Consta por memorias antigas e papeis particulares que neste dia (4-04-1702) em que foi o de Sexta feira maior, houvera huma grande bulha com hum Mandarim e seus soldados e muitos Chinas ao mesmo tempo em que sahia a Procissão do Senhor morto, levando os Chinas preso à presença do Mandarim seu que aqui se achava o Procurador do Senado, por cujo motivo se pos a Cidade em Armas, mas três dias depois se acabou a dezordem em bem“. (1)
Sendo este dia Sexta-Feira de Paixão houve grande desordem entre os cristãos e a comitiva de um mandarim, na ocasião da procissão do Encontro. Os chineses, que se juntaram contra os portugueses, prenderam o Procurador do Senado, Manuel Gonçalves Rabouça, levando-o à presença do mandarim da cidade. Travaram-se lutas nas ruas, os moradores puseram-se de alarme, mas, no fim de três dias, foi restaurada a ordem. (3)
(1) BRAGA, Jack M. – A Voz do Passado, 1987.
(2) PEREIRA, A. M. – Efemérides Comemorativas da História de Macau.
(3) GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954.