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No dia 1 de Junho de 1982, iniciou a sua actividade, o «Cineteatro Macau» com 3 ecrans, remodelação do antigo Teatro/Auditório Diocesano, (1) junto ao Colégio de Santa Rosa de Lima, com a exibição do filme «Somewhere in time», (2) de produção britânica. Na sessão inaugural teve a presença do governador Almeida e Costa e de numerosos convidados.  

O« Cineteatro Macau» passou a ter três sessões diárias, com mais uma sessão aos sábados e domingos, dedicada aos estudantes e com preços reduzidos. Teve, ainda, sessões gratuitas no primeiro domingo de cada mês, com exibição de filmes do grupo «A», para todos, dedicadas aos estudantes. (3)   

(1) 1974 – Macau possui um teatro (D. Pedro V) com 360 lugares; 8 Cineteatros com um total de 8 934 luares e uma sala de espectáculos recente, o Auditório diocesano com 1200 lugares.

O Auditório Diocesano junto ao Colégio de Santa Rosa de Lima foi inaugurada a 1 de Novembro de 1972, tendo a lápide inaugural do Auditório Diocesano sido descerrada pelo Adjunto Particular do Secretário das Nações Unidas para os assuntos de emigração, Sr. Francis Kellog, A Diocese de Macau dispôs para o efeito de um subsídio de US $ 6 000 da «Catholic Relief Services» (3)

 (2) «Somewhere in time», filme romântico, de 1980, dirigido por Jeannot Szwarc com argumento de Richard Matheson (baseado no seu romance de 1975,“Bid Time Return”) e com os actores: Christopher Reeve, Jane Seymour, e Christopher Plummer. O filme é conhecido pela partitura musical composta por John Barry, (4) tocada pelo pianista Roger Williams. (https://en.wikipedia.org/wiki/Somewhere_in_Time)

(3) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume II, 2015, pp. 383, 388 e 432) e «Macau82 Jornal do ano primeiro semestre». GCS, 1982, P. 129

(4) John Barry (1933 – 2011), compositor britânico e director de orquestra (maestro). Compôs para mais de 100 películas e programas televisivos e mais conhecido pelos 11 filmes da série de James Bond: «Dr. No»,« From Russia with Love», «Goldfinger», «Thunderball», «You Only Live Twice», «On Her Majesty’s Secret Service», «Diamonds Are Forever», «The Man with the Golden Gun», «Moonraker», «Octopussy», «A View to a Kill«, e «The Living Daylights».

Trailers: https://www.youtube.com/watch?v=o36EXzADXWc https://www.youtube.com/watch?v=egsrQ_ZkqRg

Na esplanada da Gruta de N. Sra. De Lurdes, na Penha, existia, mesmo ao centro, uma lápide de mármore, (1) contendo duas placas de cobre; na placa superior, as armas de D. João Paulino com o seu nome e as palavras: Adveniat Regnum tuum; na inferior, esta inscrição: (2)

Na parte inferior: O CABIDO DA SÉ CATEDRAL DE MACAU OFERECE E DEDICA ESTE MONUMENTO

Na parte superior: TRANSLADADO EM 6-2-1923 PARA A VILA DAS LAGES DO PICO – AÇORES

D. João Paulino de Azevedo e Castro nasceu a 4 de Fevereiro de 1852 na Vila das Lages do Pico, Açores, sendo filho de Amaro Adriano de Azevedo e Castro e de Maria Albina Carlota de Bettencourt. Terminados os estudos em Coimbra, licenciou-se em teologia na Universidade em Julho de 1879, sendo ordenado sacerdote em Angra a 31 de Agosto desse ano. Leccionou no Seminário de Angra, de que foi nomeado reitor em 1888; confirmado bispo de Macau por Leão XIII a 9 de Junho de 1902, foi sagrado a 27 de Dezembro; partiu de Lisboa a 23 de Março de 1903, chegando a Macau a 4 de Junho (trouxe consigo o seminarista teólogo José da Costa Nunes, que ficou a estudar no Seminário). Por provisão de 17 do mês seguinte fundou o «Boletim do Governo Eclesiástico da Diocese de Macau»

A 17 de Novembro de 1903, recebeu as Franciscanas Missionárias de Maria, a quem confiou o Colégio de S. Rosa de Lima; a 13 de Fevereiro de 1906, recebeu os Salesianos, a quem confiou o Orfanato da Imaculada Conceição. Em 1907-1908, conseguiu que as Missões Estrangeiras de Paris cedessem à Diocese de Macau a Missão de Shiu-Hingem troca da Missão de Hainão. Em 1917, publicou o livro intitulado «Os Bens das Missões Portuguesas na China», colectânea de artigos aparecidos no «Boletim Eclesiástico da Diocese». Faleceu na residência da Penha, em Macau a 17 de Fevereiro de 1918.(3)

(1) Esta lápide desapareceu do sítio durante a guerra sino-japonesa.

