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Artigo de Luís Gonzaga Gomes publicado no jornal “A Voz” e republicado no BGU, Fevereiro de 1953.

diario-illustrado-23jan1909-macau-a-questao-do-dominio-cabecalhoNa sequência da notícia publicada no «Diario Illustrado» no dia 22 de Janeiro de 1909 (1), outra notícia foi publicada no mesmo jornal, no dia seguinte (23 de Janeiro de 1909), abordando a questão das dependências do território de Macau – o problema do domínio territorial – com informações de um alto funcionário (?) que preferiu não ser identificado.
diario-illustrado-23jan1909-macau-a-questao-do-dominio-idiario-illustrado-23jan1909-macau-a-questao-do-dominio-iidiario-illustrado-23jan1909-macau-a-questao-do-dominio-iiidiario-illustrado-23jan1909-macau-a-questao-do-dominio-ivdiario-illustrado-23jan1909-macau-a-questao-do-dominio-vdiario-illustrado-23jan1909-macau-a-questao-do-dominio-vidiario-illustrado-23jan1909-macau-a-questao-do-dominio-viidiario-illustrado-23jan1909-macau-a-questao-do-dominio-viii(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/01/22/noticia-de-22-de-janeiro-de-1909-a-defeza-de-macau/

João Rodrigues GonçalvesNasceu  a 12 de Maio de 1806, em Macau,  João Francisco Rodrigues Gonçalves (1806-1870), descendente da família Cortela.(1)
Desde muito novo se dedicou ao estudo da língua chinesa, (2) vindo a ser um abalizado sinólogo. Era amicíssimo do Governador João Maria Ferreira do Amaral e um dos melhores colaboradores dos eu governo, sendo o tradutor de todos os documentos oficiais nas relações com os chineses. (3) O Governador Ferreira do Amaral costumava sair com ele a passeio e à tarde era frequente ver os dois a cavalo pelas ruas da cidade.(4)
Após a morte do governador continuou a prestar serviços a esta Província como intérprete da Procuratura dos Negócios Sínicos.
João F. Rodrigues Guimarães foi nomeado membro da missão diplomática (5) que , em 1862, se deslocou a Tien-Tsin (天津 – Tientsin)  a fim de firmar o célebre tratado de 54 artigos, pelo qual a China reconheceu Macau com Colónia Portuguesa. Presidia a esta missão diplomática o Conselheiro Isidoro Francisco Guimarães, (6) então Governador que mercê do sucesso obtido foi agraciado com o título de Visconde da Praia Grande.
Em reconhecimento da valiosa colaboração prestada como intérprete e que muito contribuiu para este sucesso , foi também agraciado pelo Governo de Sua Majestade com o grau de Oficial da Ordem de Torre e Espada, por Decreto de 22 de Junho de 1863, do Ministério do Reino.(7)
João Rodrigues Gonçalves foi ainda outra vez a  Pequim, em 1860), como intérprete da embaixada francesa de Mons. de Bourboulon, ministro plenipotenciário francês.
Em recompensa também por outros serviços pelo zelo e dedicação sempre brilhantemente demonstrados, foi ainda agraciado com as Comendas da Conceição e da Ordem de Cristo.
Faleceu a 18 de Outubro de 1870 amargurado de desgostos, vítima de injúrias e traições (8) mas mais tarde a Justiça soube desfazer, dando jus ao seu nome e à sua acção.
Os seus amigos levantaram-lhe no cemitério de S. Miguel onde foi sepultado, um mausoléu e bem digno dele, no qual foram gravadas estas palavras: «Bem-aventurado tu que sofreste injustiças, porque grande será o teu galardão no céu».(9)
(1) A sua avó materna, Antónia Baptista Cortela, nascida em Macau, em 13 de Agosto de 1715, era filha de Lourenço Baptista Cortela e de Esmeralda Soares e neta paterna de João Baptista Cortela e de Coleta de Sousa.(10)
(2) Teve como mestre o Padre António Afonso Gonçalves no Colégio de S. José.(10)
(3) Nomeadamente toda a correspondência  após a morte do governador Ferreira do Amaral com as autoridades de Heong Sán e Cantão (publicadas no Boletim Oficial de 1849-1850) até à devolução da cabeça e da mão de Ferreira do Amaral.(10)
(4) Esta amizade e dedicação acarretou-lhe o ódio dos chineses, que segundo consta, chegaram a pôr a sua cabeça a prémio, oferecendo $ 10.000 a quem assassinasse o Governador e $ 5.000 a quem assassinasse o intérprete da língua chinesa, João Rodrigues Gonçalves. Por ocaso, no dia em que o governador Amaral foi assassinado, João Rodrigues Gonçalves não o pode acompanhar, devido ao seus trabalhos oficiais.(10)
(5) João Rodrigues Gonçalves nomeado intérprete por Portaria n.º 20 de 19 de Abril de 1862.(10)
(6) Conselheiro Isidoro Francisco Guimarães, governador de Macau de 1851 a 1863. A Missão diplomática partiu de Macau em 23 de Abril de 1862, chegando a Xangai a 3 de Maio e a Tien-Tsin a 26 do mesmo mês. O Tratado de Tien-Tsin (天津 条约 – Tratado de Tianjin) foi assinado a 13 de Agosto. Regressou a Macau em 9 de Setembro.(10)
(7) Portaria n.º 48, publicada no Boletim do Governo de Macau, n.º 41 de 14 de Setembro de 1863.(10)
(8) Mesquinhas questões suscitadas por António Feliciano Marques Pereira (secretário da missão diplomática ao Tratado de Tien-Tsin) que era Procurador dos Negócios Sínicos, o redactor do «Echo do Povo», e João Rodrigues Gonçalves, 1.º intérprete da Procuratura, veio este a ser suspenso do seu cargo pela Portaria n.º 55 de 8 de Maio de 1869 e demitido de 1.º intérprete da língua chinesa por Decreto Régio de 3 de Outubro de 1869.(10)
(9) Informações de «Macau B. I. 1954»
(10) TEIXEIRA, P. Manuel – Galeria de Macaenses Ilustres do Século XIX, 1942.

