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Extraído de «Anuário de 1922»

Em 1922, novo edifício das Repartições públicas na Ilha da Taipa, onde se encontrava também instalada a estação postal.
A Administração do Concelho Municipal da Taipa e Coloane, criada em 1 de Dezembro de 1869, em 28 de Agosto de 1879. deixa de funcionar na fortaleza da Taipa e começa a «funcionar na povoação nas casas que lhe pertencem». (1)
O edifício das repartições públicas seria restaurado e passaria a ser a sede da Câmara Municipal das Ilhas (2)

O mesmo edifício visto de perfil (3)

(1) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 3.
(2) Em 31 de Dezembro de 2001, o município que estava depois da passagem para a Região Administrativa Especial de Macau, como provisório bem como os seus respectivos órgãos municipais, foram abolidos, dando lugar a um novo órgão administrativo, o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM]. O IACM está subordinado à Secretaria da Administração e Justiça.
(3) Esta mesma foto foi republicada em 1927 no livro COLOMBAN, Eudore de – Resumo da História de Macau, 1927. Ver anterior referência em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/02/01/fotos-de-1927-v-as-ilhas-taipa-e-coloane/

Ainda a propósito da última postagem referente ao Padre Régis Gervaix (1), está publicado no «Anuário de Macau» de 1922, (2) na secção “MACAU ATRAVEZ À OPINIÃO ESTRANGEIRA (Macau d´aprés les étrangers)” um artigo (em português e francês) do mesmo com o pseudónimo de Eudore de Colomban, intitulado «Hommes et Choses d´Extrême-Orient»
(1) Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/eudore-de-colomban/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/regis-gervais/
Ver biografia completa em:
TEIXEIRA, Manuel – Fr. Régis Gervaix the great french historian of Macao in
http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/20019/1013
(2) GERVAIX, Régis – Macau atravez a opinião estrangeira (Macao d’après les étrangers) In: Anuário de Macau. – Ano 1 (1922), pp. 95-98.

A OPINIÃO”, semanário independente, iniciou a sua publicação a 24 de Novembro de 1921 e somente se publicou 27 números, sendo o último de 25 de Maio de 1922.
O editor foi o advogado João Jacques de Lima Gracias (1) com redacção, administração e tipografia na Rua da Praia Grande n.º 73
(1) Nesse ano de 1922 era também vereador do Leal Senado da Camara que era presidida por Francisco Xavier Anacleto da Silva e como vice – presidente, o tenente-coronel José Luís Marques. Outros vereadores: António Alexandrino Gonzaga de Melo, e Álvaro Alvares.

Pequena notícia publicada no Anuário de Macau de 1922, em português, francês e inglês,  retirada do «Bulletin Commercial d´Extrême-Orient»,  acerca do comércio do ópio. Informava que sete oitavas partes do ópio importado na China traziam etiquetas provando que o ponto de partida e da produção é Osaka e não Macau, como tinha sido injustamente atacado, nomeadamente a nível da «Association International contre l´Opium»
Recorda-se que Portugal esteve presente, em Dezembro de 1920, na constituição da chamada a «Comissão do Ópio» abreviatura da internacional «Comissão Consultora do Tráfico do Ópio e Outras Drogas perigosas». Dali resultaram duas conferências em 1924  onde não se chegaram a uma conclusão sobre a maneira de suprimir a produção ilegal do ópio. Só em 1927 foi concluída o “Regulamento do tráfego do ópio e seus derivados”). A situação económica de Macau estava muita boa no período de 1918 a 1921 devido sobretudo ao rendimento do exclusivo do ópio e a aplicação do regime sobre o regulamento de 1927 foi aplicado em Macau em Julho desse ano. (SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Volume 4)

Um soneto de Manuel da Silva Mendes (1) publicado no n.º 3 de 1 de Dezembro de 1920 na folha mensal  “A Academia”, (2) publicação da associação dos alunos do Liceu Central de Macau, denominada “Academia” (fundada por iniciativa do reitor Carlos Borges Delgado).

«O que quereis, à última da hora,
Rapazes, no jornal que vos escreva?!
Tolices? Todo o tempo não me chega
P´ra corrigir as vossas … Ora …Ora!
 
Demais a mais, sabeis que, muito embora
Eu mestre seja, tendes cá na adega
Quem melhor o licor das musas beba,
Ide, pois, lá. Deixai-me em Paz agora …
 
Ou, se não convidai as raparigas:
Há-as ahi na apolínea lira bela
Mui excelentes mestras em tangê-las.
 
Enfim, se imaginais que com cantigas
Me venceis, trêtas, pândegas, ó Rosa,
No fim do ano apanhais uma raposa».

(1) Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/manuel-da-silva-mendes/
(2) Fundada em 5 de Outubro de 1920, a folha mensal durou até Junho de 1921 e reapareceu (depois das férias) como revista em Abril de 1922, o nº 10 (o último número segundo o Padre M. Teixeira). Tinha como director, Pedro Correia da Silva (3), editor o reitor, Carlos Borges Delgado e administrador Edmundo Carlos da Silva.
(3) Pedro Belford Correa da Silva (Paço d´Arcos) (1905-1936) advogado e poeta, foi aluno do Liceu de Macau entre 1919 e 1922 (5.º ano ao 7.º ano). Fundador do jornal “A Academia” onde também colaboraram os seus irmãos: Joaquim Belford Correa da Silva (1908-1979), ficcionista, dramaturgo, poeta, conhecido como Joaquim Paço d´Arcos e Henrique Belford Correa da Silva (1906-1993) poeta com o nome de Anrique Paço d´Arcos, Os irmãos chegaram a Macau em 1918, acompanhando o pai, o então capitão-tenente da marinha que tinha sido nomeado governador de Macau, Henrique Monteiro Corrêa da Silva (1878- 1935), nascido em Macau e governador de 1919 a 1922. (4)
(4) Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/henrique-monteiro-correa-da-silva/
Extraído de TEIXEIRA, P. Manuel Teixeira – Liceu Nacional Infante D. Henrique, 1969.