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Extraído de «MBI», IV-75 de 15 de Setembro de 1956, p. 13-14
O Comandante do «João de Lisboa» e o Bispo de Macau trocando amistosos brindes
Aviso de 2.ª classe “João de Lisboa” – Desenho publicado no “Blogue dos navios e do marhttp://lmcshipsandthesea.blogspot.com/2016/03/nrp-joao-de-lisboa.html

Anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/aviso-joao-lisboa/

Foi inaugurada no dia 8 de Maio de 1957, o novo infantário do Menino Jesus, junto ao Canídromo, na Avenida Almirante Lacerda, no sopé da Colina de Mong Há. A planta era da autoria do eng. José Maria Paulo Rodrigues e a construção importou em 43.000 patacas pagas pela Catholic Welfare. Tinha capacidade para 100 crianças, ficando a cargo das Madres Canossianas. O Infantário era dotado dum magnífico parque para recreio das crianças.

O Bispo de diocese, D. Policarpo da Costa Vaz benzendo as instalações do novo infantário do Menino Jesus (1)

Segundo Padre Teixeira (2), estava anexa à “Escola Infantil do Menino Jesus” (3) também dirigida pelas Irmâs Canossianas. As Canossianas mantinham além do infantário do Menino Jesus em Macau, o infantário da Beata Madalena de Canossa em Coloane; acolhiam todos os dias 70 a 30 crianças respectivamente de 1 a 5 anos. Eram-lhes fornecidas refeições gratuitas.  As Madres substituíam as mães durante o dia, em que estas eram obrigadas a procurar no trabalho os meios de subsistência. (2)

Aspecto da inauguração do Infantário (3)

Em 1975,  o local do infantário foi transformada em Casa Mortuária.

(1) Extraído de «BGU» XXXIII- 304, Junho de 1957, pp. 301-305

(2) TEIXEIRA, Padre Manuel – A Educação em Macau, 1982, pp. 342 e 347.

(3) A “Escola Infantil do Menino Jesus”, em 1981, era frequentada por 185 crianças, ensinadas por quatro professoras. As aulas de catequese eram ministradas por três legionárias.

Extraído de «BGU», XXXIV-393, Março de 1958, pp. 200-207

Comemorações do “5 de Outubro” em Macau, no ano de 1956 – 46.ª aniversário da implantação da República Portuguesa.

Na tribuna de honra, erguida em frente do Palácio do Governo, à Praia Grande, viam-se, à frente, o Encarregado do Governo, Brigadeiro João Carlos G. Q. de Portugal da Silveira, e o Capitão dos Portos, Comandante José Coutinho Garrido. Na segunda fila, da esquerda para a direita, o Deputado por Macau à Assembleia Nacional, Dr. Alberto Pacheco Jorge, o Bispo da Diocese, D. Policarpo da Costa Vaz e o Juiz de Direito da Comarca, Dr. Luís Sebastião Rodrigues Ribas.

Soldados africanos marcham, garbosos e em continência, perante a tribuna de honra, durante o desfile militar do dia 5 de Outubro
Após a parada militar, desfilaram também, em frente da tribuna de honra, os castelos da Mocidade Portuguesa que haviam prestado guarda de honra ao Encarregado do Governo
Nos cumprimentos ao Presidente da República, por intermédio do Encarregado do Governo, estiveram presentes, além do Deputado por Macau à Assembleia Nacional, do Bispo da Diocese e do Juiz de Direito da Comarca, os membros do Corpo Consular e do Conselho do Governo, Chefes de Serviços, funcionários, representantes de associações chinesas e da imprensa e muitas outras entidades portuguesas, chinesas e estrangeiras.
Um aspecto da recepção que se realizou, na tarde do dia 5 de Outubro, no Palácio do Governo, à Praia Grande, e a que acorreram as mais destacadas individualidades, portuguesas, chinesas e estrangeiras, da sociedade de Macau. Notou- se a presença de muitas senhoras que, em suas “toilettes” vistosas, deram ao ambiente uma nota de elegância e distinção.

Artigo não assinado e fotos extraídos de «MBI», IV-77, 15OUT1956, pp.8-10

A data consagrada à memória do grande bombeiro português Guilherme Gomes Fernandes (1) – 20 de Agosto – foi, como nos anos anteriores, aproveitada pelos briosos bombeiros municipais de Macau para assinalar o «Dia do Bombeiro». Constantes dum programa cuidadosamente elaborado, os festejos deste ano tiveram brilhantismo especial, dada a presença honrosa de mais de 30 bombeiros de Hong Kong que se deslocaram a Macau, propositadamente, para assistirem às comemorações. Agrupados em duas deputações, os bombeiros visitantes pertenciam à «Hong Kong Fire Brigade» e ao «Auxiliary Fire Service», os primeiros sob o comando de Lee Pin Cheng e os últimos comandados por Henry Cheng, totalizando as duas deputações 34 homens.

