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Extraído de «MBI», IV-75 de 15 de Setembro de 1956, p. 13-14

O Encarregado do Governo durante o jantar oferecido ao Comandante e oficiais do «João de Lisboa»

Anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/aviso-joao-lisboa/

Comemorações do “5 de Outubro” em Macau, no ano de 1956 – 46.ª aniversário da implantação da República Portuguesa.

Na tribuna de honra, erguida em frente do Palácio do Governo, à Praia Grande, viam-se, à frente, o Encarregado do Governo, Brigadeiro João Carlos G. Q. de Portugal da Silveira, e o Capitão dos Portos, Comandante José Coutinho Garrido. Na segunda fila, da esquerda para a direita, o Deputado por Macau à Assembleia Nacional, Dr. Alberto Pacheco Jorge, o Bispo da Diocese, D. Policarpo da Costa Vaz e o Juiz de Direito da Comarca, Dr. Luís Sebastião Rodrigues Ribas.

Soldados africanos marcham, garbosos e em continência, perante a tribuna de honra, durante o desfile militar do dia 5 de Outubro
Após a parada militar, desfilaram também, em frente da tribuna de honra, os castelos da Mocidade Portuguesa que haviam prestado guarda de honra ao Encarregado do Governo
Nos cumprimentos ao Presidente da República, por intermédio do Encarregado do Governo, estiveram presentes, além do Deputado por Macau à Assembleia Nacional, do Bispo da Diocese e do Juiz de Direito da Comarca, os membros do Corpo Consular e do Conselho do Governo, Chefes de Serviços, funcionários, representantes de associações chinesas e da imprensa e muitas outras entidades portuguesas, chinesas e estrangeiras.
Um aspecto da recepção que se realizou, na tarde do dia 5 de Outubro, no Palácio do Governo, à Praia Grande, e a que acorreram as mais destacadas individualidades, portuguesas, chinesas e estrangeiras, da sociedade de Macau. Notou- se a presença de muitas senhoras que, em suas “toilettes” vistosas, deram ao ambiente uma nota de elegância e distinção.

Artigo não assinado e fotos extraídos de «MBI», IV-77, 15OUT1956, pp.8-10

Os Serviços Militares de Macau organizaram o Campeonato Militar de Natação , na Piscina Municipal, nos dias 6 e 7 de Outubro de 1956 (1)
Assistiram às provas desse campeonato, o Encarregado do Governo, Brigadeiro João Carlos Guedes Quinhones de Portugal da Silveira, os oficiais superiores do Exército, comandantes e oficiais das diferentes unidades e grande número de elementos militares e civis.
O prémio da equipa melhor classificada foi atribuída ao Batalhão de Caçadores n.º 2, seguido da Formação do Quartel General e da Artilharia.

Atletas desfilando perante o Encarregado do Governo e Comandante Militar de Macau, Brigadeiro Portugal da Silveira.

Disputaram-se várias provas de que saíram vencedores os seguintes nadadores:
50 metros, livres: 1.º – 1.º cabo n.~1192, do ABA, seguido do soldado n.º 1609, do ECM, e do alferes Martins, do BC2
50 metros, costas: 1.º – 1.º cabo 1192, do ABA, seguido do alferes Costa, do BC2,  e do 1.º cabo 611, do QG.
50 Metros, bruços: 1.º – tenente Pessanha, do ABA, seguido do soldado 1836, do QG, e do 1.º cabo 310, do BC2.
100 metros, livres: 1.º-  soldado 1435, do ECM, seguido do alferes Branquinho, do BC2, e do soldado 1998, do QG.
100 metros, costas: 1.º – 1.º cabo 1192 do ABA, seguido do alferes Costa, do BC2, e do 1.º cabo 395, do QG.
100 metros, bruços: 1.º – 1.º cabo 310, do BC2, seguido do tenente Melo, também do BC2,  e do soldado 1836, do QG.
200 metros, livres: 1.º – 1.º cabo 1065, do BC2, seguido do 1.º cabo 1481, do ECM, e do soldado 1998, do QG.
200 metros, bruços: 1.º – soldado 1836, do QG, seguido do soldado 1855, também do QG, e do 1.º cabo 858, do ABA.
A estafeta 3×100 foi ganha pela equipa do ABA e a de 4×100 foi ganha pela equipa do BC2.
(1) Extraído de «MBI» IV-77, 15OUT1956

 “BEST WISHES FOR A MERRY CHRISTMAS AND HAPPY NEW YEAR”
Club Chinês de Ténis de Macau

