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Extraído de «BGM», VII-25 de 25 de Maio de 1861

 Continuação dos apontamentos de Jozé Baptista de Miranda e Lima (1) que foram publicados em vários números do jornal “O Macaísta Imparcial” em 1836.

Este é referente ao episódio ocorrido em Março de 1685 entre Macau e Nagasaki, na ilha da Macareira, que resultou no naufrágio de um barco de pesca japonês com doze homens a bordo, que aportaram em Macau. (2). O incidente “fez renascer de imediato as esperanças de Macau quanto à possibilidade de um regresso — material e espiritual — ao Japão após a expulsão decretada em 1639”, o que não veio acontecer (3)

NOTAS – “04-04-1685-A conselho do Capitão – Geral Belchior de Amaral e Meneses e do Governador do Bispado, António de Morais Sarmento, o Senado convocou os homens bons para discutir sobre: s forma como haveria de fazer regressar ao Japão os doze tripulantes japoneses dum barco que chegara desarvorado; a escolha do indivíduo que deveria fazer a sua entrega; e a forma como se conseguiria o dinheiro para as despesas, assentando todos em que existia toda a conveniência em repatriá-los num barco português, por existir a possibilidade de o Imperador do Japão, por reconhecimento, tornar a permitir que os barcos desta cidade voltassem a negociar naquele país, o que não se verificou. O macaense Manuel de Aguiar Pereira, cidadão categorizado, ofereceu-se para levar os japoneses, não obstante a sua avançada idade e os seus achaques.” (4)

“07-04-1685 – Reuniu-se novamente o Senado para deliberar sobre a forma de conseguir dinheiro para adquirir um barco destinado a repatriar os doze náufragos japoneses, mas não se conseguiu coisa alguma, pois o barco custaria 6 500 pardais. Porém, o Pe. Filipe Fieschi, Procurador da Província do Japão, escreveu oferecendo um barco que seria comprado por ele, pelo embaixador Pedro Vaz de Siqueira, José Pinheiro de Faria e Bernardo da Silva. Como existisse a possibilidade de os chineses e os holandeses chegarem ao Japão primeiro que os portugueses, podendo assim com as suas maquinações indispor o ânimo do Imperador contra os nossos, o Senado pediu ao embaixador que dispensasse a sua fragata São Paulo, que já não ia a tempo de seguir para Manila, para onde se destinava, por ter já passado a monção própria, pedido este que foi satisfeito”. (4)

“13-06-1685- Não obstante todos os embaraços postos pelos chineses interessados no negócio do Japão para impedirem o repatriamento dos 12 japoneses num barco português, chegando a oferecer 6 000 taéis aos mandarins do Governo de Navegação para se oporem a esta viagem., foi conseguida licença de Cantão para a partida da fragata São Paulo; e isto graças à providencial intervenção do Pe. Filipe Grimaldi,S. J. que, enviado pelo Imperador para vir buscar o célebre matemático Pe António Thomas (jesuíta belga em Macau de 1682 a 1685), tinha chegado nessa ocasião a Cantão, onde a muito custo conseguiu junto das autoridades o que pretendia; chegou mesmo a dizer que, no caso de os mandarins não concederem a licença pedida, ele mandaria seguir a fragata, estando pronto a pagar a sua cabeça, se o Imperador julgasse que ele procedera mal. Assim, em13 de Junho de 1685, pôde a fragata São Paulo fazer-se a vela para o Japão, sob o comando de João Baptista Pereira, natural de Setúbal, que exigira o posto de Capitão-de-Mar-e-Guerra e de Capitão-Mor da Viagem do Japão, levando como enviado da cidade Manuel de Aguiar Pereira.” (4)