Durante a romagem ao monumento-ossário dos bombeiros

De manhã foi hasteada, no mastro do quartel dos bombeiros municipais, a bandeira da corporação. Pelas 8.30 horas, o Revdo. Cónego Fernando Maciel celebrou, na capela do Cemitério de S. Miguel, uma missa em sufrágio das almas dos bombeiros falecidos, após o qual, houve uma romagem ao monumento-ossário dos bombeiros, onde várias individualidades depuseram coroas de flores naturais e onde foi observado um minuto de silêncio. Pelas 13 horas, no quartel, perante a formatura dos bombeiros, o comandante do Corpo, Sr. Manuel Dimas Pina, leu um trecho sobre a vida e personalidade de Guilherme Gomes Fernandes, cujo valor foi enaltecido com justiça.

O Bispo de Macau, benzeno, no Largo do Senado, a nova autobomba

Pelas 17 horas, no Largo do Senado e imediações, juntou-se uma enorme multidão que ali assistiu à bênção duma nova autobomba «Dennis», adquirida pelo Município de Macau para o serviço dos bombeiros. A bênção da nova viatura foi dada pelo Ver. Bispo de Macau, D. Policarpo da Costa Vaz, tendo a Da. Laurinda Marques Esparteiro servido de madrinha que pronunciou na ocasião as seguintes palavras: «Que a Divina Proveniência acompanhe sempre esta autobomba e todos os que a manejarem na sua nobre e humanitária missão». Em seguida, as viaturas do Corpo de Bombeiros Municipais desfilaram ao longo da Avenida Almeida Ribeiro, vindo prestar continência ao Governador e principais autoridades da Província, próximo do edifício do Leal Senado, em cuja varanda se encontravam.

Milhares de pessoas assistiram, no Largo do Senado, à demonstração do potencial de água

No Largo do Senado e circundando o monumento de Mesquita, houve, seguidamente, uma demonstração do potencial de água, com 12 agulhetas habilmente manejadas pelos bombeiros, demonstração que entusiasmou grandemente a enorme assistência.

No campo desportivo da Praia Grande (antigo campo dos operários; hoje ocupado pelo Hotel Grand Lisboa), realizou-se um encontro de bolinha entre o Grupo Desportivo «Negro- Rubro» e a equipa da «Hong Kong Fire Brigade», o qual terminou pela vitória do primeiro, que ganhou por 6-2. À noite, no quartel da corporação, foi servido um jantar a que assistiram os bombeiros de Hong Kong e de Macau, representantes da Imprensa e outros convidados. A festa terminou com uma animado sarau musical, levado a efeito pelo grupo «Negro-Rubro».” (2)

(1) Guilherme Gomes Fernandes (1850- 1902). Fundador, em Portugal, da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários (1874-75) e do Corpo de Salvação Pública, foi nomeado Comandante do Corpo de Bombeiros em 1877 e Inspector de Incêndios do Porto em 1885. De seguida, transferiu-se para a Companhia de Incêndios (designada Corpo de Salvação Pública a partir de 1889 e Batalhão de Sapadores Bombeiros de 1946 em diante), assumindo o cargo de comandante. Biografia mais completa em: https://ahbvvc.com/pt/guilherme-gomes-fernandes

(2) Retirado de «MBI», III-50 de 31 de Agosto de 1955, pp. 5-6 https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/09/30/leitura-corpo-de-bombeiros-municipais-de-macau-em-1955/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/08/18/noticia-de-18-de-agosto-de-1953-dia-do-bombeiro/

Actividades realizadas pelo governador de Macau Pedro Correia de Barros (governador de 8 de Março de 1957 a 17 de Setembro de 1959), durante o mês de Maio de 1957, cujas fotos foram publicadas no Boletim Geral do Ultramar (1)

Visita do governador à oficina de bordados do Colégio de Santa Rosa de Lima (presença do bispo, D. Policarpo da Costa Vaz)
Aspecto da chegada do governador de Hong Kong, Sir Alexander Grantham, em visita particular ao governador de Macau
O governador Pedro Correia Barros discursando no jantar em sua homenagem oferecido pela comunidade chinesa
Visita do governador com inauguração de vários melhoramentos no edifício da Enfermaria Militar, na Flora

(1) «BGU»,  XXXIII- 304, Junho de 1957.