Cartão de Boas Festas endereçado a um dos sócios (Fellow-Member) e família do “Club Chinês de Ténis de Macau” na década de 50.
O “Clube Chinês de Ténis de Macau”  (1) fundada no princípio da década de 50 (séc. XX) ficava na Estrada da Areia Preta (sede: edifício «Macau Industrial Ltda») junto à antiga fábrica da “Coca-Cola” que, nessa década, teve um grande incêndio.
Na ano 1956-57, a Direcção era constituída por:
Presidente – Lee Po Tin (membro fundador que se manteve mais de uma década nesta função) (2)
Secretário Dr. Lam Tin Kwan
Tesoureiro – Chan Lam
Vogais – Fong Kin Tak e Allen Brook
(1) Ver anterior referência em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/clube-chines-de-tenis/
(2) “AGOSTO DE 1956 – A Direcção do «Ténis Chinês» de que é presidente o conhecido desportista Lee Pou Tin, esteve no palácio do Governo, à Praia Grande, a apresentar cumprimentos a Sua Exa. O Encarregado do Governo, Brigadeiro João Carlos G. Q. de Portugal Silveira que desejou àquela jovem agremiação os maiores êxitos nas suas actividades a bem do desporto” (MBI IV-74, 1956)

A Delegação de Macau do Círculo de Cultura Musical, que foi fundada em 1952 a quando da visita do então Ministro do Ultramar, Comandante Sarmento Rodrigues, iniciou mais uma temporada artística no dia 21 de Novembro de 1956, apresentando no Concerto inaugural a jovem e talentosa pianista italiana Annarosa Tadei.
O recital que teve a presença do Encarregado do Governo, Brigadeiro João Carlos G. Q. de Portugal da Silveira, realizou-se no Teatro D. Pedro V perante numerosos sócios da agremiação cultural.
O programa que Annarosa Tadei executou no seu concerto em Macau mereceu o completo agrado de quantos a escutaram e se deleitaram com a sua apurada técnica e sentido interpretativo, nomeadamente na Sonata Op. 53 em Dó («Waldstein»), de Beethoven , nos Seis Prelúdios  de Chopin, e na Rapsódia Húngara n.º 6, de Liszt.
Annarosa Tadei, (1918-2011) artista pianista italiana, aluna de Alfredo Casella (a última aluna da sua escola), foi a discípula predilecta do célebre pianista e professor Alfred Cortot (discípulo de Maurice Ravel) que conheceu depois da guerra em 1947 (após falecimento de Alfredo Castella). Uma carreira artística invulgar em concertos e participando em orquestras sinfónicas prestigiosas em todo o mundo e alguns álbuns gravados (após 1951). Em 1976 devido a problemas com os pulsos das mãos deixou de actuar em público tornando-se professora e membro de júris de importantes competições de piano (foi membro do júri duma competição em Hong Kong em Janeiro de 2007).
https://www.naxos.com/person/Annarosa_Taddei/38972.htm

http://www.vintageadbrowser.com/celebrities-ads-1960s/4 

Uma entrevista com a pianista em
https://www.youtube.com/watch?v=yapJ4KHTE24&list=PLF578D713728FD094&index=1
(1) «MBI» IV-80, 1956.

A distribuição dos prémios do III Grande Prémio de Macau, realizou-se no Teatro D. Pedro V, na noite do dia 4 de Novembro, em sessão solene presidida pelo Encarregado do Governo que entregou os prémios aos vencedores das diversas provas.

Um aspecto da plateia do Teatro D. Pedro V durante a sessão solene para a distribuição dos prémios

O vencedor absoluto ganhou a monumental Taça «Governador de Macau» e o prémio monetário, na importância de $3.000,00 patacas.
Ao 2.º e 3.º classificados forma distribuídas taças da classificação geral e os prémios monetários, nas importâncias, respectivamente, de $ 1.5000, 00 e $ 750,00 patacas.
Além destes prémios, foram ainda distribuídas taças aos 1.º e 2.º classificados de cada classe.

Douglas Steane e Mário Lopes da Costa cumprimentando-se mútuamente
O Encarregado do Governo entregando a taça a Robert Ritchie

Usaram da palavra o Dr. António Nolasco da Silva, Delegado em Macau do Automóvel Clube de Portugal, que agradeceu aos concorrentes a sua participação nas provas do III Grande Prémio de Macau e a todas as entidades, oficiais e particulares,  o seu contributo para a realização duma iniciativa de tão grande vulto e o encarregado do Governo que salientou o êxito da organização e felicitou quantos para ele contribuíram , muito especialmente os volantes que tomaram parte nas diversas provas.