(2) Tradução: «Cristo, Alfa e Ómega. Aqui jaz D. João Paulino de Azevedo e Castro, bispo de Macau, homem dotado de profunda piedade para com Deus, insigne pela integridade de costumes, merecedor do amor e louvor da Pátria, o qual faleceu em Macau a 17 de Fevereiro de 1918. A paz seja contigo, bem como a alegria dos Santos (os gozos celestes)»

(3) Retirado de TEIXEIRA, P. Manuel – A Voz das Pedras de Macau, 1980, pp.82-83

Extraído de «MBI» IV-78, 31 de Outubro de 1956, p. 16

Autor não identificado, sem data, do  Instituto de Investigação Científica Tropical, Agência Geral de Ultramar, Copyright Arquivo Histórico Ultramarino
https://actd.iict.pt/view/actd:AHUD21581

A escola infantil (1) que estava na Rua Central até 1933, (2) começou a funcionar no novo edifício construído no Jardim da Flora, no dia 2 de Outubro de 1933, segunda-feira. O projecto foi delineado pelo engenheiro Luís Miranda, (3) que tomou a direcção das obras, sendo estas confiadas ao empreiteiro Choi Lok. Porém a 5 de Maio de 1933, o engenheiro Luís Miranda oficiou à Câmara, dizendo que não sabia a quem entregar a direcção e fiscalização das obras, visto Gastão Borges não querer assumir essa fiscalização e não pretender ele, Miranda, continuar à testa das mesmas, pois estava desligado desse serviço desde 8 de Abril. A Câmara, a 17 de Maio, incumbiu o Dr. José Pereira, (4) da direcção e fiscalização dessas obras com a remuneração mensal de $100,00. Foi este que fez o projecto do muro da vedação.

Após a II Guerra Mundial, foi-lhe dado o nome de Escola Infantil “D. José da Costa Nunes”. Em 1946 (Diploma Legislativo n.º 925 de 1946) torou obrigatório o ensino infantil e primário para todas as crianças desde os 5 aos 14 anos. Em 1997, a Escola sofreu remodelação e ampliação com o projecto de arquitectura de Mário Duque, com o nome de «Jardim de Infância D. José da Costa Nunes», instituição de educação pré-escolar privada sob a tutela da antiga e prestigiada “Associação Promotora da Instrução dos Macaenses”.

A Escola Infantil e o Parque Infantil em 1940

 (1) O 1.º Regulamento do ensino Primário das Escolas de Macau (B.O. n.º 27 de 06-07-1918) estabeleceu no seu art.º 2, duas categorias do ensino; infantil e primário. As classes infantis, eram destinadas à educação e ensino das crianças de 5 a 7 anos.

Extraído de «BOGPM», XVIII, n.º 27 de 6 de Julho de 1918, p. 487

Há uma mesma informação, datada de 27-07-1918 (5) e outra de 1 -11-1923 (6) em que o Leal Senado solicitava ao Governador a cedência temporária do Palacete da Flora e Jardim da Flora para nele se instalar a Escola Infantil até que o Senado mandasse construir um edifício próprio. Mas o Governador Rodrigo Rodrigues em 1923, respondeu não ser possível prever quando o edifício poderia ter aplicação, em virtude de não terem ainda principiado as obras de adaptação do mesmo a Jardim de Infância (criado em Macau – Boletim Oficial n.º 6 de 10-02-1923) que seria instalado no Palácio e Jardim da Flora.

NOTA I – A 26 de Abril de 1923, foi aprovada com 15 valores D. Laura Castelo Branco da Costa Mesquitela no exame de concurso para a vaga de professora da Escola Infantil a cargo do Leal Senado, que instalou a escola na Rua Central.

