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Mais dois “slides” digitalizado da colecção  “MACAU COLOR SLIDES  – KODAK EASTMAN COLOR)”comprado na década de 60 (século XX), se não me engano , na Foto PRINCESA (1)

O edifício das Repartições Públicas, na Praia Grande, inaugurado no dia 21 de Maio de 1952 (2) e a estátua de Jorge Álvares, do escultor Euclides Vaz, inaugurada a 16 de Setembro de 1954. (3)

O Ministro do Ultramar Sarmento Rodrigues na sua deslocação a Macau em Junho de 1952, acompanhado pelo Governador da província, visitou no dia 20 de Junho de 1952, o Palácio das Repartições Públicas que tinha sido inaugurado no dia 21 de Maio de 1952 e presidiu à inauguração do Tribunal Judicial da Comarca.
Com a progressiva saída das repartições que aí estavam instaladas (Serviços de Fazenda e Contabilidade, Serviços de Administração Cívil e Administração do Concelho), em finais da década de 70 o edifício passou a ter os serviços dos vários tribunais, pelo que normalmente era referido como “O Tribunal” , na década de 80.

O Palácio das Repartições à esquerda (foto tirada provavelmente do edifício D. Leonor), a Avenida Almeida Ribeiro à direita (o Hotel Central, o edifício mais alto).

(1) Ver anteriores slides desta colecção em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/category/artes/
(2) Este edifício denominado Palácio das Repartições Públicas substituiu o antigo Palácio das Repartições que tinha sido construído entre 1872-1874, no mesmo lugar (começou por ser residência de governadores, depois diversos  serviços públicos e mesmo o início do Banco Nacional Ultramarino). Como foi construído de tijolo e madeira, com o tempo, devido à formiga branca e tufões, degradou-se e foi necessário demoli-lo em 1946.O projecto do novo edifício foi de António Lei , de 1949  e conforme regime da altura, estilo monumental com colunas altas em pedra. (4)
Anteriores referências ao Palácio das Repartições
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/06/20/noticia-de-20-de-junho-de-1952-o-palacio-das-reparticoes-publicas-e-o-tribunal-judicial/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/05/21/noticia-de-21-de-maio-de-1951-edificio-das-reparticoes/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/12/10/noticia-de-10-de-dezembro-de-1862-visconde-da-praia-grande/
(3) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jorge-alvares/
(4) Descrição mais pormenorizada, aconselho consulta em:
http://www.hpip.org/def/pt/Homepage/Obra?a=499

Extraído do «BGC»  XXIII – 260, 1947
Funeral do Governador Artur Tamagnini Barbosa em Macau – 1940 

Artur Tamagnini Barbosa filho primogénito de Artur Tamagnini de Abreu da Mota Barbosa (1) e de Fátima Carolina Correia de Sousa. Nasceu em Lisboa em 31-08-1881 e veio para Macau ainda bebé chegando no transporte África a 22-01-1882. Cursou o Seminário de S. José e o Liceu de Macau até à idade de 19 anos, em que regressou a Portugal com a família em 1900.
Governador de Macau por três vezes: de 1-07-1918 a 12-04-1919; 19-06-1926 a 19-11-1930 sendo exonerado a 2-1-1931;  e nomeado em 25-11-1936 para novo mandato que se iniciou a 11-07-1937  até sua morte. (TEIXEIRA, P. Manuel – Toponímia de Macau, volume II, 1997)

O governador faleceu pelas 7h30 do dia 10 de Julho de 1940,  no Palácio de Santa Sancha. O cadáver foi depositado no Salão Nobre do Leal Senado da Câmara de Macau até o dia de funeral que se realizou pelas 11 horas do dia 11 de Julho, sendo o féretro conduzido até à Sé Catedral onde ficou depositado até seguir para Portugal. Mas devido à Guerra do Pacífico somente foi transladado para Portugal em 7 de Dezembro de 1946, a bordo do paquete “Quanza” (2)
NOTA: Meu pai que chegou a Macau em 1936 como soldado de artilharia referia muitas vezes que fez parte das sentinelas (nos primeiros dias na Sé Catedral) que revezavam o corpo do Governadornuma das alas/corredor da Sé Catedral onde o corpo estavaassim como esteve integrado na guarda de honra no dia 7 de Dezembro que acompanhou o féretro da Sé Catedral até ao cais, onde os restos mortais foram transportados para o paquete “Quanza
Ver anteriores referências a este Governador em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/artur-tamagnini-barbosa/
(1)  Artur Tamagnini de Abreu da Mota Barbosa (1852 – ?) esteve pela 1.ª vez em  Macau de 1877 a  1880 como 2.º oficial da administração de fazenda militar e depois contador interino da junta de fazenda de Macau e Timor e pela 2.ª vez em Macau e Timor de 1882 a 1897  como quartel mestre do 1.º Batalhão do Regimento da Infantaria. Pertenceu à Comissão de Contas da primeira Direcção do Grémio Militar eleita a 1 de Janeiro de 1880  e foi  eleito vogal efectivo da Direcção a 3 de Janeiro de 1888.
(2) Paquete «Quanza» (1928 – 1968)
Navio de passageiros da Companhia Nacional de Navegação. Deslocava 11 550 toneladas (em plena carga) e media 133,53 metros de comprimento por 16,05 metros de boca. Movia-se graças à força de 2 máquinas, de 4 000 cv, que lhe permitiam navegar à velocidade de 13 milhas/hora. A sua tripulação era constituída por 162 membros. Podia receber a bordo 518 passageiros, distribuídos por várias classes.
http://alernavios.blogspot.pt/2010/11/quanza.html

