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Pequeno opúsculo (16 cm x 21 cm) de 35 páginas do “MÉTODO DE PORTUGUÊS PARA USO DAS ESCOLAS CHINESAS” (1.º) do Cónego António André Ngan / Ngam Im Ieoc (na altura da publicação Vice-Reitor do Seminário de S. José) (1), impresso em Macau pela Imprensa Nacional, em 1953.
Este exemplar é da 6.ª edição.
Trata-se de 30 lições em que o autor apresenta a tradução para chinês, desde as vogais (1.ª lição) até exemplos de palavras com a sílaba “Nh” (30.ª lição).
Apresenta as duas últimas folhas dois Apêndices: o I- sobre a ortografia oficial dalgumas palavras que anteriormente se escreviam de modo diferente (página 34) e o II – a numeração de 1 a 101. (página 35)

(1) Não os tenho mas sei que foram publicados 6 fascículos deste “Método de Português para uso nas Escolas Chinesas”. Todos eles tiveram várias edições. Por exemplo este n.º 1 publicado em 1984 era 14.ª edição. Creio também que esteve anunciado a publicação do mesmo, em volume único em 1996.

 

 

(2) Ver anteriores referências a este cónego em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/padre-antonio-andre-ngan-im-ieoc/

O infantário de “Nossa Senhora do Carmo”, na Ilha da Taipa, a cargo do Pároco o Concelho das Ilhas era uma das mais interessantes obras de assistência social de Macau.
O Infantário foi uma obra missionária criada pelo reverendo Pároco das Ilhas (na altura), cónego António André Ngan. (1) Abrigava os filhos da população operária da Vila da Taipa que vivia na grande maioria do fruto do seu trabalho nas fábricas de panchões. Estas empregavam frequentemente, em diferentes misteres, toda uma família: pai, mãe e filhos maiores de 14 anos, ficando então os mais pequenos entregues aos cuidados do pessoal do Infantário, desde as sete horas e meia da manhã às oito da noite.
Inaugurado oficialmente em 8 de Junho de 1952 recolhia diariamente umas 120 crianças divididas em duas secções: infantil e dos bebés. Na primeira eram recebidas as crianças de 2 a 6 anos, mediante a quantia de dez avos que lhes dava direito a uma merenda de tarde, e na segunda os bebés com menos de 2 anos de idade, pagando os pais uma diária de vinte avos para ajudar a despesa feita com o leite que lhes eram administrados durante o dia.
Outra obra do mesmo Pároco – Asilo dos Velhinhos – tinha por fins auxiliar as pessoas mais idosas que, por terem ninguém de família, se veriam na contingência de estender as mãos à caridade, quando despedidas ou impossibilitadas de trabalhar.
De facto, as fábricas de panchões estabelecidas na Ilha da Taipa, uma vez paralisadas ou obrigadas a reduzirem o seu pessoal, despediam, como era óbvio, em primeiro lugar, os velhinhos que, nesta conjectura, iriam recorrer ao Asilo onde receberiam gratuitamente alimentação e alojamento por tempo indeterminado. Aqueles que veriam a conseguir depois, novamente o trabalho, podiam continuar internados, pagando, nesse caso, uma pequena quantia estabelecida de acordo com as suas possibilidades.
O Infantário e o Asilo recebiam os benefícios e o auxílio da Comissão Central de Assistência Pública de Macau, (2) nomeadamente um subsídio anual de $675,00 e $ 1.200,00 respectivamente.

Edifício onde estava instalada a então nova Maternidade da Ilha da Taipa

(1) Cónego (depois Monsenhor) António André Ngan Im Ieoc (1907-1982) foi governador do bispado em 1966 e vigário-geral em 1966-1975 sendo o primeiro padre chinês a ocupar estes cargos na Diocese de Macau. Foi também professor de Música no Seminário S. José (foi professor do Padre Áureo Castro) e publicou dois manuais para ensino do português: “Método de Português para uso nas escolas estrangeiras” (1944) e “Método de Português para uso das escolas Chinesas” (1945), usados durante 50.
Anos, na escola primária, principalmente para as crianças chinesas e na década de 70 n no Instituto D. Melchior Carneiro.
Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/padre-antonio-andre-ngan-im-ieoc/