Extraído de BOGPM XXVIII-n.º 18 de 5 de Maio de 1923, p. 298

Chamo a atenção para este digníssimo júri: Manuel da Silva Mendes, Camilo de Almeida Pessanha, Alfredo Rodrigues dos Santos, Constâncio José da Silva e Carlos Borges Delgado

Extraído de »ANUÁRIO DE MACAU DE 1924», p. 409

No ano lectivo de 1923 a 1924 matricularam-se nesta escola 63 crianças e em 1924-25, 105, sendo o ensino ministrado por 3 professoras. (6)

(2) Padre Teixeira refere que a Escola Infantil funcionava em 1923 provisoriamente na Escola de S. Rosa de Lima, esperando que se realizasse a transferência das escolas centrais (5)

(3) Luís Xavier Correia da Graça e Miranda era engenheiro Adjunto da Direcção dos Serviços das Obras Públicas

Extraído de «Directório De Macau», 1932, p. 513: 1933, p. 506; 1934 p. 447

(4) Extraído de «B. O. C.M»,  n.º 21 de 27 de Maio de 1933, p. 547

(5) A.H.M. – F.A. C. P. n.º 247 – S-E in SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 4, 1997)

(6) TEIXEIRA, Padre Manuel – A Educação em Macau, 1982,p.66

Anteriores referências em https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/01/27/leitura-a-educacao-em-macau-em-1940

Sobre este mesmo tema, aconselho leitura de: SOUSA, Ivo Carneiro de – Jardim de Infância D. José da Costa Nunes 2010-1020 Um Projecto educativo https://www.academia.edu/25549352/Jardim_de_Inf%C3%A2ncia_D_Jos%C3%A9_da_Costa_Nunes_Projecto_Educativo_uma_escola_inclusiva_cooperativa_e_multicultural

Os presépios idealizados e executados pelas filiadas dos diversos centros da Mocidade Feminina de Macau que entraram no concurso do ano lectivo1970/71:

Escola Preparatória do Ensino Secundário do Liceu – Centro n.º 1
Liceu Nacional Infante D. Henrique – Centro n.º 1
Escola Comercial «Pedro Nolasco» – Centro n.º 2
Colégio de Santa Rosa de Lima – Centro n.º 4
Escola Canossa – Centro n.º 5
Escola Canossa – Centro n.º 5
Escola do Magistério Primário – Centro n.º 6

NOTA: No ao lectivo 1970/71, o Comissariado Provincial da Mocidade Portuguesa Feminina tinha a seguinte direcção:
Comissário Provincial – Dra. Fernanda da Mota Salvador
Comissária-adjunta – Margarida Ribeiro
Assistente Eclesiástico – Revdo. Pe. José Barcelos Mendes
Directoras de Centros:

Centro n.1 (Liceu) – Dra. Maria Alice Agostinho
Directora-adjunta do Centro n.º 1 – Dra Celina Pires Afonso
Centro n.º 2 (Escola Comercial) – Albertina do Rosário
Centro N.º 3 (Escola Primária) – Maria de Nazaré Felício
Centro n.º 4 (Colégio Santa Rosa de Lima) – Me. Maria Rafaela da Eucaristia
Centro n.º 5 (Canossianas) – Me. Maria Bessa
Centro n.º 6 (Magistério Primário) – Dra. Ana Maria Amaro

Actividades realizadas pelo governador de Macau Pedro Correia de Barros (governador de 8 de Março de 1957 a 17 de Setembro de 1959), durante o mês de Maio de 1957, cujas fotos foram publicadas no Boletim Geral do Ultramar (1)

Visita do governador à oficina de bordados do Colégio de Santa Rosa de Lima (presença do bispo, D. Policarpo da Costa Vaz)
Aspecto da chegada do governador de Hong Kong, Sir Alexander Grantham, em visita particular ao governador de Macau
O governador Pedro Correia Barros discursando no jantar em sua homenagem oferecido pela comunidade chinesa
Visita do governador com inauguração de vários melhoramentos no edifício da Enfermaria Militar, na Flora

(1) «BGU»,  XXXIII- 304, Junho de 1957.

No dia 9 de Março de 1954, os capitalistas Senhores Ho Yin e Y. C. Liang e alguns empresários mais, em conjunto com a Comissão de Senhoras Pro-construção do “Colégio D. Bosco” levaram a efeito no Teatro Cheng Peng uma noite de ópera chinesa; o espectáculo, dado por profissionais, teve a acompanhá-lo, para melhor transmissão do texto cantado, uma versão escrita em português, nos programas distribuídos.
O produto da venda dos bilhetes (Patacas $ 15 044,00) reverteu como era intenção para a continuação da construção do colégio (inaugurado em 10 de Fevereiro de 1952) que, mesmo inacabado, já alberga e educação de centenas de órfãos.” (1)

A Sr.ª. Dr.ª Laurinda Marques Esparteiro, esposa do Governador, entregando uma taça a uma das principais actrizes chinesas.

