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A começar no dia 30 de Setembro de 1960, no Teatro Apollo, com sessões às 14.30, 19.45 e 22.00 horas, o filme

Duelo ao Sol
Duel in the Sun

“Western” em “tecnicolor” de 1946, dirigido por King Vidor, (1) produzido e co-escrito por David O´Seznick, (2) adoptado do romance de Niven Busch. (3)
Um elenco de luxo: Jennifer Jones, Joseph Cotten, ; Gregory Peck, Lionel Barrymore, (4) ; Herbert Marshall, Lillian Gish e Walter Huston.
No prólogo do filme inicia-se com a narração de Orson Welles, embora não conste nos créditos.
Jennifer Jones foi indicada ao Óscar por “Melhor Actriz” e Lillian Gish por “Melhor Actriz Secundária”.
(1) King Vidor trouxe à história do “western” uma filmografia muito restrita (apenas cinco títulos) mas extremamente valiosa. Todos os seus westerns são obras complexas e difíceis e “Duelo ao Sol” é frequentemente considerado como o primeiro western moderno.
“Billy the Kid” (“O Vingador”)(1930)
“The Texas Rangers” (“Legião de Atiradores”)(1936)
“Northwest Passage” (“A Passagem do Noroeste”)(1940) – filme que Vidor não acabou por causa de divergências com os produtores
“Duel in the Sun” (“Duelo ao Sol”)(1948)
“Man without a Star” (“Homem sem rumo”)(1955)
Movida por uma inspiração religiosa (pertencia à seita religiosa «Christian Science» toda a sua obra se baseia na tensão de pontos extremos, exalta com idêntico fervor os encantos da vida simples e os excessos da paixão mais violenta.
(2) O outro argumentista foi Olivier H. P. David O´Selznick esperava com essa nova produção repetir o sucesso de «Gone with the Wind» (“E tudo o vento levou”) mas o filme gerou controvérsias pelo alto teor sensual da história e pelo relacionamento dele com Jennifer Jones. Mas obteve ótima bilheteria nos Estados Unidos, arrecadando 11 milhões e trezentos mil dólares no primeiro lançamento e mais com o relançamento de 1954.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Duel_in_the_Sun  
(3) Foi um dos primeiros filmes a ter um álbum de músicas reunindo as composições para a trilha sonora de Dimitri Tiomkin. A RCA Victor incluiu a condução da Orquestra Sinfônica de Boston pelo maestro Arthur Fiedler.
 https://pt.wikipedia.org/wiki/Duel_in_the_Sun 
(4) Excelente papel do inflexível rancheiro paralítico.
Trailers:
https://www.youtube.com/watch?v=W4f-IKxRBTE
https://www.youtube.com/watch?v=OrP_CtoeO9E
https://www.youtube.com/watch?v=nlYjPQhGwoE

Mais uma cédula (1) (danificada, faltando um pequeno pedaço na parte superior e outro menor na parte inferior) do Banco Nacional Ultramarino – Macau, de 20 – vinte avos, de 11 cm x 6 cm de dimensões, com o número 1211047. Autorizado pelo Decreto N.º 35.785 – Lisboa, 6 de Agosto de 1946.
As cédulas de 20 avos foram emitidas em 1942, 1945, 1946 e 1952. A casa impressora foi a litografia ”Hong Kong Printing Press – Hong Kong”, nos anos 194, 1945 e 1946. Em 1952 foi a “Bradbury Willkinson & Co  – Londres”.
Esta cédula de coloração acastanhada com a imagem das “Ruínas de S. Paulo”, tem assinatura do Director da Fazenda (fac-simile) e do Gerente (fac-simile).
Verso de coloração mais arroxeada, com o brasão de armas de Portugal.
(1) Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/category/notafilia/

Mais uma cédula (1), em bom estado de conservação com algumas manchas, do Banco Nacional Ultramarino Macau, este de «50 – CINQUENTA AVOS» (12 cm x 6 cm), com o número: HT 350780H.

Autorizado pelo Decreto n.º 35.785- Lisboa, 6 de Agosto de 1946, foi a última emissão de cédulas com os valores de cinquenta avos (emissões em 1920/1941/1942/1943/1944/1946) (2). Foram emitidas neste valor, 5.000.000

Coloração azulada com imagem dum junco chinês

Inicialmente as emissões de cédulas não eram datadas. A partir de 1946 passaram a apresentar data impressa (emissões de 06/08/1946 e de 19/01/1952)
Esta de 1946 foi assinada pelo Gerente do banco (fac-simile) e pelo Director de Fazenda de Macau (fac-simile)

Verso: coloração diferente, arroxeada com brasão de armas de Portugal

Na sequência da Portaria n.º 5:384, assinada pelo Governador Joaquim Marques Esparteiro e publicado no Boletim Oficial de Macau de 9 de Maio 1953 , estas cédulas foram recolhidas e trocadas por moedas metálicas divisionárias de igual valor.
(1) Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/08/13/papel-moeda-ii-cedulas-do-banco-nacional-ultramari-no-para-macau-um-avo-e-dez-avos/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/07/10/papel-moeda-macau-i/
(2) As emissões desses anos (1920 a 1946) foram impressas em Hong Kong na Litografia «Hong Kong Printing Press (1946) Ltd».

