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Notícia curiosa surgida no jornal «O Independente» (1)  em que se anuncia o aparecimento pela primeira vez de «dois carrinhos» velocípedes  que percorreram rapidamente a Praia Grande e estradas do campo.

(1) «O Independente» I- 38 de 21 de Maio de 1869, p. 330

O mesmo acontecimento foi relatado pelo «BPMT» (2) de 17 de Maio.

(2) «BPMT», XV-20 de 17 de Maio de 1869

Dado que em ambos os periódicos, um de 17  e outro de 21 de Maio, referem “…esta semana …” pressuponho que o mesmo episódio tenha sido entre 14 a 16 de Maio de 1869

“O ambiente de optimismo e confiança no futuro ecnómico de Macau manteve-se, em crescendo, por todo aquele ano. O relatório do Comissário das Alfândegas Chinesas da Lapa, publicado em Junho, é francamente favorável e animador. Ali se referem as várias indústrias macaenses em progresso, se aponta a importância das corridas de cavalo, ainda que improvisadas, como factor de grande relevância para o turismo. E mais, exalta-se a inauguração do primeiro troço de oito quilómetros da estrada Macau-Seac Ki, construída pela Repartição das Obras Públicas, em terra vizinha, com a colaboração das autoridades desse território, em 18 de Março, com a presença do Governador Tamagnini, para além da Porta do Cerco.

Esta estrada macadamizada valorizou decisivamente a economia de Macau e as suas relações comerciais com o “hinterland”. A Companhia de Autocarros Kee Kuan lança carreiras para aquele território, dezenas de automóveis atravessam a Porta do Cerco, levando veraneantes e caçadores, principalmente aos Sábados e Domingos, organizam-se piqueniques e caçadas às rolas, perdizes e narcejas, ou então, pescarias à “asa vermelha”, nos meandros do rio e dos ribeiros e riachos afluentes.

Ainda nos lembramos desses passeios. Visitámos muitas localidades cujos nomes nos eram familiares: Chin Sán, Chôi Mei, Ku Oc, Tong Ká, Li Tchai, Seac Ki, Vong Mau Tché, as Águas Quentes e Choi Hang, terra de nascimento de Sun Iat Sen. Na nossa memória ficaram as merendas saboreadas em troços de estrada, à sombra e ao ramalhar de grandes árvores de pagode, os bambuais vergando ao sopro da viração, os búfalos mergulhados nas águas lamacentas das várzeas, com o focinho de fora, os camponeses atravessando pequenas pontes de pedra, a sorrir para nós, e o cheiro penetrante e enjoativo da espiga de arroz, quando madura, que nos perseguia durante todo o trajecto. Era uma vida boa!” (http://www.icm.gov.mo/rc/viewer/30018/1706)

Sobre a estrada Macau – Seak Kei/Shiqi, ver anterior referência em: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/03/16/noticia-de-16-de-marco-de-1928-estrada-macau-seac-kei/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2015/03/18/noticia-de-18-de-marco-de-1928-a-nova-estrada-macau-seak-kei/ https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/04/13/noticias-do-mes-de-abril-de-1934-ecos-de-macau/

No dia 15 de Julho de 1988, os «Correios e Telecomunicações de Macau / CTT MACAU» emitiram e puseram em circulação selos postais alusivos à emissão extraordinária Meios de Transportes Tradicionais – 2. º Grupo“ e um bloco filatélico. Trata-se de uma continuação da emissão de selos sob o tema “Meios de Transporte “ iniciado em 1984 com os “Barcos de Pesca” e terminado com os “Hidroaviões” (estes já publicados em anteriores postagens (1) (2)

Os quatros selos desta emissão são nos valores de 20 avos (bicicletas), 50 avos (motociclos) 3,30 patacas (automóvel) e 5 patacas (automóvel) (3)

Os desenhos são de  Ng Wai Kin

“Os primeiros automóveis começaram a circular em Macau nos anos 20. Decorridos dez anos não haveria no Território, mais do que uma escassa dezena de carros; o carro do Governador e os de algumas famílias mais abastadas. Com o decorrer do tempo, porém, o automóvel começou a generalizar-se e, em cada ano que passava, a sua expansão ia sendo cada vez maior. De facto, após os anos 50, o automóvel começa a ser uma presença efectiva no ambiente da cidade. Contudo, a sua circulação permitiu ainda, até finais da década de 70, a circulação regular de meios de transporte tradicionais, nomeadamente o triciclo e a bicicleta.

Nos anos 80, acompanhando o rápido crescimento económico e populacional do Território, o automóvel acabou por conquistar todo o espaço disponível da cidade. Hoje o transporte motorizado automóveis, motociclos e ciclomotores, é um hábito generalizado numa população que ronda o meio milhão de habitantes, vivendo, a maior parte, num espaço exíguo, a península de Macau, ocupada inteiramente pela cidade do mesmo nome, com uma área de pouco mais de 6 km2! “ (4)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2016/10/09/noticia-de-9-de-outubro-de-1989-1-o-dia-de-circulacao-meios-de-transpor-tes-tradiconais-hidroavioes/

(2) https://nenotavaiconta.wordpress.com/2019/10/09/noticia-de-9-de-outubro-de-1989-1-o-dia-de-circulacao-meios-de-transpor-tes-tradiconais-hidroavioes-ii/

(3) Portaria n.º 115/88/M – Emite e põe em circulação selos postais alusivos à emissão extraordinária «Meios de transporte terrestres».

