, desembarcando ou embarcando em Hong Kong.

Quem quisesse um suculento e retinto prato português ia à “Aurora Portuguesa” (2) ou ao “Fat Siu Lau“. (3) Para um bom copo de leite e variados refrescos, havia a “Leitaria Macaense” (4) junto ao “Capitol”. Para um saboroso “kai si fán” (arroz de galinha) estava o restaurante “United States”, no rés-do-chão do Hotel Central, (5) em frente ao “Vitória”. E se se queria dançar, subia-se ao 6.º andar do mesmo hotel, onde estava o clube Hou Heng.” (*)

(1) Ver: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/10/23/anuncios-de-casas-comerciais-do-ano-de-1941/ (2) Ver: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/aurora-portuguesa/ (3) Ver: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/restaurante-fat-siu-lau/ (4) Ver: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/leitaria-vacaria-macaense/ (5) Ver: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/hotel-centralpresident-hotelgrand-central-hotel/

(*) FERNANDES, Henrique de Senna – Cinema em Macau II, 1930-31  in Revista da Cultura, n.º 18 (II Série) Janeiro-Março de 1994, pp.183-216. Edição do Instituto Cultural de Macau.

“O ano de 1933 vive sob os efeitos da depressão económica derivada da guerra sino-nipónica de 1931-32. O sentimento nacional chinês está profundamente atingido; no entanto, recrudescem as lutas intestinas entre os warlords. Os japoneses, por outro lado, não desistem dos seus intentos de expansão, perante a inércia da Inglaterra, França e Estados Unidos. Os periódicos de Macau fazem-se eco da carestia de vida e queixam-se do aumento geral dos preços em tudo. Contudo, essa carestia de vida era perfeitamente suportável e para nós, hoje, totalmente ridícula. Se não, vejamos:

Uma viagem a Hong-Kong, no “Sui Tai” ou no “Sun An”, custava, em 1a classe (cabine), $2,00 por pessoa. E a Cantão, no “Seng Cheong”, também em 1a classe (cabine), $2,50. Não era necessário passaporte ou salvo-conduto, nem se conhecia esta terrível instituição conhecida por Serviços de Imigração.

O preço corrente dum fato de verão – calça e casaco – andava à roda de $7,00 (nota). Na “Loja Luso-Japonesa” de J. Manuel da Rocha, à Rua do Campo, vendia-se vinho da Bairrada, tinto, a $4,50 e, branco, a $5,50, por uma dúzia de garrafas. No “Oriente Comercial, Lda.”, à avenida Almeida Ribeiro, uma caixa de 24 meias-garrafas de espumante adamado custava $36,00. Um cate de batatas para a tropa era adquirido a 4 avos e, se fosse ao quilo, eram 5 avos. Nas mercearias, uma lata de chouriço Isidoro custava $1,11.

No “Fat Siu Lau”, um bife com ovo estrelado e batatas fritas pagava-se por 25 avos (prata), e um prato substancial de arroz chau-chau por 10 avos. Os comensais da Pensão e Botequim “Aurora Portuguesa” pagavam pelos pequeno-almoços, almoço e jantar, $22,00 (nota), por mês. A “Casa do Povo”, um dos melhores restaurantes de comida portuguesa que existiram em Macau, orçava pela mesma barateza. Eis a ementa de 16 de Abril, Sábado:

Almoço especial (das 12 às 15 horas) Sopa: Canja de galinha 1. Feijoada 2. Lombo recheado 3. Presunto e ovos 4. Pastelinhos de carne 5. Arroz de camarão 6. Pudim 7. Fruta 8. Chá ou café $1,00 (nota)

Jantar especial Sopa à Juliana 1. Peixe com molho de tomate 2. Coelho guisado com batatas 3. Galinha assada com ervilhas 4. Croquetes com azeitonas 5. Arroz à Jardineira 6. Pudim 7. Fruta 8. Chá ou café $1,00 (nota)

Extraído de FERNANDES, Henrique de Senna – Cinema em Macau III (1932-36) in Revista da Cultura, n.º 23 (II Série) Abril/Junho de 1995, pp.151-152. Edição do Instituto Cultural de Macau

A data consagrada à memória do grande bombeiro português Guilherme Gomes Fernandes (1) – 20 de Agosto – foi, como nos anos anteriores, aproveitada pelos briosos bombeiros municipais de Macau para assinalar o «Dia do Bombeiro». Constantes dum programa cuidadosamente elaborado, os festejos deste ano tiveram brilhantismo especial, dada a presença honrosa de mais de 30 bombeiros de Hong Kong que se deslocaram a Macau, propositadamente, para assistirem às comemorações. Agrupados em duas deputações, os bombeiros visitantes pertenciam à «Hong Kong Fire Brigade» e ao «Auxiliary Fire Service», os primeiros sob o comando de Lee Pin Cheng e os últimos comandados por Henry Cheng, totalizando as duas deputações 34 homens.