Um aspecto do jantar de homenagem aos desportistas que tomaram parte no III Grande Prémio de Macau

Pouco depois de terminar a sessão solene para a distribuição dos prémios, realizou-se, no salão de honra de Clube de Macau, um jantar de homenagem aos desportistas que tomaram parte no III Grande Prémio de Macau.
Retirado de «MBI» IV-79, 1956
Anteriores referências ao III Grande Prémio de Macau
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/iii-grande-premio-de-macau/

Continuação do relato do “III GRANDE PRÉMIO DE MACAU” (1) iniciado na postagem de ontem, dia 3 de Novembro.(2)
A manhã de domingo, dia 4 de Novembro, despontou um tanto enovoada, fazendo prever que não se teria o mesmo bom tempo da véspera.
E de facto, uma chuva miúda e impertinente veio prejudicar o desenrolar da grande prova quando esta se encontrava na sua melhor fase.
Com a pista ainda molhada, pois tinha estado a chover na noite anterior, os automobilistas inscritos na grande corrida começaram a treinar muito cedo. No treino do dia anterior, os melhores tempos foram obtidos pelo «Mercedes 190SL» de Douglas Steane (n.º 6) (3m 46s), «Ferrari Mondial» de Mário Lopes da Costa (n.º 16) (3m 49s) e «Austin Healey M.» de Robert Ritchie (n. 21) (3m 52s).
Os 18 carros que entraram na pista

Antes da corrida todos os volantes foram apresentados ao Encarregado do Governo, Brigadeiro Portugal da Silveira
Os carros alinhados na pista antes de ser dado o sinal de partida

Pela ordem dos melhores tempos obtidos no treino do dia anterior foram colocados na pista em 7 filas, com a seguinte distribuição:
Às 12 horas precisas, o Encarregado do Governo, Brigadeiro João Carlos Quinhones de Portugal da Silveira deu sinal de partida coma Bandeira Nacional.
Apesar da chuva, à volta do Circuito dezenas de milhar de espectadores não abandonaram os seus lugares. Desses milhares, cerca de 10 mil turistas tinham vindo de Hong Kong propositadamente para assistirem às provas.
À 13.ª volta, começaram a sentir-se umas gotas de chuva, o que obrigou os carros a diminuir sensivelmente a velocidade. Na 17.ª volta, um acidente grave que não trouxe contudo consequências funestas.
O «MG-A» (n.º 31) de P. Molyneux, embateu contra a muralha na Praia de Cacilhas sofrendo grandes danos quer na carroçaria quer no motor. O volante partiu-se em dois bocados, enquanto o condutor, com ligeiros ferimentos, chegou a perder os sentidos. Conduzido ao hospital, numa auto-ambulância, ali recebeu os necessários tratamentos.
Na 34.ª volta, o «Mercedes 190 SL» n.º 6, que seguia, em primeiro lugar, com 2 voltas de avanço do «Ferrari Mondial» n.º 16, sofreu um acidente, indo o carro embater contra a guarita do Posto Fiscal colocada na extremidade da Avenida (então denominada) Dr. Oliveira Salazar, defronte do Quartel de S. Francisco. Parou nos poços, onde perdeu cerca de 3 minutos para receber beneficiações e reentrou depois na pista , com apenas uma volta de avanço sobre o «Ferrari».
Entretanto, o «Ferrari» n.º 16 sofreu por sua vez um acidente talvez mais grave ainda que o do «Mercedes», o que levou a perder mais de 5 minutos nos poços. Dum embate contra umas árvores, próximo do Quartel de S. Francisco, resultou grande estrago de carroçaria. A porta do lado esquerdo teve de ser arrancada. Lopes da Costa não desanimou e voltou à pista tão depressa os mecânicos o largaram. Na pista entrou em 6.º lugar mas ainda conseguiu atingir a 2.ª posição.
Apenas 12 carros completaram as 60 voltas, número mínimo de voltas que cada carro tinha de fazer para se classificar na prova.
O «Femcar» n.º 5, embora tivesse perdido uns preciosos minutos nos poços, continuou na prova, assim como o n.º 21, «Austin-Healey M» de Ritchie, que embora com o motor avariado, não abandonou a prova.
Lopes do Costa, sem esperanças já de apanhar o carro de Steane, ainda no comando ultrapassa entretanto na 69.ª volta, o seu compatriota Macedo Pinto, n.º 11 e vai colocar-se em 2.º lugar.
A Grande corrida termina com 77.ª voltas feita pelo «Mercedes 190 SL» conduzido Douglas Steane, sargento do Exército britânico e o 2.º classificado na prova do ano passado.
A Classificação final foi a seguinte

