Archives for category: Comércio e Indústria

Foram apreendidos e confiscados pela Autoridade Administrativa, (1) no dia 11 de Junho de 1913, grande quantidade de diversos materiais destinados ao fabrico de pau-cheung (panchões).

Extraído de «Boletim Oficial» XIII-25 de 23 de Junho de 1913, p. 276

Anúncio da Repartição Superior de Fazenda da Província de Macau de 19 de Junho, chamava a atenção para a venda em hasta pública destes materiais e utensílios destinados ao fabrico de pau-cheung e pau-cheung já preparados, no dia 28 do mesmo mês, no Depósito do Material de Guerra dos Particulares, sito na Fortaleza da Barra. Foram apreendidos às firmas Iu-Seng-Long-Tac-Qui e Tac-Heng-Long, estabelecidas no sítio do Tanque do Mainato, vulgo Calçada das Chácaras desta cidade.

(1) Transgressão do «Regulamento para o Comércio de Armas, Munições e Explosivos e Indústrias de Fogo de Artifício» (Portaria Provincial de 19 de Agosto de 1907) .

Pequeno saco comercial (24 cm x 18 cm) de plástico na década de 80 do séc. XX duma antiga livraria/papelaria muito popular entre os chineses, então existente na Rua Pedro Nolasco da Silva n.º 43 (telefone: 75570) (esquina para a Calçada do Monte), mas que posteriormente mudou, num espaço mais reduzido, para a Calçada do Monte n.º 3. (1) (2)

Saco de plástico, com o mesmo design em ambos os lados, fundo branco, letras e desenho a vermelho.

星光書店  STARLIGHT BOOKSTORE

圖書 – mandarim pīnyīn: tú shū ; cantonense jyutping: tou4 syu1 – livros

雜誌 – mandarim pīnyīn: zá zhì; cantonense jyutping: zaap (mistura) zi (magazine)

中國 郵票- mandarim pīnyīn: zhōng guó yóu piāo; cantonense jyutping: zung1 gwok3 jau4 (postal) piu3 (bilhete) – bilhete postal da China

盒带 – mandarim pīnyīn: hé dài; cantonense jyutping: haap6 daai2 – cassetes

唱片- mandarim pīnyīn: chàng piān; cantonense jyutping: coeng3 pin3 – disco (música)

文敎用品- mandarim pīnyīn: wén (literatura) jiào (ensinar) yòng (usar) pǐn (produto); cantonense jyutping: man4 (cultura) gaau3 (ensinar) jung6 ban2 (produtos)

(1)

(2) 星光書店mandarim pīnyīn: xīng guāng shū diàn; cantonense jyutping: seng1 gwong1 syu1 dim3

Oferecido pelo Sr. Ho Yin, Presidente da Associação Comercial de Macau (1) e em homenagem ao Governador, Comandante Joaquim Marques Esparteiro, realizou-se, no dia 5 de Maio de 1952, um banquete, no restaurante “Golden Gate”, (2) onde se reuniram mais de 400 convivas.

Um aspecto da assistência, reconhecendo-se ao centro o Governador e Esposa, ladeados do Comandante Militar, Paulo Bénard Guedes (3) e de Ho Yin.
Outro aspecto da assistência antes do banquete
O sr. Ho Yin falando ao microfone
O Governador agradecendo a homenagem a ele prestada

Extraído de «Mosaico», Vol. IV, 21-22 de Maio e Junho de 1952.

(1) A Associação Comercial Chinesa de Macau foi fundada em 1913. Em 1950, Ho Yin (He Xian 何賢; 1908-1983) e Ma Man Kei (Ma Wanqi 馬萬祺; 1919–2014) foram escolhidos para presidente e vice-presidente, respectivamente. Ho Yin presidiu a sucessivos mandatos até à sua morte em 1983. Hoje denominado “ 澳門中華總商會-Associação Comercial Geral dos Chineses de Macau”

(2) Restaurante “Golden Gate” estava situado no r/c e sobre loja do Hotel Central. https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/hotel-centralpresident-hotelgrand-central-hotel/

(3) Brigadeiro Paulo Bénard Guedes (Comandante militar de 15 de Novembro de 1950, então ainda Coronel, até 14 de Maio de 1952) seria substituído nesse mês pelo Tenente Coronel António Cyrne Rodrigues Pacheco, que chegou a Macau a 10 de Maio.

Saco de plástico (55 cm x 38 cm) – loja de artigos desportivos “ATHENS SPORTING GOODS”, na Avenida do Conselheiro Ferreira de Almeida 16-16ª, R/C. Tel.: 303300

Anúncio duma empresa sediada na Avenida Almeida Ribeiro (Largo do Senado) n.º 11-13, publicitando:

“Pintor, empreiteiro, fornecedor, fotógrafo, fabricante de carimbos de borracha e molduras. Conserto e pintura de imagens”

Extraído de «BOGPM»,  n.º 3 de 20 de Janeiro de 1923, p. 57

É como fotografo que aparece nos Anuários de Macau de 1922 (p. 366) e 1924 (475).