“14-06-1685 – Era tão grande a necessidade que Macau tinha de se conseguir a reabertura do comércio com o Japão que o Senado escreveu ao Governador do Bispado, António Morais Sarmento, pedindo-lhe que encomendasse a Deus a viagem da fragata São Paulo, em todas as freguesias, e que fosse feita uma solene novena a São João Baptista com a assistência do Senado. No Colégio de S. Paulo fez-se uma novena a Santo Inácio. O prior de Sto. Agostinho, Fr. João das Chagas, convidou todos os fiéis e principalmente todos os pobres mendigos para que subissem à Penha para rogarem a Deus e noutros colégios e igrejas se fizeram também orações, para impetrar o bom sucesso da viagem da mencionada fragata. “ (4)

“3-07-1685- Chegou a Nagasáqui a fragata São Paulo, que foi obrigada a regressar no dia 20 de Agosto deste ano, sem ter conseguido nada dos japoneses que se recusaram a reatar relações com os portugueses, com receio, diz-se, de estes regressarem para tornar a ensinar a doutrina de Cristo.” (4)

(1) “Antiguidades de Macao I – D. Belchior Carneiro “ no jornal “O Macaísta Imparcial”, Vol. I n.º 1 de 9 de Junho de 1836, p.3. https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/06/16/leitura-antiguidades-de-macao-apontamentos-de-jose-baptista-de-miranda-e-lima-d-belchior-carneiro/

(2) “O Macaísta Imparcial”, Vol. I, n.º 3 de 16 de Junho de 1836, p. 12

(3) Comunicação de Jorge da Silva Flores “Um naufrágio e um sonho entre Macau e Nagasaki em 1685”, disponível em: https://academia.marinha.pt/pt/multimedia/sessoesculturais/Paginas/Um-naufr%C3%A1gio-e-um-sonho-entre-Macau-e-Nagasaki-em-1685.aspx

(4) GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954, pp. 66, 77,111, 112, 113 e 128.

Capa (com rasgão e perda na parte superior) e contra-capa envelhecidas

Pequeno opúsculo de 19 páginas intitulado “Alemquer e Seu Concelho” de Guilherme João Carlos Henriques (Da Carnota) (1) onde contém uma “Carta de Duarte Correa, portuguez, natural de Alemquer, Familiar do S. Offício, para o padre António Francisco Cardim, da Companhia de Jesus, em Macao” e a “Relaçam do Levantamento de Ximabára “

Página 1

“De Duarte Correa pouco mais se sabe que aquillo que vem declarado na sua Relação, e na introdução e remate d´ella. Nasceu em Alemquer, sem que se saiba se foi na villa se no termo (dizendo, comtudo, Barbosa Machado, expressamente, que foi na villa), e foi familiar do Santo Officio. A sua habilitação para aquelle posto não se acha na Torre do Tombo, o que não é extranhar, porque talvez corresse pela Inquisição de Goa. Segundo o mesmo Barbosa, deixando a pátria, passou ao Oriente, e na cidade de Macao se recebeu com uma consorte de virtuosos procedimentos. Supponho que enviuvou depois, porque na sua própria carta ao jesuíta, António Francisco Cardim, elle declara ser irmão da Companhia de Jesus por carta do padre Provincial Matheus de Couros, o que certamente não poderia ser se fosse casado.

Estimulado da curiosidade se introduziu na Japão e, discorrendo por aquelle vasto Imperio, chegou a Nagasaki, cujos governadores, sabendo que elle professava a fé de Christo, o mandaram preso para Omura, a 4 de Novembro de 1637. Depois de tentada a sua constancia com varias promessas para que abjurasse a Religião Christã, nem outra cousa o poderam vencer. Levado outra vez a Nagasaki, foi condemnado a morrer a fogo lento, que tolerou com animo inalterável, por largo tempo, até que o seu espirito voôu a coroar-se na Eternidade com a aureola de martyr, no mez de Agosto de 1639” (1)

Página 2 – Offerecido à Sociedade de Geographia de Lisboa em Commemoração do seu vigésimo-quinto anniversario pelo socio Gulherme J. C. Henriques
Página 5  
Página 6

   (1) HENRIQUES, Guilherme João Carlos – Alenquer e Seu Concelho. 2.ª Edição correcta e augmentada. Fascículo II – A «Relação» de Duarte Correa. 1901, 19 páginas. Typ. E pap. H. Campeão & C.ª, Alemquer. 22, 5 cm x 16 cm.