Conferência do Comandante Gabriel Teixeira ( governador de Macau de 5-10-1940 a 23-06-1947)  com os representantes da Imprensa em Lisboa,  realizada no dia 3 de Setembro de 1946, na antiga sala do Conselho do Império, do Ministério das Colónias. Primeira deslocação do Governador a Lisboa após os anos conturbados da Guerra do Pacífico.
Extraído de «BGC» XXII –, n.º 254/255, 1946.

Duas cédulas de DEZ AVOS e uma de UM AVO emitidos pelo Banco Nacional Ultramarino, (1) não datadas (2) e manualmente assinadas (3)

大西洋國海外滙理銀行 (4)

As duas cédulas de DEZ AVOS foram emitidas em 1920 (esverdeada) e a outra com a mesma tonalidade, entre 1941 – 1945 dado que a emissão de 1946 já apresentava a assinatura do Gerente do banco e do Director.

Cédula – DEZ AVOS N.º 122262 (9,8 cm x 5,5 cm) de 1920
Razoável estado de conservação
Cédula – DEZ AVOS N.º 122262 (9,8 cm x 5,5 cm) – verso
Cédula – DEZ AVOS N.º 147788 (9,8 cm x 5,5 cm) de
Razoável estado de conservação, com manchas
Cédula – DEZ AVOS N.º 147788 (9,8 cm x 5,5 cm) – verso
Cédula – UM AVO N.º 707244 (7,4 cm x 4,1 cm)
De cor castanha com assinatura do mesmo gerente (não legível) do publicado em (1), de 1942
Razoável estado de conservação.
Cédula  – UM AVO N.º 707244 (7,4 cm x 4,1 cm) – verso

(1) Denominam-se cédulas os documentos de papel emitidos em representação das moedas metálicas divisionária e de trocos. Na cunhagem destas moedas eram utilizados metais inferiores como o cobre, o níquel ou ligas destes metais tendo geralmente um valor nominal inferior ao real ou intrínseco.
Quando o custo destes metais subiu demasiadamente, como aconteceu durante e depois da I Grande Guerra Mundial (1914-1918) a fim de se evitarem as despesas da cunhagem daquelas moedas recorreu-se, em Portugal, à estampagem de cédulas às quais foi conferido curso legal.
Em 1919, a falta de moeda para trocos provocou em Macau uma situação crítica que levou o Governo do Território a introduzir pela primeira vez, no meio circundante local, este instrumento monetário – as cédulas. Foi então decidido emitir cédulas de 5, 10 e 50 Avos.
As cédulas deixaram de ser emitidas com o aparecimento em 1952 das primeiras moedas privativas de Macau e assim progressivamente foram recolhidas todas até 1953.
(Emissões de Papel-Moeda do banco Nacional Ultramarino Para Macau. Banco Nacional Ultramarino SA e Chaves Ferreira, Publicações, SA, 1997, 270 p., ISBN 972-9402-33-7)
(2) Inicialmente as emissões de cédulas não eram datadas, só a partir de 1946 passaram a apresentar data impressa.
(3) As primeiras emissões de cédulas  assinadas pelo Gerente da Filial do Banco Nacional Ultramarino em Macau, foram as de 1920 manuscrita e as seguintes com chancela, como estes exemplares.
(4) – 大西洋國海外滙理銀行 – Daxiyangguo (大西洋國- Grande Reino do Mar do Ocidente); 海外–Haiwai (ultramarino); 滙理- Huili (câmbio);   銀行- Yinghang ou mais conhecido como 大西洋銀行 – Daxiyang Yinghang ( Banco do Grande Reino do Mar do Ocidente)
Em cantonense jyutping: Daai6 sai1 joeng4 gwok3 hoi2 ngoi6 wui6 lei5 ngan2 hong4
Sobre Banco Nacional Ultramarino e um outra nota de UM AVO (N.º 360440) já publicado ver:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/banco-nacional-ultramarino/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/07/10/papel-moeda-macau-i/

Extraído de BGU, XL, 471/472, 1964.
NOTA: AlexanderMessing-Miezejewski, foi posteriormente, Director da Divisão de Drogas e  Narcóticos e depois, “chief of the representation and liaison unit of the Office for Inter-Agency Affairs and Co-Ordination of the UN”, entre 1969 -1977.
Da leitura do livro “ O Centro de Recuperação Social da Ilha da Taipa em Macau“ (1) do Major Sigismundo Revés, comandante da Polícia de Segurança Pública de Macau e do médico neuropsiquiatra dos Serviços de Saúde e Higiene que trabalhou em Macau de 1957 a 1966, Dr. Alberto Cotta Guerra, recolho as seguintes informações.