A sala de partos da Maternidade da Ilha da Taipa

(2) A Comissão Central de Assistência Pública de Macau apoiava (anualmente tinha inscrita anualmente no seu orçamento uma verba) além destas duas instituições, outras na Ilha da Taipa nomeadamente a Maternidade da Junta Local das Ilhas, (prestava assistência gratuita às parturientes declaradamente pobres da Vila da Taipa); as Leprosarias de Ká-Hó e Seac Pai Van (a de Ká-Hó para mulheres albergava cerca 30 leprosas; a de Seac Pai Van, para homens , albergava cerca de 28 doentes e nesse ano (1956) nela estavam também  os que vieram da China transferidos de um prédio isolado na Ilha Verde); O Lar dos Pobrezinhos (instalado num prédio da Vila de Coloane, na Rua dos Cordoeiros), destinada a recolher as criancinhas pobres e desvalidas do Concelho das Ilhas; e um bloco com 6 casas económicas edificadas em 1952 que foram distribuídas, para habitação a pobres mais necessitados da mesma ilha.
Extraído de «Macau Boletim Informativo», IV-78,1956.

Artigo do jornal “Diário da Manhã”, 1966 –  “40 anos na vida de uma nação”
Paulo José Tavares – 维理mandarim pinyin: Dai Weili; (1920-1973) ordenado padre a 24 de Abril de 1943, com uma longa carreira diplomática na Secretaria de Estado da Santa Sé de 1947 a 1961, foi nomeado Bispo de Macau, a 24 de Agosto de 1961, pelo Papa João XXIII, tendo chegado a Hong Kong no paquete italiano «Asia» e tomado posse no dia 27 Novembro de 1961 (e não, em 1964 como é noticiado no jornal). Tomou parte em todas as sessões do Concílio Vaticano II, de 1962 – 1965. Durante o seu governo, registou-se um desenvolvimento espectacular na área da assistência social aos necessitados e da educação da juventude dirigida pela Diocese de Macau. Durante o seu bispado (até 1973), houve a remodelação das paróquias da cidade de Macau com nova divisão territorial, a construção da igreja paroquial de Nossa Senhora de Fátima e a da missão de Nossa Senhora das Dores em Ká Hó e a ampliação de 20 estabelecimentos assistenciais e educacionais. Criou o Conselho as Escolas Católicas em 6 de Março na sequência dos distúrbios de «1,2,3) para defender a liberdade do ensino nas escolas católicas, mas não conseguiu manter o Seminário de S. José que fechou no Verão de 1967. Nomeou o primeiro padre chinês para Vigário Geral, António André Ngan Im Ieoc. Faleceu em Lisboa a 12 de Junho de 1973. Os seus restos mortais foram sepultados na terra natal, Açores.

Celebrou-se, no dia 18 de Julho de 1954, na Ilha da Taipa a costumada festa religiosa em honra de Nossa Senhora do Carmo, orago da Igreja da Vila da Taipa. O Sr. Bispo da Diocese, D. Policarpo da Costa Vaz, à chegada da Taipa foi recebido pelo Administrador das Ilhas, Sr. Alberto Eduardo da Silva, (1) e pelo pároco Revd.º Cónego António Ngan Im-Ieoc.

“Santinho” da Nossa Senhora do Carmo , 10,5 cm x 6cm (2016) (2)

Rezou-se a missa na Igreja de N.ª Sra. do Carmo durante a qual os alunos do Seminário entoaram várias canções religiosas.
Finda a missa, Sua Exa Ver.ª dirigiu uma alocação aos fiéis que foi traduzido para chinês pelo pároco António Ngan. Seguidamente o Bispo concedeu o Sacramento do  Crisma a 45 adultos.
Iniciou-se depois a procissão com o SSmo Sacramento, em que tomaram parte os alunos da Escola «D. João Paulino», os católicos do «Campo de Mendigos», (3) o Seminário e numerosos fieis.
Estavam presentes a todas as cerimónias o administrador do concelho Sr. Alberto Eduardo Da Silva em representação do Sr. Governador, sua esposa, o Capitão Carlos Oliveira e esposa e o Capitão Pedro de Barcelos e esposa.
A assinalar o fim da festa queimou-se uma comprida fita de panchões.(4)