Extraído de «BGU» XXIX – 347 – MAIO DE 1954 p. 205.

A Comissão de Senhoras Pro-construção do “Colégio D. Bosco” presidida quando se constitui, pela esposa do governador Albano de Oliveira, D. Helena Cremilda de Oliveira e depois pela D. Laurinda Marques Esparteiro (tendo nessa altura como tesoureira e secretária D.ª Raimunda Faria, esposa do Director da Fazenda, e a D.ª Angelina Pacheco Borges, mãe do então Subdirector do colégio Padre Albino Pacheco Borges) (2) levaram a efeito vários espectáculos, peditórios e festas, em benefício do novo colégio que ainda estava em construção como por exemplo estas referências:
07-07-1951- Realizou-se um animado arraial, no Ténis Militar e Naval em benefício do Colégio D. Bosco de Artes e Ofícios. (3)
17 e 18-03-1954 –Nestes dias realizou-se no Teatro Oriental um espectáculo a favor do fundo da construção do «Colégio D. Bosco por iniciativa do «Sport Macau e Benfica» de que é activo presidente o Sr. Alberto Dias Ferreira (4)
14 de Abril de 1954 – Entregue ao Colégio D. Bosco, para aquisição de instrumentos para a sua oficina, a quantia de patacas $ 440,85, resultante de uma subscrição junto dos alunos do Liceu, da Escola Comercial Pedro Nolasco, dos Colégios de Santa Rosa de Lima e do sagrado Coração e das Escolas Primárias Oficiais e Luso-Chinesa (5)
20-06-1954 – Recital de Canto e Piano no Teatro D. Pedro V a favor do Colégio D. Bosco (6)
20-06-1954 – Recital no Teatro D. Pedro V, da cantora Lígia Pinto Ribeiro, acompanhada pelo Prof Harry Ore. Fins beneficentes, a favor do Colégio D. Bosco) (5).
(1) «M.B.I.», I-15, 1954.
(2) «M.B.I», II -33, 1954.
(3) «MOSAICO» II- 12,1951,
(4) «M.B.I», I-16, 1954.
(5) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Vol. 5, 1998.
(6) «M.B.I» I -21, 1954.
NOTA: Anteriores referências ao Colégio D. Bosco:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/colegio-d-bosco/

Fotografia da festa de Natal de 1958 com os que frequentavam a catequese (portuguesa e chinesa) da paróquia da Sé.
O Bispo da diocese era D. Policarpo da Costa Vaz  高德華.
Creio que o responsável (de costas na foto) era o Padre João Baptista Guterres e o local do encontro foi no auditório do Colégio de Santa Rosa de Lima.