Ainda incluída na colecção de cinco quadros de “19TH CENTURY MACAU PRINTS” (1), apresento os dois últimos desenhos.

R. Elliot Baía da Praia Grande c. 1835Macau, circa 1835
Bay of Praia Grande , looking towards Guia Hill
From sketch by Capt. R. Elliot  R. N. , engravedby W. Floyd, drawn by W.Purser

Uma das pinturas feitas a partir dos desenhos do  Capitão Robert Elliot (oficial da marinha inglesa -“Royal Navy” 1822-1833 – e conhecido pelos seus desenhos topográficos de 1822 a 1824)
Robert Elliot made a series of sketches, taken on the spot, of views in India, Canton, and the Red Sea. These were worked up by Samuel Prout, Clarkson Stanfield, and others into finished drawings; and were published in parts by Fisher & Co., appearing 1830-1833, under the title, “Views in the East, comprising India, Canton, and the Red Sea, with Historical and Descriptive Letterpress by Emma Roberts“.
https://en.wikisource.org/wiki/Elliot,_Robert_(DNB00)
Já em anterior postagem (2), publiquei o mesmo desenho .

Outro desenho atribuído a Auguste Borget (3) “ Vista de Macau dos fortes de Heang – Shan” . (4)

Auguste Borget 1835 Macau visto do forte de Heung ShanMacau, circa 1835
Macau from the Forts of Heang-shan 1839 & 1842
Unattributed but probably from sketch by Auguste Borget, engraved by S. Fisher

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/02/27/pinturas-19th-century-macau-prints-i-pasta-envelope-e-a-praia-grande-de-thomas-allom/
(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/01/03/macau-em-1856-a-praia-grande/
(3) Anterior referência a Auguste Borget em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/august-borget/
(4) Heang-shan/Heung-Shan/Heong San/Xiangshan (香山 – mandarim pinyin : xiāng shān; cantonense jyutping: hoeng1 saan1) é hoje Zhongshan (中山 – mandarim pinyin: Zhōngshān; cantonense jyutping: zung1 saan1) é uma cidade da província de Guangdong na China.