Sobre este autor, Guilherme João Carlos Henriques (da Carnota), aconselho leitura em: http://quintadacarnota.blogspot.com/2006/06/sobre-o-autor-biografia-guilherme-joo.html

Desta obra de Duarte Corrêa publicou Guilherme Henriques outra edição em tradução inglesa, com o título «An account of the Rising at Ximabara», também saída da Tipografia H. Campeão & C.ª, de Alenquer, no mesmo ano de 1901.

NOTA: Para aqueles que queiram saber mais deste episódio da história do Japão, aconselho leitura (em inglês) de GUNN, Geoffrey C. –The Duarte Correa Manuscript and the Shimabara Rebellion em http://www.uwosh.edu/faculty_staff/earns/correa.html .

Extraído de «BPMT», XIV-42 de 19 de Outubro de 1868, p 194

NOTA I: a primeira corveta americana “USS IDAHO”, de 3241 toneladas, construída em 1864 (nesta data considerada, o mais rápido transporte marítimo na sua categoria, iniciou actividades em 1866, foi destacada para o Oriente tendo chegado a Nagasaki a 18 de Maio de 1868. Ficou neste porto por 15 meses desempenhado funções de hospital e armazenamento da Esquadra Asiática Americana. Em Agosto de 1869 dirigiu.se para Yokohama para efectuar o regresso aos E.U.A. rumo a S. Francisco que se efectuou a 20 de Setembro. Contudo foi apanhado por um violento tufão ficando severamente danificada, e rebocada para o porto de Yokohama. Permaneceu aí até 31 de Dezembro 1873. Desmantelada foi vendida em 1874.como sucata. https://www.history.navy.mil/content/history/nhhc/research/histories/ship-histories/danfs/i/idaho-i.html

“USS Idaho” no porto naval de Nova Iorque, em 1866. https://en.wikipedia.org/wiki/USS_Idaho_(1864).

NOTA II: Bernard Thaddée Petitjean (1829 – 1884), padre (monsenhor) católico colocado no Japão, foi nomeado o primeiro bispo neste país. Chegou ao Japão – Ilhas Ryukyu onde esteve dois anos e em 1863 colocado em Yokohama. Foi professor de francês e responsável pela construção da Igreja dedicada aos “26 Mártires Japoneses”, (conhecida como Igreja Oura) em Nagasaki, inaugurada a 19 de fevereiro de 1865. Morreu em Nagasaki e enterrado no altar da Igreja Oura. https://en.wikipedia.org/wiki/Bernard_Petitjean

No dia 6 de Agosto de 1882, regressou do Japão o Governador e Ministro Plenipotenciário junto à corte da China, Japão e Sião, Joaquim José da Graça.

O «Boletim da Província de Macau e Timor» de 5 de Agosto de 1882 (suplemento ao n. 30) publicou o programa de recepção.

Extraído do «BPMT», Suplemento ao n.º 30 de 5 de Agosto de 1882

Joaquim José da Graça (1825 -1889), governador de Macau, então major de infantaria, nomeado a 04-09-1879 (1) com tomada de posse em 28-11-1879 até 23-04-1883 (data em que entregou o governo ao Conselho Governativo, para regressar ao reino em 27 de Março de 1883). (2)

