Outra expressão empregada na minha infância principalmente quando me queixava:
Mamá, mana chipi eu.
Mãe, a mana (irmã mais velha) beliscou-me.
Chipir – apalpar com os dedos, apertar na mão, agarrar (1)
« co su mám (…)… chipi na patinga …» com a sua mão agarrar na barriga da perna. (2)
(1) Étimo – V. chipe-chipe. Deve ser verbo formado – quer no malaio, quer no malaio-português – a partir do subst. Chipe, “ostra”, e sob a sugestão do movimento de abrir e fechar da concha. Cf. O provérbio do português de Malaca:
«Querê chipê, medo morrês; querê abri, medo aboá» – não saber o que fazer, como a pessoa que tem um pássaro na mão: se aperta, tem medo que o pássaro morra; se abre a mão, tem medo que ele voe. (Cit. pelo Prof. P.e Silva Rego, Apontamentos para o estudo  do dialecto português de Malaca , in Bol. Geral das Colónias, ano XVII, n.º 198)
BATALHA, Graciete Glossário do Dialecto Macaense, 1977.
(2) FERREIRA, José dos Santos – Macau sã assi.