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Extraído de «BPMT», XIII-52 de 30 de Dezembro de 1867

Dois pequenos relatos extraídos do Boletim da Província de Macau e Timor, de 1867, o primeiro referente à “primeira reunião familiar” nos salões do Teatro D. Pedro V, uma soirée na noite de 25 de Novembro de 1867,

e outro referente a uma récita em beneficio do próprio teatro, dos oficiais inferiores do Batalhão de Linha no dia 27 de Novembro.

Extraído de «BPMT», XIII-48 de 2 de Dezembro de 1867, p. 273
Extraído de «BPMT», XIII-44 de 4 de NOVEMBRO de 1867
Extraído de «BPMT»,  XIII-44 de 4 de Novembro de 1867
Extraído de «BPMT», XIII-43 de 28 d

O governador Macau homenageado era José Maria da Ponte e Horta (26-10-1866 a 2-08-1868)

Maximiano António dos Remédios filho de António dos Remédios e de Rita de Sousa Peres nasceu em S. Lourenço a 12.09.1808 e faleceu S. Lourenço a 1.02.1875. Rico negociante e proprietário, arrolado em 1871 como um dos 40 maiores contribuintes de Macau. A 17.09.1871, reuniu em sua casa um grupo de macaenses que constituíram o núcleo fundador da «Associação Promotora da Instrução dos Macaenses» (APIM). Na eleição da 1.ª direcção Maximiano dos Remédios foi eleito presidente.

Maximiano dos Remédios tinha uma propriedade na chácara de S. José, vulgarmente conhecida por chácara de Manochái sita na Calçada das Chácaras (lugar onde havia várias chácaras) local hoje junto de Santa Sancha. A 17 de Abril de 1902, o provedor da Santa Casa da Misericórdia, (SCM) propôs e a Mesa concordou em comprar por $2 000 a «Chácara de S. José» pertencente à viúva de Maximiniano António dos Remédios, contínua ao Hotel BoaVista (comprada pela SCM em 15 de Novembro de 1901 para aí instalar Hotel Sanatório) com intenção de aumentar a área de construção.

Anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/maximiano-antonio-dos-remedios/

Informações retiradas de: FORJAZ, Jorge – Famílias Macaenses, VOL. III, 1996, p. 40; TEIXEIRA, P. Manuel – Toponímia de Macau, Vol. I, 1997 p. 303, 311,

Extraído de «BPMT», XIII-40 de 7 de Outubro de 1867, p. 239

Um tufão no dia 6 para 7 de Setembro de 1867, danificou severamente a galera “Asia” que saiu de Macau no dia 21 de Agosto, com 513 passageiros chineses para Callau de Lima, tendo sido avistado no dia 14 de Setembro pelo vapor “White Cloud” (efectuava a viagem para Hong Kong) que a rebocou para a rada de Macau.

A Galera devido ao tufão ficou “raso, perdendo os escaleres e abrindo água, morrendo dois dos passageiros na ocasião do desarvoramento”. Os colonos chineses passaram para o navio português D. Pedro I, que estava na rada aguardando viagem para Peru.

Extraído de «BPMT», XIII-37 de 16 de Setembro de 1867, pp. 217-218
Extraído de «BPMT», XIII-34 de 26 de Agosto de 1867, p. 199

… continua

NOTA: O Governador era José Maria da Ponte e Horta (26 Outubro de 1866 a 1868). A 18 de Agosto de 1867 foi eleito Deputado às Cortes por Macau, o anterior governador, o Conselheiro José Rodrigues Coelho do Amaral que governou Macau de 22-06-1863 a 1866.

Extraído de «BPMT»,  XIII-27 de 8 de Julho de 1867, pp. 157-158

“09-07-1867 – O Brigadeiro João Ferreira Mendes entrega o comando do Batalhão de Infantaria de Macau ao Major Francisco Maria da Cunha”. (1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/francisco-maria-da-cunha/

O Governador era Joze Maria da Ponte e Horta (26-10-1866 a 1868) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jose-maria-da-ponte-e-horta/

Ver anteriores referências da galera “D. Maria Pia” https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/galera-d-maria-pia/

(1) CAÇÃO, Armando A. A. – Unidades Militares de Macau, 1999, p. 40

Extraído de «BPMT», XIII-27 de 8 de Julho de 1867, p. 157

José Martinho Marques (S. Lourenço 20-03-1810 – S. Lourenço 4-7-1867; sepultado no dia seguinte no Cemitério de S. Miguel) estudou no Colégio de S. José, onde se especializou em chinês, e foi aluno do Padre Joaquim Afonso Gonçalves. (1) Seguiu depois a carreira de intérprete do Governo de Macau e de várias legações estrangeiras Casou com Vicência Maria Baptista (1811-1885), em 1835. Tiveram 12 filhos. Publicou um “Tratado de Geografia” (em chinês) e “Princípios elementares da Música ao alcance de todos” (Macau, 1852), deixando inédito um “Dicionário china- portuguez”. Em prémio dos serviços prestados à legação francesa, foi condecorado com o grau de cavaleiro da Legião de Honra de França (2)

Anteriores referências em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/jose-martinho-marques/

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/padre-joaquim-afonso-goncalves/

(2) TEIXEIRA, P. Manuel – Galeria de Macaenses Ilustres do Século Dezanove”, 1942, pp.153-156