Verso dos Santinhos com a Oração a Nossa Senhora do Carmo individualizados, em português e chinês (2016)

O terreno em que se projecta a Igreja fica num monte sobranceiro à povoação e próximo dela, para o qual se sobe por uma calçada denominada do Carmo, motivo porque tem a invocação de Nossa Senhora do Monte do Carmo.
A egreja tem 29 metros de comprimento, e a sua largura é a nave de 9 metros, e na cappela-mór de 6 e tem uma só torre, correspondendo ao centro da fachada, e cuja base serve de guarda vento. O côro tem três arcadas para o interior da egreja, disfarçando assim a torre. Do côro parte para cada lado uma galeria que circunda a nave da egreja até quasi ao arco da capella-mór. A direita do corpo da egreja fica a capella de S. João Baptista e a sacristia, e à esquerda a escola e a residência parochial.
Alem do altar-mór, que é destinado para exposição do Santíssimo Sacramento, há dois altares laterais fronteiros, um dos quaes é a invocação de S. Francisco Xavier, quem tantos serviços prestou na China em prol do christianismo.
As dimensões do edifício devem satisfazer plenamente às necessidades futuras do culto catholico, e da instrução elementar na ilha da Taipa. As obras foram orçadas em 10 800 patacas , o que corresponde a 9 189$00 réis fortes, mas é provável que custem alguma cousa mais, pelas mesmas razões que tem retardado a construção da egreja. Aos cuidados do incançável actual director das obras publicas o sr. Constantino de Brito, se deve mais este importante edifício.” (5)
(1) Alberto Eduardo da Silva, foi Administrador das Ilhas, de 15 de Janeiro de 1949 a 20 de Agosto de 1950, e de 3 de Novembro de 1953 a 16 de Dezembro de 1957.
(2) SANTINHO – Estampa religiosa com impressão de uma imagem e de uma oração.
(3) 20-02-1954 – Portaria n.º 4:998, de 8 de Setembro de 1951, que criou o Abrigo de Mendigos e Vadios, com sede na Ilha da Taipa, destinado a albergar todos os indivíduos maiores de 16 anos, sem meios de subsistências, que não tenham modo de vida ou residência na província e se entreguem à prática de mendicidade ou à vadiagem nas vias e lugares públicos. (MBI, I-14, 1954)
(4) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 5, 1998 ; MBI I-24, 1954.
(5) José dos Santos Vaquinhas, major comandante de guarda de polícia de Macau, publicado em “Colónias Portuguesas”, Ano II, n.º 9, Lisboa, 6-09-1884, pág. 222. José dos Santos Vaquinhas, foi Comandante do posto militar da Taipa e Coloane de 04-06-1874 a 30-06-1874
Anteriores referências a esta igreja
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/igreja-de-n-sra-do-carmotaipa/

“A pequenina mas pitoresca e aprazível Vila da Taipa registou este ano a maior enchente de excursionistas de que há memória nos anais da sua vida, ao receber no dia 22 de Julho de 1956, (1) milhares de pessoas que ali se deslocaram para assistir à festividade de Nossa Senhora do Carmo e atraídas por um cartaz recreativo-desportivo realmente prometedor” (2)
O Festival foi organizado pela Junta Local das Ilhas (Presidente: Administrador Alberto Maria da Conceição), com o contributo dos Serviços Militares, dos Serviços de Marinha, do Clube Náutico de Macau e da Mocidade Portuguesa e reverteu o lucro aos pobres do Concelho das Ilhas.
O programa das festas estava dividida em três partes: religiosa, desportiva e recreativa.
Parte religiosa:
Presidiu a todas as cerimónias litúrgicas o Bispo da Diocese, D. Policarpo da Costa Vaz que celebrou a missa e administrou o Sacramento da Confirmação, tendo assistido a Encarregado do Governo, Brigadeiro João Carlos Guedes Quinhones de Portugal e Silveira, acompanhado de todas as altas individualidades civis e militares. A parte musical esteve a cargo da capela de Santa Cecília do Seminário de S. José.

