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Folheto (20 cm x 10 cm) da Direcção dos Serviços de Turismo promovendo a Livraria do Centro de Promoção e Informação Turística de Macau, em Lisboa (1)

(1) Avenida 5 de Outubro, 115 r/c . 1069-204 LISBOA

“Naquele maravilhoso Outono de 1931, nada parecia abalar a confiança no futuro de Macau. A vida era baratíssima. Por exemplo, a firma Beatriz Berta de Sousa, sita na Rua Horta da Companhia, n.º 10, (1) vendia um litro de azeite de oliveira a $1.30, e a “Macao Store“, loja fornecedora de géneros alimentícios, na Avenida Almeida Ribeiro, anunciava em “A Voz de Macau” que “o preço do gelo para este ano é de 1 avo por libra“.

A livraria “Oriente Comercial Limitada” dava a conhecer aos seus fregueses as novidades literárias: “Lourdes”, de Brito Camacho, “Hollywood, capital de imagens“, de António Ferro, e “O Homem que matou o Diabo“, de Aquilino. O Porto Exterior ainda não era completa desilusão. Navios nacionais, o “Chinde” e o “Gil Eanes“, fundeavam, trazendo tropa e deportados políticos. Na ponte-cais de madeira, onde se acha o Clube Náutico, acostava o “Sagres” da Macau-Timor Line e da Macau-Mozambique Line. Os funcionários, que vinham da metrópole ou partiam, finda a comissão ou de licença graciosa, viajavam no “Porthos” da Messageries Maritimes e no “Derfflinger” da Mala Alemã Loyd, desembarcando ou embarcando em Hong Kong.

Quem quisesse um suculento e retinto prato português ia à “Aurora Portuguesa” (2) ou ao “Fat Siu Lau“. (3) Para um bom copo de leite e variados refrescos, havia a “Leitaria Macaense” (4) junto ao “Capitol”. Para um saboroso “kai si fán” (arroz de galinha) estava o restaurante “United States”, no rés-do-chão do Hotel Central, (5) em frente ao “Vitória”. E se se queria dançar, subia-se ao 6.º andar do mesmo hotel, onde estava o clube Hou Heng.” (*)

(1) Ver: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/10/23/anuncios-de-casas-comerciais-do-ano-de-1941/ (2) Ver: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/aurora-portuguesa/ (3) Ver: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/restaurante-fat-siu-lau/ (4) Ver: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/leitaria-vacaria-macaense/ (5) Ver: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/hotel-centralpresident-hotelgrand-central-hotel/

(*) FERNANDES, Henrique de Senna – Cinema em Macau II, 1930-31  in Revista da Cultura, n.º 18 (II Série) Janeiro-Março de 1994, pp.183-216. Edição do Instituto Cultural de Macau.

Programa / Catálogo com 12 folhas (5 folhas – 9 páginas em português, 5 folhas – 9 páginas em chinês e 2 folhas com anúncios em chinês), agrafadas, da “SEMANA DE CULTURA CHINESA”, realizada de 30 de Setembro a 8 de Outubro de 1985, e editada pelo Instituto Cultural, com a colaboração do sector publicitário e cultural da Firma Nam Kwong, Livraria Seng Kwong, Ma Man Kei, Chui Tak Kei e “Southern Film Co.”

CAPA: 25 cm x 24,2 cm

No dia 30 de Setembro foi a inauguração no Teatro Alegria, pelas 20.00 horas, com a apresentação do Grupo de Música e Dança de Cantão que actuaram também nesse teatro, com o mesmo programa, nos dias 1 e 2 de Outubro de 1985.