Durante a romagem ao monumento-ossário dos bombeiros

De manhã foi hasteada, no mastro do quartel dos bombeiros municipais, a bandeira da corporação. Pelas 8.30 horas, o Revdo. Cónego Fernando Maciel celebrou, na capela do Cemitério de S. Miguel, uma missa em sufrágio das almas dos bombeiros falecidos, após o qual, houve uma romagem ao monumento-ossário dos bombeiros, onde várias individualidades depuseram coroas de flores naturais e onde foi observado um minuto de silêncio. Pelas 13 horas, no quartel, perante a formatura dos bombeiros, o comandante do Corpo, Sr. Manuel Dimas Pina, leu um trecho sobre a vida e personalidade de Guilherme Gomes Fernandes, cujo valor foi enaltecido com justiça.

O Bispo de Macau, benzeno, no Largo do Senado, a nova autobomba

Pelas 17 horas, no Largo do Senado e imediações, juntou-se uma enorme multidão que ali assistiu à bênção duma nova autobomba «Dennis», adquirida pelo Município de Macau para o serviço dos bombeiros. A bênção da nova viatura foi dada pelo Ver. Bispo de Macau, D. Policarpo da Costa Vaz, tendo a Da. Laurinda Marques Esparteiro servido de madrinha que pronunciou na ocasião as seguintes palavras: «Que a Divina Proveniência acompanhe sempre esta autobomba e todos os que a manejarem na sua nobre e humanitária missão». Em seguida, as viaturas do Corpo de Bombeiros Municipais desfilaram ao longo da Avenida Almeida Ribeiro, vindo prestar continência ao Governador e principais autoridades da Província, próximo do edifício do Leal Senado, em cuja varanda se encontravam.

Milhares de pessoas assistiram, no Largo do Senado, à demonstração do potencial de água

No Largo do Senado e circundando o monumento de Mesquita, houve, seguidamente, uma demonstração do potencial de água, com 12 agulhetas habilmente manejadas pelos bombeiros, demonstração que entusiasmou grandemente a enorme assistência.

No campo desportivo da Praia Grande (antigo campo dos operários; hoje ocupado pelo Hotel Grand Lisboa), realizou-se um encontro de bolinha entre o Grupo Desportivo «Negro- Rubro» e a equipa da «Hong Kong Fire Brigade», o qual terminou pela vitória do primeiro, que ganhou por 6-2. À noite, no quartel da corporação, foi servido um jantar a que assistiram os bombeiros de Hong Kong e de Macau, representantes da Imprensa e outros convidados. A festa terminou com uma animado sarau musical, levado a efeito pelo grupo «Negro-Rubro».” (2)

(1) Guilherme Gomes Fernandes (1850- 1902). Fundador, em Portugal, da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários (1874-75) e do Corpo de Salvação Pública, foi nomeado Comandante do Corpo de Bombeiros em 1877 e Inspector de Incêndios do Porto em 1885. De seguida, transferiu-se para a Companhia de Incêndios (designada Corpo de Salvação Pública a partir de 1889 e Batalhão de Sapadores Bombeiros de 1946 em diante), assumindo o cargo de comandante. Biografia mais completa em: https://ahbvvc.com/pt/guilherme-gomes-fernandes

(2) Retirado de «MBI», III-50 de 31 de Agosto de 1955, pp. 5-6 https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/09/30/leitura-corpo-de-bombeiros-municipais-de-macau-em-1955/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/08/18/noticia-de-18-de-agosto-de-1953-dia-do-bombeiro/

Dois envelopes vermelhos – Lai si (1) – próprios para as festividades do ano novo chinês – de duas lojas comerciais situadas na Avenida Almeida Ribeiro nas décadas de 60 /70 (século XX), joalharias & ourivesarias muito conceituadas neste ramo de negócio e que actualmente ainda permanecem no negócio.