MBI III-72 22JUL1956 Procissão N. S. Carmo ISaiu a procissão que percorreu o itinerário do costume com alunos e professores de Colégios Católicos e um grupo de Catequistas à frente.
MBI III-72 22JUL1956 Procissão N. S. Carmo IINa Igreja de Nossa do Carmo, em lugar de honra, o Encarregado do Governo, Brigadeiro João Carlos G. Q. de Portugal da Silveira.
MBI III-72 22JUL1956 Procissão N. S. Carmo IIIOs professores dos Colégios Católicos que concluíram o curso de catequistas (3) com os seus diplomas. A direita da foto, o pároco da Taipa, o cónego António André Ngan

Parte desportiva:
O Festival desportivo efectuou-se na Praia da Aviação e na Avenida da Praia, que estava engalanada e iluminada, à guisa de arraial.
O programa consistia em:
prova de regatas disputadas entre os velejadores do Clube Náutico de Macau e os da Mocidade Portuguesa nas classes «Redwing» e «Moths». Venceu na classe «Redwings» o Clube Náutico e na de «Moths», a Mocidade Portuguesa.
natação
corrida de barcos-dragão que foi disputada por duas equipas de 24 homens do mar representando uma os marítimos da Ilha da Taipa e a  outra os da Ilha de Coloane. Esta prova desenrolou-se ao largo da baía que se estendia  em frente ao antigo Hangar dos Aviões. Venceu a equipa representativa da Taipa.
prova de ciclismo dividida em duas categorias: bicicletas de passeio e bicicletas de corrida. As provas puderam ser seguidas pela multidão, nas várias etapas, pelos relatos dum «Posto de Rádio» cedido pelos Serviços Militares e montado e dirigido por praças da Companhia de Engenharia estacionadas na Ilha.
corrida da «maratona» com um elevado número de concorrentes que percorreram as ruelas e carreiros da Vila da Taipa.
Após a maratona foram distribuídos os prémios (taças e medalhas) aos vencedores pelo Presidente do Concelho dos Desportos, Major Barata da Cruz e D. Celestina da Conceição (esposa do Administrador das Ilhas).
Organizou e dirigiu o certame de natação, as provas de ciclismo e a corrida da «maratona» , o conhecido desportista e jornalista Leonel dos Passos Borralho.(4)
Parte recreativa:
Principiou com uma secção de ginástica com arma, na praia da aviação executada por um «pelotão eléctrico» da 2.ª Companhia do B. C. 1 orientado pelo capitão Abel de Almeida, coadjugado pelo furriel Rodrigues.
Orfeão Indígena: constituído por praças da B. A. A. L. 8,8, dirigido pelo alferes Morgadinho. Presenteou os ouvintes com alguns cantos em português e landim.
Grupo musical «Negro-Rubro» este agrupamento musical actuou durante meia hora números do seu vasto reportório.
Batuque (19h30) : Oa praças do B. C. 1 levaram a efeito na Avenida da Praia curiosas exibições desta singular dança africana.
Dança do leão e ginástica chinesa (22h00) no adro da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, os grupos do «Leão Acordado, Cheng Nin», de Macau e «Chin I Sé»  da Ilha da Taipa travaram entre si uma interessante luta simbólica que só terminou quando ambos caíram exaustos, frente a frente, fitando-se de juba erguida à espera cada qual que o seu inimigo fosse o primeiro a propor as tréguas.
Fogo de artifício  chinês (22h30) – na praia da Aviação sessão de fogo de artifício chinês gratuitamente fornecido e queimado pelas conhecidas fábricas de panchões «Kuong Heng Tai» e Kuong Un», estabelecidas na Ilha da Taipa.
(1) De acordo com o calendário litúrgico, a festa de Nossa Senhora do Carmo ocorre no dia 16 de Julho, no entanto, a sua realização tem lugar no domingo mais próximo dessa data.
(2) Informações e fotos de MACAU Bol Inf, 1956.
(3) Curso de catequista patrocinado pelo Dr. Pedro José Lobo que ofereceu à escola paroquial «D. João Paulino», um gravador eléctrico «Brunding».
(4) Sobre Leonel Borralho ver:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/02/27/noticia-de-27-de-fevereiro-de-1954-a-proposito-da-liberdade-de-imprensa/

DicionárioChinês-Português 1962 CAPACapa dura sem as letras (amarelo-ouro) visíveis, gastos pelo uso.