A começar no dia 30 de Setembro de 1960, no Teatro Apollo, com sessões às 14.30, 19.45 e 22.00 horas, o filme

Duelo ao Sol
Duel in the Sun

“Western” em “tecnicolor” de 1946, dirigido por King Vidor, (1) produzido e co-escrito por David O´Seznick, (2) adoptado do romance de Niven Busch. (3)
Um elenco de luxo: Jennifer Jones, Joseph Cotten, ; Gregory Peck, Lionel Barrymore, (4) ; Herbert Marshall, Lillian Gish e Walter Huston.
No prólogo do filme inicia-se com a narração de Orson Welles, embora não conste nos créditos.
Jennifer Jones foi indicada ao Óscar por “Melhor Actriz” e Lillian Gish por “Melhor Actriz Secundária”.
(1) King Vidor trouxe à história do “western” uma filmografia muito restrita (apenas cinco títulos) mas extremamente valiosa. Todos os seus westerns são obras complexas e difíceis e “Duelo ao Sol” é frequentemente considerado como o primeiro western moderno.
“Billy the Kid” (“O Vingador”)(1930)
“The Texas Rangers” (“Legião de Atiradores”)(1936)
“Northwest Passage” (“A Passagem do Noroeste”)(1940) – filme que Vidor não acabou por causa de divergências com os produtores
“Duel in the Sun” (“Duelo ao Sol”)(1948)
“Man without a Star” (“Homem sem rumo”)(1955)
Movida por uma inspiração religiosa (pertencia à seita religiosa «Christian Science» toda a sua obra se baseia na tensão de pontos extremos, exalta com idêntico fervor os encantos da vida simples e os excessos da paixão mais violenta.
(2) O outro argumentista foi Olivier H. P. David O´Selznick esperava com essa nova produção repetir o sucesso de «Gone with the Wind» (“E tudo o vento levou”) mas o filme gerou controvérsias pelo alto teor sensual da história e pelo relacionamento dele com Jennifer Jones. Mas obteve ótima bilheteria nos Estados Unidos, arrecadando 11 milhões e trezentos mil dólares no primeiro lançamento e mais com o relançamento de 1954.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Duel_in_the_Sun  
(3) Foi um dos primeiros filmes a ter um álbum de músicas reunindo as composições para a trilha sonora de Dimitri Tiomkin. A RCA Victor incluiu a condução da Orquestra Sinfônica de Boston pelo maestro Arthur Fiedler.
 https://pt.wikipedia.org/wiki/Duel_in_the_Sun 
(4) Excelente papel do inflexível rancheiro paralítico.
Trailers:
https://www.youtube.com/watch?v=W4f-IKxRBTE
https://www.youtube.com/watch?v=OrP_CtoeO9E
https://www.youtube.com/watch?v=nlYjPQhGwoE

Mais uma cédula (1) (danificada, faltando um pequeno pedaço na parte superior e outro menor na parte inferior) do Banco Nacional Ultramarino – Macau, de 20 – vinte avos, de 11 cm x 6 cm de dimensões, com o número 1211047. Autorizado pelo Decreto N.º 35.785 – Lisboa, 6 de Agosto de 1946.
As cédulas de 20 avos foram emitidas em 1942, 1945, 1946 e 1952. A casa impressora foi a litografia ”Hong Kong Printing Press – Hong Kong”, nos anos 194, 1945 e 1946. Em 1952 foi a “Bradbury Willkinson & Co  – Londres”.
Esta cédula de coloração acastanhada com a imagem das “Ruínas de S. Paulo”, tem assinatura do Director da Fazenda (fac-simile) e do Gerente (fac-simile).
Verso de coloração mais arroxeada, com o brasão de armas de Portugal.
(1) Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/category/notafilia/

Mais uma cédula (1), em bom estado de conservação com algumas manchas, do Banco Nacional Ultramarino Macau, este de «50 – CINQUENTA AVOS» (12 cm x 6 cm), com o número: HT 350780H.