OURIVESARIA TAI LOY “LUCKY”

Dimensões: 10,3 cm x 7,1 cm
Verso

OURIVERIA SHEONG HEI YUT

Dimensões: 10,5 cm x 7,1 cm

雙喜月珠寶金行

Verso

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/envelopes-vermelhos-%E5%88%A9%E6%98%AF-%E5%88%A9%E5%B8%82-%E5%88%A9%E4%BA%8B/

(2) A ourivesaria Tai Loi mantém-se actualmente em actividade com o seguinte endereço: 大來珠寶金行有限公司 – Avenida de Almeida Ribeiro nº. 351-355 rc, Macau, tel: 8577863 – 澳門新馬路351-355號 28577863是 – E-mail address: tailoijewell@yahoo.com.hk

(3) Mantém-se também em actividade com o seguinte endereço:

Seong Hei Jewellery – 雙喜珠寶金行 – Av. Almeida Ribeiro, 271-275 r/c Macau, tel: 28375902 – 澳門亞美打利庇盧大馬路271-275號地下 – Fax:28322010 – E-mail address: sheonghei@gmail.com

Uma outra visão dos acontecimentos do “Ano da Greve” ou “Os Tumultos de 1922” (1) “Um landim (soldado africano assediou sexualmente uma mulher chinesa na entrada da Companhia Sun Kuong, na Avenida Almeida Ribeiro, o que originou uma vaga de protestos públicos, dai resultando a detenção de um indivíduo chinês pelas autoridades. Coloniais. Uma grande multidão aglomerou-se então frente ao posto policial (Posto policial da Caldeira) (2) exigindo a libertação do detido, mas sem êxito. Já na madrugada do dia 29 de maio, os polícias portugueses abriram fogo contra os manifestantes que se recusavam a abandonar o local, o que ficou conhecido  por «Incidente de 29 de Maio» (3)

A versão apresentada por Beatriz Basto da Silva : (4) “1 de Maio de 1922 – As associações operárias de Macau promovem uma manifestação. Os ânimos opondo patrão e operário estão exaltados e, como é comum nestas circunstâncias, as manifestações multiplicam-se. Um acidente entre um soldado moçambicano e uma prostituta chinesa, a 28 de Maio, (4) desencadeia um tiroteio grave, que conduz a troca de explicações entre governo de Macau e a autoridade de Cantão, levando ao castigo de militares envolvidos bem como à retirada de Macau do contingente de forças africanas.”

(1) As Ruas Antigas de Macau, IACM, 2016 p. 159.

(2) No Largo da Caldeira, no local onde esteve o Teatro Ship Seng que durou pouco tempo pois as instalações eram deficientes

(3) “29-05-1922 – Cerco à esquadra de Ship Seng e resposta policial. São mandadas encerrar todas as associações de classe cujos estatutos não sejam autorizados ou requeridos. A população chinesa abandona Macau. Foi nesse dia que foi proclamada o estado de sítio em todo o Território (B.O. n.º 21-S). Facto graves contra soberania nacional, o prestígio das autoridades e a segurança da população” (4)

 (4) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 4, 1997.

NOTA: ainda sobre este episódio bem como outros relacionados, ver anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/12/13/noticia-de-13-de-dezembro-de-1922-atentados-bombistas/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/05/29/noticias-de-28-e-29-de-maio-de-1922-leitura-a-revolta-dos-chinezes-de-macau/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/10/23/os-tumultos-de-macau-em-1922i/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/12/13/noticia-de-13-de-dezembro-de-1922-atentado-bombista/

Vários anúncios, todos do ano de 1932 da empresa de importação e exportação: K. C. POON & CA. , Importadores e Exportadores , na Avenida Almeida Ribeiro n.º 94, MACAU (China). Endereço Tel: KAMCHUEN

Esteve em actividade na década de 30 (no Anuário de Macau de 1940 já não estava listada nos “Importadores e Exportadores”)

Chá da China, Artefactos de malha, Leques, curiosidades Chinesas, Artigos de Prata, Sedas Cruas, Malas e Comodas de Canfora – Fogos de Artifício – Pivetes Insecticidas – Conservas doces de Gengibre e Chowchow

Encarregam-se de encomendas para o Estrangeiro, Portugal e Colónias de artigos da China de toda a espécie e qualidade

– PEDIR AMOSTRAS E FOTOGRAFIAS –

Especialidades: – Bordados de Linho, Meias e Peugas de Seda e de Algodão, Bordados de Seda, Colchas, Mantos, Tintas de Nanquim, Calçados, Louças da China, Artigos de Cobre Lavrados, Artigos de Marfim, Artigos de Xarão, etc.. etc..

Colcha de sêda bordado

Bordados de sêda, Bordados de linho, Leques de sêda bordados, Sêdas cruas, Louças da China, Artigos de xarão e varios outros artigos de origem chinesa.

Jarras de louça da China; Mala de canfora coberta de couro

K. C. POON & CIA. Importadores e Exportadores de Calçado – Avenida Almeida Ribeiro n.º 94, MACAU (ASIA) – Endereço Tel: Kamchuen – Caixa Postal n.º 57

Encarregam-se de encomendas para o Estrangeiros, Portugal e Colónias de artigos da China de toda a especie e qualidade. Pedir Amostras