Dicionário Chinês-Português 中葡字典, edição do Governo da Província de Macau, composto, impresso e litografado no ano de 1962 na Imprensa Nacional de Macau.
DicionárioChinês-Português 1962 LOMBADAA impressão deste dicionário iniciou-se a 16 de Fevereiro, estando presente o Governador, tenente-coronel do C. E. M., Jaime Silvério Marques.
Acabou de se imprimir este dicionário chinês-português na oficina litográfica da Imprensa Nacional de Macau, aos sete de Julho do ano de mil novecentos e sessenta e quatro.
Dimensões: 19,3 cm x 13 cm x 5cm (lombada), com 921 páginas.
A lombada também sem as letras bem visíveis.
DicionárioChinês-Português 1962 1.ª PáginaO livro é dedicado, como “homenagem do Governo de Macau, ao Dr. Sun Yat Sen (1866-1925). O Dr. Sun Yat Sen viveu em Macau, onde exerceu clínica médica. A sua residência, hoje museu, constitui um monumento da Cidade.
DicionárioChinês-Português 1962 Sun Yat Sen“O dicionário baseia-se, quanto à pronúncia cantonense, nos dicionários A CHINESE-ENGLISH DICTIONARY IN THE CANTONESE DIALECT, do Dr. Esrnest John Eitel, LE DICTIONAIRE CHINOIS-FRANÇAIS, do Pe. Louis Aubazac, e no Novo Dicionário Chinês, com pronúncia mandarina e cantonense, de Wong Chông T´óng, da Casa Editora K´wan Yick e, quando aos significados dos mesmos caracteres, servimo-nos, além dos citados, dos dicionários de Hóng-Hei, Ch´i-Yun, Ch´i-Hói e outros.” (2)
DicionárioChinês-Português 1962 InstruçõesComo exemplo duma apresentação dum caracter pronunciado em cantonense segundo este dicionário como «FÔK» , vemos todas as variantes deste “tom” nas páginas 192-195 (entre parênteses apresento a pronunciação em pinyina vermelho e em cantonense jyutpinga azul) (3)

DicionárioChinês-Português 1962 Pgs 192-193

fôk – Tira de pano. Letra designativa de mapa, parede, pintura, etc. (; fuk1)
fôk  – Felicidade. Auspicioso. (; fuk1)
fôk – Ventre, abdómen. (; fuk1)
fôk – Morcego. (; fuk1)
fôk – Réptil venenoso. (; fuk1)
fôk – Dobrado. Duplicado. (; fuk1)
fôk – Tornar a. Tombar. Derrotar. Responder.(; fuk1)
fôk – Raios de uma roda. (; fuk1)
fôk – Prostar-se. Esconder-se. Humildemente. (; fuk6)
fôk – Mais uma vez. Novamente. Repetir. Restaurar. (; fuk6)
fôk – – Vestuário, Submeter-se. Luto. Dose. Tomar medicamento. (; fuk6)
fôk – Raiz da China (botânica). (; fuk6)
fôk –Pano para embrulhar roupa. (; fuk6)

(1) 葡字典mandarim pinyin: zhōng pú zì   dian; cantonense jyutping: zung1 pou4  zi6 din2.
(2)  A Comissão encarregue da feitura deste dicionário era constituída por A. H. de Mello, Padre António André Ngan e Padre Luís Hó.
Recorda-se que o Padre (depois, em 1976, Monsenhor) António André Ngan Im-Ieoc (1907-1982) foi governador do bispado (1966) e vigário-geral (1966-1974), sendo o primeiro chinês a ocupar estes cargos. É autor de vários livros bilingues nomeadamente do mais antigo manual de estudo de português nas escola chinesas.
NGAN, António André – Método de português: para uso das escolas chinesas. Imprensa Nacional, edição de 1977.
Outro livro de grande interesse:
NGAN, António André, Monsenhor – Concordância sino-portuguesa de provérbios e frases idiomáticas. Macau : Associação de Educação de Adultos de Macau, 1998. – 274 p.; 24 cm. – Edição bilingue.
(3) Actualmente como acontece com a uniformização da romanização do chinês (mandarim) com o sistema pinyin, também para o cantonense se adopta o sistema jyutping, sistema que apresento no meu blogue. No entanto mantenho a minha consulta neste dicionário para tirar dúvidas, pois adopta uma pronúncia do cantonense que eu aprendi.