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Anúncio publicado em 1868 no Boletim do Governo de Macau e Timor (1) da “Pharmacia Lisbonense” pertencente a Joaquim das Neves e Sousa.

GRAGEAS DE CUBEBINA COM COPAHIBA DE LABELONY para os casos de hemorragias uréticas ou gonorreias, e mesmo leucorreias. Tomando-se 10 a 12 dias são suficientes para uma cura radical. Muito fáceis de tomar, dissolvem-se facilmente no estomago.

Desconheço as datas de inauguração e fecho desta farmácia.
Em 1879, a  “PHARMACIA LISBONENSE” de Joaquim das Neves e Sousa (proprietário e farmacêutico) ) ficava na Rua da Praia Grande n.º 35. O “farmacêutico” encarregado era José Severo da Silva Telles.
Em 1890, o farmacêutico titular mantinha-se o Joaquim das Neves e Sousa e tinha como ajudantes Theophilo João Bento Monteiro e Elysio Fernandes das Neves Tavares.
O nome em chinês (aqui pronunciado à cantonense) era “Farmácia Neves

Dois anúncios inseridos no jornal “Diário Popular” de 20 de Outubro de 1961, número especial dedicado ao Ultramar Português.
A  SOCIEDADE ORIENTAL DE FOMENTO LDA. com sede em Macau na Rua da Praia Grande n.º 63 tinha duas agências no exterior: em Dili (Timor) na Rua da Praya e em Hong Kong no “Mercantile Bank Building
 A “H. NOLASCO & CIA, LDA” tinha no exterior, agências em Lisboa (João Nolasco Lda. na Praça do Município n. 19-40), em Hong Kong (H. Nolasco & Co. Ltd. no “Ice House Street, n.º 10” e em Dili ( Sth Fl. Lif  Kin Joe, Ltd., Timor).

Outro anúncio da Leitaria/Vacaria Macaense, este do ano de 1924 com o mesmo anunciado dos anúncios de 1922 e 1934, publicados anteriormente. (1)
Este anúncio publicita da mesma “empresa”, a Casa “Alto Douro”, e a representação em Macau de “Café Wiseman”(2) e de “Lane Crawford Co. Ltd de Hong Kong” (3)
(1) Anúncios de 1922 e 1934 da Leitaria /Vacaria Macaense
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/11/05/anuncios-de-1922-e-1934-vacaria-leitaria-macaense/
(2) O “Café Wiseman” estava no rés do chão do edifício “Lane Crawford”; fechado de 1937-1945 aquando da ocupação dos japoneses e reaberto em 1950.
The Café Wiseman was the popular on-site restaurant, with its own bakery – in 1940 it became one of the first buildings in Hong Kong to adopt air-conditioning.”
https://gwulo.com/node/22408
(3) A “ Lane Crawford (Hong Kong) Ltd” está em Hong Kong desde 1850; em 1899 inaugurou a sua primeira loja comercial (4) e em 1905 (5) a sua “loja/edifício” (centro comercial) no “4 Ice House Street” após construção que demorou 7 anos, com uma área de 19 000 pés quadrados, tornando-se no centro comercial mais emblemático de Hong Kong (e das senhoras com mais posses de Macau).
(4) 1899: “Hong Kong Press reports on Lane Crawford’s new ladies fashion department and hails the store as the place to buy anything from “a pin to an anchor”.
“The departments embrace ship chandlery, groceries, outfitting, tailoring, millinery, furnishing, upholstery, hardware … and the purchaser may go from room to room and find everything that he or she may require with the minimum amount of trouble and loss of time.” (http://www.lanecrawford.com/info/about-us/)
(5) O “slogan” desse ano era:
“Anything from a collar stud to an anchor, and the very best quality too!”
NOTA “A “Lane Crawford” em 1937 acolheu centenas de refugiados (a maioria de Shanghai) depois da invasão da China pelos Japoneses. De 1941-1945 com a invasão dos japoneses , a empresa foi “nacionalizada” e adoptou o nome de “Matsuzakaya” (uma das mais conhecidas empresas no Japão).