NOTA MUITO ESPECIAL:
O que mais entusiasmou o público neste Grande Prémio foi a condução do americano George Baker no seu «Ford Thunderbird» (n.º 2) que tendo partido da grelha da 3.ª fila manteve-se após partida o 7.º lugar, sempre com uma calma admirável e grande perícia fazendo autênticas acrobacias como o seu carro que já era de mudanças automáticas. Ao mesmo tempo, durante a prova, teve tempo de comer sanduíches, beber café e ouvir o relato da corrida transmitida pela emissora «Vila Verde», num aparelho portátil colocado sobre os joelhos. Era com este desportivismo, autêntico amadorismo e também humorismo que os primeiros grandes prémios decorriam para gáudio do público presente.
(1) Retirado de «MBI» IV-79, 1956
(2) Anteriores referências ao III Grande Prémio de Macau
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/iii-grande-premio-de-macau/

A chegada a Macau dos carros que iam participar nas corridas, durante a semana anterior ao de um «Grande Prémio de Macau» (nas décadas de 50, 60, 70)  atraia sempre às ponte-cais dos barcos da carreira Macau-Hong Kong, de grande número de curiosos, além dos membros da Comissão Organizadora do Grande Prémio e de representantes da imprensa, para ver os carros a serem “descarregados” (içados dos barcos ou batelões para a ponte cais). Os carros iam depois para as Oficinas Navais para aí serem inspecionados e estacionados até às corridas.

Na foto, vê-se C. F. Pope, de Singapura, a tirar o seu carro n.º 22 «Jaguar XK 140» do barco Fat Shan.

O III Grande Prémio de Macau realizou-se nos dias 3 e 4 de Novembro de 1956 e estavam inscritos um total de 46 carros distribuídos por  5 provas (prova de principiantes; prova de senhoras; prova de 100 milhas «handicaps»; corrida por equipa e III Grande Prémio de Macau).

Lista dos carros e concorrentes

Os prémios foram entregues aos vencedores respectivos, em sessão solene realizado no Clube de Macau (Teatro D. Pedro V) , no dia 4, às 20 horas sob a presidência do Encarregado do Governo, Brigadeiro João Carlos Quinhones de Portugal da Silveira. Após a distribuição dos prémios realizou-se um Jantar de Gala, também no Clube de Macau coma assistência de 200 pessoas.

Extraído de «Macau Boletim Informativo», IV-78, 1956.

O Almirante Joaquim Marques Esparteiro (1895-1976) foi nomeado Governador de Macau a 12 de Setembro de 1951 tendo tomado de posse no Ministério do Ultramar no 8 de Outubro do mesmo ano. Toma posse efectiva do cargo em Macau em 23 de Novembro de 1951. (1)

O Governador, Almirante Joaquim Marques Esparteiro passando revista à guarda de honra
O Governador e o Encarregado do Governo assistem ao desfile da guarda de honra

Em 16-06-1956 foi nomeado encarregado de Governo na ausência do Governador Marques Esparteiro, o brigadeiro João Carlos Guedes Quinhones de Portugal Silveira (B. O. N.º 24 de 16 de Junho). Tomou posse no dia 22 de Junho de 1956.
O novo Governador Pedro Correia de Barros chegou no dia 7 de Março de 1957 no aeroporto «Kai Tak», em Hong Kong e seguiu para Macau no dia seguinte a bordo do «Gonçalves Zarco» e tomou posse a 8 de Março de 1957. (2)

O Governador e Esposa despediram-se, uma a uma, de todas as pessoas que enchiam a ponte-cais.
O Governador dá o abraço de despedida ao Dr. Pedro José Lobo.
O Governador e esposa recebem da amarada os cumprimentos de despedida.
(1) Informações e fotos retirados de  «MACAU B. I. III-70, 1956.
(2) BGU XXXIII-381, Março de 1957.

“A pequenina mas pitoresca e aprazível Vila da Taipa registou este ano a maior enchente de excursionistas de que há memória nos anais da sua vida, ao receber no dia 22 de Julho de 1956, (1) milhares de pessoas que ali se deslocaram para assistir à festividade de Nossa Senhora do Carmo e atraídas por um cartaz recreativo-desportivo realmente prometedor” (2)
O Festival foi organizado pela Junta Local das Ilhas (Presidente: Administrador Alberto Maria da Conceição), com o contributo dos Serviços Militares, dos Serviços de Marinha, do Clube Náutico de Macau e da Mocidade Portuguesa e reverteu o lucro aos pobres do Concelho das Ilhas.
O programa das festas estava dividida em três partes: religiosa, desportiva e recreativa.
Parte religiosa:
Presidiu a todas as cerimónias litúrgicas o Bispo da Diocese, D. Policarpo da Costa Vaz que celebrou a missa e administrou o Sacramento da Confirmação, tendo assistido a Encarregado do Governo, Brigadeiro João Carlos Guedes Quinhones de Portugal e Silveira, acompanhado de todas as altas individualidades civis e militares. A parte musical esteve a cargo da capela de Santa Cecília do Seminário de S. José.