E no Anuário de Macau, 1927 (p. 316), já aparece como “atelier, vendendo artigos fotográficos”

Empreza Comercial do Extremo-Oriente” de Henrique Nolasco da Silva, sociedade anónima, de responsabilidade limitada, na Rua do Gonçalo n.º 3, com 2 filiais:

A Competidora”, na Travessa do Auto Novo, n.º 30, 32, 34 a 36 (telefone n.º 12; gerente – Henrique Antunes Monteiro) e “Casa Alto Douro”, na Rua Central (endereço telefónico n.º 79). A sucursal em Lisboa tinha como gerente João Frederico Nolasco da Silva. (1)

Sociedade Tecnica e Comercial Portuguesa Limitada (Basto & Companhia Limitada)” com secções de importação e exportação e uma secção de engenharia , e sede na Avenida Almeida Ribeiro, n.s 1,3 e 5  (endereço telegráfico “ MOTOR”). Tinha uma filial em Cantão, na “Second Bund, 5-A”). A Firma “Basto & Companhia Limitada” tinha como gerente Bernardino de Senna Fernandes (provavelmente o 3.º Conde de Senna Fernandes- 1892-1971).

Anuário de Macau 1922, p. 329

Anúncio datado de 1 de Março de 1867, publicado no Boletim da Província,  da “Paderia Nacional”, (1) que a 20 de Agosto de 1866 mudou para “as cazas n.º 2, pertencentes às recolhidas de Santa Roza de Lima”, (2) no “Bêcco do Senado”(3) , n.º 2,.

Extraído de «BPMT», XIII- 10 de 11 de Março de 1867, p. 54

“Biscoutinho adocicado de soda, a 8 libras por pataca, (em 20 de Novembro de 1866, os “biscoutinhos adocicados vendiam-se a “15 avos ou 140 sapecas por cate), (4) além de pão branco salobre de quatro differentes feitios e pezo, a 12 libras por pataca, sempre de genuina farinha de trigo d´America, tudo trabalhado com maior aceio e esmero possível e levedado com ingredientes não deletérios à saúde, como se levedão em todas as paderias europêas. “Havendo contrato por um ou mais anos certos, pôde-se também fornecer pão de igual maneira trabalhado e levedado, de genuína farinha somênos de trigo d´America, a 22 libras por pataca; e biscouto de marinheiro, de igual farinha trabalhado à maquina, a 3,5 (?) avos de pataca por libra. “

 (1) Há referências da sua existência, nesta morada, desde 1 de Agosto de 1865. Não encontrei informação da data de encerramento. Houve, no entanto, com o mesmo nome, “Paderia Nacional”, em 1857, noutra morada – ver anterior referência em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2018/04/06/anuncio-de-6-de-abril-de-1868-paderia-nacional/

.(2)

Extraído de «BGM», XII- n.º 35 de 27 de Agosto de 1866, p. 142.

(3) Beco do Senado – pequena ruela estreita e curta, à direita do edifício, antigo “Leal Senado” que vai do parque de estacionamento conhecido antigamente pelo Auto-Silo do Leal Senado (edifício Pak Lane) à Avenida Almeida Ribeiro.

No cimo desta rua, á esquerda havia uma porta que dava acesso, após umas escadas, ao gabinete de projecção de cinema do Teatro Apollo (Peng On), cuja entrada principal era onde está (na foto) a loja “ESPRIT”. O Teatro Apollo ocupava uma estrutura de quatro pisos, estucada a verde, situada na Avenida Almeida Ribeiro, mesmo à frente do edificio dos Serviços de Correios. Inaugurado em 1935, tinha uma capacidade de 1038 lugares e nele projectavam-se filmes americanos e chineses sobre a guerra sino-japonesa. Foi também palco de reputados espectáculos de ópera cantonense e era ali que decorriam as celebrações anuais a assinalar o nascimento da nova china. Quando o teatro encerrou, em 1 de Fevereiro de 1993, o piso térreo foi transformado em espaço comercial e o piso superior passou a albergar a sede da Associação de Empregados da Indústria Hoteleira de Macau e a Associação de Juventude de Macau (“As Ruas Antigas de Macau”, p. 30/31)

(4)

Extraído de «BGM», XII-n.º 49 de 3 de Dezembro de 1866, p. 200.

“A rua chique ainda era a Rua Central, para onde se subia depois da missa das onze na Sé, aos domingos, para conhecer as “novidades” expostas nas lojas dos “mouros”. Na “Royal Silk Store” de J. H. Bejonjee, vendia-se seda riscada para camisas a $1,08 a jarda, o mesmo acontecendo com crepe de seda pesado; o crepe da China estampado custava $1,30 a jarda; o crepe de setim pesado $2,00 a jarda. Camisas de seda Fuji para homem custavam $3,50 cada e pijamas de seda Fuji para homem $4,50 cada. Os preços nas lojas vizinhas do “mouro” Elias e do “mouro” Haaji ficavam uma pela outra. E havia quem se lamentasse do custo de vida!