O mandarim Cso-tang, por apellido Fom, faz saber p. este Edital ao publico, q. em virtude da reprezentação dos Meirinhos Iam-Iun, e outros, dizendo, q. hum Portuguez estava cortando o monte atraz do Pagode da Barra, e q. os Principaes moradores Chinas de Macáo virão, q. isto causava obstaculo ao Fom-Xuei (1) (Agouro) do pagode, e à sua Serpente, e q. o Lingoa tinha já advertido ao Procurador p. mandar parar a obra, mas q. receando, q. esse Portuguez pagando occultam.te a algum China, faça este a obra; pedião p.r tt.º a elle mandarim, que além de Officiar ao Procurador, mandasse affixar Editaes, prohibindo aos Chinas, q. fação a obra, p.ª não redundar consequencias. Por tanto , além de ter mandado officos ao Procurador, manda elle Mandarim tbm affixar este Edital, para que todos vós os Chinas saibaes, e obedeçaes, nao vos deixando subornar pelos Portuguezes, p.ª fazer esta obra , q. grandes obstaculos cauza: os infractores pois desta Ordem serão agarrados, e rigorozam.te, castigados. 30 da 2.ª Lua do anno 9.º de Tau-quam. 3 de Abril de 1829. Traduzido por mim, abaixo assinado, João Roiz Glz, Interprete. (2)

CHINNERY - Praia Manduco e Colina da PenhaPraia de Manduco com a Colina e Ermida da Penha
George Chinnery (ca. 1830-33)
Aguarela sobre papel

Sobre o mesmo assunto, refere António Marques Pereira nas “Efemérides Comemorativas da História de Macau “, mas apontando-o para o dia 1 de Abril desse ano:
” 01-04-1829 (28.º dia da 2.ª do 9.º ano de Tau-kuang)- «O Mandarim de Hian-chan (Heong-San) por apelido Leu, faz saber ao sr. Procurador (do Senado) que lhe consta estarem os europeus cortando o monte no lugar chamado  Tchu-Tchai (3) (próximo da ermida de Nossa Senhora da Penha). Os principais  moradores chinas de Macau viram que isto prejudicava o Fom-xuei (1) (agouro)  do pagode da Barra  e a sua serpente, e pediram ao sr. procurador que mandasse parar a obra. para evitar que os europeus continuem em semelhante abuso, ofício ao sr. procurador, que, obedecendo prontamente, o impedirá, a fim de evitar consequências».
(1) Sobre o Fong Soi (風水 – mandarim pinyin: fēng shuǐ; cantonense jyutping:  fung1 seoi2 ) ver em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/01/19/leitura-o-fong-soi-de-macau/
(2) MOSAICO, VI-33/34, MAI/JUN, 1953, p. 85
豬仔 – mandarim pinyin: zhū  zǎi; cantonense jyutping: zyu1 zai2 – porco jovem (porquinho)

No dia 4 de Novembro de 1828, o mandarim da Casa Branca por apelido Lei, em virtude do ofício do Procurador da Cidade, ordenou que fossem desmanchadas as barracas da Praia Pequena, Barra e outros lugares, por serem coutos de maltrapilhos e publicou um edital, proibindo a construção de mais barracas, nos referidos sítios. Nesta mesma data, o mandarim de Hèong-Sán, por apelido Liu, proibiu por edital, que se continuasse a quebrar um grande rochedo na Ilha Verde. (1)

Ta-Ssi Yang-Kuo Vista do Porto Interior antes de 1847PORTO INTERIOR DE MACAU ( antes de 1847)
VISTA DA MARGEM DESDE O MATAPAO ATÉ AO ISTMO DA PORTA DO CERCO (2)

A 15 de Março desse mesmo ano, os padres do Seminário de S. José tinham comprado a Ilha Verde, a Bernardo Gomes de Lemos que com Manuel Homem de Carvalho, era o co-proprietário dessa Ilha.(1)
A escritura da compra da Ilha Verde foi feita no escritório do tabelião José Gabriel Mendes e assinada pelo Pe. Nicolau Borja por parte do Seminário de Macau, por Bernardo Gomes de Lemos, que era co-proprietário dessa ilha com Manuel Homem de Carvalho. O preço foi de duas mil patacas espanholas , nelas sendo empregue parte do dinheiro que recebeu da venda de bens da Missão Portuguesa de Pequim (3)
A Ilha media 3.300 «paos» ou «côvados» chineses, medidos por cima do alicerce do muro velho, em circuito. Tinha casas e árvores de fruto e a venda ao Seminário permitiu resguardá-la da ocupação abusiva de chineses que já por lá iam armando barracas clandestinas, ameaçando, aos poucos, tomar domínio dela.(3)

