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Continuação das postagens anteriores (1) (2)

Em pose, o grupo «Orientais» apresenta-se nos trajes típicos do folclore português que fizeram a glória da sua actuação em terras de Hong Kong, em 15 de Outubro. As referências feitas na imprensa, por essa ocasião, foram justas e de apreço.

O grupo da Escola de S. Paulo, de Macau, num intervalo das danças, deixou-se fotografar, encenando uma das posições apresentadas na sua actuação.

Manuel Araújo canta uma melodia portuguesa para a assistência que ali ocorreu.

Todos os componentes da caravana, para celebrar o sucesso, reuniram-se no restaurante chinês «Ruby», onde lhes foi servido um jantar. (3)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2022/10/14/noticias-de-14-e-15-de-outubro-de-1977-inauguracao-do-hong-kong-arts-centre-i/

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2022/10/15/noticias-de-14-e-15-de-outubro-de-1977-inauguracao-do-hong-kong-arts-centre-ii/

(3) Fotos e reportagem extraídas do “MBIT”, XII- 7/8, Setembro/Outubro, 1977, pp. 12-14

Continuação da postagem anterior (1)

“Numa sequência fluente, sucederam-se os números da Tuna, tendo D. Marília Tavares da Silva cantado «Uma Casa Portuguesa», a abrir a série, a que se seguiram duas danças folclóricas portuguesas para dar lugar ao Sr. Manuel Araújo que fez vibrar a sua voz na «Lisboa Antiga» … (…)

Manuel Araújo canta um dos números em que a Tuna Macaense o acompanhou, na sessão de folclore.

Chegou a vez de Araújo voltar à cena, agora em «Coimbra» que fez brotar a espontânea apreciação de Mrs Helga Burger, gerente dos programas do Arts Centre, em português, «gostei muito de recordar estas canções», Referia-se não só às cantadas por Araújo, mas também às de D. Marília Tavares da Silva que lhe recordaram a sua passagem por Portugal. Após nova actuação dos «Orientais», ouvimos a Sra. De Tavares da Silva em «Sempre que Lisboa Canta» e João Trabuco em «Lisboa Gaiata» que encerraram o programa de Macau” (2)

No terreiro, o grupo «Orientais» numa dança folclórica

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2022/10/14/noticias-de-14-e-15-de-outubro-de-1977-inauguracao-do-hong-kong-arts-centre-i/

(2) Fotos e reportagem extraídas do “MBIT”, XII- 7/8, Setembro/Outubro, 1977, pp. 12-14

A inauguração do novo edifício do «Hong Kong Arts Centre» revestiu-se duma série de acontecimentos e espectáculos, cada um com a sua categoria e nível cultural.

A actuação de Macau enquadrou-se num programa ao ar livre, onde se previa uma assistência abundante, mas que se cifrou na multidão anónima que se aglomerou nos passeios e redondezas, frente à fachada principal do edifício. O largo da via pública foi o teatro dos espectáculos.

Na noite do dia 14, das 19 às 20 horas, o programa foi televisionado pela CTV, mas pouca gente terá aproveitado, uma vez que não ouve publicidade nesse sentido. Nessa noite para além de danças folclóricas apresentadas por várias escolas, danças do leão e da parada da «Pipes and Drums of the Queen`s Gurka Engineers», actuou o grupo folclórico do «Portas do Sol» de Macau, em danças portuguesas, patrocinado pelo Centro de Informação e Turismo, a encerrar o espectáculo.

A sessão do dia 15 preencheu o tempo das 16,00 às 18,00, numa variedade de folclore, em danças e música. Logo após uma pequena dança por alunas do Colégio de S. Paulo, de Hong Kong, iniciou-se o programa de Macau, patrocinado pelo C. I. T., em que actuaram a Tuna Macaense, o grupo folclórico «Orientais» e as alunas da Escola de S. Paulo, de Macau. Foram solistas, em acompanhamento da Tuna Macaense, a Senhora Marília Tavares da Silva, o Sr. Manuel Araújo e o Sr. João Trabuco… (continua ) (1)

D. Marília Tavares da Silva numa das interpretações de canto, acompanhada pela Tuna Macaense
No terreiro, a dança chinesa das crianças da Escola de S. Paulo, de Macau.