A Casa de Chá Tong Teng situada na Avenida Almeida Ribeiro n.º 5, 2.º andar iniciou a sua actividade nesse ano de 1922 (a 27 de Fevereiro). Não tenho informações sobre quanto tempo esteve aberto ao público.

Barbearia é a loja de barbeiro ou o sítio onde se corta ou rapa os pelos da cara mas esta barbearia chamada BARBEARIA FILIPINA na Rua Central, n.º 71 em Macau, no ano de 1922, vendia cigarros e charutos a preços mais moderados do que em qualquer outro estabelecimento.

A Firma «SENG KUONG» que vendia aparelhos eléctricos na Avenida Almeida Ribeiro n.º 61 era muito popular nas décadas de 50 e 60 (século XX)

Em anterior referência ao professor de inglês do Liceu Nacional Infante D. Henrique, Énio da Conceição Ramalho (1) referi que era lembrado sobretudo pela sua «Gramática de Língua Inglesa» utilizado pelos alunos de Liceu nas aulas de inglês.
Outro dos livros publicados pelo Dr. Énio Ramalho, e também muito utilizado no 2.º ciclo do Liceu para a disciplina de inglês foi o «Dicionário ESSENCIAL INGLÊS – PORTUGUÊS» (2)
Do Prefácio:
…Por isso, a solução que nos pareceu melhor foi a limitar o âmbito deste livro às exigências do programa do 2.º ciclo, considerando que o aluno faz uso do dicionário principalmente (e, na maioria dos casos, unicamente) para a tradução dos textos. Assim, ele encontrará adiante todos os vocábulos do texto nas várias acepções aí contidas, e outros que julgámos oportuno registrar sem todavia onerarmos demasiadamente o corpo do livro. …(…)

The Human Body – O Corpo Humano (fig. 3)
(Págs. VI-VII do VOCABULÁRIO ESSENCIAL ILUSTRADO)

… A parte final contém um vocabulário ilustrado que abrange o programa do 2.ºciclo e com os assuntos dispostos pela mesma ordem. Ele servirá principalmente para auxiliar o aluno nas revisões do vocabulário que julgamos essencial para esses três anos…. (…)

Football – Futebol ( Fig. 24)
(Pág XLIV do VOCABULÁRIO ESSENCIAL ILUSTRADO)

Na última página, o comprovativo da compra do livro (N.º 180434) na “afamada” livraria “Polidor”, na Travessa do Roquete n.º 5, Macau – Telefone: 2121. Se não me engano a compra efectuou-se em 1964 (ano lectivo 1964/65 – 3.º ano liceal em que se iniciava o “inglês”).
A «Polidor», iniciou actividades na Travessa do Roquete n.5 (1954?) e depois mudou-se (finais da década de 50?) para o Largo do Senado, no rés do chão do antigo edifício “Ritz Mansion” (posteriormente após restauro, foi aí instalada a “Direcção dos Serviços de Turismo de Macau”, hoje “Centro de Turismo de Negócios de Macau”
Era sobretudo uma livraria e papelaria onde se compravam os artigos, livros e manuais escolares, mas também vendia material de escritório. Durante muitos anos era o local onde se vendia os jornais vindo da “metrópole” (com algum??? atraso pois os jornais vinham por via marítima)
(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/enio-ramalho/
(2) RAMALHO, Énio – Dicionário Essencial Inglês-Português (223 p.) + Vocabulário Essencial Ilustrado”. Empresa Literária Fluminense, Lda., Tipografia Camões, 1962, 223 p.+ 45 p., 17,5 cm x 12,5 cm x 2 cm. Capa dura.
NOTA: Mais referências sobre Énio Ramalho, aconselho leitura do artigo de António Aresta no «Jornal Tribuna de Macau», 17de Outubro de 2014, disponível em: http://jtm.com.mo/opiniao/enio-ramalho/