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Extraído do «BGC»  XXIII – 260, 1947
Funeral do Governador Artur Tamagnini Barbosa em Macau – 1940 

Artur Tamagnini Barbosa filho primogénito de Artur Tamagnini de Abreu da Mota Barbosa (1) e de Fátima Carolina Correia de Sousa. Nasceu em Lisboa em 31-08-1881 e veio para Macau ainda bebé chegando no transporte África a 22-01-1882. Cursou o Seminário de S. José e o Liceu de Macau até à idade de 19 anos, em que regressou a Portugal com a família em 1900.
Governador de Macau por três vezes: de 1-07-1918 a 12-04-1919; 19-06-1926 a 19-11-1930 sendo exonerado a 2-1-1931;  e nomeado em 25-11-1936 para novo mandato que se iniciou a 11-04-1937  até sua morte. (TEIXEIRA, P. Manuel – Toponímia de Macau, volume II, 1997)

O governador faleceu pelas 7h30 do dia 10 de Julho de 1940,  no Palácio de Santa Sancha. O cadáver foi depositado no Salão Nobre do Leal Senado da Câmara de Macau até o dia de funeral que se realizou pelas 11 horas do dia 11 de Julho, sendo o féretro conduzido até à Sé Catedral onde ficou depositado até seguir para Portugal. Mas devido à Guerra do Pacífico somente foi transladado para Portugal em 7 de Dezembro de 1946, a bordo do paquete “Quanza” (2)
NOTA: Meu pai que chegou a Macau em 1936 como soldado de artilharia referia muitas vezes que fez parte das sentinelas (nos primeiros dias na Sé Catedral) que revezavam o corpo do Governadornuma das alas/corredor da Sé Catedral onde o corpo estavaassim como esteve integrado na guarda de honra no dia 7 de Dezembro que acompanhou o féretro da Sé Catedral até ao cais, onde os restos mortais foram transportados para o paquete “Quanza
Ver anteriores referências a este Governador em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/artur-tamagnini-barbosa/
(1)  Artur Tamagnini de Abreu da Mota Barbosa (1852 – ?) esteve pela 1.ª vez em  Macau de 1877 a  1880 como 2.º oficial da administração de fazenda militar e depois contador interino da junta de fazenda de Macau e Timor e pela 2.ª vez em Macau e Timor de 1882 a 1897  como quartel mestre do 1.º Batalhão do Regimento da Infantaria. Pertenceu à Comissão de Contas da primeira Direcção do Grémio Militar eleita a 1 de Janeiro de 1880  e foi  eleito vogal efectivo da Direcção a 3 de Janeiro de 1888.
(2) Paquete «Quanza» (1928 – 1968)
Navio de passageiros da Companhia Nacional de Navegação. Deslocava 11 550 toneladas (em plena carga) e media 133,53 metros de comprimento por 16,05 metros de boca. Movia-se graças à força de 2 máquinas, de 4 000 cv, que lhe permitiam navegar à velocidade de 13 milhas/hora. A sua tripulação era constituída por 162 membros. Podia receber a bordo 518 passageiros, distribuídos por várias classes.
http://alernavios.blogspot.pt/2010/11/quanza.html

Extraído de BGC XXII AGOSTO DE 1946, n.º 254/255, pp. 169-170

Em 1935 foi pôsto em vigor o Recrutamento Militar na Colónia em harmonia com o decreto n.º 19.920, procedendo-se à primeira incorporação de recrutas em 1936, seguindo-se as incorporações periòdicamente em Setembro de cada ano. Os mancebos incorporados, naturais de Macau e doutros pontos da China, mas todos portugueses, têm satisfeito plenamente não só pelas suas qualidades físicas e morais como pela noção exacta que têm do dever militar para com a Pátria.

A média de mancebos recrutados é de 40 o que já dá uma reserva de mobilização de cêrca de 200 homens com idade inferior a 30 anos.”… (…)

UN Publicação ANO XIV Revolução Instrucções das tropas IAspecto de exercícios de instrucções das tropas 

A instrução inicia-se em 16 de Setembro e termina em 31 de Agosto, compreendendo a instrução de recrutas, a dos quadros permanentes e a das praças licenciadas. Na Primeira procede-se à formação militar do soldado do serviço geral da arma a que os recrutas pertençam; na segunda, à formação de especialistas e graduados, aperfeiçoamento das funções de cada pôsto e colectivamente ao desempenho de missões de campanha; na terceira, faz-se recordar a instrução recebida e ensina-se a utilizar os novos materiais. 

UN Publicação ANO XIV Revolução Instrucções das tropas IIUma parada da Guarnição Militar de Macau no campo de Tap Seac

Para além das Companhias Europeias de Artilharia e das Metralhadoras existentes foi a guarnição da Colónia aumentada pelo decreto n.º 30.117 de 8 de Dezembro findo, com duas Companhias Indígenas de Caçadores. (1)

(1) CORREIA, Fausto – Breves Considerações sobre o Aspecto Militar da Colónia” in  Publicação da União Nacional de Macau no Ano XIV da Revolução. Tipografia do Orfanato Salesiano, 1940, 137 p.

NOTA: O capitão Fausto Correia era o Chefe de Estado Maior, em Macau, nesse ano.

 

Ao ler “Breves Considerações sobre o Aspecto Militar da Colónia “ do Capitão Fausto Correia, Chefe do Estado Maior” (1), deparei com esta foto com o título “Exercícios de instruções das tropas”.

Exercícios Militares na Flora I

Creio que serão os mesmos exercícios militares que publiquei em “Hospital Militar da Flora I” (2). Nessa data (07-01-2012) desconhecia a datação das fotos (do álbum de meu pai). Como a publicação do livro foi em 1940, esses exercícios terão ocorrido em finais da década de 30.

A juntar às quatro fotografias publicadas em (2) outras quatros restantes, dos mesmos exercícios.

Exercícios Militares na Flora II

Exercícios Militares na Flora III

Exercícios Militares na Flora IV

Exercícios Militares na Flora V

(1)  in  Publicação da União Nacional de Macau no Ano XIV da Revolução. Tipografia do Orfanato Salesiano, 1940, 137 p.
(2)  https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/01/07/hospital-militar-da-flora-i-2/