Hoje realiza-se a Procissão de Nosso Senhor Bom Jesus dos Passos em Macau. A propósito desta festividade, recordamos a mesma, no ano de 1955, numa notícia publicada no «BGU» (1)

A procissão ao sair da Sé Catedral

A procissão do Senhor dos Passos ao chegar ao Largo do Senado, vendo-se, sob o pálio o Bispo de Macau e à frente o cónego Morais Sarmento, na altura, decano dos missionários portugueses de Macau

A menina Judite Colaço com o Santo Sudário

(1) Extraído de «BGU» XXXI – 357, 1955.
Anteriores referências a esta festividade em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/02/21/a-tradicional-procissao-do-senhor-dos-passos-1973/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/03/25/noticia-de-25-de-marco-de-1708-tradicoes-que-se-continuam-ii-a-procissao-dos-senhor-dos-passos-ou-senhor-da-cruz-as-costas/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/03/04/noticias-de-4-e-5-de-marco-de-2017-tradicoes-que-se-continuam-a-procissao-do-senhor-dos-passos-i-fotos-de-1974/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/03/07/noticia-de-7-de-marco-de-1954-a-grande-devocao-ao-senhor-dos-passos-em-macau/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/02/21/a-tradicional-procissao-do-senhor-dos-passos-1973/

Fotografia da festa de Natal de 1958 com os que frequentavam a catequese (portuguesa e chinesa) da paróquia da Sé.
O Bispo da diocese era D. Policarpo da Costa Vaz  高德華.
Creio que o responsável (de costas na foto) era o Padre João Baptista Guterres e o local do encontro foi no auditório do Colégio de Santa Rosa de Lima.

Celebrou-se no dia 28 de Outubro de 1956, na Sé Catedral, com grande solenidade litúrgica, a festa de Cristo Rei, tendo o Bispo da Diocese, D. Policarpo Costa Vaz presidido a todas as cerimónias religiosas. Reproduzimos um aspecto da Procissão em que se incorporaram, além de muitos fiéis, os alunos de todas as escolas religiosas e os membros de muitas congregações religiosas.
Extraído de «MBI» IV-78, 1956.
NOTA: Criada em 1925, pelo Papa Pio XI, esta festa (FESTA OU SOLENIDADE DE CRISTO REI) litúrgica era celebrada no último domingo de Outubro. Com reforma litúrgica,passou para o último domingo do ano litúrgico, antes que o novo ano comece com o primeiro domingo do Advento, entre 20 e 26 de Novembro.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cristo_Rei

A TODOS UMA BOA PÁSCOA

As cerimónias da Semana Santa revestem-se todos os anos nesta cidade de Macau, da solenidade litúrgica que envolve tão grandiosas manifestações do culto católico. Os templos vestem-se de cores escuras, a pôr no ambiente uma nota de tristeza, e os fiéis acorrem a todas as igrejas paroquiais e demais capelanias a prestar o seu culto reverente àquele estranho Crucificado.
Assim foi em 1955. Na Sé Catedral, as cerimónias presididas pelo Prelado da Diocese desenrolaram-se com o simbolismo real do que, há dois mil anos, aconteceu em Jerusalém.
A imensa mó de gente que percorreu religiosamente as pedras das ruas da cidade acompanhando a Procissão do Enterro do Senhor e que assistiu devotamente ao cerimonial litúrgico da Vigília Pascal renovada, sintetizou a fé arreigada do macaense que sempre teve pelas cerimónias da Semana Santa o mais profundo respeito e a mais sincera e tradicional devoção.

Debaixo do pálio o esquife do Senhor Morto foi transportado através das ruas silenciosas da cidade, aos ombros de quatro sacerdotes, paramentados de alva branca, seguindo atrás O Bispo da Diocese, D. Policarpo da Costa Vaz
Acompanhavam o Senhor até ao sepulcro os seus três dedicados amigos: Sua Mãe, S. João, o discípulo amado e Santa Maria Madalena. A sua compostura e recolhimento inspiram nos fiéis a modéstia cristã que deve pautar a nossa vida de católicos, e simbolizam ainda aqueles que seguem com devoção e sinceridade os caminhos difíceis da salvação.
Macau, cidade tradicionalmente católica, acorreu em peso à Procissão do Enterro do Senhor

O Domingo de Páscoa amanheceu radioso, cheio de sol e de colorido, a exteriorizar o contentamento e alegria de todo o orbe católico pela ressurreição do redentor.
Extraído de «M. B. I.», II -41, 1955.