Programa do lançamento da primeira pedra de 4 de Dezembro de 1904, (dimensões: 45,5 cm x 14 cm), dobrável em cinco páginas (cada página de 9 cm x 14 cm), impresso em ambos os lados (tipo álbum de postais) sendo o “exterior”, constituído por 5 “postais”:
1 – colocação do endereço do convidado.
2 – Programa do Lançamento da primeira Pedra (Ordem das Ceremonias, dentro das ruinas da antiga Egreja) para a reconstrução da Egreja de S: PAULO em Macau por Sua Ex.ª Rev.ma o Sr. D. João Paulino d´Azevedo e Castro, (1) Bispo da antiga e histórica Diocese de Macau. Bacharel formado em Theologia pela Universidade de Coimbra. Do Conselho de sua Mejestade Fidelissima o Rei de Portugal. Etc,     etc,     etc.
Domingo, 4 de dezembro de 1904, às 3 horas da tarde.
Ordem das Ceremonias (dentro das ruinas da antiga Egreja)
I – O Bispo revestido de Pluvial e Mitra benze o sal e a agua.
II – Quando o Bispo põe a Mitra o côro canta a Antiphona – Signum salutis e o Psalmo 83 Judica Me, durante o qual o Bispo benze o lugar em volta da Cruz.
3 – continuação da Ordem das Ceremonias:
III – O Bispo benze a PEDRA, e com a colher faz o signal da cruz em cada umas das faces d´ella.
IV – Estende-se um tapete, o Bispo ajoelha e recita a Ladainha de todos os Santos.
V – O Bispo levanta-se e canta uma Oração; toma a colher de prata e o cimento, e entoa a Antiphona Mane Surgens Jacob, que o côro repete, cantando em seguida o Psalmo 50, Nisi Dominus
VI – O Bispo toca a Pedra, coloca-a na terra e asperge-a com agua benta, dizendo o Asperges me e o Psalmo 50, Miserere.
VII – O Bispo asparge agua benta sobre os alicerces e entoa a Antiphona O quam metuendus est locus iste; o côro continua, canta o psalmo 86 Fundamenta e repete a Antiphona. Entretanto o Bispo vae aspergindo uma terça parte dos alicerces.
VIII – O Bispo canta Oremus e uma Oração, depois entoa o Pax eterna; o côro prossegue e o Bispo asperge a segunda terça parte dos alicerces e canta uma Oração.
IX – O Bispo entoa a antífona Bene fundata est e o côro continua e canta o Psalmo 121 – Lactatus sum, no fim do qual repete a Antiphona. Entretanto o Bispo asperge a ultima parte dos alicerces, voltando ao lugar onde está a primeira Pedra. Depois d´isto o Bispo diz uma Oração
X – O Bispo entoa o hymno Veni Creator Spiritus e o côro prossegue. O Bispo ajoelha-se e levanta-se depois do primeiro versículo.
XI – Terminado o Psalmo o Bispo diz duas Orações.
XII – o Rev. Dr. P. António José Gomes pregará um sermão adequado ao acto ao qual seguirá a bênção do Bispo.
4 – O convite em inglês:
Laying of the Foundation Stone for The Reconstruction of St. PAUL´S Church – Macao, by His Lordsship Don João Paulino d´Azevedo e Castro, D. D. (Coimbra University). Bishop of the historical and ancient Diocese of Macao, and Member of the Council of His Most Faithful Majesty, The King of Portugal.
Sunday, 4th December, 1904, at 3 p.m.
5 – em branco
(1) D. João Paulino Azevedo e Castro (1852-1918) foi nomeado Bispo de Macau em 1902. Fundou o «Boletim do Governo Eclesiástico da Diocese de Macau». Convidou as Franciscanas Missionárias de Maria para dirigirem o Colégio de Santa Rosa e os Salesianos a quem confiou o Orfanato da Imaculada Conceição. Faleceu na residência da Penha, sendo sepultado na Gruta de Nossa Senhora de Lourdes. Os seus restos mortais foram posteriormente transladados para a terra natal, Pico, Açores.
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/d-joao-paulino-azevedo-e-castro/
(2) Ver próxima postagem referente ao “Sermão Pregado dentro das ruínas da egreja da Immaculada Conceição”.

Hoje, dia 23 de Agosto celebra-se a festa litúrgica de Santa Rosa de Lima. Amanhã dia 24, do ano de 1617, (precisamente 400 anos ) assinala a morte de Isabel Flores y Oliva, que ficou conhecida como Santa Rosa de Lima, mística da Ordem Terceira Dominicana,canonizada pelo Papa Clemente X em 1671 e a primeira santa nativa da América e padroeira do Peru. (1)

Painel numa coluna á entrada da Catedral Metropolitana de Buenos Aires, tirada em 2016

Em Macau, desde cedo o nome de Santa Rosa de Lima ficou ligada à educação principalmente para órfãs e meninas.
1.º Havia o Recolhimento de Santa Casa da Misericórdia cuja primeira referência aparece num termo do Senado de 26 de Dezembro de 1718 em que atribuía a este Recolhimento a sustentação das Meninas orphaans filhas de Portuguezes , q com o beneplácito do Procurador e mais Irmãons da casa, se fará nella hum recolhimento co mais huma S.ª grave p.r Mestra das Orphaans”
O Recolhimento foi fundado em 1726 sendo provedor de Santa Casa António Carneiro de Alcáçova; foi aprovado por João de Saldanha da Gama, vice-rei da Índia, “com a clausula de que haverá no d.º Recolhimento uma Mestra, que possa ensinar às Orfas as artes de que necessita uma mulher para governar a casa.”
Em 1737, a Santa Casa fechou o Recolhimento por falta de dinheiro. Em 1792, foi fundado por D. Marcelino José da Silva, bispo de Macau (1789-1808) um Recolhimento ou casa de educação para meninas órfãs”. Mais tarde esta Casa tomou o nome de Recolhimento de Santa Rosa de Lima. Em 1848, foi instalado na Casa das 16 colunas (posteriormente Instituto Salesiano) sob a direcção das filhas da Caridade de S. Vicente de Paulo, que no ano seguinte o transferiram para o extinto Convento de S. Agostinho; dali passou para o Mosteiro de S. Clara em 1857; mas em 1865, essas Irmãs saíram de Macau.
Em 1875 o governador José Maria Lobo d´Avila (portaria n.º 23 de 18-02-1875) determinou o seguinte: “ Tendo sua Majestade por decreto de 2 de Outubro de 1856 anexado o recolhimento de Santa Casa Rosa de Lima ao Mosteiro de Santa Clara, a fim de poder ali crear-se uma casa d´educação para o sexo feminino…(…)… Attendendo  a que é de toda a conveniência o acabar o estado excepcional em que ficou o recolhimento de Santa Rosa de Lima depois da extinção de mosteiro de Santa Clara, devendo segundo a letra do supracitado decreto crearse ali uma casa d´educação para o sexo feminino. “