Ta-Ssi Yang-Kuo Ilha VerdeILHA VERDE (Antiga propriedade dos jesuítas)(4)

Há registos da insistência por parte das autoridades chineses sobre a autoridade na Ilha Verde e  as obras efectuadas nela.
21-07-1831 – Na correspondência entre o Mandarim de Heong-San por apelido Pao e o Procurador de Macau, o Mandarim reclamou insolentemente e por ignorância, sobre a posse («há mais de 200 anos») e contra uma obras  que se estavam efectuando na Ilha Verde. Acrescentava o Mandarim que os portugueses só têm residência autorizada dentro das muralhas e a Ilha Verde está fora delas, no mar, à distância de alguns lis; por isso não é portuguesa.(1)(3)
03-08-1831 – O mandarim tchói- t´óng de Macau por apelido do Tchau, proibiu, por edital, a construção dos muros no sítio do Bom Jesus e na Ilha Verde ameaçando os pedreiros que se incumbissem da execução de tais obras (1) (3)
(1) GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954.
Luís G. Gomes nas “Efemérides” aponta duas datas para a compra da Ilha Verde: 22-02-1828 e 1503-1828. Beatriz Basto da Silva menciona somente uma:  15-03-1828 (2).
(2) Photogravura de P. Marinho, segundo uma aguarela de João d´Almeida Vieira. (Ta-Ssi Yang-Kuo, 1899)
(3) SILVA, Beatriz Basto da  – Cronologia da História de Macau, Volume 3, 1995.
(4) ) Photogravura de P. Marinho, segundo uma “photographia de 188..”. (Ta-Ssi Yang-Kuo, 1899)