(1) Fotos e reportagem extraídos do “MBIT”, XII- 7/8, Setembro/Outubro, 1977, pp. 12-14.

Guia turístico, em chinês e inglês, emitido pelo “Macau Government Tourism Office” em 1993, com 104 páginas (18,8 cm x 12 cm). Publicado (“Not for sale”) por “Directed Macau Listas Telefónicas, Lda.”, com apoio dos Serviços de Turismo de Macau.
NA CONTRACAPA
Anúncio dos Serviços de Turismo de Macau, publicitando o Buffet de comida macaense às sextas-feiras, por 95 patacas (adulto) e 50 patacas (crianças menor de 12 anos), com acompanhamento da música ao vivo da “Tuna Macaense”, no Restaurante da Pousada de Mong Há.

Calendário dos eventos turísticos e feriados em Macau, de 1993, em inglês
Calendário dos eventos turísticos e feriadossem Macau, de 1993, em chinês

Com interesse, os diversos anúncios e fotos desse ano de 1993 como por exemplo
ANÚNCIO – Restaurante do Casino Jai-Alai no Palácio de Pelota Basca, Porto Exterior, aberto 24 horas e “Our midnight Dim Sum is so distinguished that everyone visits Macau must not miss it
Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/casino-jai-alai/
ANÚNCIO – Macau Mokes (“Macau´s original self-drive rental company”)
ANÚNCIO – Café a Bica
Ver anterior referência em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/03/25/caixa-de-fosforos-cafe-a-bica/
澳門遊踪mandarim pīnyīn: ào mén yóu zōng ; cantonense jyutping: ou3 mun4 jau4 zung1.

“Com a longa tradição conquistada em mais de um século de existência, o Teatro D. Pedro V voltou a patentear a sua plateia ao público de Macau, após a renovação operada em todas as salas e dependências e as obras realizadas na estrutura exterior transformando todo o edifício e fazendo-o voltar àquela antiga presença, que fez dele um centro de cultura e onde actuaram grandes figuras do mundo musical, da ópera e do teatro.
Foi neste recinto, com uma audiência a vibrar de entusiasmo que se reviveram hora agradáveis, quando um grupo de carolas em que José dos Santos Ferreira mais uma vez evidenciou o seu valor e outros entusiastas, levados na onda impulsionadora que os invadiu e arrastou ao palco, encenou a revista «Nhum Velo», que foi apresentada nos dias 10 a 12 de Abril, com o mais assinalado sucesso e lotações esgotadas.
Organizado pela Direcção do Clube de Macau e de colaboração com um grupo de sócios, o espectáculo despertou o maior interesse na população e os calorosos aplausos da assistência bem explicaram o agrado que lhes deu tal actuação.
Na noite de 11, teve a presença do Governador de Macau e esposa, bem como do secretrário-adjunto para os assuntos sociais e cultura.
Este espectáculo teve por base peças escritas em «patois», a língua que tende a desaparecer, mas que ainda mantém um sabor especial, nas suas múltiplas formas expressivas de épocas passadas, em termos que a gíria reproduz a transmissão de conversas caseiras, no ambiente das velhinhas da terra que as usam sem rebuços nem distorcida pronúncia.
No entanto, também, foi apresentada a peça portuguesa «Os inquilinos do Sr. Zacarias», igualmente interpretada por sócios do clube.
A «Tuna Macaense» marcou a sua presença, na execução de música popular, na noite da récita. O som dos seus bandolins recorda as noites das festas, em que, se reuniam famílias, em serões musicais.
Foram noites alegres e divertidas, em que a hilariedade explodia às cenas de requintado humorismo que se sucediam no palco.”
Reportagem da revista « Macau B. I. T.», 1977.

Com a presença do Governador, coronel Garcia Leandro e esposa, e de entidades oficiais  foi inaugurada no dia 14 de Novembro de 1977, pelas 17,30 horas, a «Feira Musical – Macau 77», instalada no jardim de S. Francisco, ocupando quase toda a sua área, contando numerosas barracas de petiscos portugueses e chineses bem como os apreciados manjares da cozinha macaense, mostruário de produtos portugueses e locais, jogos diversos, turismo, brinquedos, etc.