Já relatei em anterior postagem,  a popularidade dos livretes com letras das músicas (1) que eram comprados nas papelarias em Macau (2), nas décadas de 50 e 60.
Este, intitulado «ROCK & ROLL “HITS”» é de 1956/57 e contem letras de 75 canções da chamada época do “Rock and Roll”, as de maiores sucessos quer na popularidade quer nas vendas, com o destaque das canções de Elvis Presley (11 canções).
São canções,  todas de 1956, mas nem todas do ritmo “rock and roll”: The Platters (14 canções); Little Richard (6 cancões); Gene Vincent´s (6 canções); La Vern Baker (5 canções); Bill Haley and the Comets (16 canções); Frankie Lymonn & the Teen-Agers (4 canções) e Fats Domino (2 canções).
O Índice e a biografia de Elvis Presley, que no final desse ano (1956), estrearia o seu primeiro filme “Love me Tender”, um dos seus maiores sucessos de bilheteira no cinema e a canção (a letra neste livrete), um dos seus maiores sucessos em disco. (3)
Na contra-capa, a  fotografia de Pat Boone, cantor popular nessa época mas por não ser do ritmo “rock and roll”, não tem nenhum dos seus “hits” nesta lista.
(1) Na época, eram letras de músicas “populares” ouvidas pela juventude, canções essas muito solicitadas no programa de disco pedidos ”REQUEST“ emitidas na Rádio Vila Verde, rádio muito ouvida entre 1950-1960.Ver anteriores referências destes livretes em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/01/31/musicas-da-decada-de-50-2/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/01/15/musicas-patti-page/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/06/19/musicas-da-decada-de-50-ii-tell-me-why-1951/
(2) As Papelaria/Livraria “SIO SIO que ficava na Rua de S. Domingos 1-C; o “POLIDOR” que estava na Travessa do Roquete n.º 5 e depois.na década de 50, mudou-se para o Largo do Senado, no rés do chão do antigo edifício “Ritz Mansion” (posteriormente após restauro, foi aí instalada a “Direcção dos Serviços de Turismo de Macau”, hoje “Centro de Turismo de Negócios de Macau”
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/04/08/leitura-dicionario-essencial-ingles-portugues/
(3) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/elvis-presley/

Mais dois anúncios da casa comercial Po Man Lau (livraria/papelaria/fotografia/ agente de máquina de escrever/tipografia, etc.)  já referida em postagem anterior (1). Estes anúncios têm um intervalo de 10 anos, 1922 e 1932.

ANÚNCIO DE 1922
ANÚNCIO DE 1932

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/04/11/anuncio-casa-po-man-lau/

Extraído de «BGC III -27, 1927»

Os leitores desta notícia (em Portugal de 1927) terão tomado conhecimento que não haveria biblioteca pública em Macau até esse ano. Mas “oficialmente” em 29-11-1895, o Governando José Maria de Souza Horta e Costa criou uma comissão de professores do Liceu para fazer um Regulamento para a «Biblioteca Pública de Macau» a qual teve como primeiro bibliotecário o macaense Matheus António de Lima. (1) Há, no entanto, outras notícias anteriores de tentativas de se estabelecer em Macau uma biblioteca pública.
Em 16-07-1838, é recomendado, em portaria régia, a formação de um jardim botânico, destinado à cultura de plantas medicinais, usadas pelos chineses, e bem assim a fundação de uma biblioteca, composta principalmente de livros e mapas chineses, japoneses ou escritos em outras línguas orientais e em 27-12-1873, o Governador Visconde de S. Januário aprovou os Estatutos da Sociedade chamada «Biblioteca Macaense», que, no entanto, não se sabe se existiu na prática. (2)
(1) Em 1898, o bibliotecário, Matheus de Lima, apresentava o número de utilizadores, em Boletim Oficial. Como amostra mensal, em Fevereiro, 34 leitores e 36 volumes consultados; em Maio, 24 leitores e obras consultadas. Não estavam descriminadas se eram consultas locais ou domiciliárias. A Biblioteca Nacional de Macau estava aberta das 9 horas da manhã às 4 da tarde (2)
(2) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 3, 1995.

Em anterior referência ao professor de inglês do Liceu Nacional Infante D. Henrique, Énio da Conceição Ramalho (1) referi que era lembrado sobretudo pela sua «Gramática de Língua Inglesa» utilizado pelos alunos de Liceu nas aulas de inglês.
Outro dos livros publicados pelo Dr. Énio Ramalho, e também muito utilizado no 2.º ciclo do Liceu para a disciplina de inglês foi o «Dicionário ESSENCIAL INGLÊS – PORTUGUÊS» (2)
Do Prefácio:
…Por isso, a solução que nos pareceu melhor foi a limitar o âmbito deste livro às exigências do programa do 2.º ciclo, considerando que o aluno faz uso do dicionário principalmente (e, na maioria dos casos, unicamente) para a tradução dos textos. Assim, ele encontrará adiante todos os vocábulos do texto nas várias acepções aí contidas, e outros que julgámos oportuno registrar sem todavia onerarmos demasiadamente o corpo do livro. …(…)

The Human Body – O Corpo Humano (fig. 3)
(Págs. VI-VII do VOCABULÁRIO ESSENCIAL ILUSTRADO)

… A parte final contém um vocabulário ilustrado que abrange o programa do 2.ºciclo e com os assuntos dispostos pela mesma ordem. Ele servirá principalmente para auxiliar o aluno nas revisões do vocabulário que julgamos essencial para esses três anos…. (…)