21-10-1808  – Principiaram os distúrbios entre os chineses e os soldados da força inglesa que, desde 21 de Setembro ( sob o pretexto de defender Macau contra qualquer força francês tendo o Governador Bernardo Faria tentado por todos os modos, dissuadir os ingleses de ficarem pois perturbavam com cavalgadas a paz dos vivos e até dos mortos) tinham desembarcado nesta cidade. O Procurador Manuel Pereira oficiou aos mandarins de Hèong-Sán e Casa Branca, pedindo providências para a repressão dos chineses. Os mandarins responderam que não eram precisas leis para castigar crimes que não deviam existir no império, que embarcassem os ingleses e tudo ficaria remediado.” (1)
13-10-1808 – O Mandarim da Casa Branca oficiou ao Vice-Rei de Cantão, dando-lhe informações sobre as tropas ingleses que, sob o comando do almirante Drury, tinham ocupado Macau, armando 300 tendas de campanha, desde S. Paulo até Patane, a pretexto de defender esta cidade contra os franceses. (1)
23-10-1808 – O Vice -Rei Chiun Kuan, em seu nome e das mais autoridades superiores de Cantão, participou ao Imperador o desembarque  das tropas inglesas em Macau, dando também conta das providências que tomara, sem resultado, para constranger o almirante Drury a pôr termo a essa ocupação.  (1)
Por pressão chinesa, o Almirante e o seu corpo expedicionário inglês  veio a sair de Macau em 19 de Dezembro desse ano, graças também ao tacto político do Ouvidor Miguel Arriaga Brum da Silveira que conseguiu reembarcar os ingleses.
Em 30 de Outubro de 1808 o Governador Lemos e Faria  (2) enviou ao Almirante Drury  uma carta com o seguinte teor:
Entre as dificuldades que vos fiz antever, citei a inevitável complicação com os chineses. Tenho conhecimento do sistema do seu governo por longa experiência, adquirida na prática; sei os vínculos que os unem a esta cidade e por isso previ o mau êxito da vossa êmpresa. Falei-vos com franqueza e fui considerado como desafecto aos vossos projectos. Em 20 do mês passado declarastes, ainda que pouco favoravelmente ao exercício do meu emprêgo, ser qualquer oposição do Govêrno chinês desembaraçada pelo Almirante com o Vice-Rei; agora vejo depender dêste Govêrno a ultimação do negócio.
O Senado trabalha para que não sejam reputados sinistros os fins da vossa expedição. Se tem havido desconfiança nos mandarins, não é motivada por êste Govêrno, pois tem patenteado com franqueza a sua correspondência.
Já vos disse e agora repito: dos macaenses, nem um só deixa de respeitar a cada de Bragança, costumada a encher esta cidade de benefícios, em honra do seu Govêrno e glória dos seus moradores. Porém, como lhe não seja vedado amar a tranquilidade do seu País, não deve estranhar-se de cada um chorar a sua desgraça; sem blasfemarem da causa, aborrecem os efeitos. O pais de família, lastimam a morte de seus filhos, pelo abandono das amas de leite que se retiraram. Os infelizes, que têm na labutação diária os seus recursos, lastimam-se pela escassês e carestia dos géneros alimentares. Os mais abastados lastimam-se por verem chegar a época de fazerem as suas negociações e terem ainda as mercadorias empatadas, por, falta de giro, há 50 dias. Até os navios estão ainda por fabricar, à míngua de artífices, que também fugiram. Os empregados públicos, vendo fugir o comércio, lastimam-se sabendo que dêle tira o Estado rendimento para lhe pagar. Os mesmos habitantes chineses dados ao comércio têm emigrado e levado até o mais inferior dos trastes. E assim era de esperar de homens pacíficos, ao verem aparatos de guerra, ameaçados, além disso, pelos mandarins,  que julgam a constituição do Império abalada pela vossa imprudência. à vista disto não admira que haja descontentes que deplorem a sua desgraça e aspirem ao sossêgo deste fiel estabelecimento, que há 252 anos tem sempre respeitado as ordens do seu Monarca. Julguem por êste quadro se um tal povo necessita de proclamações para ser fiel ao Rei a quem adora.”

                            A. de Lemos, Governador de Macau (3)

NOTA: sobre o mesmo assunto, ver anterior postagem “Notícia de 1 de Janeiro de 1809 – Edital do Vice-Rei de Cantão” em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/bernardo-a-de-lemos-e-faria/
e trabalho de Frederic Wakeman Jr “Drury´s Occupation of macau and China´s Response to Early Modern Imperialism” em
http://www.eastasianhistory.org/sites/default/files/article-content/28/EAH28_02.pdf
(1) GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau, 1954.
(2) Bernardo Aleixo de Lemos e Faria (1754 – 1826) natural da Freguesia de Deus, (Índia), Cavaleiro da Ordem de Aviz, Fidalgo Cavaleiro de Sua Alteza Real, Capitão de mar e guerra da Armada Real foi pela 2.ª vez governador e Capitão geral de Macau, de 8 de Agosto de 1806 a 1808 (foi destituído do 1.º mandato em 1788 – acusado de comércio ilegal de ópio). O novo governador, Lucas José Alvarenga (1768- 1831) (4) tomou posse a 1 de Janeiro de 1809 ( a posse esteve marcada para 26 de Dezembro de 1808, após a saída dos ingleses, mas teve de ser adiada por doença). Lucas Alvarenga governou somente até 19 de Julho de 1810, ordem vinda de Lisboa obrigou Bernardo Lemos e Faria a retornar a Macau e voltar a ser governador pela 3.ª vez  até 19 de Julho de 1814 data em que deveria ser substituído pelo mesmo Lucas Alvarenga mas este não tomou posse. Manteve-se Lemos e Faria até 1–07-1817, data de posse do governador José Osório de Castro Cabral de Albuquerque.
(3) COLOMBAN, Eudore de – Resumo da História de Macau – 1927.
(4) Sobre este governador, recomendo as leituras de Luís Sá Cunha e Anita de Almeida,  disponíveis em:
http://www.revistamacau.com/2013/08/14/um-poeta-no-inferno/
http://people.ufpr.br/~vii_jornada/ALMEIDA_Anita.pdf