Archives for category: Casas Comerciais

Pequeno saco comercial (24 cm x 18 cm) de plástico na década de 80 do séc. XX duma antiga livraria/papelaria muito popular entre os chineses, então existente na Rua Pedro Nolasco da Silva n.º 43 (telefone: 75570) (esquina para a Calçada do Monte), mas que posteriormente mudou, num espaço mais reduzido, para a Calçada do Monte n.º 3. (1) (2)

Saco de plástico, com o mesmo design em ambos os lados, fundo branco, letras e desenho a vermelho.

星光書店  STARLIGHT BOOKSTORE

圖書 – mandarim pīnyīn: tú shū ; cantonense jyutping: tou4 syu1 – livros

雜誌 – mandarim pīnyīn: zá zhì; cantonense jyutping: zaap (mistura) zi (magazine)

中國 郵票- mandarim pīnyīn: zhōng guó yóu piāo; cantonense jyutping: zung1 gwok3 jau4 (postal) piu3 (bilhete) – bilhete postal da China

盒带 – mandarim pīnyīn: hé dài; cantonense jyutping: haap6 daai2 – cassetes

唱片- mandarim pīnyīn: chàng piān; cantonense jyutping: coeng3 pin3 – disco (música)

文敎用品- mandarim pīnyīn: wén (literatura) jiào (ensinar) yòng (usar) pǐn (produto); cantonense jyutping: man4 (cultura) gaau3 (ensinar) jung6 ban2 (produtos)

(1)

(2) 星光書店mandarim pīnyīn: xīng guāng shū diàn; cantonense jyutping: seng1 gwong1 syu1 dim3

Anúncio duma empresa sediada na Avenida Almeida Ribeiro (Largo do Senado) n.º 11-13, publicitando:

“Pintor, empreiteiro, fornecedor, fotógrafo, fabricante de carimbos de borracha e molduras. Conserto e pintura de imagens”

Extraído de «BOGPM»,  n.º 3 de 20 de Janeiro de 1923, p. 57

É como fotografo que aparece nos Anuários de Macau de 1922 (p. 366) e 1924 (475).

E no Anuário de Macau, 1927 (p. 316), já aparece como “atelier, vendendo artigos fotográficos”

Outro anúncio da Farmácia Popular (1) de 1921, que na época já anunciada como sendo “a mais antiga farmácia de Macau, fundada em 5 de Dezembro de 1895” situada no Largo do Senado n.º 16-A. (2)

Na área medicamentosa, era representante do “Laboratório SANITAS” de Portugal (3) e na área da perfumaria, da “L. T. PIVER & Ca.” de Paris. (4)

Proprietário e Director – Henrique Nolasco da Silva (5)

Ajudantes – Delfino do Rêgo (6) e E. J. Cordeiro.

Praticante – António Pinto Marques (7)

Guarda-livros – Maria Teles de Menezes

(1) «Anuário de Macau» de 1921 p. p. VIII

(2) Anteriores referências à «Farmácia Popular” e outros anúncios da mesma, em:

https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/farmacia-popular/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/08/24/anuncios-da-farmacia-popular-1938-e-1956/

(3) O Laboratório Sanitas foi fundado, em 1911, em Lisboa, propriedade da firma Cortês Pinto & Pimentel, Ldª, tendo-se dedicado praticamente logo desde o início à produção de comprimidos e de ampolas.

(4) “L.T. Piver”, perfumaria francesa desde 1774, considerada uma das primeiras casas comerciais deste género em França. http://www.piver.com/en/our-history

(5) Henrique Nolasco da Silva (1884-1969) – 8.º filho de Pedro Nolasco da Silva (1842-1912) e de Edith Maria Angier (1850-1927), farmacêutico pela Escola Médica de Goa (1906), advogado de provisão na comarca de Goa e comerciante em Macau (fundou a «Farmácia Popular» e a firma «H. Nolasco», além de muitos outros cargos públicos  e privados.  Ver: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/henrique-nolasco-da-silva/ (8)

(6) Delfino Francisco Xavier do Rego (1878-1924) – ajudante de farmácia. (8)

(7) António Pinto Marques (1903-1979) – filho de Lino Pinto Marques (Valongo 1870- Macau 1918 ; que assentou praça em 1891, desembarcou em Macau 1893, colocado na Guarda Policial de Macau. Passou à disponibilidade em 1897 como chefe de secção da Polícia Marítima)

