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Uma das últimas fotografias do Comendador
Extraído de «MBI», IV-77, 15OUT1956, p.11

A ordem de Benemerência, criada pelo Estado Português em 1929 com o desdobramento da Ordem da Instrução e da Benemerência (criada em Abril de 1927), foi alterada para Ordem de Mérito, em 1976, após a Revolução de 25 de Abril de 1974. https://pt.wikipedia.org/wiki/Ordem_do_M%C3%A9rito

Extraído de «MPMT», XXXV-48 de 28 de Novembro de 1889, p. 364
Extraído de «Boletim do Governo de Macao», III. 24 de 1 de Abril de 1857, p. 96

“É uma pequena cidade sem muralhas e sem fortalezas, com umas poucas casas de portugueses, sendo  chamada Cidade do Nome de Deus; e se bem é ilha adjacente, à China, contudo é governada por um Capitão Português que vai lá de Goa todos os anos com patente e provisões reais da Coroa de Portugal, para administrar a justiça aos portugueses que moram ali.

Quer, como prémio por este serviço, quer para o recompensar por outros serviços prestados na Índia, em matéria de guerra, à Majestade Católica, é concedido a esse capitão o privilégio de ele só, e não outros durante aquele ano, aprontar uma nau para ir ao Japão, transportando as mercadorias que os habitantes da cidade lá mandam, as quais são compradas duas vezes ao ano, na cidade de Cantão, onde se fazem as feiras. Estas mercadorias são transportadas à Índia oriental no mês de Setembro e Outubro, e ao Japão no mês de Abril e Maio: estas últimas são principalmente seda crua, da qual se transportam em cada viagem setenta e oitenta mil libras de vinte onças cada uma, que eles chamam «cates». Também transportam para lá grande quantidade de drapejamentos diversos e muito chumbo, valendo três escudos cada cem libras; e ainda prata pura e zarcão e grande quantidade de almíscar com as suas vesículas, tudo o que se consome nestas partes entre estes povos.”

Retirado de “Segundo Arrazoamento da Índia Oriental” (pp. 9-10) in TEIXEIRA, P. Manuel –  Macau através dos séculos. Macau, Imprensa Nacional, 1977, 87p..

Ver anteriores postagens: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/francesco-carletti/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/08/19/noticia-28-de-julho-de-1599-tufao/

Frente: YUEN KEE BAKERY

Caixa de fósforos da padaria «Yuen Kee» situ na Avenida Almeida Ribeiro 139, na década de 70-80, século XX (?)

Tel.: 3460
Verso: 家餅記元

家餅記元mandarim pīnyīn: jiā bǐng jì yuan; cantonense jyutping: gaa1 beng2 gei3 jyun4

Cabeças dos fósforos: vermelho

“1667- Grande movimento comercial de Macau com o Norte (Ansão e Cantão) para onde se enviava coral, e alambre, vindo das costas da África Oriental (espécie de âmbar cinzento), bucho de peixe, ninhos de pássaro e asas de peixe e outras fazendas consideradas de requinte. As Portas do Cerco, de irregular abertura, foram nesse ano e no mês de Agosto declaradas abertas diariamente, o que mereceu repiques de sinos, salvas de artilharia e de mosqueteria. A cidade chegou a estar dois meses à míngua, por se encontrarem fechadas as Portas do Cerco.”

SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Vol. I, 2015, p. 181.

Extraído «O Macaista Imparcial», – suplemento ao n.º2 de 12 de Julho de 1837

Dimensões: 5,5 cm x 4 cm x 1 cm

Caixa de fósforos do restaurante e ”night club”, «OCEAN CITY», «海城» (1) sem indicação da localização. (2) De cor castanha com letras douradas (a caixa contém manchas da humidade)

Lateral da caixa com o número de telefone
Verso da caixa : “The World´s Largest”
Cabeças dos fósforos de cor encarnada

(1) 海城mandarim pīnyīn: hǎi chéng; cantonense jyutping: hoi2 seng4

(2) Sem ter a localização, poderá não ser um estabelecimento em Macau, mas sim de Hong Kong.

Extraído de «BPMT», XIII-25 de 24 de Junho de 1867, p. 145

Ver: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/herbert-dent-ca/

Extraído de «B.G.P.M.T.e S.», Vol. 6, n.º 24, 3 de Maio de 1851, p. 70.

NOTA: “02-03-1851 – Os navios mercantes de longo curso que existiam nesta data na praça de Macau eram constituídas por 3 barcas, 2 brigues e 3 escunas, além de 60 lorchas de pequena cabotagem, com 560 portugueses e 525 chineses de tripulação, sendo algumas destas com mais de 100 toneladas de arqueação.” (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, 2015, p. 125.