 “A principal questão que tem pela frente é ainda e sempre ligada com as alfândegas chinesas, em torno de Macau. Como os dois antecessores também este governador visitou o Vice Rei dos dois Kuangs, de Cantão (regressou a 17-01-1881) mas, se isso é possível, a situação final foi ainda menos favorável. As indefinições eram muitas: que alfândegas, que linhas marítimas de separação, que assinaturas de quem… realmente a conseguir-se algo consistente tinha que ser entre as primeiras autoridades de Portugal e da China. “  (V. Governadores de Macau, pp. 266-268) (3)

https://www.geni.com/people/Joaquim-Jos%C3%A9-da-Gra%C3%A7a/6000000023253680552

(1) “21-08-1879 – Data dos Decretos de exoneração de Governador do Visconde de Paço d´Arcos; e nomeação para Governador do Coronel do estado Maior Filippe Joaquim de Sousa Quintella; este último Decreto foi anulado e foi nomeado o Major de Infantaria Joaquim José da Graça em 04-08-1879.” (3)

(2) “24-03-1883 – O conselheiro Joaquim José da Graça, exonerado por Decreto de 29 de Dezembro de 1882, entregou o governo ao Conselho Governativo, para regressar ao reino em 27 de Março de 1883.” (3)

(3) in SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015 pp. 229, 233, 235, 244 e 246.

Anteriores referências neste blogue a este governador: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/joaquim-jose-da-graca/

O Governador Isidoro Francisco Guimarães, (1) partiu no dia 6 de Junho de 1860, a bordo do vapor Fei-ma em direcção a Hong Kong, para desta cidade seguir para Shanghai, onde era esperado pela corveta D. João I, para nela seguir para o Japão onde iria assinar o “Tratado de Paz, Amizade e Comércio Entre Portugal e o Japão” (2)

Acompanharam o Governador nessa missão o secretário Gregório José Ribeiro, o adido António Caetano Pereira e o intérprete João Rodrigues Gonçalves

Extraído de «BGM», VI-27 de 9 de Junho de 1860, pp. 105-106

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/isidoro-francisco-guimaraes/

O regresso do Governador e comitiva foi postado em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2020/09/09/noticia-de-9-de-setembro-de-1860-chegada-do-governador-no-regresso-do-japao/

(2) 03-08-1860 – Tratado entre Portugal; Macau e o Japão – “ Após um interregno que começou em 1640, é restabelecido o diálogo diplomático, sendo Governador de Macau Isidoro Francisco Guimarães, a quem é legítimo reconhecer o desempenho nesta reaproximação. Reinava no Japão, o Shogun Tokugawa Iemochi (1846-1866; reinou entre 1858 a 1866). Este tratado foi assinado em Iedo no mesmo dia e mês da suspensão de seculo XVII: 3 de Agosto (Ver DIAS, Alfredo Gomes – Macau, Portugal e o Japão no Século XIX- O Tratado de 1860, em RC, edição internacional, 30, Macau, Abril 2009, pp. 104-119 In (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015, p. 157)

Notícia no «Boletim do Governo de Macau» de 1860, assinada por A. Marques Pereira, sobre a chegada do Governador de Macau, Conselheiro Isidoro Francisco Guimarães, (1) que regressou da missão diplomática ao Japão, onde assinou por Portugal o “Tratado de Paz, Amizade e Comércio entre Portugal e o Japão

Extraído de «BGM», VI-40 de 9 de Setembro de 1860, pp. 157-158

Após um interregno que começou em 1640, é restabelecido o diálogo diplomático, sendo o Governador de Macau Isidoro Francisco Guimarães, a quem é legítimo reconhecer o desempenho nesta reaproximação. Este Tratado foi assinado em Iedo no mesmo dia e mês da suspensão do século XVII: 3 de Agosto”. (DIAS, Alfredo Gomes – Macau, Portugal e o Japão no Século XVII:3 de Agosto. RC edição internacional, n.º 30 Abril de 2009 pp. 104-119.)

O Conselheiro Isidoro Francisco Guimarães, Visconde da Praia Grande de Macau, governador de Macau de 1851 a 1863 presidiu ainda a outra missão diplomática que partiu de Macau em 23 de Abril de 1862, chegando a Xangai a 3 de Maio e a Tien-Tsin (China) a 26 do mesmo mês. O Tratado de Tien-Tsin (天津 条约 – Tratado de Tianjin) foi assinado a 13 de Agosto. Regressou a Macau em 9 de Setembro de 1862.