 (8) FORJAZ, Jorge – Famílias Macaenses, 1996, Volumes II (pp. 798 e 1065) e III (p. 26)

“A rua chique ainda era a Rua Central, para onde se subia depois da missa das onze na Sé, aos domingos, para conhecer as “novidades” expostas nas lojas dos “mouros”. Na “Royal Silk Store” de J. H. Bejonjee, vendia-se seda riscada para camisas a $1,08 a jarda, o mesmo acontecendo com crepe de seda pesado; o crepe da China estampado custava $1,30 a jarda; o crepe de setim pesado $2,00 a jarda. Camisas de seda Fuji para homem custavam $3,50 cada e pijamas de seda Fuji para homem $4,50 cada. Os preços nas lojas vizinhas do “mouro” Elias e do “mouro” Haaji ficavam uma pela outra. E havia quem se lamentasse do custo de vida!

Para benefício da elegância das senhoras de Macau, depois que Miss Dina Rosemberg exibira, com grande sucesso, lindos vestidos no Hotel Riviera, em Dezembro do ano anterior, surge, entre nós, Madame Lebon, uma francesa imponente e refinada, que abre um atelier, salvo erro de informação, na loja “Paradis des Dames”, à Praia Grande. É claro que o melhor da sociedade macaense acorreu ao atelier e começou a vestir-se à moda de Madame Lebon, que ditou cartas, desdenhou as costureiras caseiras do burgo e pontificou com o seu prestígio parisiense, para grande arrelia das algibeiras dos maridos e dos papás. Quando alguém titubeava quanto ao preço, Madame Lebon alçava o queixo e rematava em tom profundamente superior: – “Este vestido não é para toda a gente“.

O Carnaval, caído entre fins de Fevereiro e princípio de Março, era particularmente retumbante. Já não havia a guerra nem a meningite para ensombrar os ânimos. “A Voz de Macau”, ao relatar os festejos dos clubes, os cortejos das “tunas” e os “assaltos” em casas particulares, usava um tom alegre e brejeiro que traduzia a despreocupação da época, passados os pesadelos.

Por isso é que ninguém pareceu ligar às eleições na Alemanha, onde triunfou o partido nazi e subiu ao poder um nome praticamente desconhecido, Adolfo Hitler. A notícia veio publicada em 6 de Março, mas passou-nos indiferente. A imprensa local e de Hong-Kong preocupou-se mais com o famoso julgamento, na colónia vizinha, de Cheong Kwok Yau, um playboy chinês e, parece, filho único de pais milionários, que assassinara outro milionário, George Fung. Fora um crime passional que apaixonara a opinião pública, mesmo a estrangeira, e tanto na defesa como na acusação estavam envolvidas as mais prestigiosas figuras da advocacia inglesa.

O ano de 1933 ficou marcado, no futebol, pela luta renhida de dois grupos rivais, o Argonauta e o Tenebroso, que travaram o seu primeiro desafio em 7 de Fevereiro. Venceu o Argonauta por três bolas a duas num desafio memorável, disputado com alma, genica e intenso espírito desportivo

Mas é no hóquei que Macau marca os seus melhores tentos, adquirindo fama por todo o Extremo Oriente. Entra-se na idade de ouro daquela modalidade desportiva. Praticamente todos os domingos, grupos de Hong-Kong deslocam-se ao campo de Tap Seac. O treino dos nossos rapazes é tão eficiente que Hong-Kong apenas leva daqui derrotas. Toda esta preparação dá como resultado poder-se defrontar no ano seguinte a fortíssima selecção da Malaia. Os nossos “ases” do hóquei tornam-se ídolos da mocidade. Todos os garotos sonham poder exibir um dia as suas habilidades no relvado verde do Tap Seac e receber as mesmas aclamações… (…)”

Extraído de FERNANDES, Henrique de Senna – Cinema em Macau III (1932-36) in Revista da Cultura, n.º 23 (II Série) Abril/Junho de 1995, pp.151-152. Edição do Instituto Cultural de Macau.

AVISO: “Aluga-se «Motor-boat»para passeios, pic-nics e banhos, $ 5, 00 patacas por hora“. Os bilhetes de embarque devem ser pedidos à firma F. Rodrigues, Avenida Almeida Ribeiro, (n.º 10 todos os dias úteis das 9 às 12 e das 14 às 16. Telefone n.º 12.”

