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Continuação dos rótulos de embalagem de panchões da Fábrica Iec Long, da Taipa (1) (2)
Rótulo de embalagem de panchões da marca «Flying Wheel» manufacturados para exportação pela Fábrica de Panchões Iec Long (utilizado pela primeira vez no final de 1940)

Verso do Ex-libris anterior

Rótulo embalagem de panchões da marca «Children» manufacturados pela Fábrica de Panchões Iec Long (marca consolidada em 1946)

Verso do Ex-libris anterior

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/07/03/rotulos-de-embalagem-de-panchoes-da-fabrica-iec-long-i/ 
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/07/06/rotulos-de-embalagem-de-panchoes-da-fabrica-iec-long-ii/ 

Baixo-relevo do governador Ferreira do Amaral do escultor Maximiano Alves, (1) autor da estátua de bronze do mesmo governador, assente sobre pedestal em pedra, inaugurada em Macau, em 24 de Junho de 1940.
Este baixo-relevo esteve exposta em 1937, na Sala Militar durante a Exposição Histórica de Ocupação e I Congresso de História de Ocupação Portuguesa no Mundo. (2)


Estátua do Governador Ferreira do Amaral, em Macau (década de 60-século XX)
Slide da colecção “MACAU COLOR SLIDES” (3)

A estátua que representava Ferreira do Amaral, Governador de Macau no momento de luta contra os assassinos (realizada pelo escultor Maximiano Alves em 1935) foi transferida para Lisboa, e colocada, sem o plinto original da autoria de Carlos Rebelo de Andrade , no Bairro da Encarnação, em Dezembro de 1999.

Mesma estátua (sem o plinto) no Jardim da Encarnação, em Lisboa

(1) Maximiano Alves (1888 — 1954) foi um escultor português. Poderá ler mais sobre este escultor em:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Maximiano_Alves
(2) Foto publicada em «BGC, XIII- 150 – 1937 »
Número dedicado à Exposição Histórica de Ocupação e I Congresso de História de Ocupação Portuguesa no Mundo
(3) Ver anteriores slides desta colecção em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/category/artes/
NOTA: Existe uma réplica da estátua do escultor Maximiliano Alves feita pelo escultor Augusto Gil que poderá ver em:
http://augustocid.blogspot.pt/2011_04_01_archive.html

Notícia publicada no «BCG XVI-182/183,  1940,»
Anteriores referências deste Governador em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/artur-tamagnini-barbosa/

Extraído da «Revista Colonial», 6.º Ano, n.º 70, 1918.

Os monumentos/estátuas do Coronel Mesquita e do Governador Ferreira do Amaral, andam mais ou menos ligados um ao outro, fundidas em bronze, inaugurados em 24 de Junho de 1940, do mesmo escultor, Maximiliano Alves (estavam assinadas na base “M. Alves”) tiveram destinos problemáticos (como em vida destas duas personalidades), o primeiro retirado pelo Governo a 28-10-1992 e remetida para Lisboa, o segundo apeado durante os acontecimentos de «1.2.3»
O Governo da Colónia de Macau foi autorizado pelo Decreto n.º 3:367, de 15 de Outubro de 1917, a despender 30.000$00, fornecendo o Arsenal do Exército o material necessário. Em 1898, foi aberta uma subscrição pública, cuja discriminação está apendiculada ao processo nas Obras Pública de Macau, subscrição que em 26 de março de 1912 atingia a quantia de $ 2.814, 24.
Esta importância, depois de diminuídas as despesas feitas ($84,23), foi em 15 de Maio de 1912 depositada no “The Hong Kong & Shanghai Banking Corporation», com o juro de 4%. Os juros acumulados, cujas discriminações também se encontram no processo dos monumentos nas Obras Pública, deram em Dezembro de 1939 – $ 7.563,56. Dessa comissão angariadora de fundos vivem ainda os membros: Dr. Luís Nolasco da Silva e José Vicente Jorge.
A erecção dos monumentos foi custeada pelo produto da subscrição pública – $ 7.563,56 – e pelas importâncias inscritas no orçamento do Concelho da Administração das Obras Públicas do corrente ano e do ano passado (1939)” (1)
Fundação para a estátua de Amaral ……………………… $  4.836,38
Erecção das duas estátuas ………………………………….$  9.000,00
Total…………………………………………………………….$ 23.836,38
(1) TEIXEIRA, Pe. Manuel – Vicente Nicolau de Mesquita. Tipografia «Soi Sang», 1958, 2.ª edição, 98 p. A primeira edição é de 1940
Anteriores referências a Vicente Nicolau de Mesquita em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/vicente-nicolau-de-mesquita/

Pequeno envelope de papel de 7,5 cm x 8 cm de dimensões, contendo no seu interior 5 cópias de rótulos de embalagem de panchões produzidas pela Fábrica de Panchões Iec Long da Taipa. Emitido pelo Instituto Cultural do Governo da R. A. E. Macau, comprado no Museu de Arte de Macau, por dez patacas, em 2016.