MBI III-72 22JUL1956 Procissão N. S. Carmo ISaiu a procissão que percorreu o itinerário do costume com alunos e professores de Colégios Católicos e um grupo de Catequistas à frente.
MBI III-72 22JUL1956 Procissão N. S. Carmo IINa Igreja de Nossa do Carmo, em lugar de honra, o Encarregado do Governo, Brigadeiro João Carlos G. Q. de Portugal da Silveira.
MBI III-72 22JUL1956 Procissão N. S. Carmo IIIOs professores dos Colégios Católicos que concluíram o curso de catequistas (3) com os seus diplomas. A direita da foto, o pároco da Taipa, o cónego António André Ngan

Parte desportiva:
O Festival desportivo efectuou-se na Praia da Aviação e na Avenida da Praia, que estava engalanada e iluminada, à guisa de arraial.
O programa consistia em:
prova de regatas disputadas entre os velejadores do Clube Náutico de Macau e os da Mocidade Portuguesa nas classes «Redwing» e «Moths». Venceu na classe «Redwings» o Clube Náutico e na de «Moths», a Mocidade Portuguesa.
natação
corrida de barcos-dragão que foi disputada por duas equipas de 24 homens do mar representando uma os marítimos da Ilha da Taipa e a  outra os da Ilha de Coloane. Esta prova desenrolou-se ao largo da baía que se estendia  em frente ao antigo Hangar dos Aviões. Venceu a equipa representativa da Taipa.
prova de ciclismo dividida em duas categorias: bicicletas de passeio e bicicletas de corrida. As provas puderam ser seguidas pela multidão, nas várias etapas, pelos relatos dum «Posto de Rádio» cedido pelos Serviços Militares e montado e dirigido por praças da Companhia de Engenharia estacionadas na Ilha.
corrida da «maratona» com um elevado número de concorrentes que percorreram as ruelas e carreiros da Vila da Taipa.
Após a maratona foram distribuídos os prémios (taças e medalhas) aos vencedores pelo Presidente do Concelho dos Desportos, Major Barata da Cruz e D. Celestina da Conceição (esposa do Administrador das Ilhas).
Organizou e dirigiu o certame de natação, as provas de ciclismo e a corrida da «maratona» , o conhecido desportista e jornalista Leonel dos Passos Borralho.(4)
Parte recreativa:
Principiou com uma secção de ginástica com arma, na praia da aviação executada por um «pelotão eléctrico» da 2.ª Companhia do B. C. 1 orientado pelo capitão Abel de Almeida, coadjugado pelo furriel Rodrigues.
Orfeão Indígena: constituído por praças da B. A. A. L. 8,8, dirigido pelo alferes Morgadinho. Presenteou os ouvintes com alguns cantos em português e landim.
Grupo musical «Negro-Rubro» este agrupamento musical actuou durante meia hora números do seu vasto reportório.
Batuque (19h30) : Oa praças do B. C. 1 levaram a efeito na Avenida da Praia curiosas exibições desta singular dança africana.
Dança do leão e ginástica chinesa (22h00) no adro da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, os grupos do «Leão Acordado, Cheng Nin», de Macau e «Chin I Sé»  da Ilha da Taipa travaram entre si uma interessante luta simbólica que só terminou quando ambos caíram exaustos, frente a frente, fitando-se de juba erguida à espera cada qual que o seu inimigo fosse o primeiro a propor as tréguas.
Fogo de artifício  chinês (22h30) – na praia da Aviação sessão de fogo de artifício chinês gratuitamente fornecido e queimado pelas conhecidas fábricas de panchões «Kuong Heng Tai» e Kuong Un», estabelecidas na Ilha da Taipa.
(1) De acordo com o calendário litúrgico, a festa de Nossa Senhora do Carmo ocorre no dia 16 de Julho, no entanto, a sua realização tem lugar no domingo mais próximo dessa data.
(2) Informações e fotos de MACAU Bol Inf, 1956.
(3) Curso de catequista patrocinado pelo Dr. Pedro José Lobo que ofereceu à escola paroquial «D. João Paulino», um gravador eléctrico «Brunding».
(4) Sobre Leonel Borralho ver:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/02/27/noticia-de-27-de-fevereiro-de-1954-a-proposito-da-liberdade-de-imprensa/