Anteriores referências desta firma neste blogue em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/firma-f-rodrigues/

CASA DE LEILÃO – casa de leilão situada na Avenida Almeida Ribeiro (possivelmente n.º 1-H e n.º 1-I) pertencia à família dos comerciantes Moosa («Moosa & Companhia»)  fundada em 1880 com vários negócios nomeadamente importação, exportação, comissões, consignações e conta própria, agente de navegação e seguros. A casa comercial mais conhecida era na Rua Central n.º 45 r/c. Inicialmente era designada “ Casa Cassam” (Cassam Moosa, pai de Omar Cassam). Este J. C. será familiar.

Anteriores referências neste blogue em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/moosa-companhia/

Loja “PEROLA DE MACAU”- fundada no ano de 1921 e estabelecida na Rua do Campo n. 49; Gerente: Delfina C. G. Pereira Gois

Loja onde se “encontram sempre os melhores vinhos, licores, conservas e outros artigos de mercearia, especialmente os nacionais”. Possuía ainda área para bilhares e botequim.

“O ano de 1933 vive sob os efeitos da depressão económica derivada da guerra sino-nipónica de 1931-32. O sentimento nacional chinês está profundamente atingido; no entanto, recrudescem as lutas intestinas entre os warlords. Os japoneses, por outro lado, não desistem dos seus intentos de expansão, perante a inércia da Inglaterra, França e Estados Unidos. Os periódicos de Macau fazem-se eco da carestia de vida e queixam-se do aumento geral dos preços em tudo. Contudo, essa carestia de vida era perfeitamente suportável e para nós, hoje, totalmente ridícula. Se não, vejamos:

Uma viagem a Hong-Kong, no “Sui Tai” ou no “Sun An”, custava, em 1a classe (cabine), $2,00 por pessoa. E a Cantão, no “Seng Cheong”, também em 1a classe (cabine), $2,50. Não era necessário passaporte ou salvo-conduto, nem se conhecia esta terrível instituição conhecida por Serviços de Imigração.

O preço corrente dum fato de verão – calça e casaco – andava à roda de $7,00 (nota). Na “Loja Luso-Japonesa” de J. Manuel da Rocha, à Rua do Campo, vendia-se vinho da Bairrada, tinto, a $4,50 e, branco, a $5,50, por uma dúzia de garrafas. No “Oriente Comercial, Lda.”, à avenida Almeida Ribeiro, uma caixa de 24 meias-garrafas de espumante adamado custava $36,00. Um cate de batatas para a tropa era adquirido a 4 avos e, se fosse ao quilo, eram 5 avos. Nas mercearias, uma lata de chouriço Isidoro custava $1,11.

No “Fat Siu Lau”, um bife com ovo estrelado e batatas fritas pagava-se por 25 avos (prata), e um prato substancial de arroz chau-chau por 10 avos. Os comensais da Pensão e Botequim “Aurora Portuguesa” pagavam pelos pequeno-almoços, almoço e jantar, $22,00 (nota), por mês. A “Casa do Povo”, um dos melhores restaurantes de comida portuguesa que existiram em Macau, orçava pela mesma barateza. Eis a ementa de 16 de Abril, Sábado:

Almoço especial (das 12 às 15 horas) Sopa: Canja de galinha 1. Feijoada 2. Lombo recheado 3. Presunto e ovos 4. Pastelinhos de carne 5. Arroz de camarão 6. Pudim 7. Fruta 8. Chá ou café $1,00 (nota)

Jantar especial Sopa à Juliana 1. Peixe com molho de tomate 2. Coelho guisado com batatas 3. Galinha assada com ervilhas 4. Croquetes com azeitonas 5. Arroz à Jardineira 6. Pudim 7. Fruta 8. Chá ou café $1,00 (nota)

Extraído de FERNANDES, Henrique de Senna – Cinema em Macau III (1932-36) in Revista da Cultura, n.º 23 (II Série) Abril/Junho de 1995, pp.151-152. Edição do Instituto Cultural de Macau

Dois envelopes vermelhos – Lai si (1) – próprios para as festividades do ano novo chinês – de duas lojas comerciais situadas na Avenida Almeida Ribeiro nas décadas de 60 /70 (século XX), joalharias & ourivesarias muito conceituadas neste ramo de negócio e que actualmente ainda permanecem no negócio.