(1) Ver anteriores referências a este Governador em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/isidoro-francisco-guimaraes/

“ O vasto recinto da Piscina Municipal serviu de teatro, nos dias 5 e 6 de Setembro de 1953, a uma excelente exibição de esgrima, com a assistência de numeroso público. Participaram neste torneio-exibição uma equipa constituída por esgrimistas de Macau, outra de Hong Kong e outra ainda do Japão, todas elas proporcionando ao público local duas magníficas sessões.

Uma fase do torneio de esgrima

Com a cooperação dos esgrimistas de Hong Kong, os esgrimistas de Macau aproveitaram a estadia, na vizinha colónia britânica, dos ases japoneses, Sugo, Shirai e Omae, para a organização do torneio triangular que, estamos certos, muito deverá ter contribuído para o ressurgimento da esgrima em Macau. Menos treinada que as equipas de Hong Kong e do Japão, a equipa de Macau foi a que obteve menor número de vitórias. Contudo, o seu merecimento não foi menor que o das outras, porquanto todos os esgrimistas se portaram com igual desportivismo e estilo elegante.

Foram os seguintes os resultados: O Japão venceu Macau em florete, por 8 a 1 em sabre, por 7 a 2. Macau venceu o Japão em espada por 4 a 3. O Japão venceu Hong Kong em florete, por 7 a 2. Hong Kong venceu em espada por 7 a 2 e em sabre, por 5 a 4. Hong Kong venceu Macau em florete, por 8 a 1, em espada, por 5 a 4, e em sabre, por 5 a 4.

Os representantes do Japão recém as taças por eles ganhos

Os esgrimistas Sugo, Shirai e Omae representaram o Japão em todas as modalidades. Representaram Hong Kong em florete: o major Brewer; j. Osório e J. Tong; em espada Williams, Gros-Hodge e José Marçal e em sabre: o major Brewer, Grose-Hodge e J. Tong. Por Macau esgrimiram: engenheiro H. Rodrigues, capitão Pinheiro e alferes Ferreira em florete; capitão Júlio da Cruz, Fausto Branco e engenheiro H. Rodrigues, em espada; e capitão Júlio da Cruz, tenente Robin de Andrade e tenente Stone, em sabre.”

Reportagem não assinada no «MBI», I-3 de 15 de Setembro de 1953, p. 13

Capa: no canto superior direito: oferta em nome do autor, assinatura (?) de oferta – posterior tentativa de apagamento.

“A Aclamação del Rei D. João IV em Goa e em Macau” (1) – Relações Contemporaneas Reeditadas e Anotadas” por C. R. Boxer, (2) publicado em Lisboa em 1934, (23,5 cm x 15,5 cm x 0,6 cm), 74 páginas.

Capa e Contracapa
Frontispício
Fac-simile do opúsculo

Relaçam do que socedeo na Cidade de Goa, e em todas as mais cidades & fortalezas do estado da India, na felice aclamação del Rey Do João IIII de Portugal Nosso Senhor. (…)”. Por Manoel Jacome de Misquita morador na Cidade de Goa (Armas do Reino). Impresso no Collegio de S. Paulo Novo (Goa) Anno de 1643

Opúsculo onde “além de contar miudamente o modo de proceder do Vice-rei, o Conde de Aveiras, ao proclamar el Rei D. João IV em Goa, faculta-nos valiosos subsídios para a historia da aclamação do mesmo Rei em Macau … (…) e contém, valiosos extractos das cartas do Conde de Aveiras e do Capitão-Geral de Macau, além duma valiosa referencia a uma embaixada ao Japão… (…). Do citado estudo do Sr. Frazão de Vasconcelos ficaram bem claros os grandes serviços que António Fialho Ferreira (3) tinha prestado ao seu Rei e à sua Pátria, em conseguir que os cidadãos da Cidade do Santo nome de Deus seguissem o nobre exemplo do povo de Lisboa e Goa.” (BOXER– preambulo, pp. 5-10)