A assistência aos toxicómanos em Macau foi oficialmente iniciada em Dezembro de 1946 após publicação da Portaria n.º 4075, deste mês e ano do Encarregado do Governo Samuel da Conceição Vieira.
Até essa data, os doentes eram tratados nos hospitais da cidade – em maior número no Hospital do Governo – sempre que voluntariamente procuravam os serviços médicos ou que, em regime prisional, a iniciativa da assistência dispensada partia das autoridades.
Com a regulamentação estabelecida pela citada portaria, visando já um programa de saneamento social, foram criados dois Centros de Tratamento para Toxicómanos: um no Hospital Conde S. Januário (Hospital do Governo) e outro na Cadeia Pública.

A entrada para o Centro de Recuperação Social.

No primeiro eram assistidos os voluntários e no segundo os doentes cumprindo penas por delitos vários.
Neste regime – entre Janeiro de 1947 e Dezembro de 1960, foram tratados em Macau 6075 toxicómanos, sendo 2326 no Hospital do Governo e 3749 na Cadeia Pública.
A Portaria n.º 4075 foi revogada pela Portaria n.º 6594 de 19 de Novembro de 1960, por S. Ex.ª o Governador de Macau, tenente- coronel do C. E.M. Jaime Silvério Marques, que , por despacho de 17 de Janeiro de 1961, criou uma Comissão destinada a estudar e propor todos os meios de acção necessários à luta  contra o uso ilícito de estupefacientes, tratamento de doentes e sua recuperação social.
Esta Comissão mais tarde deu lugar à criação dum organismo, que foi designado por Centro de Combate à Toxicomania, pelo Despacho n.º 19/61, de 28 de Agosto de 1961, publicado no Boletim Oficial de Macau, n.º 36, de 9 de Setembro de 1961.
Neste despacho faz referência (n.º 2, alínea c, n.º 2: Orientar a acção do Centro de Recuperação Social no combate à toxicomania) ao Centro de Recuperação Social, que substitui o Abrigo de Mendigos e Vadios (2) existente na ilha da Taipa, que fora criado pela Portaria n.º 5529, de 20 de Fevereiro de 1954.

O edifício onde estava instalado o Centro de Recuperação, na Ilha da Taipa.

(1) REVÉS, Major Sigismundo; GUERRA, Dr. Alberto Cotta – O Centro de Recuperação Social da Ilha da Taipa em Macau, Agência-Geral do Ultramar, Lisboa, 1962, 45 p., 22.5 cm x 16 cm.
(2) A criação de um centro de apoio e abrigo de vadios e mendigos, a título experimental, na Ilha da Taipa foi em 08 de Setembro de 1951 (Boletim Oficial n.º36, Portaria n.º 4:998)
A Portaria n.º 5529, de 20 de Fevereiro de 1954, cria o Abrigo de Mendigos e Vadios, com sede na Ilha da Taipa, destinado a albergar todos os indivíduos maiores de 16 anos, sem meios de subsistências, que não tenham modo de vida ou residência na província e se entreguem à prática de mendicidade ou à vadiagem nas vias e lugares públicos.
Este este mesmo «Abrigo de Mendigos e Vadios» passa a ser, em 20 de Maio de 1961, o «Centro de Recuperação Social» (1) sob a responsabilidade do Corpo de Policia de Segurança Pública de Macau (Boletim Oficial n.º 20).
Ver anteriores referências ao Centro
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/centro-de-recuperacao-social-da-taipa/

Continuação dos rótulos de embalagem de panchões da Fábrica Iec Long, da Taipa (1) (2)
Rótulo de embalagem de panchões da marca «Flying Wheel» manufacturados para exportação pela Fábrica de Panchões Iec Long (utilizado pela primeira vez no final de 1940)

Verso do Ex-libris anterior

Rótulo embalagem de panchões da marca «Children» manufacturados pela Fábrica de Panchões Iec Long (marca consolidada em 1946)

Verso do Ex-libris anterior

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/07/03/rotulos-de-embalagem-de-panchoes-da-fabrica-iec-long-i/ 
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/07/06/rotulos-de-embalagem-de-panchoes-da-fabrica-iec-long-ii/