Colégio de Santa Rosa de Lima anexo ao antigo Convento de Santa Clara em 1956

A direcção e administração directa do Colégio era exercida por uma comissão, mas a inspecção ficava a cargo do governo. O presidente era um prelado diocesano, sendo vice-presidente o juiz de direito, e os restantes membros: dois cidadãos nomeados pelo governador (sendo um deles tesoureiro) e um capelão que servia de secretário.
O ensino ministrado nesse colégio era o elementar, ou instrução secundária que compreendia: línguas, portuguesa, francesa e inglesa; história sagrada; desenho; música de canto e piano; educação física; higiene e economia doméstica.
A pedido do bispo D. António Joaquim de Medeiros ( bispo de 1884-1897),  as Irmãs Canossianas (Filhas Canossianas da Caridade) tomaram conta desse Colégio em 1889, dirigindo-o até 1903.
Em 17 de Novembro de 1903, as Irmãs Franciscanas Missionárias de Maria que haviam instalados em Macau, no Mosteiro de Santa Clara, em 1903 e começaram a desenvolver trabalho missionário ligado ao ensino passaram também a dirigir o Colégio por ordem do bispo D. João Paulino de Azevedo e Castro (bispo de 1902-1918). Ambos os edifícios lhes foram cedidos pelo Governo juntamente com os bens do antigo Mosteiro e do antigo Recolhimento de Santa Rosa de Lima.
As Irmãs que chegaram a 27-1-1903 eram as seguintes:
Benedicta de S. Joaquim, Superiora (moreu em Tsingtao, 15-11-1921)
Leona du Sacre Coeur (moreu em Macau, 16-03-1956)
Antoine de Brive (moreu em Chefoo)
Edeltrud (morreu  em Macau)
Ambrosina (morreu em Macau, Fevereiro de 1953)
Zélia (morreu  em França)
Mais tarde chegaram as Irmãs Clotilde, M. da Apresentação, M. Chiara, M. Leónia e M. Dismas.
A 30 de Novembro de 1910, (I República Portuguesa) o Governo ordenou a saída das Franciscanas (o Colégio, nesse ano, tinha 130 alunas de diferentes nacionalidades, sendo muitas delas internas) e a escola foi confiada a pessoal leigo a 7 de Janeiro de 1911, ficando reduzida a 40 alunas.(2)
As Franciscanas só voltaram a dirigir o Colégio em 1932.

Pormenor do mesmo painel (2016)

(1) Rosa de Lima (1586 – 1617), nome de baptismo: Isabel Flores y Oliva, beatificada a 15 de abril de 1668 por Papa Clemente IX e canonizada a 2 de abril de 1671, por Papa Clemente X. A Festa litúrgica é no dia 23 de agosto (Calendário Romano) embora seja comemorada a 30 de agosto em Peru. É também padroeira das Filipinas.
Santa Rosa de Lima era muita devota de Santa Catarina de Sena, um dos padroeiros de Macau (declarado pela Vereação do Senado a 2 de Maio de 1646)  e venerada na Igreja de S. Domingos.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Rosa_de_Lima
(2) TEIXEIRA, Padre Manuel – A Educação em Macau, 1982.
Ver mais informações sobre o Recolhimento e Colégio de Santa Rosa de Lima em anteriores postagens:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/colegio-de-santa-rosa-de-lima/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/casas-de-recolhimento-de-santa-rosa-de-lima/