MACAU B.I.T. XII 9-10 1977 Feira Musical IEntrada principal da Feira
MACAU B.I.T. XII 9-10 1977 Feira Musical IIActo inaugural da Feira ao ar livre, com o corte da fita pela esposa do Governador

Ao longo dos dias 14 a 20 de Novembro, funcionando ao ar livre, estiveram três actividades do campo musical, cada uma de características completamente diferentes.

MACAU B.I.T. XII 9-10 1977 Feira Musical IIIDanças folclóricas chinesas
MACAU B.I.T. XII 9-10 1977 Feira Musical IVTuna Macaense
MACAU B.I.T. XII 9-10 1977 Feira Musical VDanças folclóricas portuguesas

Também se despertou o interesse com a característica ópera chinesa com actuação em todas as noites, a partir das 19,30 horas.
Ascendeu a quase 30 000 o número de pessoas que ali foram divertir-se, provar a comida típica macaense, portuguesa e chinesa, em tendas que funcionaram das 17 às 24 horas.
MACAU B.I.T. XII 9-10 1977 Feira Musical VIA parte comercial incluía algumas tendas de especialidades – vinhos e artigos portugueses, artigos eléctricos, artigos fotográficos, tapeçaria – e três tendas de informação e exposição, dirigidas por entidades oficiais.
MACAU B.I.T. XII 9-10 1977 Feira Musical VIIMACAU B.I.T. XII 9-10 1977 Feira Musical VIIIAssim, o C. I. T. , Centro de Informação e Turismo teve  em exposição artigos de propaganda e à venda livros e publicações.
MACAU B.I.T. XII 9-10 1977 Feira Musical IXO Leal Senado dispunha de recordações, emblemas, alfinetes e miniaturas da bandeira e outros artigos.
MACAU B.I.T. XII 9-10 1977 Feira Musical XA tenda do Fundo de Exportação, a cargo dos Serviços de Economia, apresentava um mostruário de produtos da indústria local e nacional, em reduzida escala, mas bastante para atrair os interessados no assunto, sendo prestada as informações e orientação para mais pormenores a quem inquiria elementos desse sector.
MACAU B.I.T. XII 9-10 1977 Feira Musical XIAs entradas no recinto renderam mais de $ 26 000,00 patacas o que veio a compensar, de algum modo, as despesas avultadas da construção das vedações, das tendas e dos estrados, mas que não pagaram o custo.
Outra receita proveio do aluguer das tendas, com um rendimento de cerca de $ 15 000, 00 patacas
Fotos e informações de “MACAU B. I. T., 1977″

De 18 a 28 de Março de 1983, realizou-se no Casino do Estoril, em Lisboa e depois no Porto, a Semana de Macau em Portugal, organizada pela Direcção dos Serviços de Turismo.

Sábado FEV 1983 - Orquestra ChinesaOrquestra chinesa

 O Presidente da República Portuguesa, de então, o general Ramalho Eanes e o Governador de Macau, contra-almirante Almeida e Costa, estiveram na inauguração da Semana.

Sábado FEV 1983 - Ópera ChinesaÓpera cantonense

 A iniciativa, da Direcção dos Serviços de Turismo de Macau, em colaboração com a Sociedade Estoril-Sol, levou a Portugal uma comitiva de cerca meia centena de pessoas, entre eles, pintores, artesãos, dançarinos, fotógrafos, mestres de cozinha e cantores.

Sábado FEV 1983 - Tuna MacaenseTuna Macaense

Informação e fotografias da Revista SÁBADO, suplemento ao Boletim Diário de Informação, de 12 de Fevereiro de 1983. Edição do Gabinete de Comunicação Social.