OURIVESARIA TAI LOY “LUCKY”

Dimensões: 10,3 cm x 7,1 cm
Verso

OURIVERIA SHEONG HEI YUT

Dimensões: 10,5 cm x 7,1 cm

雙喜月珠寶金行

Verso

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/envelopes-vermelhos-%E5%88%A9%E6%98%AF-%E5%88%A9%E5%B8%82-%E5%88%A9%E4%BA%8B/

(2) A ourivesaria Tai Loi mantém-se actualmente em actividade com o seguinte endereço: 大來珠寶金行有限公司 – Avenida de Almeida Ribeiro nº. 351-355 rc, Macau, tel: 8577863 – 澳門新馬路351-355號 28577863是 – E-mail address: tailoijewell@yahoo.com.hk

(3) Mantém-se também em actividade com o seguinte endereço:

Seong Hei Jewellery – 雙喜珠寶金行 – Av. Almeida Ribeiro, 271-275 r/c Macau, tel: 28375902 – 澳門亞美打利庇盧大馬路271-275號地下 – Fax:28322010 – E-mail address: sheonghei@gmail.com

Saco de plástico com uma pega (em preto) (dimensões: 33, 5 cm x 22, 7 cm) de cor acastanhada, somente com caracteres chineses de cor preta e apresenta o mesmo design nos dois lados. Loja de roupa, “Yep Gun Kei”, creio da década de 80 (século XX)

根記   (1)

(2)

(3)

澳門渡船街六十七號 電話 – 八四七一三 (4)

(1) 根記 百貨mandarim pīnyīn: yè gēn jì bǎi huò; cantonense jyutping: jip6 gan1 gei3 baak3 fo3

(2) mandarim pīnyīn: máo shān; cantonense jyutping: mou4 saam1 – roupa camisola de pelo/lã

(3) mandarim pīnyīn: fú zhuāng; cantonense jyutping: fuk6 zong1.

(4) 澳門渡船街六十七號 – Rua da Barca, n.º67 – Macau. TEL: 84713 渡船街 – mandarim pīnyīn: ào mén dù chuán jié; cantonense jyutping:  ou3 mun4 dou6 syun4 gaai1

Aviso publicado na imprensa em 13 de Junho de 1872, para venda de diversos produtos, “vindos ultimamente da Europa” e disponíveis na Rua Central n.º 28

Extraído da gazeta “O Oriente”. I-22 de 13 de Junho de 1872, p. 4

NOTA: Em Hong Kong, a casa leiloeira “Ayres & Co” ficava em “Queen´s Road”, n.º 42 (Central). A empresa era de Miguel Ayres da Silva (leiloeiro) e trabalhavam lá, no ano de 1872: José Maria Guedes jr (leiloeiro); Adelino E. Alemão (escriturário) e Ricardo de Souza (escriturário). No ano de 1873:

«The Chronicle & Directory for China, Japan, & The Philippines…1873», p. 195

Saco comercial de plástico de 47 cm x 34,5 cm, com pegas de plástico branco. Fundo de cor branca, design igual nos dois lados, variando somente nas cores.

Dum lado, letras a amarelo com a publicidade ao “BENFICA ARTIGOS DESPORTIVOS” a verde
Do outro lado o mesmo design com as letras a verde e a faixa do  “BENFICA ARTIGOS DESPORTIVOS”, a amarelo

A loja “Benfica” de venda de artigos desportivos ficava na década de 80 (século XX), no Edifício Nam Kwong, na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, no 1. º Andar – F, numa área comercial denominada Rua de Compras -購物街 (1)

奔飛家 (2) – BENFICA ARTIGOS DESPORTIVOS 體育用品 (3)

(1) 購 物 街mandarim pīnyīn: gòu wù jiē ; cantonense jyutping: gau3 mat6 gaai1; mandarim pīnyīn: cháng ; cantonense jyutping: coeng4

(2) 奔飛家mandarim pīnyīn: bēn fēi jiā ; cantonense jyutping: ban1 fei1 gaa1

(3) 體育用品mandarim pīnyīn: tǐ yù yòng pǐn; cantonense jyutping: tai2 juk6 jung ban2