Autorizado pelo Decreto n.º 35.785- Lisboa, 6 de Agosto de 1946, foi a última emissão de cédulas com os valores de cinquenta avos (emissões em 1920/1941/1942/1943/1944/1946) (2). Foram emitidas neste valor, 5.000.000

Coloração azulada com imagem dum junco chinês

Inicialmente as emissões de cédulas não eram datadas. A partir de 1946 passaram a apresentar data impressa (emissões de 06/08/1946 e de 19/01/1952)
Esta de 1946 foi assinada pelo Gerente do banco (fac-simile) e pelo Director de Fazenda de Macau (fac-simile)

Verso: coloração diferente, arroxeada com brasão de armas de Portugal

Na sequência da Portaria n.º 5:384, assinada pelo Governador Joaquim Marques Esparteiro e publicado no Boletim Oficial de Macau de 9 de Maio 1953 , estas cédulas foram recolhidas e trocadas por moedas metálicas divisionárias de igual valor.
(1) Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/08/13/papel-moeda-ii-cedulas-do-banco-nacional-ultramari-no-para-macau-um-avo-e-dez-avos/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/07/10/papel-moeda-macau-i/
(2) As emissões desses anos (1920 a 1946) foram impressas em Hong Kong na Litografia «Hong Kong Printing Press (1946) Ltd».

Conferência do Comandante Gabriel Teixeira ( governador de Macau de 5-10-1940 a 23-06-1947)  com os representantes da Imprensa em Lisboa,  realizada no dia 3 de Setembro de 1946, na antiga sala do Conselho do Império, do Ministério das Colónias. Primeira deslocação do Governador a Lisboa após os anos conturbados da Guerra do Pacífico.
Extraído de «BGC» XXII –, n.º 254/255, 1946.

Duas cédulas de DEZ AVOS e uma de UM AVO emitidos pelo Banco Nacional Ultramarino, (1) não datadas (2) e manualmente assinadas (3)

大西洋國海外滙理銀行 (4)

As duas cédulas de DEZ AVOS foram emitidas em 1920 (esverdeada) e a outra com a mesma tonalidade, entre 1941 – 1945 dado que a emissão de 1946 já apresentava a assinatura do Gerente do banco e do Director.

Cédula – DEZ AVOS N.º 122262 (9,8 cm x 5,5 cm) de 1920
Razoável estado de conservação
Cédula – DEZ AVOS N.º 122262 (9,8 cm x 5,5 cm) – verso
Cédula – DEZ AVOS N.º 147788 (9,8 cm x 5,5 cm) de
Razoável estado de conservação, com manchas
Cédula – DEZ AVOS N.º 147788 (9,8 cm x 5,5 cm) – verso
Cédula – UM AVO N.º 707244 (7,4 cm x 4,1 cm)
De cor castanha com assinatura do mesmo gerente (não legível) do publicado em (1), de 1942
Razoável estado de conservação.
Cédula  – UM AVO N.º 707244 (7,4 cm x 4,1 cm) – verso

(1) Denominam-se cédulas os documentos de papel emitidos em representação das moedas metálicas divisionária e de trocos. Na cunhagem destas moedas eram utilizados metais inferiores como o cobre, o níquel ou ligas destes metais tendo geralmente um valor nominal inferior ao real ou intrínseco.
Quando o custo destes metais subiu demasiadamente, como aconteceu durante e depois da I Grande Guerra Mundial (1914-1918) a fim de se evitarem as despesas da cunhagem daquelas moedas recorreu-se, em Portugal, à estampagem de cédulas às quais foi conferido curso legal.
Em 1919, a falta de moeda para trocos provocou em Macau uma situação crítica que levou o Governo do Território a introduzir pela primeira vez, no meio circundante local, este instrumento monetário – as cédulas. Foi então decidido emitir cédulas de 5, 10 e 50 Avos.
As cédulas deixaram de ser emitidas com o aparecimento em 1952 das primeiras moedas privativas de Macau e assim progressivamente foram recolhidas todas até 1953.
(Emissões de Papel-Moeda do banco Nacional Ultramarino Para Macau. Banco Nacional Ultramarino SA e Chaves Ferreira, Publicações, SA, 1997, 270 p., ISBN 972-9402-33-7)
(2) Inicialmente as emissões de cédulas não eram datadas, só a partir de 1946 passaram a apresentar data impressa.
(3) As primeiras emissões de cédulas  assinadas pelo Gerente da Filial do Banco Nacional Ultramarino em Macau, foram as de 1920 manuscrita e as seguintes com chancela, como estes exemplares.
(4) – 大西洋國海外滙理銀行 – Daxiyangguo (大西洋國- Grande Reino do Mar do Ocidente); 海外–Haiwai (ultramarino); 滙理- Huili (câmbio);   銀行- Yinghang ou mais conhecido como 大西洋銀行 – Daxiyang Yinghang ( Banco do Grande Reino do Mar do Ocidente)
Em cantonense jyutping: Daai6 sai1 joeng4 gwok3 hoi2 ngoi6 wui6 lei5 ngan2 hong4
Sobre Banco Nacional Ultramarino e um outra nota de UM AVO (N.º 360440) já publicado ver:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/banco-nacional-ultramarino/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/07/10/papel-moeda-macau-i/