(4) Texto de Jorge Cavalheiro in “Da Sampana ao Jactoplanador, Da Cadeirinha ao Automóvel”. Edição da Direcção dos Serviços de Correios e Telecomunicações de Macau, 1990, 114 p.

Anúncio, de 1932, de uma empresa de transporte (aluguer de automóveis) em Macau  “EMPRESA LUSITANA DE TRANSPORTES LIMITADA” em que garantia “serviço da ILT – EFICIENCIA e LIGEIRESA nos TRANSPORTES”.

A sede da empresa estava na Avenida Coronel Mesquita s/n.

Notícia extraída de «A Aurora Macaense». I-40 de 14 de Outubro de 1843.

NOTA: : 01-10-2019 – corrigido o lapso:  a notícia originalmente publicada no dia 10 de Setembro de 2019, como “NOTÍCIA DE 10 DE SETEMBRO DE 1843” deve-se ler “NOTÍCIA DE 7 DE OUTUBRO DE 1843. Peço desculpas pelo erro que não foi devidamente identificado na altura..

Extraído de «BGC» XXVI-305, 1950

Uma das novas lanchas a motor que em 1 de Setembro de 1950 inauguraram as carreiras para as Ilhas da Taipa e Coloane. (1) Em Maio desse ano tinha sido inaugurada a nova ponte do Cais de cimento na Ilha da Taipa, bem como uma estrada de ligação com o centro da vila.
A partir de 7 de Setembro desse mesmo ano, iniciaram as carreiras de «auto-omnibus» entre a ponte cais da Taipa e a povoação da Taipa.

Extraído de «B.O. » n.º 37 de 16 de Setembro de 1950

(1) As carreiras fluviais entre Macau e Ilhas foram reiniciadas a 4 de Fevereiro de 1950 (B.O. de 04-02-1950 – DL 1112 desta data)
e o Regulamento da concessão do exclusivo das carreira fluviais para passageiros entre Macau e as Ilhas foi publicado no B.O. n.º 9 de 4 de Março, n.º 11 de 18 de Março e n.º 35 de 2 de Setembro de 1950

Extraído do «B.O.».  9 de 4 de Março de 1950
Extraído do «B.O.», 35 de 2 de Setembro de 1950,

Guia turístico, em chinês e inglês, emitido pelo “Macau Government Tourism Office” em 1993, com 104 páginas (18,8 cm x 12 cm). Publicado (“Not for sale”) por “Directed Macau Listas Telefónicas, Lda.”, com apoio dos Serviços de Turismo de Macau.
NA CONTRACAPA
Anúncio dos Serviços de Turismo de Macau, publicitando o Buffet de comida macaense às sextas-feiras, por 95 patacas (adulto) e 50 patacas (crianças menor de 12 anos), com acompanhamento da música ao vivo da “Tuna Macaense”, no Restaurante da Pousada de Mong Há.

Calendário dos eventos turísticos e feriados em Macau, de 1993, em inglês
Calendário dos eventos turísticos e feriadossem Macau, de 1993, em chinês

Com interesse, os diversos anúncios e fotos desse ano de 1993 como por exemplo
ANÚNCIO – Restaurante do Casino Jai-Alai no Palácio de Pelota Basca, Porto Exterior, aberto 24 horas e “Our midnight Dim Sum is so distinguished that everyone visits Macau must not miss it
Ver anteriores referências em:
https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/casino-jai-alai/
ANÚNCIO – Macau Mokes (“Macau´s original self-drive rental company”)
ANÚNCIO – Café a Bica
Ver anterior referência em
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/03/25/caixa-de-fosforos-cafe-a-bica/
澳門遊踪mandarim pīnyīn: ào mén yóu zōng ; cantonense jyutping: ou3 mun4 jau4 zung1.

Uma velha aspiração dos macaenses,  nunca concretizada – uma ligação Macau – Cantão (Guangzhou –  廣州) por caminho de ferro, aqui relatada pelo «Diário de Notícias» (1) sob a perspectiva japonesa (artigo do correspondente japonês em Macau para um jornal japonês «Asahi») (2). Recordar que em 1938, se estava em plena Guerra Sino-Japonesa (iniciada em Julho de 1937) e início da expansão do domínio japonês concretizada com o início da Segunda Guerra ou Guerra do Pacífico.
(1) Republicado no «BGC» XV-164, Fevereiro de 1939 p. 105
(2) «Asahi Shimbun (朝日新聞» é um dos cinco maiores jornais diários do Japão ainda em circulação e o mais antigo – fundado em 1879 em Osaka.
https://en.wikipedia.org/wiki/Asahi_Shimbun
«Asahi» (朝日) foi também um navio de guerra japonês (construído em 1898) readaptado depois nas várias situações: na guerra Russo-Japonês (1904-1905), na I Guerra Mundial, e na II Grande Guerra (como navio de transporte de tropas a partir de 1937). Afundado em 25 de Maio de 1942 pelo navio americano «USS Salmon»
https://en.wikipedia.org/wiki/Japanese_battleship_Asahi

Extraído de BGC XXVI-311, MAIO 1951.

Mais dois ”slides” digitalizados da colecção “MACAU COLOR SLIDES – KODAK EASTMAN COLOR”comprados na década de 60 (século XX), se não me engano, na Foto PRINCESA (1)

A Fortaleza do Monte
O Edifício do Leal Senado e a Estátua do Coronel Mesquita (derrubado em 1966)

Em frente da estátua, estacionados, os triciclos de aluguer.
Na Avenida Almeida Ribeiro, o “bus” em direcção à Barra (nessa época o custo do percurso Porta do Cerco-Barra –  10 avos)

(1) https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/decada-de-60-seculo-xx/