Football – Futebol ( Fig. 24)
(Pág XLIV do VOCABULÁRIO ESSENCIAL ILUSTRADO)

Na última página, o comprovativo da compra do livro (N.º 180434) na “afamada” livraria “Polidor”, na Travessa do Roquete n.º 5, Macau – Telefone: 2121. Se não me engano a compra efectuou-se em 1964 (ano lectivo 1964/65 – 3.º ano liceal em que se iniciava o “inglês”).
A «Polidor», iniciou actividades na Travessa do Roquete n.5 (1954?) e depois mudou-se (finais da década de 50?) para o Largo do Senado, no rés do chão do antigo edifício “Ritz Mansion” (posteriormente após restauro, foi aí instalada a “Direcção dos Serviços de Turismo de Macau”, hoje “Centro de Turismo de Negócios de Macau”
Era sobretudo uma livraria e papelaria onde se compravam os artigos, livros e manuais escolares, mas também vendia material de escritório. Durante muitos anos era o local onde se vendia os jornais vindo da “metrópole” (com algum??? atraso pois os jornais vinham por via marítima)
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/enio-ramalho/
(2) RAMALHO, Énio – Dicionário Essencial Inglês-Português (223 p.) + Vocabulário Essencial Ilustrado”. Empresa Literária Fluminense, Lda., Tipografia Camões, 1962, 223 p.+ 45 p., 17,5 cm x 12,5 cm x 2 cm. Capa dura.
NOTA: Mais referências sobre Énio Ramalho, aconselho leitura do artigo de António Aresta no «Jornal Tribuna de Macau», 17de Outubro de 2014, disponível em: http://jtm.com.mo/opiniao/enio-ramalho/

Saco de compras da livraria que ficava no Centro Católico, igual ao apresentado em (1) mas de menor dimensões: 17,8 cm x 13 cm,  e sem pega (lugar ou peça por onde se segura algo), de cor base amarela e com impressão (a castanho escuro) só de um dos lados do saco.

LIVRARIA S. PAULO
Rua de Praia Grande, 115
TEL: 572250
SACO COMERCIAL - LIVRARIA S. PAULO

(1)  https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/07/09/saco-de-compras-livraria-s-paulo/

Saco de compras de uma das mais populares livrarias chinesas que existia na Rua de S. Domingos, n.º 5; Tel: 573291, 304901

Livraria Siu Siu / The Little Bookshop/ 小 小 書 店 (1)

Livraria Siu Siu

Saco pequeno de plástico, branco, de 30 cm x 22 cm de tamanho, com a mesma apresentação dos dois lados: num lado, com impressão a azul (claro).

Era sobretudo uma papelaria/ artigos de escritório (tinha livros sobretudo chineses e alguns ingleses). O estabelecimento estava nesse local desde a década de 50 até à década de 90 (quando fechou para ser transformado num supermercado). Mas, segundo os mais velhos, já existia anteriormente uma papelaria com este nome mas não nesse local. O Anuário de Macau de 1940/41, referencia uma livraria «Sio-Sio» localizada na mesma Rua de S. Domingos mas com o n.º 1-C

O outro lado, com a impressão a “alaranjado”:

Livraria Siu Siu VERSO

(1) 小 小 書 店mandarim pinyn: xião xião shu diàn; cantonense jyutping: siu2 siu2 syu1dim3

Pequeno saco de plástico do tamanho de 28 cm x 17,5 cm, de uma das livrarias antigas de Macau “BAPTIST BOOKSTORE”. Suponho que ainda se mantém.Pertence ao “Chinese Baptist Press (International) Ltd.

A livraria está localizada na Rua Pedro Nolasco da Silva, n.º 41. O telefone era 86739.

O mesmo «design» nos dois lados.

Baptist Bookstore

A Igreja Baptista «Baptist Church» estabeleceu-se em Macau em 1904, no n.º 41 da então Rua do Hospital, posteriormente, em 1942, chamada de Rua Pedro Nolasco da Silva. No princípio do século XX, possuía (não sei se ainda mantém) uma sucursal na Travessa dos Vendilhões n.º 25, denominada «Há Van Cham Son Vui Foc Iam Tong» (1)

Nas décadas de 70/80 do século XX, tinha duas lojas em Hong Kong e duas em Kowloon (creio que actualmente só mantém a da “Prince Edward Road”)

(1) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau Século XX, Volume 4. Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, 2.ª Edição, Macau, 1997, 454 p (ISBN 972-8091-11-7)