Para benefício da elegância das senhoras de Macau, depois que Miss Dina Rosemberg exibira, com grande sucesso, lindos vestidos no Hotel Riviera, em Dezembro do ano anterior, surge, entre nós, Madame Lebon, uma francesa imponente e refinada, que abre um atelier, salvo erro de informação, na loja “Paradis des Dames”, à Praia Grande. É claro que o melhor da sociedade macaense acorreu ao atelier e começou a vestir-se à moda de Madame Lebon, que ditou cartas, desdenhou as costureiras caseiras do burgo e pontificou com o seu prestígio parisiense, para grande arrelia das algibeiras dos maridos e dos papás. Quando alguém titubeava quanto ao preço, Madame Lebon alçava o queixo e rematava em tom profundamente superior: – “Este vestido não é para toda a gente“.

O Carnaval, caído entre fins de Fevereiro e princípio de Março, era particularmente retumbante. Já não havia a guerra nem a meningite para ensombrar os ânimos. “A Voz de Macau”, ao relatar os festejos dos clubes, os cortejos das “tunas” e os “assaltos” em casas particulares, usava um tom alegre e brejeiro que traduzia a despreocupação da época, passados os pesadelos.

Por isso é que ninguém pareceu ligar às eleições na Alemanha, onde triunfou o partido nazi e subiu ao poder um nome praticamente desconhecido, Adolfo Hitler. A notícia veio publicada em 6 de Março, mas passou-nos indiferente. A imprensa local e de Hong-Kong preocupou-se mais com o famoso julgamento, na colónia vizinha, de Cheong Kwok Yau, um playboy chinês e, parece, filho único de pais milionários, que assassinara outro milionário, George Fung. Fora um crime passional que apaixonara a opinião pública, mesmo a estrangeira, e tanto na defesa como na acusação estavam envolvidas as mais prestigiosas figuras da advocacia inglesa.

O ano de 1933 ficou marcado, no futebol, pela luta renhida de dois grupos rivais, o Argonauta e o Tenebroso, que travaram o seu primeiro desafio em 7 de Fevereiro. Venceu o Argonauta por três bolas a duas num desafio memorável, disputado com alma, genica e intenso espírito desportivo

Mas é no hóquei que Macau marca os seus melhores tentos, adquirindo fama por todo o Extremo Oriente. Entra-se na idade de ouro daquela modalidade desportiva. Praticamente todos os domingos, grupos de Hong-Kong deslocam-se ao campo de Tap Seac. O treino dos nossos rapazes é tão eficiente que Hong-Kong apenas leva daqui derrotas. Toda esta preparação dá como resultado poder-se defrontar no ano seguinte a fortíssima selecção da Malaia. Os nossos “ases” do hóquei tornam-se ídolos da mocidade. Todos os garotos sonham poder exibir um dia as suas habilidades no relvado verde do Tap Seac e receber as mesmas aclamações… (…)”

Extraído de FERNANDES, Henrique de Senna – Cinema em Macau III (1932-36) in Revista da Cultura, n.º 23 (II Série) Abril/Junho de 1995, pp.151-152. Edição do Instituto Cultural de Macau.

AVISO: “Aluga-se «Motor-boat»para passeios, pic-nics e banhos, $ 5, 00 patacas por hora“. Os bilhetes de embarque devem ser pedidos à firma F. Rodrigues, Avenida Almeida Ribeiro, (n.º 10 todos os dias úteis das 9 às 12 e das 14 às 16. Telefone n.º 12.”

Anteriores referências desta firma neste blogue em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/firma-f-rodrigues/

CASA DE LEILÃO – casa de leilão situada na Avenida Almeida Ribeiro (possivelmente n.º 1-H e n.º 1-I) pertencia à família dos comerciantes Moosa («Moosa & Companhia»)  fundada em 1880 com vários negócios nomeadamente importação, exportação, comissões, consignações e conta própria, agente de navegação e seguros. A casa comercial mais conhecida era na Rua Central n.º 45 r/c. Inicialmente era designada “ Casa Cassam” (Cassam Moosa, pai de Omar Cassam). Este J. C. será familiar.

Anteriores referências neste blogue em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/moosa-companhia/

Loja “PEROLA DE MACAU”- fundada no ano de 1921 e estabelecida na Rua do Campo n. 49; Gerente: Delfina C. G. Pereira Gois

Loja onde se “encontram sempre os melhores vinhos, licores, conservas e outros artigos de mercearia, especialmente os nacionais”. Possuía ainda área para bilhares e botequim.

Relação dos trinta maiores contribuintes de todas as contribuições (predial, industrial de taxa varável e industrial por licenças) no ano de 1923, muitos deles figuras/individualidades notáveis da época (grandes negociantes da área comercial e industrial, alguns ligados actividades liberais, advogados, médicos, etc.)

Extraído do «BOGPM», suplemento ao n.º 24 de 18 de Dezembro de 1923.