No dia 3 de Janeiro de 1864, (1) realizaram-se em Macau, por motivo do nascimento de D. Carlos, (2) estrondosos festejos com iluminações, récita de gala no Teatro D. Pedro V (3), banquete no Palácio do Governo e no do Barão de Cercal (4), fogos de artifício e outros divertimentos no Campo de S. Francisco (5), tendo tido os espectáculos teatrais chineses, realizados nos dias 4, 5 e 6, uma frequência diária de quatro a cinco mil espectadores (6)

Rei D. Carlos I
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Carlos_I_de_Portugal.jpg
(1)   Já em 1 de Dezembro de 1863 havia sido celebrado, em Macau, o nascimento do príncipe. Idênticas celebracões festivas pelo Príncipe, foram realizadas a 12 de Maio de 1864, pelo reconhecimento como sucessor do trono e quando o Príncipe se casou, o Decreto de 13 de Maio de 1886 ordenou igualmente festejos públicos, o mesmo se verificando a 22 de Março de 1887, pelo nascimento do Principe da Beira.
SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau Século XIX, Volume 3. Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, Macau, 1995, 467 p (ISBN 972-8091-10-9).
(2)   D. Carlos I de Portugal (nome completo: Carlos Fernando Luís Maria Vítor Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis José Simão de Bragança Sabóia Bourbon e Saxe-Coburgo-Gotha), filho de D. Luís I e de Maria Pia de Saboia. Penúltimo rei de Portugal.
Nasceu em Lisboa a 28 de Setembro de 1863 e faleceu a 1 de Fevereiro de 1908 (morto pelos disparos, no Terreiro do Paço). Subiu ao trono em 1889.
(3)   Sobre o Teatro D. Pedro V, ver:
      https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/03/08/leitura-o-teatro-d-pedro-v-ii/
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/03/07/noticias-de-7-de-marco-de-1857-teatro-d-pedro-v-i/
(4)   Sobre o Palácio e o Barão de Cercal, ver:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/10/31/noticias-31-de-outubro-de-1872/
(5)   Em 1861 o governador Coelho do Amaral mandou demolir o Convento de S. Francisco, (嘉思欄修院 / 聖方濟各修院), fundado por franciscanos castelhanos a 2 de Fevereiro de 1580, (por isso, na toponímia chinesa ,o jardim de S. Francisco  tem o nome de Ka-Si-Lán-Fá Yun, 加思欄花園,isto é “Jardim dos Castelhanos“). Em 1585, os franciscanos castelhanos foram substituídos por franciscanos portugueses e, em 1834, por as ordens religiosas terem sido extintas em Portugal e por isso também em Macau, o Governo de Macau tomou posse do terreno e seus bens.
O Convento foi demolido e, no seu lugar, construído um quartel, batalhão de primeira linha, que o destacamento ocuparia a partir de 30 de Dezembro de 1866.
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/11/29/leitura-descripcao-de-macau-em-1837/
Toponímia Jardim de S. FranciscoA zona arborizada foi transformada em jardim público – Jardim de S. Francisco considerado o 1.º jardim público de Macau. O jardim tinha sucessivos patamares até ao Rio das Pérolas e perdeu essa ligação ao mar com os aterros da Praia Grande, em 1920. Posteriormente com a abertura da Rua da Santa Clara, em 1935, foi-lhe retirada vasta área (destruída também o coreto onde a alta sociedade convivia ao princípio da noite e ouvia música).
(6)   GOMES, Luís Gonzaga – Efemérides da História de Macau. Notícias de Macau, 1954, 267 p.

NOTA 1: Aproveito para chamar a atenção para um trabalho de investigação de Joana S. Pinto Brun sobre “Os Jardins Históricos de Macau”. Trata-se de um trabalho de dissertação para mestrado em Arquictetura Paisagística (Universidade Técnica de Lisboa) de 2011 e que recomendo a sua leitura, disponível em:
http://www.repository.utl.pt/bitstream/10400.5/…/Dissertacao_JoanaSPBrum.p…‎

Convento de S. FranciscoConvento de S. Francisco

(TEIXEIRA, Pe.. Manuel – Os Militares em Macau. Edição do Comando Territorial Independente de Macau, 1976, 614 p.)

NOTA 2: Recordo ainda aqui a canção dedicada ao “Jardim de S. Francisco”, da Tuna Macaense, de 1997, do album “Titi Bita di Lilau”. A melodia é de António dos Santos Dias. Disponível no You Tube:
http://www.youtube.com/watch?v=Q3RCf0ugE0w