Fábrica de Panchões Iec Long
Ex-Libris
Yick Loong Firecworks Factory

Envelope com “design” “Extra Selected Firecrackers” semelhante à embalagem dos marcadores de livro com cópias das etiquetas das embalagens de panchões das várias fábricas que existiam na Ilha da Taipa.
Os cinco “ex-libris” têm as seguintes dimensões: 7 cm x 8 cm.
Este é um rótulo de embalagem de panchões da marca ”Duck – Encanto” (Duck Brand Beauty) manufacturado pela Fábrica de Panchões Iec Long (em inglês “Yick Loong Fireworks Factory”) em 1940.
A Fábrica de Panchões Iec Long sita na Vila da Taipa, terá iniciado o negócio na década de 20) (século XX) havendo registado um pedido feito por Tang Pec Tong de renovação da licença da fábrica Iec Long, datado de 6 de Setembro de 1926 Em 26 de Novembro de 1928 houve um grande incêndio e explosão na fábrica de panchões «Iec Leong». O socorro foi prontamente prestado pelo pessoal militar da Aviação Naval, das 6.ª e 50.ª Companhia Indígenas em diligência na Taipa, da Carreira de Tiro e da Polícia de Segurança; aguentaram o combate ao incêndio até chegarem os socorros de Macau, impedindo a propagação a barricas de clorato de potássio e acudindo aos trabalhadores da fábrica. (1)

Verso da embalagem
Instituto Cultural do Governo da R. A. E. de Macau

Ver anteriores referências a esta fábrica em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/panchoes/
(1) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 4, 1997.

Publicado no «BGC – XVI de 1940»

Faleceu em Hong Kong no dia 24 de Março de 1993, José Santos Ferreira (Adé). (1)
José Inocêncio dos Santos Ferreira, nasceu a 28-07-1919. Foi com a idade de 7 anos que começou a aprender as primeiras letras. Matriculou-se em 1931 no Liceu mas devido a falta de dinheiro para as propinas escolares frequentou até ao 5.º ano. O seu primeiro emprego foi na Repartição das Obras Públicas como amunuense recebendo apenas algumas dezenas de patacas. Cumpriu o serviço militar obrigatório de 1939 a 1940 mas devido à Guerra Sino-nipónica e à Guerra do Pacífico foi forçado a prestar o serviço militar mais alguns meses. Foi chefe de secretaria do Liceu. Trabalhou na Sociedade de Turismo e Diversões de Macau apór reformado.
Quando trabalhou no Liceu colaborava com jornais de Macau como por exemplo: “Notícias de Macau”, o “Clarim”, “Gazeta Macaense”. Foi um grande desportista praticando várias modalidades em especial o hóquei no Campo de Tap-Seac. Além disso tomava parte nas representações no Teatro D. Pedro com diálogo em patuá. Foi Mesário da “Santa Casa da Misericórdia de Macau”, director do “Club de Macau”, presidente do “Rotaty Club de Macau”. Condecorado com a medalha de Cavaleiro da Ordem do Infante D. Henrique em 1979” (2)

JARDIM ABENÇOADO
Nôsso Macau, terá sánto
Sã unga jardim bendito
Co fula di más bonito,
Semeado na tudo cánto
 
Tudo fula são abençoado,
Pôs Dios j´ajudá semeá
Gente antigo regá
Co lágri adocicado.
 
Coraçám, triste, chorá,
Almá fica margurado
Si têm gente mal-prestado
Dessá fula cai, muchá.

Macau sã casa cristám
Qui Portugal já ergui;
Tudo gente vivo aqui
Têm fé na su coraçam.
 
Olá fé co amor juntado,
Sã cuza Dios más querê …
Vôs ne-bom disparecê,
Macau, jardim abençoado
José dos Santos Ferreira (3)

(1) Ver anteriores referências a este grande promotor das récitas em Patuá, além de praticante e dirigente desportivo em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jose-dos-santos-ferreira/
(2) BARROS, LeonelHomens Ilustres e Benfeitores de Macau, 2007, pp. 103-105.
(3) Poesia em dialecto macaense, primeiro poema do livro “Macau Jardim Abençoado” com poesia e prosa em “língu maquista”, publicado em 1988, pelo Instituto Cultural de Macau. Capa de Ung Vai Meng. O livro está dividido em duas partes. A 1.ª parte, os textos são no dialecto macaense e a 2.ª parte,  os textos são em português.
FERREIRA, José dos Santos – Macau Jardim Abençoado. Instituto Cultural de Macau, 1988, 181 p.

“MACAU. JARDIM ABENÇOADO é um livrinho simples e despretensioso, como o são, afinal, a terra de sonhos e o bom povo de quem fala. Tudo que há nele, página a página, de verso em verso, foi ditado pelo coração, escrito com o amor que Macau nos inspira em todos os momentos e actos da nossa vida.
         Macau cristã
         Minha única riqueza,
         Meu tudo na vida…
O maior bocado deste volume é apresentado na doce “língu maquista”, esse aliciante dialecto antigo criado pelos nossos maiores e que constitui, sem dúvida, uma das mais características tradições desta terra repassada de glórias e sentimentos cristãos, bem orgulhosa da Pátria que jurou amar para todo o sempre…” (“Aos leitores” na pág. 9) (3)