Página 40
Página 41
Contracapa

(1) Com o título “A ACLAMAÇÃO DEL REI D. JOÃO IV EM MACAU (SUBSÍDIOS HISTÓRICOS E BIOGRÁFICOS) ”, ver trabalho de Frazão de Vasconcelos publicado na separata do n.º 53 do «Boletim da Agência Geral das Colónias», de 1929, já referido neste blogue em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jose-frazao-de-vasconcelos/

(2) Anteriores referências a este autor em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/charles-r-boxer/

(3) António Fialho Ferreira, cavaleiro da Ordem de Cristo, natural de Macau, Capitão-mor dos mares da Índia, prestou elevados serviços nos mares das Ilhas Filipinas e na Embaixada destinada ao Japão em 1644-47. Estava em Portugal, aquando da restauração da independência em 1 de Dezembro de 1640. Foi o portador das cartas e alvarás do Reino, de D. João IV e do vice-rei da India, Conde de Oeiras, para os moradores de Macau, endereçados ao Capitão-Geral e Senado, que receberam em Maio de 1642. É dele o livro “Relaçam da viagem, que por ordem de S. Mgde. fez Antonio Fialho Ferreira, deste Reyno à Cidade de Macao na China: e felicissima acclamaçam de S. M. ElRey Nosso Senhor Dom Ioaõ o IV. que Deos guarde, na mesma cidade, & partes do Sul. – [Lisboa] : na officina de Domingos Lopes Rosa, 1643. – [6] f. ; 4º (19 cm)” disponível para leitura em: https://purl.pt/26194/4/968110_PDF/968110_PDF_24-C-R0150/968110_0000_1-12_t24-C-R0150.pdf

No dia 6 de Agosto de 1882, regressou do Japão o Governador e Ministro Plenipotenciário junto à corte da China, Japão e Sião, Joaquim José da Graça. O «Boletim da Província de Macau e Timor» de 5 de Agosto de 1882 (suplemento ao n.º 30) publicou o programa de recepção.

Extraído do «BPMT», Suplemento ao n.º 30 de 5 de Agosto de 1882

Joaquim José da Graça (1825 -1889), governador de Macau, então major de infantaria, nomeado a 04-09-1879 (1) com tomada de posse em 28-11-1879 até 23-04-1883 (data de posse de Thomaz de Sousa Roza). Foi exonerado a 24-03-1883. (2)

 “A principal questão que tem pela frente é ainda e sempre ligada com as alfândegas chinesas, em torno de Macau. Como os dois antecessores também este governador visitou o Vice Rei dos dois Kuangs, de Cantão (regressou a 17-01-1881) mas, se isso é possível, a situação final foi ainda menos favorável. As indefinições eram muitas: que alfândegas, que que linhas marítimas de separação, que assinatura s de quem… realmente a conseguir-se algo consistente tinha que ser entre as primeiras autoridades de Portugal e da China. “  (3)

(1) “21-08-1879 – Data dos Decretos de exoneração de Governador do Visconde de Paço d´Arcos; e nomeação para Governador do Coronel do estado Maior Filippe Joaquim de Sousa Quintella; este último Decreto foi anulado e foi nomeado o Major de Infantaria Joaquim José da Graça em 04-08-1879.”(3)

(2) “24-03-1883 – O conselheiro Joaquim José da Graça , exonerado por Decreto de 29 de Dezembro de 1882, entregou o governo ao Conselho Governativo, para regressar ao reino em 27 de Março de 1883.” (3)

(3) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015 pp. 244, 299, 233 e 246.

Anteriores referências neste blogue a este governador: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/joaquim-jose-da-graca/

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