Archives for posts with tag: Festividades Chinesas

Mais dois “slides” digitalizados da colecção  “MACAU COLOR SLIDES  – KODAK EASTMAN COLOR” comprado em finais da década de 60 (século XX), se não me engano, na Foto PRINCESA (1)

VISTA DE MACAU
ARCO COMEMORATIVO DO DIA NACIONAL DA CHINA

1) Ver anteriores slides desta colecção em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/category/artes/

Extraído das “Ephemerides da semana” in «BGMT», XIII-7, 18 de Fevereiro, p. 37

 

O entusiasmo da queima de panchões, nos dias festivos do Ano Novo Lunar, atinge todas as idades, e nem o estampido abranda a tarefa, embora por vezes se sintam atemorizados com o estralejar contínuo dos petardos.
Sacodem-se, assim, todos os azares da vida e o mau agoiro que venha prejudicar a felicidade pelo ano fora.
São crenças ainda conservadas no rol das superstições que influenciam este povo milenário, conservador das suas tradições que lhe apontam normas de vida, para que tudo se oriente para a felicidade, tal como ele a concebe.” (1)
(1) Extraído de p.9, «Macau Boletim de Informação e Turismo», Vol XII, n.ºs 1 e 2,  1977.

恭喜發財
Kung Hei Fat Choi
Gōng Xǐ Fā Cái

新春快樂
FELIZ ANO NOVO CHINÊS
HAPPY LUNAR NEW YEAR

LAI SI PARA ESTE ANO DO PORCO

Este novo ano chinês, que se inicia hoje 5 de Fevereiro, ANO DO PORCO / TERRA / CASTANHO / FEMININO é o último do ciclo lunar de doze animais que compareceram ao chamamento do Buda.
O PORCO foi o último a chegar.
Apresento o Bloco Filatélico (formato: 18 cm x 21,7 cm; custo: 18 patacas) que o “CTT MACAU” lançou em 1995, contendo doze selos do CICLO LUNAR, todos com a mesma franquia (1,50 patacas), cada um representando os doze animais do signo zodíaco chinês, que foram lançados anualmente, iniciando-se com o RATO em 1984 (1) e terminando com o PORCO em 1995.
Por detrás, a presença do DRAGÃO – o animal do ano 1988. (2)
NOTA: Um anúncio desta edição foi já postada em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/07/03/anuncio-selos-de-macau-presenca-universal-de-valor-cultural/
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/01/25/noticia-de-25-de-janeiro-de-1984-filatelia-1-o-dia-de-circulacao-ano-lunar-do-rato-i/
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/05/15/macau-e-o-dragao-xx-selo-de-1988/

Emissão / 1.º dia de circulação do “ANO LUNAR DO BÚFALO 1997 牛年, (1) no dia 23 de Janeiro de 1997 pelos Correios de Macau / CTT MACAU. Foram postos em circulação nesta dia, selos postais (taxa de $ 5,50 e de $ 10,00 patacas) e um bloco filatélico.(2)
Apresento o sobrescrito comemorativo (11,4 cm x 16,2 cm) de 1.º dia de circulação, com o selo (3 cm x 3,9 cm) de 5.50 patacas e carimbo, todos com o mesmo motivo.
(1) 牛年 mandarim pīnyīn: niú nián; cantonense jyutping: ngau4 nin4
(2) Portaria n.º 2/97/M de 20 de Janeiro

Para comemorar o 1.º dia do Ano Lunar do Macaco de 2004, o “Correios de Macau” nomeadamente a Divisão de Filatelia da Direcção dos Serviços de Correios, emitiu em 8 de Janeiro de 2004, um selo no valor de 5.50 patacas (formato 40 mm x 30 mm)
e um Bloco Filatélico (formato: 138 mm x 90 mm) contendo um selo de 10.00 patacas (formato: 40 mm x 30 mm)
Nessa emissão estava também incluída o lançamento de um Bilhete Postal no valor de 2,00 patacas e o sobrescrito de 1.º dia em dois formatos (114 mm x 162 mm – C6; 163mm x 229 mm – C5)
O autor dos desenhos é Mio Man Cheong.
Extraído de «Selos de Macau – Carteira Anual 2004»

A propósito da celebração, hoje, da Festa do «Bolo Lunar» “Ut Peang” (月饼) – 15.º dia da 8.ª lua do calendário lunar chinês, quando a lua está no seu apogeu, mais redonda, clara e brilhante, retiro do artigo “A Festa da Lua em Macau” o seguinte: (1)

Bolo Lunar – 2018

“Segundo uma lenda milenária, a Lua, YIN (陰), princípio feminino, submete-se ao princípio masculino, o Sol, YANG (陽) neste dia. Por isso, não há noite nesta data memorável da criação. A Lua, símbolo da passividade, da submissão e da feminilidade, é adorada pelas mulheres só elas batem cabeça diante do seu altar, onde ardem duas velas (todos os símbolos têm de ser representados aos pares, para assim significarem os dois elementos).

Embalagem do Bolo – 2018

Quando no seu esplendor, o astro da noite aparece por sobre as copas das árvores e dos cimos das montanhas não há canto da terra que esteja em sombra. O YANG alcançou, enfim, o YIN e juntou-se-lhe. Apagam-se todas as lanternas e lampiões, até aí acesos, e fazem-se fogueiras. As mulheres novamente vão bater cabeça em frente do altar, decorado com velas e bolos da Lua, recheados de galinha, presunto e sementes de loto. Estes bolos têm desenhados imagens de lebres e sapos – os legendários animais que habitam a Lua. Em todas as casas existe uma figura de lebre, a habitante da Lua que pisa num almofariz a pérola da imortalidade, e que, nesta noite, ´e queimada com cerimonial. A festa termina com partidas em que os pares devaneiam amorosamente.”
(1) Assinado por “M.R.C” (muito possivelmente de Maria Roque Casimiro), nas pp. 199-200 de “Mosaico” Vol. I-2 , 1950.